História STIGMA - taekook;vkook - - Capítulo 19


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXO, Girls' Generation, Kim Seul-gi, SHINee
Personagens Baekhyun, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seul-gi, Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Minho Choi, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé, Yoona
Tags Bangtan, Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Boyxboy, Bts, Comedia, Coreano, Fanfic, Fluffy, Gay, Homossexualidade, Jeongguk, Jikook, Jungkook, Kookv, Kpop, Lemon, Lgbt, Lgbtq, Namjin, Original, Romance, Smut, Soft, Taehyung, Taekook, Vkook, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 257
Palavras 3.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O-I-EEEEEEE!!!
Querem saber o motivo do meu ânimo? Se não queriam, vão saber de qualquer jeito. Esse comeback tá atacando a minha ansiedade e eu to surtando, apenas isso. Sexta-feira não chega NUNCA e eu não aguento mais esperar :'(
Enfim, sobre a fic... Esse infelizmente vai ser o último capítulo antes do comeback (sexta-feira). Vou me dedicar muito a fazer stream, divulgar etc (vocês deveriam também!!!) e vou estar super ocupada. Hoje mesmo foi um sacrifício me concentrar pra escrever, mesmo que eu já soubesse exatamente o que teria no capítulo :( to falando bem sério quando digo que minha ansiedade ataca. BTS TÁ ME MATANDO!!!
Entao eh isto, até o fim de semana devo estar bem engajada no comeback, mas semana que vem já devem vir novos capítulos. Sendo sincera, eu já tenho pelo menos 15 capítulos organizados por tema e já sei bem o rumo que eu quero pra história, a dificuldade maior é me concentrar pra escrever :((( perdoem a autora.
Mas enfim, prometo que o momento que AGUARDAMOS na fic está pertinho, logo ali na esquina...
Boa leitura fofuras, se vc leu até aqui é porque é guerreira mesmo e eu te adoro por isso.

Capítulo 19 - Take me home


Fanfic / Fanfiction STIGMA - taekook;vkook - - Capítulo 19 - Take me home

MARÇO

 

Mesmo que já devesse ser a milésima vez só naquela semana, acho que nunca me cansaria de ver aquela cena. O garoto pálido se despia de toda a sua tímida delicadeza quando agia daquele jeito, me olhando enquanto rebolava no meu colo. Mal havia percebido, mas, em algum momento durante aquele relacionamento maluco, Jimin havia enfeitiçado meu corpo. Cada músculo meu funcionava em perfeito acordo e sincronia com os estímulos dele.

Buscava sempre divagar um pouco durante o sexo pra que durasse mais, como ele mesmo havia me ensinado há algum tempo. Permitia que minha mente se concentrasse em qualquer lembrança tosca ou barulho externo, tentando sempre evitar o desastre que já havia se repetido algumas vezes. A verdade é que era quase impossível me manter são com a habilidade com a qual ele me dominava.

Minhas mãos passeavam com firmeza e apertavam suas coxas brancas, deixando marcas temporárias rosadas e arrancando suspiros dele. Ele costumava jogar o cabelo loiro pra trás, talvez pelo suor que transpirava na testa, tendo provavelmente a certeza do quão sexy ele ficava daquele jeito. Seus gemidos doces lembravam um miado, apesar de serem tão escandalosos e sempre me deixarem preocupado sobre quem poderia estar ouvindo ao lado de fora.

Oh, eu estou perto...

O menor se inclinou com rapidez para cima de mim, deixando o corpo nu pairando sobre o meu e suplicando pra que eu lhe desse o que ele queria. Não hesitei, segurando seus quadris com força e fodendo-o com muito mais intensidade. Ele já perdia o controle da própria voz e gritava palavras sem sentido, tentando não machucar a cabeça na cama de cima. Não aguentei muito mais tempo e acabei gozando primeiro, vendo-o abrir um sorriso satisfeito quando o ajudei a se masturbar e gozar também, sujando a mim e os lençóis. Ele desceu de cima de mim, bastante ofegante e se divertindo com a visão que tinha.

- Olha pra você – ele gargalhou rouco – cadê sua dignidade?

- Acho que eu botei ela toda pra fora naquele dia que eu gozei demais – brinquei, lembrando com carinho da melhor transa que havíamos tido há dias, quando armei pra que nossos colegas de quarto estivessem fora por algumas horas.

- Eu queria que todo mundo pudesse te ver assim, nesse estado... todo goz—

- Ai, Jiminie! – dei um tapa leve no seu braço e ele parou com a brincadeira, pegando um pequeno pedaço de pano na cama pra me limpar.

- Eu tava com saudade disso.

- De mim? – arqueei as sobrancelhas com falsa surpresa.

- De transar com você, Jungkook – ele riu, se divertindo com a minha decepção.

- Eu sei, não é fácil tirar aqueles dois daqui. Principalmente o Minho.

- Agora que eles sabem de nós dois, aposto que vão pensar duas vezes antes de insistir pra ficar quando a gente pedir pra saírem.

- Eles sabem de nós dois?! – me sentei na cama, me cobrindo com um dos lençóis agora que o menor tinha acabado a limpeza.

- Aish... Talvez eu tenha contado – Jimin sorriu, perverso.

- E se eles contarem pra alguém?

- Eu confio neles, Jungkook. Sei que parece que o Minho é só um garoto certinho e o Baekhyun só mais um galinha que moram nesse quarto, mas eles são meus amigos há muito tempo.

- O Baekhyun não parece gostar muito de gays, imagina só de dois gays transando na cama ao lado enquanto ele dorme – ri, debochando da ideia.

- O Baekhyun finge que não gosta de gays, Jungkook, é uma capa. Apesar de já conhecer ele há tanto tempo, ainda não descobri qual é a dele, mas ele não é homofóbico. Acredite, eu já vi gente homofóbica antes – ele desfez a expressão brincalhona de antes e a substituiu por um olhar amargurado.

A parte esquisita e, de alguma forma, boa de estar com Jimin era a sensação de liberdade que me tomava. Desde que o havia conhecido ele não tinha demonstrado nenhum receio de parecer delicado e frágil, usar maquiagem quando queria e às vezes até vestir saia. De início, eu achava engraçado ver alguém tão esquisito e diferente dos outros meninos, mas com o tempo aprendi que aquela era a essência dele. Se ele não fizesse aquilo, não seria o Jimin que conhecíamos.

Ao lado dele, por mais que fosse mais velho, me sentia na obrigação de me libertar das minhas preocupações também. Uma obrigação minha comigo mesmo de agir tão despreocupadamente quanto o garoto que andava comigo. Não sabia se era ele quem estava me influenciando ou se a sua presença havia criado um espaço sagrado pra que eu fosse eu mesmo, só sabia que aquilo era tudo o que eu mais precisava na minha fase de superação. Me encontrar comigo mesmo, depois de ter percebido que eu nunca sequer havia me conhecido pela primeira vez.

No entanto, eu não tinha vontade de usar maquiagens, e realmente não via graça nenhuma em usar saias, apesar de ter achado confortável quando experimentei uma. Mas agora tinha confiança o suficiente pra demonstrar afeto em público pelos meus amigos e pra ceder e pedir carinho de vez em quando, sem medo de me permitir parecer frágil e carente. A cada dia eu admitia mais pra mim mesmo que eu gostava de ser cuidado e dominado.

Vesti uma roupa qualquer, me preparando pra tomar um banho antes que as luzes se apagassem e nossos colegas de quarto voltassem. Tentei disfarçar os fios de cabelo grudados na testa e as bochechas coradas do esforço físico, mas talvez fosse mais perceptível do que eu gostaria. Abrindo a porta pra me dirigir ao banheiro, Jimin me puxou uma última vez, mordendo meu lábio inferior e beliscando minha nádega direita em uma brincadeira.

- Se quiser eu posso ir junto – ele disse baixo, logo depois de soltar meu lábio.

- A gente pode deixar isso pra amanhã, quem sabe? – fingi detestar a ideia, mas me lembrei rapidamente da vez que transamos no banheiro e não via a hora de repetir aquilo. Talvez estivéssemos transando demais ultimamente.

- Você sabe que já marcou de começar a se exercitar com o Baekhyun amanhã, é bom não estar exausto demais quando chegar porque eu vou cobrar isso de você – ele fechou a expressão, emburrado, e bateu a porta na minha cara, cessando a luz do quarto e me deixando no corredor parcialmente iluminado. Sorri com a brincadeira. Era divertido ter alguém desinibido como ele perto de alguém tímido e inexperiente como eu. O que talvez não fosse tão divertido era notar que Hyunah, encostada em uma das barras de ferro da varanda que dava vista ao pátio, observava toda a cena e sorria desconcertada. Ela acenou e eu sorri de volta. Ainda que a ideia de ter sido visto me desse calafrios.

 

[...]

 

- Esse não é dos melhores, mas foi a única coisa que eu encontrei pra comprar no caminho – Chaeng apontava pro hambúrguer que eu desembrulhava da embalagem, enquanto se aconchegava em um dos balanços velhos dos fundos do terreno.

- Pra quem estava sobrevivendo de sopa e maçã hoje, isso aqui é uma ceia de natal – dei a primeira mordida quase com desespero, aproveitando os pequenos presentes que ela me trazia sempre que visitava.

- Eu sei que eu vim tarde hoje, mas... é que eu tenho feito algo esses dias – ela começou a dizer, quase como uma confissão, demonstrando receio de me contar.

- Não me diga que andou saindo com mais algum dono bêbado de editora, Chaeng...

- Não, aish. Você devia era ficar orgulhoso de mim, adivinhe só?! Consegui um emprego.

Ri em tom de deboche, vendo que a mais velha formou um bico e se fingia ofendida com a reação.

- Você? Um emprego?

- Sim. Eu, Chaeng. Um emprego – ela disse com simplicidade – é tão difícil assim acreditar que eu fui capaz de ser contratada?

- Na verdade, não é bem isso... – ri mais ao tentar me explicar – é que você tem um jeito bem, hum, sabe... você é diferente demais pra ter um emprego comum. Acho que nunca te imaginei empregada.

- Eu não sei o que você quis dizer com isso, Jungkook, mas vou entender como um elogio. O que importa é que eu finalmente vou poder parar de mexer na minha poupança e vou conseguir ser mais normal daqui pra frente.

- O que você faz nesse emprego?

- Eu trabalho como secretária no consultório de um pediatra.

Ri de novo, tentando disfarçar o quão engraçado era imaginar Chaeng, doida como era, trabalhando de forma séria como secretária. Era atrapalhada demais pra agendar consultas, bagunceira demais pra cuidar de crianças e desengonçada demais pra socializar com pessoas. Não havia um cenário naquele contexto que me parecesse mais engraçado do que aquele.

- E por que resolveu aceitar esse emprego agora? Achei que ainda tivesse algum dinheiro na sua poupança até conseguir publicar o livro.

- Aish – ela começou a se balançar no brinquedo, ignorando o ranger ensurdecedor do metal antigo e olhando para os próprios pés – o doutor disse que pode me ajudar em breve com o curso de medicina...

- Que curso de medicina?!

- O que eu fui aprovada mês passado...

- Chaeng!

Eu não sabia se meu grito havia soado como uma bronca ou como uma comemoração, mas ela não parecia nada contente mesmo depois de revelar a notícia. Olhava nervosamente pro próprio tênis e evitava a todo custo me encarar.

- Desde quando você quer ser médica?! – continuei.

- Eu não quero.

- E então?

- Mas eu vou ser.

- Eu não entendo por que está fazendo isso, não faz o menor sentido.

- Eu preciso ter uma profissão de verdade, Jungkook. Você não entende. Depois que eu for médica, vou poder virar escritora como queria. Imagine que eu passe 6 anos na graduação, depois mais 2 ou 3 no internato e aí só vão restar mais uns 3 anos de residência e já vou poder começar a escrever. Vou ser bem-sucedida mesmo se não vender um livro sequer, entende?

- Então está dizendo que vai estudar por mais de 10 anos por uma profissão que você não quer, pra finalmente ser uma fracassada sem culpa naquilo que você gosta?

- É basicamente isso – ela admitiu, sem vergonha.

- Isso é estupidez.

- Você não entende ainda—

- Está vendo? Eu odeio quando fala isso. Eu não entendo ainda. Sim, é verdade! Eu não entendo um monte de coisas e talvez eu morra ainda sem entender nada, mas passar 10 anos protelando o que você quer fazer por medo do fracasso é estupidez.

- Médicos são bem-sucedidos em geral, Jungkook. Eu preciso disso mais do que preciso escrever livros.

- Você precisa de verdade ou precisa que os outros te vejam como bem-sucedida pra se sentir melhor consigo mesma?

Minhas palavras soaram um pouco mais duras do que eu gostaria, mas refletiam exatamente o que eu pensava naquele momento. Tinha raiva de Chaeng, pois havia tagarelado tanto sobre suas ideias e planos como escritora e agora havia jogado tudo no lixo por um planejamento de vida que ela nunca quis pra si mesma.

- Eu não me importo. Eu vou fazer isso goste você ou não.

Ficamos em um silêncio desconfortável por alguns minutos. Observei o resto do terreno, banhado pela noite e pelo barulho das cigarras e grilos. Aquela era uma frustração que eu nunca havia experimentado antes, a de ver alguém tomando decisões na vida com as quais eu não concordava e não havia nada que eu pudesse fazer a respeito. Era mais uma sensação nova que eu descobria e detestava.

- Quer saber? Foda-se esse assunto. Eu não vim aqui pra discutir com você – ela disse, parando o balanço e mexendo nos cabelos com ansiedade – como estão as coisas por aqui?

- Estão bem, eu acho – tossi de leve, ajustando a voz pra retirar a tensão da garganta.

- Só bem? – ela me encarou sugestiva, com um sorriso malicioso que ela adorava esboçar.

- Ok. Estão ótimas. Muito boas. Boas pra caralho – confessei, sem esconder o riso que fugiu em seguida. Ainda me sentia estranho falando palavrões, mas já estava começando a me acostumar.

- Era isso que eu queria ouvir, Jungkookie! Então, quer dizer que o tal Jimin tem se alimentado muito bem, hein? – ela debochou.

- Aish!

- Não precisa corar por falar em sexo, você já tá crescidinho o suficiente.

- Ok, eu estou alimentando bem ele... – brinquei junto com a mais velha, que adorou o tom da brincadeira e gargalhava satisfeita.

- Esse é o meu garoto! Espero que esteja sendo romântico também, não to criando nenhum cafajeste à base de hambúrguer, entendeu? – ela ameaçou.

- Eu não sei, Chaeng... romance não é bem a nossa coisa – confessei.

- Vocês têm só trepado direto então?! Não é à toa que te apelidam de coelho...

- Aish! Apesar de a gente transar com frequência, sabe... muito mesmo... – corei violentamente tentando terminar a frase – ele ainda é meu amigo. Eu amo o Jimin, de verdade. Se não amasse, talvez eu imaginasse que poderíamos ser algo a mais no futuro. Mas eu amo e sei que não é possível amar outra pessoa desse jeito enquanto eu amar... você sabe.

- Não, não vamos começar a falar sobre isso hoje – ela desconversou, sabendo exatamente o rumo que a conversa começava a tomar – de qualquer forma, seja cavalheiro com ele. O garoto está te dando uns bons orgasmos em uma fase difícil, quase ninguém tem esse privilégio depois de um término. Ainda mais aos 14 anos de idade. Vocês dois provavelmente transam mais do que eu já transei na vida inteira e eu tenho 24 anos.

- Você só sabe falar sobre sexo, Chaeng.

- Olha só quem fala, Sr. Sexo-Casual-Aos-Quatorze-Anos. Se tem alguém aqui que entende de sexo é você – ela provocou, gargalhando mais uma vez com o rubor que as minhas bochechas adquiriam.

Eu não entendo... não dá pra entender...

Chaeng e eu nos entreolhamos, sabendo que ambos tínhamos ouvido aquela terceira voz vinda de um lugar incerto. Talvez fosse alguém do outro lado do muro, mas eu não podia imaginar o que qualquer pessoa faria ali naquele horário e, pior ainda, com a fala tão enrolada. Certamente não era alguém sóbrio.

Nos levantamos e mantivemos os ouvidos em alerta, tentando descobrir a fonte do som, mas a voz havia sumido. Dentro de alguns segundos, soluços baixos e gemidos graves tomaram o espaço e pude identificar que, realmente, vinha do outro lado do muro branco e fino.

- Eu acho que tem alguém chorando – ela falou em tom baixo, ainda em dúvida se deveria ser ouvida ali dentro.

- Tem alguém aí? – gritei, sem exaltar tanto a voz, apenas o suficiente pra que fosse ouvido do outro lado.

Jungkooooook... É você, Jungkook?

- Yoongi?!

Jungkook, me responde agora.

- Yoongi, é você mesmo? – não poderia acreditar que o maior estava ali àquela hora, mas, pensando bem, parecia uma história bastante plausível encontrar Yoongi caindo de bêbado em algum lugar no qual ele não deveria estar.

Me põe pra dentro... eu quero ir pra casa.

Supus que ele queria ser trazido pro lado de dentro do orfanato, provavelmente era esse o motivo pra ele estar choramingando do outro lado do muro. Havia saído pelos fundos do terreno e agora estava bêbado demais pra fazer o caminho de volta. Entretanto, não conseguia imaginar como eu teria forças pra ajudá-lo a fazer esse trajeto. Olhei para Chaeng.

- Você pode colocar a perna assim pra eu usar de escada? – instruí e ela rapidamente fez o que pedi, permitindo que eu pisasse em sua coxa e me pendurasse com muita dificuldade na parede de tijolos.

- Porra, Jungkook! Você tá precisando transar mais pra perder uns quilos.

- Cala a boca e me ajuda a pular – eu estava praticamente preso com uma metade do corpo pra cada lado do muro, sem conseguir impulso pra terminar a escalada e nem tendo coragem de me jogar de cabeça pro outro lado.

Chaeng compreendeu sua tarefa, mas a executou talvez bruscamente demais, me empurrando pelo traseiro muro afora e fazendo com que eu caísse torto no chão. Ainda tentava me recuperar da queda sem chorar, quando avistei a mais velha escalando com facilidade uma árvore que ficava mais ao canto e chegando ao mesmo lado em que estávamos.

- Você foi burro, podia ter subido pela árvore – ela riu.

- Aish! Me ajuda a carregar ele, acho que ele desmaiou de vez.

- Não fala assim de mim, Jeonnnn – o mais velho disse enrolado, sem sequer abrir os olhos pra me ver.

- Eu não acredito que você vai me fazer te carregar bêbado, Yoongi.

- Eu só quero ir pra casa – ele choramingava.

Peguei uma metade de seu corpo enquanto Chaeng carregava a outra, percebendo o quão mais pesado ele era quando parecia com um cadáver. Mal reagia aos nossos apertões e por várias vezes me questionei se ele havia apagado, ganhando sempre alguma resposta embriagada como sinal.

Com o melhor trabalho em equipe que fora possível, demos um jeito de atravessar Yoongi para o outro lado, mas não sem antes fazê-lo cair com o peso em cima do meu corpo. Chaeng e eu estávamos ofegantes, com os pulmões em brasa tentando nos recuperar do exercício inesperado, enquanto o bêbado se remexia no chão, evitando ser incomodado.

- Como você foi ficar tão bêbado? – virei seu rosto pra cima, pra que ele pudesse me encarar e tentar manter uma conversa.

- Que escolha eu tinha, hein? – ele passou as duas mãos no cabelo, em desespero – a minha vida acabou, Jungkoooo.

- Vocês de 14 anos são sempre tão dramáticos... - Chaeng debochou.

- O que aconteceu, Yoongi? – perguntei cético, sem acreditar que algo realmente grave tivesse acontecido.

- Eu amava ele, eu amava tanto... mas ela... – ele riu, quase em um tom de descrença nas próprias palavras – ela veio e...

- Você não está fazendo nenhum sentido – disse, me ajeitando na grama e vendo Chaeng fazer o mesmo, ainda que nem conhecesse o garoto.

- Ela me usou, ela só queria acabar com aquilo, era isso, só isso...

- Eu preciso que você seja mais claro, antes que eu desista de tentar conversar com um bêbado no meio do terreno.

- Hyunah. Ela terminou comigo.


Notas Finais


Espero que estejam anotando aí no caderninho os pequenos detalhes da fic, coisas bobas podem ser mais relevantes do que parecem <3
Espero muito que tenham gostado.
No fim de tudo isso, quero desejar um ótimo comeback a quem quer que esteja lendo (imagino que sejam ARMYs também?!). Se divirtam muito, usem proteção, fiquem longe das drogas e façam muito stream. Ah, e cuidado com o shadowban do twitter. Eu mesma já peguei shadowban em 3 contas em menos de 24 horas... mulher burra faz assim.
MUITO OBRIGADA PELA LEITURA, VISUALIZAÇÃO, COMENTÁRIO, FAVORITO, PELO SEU TEMPO, SEUS OLHOS, SUA ATENÇÃO E TUDO O QUE VOCÊS ME DEREM.
EU AMO ESSA FANFIC, AMO TAEKOOK, TO SURTANDO E A GENTE SE VÊ EM BREVE.


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