História Steps From Love - Capítulo 8


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Regina Mills (Rainha Malvada), Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Morrilla, Morrison, Parrilla, Swanmills, Swanqueen
Visualizações 268
Palavras 4.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláááá, voltei!!! Boa leitura xxx

Capítulo 8 - Unexpected Storm


Fanfic / Fanfiction Steps From Love - Capítulo 8 - Unexpected Storm

A claridade foi entrando aos poucos no quarto de Regina naquela manhã devido à sua cortina sem blackout. Com um pouco de dificuldade, abriu os olhos lentamente e observou o dia parcialmente nublado que fazia do lado de fora. Batidas fizeram-se na porta e esperou para que abrissem e, logo depois, Zelena e Henry apareceram no quarto com uma bandeja de café da manhã e um balão escrito "Feliz Aniversário!". Sorriu um pouco confusa antes de lembrar que já era domingo e o dia de seu aniversário. Entraram cantando parabéns e depositaram a bandeja sobre a cama enquanto Henry amarrou o balão no criado-mudo.

— Obrigada, meus anjos. Eu amo vocês. — Disse ao envolver os dois em um abraço.

— E então? O quê quer fazer hoje? — Perguntou Zelena ao enfiar uma torrada na boca da irmã.

— Ah... Dormir, comer e assistir uns filmes. Talvez até mesmo chorar. — Respondeu.

— Nada disso! Você tem que parar de agir como se o seu aniversário fosse um dia comum como qualquer outro! — Segurou suas mãos e apertou. — Nós vamos ao shopping fazer o cabelo, cuidar da pele, maquiagem, compras... A tarde das irmãs.

— Zelena, eu não sei...

— Não tem essa, Regina! Você vai nem que eu te arraste pelos cabelos. Nós vamos sair em uma hora e eu que vou te pagar tudo. Você merece.

— Mas e Henry? Ele não pode ficar sozinho.

— Dona Cora virá para cá e vai tomar conta dele enquanto nos divertimos. Não se preocupe, hum? Ele estará em boas mãos. — Zelena deu um gole em uma xícara de café e em seguida voltou o olhar para o sobrinho, que a olhava ansiosa.

— Mamãe, eu fiz um presente para você. — Disse Henry ao tirar uma pequena caixa debaixo da cama. Quando Regina abriu, viu que se tratava de um pequeno livro com páginas desenhadas pelo filho, que contavam uma história.

— Que lindo, meu amor. Você fez vários desenhos... — Disse ao folhear o livro.

— É uma histórinha de nós dois e de todas as pessoas importantes que temos na nossa vida. Olha... — Tomou o livro para si e abriu na última página, onde havia desenhado várias pessoas com rostos felizes. — Tem eu, você, tia Zelena, vovó, tia Mary, tio David, Emma e a Mia!

— Você não desenhou seu pai, querido? — Perguntou enquanto procurava por Robin no desenho.

— Eu disse que desenhei pessoas que temos na nossa vida, mamãe. Meu pai não quer me ver, então eu não tenho ele na minha vida, e nem você.

Um silêncio se instalou no ambiente e as duas irmãs de entreolharam.

— E quem disse que ele não quer te ver? — Zelena perguntou.

— Ele só me ligou nos primeiros dias que foi embora e me visitou apenas uma vez. Ele nem precisa me falar que não quer me ver, tia. Isso tá mais que na cara!

— Hum... — Por mais que não quisesse que o filho deixasse toda a admiração pelo pai acabar, Regina entendia perfeitamente o lado de Henry. — Eu amei esse livro, filho. Quando eu tiver mais tempo, vou ler todinho e colocá-lo numa caixa de vidro como se fosse uma jóia muito rara. Obrigada.

— De nada. — Sorriu para a mãe e deixou um beijo em sua bochecha. — Eu vou comer cereal lá na cozinha. Aqui só tem comida chata de adulto.

Para Regina e Zelena, rir foi inevitável. As duas terminaram de comer todo o café da manhã da bandeja e logo se arrumaram para ir ao shopping.

Mais tarde, as duas irmãs Mills se encontravam no SPA do shopping da Virgínia. Ambas vestiam robes, tinham toalhas em suas cabeças, sacolas de compras por todo o redor e uma manicure para cada uma. Fazia muito tempo que Regina não tirava um tempo para si, afinal, dedicava toda a sua vida ao ballet e ao seu filho, que eram umas das únicas coisas que a fazia feliz. Mesmo que tivesse sido arrancada da cama à força, estava aproveitando cada segundo daquele momento.

— Qual desses vestidos você vai vestir quando sairmos daqui? — Disse Zelena ao mexer nas sacolas das lojas que haviam visitado.

— E importa? Não vou vestir um vestido lindo e chique para comer lasanha. — Emburrou.

— Bom, você só vai comer lasanha porque quer. Poderia muito bem sair e se divertir, mas sempre prefere a opção trágica. — Zelena riu. — Olha, vista algo bonito, tudo bem? Ponha o vestido preto que você comprou! Permita-se sentir-se bem consigo mesma pelo menos em um só aniversário.

— Tanto faz. — Respondeu ao olhar para a grande janela de vidro do SPA. As árvores balançavam sem parar por conta do vento extremamente forte e o céu estava completamente escuro e sombrio, mesmo que ainda fosse seis da tarde. — Tem uma tempestade vindo... É melhor irmos logo.

— Certo. — Zelena sorriu para manicure ao admirar suas unhas feitas e em seguida se levantou. — Vamos vestir nossas roupas e vazar daqui. O tempo está horrível.

Após vestir o vestido preto e justo que Zelena tanto insistiu e arrumar o cabelo, Regina deixou o SPA com inúmeras bolsas nas mãos. Seu cabelo estava impecavelmente lindo, pouco acima dos ombros e brilhoso como nunca. No seu rosto, uma maquiagem leve, mas como sempre, abusando do batom vermelho que tanto gostava.

Enquanto caminhavam em direção ao carro, avistou Robin, que vinha em suas direções, do outro lado do estacionamento subterrâneo. O homem andava de mãos dadas com uma mulher e uma criança. O rosto de Regina rapidamente se contraiu e quando foi tentar desviar o olhar, viu que já era tarde demais.

— Zelena. — Disse em tom de cumprimento ao se aproximar das Mills. — Regina. Feliz aniversário.

— Obrigada. — Fixou seu olhar em um ponto qualquer para evitar contato visual com o ex marido e com a mulher que estava ao seu lado.

— Robin, eu vou levar Rolland ao banheiro, tudo bem? Ele está muito apertado. A propósito, eu sou Marian. É um prazer conhecê-la — Disse "Marian" antes de seguir para dentro do shopping.

— Então é por isso que não tem dado atenção ao seu filho? Está ocupado demais com namorada nova e o filho dela? — Perguntou Regina com os braços cruzados.

— Eu já visitei e falei com Henry. Não esqueci dele. Ele também é meu filho. — Argumentou.

— Você só o viu uma vez desde que nos divorciamos. Ele sente a sua falta, Robin. Você não entende isso? É tão insensível a ponto de não ligar para os sentimentos do seu filho de seis anos?

— Você precisa parar de tratar Henry como se fosse um bebê. Em menos de dois meses ele faz sete anos e você ainda o trata de acordo com o seu tamanho. Ele pode ser pequeno, Regina, mas já é bem grandinho para saber lidar com esse afastamento.

— E o quê você vai fazer? Trocar seu filho por uma mulher que conheceu agora? Pelo filho dessa mulher? — Indagou.

— Você fala como se fosse de hoje que eu estou junto com Marian. — Sorriu debochado e deu uns passos para trás. Os punhos da morena automaticamente e seus lábios se contraíram. — Acho melhor irem embora logo. Está começando a chover e todos estão falando que uma tempestade monstruosa vem vindo. Mais uma vez, feliz aniversário, Regina.

Com os olhos marejados e uma vontade enorme de gritar, Regina apenas lançou um olhar triste para sua irmã e entrou no carro. Zelena não se atreveu tocar no assunto durante todo o trajeto, pois sabia que Regina não iria querer tocar naquele assunto nem tão cedo. 

Regina.

Enquanto minha irmã dirigia, o vento ficava cada vez mais forte e a intensidade da chuva crescia mais a cada segundo. Sei que meus aniversários nunca são bons, mas esse, definitivamente, é o pior de todos. Tempestade, uma confissão de traição e sem mercados abertos para comprar uma lasanha. Não poderia ficar pior. A única coisa que me acalmava, era saber que iria chegar em casa e poder ficar o resto do miserável dia com meu filho, minha irmã e minha mãe.

"Você fala como se fosse de hoje que eu estou junto com Marian." As palavras de Robin se fizeram presentes em minha mente. Isso definitivamente foi uma confissão de traição. Não me sentia mal por ter sido enganada, mas sim por não me sentir suficiente para alguém a ponto de precisar ser substituída.

Me perdi tanto nos meus próprios pensamentos e nem notei que o carro já estava parado em frente à minha casa e Zelena me cutucava sem parar. A chuva já estava muito mais forte, o que me fez jogar meu casaco por cima do cabelo e deixar o carro. Enquanto procurava minhas chaves na bolsa, esperava ansiosamente pelo momento que iria entrar e me jogar na minha cama e, quem sabe, assistir danças de O Lago dos Cisnes para ficar mais animada com o espetáculo.

"Surpresa!" Foi tudo que eu ouvi quando abri a porta de casa. Uma chuva de pratas preencheu o ambiente e vi meus amigos sorrindo e ansiosos. Ainda sem entender, passei o olhar pelo ambiente, vendo a mesa lotada de comida e balões em volta dela. Senti meu coração parar ao posicionar meu olhar sobre a última pessoa que imaginava ver ali. Seus cabelos loiros estavam soltos e vestia um moletom branco com uma calça jeans azul. Ela estava incrivelmente linda. Sim, Emma consegue ficar linda até com a roupa mais simples do mundo. E ela estava ali. Sorrir foi inevitável ao notar sua presença, mas em seguida, fui despertada do meu transe com Henry pulando em meu colo e agarrando meu pescoço.

— Você gostou? Nós preparamos isso tudo! Foi minha ideia! — Disse empolgado enquanto sorria sem parar.

— Eu... Eu amei! Estou realmente surpresa. — Sorri e logo fui abraçar os convidados.

Abracei minha mãe, Zelena, Mary, David, Belle, Mia e finalmente Emma. Nosso abraço demorou mais que o normal e, de certa forma, foi o melhor de todos. Não pude deixar de sussurrar em seu ouvido um "Obrigada por vir" e corei ao sentir que seu corpo todo se arrepiou e suas bochechas coraram.

— Bom, preciso dizer que foi bem difícil organizar isso. Você não colabora com nada! — Disse Zelena em meio de risadas. — Em todas as vezes que eu tentei ligar para pedir a comida, você surgiu do nada e eu tive que desligar o celular. E foi um milagre você ter topado sair de casa hoje.

— Eu deveria ter ao menos desconfiado. Você nunca nem tenta me tirar de casa nos meus aniversários e, quando tenta, leva o Henry e mamãe. Óbvio que eles ficariam aqui para organizar tudo.

— Você é um pouco lentinha. — Disse Cora ao envolver minha cintura. — Bom, o que acham de enquanto comermos, assistirmos alguns vídeos dessas duas quando eram pequenas? Tem alguns de dar boas risadas. — Disse ao apontar para mim e minha irmã.

— Mas eu queria ir brincar com a Mia lá no meu quarto. Ficar no meio de adultos é muito chato. — Disse Henry.

— Vocês podem ir, mas tomem cuidado. Não subam nem desçam as escadas correndo, não cheguem muito perto das janelas, por favor, cuidado se forem mexer com tesouras e...

— Regina! — Emma exclamou e riu em seguida. — Eles vão ficar bem. Mia, comporte-se, hum?

Assim que as duas crianças assentiram, subiram as escadas correndo, desrespeitando minha primeira regra. Revirei os olhos e respirei fundo diversas vezes, fazendo todos no cômodo rirem.

Me senti obrigada a ligar a lareira da sala de estar por conta do frio que estava fazendo. A tempestade lá fora já caía extremamente forte e todos na sala estavam nitidamente preocupados com como iriam voltar para casa. Enquanto assistíamos meus vídeos quando pequena, olhei várias vezes para Emma, e ela estava lá, com os olhos brilhando e um sorriso enorme no rosto. Dez segundos encarando-a com um sorriso bobo no rosto e sem piscar, foi o suficiente para Zelena reparar e me lançar um olhar desconfiado e malicioso. Ignorei minha irmã e voltei a prestar atenção na televisão, que passava um vídeo onde eu tinha três anos e Zelena cinco, e brincávamos de pique-esconde.

— Essa brincadeira nunca dava certo. Zelena sempre desistia de me procurar e eu ficava lá por horas. — Disse enquanto colocava um pouco de vinho na minha taça.

Cora saiu do cômodo e voltou logo depois com um bolo cheio de velas nas mãos. Sorri feito boba e corri em sua direção. Todos na sala cantavam parabéns enquanto eu assoprava as velas.

"Não se esqueça do pedido." Zelena gritou.

Então eu o fiz. Queria uma luz para guiar os caminhos certos da minha vida. Algo ou alguém que me completasse e me fizesse sentir cem por cento amada e bem comigo mesma.

Naquele momento, me senti a mulher mais feliz do mundo inteiro. Rodeada de gente que gostava de mim e com um bolo de chocolate bem grande na minha frente.

— Obrigada, gente. Vocês realmente me pegaram de surpresa. — Agradeci.

— Bom... Acho que a melhor hora dos aniversários chegou. — Disse Zelena ao me entregar uma caixa grande e preta. — Você é tão lenta que eu comprei isso hoje no shopping do seu lado e você sequer notou.

Gargalhei e retirei a tampa da caixa, revelando uma lingerie preta e sensual, sapatos de salto alto pretos e um kit de batons vermelhos com tons variados. Fechei a caixa rapidamente e escondi meu rosto entre as mãos. Não precisava me olhar nun espelho para saber que minhas bochechas estavam extremamente vermelhas. Todos na sala riam e também se sentiam envergonhados. Com certeza viram o que está na caixa. — Você é ridícula, mas eu amei. Obrigada — Disse à Zelena, que apenas riu e me deu um tapinha no ombro.

— O meu não é nada... Sexy. Pode abrir sem medo. — Disse Cora ao dar a pequena caixa à mim.

Quando abriu, vi meu vinho favorito. Pegar a garrafa e abraça-la foi um ato inevitável. — Obrigada, mamãe.

— O nosso é uma coisa que você gosta bastante. Não está embalado, então não vai ter todo aquele impacto. — Disse David ao tirar um box de livros da bolsa de Mary.

— A coleção de livros de Hush Hush. Uma vez você me disse que gostava, mas nunca encontrava os livros em lojas físicas. — Disse Mary.

— Nunca mesmo! — Disse ao pegar os livros. — São lindos! Muito obrigada. Eu vou ler todos em um piscar de olhos.

— Eu preciso confessar que estava sem criatividade para presentes, então... Minha mãe trabalha no SPA do centro da cidade, sendo assim... — Belle retirou um envelope da bolsa e entregou em minha mão. — Agora você tem um vale para fazer massagens e as unhas quando quiser! De graça!

— Acho melhor sua mãe se preparar, pois eu vou dar prejuízo. — Disse e sorri. — Obrigada, Belle. É incrível.

Percebi que Emma evitava contato visual com todos na sala, o que me fez franzir o cenho e me perguntar o motivo dela estar assim.

— Galera... — Disse David ao olhar para o celular. — Coloquem no jornal. Está passando algo sobre a tempestade. — Pediu e minha mãe o fez.

"A tempestade que chegou hoje em Virgínia está assustando moradores de todo o estado. Os ventos começaram por volta de dez horas da manhã e a chuva por volta das cinco. A chuva foi se intensificar há cerca de duas horas e os ventos cada vez mais fortes. Diversas árvores e postes já caíram nas pistas, quebrando-as e até mesmo destruindo algumas casas. Pedimos para você, morador de qualquer cidade da Virgínia e que está assistindo esse noticiário, não deixem suas casas por essa noite. É pelo bem de todos vocês. Há também suspeitas de furacões, então, vamos evitar ferimentos ou qualquer coisa parecida. Para todos, uma boa noite e tomem cuidado." Disse a repórter.

Modo Narração.

Um clima tenso se instalou na sala naquele momento. Todos se entreolhavam, provavelmente pensando no que iriam fazer.

— Eu... Eu preciso falar com a minha mãe. — Emma disse antes de deixar o cômodo.

Na cozinha, Ingrid atendeu após dois toques.

"Mãe, você viu o jornal?" Disse assim que atendeu.

"Sim, eu vi." Ingrid respirou fundo e passou a mão pelo rosto. "Se comporte na casa dos outros, Emma."

"Nada disso! Eu vou voltar. Não vou deixar você sozinha. Meu pai também não está em casa, não é?" Perguntou.

"Não, ele não está. E você não vai voltar, Emma. Está perigoso na rua e você não vai botar a sua vida e a da sua irmã em risco. Eu vou ficar bem, não precisa se preocupar."

"Você tem alguma ideia de onde meu pai esteja?"

"Não. Ele saiu pela manhã e não avisou onde ia e também não ligou." Disse com tranquilidade.

Emma revirou os olhos e respirou fundo. "Tudo bem. Chegarei em casa assim que der. Por favor, toma cuidado."

"Boa noite, querida." Disse e finalizou a ligação.

Quando a jovem voltou para sala, todos estavam de pé e discutindo o que fariam. Regina era a única que estava sentada no sofá, bebendo sua taça de vinho e brincando com os próprios dedos. Emma imediatamente notou sua expressão desanimada e um pouco triste, mas por ora, resolveu ignorar.

— Não é difícil resolver isso. Essa casa tem cinco quartos, um de Regina, um de Henry e três de hóspedes. Eu, minha mãe e minha irmã podemos dormir em um. Henry e Mia dormem em outro. Mary e David em um dos de hóspedes e, Belle e Emma nos outros dois. Viram? É fácil. — Disse Zelena.

— Nós não queremos incomodar. — Disse Belle.

— Vocês vão incomodar se morrerem, tirando isso, está tudo ótimo. — Disse Cora. — Todos os quartos são suítes, então, se quiserem ir se acomodando, fiquem à vontade.

*

Algumas horas depois, todos já estavam acomodados em seus devidos quartos, menos Regina. A morena ainda estava do mesmo jeito. Com a sua taça de vinho na mão, encarava o fogo ardendo nas lenhas da lareira e pensava no que havia acontecido mais cedo. Regina caminhou até o banheiro, pegando dentro dos armários, os vidros de perfume com as bebidas mais fortes que tinha e um maço de cigarros. Alternava entre dar longas goladas no líquido e levar o cigarro – já aceso – à boca. Era seu modo de aliviar a dor. De esquecer. De se sentir menos insuficiente.

— Oi. — Emma surgiu na sala do nada e  se sentou ao lado da morena. A preocupação nos seus olhos era notável.

— Emma... — Disse ao tirar o cigarro da boca e tentar esconder as bebidas. — Eu achei que já estivesse dormindo.

— Eu estava colocando as crianças para dormir. — Disse suavemente. Sua mão foi em direção a de Regina, que segurava o cigarro. Emma o pegou e jogou na lareira, fazendo os olhos de Regina brilharem para si. — Você não precisa disso. E nem disso. — Disse ao pegar os vidros de perfume e colocá-los do outro lado da sala. — Quer conversar sobre o que aconteceu?

— Como pode estar tão certa que algo aconteceu? — Perguntou e recebeu um olhar debochado de Emma. — Tudo bem... Eu encontrei meu ex marido no shopping hoje. Ele estava com uma mulher e com uma criança. Quando fomos conversar, ele praticamente assumiu que me traía com ela enquanto estávamos juntos. Vai ver aquele menino é até filho dele.

Com os olhos arregalados, Emma apenas respirou fundo e depositou sua mão sobre a de Regina. — Você ainda gosta dele?

— Não. — Sua resposta foi imediata. — De jeito nenhum. Mas... Pensar que eu fui traída durante tanto tempo de casamento, me faz pensar o quanto eu sou insuficiente e substituível, como se eu não fosse capaz de fazer ninguém satisfeito a ponto de precisar ser trocada, entende?

— E é por isso que você... Bebe e fuma? Meio que para afogar as mágoas?

— Exatamente. — Afirmou enquanto admirava sua mão sob a de Emma.

— Ok, primeiro de tudo... Você não tem que se sentir culpada porque foi traída. Traição é questão de caráter, e se ele fez isso com você, a culpa é toda e exclusivamente dele. Você tem que sentir bem por ter se livrado de algo tão ruim e tóxico da sua vida. E sim, você é capaz de fazer alguém bem e de fazer alguém de amar, você só não achou o alguém certo ainda. — Sorriu fraco para a morena que prestava atenção em cada palavra que dizia. — Segundo... Sei que você provavelmente acha que se afogar no álcool e na nicotina é a melhor forma de ficar bem, mas não é. Isso vai te destruindo aos poucos, Regina. Você pode afogar suas mágoas em coisas que te fazem bem.

— Não é tão fácil assim, Emma. — Disse suavemente.

— Então me deixa te ajudar. — Emma se aproximou de Regina, que nem sequer recuou. Seus rostos estavam perto o suficiente para sentir a respiração uma da outra.

— Sabe qual foi meu pedido hoje? Quando eu assoprei as velas? — Perguntou.

— Não faço ideia.

— Algo ou alguém para iluminar todos os caminhos certos da minha vida, que me completasse e me fizesse me sentir bem comigo mesma. — Respondeu com um sorriso no rosto.

— Droga, Regina! Por que você contou? Agora não vai se realizar.

— É porque eu acho que já encontrei.

Emma abriu um sorriso bobo e sentiu suas bochechas queimarem. — Então... Vai me deixar te ajudar?

— Com certeza. Não posso fazer um pedido e recusá-lo quando ele se realiza, não é?

— Definitivamente não. — Emma sorriu e olhou dentro dos olhar penetrante de Regina. Os olhos de ambas brilhavam e diziam muitas coisas uma para a outra.

Emma retirou um pendrive de seu bolso, e não demorou mais que um segundo para que Regina reconhecesse que aquele dispositivo era seu. — Hey! Eu tinha até esquecido que deixei isso com você.

— Esse rádio funciona? — Disse a loira ao se levantar em direção ao rádio e espetar o pendrive na entrada.

— Sim. Só ligar na tomada. — Regina disse e Emma o fez.

— Eu coloquei todas as minhas músicas favoritas nele e apaguei todas as suas. São muito ruins. — Regina revirou os olhos e logo em seguida as músicas de Emma começaram a tocar. — E... Eu tenho uma coisa para você. Sabe, na hora da troca de presentes, eu agradeci muito pelo David ter interrompido para vermos o jornal. Não iria aguentar ter que te dar o meu presente tão simples no meio daqueles tão caros e lindos. E também, eu não te conheço o suficiente para saber o quê te dar.

Regina sorriu para a jovem e balançou a cabeça negativamente assim que Emma depositou um pequeno saquinho rosa em sua mão. — Para mim, você ter vindo já foi um grande presente. Isso com certeza foi coisa do Henry, não é?

— Sim. — Riu. — Abra!

Regina sentiu seu coração aquecer e seus olhos brilharem mais ainda ao retirar o chaveiro escrito "Petúnia" com diversas florzinhas ao redor. Sua boca se curvou em um sorriso enorme e logo soltou uma gargalhada alta.

— Por que você tá rindo? Não gostou? — Emma perguntou com os olhos caídos.

A morena fixou seu olhar no dela e abriu um sorriso fraco. — Eu amei. Achei extremamente fofo. É o melhor presente da noite.

— Não precisa mentir para me agradar. — Sorriu tímida.

— Não estou mentindo. Vou colocar agora mesmo na chave do meu carro. — Disse ao se levantar e pegar a chave que estava em cima do sofá.

— Eu também mandei fazer um para mim, olhe. — Emma mostrou a chave de seu fusca, revelando o chaveiro escrito "Oli".

— Eu achei muito fofo. Muito obrigada, Emma. — Regina sorriu ao pendurar o chaveiro em sua chave.

A loira deitou-se de lado no chão e fechou os olhos para curtir a música All I Want que tocava no rádio. Regina deitou-se ao seu lado e admirou cada pequeno detalhe de seu rosto, que ao seu ver, era perfeito. A boca fina e rosada era de longe o que mais chamava a sua atenção, embora também gostasse do formato dos olhos.  O ato de levar a mão ao rosto da jovem e passar de leve a ponta dos dedos por todo ele, foi involuntário. Emma abriu os olhos lentamente, encontrando os castanhos profundos encarando-a.

— O quê foi? — As palavras saíram da boca de Emma quase como um sussurro.

— Nada. É só que... Se eu soubesse que você seria o alguém para me completar e iluminar meus caminhos, eu teria feito esse pedido há muito tempo.

Emma fechou os olhos novamente e sorriu enquanto aproveitava cada segundo da mão macia de Regina passeando em seu rosto. — Você é fofa.

— É a primeira vez que me falam isso, eu acho. — Regina riu e deitou de barriga para cima, encarando o teto. — Acho melhor irmos dormir.

— É... Você teria umas roupas para me emprestar? Não sei se gostaria de dormir de jeans.

— Claro. Vá para o seu quarto e eu já te levo as roupas, tudo bem? — Regina se levantou e desligou o rádio.

— Ok.

*

Regina separou uma calça de moletom, uma blusa de manga comprida e meias e caminhou até o quarto que Emma estaria naquela noite. Bateu na porta duas vezes, sendo recebida pela jovem em seguida.

— Suas roupas. — Disse ao entregá-las em suas mãos.

— Obrigada, Regina. E obrigada por deixar eu e Mia passarmos a noite aqui. — Agradeceu.

— Não precisa agradecer. Eu não fiz mais que minna obrigação. E... Eu é que te digo obrigada. Obrigada por ter ajudado na festa surpresa, pelo presente e pelas suas palavras.

— Bom, eu é que não fiz mais que minha obrigação. — Sorriu para a morena, que retribuiu.

— Boa noite, senhorita Swan. Durma bem. — Disse com a voz suave e arrastada, que fez o coração de Emma acelerar um pouco.

Regina voltou ao seu quarto se sentindo diferente de como estava quando acordou naquele dia. Não se sentia mais vazia ou incompleta, pois tinha quase certeza de que seu desejo havia se realizado. Ao deitar-se na cama, entre sua mãe e sua irmã, notou que, naquele momento, naquela casa, havia todos os elementos para fazer seu coração transbordar de tanta luz e amor. Tinha tudo e todos que precisava. Seus amigos, sua família e a sua mais nova luz, que guiaria os caminhos mais incertos de sua vida.

Emma.

"See, you brought out the best of me

(Veja, você trouxe o melhor de mim)

A part of me I'd never seen

(Uma parte de mim que nunca tinha visto)

You took my soul and wiped it clean

(Você pegou minha alma e purificou)

Our love was made for movie screens

(Nosso amor foi feito para as telas de cinema)" All I Want, Kodaline.


Notas Finais


Ah, gente, as músicas que a Emma colocou no pendrive da Regina, no caso, são as mesmas da playlist da fic. O link dela tá nas notas finais de algum capítulo anterior. Beijos!!!


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