História Step Sex - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Aomine Daiki, Kagami Taiga
Tags Aokaga, Kagaao, Lemon, Pwp
Visualizações 448
Palavras 7.558
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


repostando ~

boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


— Aomine! Pelo menos ande com suas próprias pernas! — Kagami brigava com o moreno por qual exato motivo? Estavam quase na mesma situação.

Sóbrios? Passavam longe disso.

As roupas amassadas, os cabelos bagunçados, o jeito de andar digno de alguém fora de si.

Aomine e Kagami, apoiando um no outro entravam no prédio, cambaleando, rindo sem motivo, com os rostos corados devido às consequências daquela noite.

Ao voltarem de uma festa o moreno resolvera que iria para casa de Kagami, isso incluía diversos motivos, e o ruivo simplesmente não teve a opção de negar. Fechando os olhos e abrindo em frente ao seu prédio, com um carro partindo após tê-los deixado.

Provavelmente era um de seus amigos, Kise, Kuroko, Midorima, quem sabe... Um dos que estava na festa e fizera a caridade de deixar os dois bêbados em um lugar seguro.

— Ai, ai, idiota, meu cabelo. — Aomine havia tomado os fios ruivos em uma das mãos. Completamente bêbado.

Kagami estava bem mais sóbrio que ele e podia ver claramente aquilo.

O aperto apenas prolongou-se e firmaram-se mais ainda nos fios coloridos do mais velho. Não estava em si, e não seriam aquelas palavras simples do ruivo que faria seu ato parar. Não tinha o controle exato de seu corpo, ele queria o quê?

— Cale a boca e vamos logo. — Não estava a fim de papo, queria chegar logo ao apartamento do menor e ter a noite que merecia além da festa de um pouco mais cedo.

A noite não havia acabado, estava um pouco longe disto. Mesmo que fosse já de madrugada, praticamente, não terminaria daquela maneira, simplesmente uma festa onde ele encheu a cara completamente, e divertiu-se.

Entraram no apartamento, tendo dificuldade com sua bela amiga porta, que se recusava a deixá-los entrar. Ou eles só não conseguiam abri-la. Vai saber. E para ajudar, naquela semana o elevador havia quebrado, auxiliando mais ainda a subida que eles teriam de fazer até o oitavo andar. Maravilha.

Acabariam pisando em falso em algum degrau e rolando escada a baixo, chegando a hall da entrada e dormindo no piso de lá mesmo. Seria uma cena linda para os moradores de o edifício ver ao acordarem.

Começaram a subir o primeiro lance de escadas. E, meu deus. Segura esses dois garotos. Era um passo com total cautela de Kagami e outro sem ao menos pensar do moreno. Ele enxergava praticamente um degrau acima do outro, não tinha como saber que era apenas um e pisar corretamente.

Aquilo não daria em coisa boa.

— Ande direito, porra! — Mesmo demonstrando estar irritado com aquela atitude totalmente desleixada do moreno, um pequeno sorriso tomava conta de seus lábios, o contradizendo.

Devia ser por conta do efeito do álcool. Já estava prevendo a queda, andavam se empurrando para um lado e para o outro, desequilibrando e voltando a subir, até chegarem ao segundo andar. Aquilo não seria nada bom. Mais um lance para subir, mais um empurrão, mais uma puxada de cabelo.

— Se você nos derrubar dessa escada eu te mato. Eu quero chegar lá vivo.

— Vamos chegar vivos, só não inteiros. Agora fique quieto ou vou ter que fazer isso? — Diferente do humor do mais velho que se modificava para um alternado e até mesmo alegre por conta da bebida, o seu parecia ficar mais ácido e duro.

Notou que ele iria abrir a boca novamente, e isto o irritou o suficiente para puxar o cabelo dele dessa vez contra seu próprio rosto, batendo as testas e roçando narizes de forma violenta. Mordeu os lábios grossos, fazendo-o abrir a boca minimamente e o cheiro de bebida invadir um pouco mais seus sentidos.

Puta que pariu.

Empurrou-o contra a parede dali, entrando com sua língua pela boca alheia, buscando focar-se em algo, nem que isso fosse um ósculo o qual poderia dominar um pouco já que seu corpo não respondia. Não era um local aconselhável estar daquela forma na escada, mas seu consciente mandava tudo para a merda no momento.

Kagami bateu com as duas mãos do peito do garoto, vendo-o cair de bunda em um dos degraus.

— O que diabos você está fazendo?! — Incrédulo; era a palavra que o descrevia. Não havia entendido nada, duvidava que o álcool o deixa-se daquela forma e estava consciente no mínimo de seus atos apesar se ainda sentir os efeitos. — Você não pode sair beijando os outros assim, idiota. — Se aproximou de Aomine, segurando a sua camisa enquanto proferia a centímetros de seu rosto. — Se ficar fazendo esse tipo de coisa, eu vou querer transar com você.

Um sorriso brotou no rosto do moreno após que ele entrou naquele edifício. Era isso o que queria, idiota. Taiga realmente sabia ser muito lento quando queria, não? Puxou a camisa dele igualmente, fazendo o corpo descer a altura que estava e este colar os lábios novamente.

— Vamos fazer então... — Fora de si não era o que poderia dizer que Daiki estava no momento. Ainda não totalmente.

Desejava o prazer de aquela noite chegar. O verdadeiro e puro êxtase a preenchê-lo. E não mediria local, não mediria regras, e nem aguentaria Kagami e aquele jeito de ser certinho e achar as coisas erradas.

Apenas queria foder, ele não podia simplesmente aceitar e calar a boca?

— O que? Você sabe o que isso significa Aomine? — Kagami ficou novamente a centímetros dos lábios, podendo sentir o hálito quente que misturava certo frescor com o cheiro do álcool, bater contra sua pele, causando pequenos arrepios. — Significa que eu vou-te foder. — Falou na maior calma, fitando os olhos azuis, sentindo o calor fluir por seu corpo ao somente imaginar. A mão foi até a bunda do garoto, cutucando com os dedos entre as nádegas por cima dos tecidos que impediam maior contato. — Você quer isso?

Nunca que na vida, Daiki, permitira uma resposta positiva em relação aquilo sair de seus lábios. Não era porque estava alcoolizado que diria algo como aquilo. Ele estava bêbado, não drogado.

Sua outra mão foi para a calça do mais velho, passando ela de maneira firme e meio perdida pelo pano, achando o que queria e puxando para baixo, fazendo um leve barulho no silêncio que estava entre eles.

Sentia-se incomodado ao extremo em relação aquilo, o rumo das mãos de Taiga, a forma despudorada que tocavam sua região traseira, almejando e premeditando o ato como se já estivesse ganho.

— Não ficarei respondendo a cada pergunta desnecessária sua. — Seus olhos ardiam com a visão de um e do outro, sendo refletida pelo olhar deles. Falação demais e ações de menos.

— Quem cala consente... — Entre as palavras completamente aleatórias Kagami ria.

Estar bêbado realmente não estava contribuindo em nada seus atos, os dedos pressionam mais o local, onde supunha estar o que queria de Aomine. Seu rosto aproximou-se mais, roçando os lábios, os narizes.

Diferente do moreno, pressa era algo que não queria ter, tornando cada segundo mais demorado, mais necessitado. A mão subiu pelo volume entre as pernas, coberto por duas malditas peças, apertando o local.

Fez o mesmo com ele, enfiando a mão pelo zíper que abriu anteriormente, fazendo pressão em seu falo, de forma demorada, buscando senti-lo enrijecer-se com seu toque. Não ligava que se calando ele estava aceitando, era realmente aquilo mesmo.

Desfez-se do botão da calça com os dedos de forma até mesmo ágil, buscando tirar a mão da camisa e auxiliar para descer sua calça. Tomou sua boca outra vez em um ósculo, querendo senti-lo por mais que estivesse a começar a latejar.

Maldito álcool. Nunca desejou estar sóbrio como naquele momento para ter mais um pouco do controle. Mas quer saber? Que se lasque. Iria prosseguir.

O ruivo descolou os lábios novamente, sentando um dos degraus e puxando Aomine para seu colo após ter abaixado boa parte de sua calça.

— A gente devia fazer isso em casa... — Os lábios foram ao pescoço, fazendo uma pressão na pele quente, enquanto as mãos invadiam a Box, apertando as duas nádegas que mal as preenchiam.

— O lugar não importa. — Murmurou com a típica rouquidão, adentrando também com sua mão para agarrar o falo meio rígido, buscando endurecê-lo por completo realizando curtos movimentos com os dedos contra a palma.

Os calores de seus corpos multiplicavam-se ao efeito do álcool, fervendo seus sentidos de maneira enlouquecedora e rápida, tornando os atos não pensados e apenas feitos. Mas tinham plena consciência que estavam no segundo andar de um apartamento e se pegando no meio da escada desse.

E era com o que menos se importavam.

Tomou os lábios novamente aos seus, adentrando com a língua a cavidade e compartilhando as salivas em um beijo afoito. As mãos iam às costas, desciam a bunda, não sabiam onde parar, apenas movia-se pelo desejo de explorar cada parte do corpo de Aomine.

O interior de Kagami pegava fogo, quase que no sentido literal, de tão quente que sua pele estava com o baixo ventre formigando em excitação. Por fim conseguiu cessar a inquietude, segurando a barra da camisa do moreno e a puxando para cima, tirando-a rapidamente.

Os lábios separaram-se por poucos instantes, até o de Kagami voltar ao contato da pele do outro, mas a de seu pescoço. Mordia e chupava com força, marcando-o e fazendo o barulho ecoar pelas escadas.

Aproveitou a posição que se encontrava, estando sobre as coxas alheias, para roçar-se minimamente a ele, procurando um jeito confortável. Ficar de maneira boa em uma escada era complicado, e muito.

Segurou com brutalidade os fios coloridos dele novamente, separando a boca a força de sua pele, sentindo e até mesmo sabendo que havia ficado uma marca ali. Seria facilmente encoberta, mas as deles não.

Puxou para trás a cabeça, olhando-o de cima com um sorriso a trajar completamente seu rosto de forma sacana, expondo os dentes minimamente. Chupou sua clavícula, mordendo o osso do local de forma leve, mas o suficiente para sentir e ouvir o corpo clamar em incômodo.

Sua outra entrou por baixo da camisa, passando pela extensão apertando cada local, tomando a lateral em sua palma e dedos compridos com força. Sentia seu próprio membro rijo, cutucar o corpo alheio indicando sua excitação e estado. Duro por Taiga e para ele.

— Aomine... — Chamou de forma rouca, já completamente envolto naquele transe de pura excitação, querendo apenas compartilhar de prazer, mandando tudo para os ares.

Literalmente, retirou a camisa a jogando em algum lugar. Colocaria a culpa da bebida na manhã seguinte que teria que procurar onde ela fora parar. As mãos foram ao quadril, o puxando com força próximo ao seu, fazendo ambas as intimidades pressionarem uma a outra.

O ruivo arfou baixo com o contato. Aquilo estava mesmo acontecendo? Estava bêbado, sim. Mas consciente.

— Isso não está certo...

— Não ligo. — E realmente, não estava nem aí mesmo.

O que ele tanto pensava? Será que dava para ficar, pelo menos, os minutos que ficariam no ato, quieto, apenas seguindo o ritmo da necessidade dos corpos? Fala sério, odiava a falação de Taiga desde o começo, mas aquilo já estava demais. Se enrolasse muito, ele tomaria as coisas ali, como deveria ser.

Falou que queria e iria fodê-lo. Dessa maneira de vai ou não vai, cheio de indecisão, começava a desconfiar. Já que era assim. Queria uma ação firme dele.

Subiu sua mão da lateral, chegando a seu peito e botão, colocando entre os dedos e beliscando-o para deixa-lo eriçado, passando a língua por sua pele desnuda, mordendo-a em seguida.

Não tinha problema, tomaria o papel que sempre fora seu.

Kagami levou a mão à boca antes que algum som escapasse. Mordeu-a, a arfada a pesada e o quase gemido.

— Não está certo você em cima. — Segurou os ombros de Aomine jogando-o para o lado e subindo em cima dele.

Mal percebeu que estavam no canto da escada, perto demais do corrimão que tinha uma grande abertura para ambos caírem dali. Estavam tentando se matar? Isso, o ruivo não ligava. Segurou com uma mão as bochechas do outro, formando um bico com os lábios, aproximando-se e pegando o inferior entre os dentes.

Voltou novamente a beijar o pescoço, descendo até a clavícula, chegando ao peito e consequentemente a um dos mamilos. Lambeu, mordendo com pouca força a ponta e observando as reações que só o faziam continuar.

— Bem melhor. — Lambeu os lábios, voltando ao que fazia.

Não permitiu que um som constrangedor saísse a partir daquele toque, apenas sorriu mais, colocando ambas as mãos em cada lado do quadril do mais velho, apertando-o.

— Não importa, em cima ou embaixo, Kagami. Eu serei aquele que domina. — Era um fato que a maioria acreditava.

Mas não era exatamente da melhor forma que ele estava mostrando naquela noite. Álcool, sua desculpa. Contudo, nenhum pouco plausível por estar ciente, mesmo que minimamente, do que estava se submetendo ali.

Desceu mais, à medida que ele tentava lhe fazer alguma expressão ou som que delatasse que estava a ser submisso, assim como seu sorriso que aumentava. Chegaram às nádegas, foi com uma mão a sua frente, voltando a agradar seu falo com a mão forte, enquanto a outra deslizava por entre as pernas e mais abaixo de seu pênis.

Massageou os testículos, procurando ir um pouco mais abaixo, a fim de provocá-lo também.

Não perderia esse lugar nunca.

— Não se atreva... — Kagami proferiu o olhando de baixo com os lábios praticamente colados a pele do abdômen definido, o olhar emanava o perigo que Aomine estava correndo ao fazer aquilo.

Se por um acaso imitasse seu ato e o cutucasse naquele local, o ruivo não o pouparia de mais nada, não mediria limites. Antes que Aomine abrisse a boca para falar algo, os dentes cravaram na pele morena, deixando a marca extremamente avermelhada, a marca de Kagami.

Encheria-o delas.

Riu, misturando sua risada com ardor que sentiu da mordida desferida sem ao menos medir a força por Taiga. Não tinha medo das palavras dele, muito menos de suas ações consigo. Se ele queria brincar, que brincassem. Apesar de a grande quantidade de álcool que ingeriram poderiam modificar minimamente, mas não ligavam.

— E se... Eu me atrever? — Desceu com o dedo indicador pelos testículos, tocando a entrada contraída dele. — O que vai fazer? — Indagou trajando um sorriso provocativo, pressionando o orifício, ameaçando de penetrá-lo.

— Vai acabar se arrependendo, Aomine. — Kagami subiu com o olhar pelo corpo semi nu, ajoelhou-se com ele entre suas pernas e procurou em sua calça, que havia tirado, algo no bolso.

Uma das mãos seguraram ambos os pulsos acima da cabeça, não com uma força da qual ele estivesse sem ter como se livrar do ato de Kagami. Mas, o ruivo fora mais rápido e segurando o celular em mãos o abriu, fazendo o aparelho soltar um pequeno som indicando a foto que foi tirada.

Nela contendo a imagem de Aomine em uma situação, que sim, indicava o quão submisso ele aparentava estar.

Fez o celular escorregar para o outro lado da escada e com um movimento rápido e forte, puxou-o pela cintura a altura de seu rosto, fazendo com que ambas as pernas do moreno fossem apoiadas em seus ombros. Riu. Inclinando a face para frente a centímetros da intimidade ainda coberta por somente um tecido.

— Eu acho que não. — Não se arrependeria de algo que ele próprio deu a ideia.

Contraiu as pernas, fazendo com que sua ereção fosse prensada contra o rosto dele, obrigando-o a senti-la. Mais um sorriso sacana preencheu seu rosto, satisfeito por vê-lo não desfazer a aproximação, e sim inalar seu cheiro, abocanhando uma parte da ereção encoberta, melando a peça.

Levou a mão, como um costume que adquiriu naquela noite, aos fios coloridos e apertando-os com demasiada força, num sentido contrario sentido do anterior. Queria mais sentir sua boca que estava compartilhando o calor com sua intimidade, queria senti-la por completo.

— Já que me vai foder hoje, que tal um agrado? - Sugeriu de forma totalmente explícita, amansando o contato firme de sua mão para deixá-lo o mínimo mais livre.

Tinha levado até mesmo uma recordação do momento. Maldito. As luzes dos corredores e escadas deveriam ter iluminado bem a foto, dando uma visão bem privilegiada.

— Com prazer... — O rosto do ruivo roçou mais contra a ereção, passando a ponta do nariz por cima do volume, pressionando os lábios antes de expor a língua lambendo a extensão.

Soltou um riso nasal entre o ato, segurando com força o quadril e o começo de sua bunda, para conseguir estabilidade ao prosseguir. Tomou entre os dentes o tecido da Box, o puxando para baixo e como consequência rasgando um pouco da peça, mas tendo êxito ao liberar o membro de Aomine.

Antes de prosseguir, apenas tocou a glande levantando o dedo e vendo o líquido viscoso formar uma linha tênue.

— O que quer que eu faça? Hm?

Suspirou de forma irritada. Ele sabia prolongar as coisas. Sabia perdurar e deixá-lo puto com isto também. Custava apenas lhe dar o prazer que queria antes que fizesse o mesmo, usando seu corpo para isso? Era tão difícil? Não, simplesmente queria vê-lo pedir, a dizer palavras sujas.

Para si, aquilo não era nenhum incômodo, daria o que queria. Como uma ordem evidente, voltou a apertar seus cabelos, fazendo os lábios tocarem seu membro que já estava um pouco a latejar de excitação.

— Apenas coloque essa porra na boca e chupe até fazer-me gozar dentro dessa bela boquinha, Kagami. — Ditou entre dentes, num limite do que podia suportar toda aquela maldita falação.

— Aomine... — Os lábios do ruivo roçaram na base, enquanto os dedos brincavam na virilha. — Que jeito feio de pedir. — Sorriu, mudando o rubro olhar para a face do moreno, procurando não perder nenhuma de suas expressões assim que a língua percorreu pela extensão do falo.

A mão desceu aos testículos, massageando-os enquanto a língua brincava de descer e subir pelo pênis de Aomine até chegar à cabeça, chupando somente ela. Beijou a glande, e em um movimento rápido colocou boa parte do que conseguiu na boca, era grande demais para caber inteiro em sua cavidade.

Começou com lentos e curtos movimentos, pressionando com a língua e intencionando as sucções a cada minuto.

Que se dane a merda do jeito de pedir, apenas queria sentir a boca dele, daquela maneira a chupá-lo. Ah, sim. Os dedos enroscaram-se as madeixas escuras, tombando a cabeça no degrau de cima o qual estava sentado da escada, ofegando enquanto cerrava e abria os olhos à medida do ritmo que lhe era imposto o falo a ser satisfeito.

O rosto transfigurava-se pelo prazer a cada segundo, os lábios tocavam-se à medida das sensações, a voz rouca arfava e urrava em baixo tom pelo só o começo do que sentia.

— Kagami... Faça um pouco de esforço. — A cabeça voltou à posição inicial, encarando-o com os olhos azuis e reluzirem um negro imenso. Estava a gostar, mas não faria mal ele dar um pouquinho mais de si ali.

— Cale a boca. — O rosto do ruivo transfigurou em irritação, até em um momento como aquele Aomine o irritava.

Ele queria mais? Pois teria. Levou os dedos a boca do moreno, invadindo a cavidade para que permanecesse quieto. A boca voltou aos movimentos, chupando mais forte, abaixando a cabeça, conseguindo tê-lo por inteiro. Sentiu o falo no início de sua garganta, quase engasgando, mas mantendo-se firme e pegando o jeito logo em seguida.

Com habilidade, já o chupava de forma acelerada como ele queria, fazendo grande pressão na boca úmida e quente. Queria os sons altos, queria vê-lo gemer seu nome. Retirou os dedos da boca de Aomine, e sem prévia ou antecipação, cutucou o orifício com um, o invadindo, fazendo o digito deslizar para dentro.

— D-desgraçado. — murmurou em um gemido dolorido, prendendo os dígitos em seus fios.

Aquela altura, já deveria ter arrancado alguns e forçando ainda mais. Que ele não reclamasse, porque o incomodo que sentia com sua invasão inesperada era parecida. Não seria tão fácil arrancar sons seus de prazer como ele deveria estar imaginando. Completamente sofrendo de um equivoco caso este seu pensamento.

O mais velho movia-o, roçando de forma devagar as suas paredes internas, saindo e retomando ao local quente e apertado. As pernas às costas dele apertaram mais um pouco, fazendo o corpo juntar-se. Mais aproximação. Desejava-a. E a teria.

Somente esperaria mais um pouco, ter o nirvana que almejava e conduzi-lo à zero de distância. Não existia agrado, não pelo menos da parte do mais novo, e nem teria. Apenas o interessava tornar a noite melhor, fechá-la com a chave do prazer. Isso por si só, bastava.

— Como? — O ruivo provocou-o, afinal, era o que fazia de melhor.

O dedo foi mais fundo na cavidade, o máximo que podia, enquanto a boca voltava aos movimentos, lambendo o falo de cima a baixo. Desceu a língua abaixo do testículo, lubrificando o começo da entrada onde um dos dígitos estava, não demorando muito para um segundo entrar com imensa dificuldade.

Nem assim ele conseguia calar a boca? Provocação naquele momento não era tão necessário, isso atrapalhava seu prazer a estar sendo recebido com as pequenas pausas para elas serem desferidas para seu limite com ações. Estava realizando o feito de lhe dar prazer, tirá-lo, deixá-lo com raiva e refazer o ciclo. Apesar de insuportável, era bom.

—Cala essa porcaria de boca duma vez. Droga... — A respiração ficou mais pesada e o timbre mais rouco, fazendo mais alguns dos fios serem puxados com brutalidade. Taiga acabaria saindo dali careca.

Kagami sorriu entre o ato, parando por completo o boquete que realizava. Em parte para concentrar-se somente nos dedos que entravam vagarosamente pela cavidade, e provocar o moreno como adorava. Dando-lhe a dor que queria transformar em prazer, talvez o mínimo para satisfazer-se logo em seguida, sendo egoísta e dominando Aomine.

Fez o típico movimento abre e fecha tentando alargar o local de forma inútil, indo fundo no interior e roçando os dígitos nas paredes internas à procura de algo.

Aquele ato insinuando um objeto dentro de si não ajudava em nenhum pouco para sua mente manter-se focada as coisas que estavam acontecendo consigo. O que ele estava a fazer? Por que resolveu parar? Testando a si mais um pouco? Muito, muito ousado para alguém tão indeciso.

Que soubesse que iria ser a primeira e última que submetia a algo do gênero. Tsk.

Ofegou de forma ainda mais densa, deixando os lábios escuros proferir um baixo e disfarçado gemido sair. Por mais a negar o seu modo - natureza, por assim dizer -, os dedos em si estavam a causar uma sensação boa, que modificava seu senso de pouco em pouco e o permitia a usufruir deste modo de prazer.

Soltou de vez seus dedos dos fios escuros dele, deixando sua mão repousar ao lado do corpo na escada, apertando os degraus a cada novo toque e sentido liberado pelo consciente.

No canto dos lábios avermelhados aquele sorriso se formou de pura satisfação ao ter visto seu objetivo se concretizar aos poucos. Movimentos lentos massageavam o interior de Aomine, retirando e entrando com os dedos que estavam a conduzir.

Parou, passando a mão pela glande e apertando seu contorno. Os dedos aos poucos saíram do apertado orifício, e o rosto aproximou-se do moreno.

— Você sabe que isso vai doer. — Riu. Ah, se estivesse em seu completo estado sóbrio, aquela liberdade com as palavras não seria tanta.

Um novo limite alcançado.

— Dá pra somente fazer? Ou quer mudar os lugares de último momento? — Seus lábios repuxaram um mínimo sorriso.

Até parecia que estava a lhe alertar para caso o machucasse. Receoso? Esperava que não, odiaria vê-lo pegar leve. Quem fazia isso era ele, desde quando trocaram tanto de papéis? Ah, esqueça essa pergunta.

Levou a mão ao membro, massageando a extensão, passando pela palma e dedos, auxiliando em movimentos leves. Precisaria de um bom novo estímulo para estar perto do nirvana novamente.

Os sons captados por seus ouvidos, apenas o fizeram prosseguir, obtendo a diversão que queria ao ver Aomine daquele jeito. Os dedos já foram do local, indo a própria intimidade, pegando-a em mãos, guiou seu falo para a entrada do outro.

Sem demorar muito, ou falar que algo que antecipasse o que fizera, Kagami apenas manteve-se quieto e penetrou Aomine, o olhando dessa vez de forma séria. Talvez o prazer próprio tivesse subido a cabeça naquele momento, estava pouco ligando para o outro.

Cerrou os dentes com total força, fazendo os nós dos dedos ficarem totalmente brancos de tamanha a força que ele impunha no degrau das escadas. A cabeça caiu para frente, segurando o som de dor em sua garganta, não permitindo que demonstrasse tal fraqueza diante dele.

Não teve noção do momento, mas sentira o mais velho iniciar movimentos nada lentos e fracos, obtendo provavelmente o seu próprio nirvana da maneira que estava a achar melhor por momento.

Apesar da dor, o moreno sorriu. Era assim que tinha que ser. Era da maneira que ambos eram.

— Está contendo-se? — Os olhos rubros o fitaram acompanhado de um sorriso sacana que mostrava o quanto Kagami estava gostando daquilo, vê-lo em tais condições.

Inclinou-se roçando os lábios em seu queixo, investindo um pouco mais devagar, porém de forma profunda sem nem hesitar. As mãos apertavam com força as coxas, fazendo a marca das unhas moldarem pequenos machucados na pele morena.

Kagami podia sentir o suor começar a escorrer por suas costas, intensificando o cheiro do local em um misto de álcool, suor, perfume. O corpo quente, o coração acelerado, a respiração ofegante devido a todos os resultados do que estavam a fazer, sem medir limites, muito menos sanidade para realizar tal ato em uma escada de apartamento.

E de que isso importava naquele momento? Fala sério, cara. Que inferno. Poderia, por só o tempo mínimo daquele ato, cala a porcaria da maldita e infernal boca?!

Aproveitou a pouca distância e juntou suas bocas, achando pelo menos um meio de tardar aquela falação que já havia extrapolado sua paciência com falas desnecessárias e juntou as línguas. Ficaria naquele ósculo, recuperando o fôlego e voltando o quanto pudesse. Não queria saber de responder, não queria ouvir mais nenhuma indagação. Somente o prazer ali importava. Sempre importou em seus casos.

O ritmo aumentava gradativamente, os oxigênios se esvaíam dos pulmões e restava a possibilidade de calá-lo mordendo ou chupando um local adjacente de seus lábios. Teriam ambos, várias marcas em seus corpos ao se darem consciência na manhã ou tarde quando acordem.

Algo trivial, que estava a ser desferido como uma marcação, algo que ao mesmo tempo em que fazia importância, era simples e apenas para chamar atenção. E isso os dois faziam bem.

Por que a cada pergunta as respostas da parte do moreno demoravam, ou até mesmo, não vinham? O ruivo desistiria de pensar em algo assim, tão trivial para o momento. A cabeça já confusa demais não ajudava em nada na parte lógica, apenas o corpo movia-se ali, apenas um único desejo a ser concluído.

Aos poucos aumentava o ritmo com a extrema dificuldade em respirar por conta de Aomine estar praticamente impossibilitando tal coisa. Beijava-o com a mesma rapidez que queria fazer aquilo tudo, não dando instantes para Kagami retomar o fôlego.

O ruivo caiu para o lado, sentando em um degrau, sem deixar de Aomine, continuando dentro dele. Com isso a visão enublou mais a mente confusa. Aquele garoto que tanto o irritava, em sua frente a realizar algo como aquilo.

Sexo. Sexo e Aomine, duas palavras que se encaixam tão bem em uma frase.

Sentiu um pequeno arrepio preencher seu corpo e logo as mãos pousadas ao quadril, o forçavam para baixo, observando cada linha fácil, reconhecendo a dor, admirando o prazer.

Era notável que estava divido entre duas linhas que pareciam que não iriam se quebrar. Não sabia se sentia dor ou prazer. Ou talvez a junção de ambos jorrarem em seus sentidos, fazendo perder a posse da sanidade, algo que tentava prender para ao menos assegurar sons provenientes do ato de serem proferidos de maneira nada permitida.

Usufruiu da nova posição, incrementando os movimentos, totalmente a desacompanhar as mãos auxiliares.

Só queria saber de seu mover-se, de seu ritmo, da maneira que manejava o ato por si próprio a mercê de suas vontades. Para que se dar ao luxo de importar-se com vontades alheias? Ambos tinham chegado ao ponto de satisfazerem-se da maneira que achar plausível. Não existiam mais trocas. Apenas o uso e aproveitar o prazer a ser distribuído por coordenações e pequenos movimentos era o suficiente.

Olhou firmemente nos olhos escuros, julgando-se pela forma que tentava manter-se intacto aos quereres do mais velho. Não daria esse gostinho a ele. Saborearia mais um pouco do que estava a servir antes de tomar decisões ou liberar um controle.

Aos poucos as mãos de Taiga conseguiam acompanhar os movimentos do moreno. Ou fora ele que se adaptara ao ritmo do ruivo? Era confuso. E não buscaria nada naquele momento a não ser seu ápice.

As mãos do ruivo subiram pela cintura, explorando o abdômen, peitoral, cada músculo que definia o corpo escultural. A respiração falha e pesada acompanhava o olhar de Kagami, hipnotizado pelas feições do outro e a beleza de seu corpo.

Atento a somente os barulhos que os denunciavam sobre o que faziam ali, mal pode ouvir quando o som de uma porta se abrindo ecoou no local, provavelmente vinha do térreo. O coração acelerou, embrulhando algo em seu interior, tornando aquilo incrivelmente mais excitante, e o ato mais gostoso.

Não podia parar.

E era agora não apartariam aquele momento de forma e hipótese alguma. Ficou ainda mais excitante e melhor de ser praticado. Somente imaginar alguém passando por perto ou até mesmo resolvendo descer aquela escada e deparar-se com suas figuras em um ato de total desinibição e proibido para tal local, fazia com que ele quisesse atrair tal pessoa para isto.

Tendo tal pensamento em mente, tratou de impulsionar e forçar seu quadril com mais força e rapidez para baixo, de encontro às coxas e cintura de Taiga, ecoando o maravilhoso som dos corpos se chocando.

O impacto das nádegas contra o corpo tensionado do mais velho, procurando segui-lo naquilo. Não tinham consciência de como era perigoso. E se a tinham, estavam querendo testá-la, ultrapassar o limite do permitido e vir algo novo. Momentos adversos misturados com seus prazeres pessoais, tudo se tornava mais interessante.

— Não consigo... Parar... — O sussurro escapou entre uma arfada e outra de Kagami, que mordia o próprio lábio para tentar inibir os sons obscenos de serem ouvidos pelo novo convidado próximo ao local.

Sentia-se inseguro, completamente exposto sem nem estar sendo assistido ainda. Aquilo era um problema. Mas como se pudesse parar agora, de jeito nenhum. O corpo movia-se quase por vontade própria querendo mais, cada vez mais daquele contato. Da pressão provocada em si, do roçar, do calor, do prazer a estar sendo compartilhado entre os dois.

Levantou o tronco, abraçando o corpo à frente suado e nu, podendo sentir o calor que emanava da pele. O membro de Aomine contra seu abdômen, roçando ali devido aos movimentos dele. Os braços o enlaçaram, a cabeça apoiada no ombro, com os olhos avermelhados tentando apenas se concentrar em algum novo e inesperado movimento.

E ele pensava mesmo na possibilidade de apartar o que faziam e sentiam por apenas uma pessoa que estava a andar aquele horário pelo prédio? Não queria saber, que ela o assistissem, apreciasse aquela cena e ato excitante a ser feito, que seria um privilégio para também ficar a ver.

— Ouse parar e você vai receber as consequências. — Deu ênfase no sujeito mencionado, e a última palavra.

Ele deveria saber muito bem qual seria. Sua mão fora para o próprio membro, auxiliando nos movimentos, procurando focar-se somente naquilo. Estava pouco se importando se alguém precisasse usar a escada para passar. Inventa algo, sobe pelas paredes, mas atrapalhá-los não era uma opção.

Perdendo o mínimo de seu controle a restar, arfando e urrando de maneira mais forte, cerrando os olhos com força e botando pressão em seu falo, acabando por jogar a cabeça minimamente para trás, notando certa silhueta ali, parada.

Ergueu um braço e mão, colocando o dedo indicador a frente dos lábios e fazendo um pequeno bico, indicando silêncio a pessoa. Seria melhor para todos os lados daquilo.

— Merda, Aomine... Merda. — Ah, agora, realmente estava ferrado, e se a tal pessoa o reconhecesse?

Kagami enterrou o rosto, apoiando a testa no ombro do moreno, tentando manter sua face oculta. As unhas cravaram na coxa com o objetivo de deixar Aomine imóvel, uma tarefa impossível, nem ele aguentaria a quietude.

Dadas as circunstâncias somente lhe restava continuar entregue ao vício do movimento e prazer, e então pagar pelas consequências mais tarde. Literalmente.

Nem em sonhos ele pararia seu corpo para amenizar os fatos. Esperava que Daiki fosse receber isso de bom grado? Que simplesmente pararia, esperaria a pessoa ir para lá sabe onde e depois continuariam? Achou certa graça ele tentar ocultar sua identidade para a presença que começava a entrar com a mão pelo zíper da calça.

— Há... Parece que nosso telespectador está gostando tanto que fará uma homenagem. — O tom foi usado sem o pingo de pudor.

O quadril movia-se, num ritmo desigual a cada segundo, assim como a mão em seu membro, começando a dar gemidos quase imperceptíveis. Ah, o prazer estonteante a lhe assolar, era totalmente bem-vindo.

Kagami levantou o olhar para a pessoa que os observava. Tais olhos mal focavam em seus rostos, e sim nos corpos, movendo-se naquele ato imparável, impróprio para aquela ocasião e local.

— Isso não está acontecendo... — O conhecia. Um vizinho seu, ótimo.

Deixou uma arfada maior escapar sentindo o impulso o fazer procurar por mais daquela sensação proveniente de investidas mais fortes e rápidas. Os braços nas costas do moreno o apertaram mais quando Kagami o deitou, de forma nada delicada, na horizontal da escada.

O controle passou a ser seu, as estocadas de acordo com seu tempo e querer. Fitava os olhos azuis procurando concentrar-se somente neles, nos lábios, nos sons e ignorar maiores incômodos, a seu ver. Não podia dar atenção a aquela nova presença, Aomine que lhe importava. Somente ele.

— Ah, foda-se. — Inclinou o corpo, apertando o quadril e o puxando contra o seu.

O rosto novamente se aproximou até os lábios quebrarem a distancia, em um toque calmo.

Calmo até Daiki retomar o poder, segurando sua nuca com firmeza e mordendo seus lábios com força, puxando entre os dentes enquanto representava um sorriso em sua face. Não liberou nenhum som constrangedor, Taiga ainda não lhe fez o suficiente e o melhor para ter isso. Não seria tão fácil.

Sua mão subiu o ritmo da masturbação em seu próprio pênis, recebendo as estocadas, urrando minimamente, furando o lábio do ruivo com sua presa. Sua visão mudava vez e outra, notando de passagem de seus olhos escuros o tal homem com sua ereção já para fora, fazendo os mesmo movimentos que si buscando igualmente aos dois ali, o prazer, não importando a maneira que este tivesse a chegar.

As pernas enlaçaram às costas e um pouco a região traseira do menor, forçando seu corpo mais contra o próprio, querendo-o mais fundo. Que porcaria. A cabeça ficou contra o degrau, arfando rente a madeira suja que estava em cima, evitando um contato por momento. De sua glande começava a gotejar seu pré-gozo, denunciando seu ápice próximo.

O álcool mexeu consigo mais do que pensava, acabaria gozando mais rápido. Trataria de beber menos na próxima vez, conhecia bem os comentários do mais velho, e não os suportaria nem um segundo.

Ambas as pernas de Aomine foram seguradas pelo ruivo, afastando-o de seu corpo.

— Você gosta disso, não é mesmo? — A voz rouca saía embriagada de prazer pelos lábios de Kagami que virou o outro de lado, fazendo-o ficar a frente do homem que os olhava. — Hey! — Chamou a atenção deste, com a voz elevada pela distância não muito grande. — Olhe-o e passe vontade, porque ele me pertence agora.

Desceu com a mão pelo abdômen chegando ao falo, onde segurou pouco abaixo da glande, apertando o local para tardar a chegada do ápice de Aomine. Lambeu os lábios amando a feição dele ao ter proferido tais palavras e voltou a estocá-lo com uma força duplicada. Mais rápido e certeiro a aquele local no interior quente e mais que apertado do outro.

Que papo era esse que ele pertencia a si? Apenas estavam a transar para satisfazer corpos e abaixar ânimos pós-festa sem graça, não havia dono de ninguém ali. Ainda mais esse idiota se achar a ser algo seu.

Achava que era quem? Que enxergasse seu próprio lugar. Bem... Não era algo que poderia estar falando naquele momento dadas as circunstâncias, mas não se importava. Tinha a razão intacta nesse quesito.

Graças ao orgasmo que foi retardado, mesmo ficando dolorido, recuperou um pouco mais da sanidade em meio a tudo. Empurrou o ruivo, o suficiente para as costas do mesmo bater na parede adjacente e o membro sair de seu canal.

Ofegou, deixando um sorriso transparecer suas intenções, subindo um degrau em direção ao homem que se masturbava com a visão, abrindo as pernas e relaxando o tronco sob o degrau acima, olhando Taiga pelo canto dos olhos, esperando sua reação.

Todo seu.

O afastamento súbito apartando seu momento de prazer fez apenas com que o desejo multiplicasse dentro de si. Posicionou-se novamente separando as nádegas com as duas mãos, penetrando-o de novo de forma bruta.

Curvou o tronco para frente, lambendo a ponta da orelha do moreno, e logo em seguida mordiscando, enquanto as mãos subiram novamente pelo abdômen até os mamilos que passou a beliscar com a ponta dos dedos.

Se Taiga achava que agora ele gemeria, ainda mais a frente de um vizinho dele que possivelmente era conhecido pela expressão que havia feito anteriormente, estava cometendo um equivoco. Caso desejasse aquilo, apelar seria totalmente necessário.

Levou uma mão a seu membro, imitando os movimentos que a tal pessoa nas sombras fazia ao dele. Sem aperceber também repetia os sons que o tal homem libertava, misturando com os seus. Urrava vezes e outras, arfando com grande frequência. Mas apenas uma coisa ele não libertava.

Deixaria Kagami almejar isso com um pouco mais de vontade, depois, quem sabe.

— Aomine... Vamos... — Lambeu a extensão do pescoço, mordendo mais de uma vez a pele que lhe era exposta. Os dedos brincavam em um dos mamilos, a cintura movia-se rápido contra o outro, desferindo estocadas contínuas, certeiras, queria dele aquele som almejado em atos como o que praticavam. — Eu quero te ouvir. — Chupou novamente próximo a nuca.

Podia ouvir o sexo ecoar pelo local, a fricção dos corpos, o que era proferido de cada um dos lábios.

Pra que tanta questão de ouvir justamente isto? Como não era momento para raciocinar, ou muito menos ficar com uma relutância inútil, porque sua colocação de ambos era a que justificava o que tanto o ruivo queria, ele mordeu os lábios, cerrando a boca.

Sorriu ao homem, notando que este chegou ao ápice, arfando pesadamente enquanto colocava seu membro para dentro da roupa e se arrumava, saindo dali. Até que enfim.

Acelerou sua masturbação, não vendo uma alternativa, gozando e acabando por gemer o nome de Taiga entre seu nirvana que jorrava no degrau da escada, recebendo os espasmos do ato por todo o corpo de maneira inebriante e que o deixasse sem forças. Mas havia um que ainda não tinha chegado lá.

Continuou a penetrá-lo no mesmo ritmo, sentindo a satisfação do que chegara a seus ouvidos. As mãos desceram pela lateral do tronco, arranhando a pele morena por onde os dígitos passavam a caminho das coxas. Segurando-as em um aperto forte, estocou a última vez.

Soltando um urro alto chegando ao limite de suas energias, materializadas no líquido que despejara dentro de Aomine. O melhor dos prazeres, fora o que passara em sua mente, Aomine lhe proporcionava o êxtase.

Saiu lentamente da cavidade, se ajeitando em um degrau, com as costas apoiadas na parede. Relaxou o corpo ali, mas antes puxou o outro para seus braços, o abraçando.

Que atitude era esse consigo? Ele estava realmente pedindo para receber uma ação agressiva de si. Era muita aproximação, melação, que bosta. Apenas transaram, não tinham que ficar abraçados, isso já era demais.

— Sai pra lá. — Proferiu de forma extremamente rouca, colocando as mãos em seu peito e tomando uma distância de seu corpo.

A semente já escorria por suas nádegas, sujando o chão o qual tentava se apoiar com as mãos e permanecer ao menos sem cair. Sabia que no próximo dia talvez se arrependesse do que fez. Não pelo ato em si, porque fora prazeroso ao extremo, mas por prováveis conversinhas e falação de Taiga, com possíveis comentários desnecessários e provocantes.

Espera sinceramente que ele não fosse tão Bakagami a esse nível.

Uma súbita vontade de bater nele se manifestou. Aomine não podia deixar de ser Ahomine por pelo menos por poucos instantes? Ele podia botar a desculpa na maldita inconsciência por estar bêbado. Essa era a melhor desculpa para tudo, então por que diabo continuava a ser tão difícil? Até parece que não gostava de tal proximidade.

Puxou-o novamente pelo pulso, o abraçando forte com um sorriso que escondia o quão irritado estava, em partes, era visível, sim. Antes que mais alguma reclamação viesse daquela boca, de forma contrária ao que realmente sentia, selou os lábios.

— Fique quieto, fique em silêncio por um minuto e deixe-me aproveitar isso, ok? Depois você pode continuar a fingir que não gosta que eu te toque.

Como assim ele estava fingindo que não gostava do toque de Taiga? Ele não gostava! Em partes. Achava que sempre seria o que ficaria em cima consigo, possivelmente, e realizava esse afeto todo que aos olhos do moreno, chegavam a ser desnecessários.

Suspirou irritado, só não dando continuação àquela fútil discussão porque estava completamente sem paciência para algo naquele momento. Seu quadril doía, e não era a melhor hora para ficar brigando por tal besteira dele lhe tocar de forma afetuosa ou não. Só não gostava de melação, ainda mais por imaginar que o que fizeram fora somente carnal, apenas.

Virou o rosto para o lado que suas roupas estavam jogadas. Precisava vestir-se ao menos, a falta de peça não favorecia para que Daiki não se sentisse menos incomodado. Vai saber o que ele poderia planejar de um momento para o outro. Uma mão que estava parada ao lado do corpo subiu aos fios coloridos, tocando de forma leve o topo da cabeça. Em meio ao ato ele deveria ter sentido apenas metade da dor.

Riu. Pegou leve, afinal de contas.

— Vamos para minha casa. — As palavras de Kagami pareciam mais uma ordem do que uma sugestão.

Não passaria nem perto disso. Queria-o em seu banheiro, e em sua cama em seguida. E quando queria algo, teria, mesmo que isto custasse belas brigas fúteis com o moreno. Mas, ele não iria recusar. Não tinha motivo para isso. Desfez do contato com o outro, desviando a atenção para suas próprias roupas, começando a vesti-las.

Após estar devidamente arrumado, em partes, pela roupa totalmente amarrotada e os cabelos desgrenhados, virou-se para Aomine.

— Quer que eu te carregue no colo, princesa? Afinal, moro no último andar e em suas condições...

— O dia que eu precisar que você me carregue no colo, será quando eu estiver drogado. — Cortou com aquela gracinha que sabia que não demoraria a vir dele no mesmo minuto.

Haja. Paciência.

Não era só porque estava dolorido - por culpa dele -, sujo em seu interior - por ele ser um filho da puta -, que necessitaria de seu auxílio para subir míseras escadas. Nem mesmo em sonhos. Começaram a subir o terceiro andar de escadas, o qual mal conseguiam minutos atrás ao adentrarem o edifício.

A cada degrau que Daiki pisava, era a dor em seu quadril aumentando. Mas nem fudendo que cogitaria a hipótese de receber ajuda do ruivo, não estava delirando, não ainda. Todavia, que estava acabar fudendo e piorando a sua dor, estava com toda certeza. Não cederia a ele, ainda mais sendo algo desse gênero.

Um pouco mais atrás o ruivo apenas ria do que ele tentava esconder, e somente tentava porque era óbvia dor que o outro sentia.

— E você mal pode esperar por esse dia, né? — Chegou por trás de Aomine segurando suas pernas e pouco mais acima de seu tronco, como... Bem... Uma noiva.

Eram prováveis as futuras reclamações, mas estava pouco se fudendo para a opinião do outro, não deixaria de fazer o que queria.

— Puta que pariu, Kagami! — Era impossível não se alterar com algo como isso!

Sem contar, que, eles ainda estavam sobre efeitos do álcool. Se aquele imbecil pisasse em algum degrau de forma errada, ele lhe derrubaria. E adivinha? Iria cair possivelmente de bunda, piorando ainda mais tudo além da cena humilhante.

Não era preciso saber que até o último andar, Daiki xingou e bateu no ruivo até chegarem a porta do apartamento dele, entrando ainda em seus braços e sendo levado ao banheiro de primeiro com a brutalidade e impaciência.

O que resultou em mais uma sessão de reclamações e mais fios arrancados. E na cama também não fora muito diferente, acabando com dois adolescentes sujos de novo, e totalmente desmaiados.

Já o belo dia da ressaca, Aomine torcia para esquecer-se de tudo, assim como rezava por Kagami o mesmo.


Notas Finais


obrigada a todos que leram! comentários são sempre bem vindos ~

kissus & see'ya ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...