História Stereo hearts - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Jisung
Tags Chensung, Nct, Neo Culture Technology, Park Jisung, Zhong Chenle
Visualizações 61
Palavras 1.724
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como cês tão?

tenham uma boa leitura e, bem, apenas isso mesmo :')

Capítulo 1 - Capítulo único


 

Aquele dia estava parcialmente nublado. O céu cinzento não permitia cores, apenas a ausência ou a mistura delas, preto e branco. O frio ameaçava se tornar mais rígido, querendo consumir os únicos resquícios de calor que esquentavam minimamente cada corpo acalentado pelo frio da dor e angústia. Velhas amigas que andam lado a lado quando pessoas carnalmente falando se tornam mais um número brevemente esquecido entre muitos. Quando, carnalmente falando são levadas para degradar a palmos da terra.

Estávamos todos no auditório, por algum motivo essencialmente triste. Todos estavam sentados e um silêncio ensurdecedor reinava no ambiente. Sentia-se a áurea que cada um presente carregava, pesando o clima que já deveria estar suficientemente tenso.

Por mais que as gotas de chuva pudessem ameaçar cair elas não caiam do céu, não deixavam as coisas úmidas assim como as minhas lágrimas, que dava a impressão de que não ligava muito, parecia que eu não estava sentindo, o que me irritava profundamente. A dor excruciante e frustrante que se apossou do meu corpo por guardar isso para mim me fez fraquejar, queria demonstrar minhas lágrimas, meus sentimentos. Em qualquer canto daquela sala revestida por cores frígidas, por mais que eu olhasse, não conseguia encontrá-lo de modo algum. Me negava a acreditar que alguém como ele tenha sido alvo de tantas coisas insuportáveis e nunca deixou-as sair, nunca se livrou delas e guardou-as dentro de si como uma preciosidade, assim, corroendo a si próprio de uma forma imperceptível sem deixar ninguém ser afetado pelos seus problemas. Suspirei, um suspiro melancólico que não estava mais conseguindo afugentar em meu coração e o deixei sair antes mesmo de tentar evitar. Nós nunca nos falamos, nunca toquei em seu rosto, nunca arranquei-lhe um sorriso, fui covarde demais em me aproximar para tentar desvendar seus mistérios. O que parece totalmente fútil agora. Puxei as mangas do meu casaco ainda mais, mesmo que fossem curtas e chegassem apenas ao meu pulso ferido, que doía devido ao frio excessivo. Tentava forjar essa dor fechando o punho, apertando com força, mas apenas conseguia resmungos por causa dos calafrios. Minhas mãos estavam geladas e trêmulas, não conseguia deixar de me preocupar com aquele que ocupava a minha cabeça, isso justificava a dor em suas laterais, uma dor que talvez nem remédio pudesse aliviar. Apesar de querer, aquele dia não conseguia focar minha atenção em nada, meu olhar se desviava constantemente de qualquer ponto, era impossível manter ele fixo no diretor, nas suas palavras para aliviar todas as lamúrias dos presentes, era impossível visto que a cada segundo me sentia mais e mais agoniado, como se estivessem forçando o meu peito contra a parede me deixando sem ar.

Chenle, onde você está?

Eu estava preocupado, com o coração beirando cair da caixa torácica. Uma angústia me consumia de uma forma bem rápida e eu estava cada vez mais nervoso. Enquanto mais uma vez meus olhos tentavam localizá-lo sentando nas cadeiras mais ao fundo, meus dentes maltratavam meu lábio, resultado de um nervosismo desde que permiti meus pés pisarem na sala. Era fato, sempre que uma brecha aparecia, Chenle não exitava em transformá-la numa forma de proporcionar um sentimento. Meus sentimentos eram algo instável, impossível de mantê-los na mais perfeita ordem. E se alguma vez já consegui realizar tal coisa alguém foi lá e bagunçou tudo de uma forma tão… tão.. tão estilo Chenle. Descansei a cabeça jogando-a sobre a mesa de qualquer jeito, o que rendeu certa atenção das pessoas ao redor, quem jogaria a cabeça numa mesa dura escolar? Me arrependi porque depois a dor se intensificou, tornando impossível descansar os músculos já tensionados junto a uma dor imensurável que a cada segundo sentia que poderia  me consumir. Pensei então qual coisa poderia me deixar decerto mais sobrecarregado que qualquer peso que minha mochila já tenha adquirido. E então, senti as lágrimas brotarem lentamente nos meus olhos quase fechados. Eu não queria admitir, mas sabia que era inevitável viver numa mentira para sempre. Eu queria vê-lo sentado lá atrás escrevendo naquele seu caderninho verde pequeno. Queria vê-lo novamente apenas mais uma vez para lhe dizer tudo o que não disse antes... Queria dizer que o amava. Sentia que podia desfalecer sobre aquela mesa branca em uma sala  que ele não estava presente. Levantei a cabeça e olhei para a janela, observando as gotas finas de água descerem lenta e tortuosamente. Incrível como qualquer coisa que possa existir me lembra ele, me lembra sua ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudades dele por completo. Saudades de algo que nunca foi meu, saudades de Zhong, meu primeiro amor.

O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade. A cada pequena ausência seu coração vacila, a cada pequena ausência, se apagam as pequenas paixões e fortalecem os grandes amores. E agora a sua ausência seria impossível de desfazer, teria de conviver com ela, teria de conviver com a minha incompetência em tentar evitar o seu ato contra si mesmo, o seu suicídio.

Naquela manhã sem cor, de um dia marcante, frio, inesquecível, Zhong Chenle cometeu suicídio. Num dia de uma semana que seria dedicada à sua ida. Numa semana do mês que será lembrada por causa do acontecido. E naquela mesma manhã, sem cor, fria, inesquecível e marcante, eu tive certeza que nossos corações eram como rádios, e que no coração de Chenle, alguém teria mudado de estação ou desligado, e no meu coração, não consegui sintonizar ao seu antes que tudo pudesse acontecer.

Liguei o meu rádio. Além dos pensamentos, queria outros ruídos no cérebro e no coração. Mais profanos, menos confusos. Como algo mais esclarecedor em relação à sua ida. Seus familiares estavam chorando e infestando a sala de sofrimento e lamúrias, os alunos que o conheciam estavam com expressões intimidadas e arrependidas. No que estariam pensando? No tempo desperdiçado com Zhong como eu? Se a saudade chegasse pelo ar como as ondas de rádio, em que lembrança eles iria sintonizar suas memórias?

— Sung? Jisung?

Não evitei dar um pequeno sobressalto da cadeira, ao olhar para o lado vejo Chenle sorrindo alegre para mim. Não era real, minha mente estava tentando reproduzir coisas que me deixariam melhor, fora daquele astral. Daquele ar avassalador que poderia deixar qualquer um que chegasse perto de mim facilmente afetado. Desviei os olhos para a sua boca e mesmo sendo uma alucinação, sentimentos impudicos e devaneios de coisas que poderia ter feito com ele presente vieram a tona.

— Você faz ideia do porquê dele ter feito isso? — Aos poucos a imagem de Zhong foi transcendendo e oscilando, tremeluzindo entre a imagem de SeokJin, tal que falava comigo vez ou outra. — Estamos frustrados pela ida do Chen, não achávamos que isso fosse acontecer.

— E-eu… — Minha voz saiu arranhada, como uma estação ruim de um rádio recém comprado. Jin me olhou preocupado, secou as lágrimas que desciam, trilhando o mesmo caminho das antigas. — Eu não entendo Jin, simplesmente não… Não consigo. — Levei a mão ao peito e apertei o casaco no local. Ele repetiu o seu ato de enxugar minhas lágrimas.

— Você acha que, talvez, talvez — ressaltou — se tivéssemos percebido seus sinais antes, teria mudado alguma coisa?

O olhei pela última vez antes de me calar por completo. Observei algumas vezes como implicaram com Chen, como o deixavam para baixo e como sempre chegava tarde após discutir com o pai em frente a escola. Eram coisas que davam suporte a sua vontade de sumir. Ele estava sempre nublado, como o céu hoje, denunciando que iria chover. Nublado, escuro… Zhong era um clima previsível que apenas eu não conseguia prever. E o que o coração fora de ar dele causava era algo definitivo.

Definitivo, como tudo o que é simples mas devastador. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade da despedida, pela dor do adeus.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão incrível, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Era isso que eu queria fazer com Chenle. Como aliviar a dor do que não foi vivido? Do que foi só uma expectativa?

Acredito que a cada dia que irei viver, mais me convencerei de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, nas decisões egoístas que fazemos e não arriscamos nada, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. Eu poderia mudar tanto se tivesse apenas uma última chance. E mesmo se eu tivesse sido rejeitado por ele, ainda poderia sorrir e dizer; Tudo bem! Eu tentei!

Os soluços saíam sem que eu percebesse, meu corpo se movimentou passando a correr para fora dali, daquele lugar sufocante.

Fui em direção ao corredor onde ficava meu armário, o achei e o abri, querendo pegar qualquer coisa para acabar com minha angústia. Vi apenas um papel esbranquiçado e um pouco rasgado, em meio aos meus livros e minhas inúmeras cartas que nunca entreguei à ele. O peguei e o abir, com as mãos tremendo.

“ Estou sorrindo para você de onde estou. Saiba que, meu coração é só seu, Sung. Porque apenas você diminui o seu compasso, tornando-o calmo e lento. Apenas Você o deixa agitado a ponto de doer, a ponto de fazer cogitar ele cair da caixa torácica. Você pode ter todos os ritmos que quiser nele, pode usar isso a seu favor quando quiser, mas por favor, não desligue-o nunca. Porque nossos corações são como rádios, e não é preciso estar perto para sintonizar na mesma estação. Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado, afinal é apenas um clima que irá passar tão rápido que você nem vai perceber.

 Zhong Chenle. ”


Notas Finais


É a primeira vez que escrevo algo com o NCT e espero não ter estrapolado a minha primeira vez com esses mochis <3

Park Jisung e Zhong Chenle são do NCT Dream.

Agora vamos aos créditos; Obrigada @WhyLais_ por ser minha inspiração de cada dia, Obrigada Bangtandesign pela linda capa que meu Deus do apaixonada, obrigada a @Jowheon ( Lá no wtt ) e obrigada a vocês que leram isto aqui!

vejo vocês por ai, então?

E aaaaaahhhhh, Ficou bom? eu a + insegura com qualquer coisa que eu possa escrever.

Até mais, hm? e me desculpem qualquer erro!

obs: Histórias Hentais, Yaoi, Yuri, Lemon e Orange, devem ser obrigatoriamente 18+ e como a minha tem Yaoi, é +18 por ele.

^^


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