História Stigma - Please, forgive me for my sins. - Capítulo 30


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Facções Criminosas, Hoseok, Jihope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Lemon, Máfia, Mistério, Namjin, Namjoon, Songfic, Taehyung, Vhope, Yaoi, Yoongi
Visualizações 133
Palavras 5.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sempre digo que vou voltar mais cedo e acabo me atrasando. Acho que vou parar de prometer coisas.
O tempo tá corrido gente, e acho que vai continuar assim até janeiro, então acho que vou continuar com essa frequência de postagens bagunçada. Desculpa 💔

Mas pra compensar a demora eu trouxe um capítulo gigante, tipo, muito grande mesmo!! Então se preparem para recuperar o tempo perdido kkkkk

É NamJin na veia, puro, fofo e sexy. Estão preparados??

A música desse capítulo é um amor, a letra dela deve ser interpretada com cuidado para que vocês percebam que ela tem tudo a ver com esse casal. Alem de que ela tem um clima bem nostálgico, combinando ainda mais com o capítulo.

*Música: Cage the elefante - Come a Little Closer*

Boa leitura 💛❤💛❤💛

Ps: Se alguma parte do texto ficar bagunçado ou tiver estranho me desculpa, é o aplicativo e o celular que não estão colaborando

Capítulo 30 - Twenty-ninth


Fanfic / Fanfiction Stigma - Please, forgive me for my sins. - Capítulo 30 - Twenty-ninth


Time shakes, found you at the water

O tempo se agita, encontrei você na água

At first you were my father, now I love you like a brother

No início você foi meu pai, agora eu te amo como um irmão


Seul, Mansão da família Kim, dezembro de 1995

- Jin, dá pra você parar? – Descendo a imensa escadaria, NamJoon corria atrás do seu primo, um menino imperativo de 11 anos. 

- Você tem que me pegar, hyung. – Gritou já passando para a sala de jantar, deixando o mais velho para trás. 

- Eu já disse que não quero brincar, eu só quero que você me obedeça e pare de correr! – Continuava perseguindo o pequeno SeokJin, já perdendo a paciência, uma coisa que só aquela criança encapetada conseguia fazer com o garoto, que desde muito novo era centrado. Mas quando se tratava de Jin, ele esquecia sua dádivadadiva da calma.

- Se você não fosse um lesado já teria me alcançado. – Riu, se virando para zombar de NamJoon, mostrando a língua para ele. 

- Quem você pensa que é para falar assim comigo? – Perguntou, conseguindo segurar Jin, o agarrando por trás, aproveitando sua vantagem em questão de força para impedi-lo de se livrar do seu aperto. 

- Me solta, NamJoon! – Pediu se debatendo nos braços do maior. – Eu vou contar para o seu pai que você me bateu e.... – Deve sua boca tampada, o impedindo de continuar com suas ameaças. 

- Fica quieto. – Sussurrou no ouvido do garotinho. – Acho que alguém chegou em casa. – Avisou e retirou sua mão da boca dele.

- Deve ser o tio Soo, eu vou dedurar você pra ele. – Falou em tom ameaçador.

- Eu não fiz nada, seu imbecil. – Retrucou, mas ainda em tom baixo.

- E em quem você acha que ele vai acreditar? – Rebateu com o mesmo tom de voz do primo, mesmo sem entender o porquê de ele está falando assim.

- Jin, me escuta. – Virou o menino para si, o olhando nos olhos. – Não é o meu pai, é o seu. – Alertou sério. 

- O papai? – Se calou para escutar as vozes que pareciam vir do salão de entrada. – É ele mesmo, hyung. – Olhou preocupado para o mais velho. 

- E ele está com mais alguém. – Concluiu ao ouvir uma clara voz feminina, porém desconhecida, não era a voz da madrasta de Jin e nem da sua mãe.

- Se ele me ver aqui vai saber que eu faltei a aula de Judô. – Fez um bico de choro, mas logo sua expressão passou a ser zangada. - É tudo culpa sua! 

- Minha? Mas foi você que deu a ideia. 

- Mas você não deveria ter concordado! É para isso que servem os hyungs. 

- Da para você parar de choramingar e calar aboca? Eu vou tirar você daqui. – Falou irritado, puxando Jin pelo braço em direção a sala, mas parando bruscamente na porta ao perceber que seu tio já estava lá. 

- Eu espero que tenha uma boa explicação. Como ousa vir na minha casa? – A voz grossa e amedrontadora de Jun Hyung soou alta pela casa, sem imaginar que alguém estivesse lá, já que as crianças deveriam estar na aula de judô, a esposa e a cunhada foram as compras e seu irmão estava para chegar de uma viagem de negócios. 

- Senhor Kim, eu sinto muito, mas eu precisava falar com o senhor logo. – A mulher parecia prestes a chorar e estava claramente apavorada.

NamJoon fez sinal para que Jin ficasse quieto, analisando suas possibilidades de fuga. Eles estavam na sala que era usada para jantares de negócios ou festas. O espaço era realmente grande, mas só possuía uma saída e ela dava para a sala de visitas, ou seja, eles não poderiam sair dali. O problema é que Jun Hyung tinha o costume de ir até o buffet de madeira que ficava naquele ambiente, onde guardava suas bebidas caras, para tomar uma de suas muitas doses diárias, logo eles não poderiam simplesmente esperar ali até que surgisse uma oportunidade de subir para o terceiro andar, onde ficavam seus quartos. 

Diferente de SeokJin, NamJoon sempre foi mais calculista e pensava melhor sobre pressão, então não se desesperou. Mas o mais novo estava realmente com medo, e Joon sabia disso porque ele apertava sua mão com força. – Uma força anormal para um garoto daquela idade. – NamJoon entendia. Já havia visto o primo levar muitas broncas do pai, além de aparecer vez ou outra com marcas roxas pelo corpo. Soo Hyung também era um pai severo, mas nunca encostou um dedo no filho ou no sobrinho. Acreditava que a educação deveria ser baseada no respeito e não no medo. Já Jun Hyung conseguia apavorar qualquer criança, mesmo que elas fossem treinadas quase militarmente e praticassem tiros desde os 10 anos. 

- O Buffet. – Movimentou os lábios para que Jin pudesse lê-los. 

Em passos largos e silenciosos o dois foram até o móvelmoveu rústicorustico. 

- O que você...? 

- Entra. – Mandou abrindo uma das três portas do móvel.

- Nós não vamos caber aí, hyung. – Protestou em sussurros.

- Entra logo! – Empurrou o primo para dentro do espaço apertado, o seguindo logo depois.

O local era realmente pequeno. Os garotos, apesar de novos, eram grandes o bastante para precisar ficar sentados, com as pernas encolhidas, um do lado do outro. A alguns anos, quando brincavam de se esconder pela casa, lembravam bem que podiam caber perfeitamente ali, sem muitos esforços. Mas NamJoon já estava passando pela temida puberdade e SeokJin já não era tão baixo e magro quanto a três ou quatro anos atrás. 

Como o mais velho havia imaginado, não demorou muito para que ouvissem os passos pesados do homem se aproximando do lado de fora. Jin voltou a procurar a mão do seu hyung, enlaçando seus dedos aos dele, que por sua vez tentava lhe dizer silenciosamente que tudo ficaria bem, mesmo que não tivesse tanta certeza.

- O que você está tentando insinuar? Que esse feto é meu? – A voz abafada do pai da criança mais nova estava próxima. Provavelmente ele se servia de alguma de suas bebidas caras que ficavam logo acima de suas cabeças. 

- Ele é seu, senhor. Você foi o único homem com quem me deitei durante aquela semana. – NamJoon e Jin não puderam evitar arregalar os olhos ao ouvirem a declaração da mulher. Eles entenderam certo?

- E como eu posso acreditar na palavra de uma vagabunda? Você pode ter engravidado de um idiota qualquer e decidiu que vai se aproveitar de mim. 

- Senhor Kim, o senhor me levou com o senhor para o Japão, foi lá que eu engravidei. Eu fui no hospital, aqui estão os exames, faz exatamente um mês. 

- Hyung, é isso mesmo? – Jin indagou antes de ter sua boca tampada por Joon.

De repente tudo ficou estranhamente quieto. Os batimentos cardíacos dos garotos estavam cada vez mais acelerados, o pavor era eminente. 

- Eu não quero saber de exame nenhum. Vá embora e nunca mais se aproxime dessa casa. Depois nós resolvemos esse inconveniente. – Falou finalmente.

- Sim senhor. – Concordou e os tilintar de saltos altos se afastando pode ser ouvido.

- E mais uma coisa. – O homem interrompeu os passos da moça. – Esse seu estado não é motivo para relaxar. Continue trabalhando normalmente, não quero saber de reclamações dos clientes. 

Mais alguns passos e nada mais foi ouvido. Talvez Jun hyung também houvesse saído. Por garantia era melhor esperar mais um pouco. 

Mas de repente, como ratos sendo surpreendidos pelo predador felino, a portinhola foi aberta, revelando os meninos acuados, que encaravam estáticos a face sombria de quem eles menos desejavam ver. 

- Xeretando a conversa alheia crianças? – Perguntou retoricamente, antes de puxar os dois pelas orelhas. 

- Pai, não faz isso com o Joonie, a culpa é minha. – Pediu enquanto reclamava de dor.

- Não, a culpa é minha, tio Jun, fui eu que...

- Calem a boca! – Rugiu enfurecido. – Não me interessa de quem é a culpa. Eu só quero saber o que vocês ouviram. – Encarou os menores, analisando as feições de cada um. 

Jin não derramava uma lágrima, mas parecia prestes a fazer isso. Ele tremia e respirava fundo, tentando se manter firme. Era evidente o medo que tinha do pai. Já NamJoon não expressava uma ruga. Estava sério e parecia um soldado em frente ao seu general, só faltava bater continência. Não aparentava estar com medo, mesmo que por dentro estivesse apavorado.

Nenhum dos garotos emitiu uma palavra sequer, não sabiam o que deveriam responder. Então, quebrando o silêncio fantasmagórico, um tapa foi inserido no rosto de SeokJin, deixando sua pele pálida marcada. NamJoon sentiu seu sangue ferver e teve vontade de surrar o tio até arrancar todos os seus dentes, mas sabia que não era capaz de tanto.

- Eu vou perguntar mais uma vez. O que vocês dois ouviram? – Olhou nos olhos do filho, que se encolheu assustado.

- Nada. Nós não ouvimos nada! – Namjoon respondeu firme. 

- Você tem certeza NamJoonie? 

- Sim. 

- Você é esperto, garoto. Mas merece um tapa para que permaneça com amnésia. – Falou, erguendo o braço para mirar a bofetada no rosto do sobrinho. NamJoon apertou os olhos, se preparando para receber o golpe. 

- Não ouse encostar um dedo no meu filho, Jun Hyung. – O garotinho mais velho ouviu a voz de Soo Hyung, seu pai, feroz, porém música para os seus ouvidos. Todos os olhares, aliviados, assustados e indiferentes, foram em direção ao recém chegado.

- Papai! – NamJoon exclamou aliviado ao avistar seu herói na sua frente. 

- Eu só estava os disciplinando, meu irmão. Acredita que esses pestinhas cabularam a aula de judô? – Falou em um tom descontraído e nervoso. 

- A forma como você educa o seu filho não é da minha conta, Jun. Mas do meu filho cuido eu. – Disse sério, puxando seu garoto para perto de si. 

- Eu sei, eu sei. Mas como você não estava aqui eu imaginei que... 

- Você não tem que imaginar nada. – O cortou. – Joonie, suba para o seu quarto. Depois nós conversamos. 

- Sim senhor. – Obedeceu depois de olhar para Jin, que encarava o chão. NamJoon estava a salvo, mas ele ainda teria que lidar com seu pai.

Earthquakes shake the dust behind you

Terremotos sacodem a poeira atrás de você

This weather toss will blind you

Esse abalo no clima vai te cegar

Still I know, I seem blind

Ainda assim, eu pareço cego


 – Você deveria repensar esse seu método de educação. Não está criando um filho fiel, está criando um traidor em potencial. – Alertou antes de pegar sua mala para subir também. Havia acabado de chegar da tal viagem. 

- Não seja ridículo, SeokJin jamais faria isso. 

- Sempre pensamos isso antes de levarmos uma facada nas costas.  – Falou antes de virar-se e sair. 

- Você! – Virou-se para o filho quando se encontraram sozinhos. – Isso é tudo culpa sua, seu monstrinho nojento. 

- Papai... – Soluçou pela primeira vez, não aguentando mais segurar o choro.

- CALA A BOCA! – Berrou enfurecido. – Eu vou te ensinar a nunca mais xeretar e te lembrar que nunca deve trair o seu pai. – Começou a tirar o cinto do cós da sua calça social, deu uma volta na tira de couro preta, se preparando para castigar o seu filho com uma surra. 

- Pai, por favor, não faz isso. – Pediu em meio aos soluços. 

- Você vai aprender. 

- Papai, não... 

[* * *]

Seul, Escola de ensino médio da elite de Gangnan, 1999

- Noona, você viu o Namjoon hyung? – SeokJin, o calouro mais popular daquela instituição de ensino para jovens ricos e mimados, perguntou a uma garota do segundo ano que pegava alguns livros em seu armário. 

O corredor estava movimentado por ser transição de aulas, então era tão difícil se movimentar quanto achar uma pessoa específica.

- Não, desculpe. – Sorriu simpática, tendo como resposta uma breve reverência do garoto, que logo seguiu em sua busca.

- Oh, SeokJin! – Uma menina da sua turma o abordou de repente. – Eu andei pensando e... O que acha de irmos ao cinema nesse sábado? – Convidou envergonhada e empolgada ao mesmo tempo. 

- Desculpe, Jenie, não posso falar com você agora. – Avisou sem ao menos parar para dar atenção a menina. 

- Ok. – Falou baixo, sendo deixada para trás.

- Yoon Min hyung! – Avistou um dos amigos do primo. 

- SeokJinie. – Cumprimentou com um sorriso de canto. – Como vai, pirralho? 

- Péssimo. Você sabe onde o NamJoon hyung está? – Perguntou direto.

- Não tenho ideia. Ele nem apareceu para a primeira aula, o que é péssimo para alguém que está no último lugar no ranking de notas.

- Ele matou aula? 

- Não sei porque está surpreso. É o Kim Namjoon, ele faz essas coisas. – Deu de ombros despreocupadamente. 

- Eu sei. – Suspirou triste. 

SeokJin estava preocupado com o mais velho. Desde que nasceu sempre foi cuidado e protegido por Namjoon, mas de uns tempos para cá os papéis estavam sendo invertidos. Drogas, bebidas e mulheres, muito de tudo isso. O Kim mais velho havia se transformado em um delinquente sem controle e Jin já estava ao ponto de enlouquecer. 

“Isso é normal”. Dizia seu tio. “Vocês, garotos, precisam aproveitar a juventude. Você deveria fazer o mesmo, Jinie”. 

Errado tio Soo, muito errado!

Ninguém naquela casa parecia se importar com a situação, achavam normal e até aplaudiam as atitudes do adolescente rebelde. A mãe do rapaz até se incomodava quando o ele chegava em casa às cinco da manhã caindo de bêbado, mas o marido era assim quando jovem, com a criação que o filho teve não era de se surpreender que fosse assim também.

- Dá uma olhada no terraço, a gente costuma beber lá de vez em quando. – Min aconselhou antes de ajustar sua mochila nas costas e sair em direção a sua sala. 

Apressado e já ofegante, Jin andou a passos largos até o lado externo da escola, mais precisamente os fundos, onde havia uma escada de ferro velha que dava para o telhado da escola, local onde teoricamente deveria ser acessado apenas pelo zelador ou alguma equipe de manutenção elétrica, mas que era constantemente utilizada pelos alunos para práticas sexuais e ilícitas. Parado diante do ferro frágil e enferrujado o jovem Kim suspirou irritado. Odiava a ideia de ter que subir ali, iria sujar suas roupas, além de correr o risco de cair, já que o objeto não era nem um pouco seguro. Ele tinha duas opções, subir, mesmo a contragosto, e encontrar um NamJoon provavelmente bêbado e drogado ou voltar para sua aula de química orgânica e parar de se importar com o primo. Por mais atraente que a segunda opção parecesse, Jin era incapaz de abandonar seu hyung, mesmo que recebesse palavras duras e cheias de veneno em todas as suas tentativas de ajudar ou dialogar. 

O adolescente irritadiço praguejava a todas as criaturas da terra enquanto escalava a escada velha. Seu fardamento de camisa branca já não estavam mais tão alva quanto antes, suas mãos, agora encardidas, se esforçavam para não escorregar e causar um acidente. Ele realmente estava fazendo aquilo e NamJoon iria pagar por isso. 

Finalmente no terraço ele procurou uma alma viva por ali, mas não encontrou ninguém. O espaço era grande e existiam alguns pontos cegos, o que incentivou o menino a insistir na procura, indo até uma pequena casinha que servia para guardar alguma coisa, Jin não sabia direito o que. E ao se aproximar de tal estrutura achou o primeiro sinal de que alguém estava ou já esteve por ali. Esse sinal não agradou muito SeokJin, na verdade fez seu estômago embrulhar de uma forma que ele não entendia. Era um sutiã, pequeno e de tecido rosa claro, simples. 

Os ruídos agora audíveis confirmaram os pensamentos do Kim mais novo: Sexo. Namjoon estava transando com alguma vagabunda do terraço da escola. 

O que ele deveria fazer? Ir embora? Interromper? Por que essa situação era tão paralisante? Por que ele sentia uma incontrolável vontade de vomitar? 

Eram inúmeras questões bombardeando a cabeça do menino, mas apenas uma foi resolvida, porque ele realmente vomitou. Todo seu almoço foi parar no chão, seu esôfago queimava e seus olhos lacrimejavam. 

Os dois imorais acabaram percebendo a presença de alguém no lugar.

- Jin, o que você tá fazendo aqui? – O  rapaz de dezoito anos, que apesar de tudo ainda mantia seus cabelos com sua cor natural, perguntou assim que apareceu sem camisa e subindo suas calças arriadas, encontrando seu saeng da vida curvado, com as mãos apoiadas na parede da casinha de concreto, tentando controlar a respiração e evitar vomitar mais uma vez. 

- É o seu primo? Ai meu Deus, ele viu a gente, e agora? – A garota tentava se cobrir rapidamente, envergonhada com a presença do mais novo, sabendo que ele tinha o pleno conhecimento do que eles faziam ali. 

- Cala a boca e vai embora daqui. – O rapaz mais velho falou rispidamente, sem ao menos olhar para a menina. 

- Mas Oppa... – Choramingou manhosa.

- Sai daqui garota, não fala mais comigo. – Grunhiu irritado, o que foi o suficiente para que ela fosse embora dali declarando seu ódio eterno por Namjoon. Ele não se importou, sequer lembrava o nome dela. 

Parecendo recuperar um pouco do seu juízo se aproximou do primo, carregado de preocupação, seu peito ainda nu e seus cabelos uma bagunça. 

- Jinie, o que aconteceu? Você está bem? – tentou tocar nos ombros tensos do garoto. 

- Não me toca. – Murmurou seco. 

- O que? – Indagou sem ter certeza de que havia ouvido certo.  

- Não encosta em mim! – Dessa vez esbravejou, olhando pela primeira vez para Namjoon, fazendo sua pele pálida corar bruscamente ao ver o meio corpo desnudo, mas logo esse rubor hormonal foi substituído por uma vermelhidão de raiva. – Não me toque com essas mãos imundas, não depois de ter tocado nela. 

- É isso? Você está assim porque eu estava com uma garota? – Relaxou os ombros largos, assumindo uma postura debochada. 

- Não, eu estou assim porque estou cansado, Namjoon. Estou cansado de me preocupar com você, cansado de ser sua babá, de ter que cuidar de um hyung e limpar sua bagunça quando as coisas saem do seu controle. 

- Eu nunca te pedi nada, Jinie. Apenas faça como os outros e não se importe, pare de se preocupar e de ser minha babá. – Destilou como de costume. 

- Quer saber, você está certo. Eu parei com você, a partir de hoje eu não me importo mais. Não me procure para chorar quando estiver bêbado, não me ligue pedindo para lhe buscar nos lugares de madrugada, não me considere mais nada seu. Nem seu irmão e nem seu amigo, sou apenas um parente. – As palavras foram ágeis em sair, mas cada uma delas eram jogadas como lâminas bem afiadas, com a intenção de cortar cada parte de NamJoon que ainda tivesse sentimentos.

- Você... Você não está falando sério. Apenas pare de fazer drama, eu sou quase um adulto, não preciso de um pirralho no meu pé querendo mandar em mim. – Sim, havia doído, muito, mas não levar a sério era, na cabeça dele, o melhor a se fazer. – Eu vou levar você na enfermaria, deve estar com febre para falar tantas bobagens. 

-  Eu estou ótimo, Namjoon. E agora quem não precisa de você sou eu. Eu nunca falei tão sério na minha vida, então não precisa se preocupar, porque agora não terá pirralho nenhum no seu pé. – Finalizou friamente, virando-se para ir embora dali o mais rápido que podia e fazer o possível para não ver Kim NamJoon tão cedo. 

SeokJin estava decidido, ele realmente iria embora se não tivesse sido bruscamente puxado assim que deu as costas para o mais alto, chocando-se no peito bronzeado de Joonie, sendo abraçado com força. Ele não se moveu, estava em choque e tudo que conseguia fazer era ser apertado entre os braços do mais velho, sem responder ao abraço, encarando o outro lado do espaço em que estavam, com os olhos arregalados, apenas sentindo a respiração forte de NamJoon no seu pescoço, o que fez seus pelos eriçarem.  

Come a little closer, then you'll see

Chegue um pouco mais perto, então você verá

Come on, come on, come on

Vamos lá, vamos lá, vamos lá

Things aren't always what they seem to be

As coisas nem sempre são o que parecem ser

- Desculpa. – Sussurrou pesado, fazendo o coração de Jin acelerar ainda mais. Ele não entendia as reações do seu corpo, mas sentia cada segundo daquele momento com riqueza de detalhes.

- O que... O que você... – Até mesmo sua voz tremia.

- Eu sou um idiota, mas eu sou o seu idiota. Me perdoa, Jin, eu preciso de você. – Os dois sentiam. 

Pulsações aceleradas, respostas estranhas do corpo, sentimentos confusos. As pessoas comentavam que eles eram próximos demais, mesmo para irmãos. Eles ignoravam. Eles achavam normal, eles cresceram juntos, eles sentiam. Sentiam demais. Sentiam ciúmes, carinho, A...

Do you understand the things that you would see here

Você entende as coisas que vê aqui?

Come on, come on, come on

Vamos lá, vamos lá, vamos lá

Do you understand the things that you've been dreaming?

Você entende as coisas que você tem sonhado?

Come a little closer, then you'll see

Chegue um pouco, então você verá


- Jin, eu... Eu te... 

- Eu também te amo. – Falou apertando os olhos para não chorar, se aconchegando melhor nos braços do primo.

[* * *]

Casa de campo da família Kim, 2004

- Você tem certeza? – Jin perguntou entre os beijos afobados.

Era domingo de manhã. Eles haviam chegado naquela madrugada. Em casa o único aviso deixado foi: “ Voltamos na segunda.” Apenas por convenção, já que naquela casa às pessoas não tinham o hábitoabito de se preocupar, ainda mais com dois homens feitos.

- Sim, eu tenho. E você? – Pausou o ósculo para olhar nos olhos do amante. 

- Eu nunca tive tanta certeza de algo. – Sorriu, voltando ao entrelaço de línguas, beijos vorazes e apaixonados. 

Me disseram uma vez que a paixão e amor não se misturam obrigatoriamente. E que o sexo pode anteceder os dois anteriores, servindo até mesmo de estopim para o romance. A ordem de sentimentos e atrações são variadas, e nesse caso foi quase uma vitamina de emoções. 

Primeiro veio o amor. Inocente, infantil, fraterno, protetor e acolhedor. 

Depois a paixão. De início tímida, mas depois voraz e arrebatadora, transformando o amor já existente em um tipo de amor que podia incinerar o mundo ou ergue-lo em glória. 

E por último o sexo. Dois corações já ligados desejando consumar o amor através dos corpos. Uma guerra de hormônios implorava por isso, o encaixe de corpos suados unindo os dois, eles eram apenas um. Um único coração separado em dois. Um não era capaz de viver sem o outro.

Will we burn or we just smolder?

Será que nós vamos queimar ou apenas arder?

As roupas foram arrancadas de qualquer jeito, espalhadas pela suíte de casal. As respirações ofegantes eram recuperadas nos momentos em que separavam as bocas para deixádeixa-las explorar outras partes dos corpos. Da clavícula marcada a pélvis sensível de SeokJin, cada parte da sua estrutura era sugada pelos lábios carnudos de NamJoon, que tentava guardar o sabor da pele máscula na memória do seu paladar. Assim como o sabor do chocolate, ele jamais esqueceria o gosto de Jin.

- Eu posso fazer isso pra sempre. - Murmurou enquanto selava o pescoço liso do mais novo. 

- Eu não acho que você aguenta tanto tempo. - Zombou com uma gargalhada sapeca. 

- Não duvide dos meus dotes, amor. - Dito isso ele levantou SeokJin pelas coxas, o levando até a cama de casal.

Respirações, estalos de línguas, as fricções das peles. Esses eram os únicos sons do ambiente. Descendo sua boca úmida pelo tronco do mais baixo, NamJoon chegou em seu baixo ventre, alternando entre beijos e sopros leves na região, causando arrepios na pele inteira do rapaz. Com os olhos fechados, Jin se concentrava apenas no prazer que estava sentindo, alimentando a constante expectativa de quais seriam os próximos movimentos do homem que escolheu para o iniciar. Sua glande foi tocada, a ponta da língua de Namjoon lhe causou um frisson intenso, fazendo um gemido contido escapar da sua garganta. Iniciando um trabalho quase filigranado, Joon combinava sua língua com seus dedos, sexo oral e  uma precisa masturbação que fazia SeokJin se contorcer e gemer.

-  Tudo que eu fizer com o seu pau você vai repetir nos meus dedos. - Instruiu, levando o indicado e o médio até os lábios fartos do mais novo.

E assim foi feito. Jin tentava repetir cada movimento, cada lambida, todo o esforço que NamJoon colocava em sua ereção era copiado naqueles dedos compridos, que entravam e saíam da sua boca, sendo lubrificados ao ponto da saliva escorrer pela mão direita do maior. A língua de NamJoon desceu mais um pouco, encontrando a entrada virgem do outro, que arqueou as costas surpreso ao sentir o primeiro toque naquela região. Estratégico, ele iria utilizar seu lubrificante predileto. Os dedos que estavam sendo sugados por Jin foram levados até onde a língua esperta do outro atiçava, lhe proporcionando uma sensação nova e maravilhosa.

 O esperado aconteceu. Os dois dígitos foram introduzidos lentamente, mesmo assim era incômodo. Não houve reclamações, tão pouco ruídos de dor, mas a pausa nos sons prazerosos entregavam o desconforto. Mas logo ele foi diminuindo, voltando a dar lugar às sensações positivas, o que serviu de deixa para que os meros movimentos de “vai e vem” se diversificaremssem, sendo transformados em movimentos circulares e de tesoura. Em algum momento o próprio passivo procurava pelo toque, iniciando movimentos pélvicos, reboladas discretas, mas pidonas, pedindo por mais daquilo. Sem parar com as estocadas, NamJoon subiu seu corpo, abafando os gemidos de Jin com sua própria boca.

- Joonie, eu quero mais. - Pediu em murmúrio sôfrego encarando os lábios bem desenhados do moreno. 

- Eu vou te dar tudo. - Prometeu no exato momento em que um dos seus dígitos acertou o ponto G do mais novo, fazendo-o tremer por inteiro e urrar de prazer, se desmanchando no próprio abdômen.

Feliz por ter proporcionado aquele orgasmo no seu amor, NamJoon espalhou beijos por todo o rosto dele, observando-o se recuperar do êxtase enquanto masturbava o próprio membro, que se mantinha ereto e desejava sentir a cavidade apertada de SeokJin assim como os seus dedos.

- Eu quero sentir você de verdade. - Falou encarando o rosto corado e levemente suado, observando o olhar nublado do menor. 

- Eu também. - Afirmou, permitindo que NamJoon fizesse o que mais queria. Mas antes que ele pudesse se encaixar entre suas pernas foi interrompido.  

- Eu quero ficar por cima.

- Tem certeza? Vai doer mais.

- Não me importo, eu quero comandar um pouco.

- Sim senhor. - Riu admirado. Seu namorado era mandão até nesses momentos.

Em um movimento rápido ele virou seus corpos, mudando de posição com Jin, deixando-o sentado em suas coxas.

Ele era o experiente, mas Seok estava o surpreendendo naquele dia. Ele sempre foi assim, desde criança, queria ser o mais forte, ter sempre o controle da situação. Eram poucas as ocasiões em que ele baixava a guarda, quase nunca chorava, não demonstrava fraqueza. Ele não só queria, mas sabia exatamente como mandar, e na cama podia usar essa habilidade para enlouquecer NamJoon.

Ele foi penetrado e coordenou a velocidade em que seria invadido. No início era o único a se movimentar, Joon estava controlando seus impulsos para não machuca-lo, mas quando Jin começou a emitir gemidos manhosos e a descer cada vez mais fundo, não pode conter sua pélvis, que passou a se movimentar para cima cada vez mais rápido, fazendo com que seus testículos se chocassem com as nádegas do outro, que soldava barulhos mais altos e começava a falar palavras desconexas, quase chorando ao pedir por mais. Agarrando a cintura dele, Namjoon não estava conseguindo pensar em mais nada, não se importou em estocar mais bruscamente, tentando chegar o mais profundo possível. As cavalgadas ruidosas combinadas com os murmúrios de prazer só deixavam tudo ainda mais excitante. Uma, duas, três, quatro estocadas e Jin teve seu segundo orgasmo, fazendo seu ânus se comprimir, apertando o pênis do maior, que não se aguentou e gozou quase ao mesmo tempo que o parceiro.

Se o mundo acabasse naquele momento, eles não se importariam. Estavam esgotados, mas nunca estiveram tão felizes. Eles haviam consumado o amor mais verdadeiro, agora eram apenas um. Já fazia 13 anos, mas nunca seria esquecido. Aquela foi a primeira vez de muitas.

 Ten thousand people stand alone now

Dez mil pessoas estão sozinhas agora

And in the evening the sun sets

E à noite o sol se põe

Eles nunca estarão sozinhos.

[* * *]

Tempo atual

A oito anos atrás, em uma clínica cara de Nova York, enquanto Jin estava prostrado em uma cama tetraplégico, NamJoon precisou voltar para a Coréia, ele não podia deixar que seu tio tomasse conta de tudo, ele iria construir seu próprio império e honraria a memória do pai. Itália era uma mulher muito jovem, mas um prodígio do mundo do crime. Filha de pais coreanos, ela vivia uma vida dupla, era uma policial corrupta da área de narcóticos que trabalhava para uma gangue do Brooklyn filiada a facção da família Kim. NamJoon precisou confiar nela, ele não tinha motivos para isso, mas as opções eram escassas. Babá de SeokJin em tempo integral, os dois se odiavam, Jin era arisco e Itália também, eram duas cargas iguais que se repeliam. Até que em um dado momento eles eram inseparáveis. E então os três estavam ligados, unidos em um tipo de relação que nem mesmo eles entendiam. Mesmo que nunca tivesse acontecido nenhum tipo de relação sexual, a atração romântica estava presente. Os anos passaram e ela não conseguiu se envolver com mais ninguém, apenas aventuras rápidas com homens e mulheres ao redor do mundo, mas nada além disso, estava presa aqueles dois e eles seguravam ela. De certo ponto de vista, talvez não fosse um exemplo de relacionamento saudável.

Agora, na sala da mansão de Namjoon, os três estavam espalhados no chão da sala, um do lado do outro, dividindo uma garrafa de vinho, bebendo direto do gargalo.

- Nós somos um fracasso. - Itália, que estava sentada entre os dois mais velhos, riu já um pouco bêbada.

- Gente, obrigado. - Jin falou de repente, ignorando o comentário da mulher.

- Por…? - Namjoon perguntou antes de virar a garrafa mais uma vez e passá-la para o marido.-

- Por tudo. Vocês estão passando por muitas coisas por minha causa, quase morreram.

- Eu sou seu marido, eu vou morrer por você se for preciso.

- E eu… - Itália parou para pensar por um momento. - Eu sou eu. - Deu de ombros confusa pela imbreagues.-

- Eu não sei o que seria de mim sem vocês dois.

- Nada. - Tália e NamJoon disseram em uníssono, causando um ataque de risos nos três.

Era como se naquele momento estivessem no próprio mundo, um universo particular onde mais nada existia, só os três e a garrafa de vinho.

- Eu também quero fazer um agradecimento! - Itália se levantou de supetão, trazendo a garrafa com sigo, fazendo os dois se sentarem eretos para prestar atenção. Ela deu um longo gole no líquido vermelho e fitou cada um por alguns segundos até começar a falar. - Casal real, obrigada por terem me colocado no meio dessa bagunça, por terem me transformado na concubina de vocês. - brincou com os termos que  Jimin e Hoseok usavam para irritá-los. - Hoje eu posso dizer que sou completamente apaixonada pelos meus melhores amigos... o que é uma coisa estranha. Mas vocês são as minhas pessoas, aqueles por quem sou capaz de matar e morrer. Então, obrigada. - Sorriu carinhosa, sendo atacada logo em seguida por dois marmanjos, que correram para abraçá-la assim que ela fechou a boca.

- Nós te amamos Tália, obrigado por ser nossa. - Jin falou firme.

- Eu amo vocês dois, muito. - NamJoon confidenciou.

Aquilo era raro, esses momentos de confidências e declarações de amor entre os três quase nunca aconteciam. Talvez fosse o medo, a adrenalina por tudo que estava acontecendo ou o álcool fazendo efeito, mas cada palavra foi verdadeira. Eles se amavam e ninguém precisava entender.

Time flies by, they all sing along

O tempo voa, todos eles cantam juntos

Come a little closer, then you'll see

Chegue um pouco mais perto, então você verá

Time flies bye bye

O tempo voa, tchau, tchau

Come a little closer, then you'll see

Chegue um pouco mais perto, então você verá


Notas Finais


Tem alguém aí ainda??

O que acharam??

Espero que tenham aproveitado bem, porque vou voltar a focar em VHope pelos próximos capítulos, então NamJin vai ficar um pouco na sombra, mas de vez em quando eles vão dar o ar da graça para satisfazer quem gosta.... Alguém gosta? Kkkkk

Enfim, vou indo meus amores.

Bom Enem pra quem for fazer amanhã. ❤❤


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