História Steps From Love - Capítulo 6


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Cora (Mills), Emma Swan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Morrilla, Morrison, Parrilla, Swanmills, Swanqueen
Visualizações 473
Palavras 3.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Chasing Swans


Fanfic / Fanfiction Steps From Love - Capítulo 6 - Chasing Swans

Os dias haviam passado em praticamente um piscar de olhos. Já era sexta-feira e Emma se aquecia com suas colegas de classe antes de iniciar mais uma aula de ballet. Toda a turma estava empolgada, pois sabiam que Regina havia tirado suas tardes de quarta e quinta para focar no tema do espetáculo de verão.

Incomodada com o silêncio na sala, Emma caminhou até o aparelho de som, colocando uma música mais agitada e puxando Chelsea e outras meninas para o centro, fazendo-as dançar. Em menos de um minuto, absolutamente todas as mulheres dançavam feito loucas e fora do ritmo enquanto riam sem parar.

— O quê está havendo aqui? — Quando Regina entrou na sala, todas estavam esperando uma reação de dar medo e uma voz firme, mas foram completamente surpreendidas por um sorriso e uma gargalhada.

— Aquecimento! — Exclamou Emma com um sorriso tímido no rosto, fazendo a professora levantar o olhar para ela, retribuindo o sorriso.

— Vamos... Todas uma do lado da outra. — Ordenou e todas obedeceram. — Então... Creio que estejam esperando novidades. — Arqueou uma sobrancelha e passou o olho em cada uma das alunas. — Querem saber o tema, certo? — Todas assentiram. —Vocês sabem que eu sou super decisiva, mas, pela primeira vez na minha vida, eu fiquei na dúvida. Conversando com meu filho, sugeri o tema da Branca de Neve. Seria bem legal, porém, só existem duas personagens femininas nesse filme, a rainha e a Branca. Eu não acho que vocês se sairiam bem como anãs. — Disse com o cenho franzido, fazendo todas as meninas rirem. — E então, Henry, meu filho, me deu uma sugestão que eu gostei bastante. Ele me sugeriu O Lago dos Cisnes. — Automaticamente, seu olhar se cruzou com o de Emma, que sentiu um rubor em suas bochechas ao dar um sorriso pequeno. — Tem três personagens principais. O príncipe, o cisne negro e a Odete, o cisne do bem. Todas farão alguma coisa, obviamente, mas como sabem, sempre seleciono alguns alunos para os papéis principais. Acredito que todas aqui já tenham visto esse filme, e a sua história  é bem bonita de ser representada.

— Senhora Mills? Eu tenho uma dúvida. — Chelsea levantou a mão. — A senhora já tem uma noção de quem vai interpretar esses persongens? Porque para ser o cisne negro, precisa ter pelo menos traços bem marcados ou saber mexer muito com as expressões faciais. Acho que todas as meninas daqui são muito delicadas para esse tipo de papel, desse jeito, pode não passar a mesma mensagem, entende? 

— Sim, senhorita Mason. Conversei isso com a minha irmã, e já chegamos numa solução. Bem... Estão vendo aquelas folhas coladas no espelho? — Regina apontou para os papéis atrás das meninas. Estavam organizados em uma pirâmide, e tinha quase a mesma quantidade de alunas na sala. — É através dali que vocês vão saber seus papéis. Literalmente.

Regina caminhou até o espelho, retirando a primeira folha que tampava a foto de uma das alunas. A base da pirâmide era composta por seis fotos, das quais seriam seis alunas interpretando parceiras de Odete, o cisne do bem, como figurantes. Acima da base, havia mais quatro fotos, das quais seriam os papéis das parceiras do cisne negro — onde estava a foto de Chelsea, que sorriu empolgada.

O coração de Emma saltou do peito ao notar que sua foto não estava entre as que ficaram com os papéis mais simples, porém, tentava conter a ansiedade, pois seu pessimismo insistia em dizer que ela havia sido cortada da peça. A jovem, assim como todas as outras, fitava as últimas três fotos que restavam no topo da pirâmide.

— E os papéis principais... — Regina retirou a primeira foto, revelando a figura de um homem. — Este é o David. Ele é meu amigo e estudou ballet comigo. Como esta turma não tem um homem sequer, ele vai interpretar nosso príncipe. — Regina riu dos olhares ansiosos que a fitavam e retirou a segunda folha, revelando dessa vez, sua própria foto. — Eu serei o cisne negro. Vocês sabem... Consigo ser bem má quando eu quero. — Sorriu e voltou seu olhar para Emma, que tinha os olhos brilhando de tanta ansiedade. — E... Senhorita Swan, — Soltou a última folha, exibindo uma linda e meiga foto da jovem. — meus parabéns, Odete. — Abriu um sorriso largo, que fez Emma vibrar.

A loira sentiu braços ao redor de seus ombros, a parabenizando, mas acreditava estar nas nuvens por estar realizando aquele grande sonho.

— Então, é o seguinte, vou resumir a dança à vocês. — Regina voltou a dizer. — Como vocês sabem, primeiro a Odete entra como uma menina normal, depois a feiticeira, no caso o cisne negro, a transforma num cisne e tenta roubar o príncipe dela, certo? Porém, a Odete volta a ser uma mulher normal e depois ela e a feiticeira duelam. Obviamente, o mal perde. Odete fica com o príncipe e com tudo que há de bom. No final, vai haver uma dança geral, onde todos, até os cisnes do mal vão dançar. Estamos entendidas? — Disse empolgada ao bater palmas. — Vamos ensaiar, meninas! Tempo é ponto dos jurados! Todas em seus lugares.

*

Ainda desacreditada e com um sorriso bobo no rosto, Emma deixou a sala no final da aula e foi em direção ao banheiro, onde lavou o rosto e as mãos. Apesar de toda a felicidade, sentia-se culpada por não ter agradecido à Regina pelo papel, e isso a fez retornar à sala, onde encontrou a professora sentada no chão revisando alguns papéis.

— Com licença, senhora Mills? — Chamou da porta, atraindo a atenção da mulher, que abriu um sorriso fraco ao ver a jovem.

— Posso ajudar, senhorita Swan? — Perguntou suavemente ao voltar a atenção para os papéis. Emma caminhou até a morena, sentando ao seu lado e fuxicando as folhas. — Ei, você não pode ver isso! — Regina repreendeu, escondendo tudo.

— São os figurinos? Você que está desenhando? Posso olhar? — Emma arregalou os olhos com curiosidade e sorriu.

— Sim, sim e não. Os figurinos são sempre surpresas, Swan. Você não pode ver. — Disse ao guardar todas as folhas em uma pasta. — Enfim, tenho certeza de que não veio aqui para fuxicar minhas coisas. 

— Oh, certo... — Sorriu timidamente ao encarar os olhos castanhos profundos. — Eu vim te agradecer. Já é uma grande honra estar estudando aqui, pegar um dos papéis principais para o meu primeiro espetáculo então... É mais do que uma honra, senhora Mills. Nem consigo definir uma palavra certa para isso. Muito obrigada de verdade. Significa muito para mim.

— Emma, desde o dia que você pisou nesse lugar, você tem se esforçado demais. Mesmo sendo um pouquinho estabanada e bastante tagarela, é uma boa dançarina e aluna também. Sabe e tem vontade de aprender. Você é delicada e seus passos são leves e graciosos como eu nunca vi antes. Sinceramente, eu não consegui ver outra pessoa para esse papel. — O sorriso no rosto da jovem era tão largo, que podia sentir suas bochechas doerem. Regina estava sendo tão sincera e gentil e isso fazia seu coração derreter. — E... Henry também me disse que ficaria bastante chateado se eu não lhe desse o papel. — Riram. — Sabe, por causa do sobrenome.

Emma riu ao balançar a cabeça de um lado para o outro, fixando os olhos brilhantes e um ponto qualquer na sala. — Ele é um menino de ouro.

— Bom, e esse menino de ouro precisa ser pego na escola. — Disse ao se levantar e oferecer uma mão de ajuda para Emma, que aceitou.

— É... Diga que mandei um oi a ele, hum? Também preciso correr. Não posso perder o ônibus.

— Não está de carro hoje? — Perguntou enquanto vestia o sobretudo preto. 

— Não. Oli está no conserto e não tem previsão de entrega. — Disse com um beicinho.

— Quem diabos é Oli? — Franziu o cenho e encarou a loira.

— Ah... É o meu carro. — Respondeu tímida ao passar a mão pelo rosto.

— Colocou o nome do seu fusca de... Oli? — Regina perguntou com a voz carregada de sarcasmo e se controlando para não dar uma risada. — Vamos, Swan. Eu te deixo em casa.

Regina saiu desfilando na frente, e com um sorriso bobo no rosto, Emma a seguiu em passos lentos de dentro da academia até o estacionamento, onde pararam em frente ao carro preto e luxuoso. Quando as portas foram destravadas, a professora fez questão de abrir e fechar a porta para Swan, que agradeceu com as bochechas coradas. 

— Petúnia. — Emma disse quando Regina entrou no carro e girou a chave.

— O quê? — Perguntou completamente desentendida.

— Seu carro. Ele tem cara de Petúnia. — Disse com naturalidade, o que fez Regina a encarar com vontade de rir.

— Swan, eu não nomeio carros. E se eu nomeasse, com certeza não nomearia de Petúnia! — Exclamou ao dar partida.

— Bom, eu vou chamar de Petúnia. — Disse em tom firme, fazendo Regina revirar os olhos e rir disfarçadamente. 

A mulher começou o trajeto e um silêncio se instalou no ambiente. De vez em quando, aproveitava que Emma estava distraída para olhá-la de relances. Seu rosto de perfil era ainda mais lindo. Seus traços eram meigos e delicados, assim como seus passos. Regina tinha certeza que poderia passar um dia inteiro contornando cada um dos mais belos traços de Emma, por pura admiração.

— Eu vou primeiro buscar Henry, e então, te levo para casa depois, tudo bem? Já estou bem em cima da hora. —  Disse.

— Sem problemas. Vou adorar vê-lo. — Respondeu com um sorriso pequeno no rosto.

Regina desviou o olhar do trânsito para o aparelho de som quando viu a mão da jovem toca-lo, trocando a música baixa e calma que tocava. A morena sorriu quando viu a irritação estampada no rosto da jovem que não havia conseguido encontrar uma música de seu interesse.

— Essas músicas são do seu pen-drive? — Perguntou frustrada e Regina assentiu. — São muito ruins. Petúnia claramente não merece o gosto musical que sua dona tem.

— Pare de se referir ao meu carro como Petúnia! Você é muito abusada. — Pediu em tom grosso e firme, que fez Emma rir.

— Posso conectar ao bluetooth? — Regina assentiu e Emma rapidamente o fez, colocando a banda Kodaline para tocar, uma de suas favoritas. — Oh, sim! Isso sim é uma música boa! — Praticamente delirou.

Regina apenas sorriu e continuou com o trajeto, estacionando em frente à escola de Henry pouco tempo depois. "Espere aqui." Disse antes de deixar o carro. Emma observou de longe a mulher desfilando sobre seus saltos, e pôde ter certeza que se não fosse por sua baixa estatura, seria perfeita para ser modelo de passarela. Um sorriso surgiu no seu rosto ao vê-la voltando para o carro com Henry ao seu lado. O menino estava empolgado, o que deu a entender que sua mãe já havia contado sobre quem estava no carro. 

— Emma! — Henry gritou de empolgação ao entrar no carro pelo banco de trás e agarrar o pescoço da loira que se encontrava no da frente.

— E aí? — Levantou a mão com o punho cerrado, onde Henry deu um soquinho. — Estudou muito?

— Não, eu só lanchei. — Confessou e automaticamente recebeu um olhar de reprovação da mãe.

Enquanto Henry ia contando sobre o que havia acontecido em sua sala de aula durante aquela semana, Regina e Emma riam sem parar nos bancos da frente. Aquela criança conseguia fazer qualquer um rir. Era bom para ambas poder admirar as gargalhadas que tanto gostavam. Querendo ou não, aquilo era um momento único que todos os três presentes gostariam de repetir. 

— Bom, senhorita Swan... — Disse Regina ao estacionar em frente à residência de Emma. — Está entregue.

— Muito obrigada, Regi... Senhora Mills. — Se corrigiu rapidamente.

— Você pode me chamar de Regina fora da instituição, Emma. — Disse suavemente. — E... Eu gostei das suas músicas. 

Sem nem perceber, seu olhar caiu para os lábios carnudos e vermelhos à sua frente. — O-obrigada. Se quiser, pode deixar o pendrive comigo e eu as coloco nele. 

— Faria isso? — Emma assentiu e Regina entregou o pequeno dispositivo em sua mão. — Obrigada, Emma.

— Não há de quê. — Sorriu timidamente e voltou o olhar para Henry, que observava atentamente as duas mulheres do banco de trás. — Tchau, pequeno. — Afagou o cabelo castanho do menino, que sorriu e depositou un beijo na mão da jovem. — Obrigada pela carona, Regina. 

Emma sorriu fraco para a mulher e se virou para abrir a porta, porém, antes que conseguisse sair, sentiu a mão fria em seu ombro, fazendo-a virar novamente em sua direção. — Emma... — Chamou com a voz fraca e perdendo-se completamente nos olhos claros à sua frente. — Você não gostaria de ir jantar na minha casa sábado à noite? — Convidou sem pensar. — Sabe... Temos que ensaiar nosso duelo no espetáculo. O tempo de manhã é curto demais para ensaiar uma dança só nossa e deixar as outras meninas sem atividades. E você e eu seremos as únicas que terão uma dança solo.

Emma não havia parado para pensar que teria uma dança somente com Regina, e isso a deixava levemente intimidada. — Na verdade, eu tenho um compromisso na igreja amanhã à noite. Eu... Eu sou professora voluntária a ensinar crianças e adolescentes que eles devem... Você sabe. Devem se guardar até o casamento. 

— E você gosta de fazer isso? — Perguntou com suavidade enquanto olhava profundamente nos olhos da loira.

— Não. — Confessou. — Eu nunca gostei de frequentar a igreja e participar dessas atividades. Eu só faço isso tudo porque meus pais me obrigam, entende? Quero dizer, eu acredito fielmente em Deus e consigo perceber como Ele faz bem à mim, mas... Você pode ter Deus contigo e não  frequentar igreja nenhuma ou ter uma religião certa, sabe? Se você acredita que Ele está com você, Ele vai estar, independente de qualquer coisa. Uma coisa que a igreja me ensinou e que carrego comigo até hoje, foi que Deus ama cada um de nós independente de qualquer coisa.

— E você já tentou conversar com seus pais sobre isso? — Perguntou ao apoiar a mão sobre o ombro de Emma.

— Eu prefiro nem perder o meu tempo. Sei que enquanto morar debaixo do teto deles, terei apenas que obedecer e ficar calada. — Sorriu fraco. — Enfim, esse assunto me deixa um pouco mal, me desculpe.

— Oh, claro... Não se preocupe. — Regina se sentia feliz por ter passado alguma confiança para que Emma pudesse se abrir.

— Bom, mais uma vez, obrigada, Regina. Até outro dia, Henry. — Deu uma última afagada no cabelo do menino e um sorriso sincero à mulher, que apenas acenou com a cabeça.

De dentro do carro, observaram Emma caminhando até sua casa e Regina deu partida assim que a viu atravessar a porta. — Próxima parada, casa! Tenho muitas coisas para resolver.

— Mamãe, você gosta dela? — Perguntou Henry com inocência, fazendo Regina franzir o cenho.

— De Emma? — O menino assentiu. — Ela é uma boa aluna, dançarina e uma mulher especial, querido.

— Não, mamãe. Você trata ela diferente. — Disse despreocupado.

— Hum... Ei, o que acha de fazermos um bolo para lanchar à tarde? Eu deixo você colocar os ingredientes e até mesmo lamber a colher. — Mudou de assunto rapidamente e pôde ver o sorriso surgir no rosto do filho. 

— Chocolate? — Perguntou empolgado.

— Sim, chocolate. — Respondeu com um sorriso satisfatório no rosto.

*

No seu quarto, Emma revisava os passos que havia aprendido da dança geral mais cedo. Era uma tarde fria, o que a permitia usar meias de pés diferentes, pantufas e uma blusa bem grande e aconchegante que tinha roubado de seu irmão. Já havia contado do papel principal para seus pais, que a parabenizaram e aparentemente ficaram bem felizes — bom, George nem tanto, apenas disse que não era mais que sua obrigação.

— Emma? — Killian surgiu do nada na porta aberta do quarto de Swan, que tomou um susto e parou imediatamente de dançar ao ver o homem. — Você está bem estilosa. — Zombou ao avaliar a roupa que vestia.

Emma corou e riu. — Obrigada. — Debochou. — O que está fazendo aqui?

— Encontrei sua mãe vindo do mercado cheia de sacolas nas mãos e me ofereci para ajudar, e então ela disse que eu poderia vir até para te ver. — Sorriu timidamente e adentrou o cômodo.

— Não sei se meu pai gostaria da ideia de ter um homem que não seja ele ou meu irmão no meu quarto. — Brincou. 

Killian sentou na beira da cama e passou a ponta dos dedos pela caixa musical que havia dado de presente para Emma no seu aniversário de dezesseis anos. Era um casal de bailarinos que dançavam juntos ao dar corda. 

— Não sabia que ainda tinha isso. — Disse ao dar corda no objeto. 

Emma sentou ao seu lado e junto a ele, admirou a caixa musical que tanto gostava. — Eu gosto dela. A música me agrada e é tão delicada.

— Como está indo na RADC, Emma? — RADC era a sigla para Red Apple Dance Company.

— Melhor do que eu imaginava que seria. Eu fui selecionada para o papel principal do espetáculo, as aulas são muito boas, fiz uma amiga, minha professora é... Incrível. Sério, Killian, você devia conhecê-la! Ela é tão... Não sei explicar. Às vezes é intimidadora, pode parecer grossa, mas... Ela é uma pessoa muito boa.

— Nunca te vi falando de alguém com tanta admiração assim. — Comentou. — Fico feliz por você.

— Obrigada. — Disse ao apoiar a cabeça no ombro do amigo, que respirou fundo e levou a mão até o cabelo dourado, onde fez carinho. — Parece que sua mãe está fazendo café... Quer ir lá na cozinha? 

— Claro. — Sorrindo, se levantou e caminhou para fora do quarto junto à Killian.

*

Com um prato de um pedaço generoso do bolo de chocolate que preparou mais cedo com Henry, Regina trabalhava nos detalhes finais das roupas do grande espetáculo. Com papéis espalhados por toda a mesa, tinha certeza que em qualquer momento poderia perder seu celular em meio deles. Suas mãos não respondiam mais por si e sua mente estava em outro lugar. Sentindo frio, ajustou a temperatura do aquecedor, aumentando-a para deixar o ambiente mais quente o possível.

Ao voltar para a mesa, fitou o porta-retrato à sua frente, que se tratava de uma foto de Regina, Henry e Robin em uma de suas viagens à Disneyland. Após respirar fundo e arquear uma sobrancelha, procurou por uma caixa de fotografias, onde encontrou uma também na Disneyland, mas que era apenas ela, Zelena, Cora e Henry abraçados em frente ao grande e famoso castelo do Magic Kingdom. Retirou a foto que estava no porta-retrato e rapidamente a substituiu, ficando bem mais satisfeita e feliz.

Da janela de seu escritório, avistou seu carro estacionado na garagem, o que a fez imediatamente lembrar do nome "Petúnia". Sorriu ao lembrar de Emma e do novo apelido para o Porsche. Regina sentia-se tão pequena perto de Emma. A inteligência e educação daquela menina a deixava boba, e tinha certeza de que poderia ficar um dia inteiro só a ouvindo falar sobre a sua vida, e mesmo assim, não cansaria. Gostava da maneira que ela tratava Henry, do jeito delicado e tímido e até mesmo da maneira estabanada de ser. 

Naquela noite, Regina caminhou até a sala de estar, onde ligou a lareira e deitou-se no sofá, na companhia de Lola, sua cachorrinha e uma taça do melhor vinho de sua adaga. Sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo ao tomar o primeiro gole do líquido, afinal, já fazia um certo tempo que não bebia vinho. 

Adormeceu ali mesmo, no sofá, coberta por uma manta bordada à mão por sua mãe e ao lado de Lola, que também pegou no sono. 

Teve as visitas mais inusitadas em seus sonhos, incluindo Emma. A tão engraçada, meiga e estabanada mulher que havia sido responsável pelos seus maiores sorrisos nos últimos dias sem nem perceber. 

Let's waste time chasing cars

Around our heads

I need your grace

To remind me, to find my own

If I lay here, if I just lay here

Would you lie with me

And just forget the world?


Notas Finais


gente, quero deixar bem claro aqui algumas coisas: eu não tenho intenção NENHUMA de criticar a igreja aqui, tudo bem? oq eu conto nessa fic, é uma realidade que se passa na vida de muitas pessoas! e outra coisa, o desenvolvimento entre elas pode estar parecendo rápido, mas entendam que tudo tem um propósito, ok? Regina saiu de um relacionamento conturbado e está se sentindo meio que nas nuvens com essa admiração que tem pela Emma, por enquanto, ela acha que apenas a admira. bomm, é isto, beijos xxx


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