História Stigma - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Personagens Originais, V
Tags Drama, Jung Hoseok, Kim Taehyung
Visualizações 15
Palavras 1.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Transtornos.


Fanfic / Fanfiction Stigma - Capítulo 6 - Transtornos.

 Meu humor hoje está em baixa, minha rotina tem me deixado assim. Há tempos que não tomo um banho decente, que não durmo em uma cama, que não como algo que não seja hambúrgueres, refrigerantes e sucos industrializados, quer dizer, quando eu consigo pelo menos o suficiente para a refeição do dia. Por exemplo, hoje de manhã, duas cordas do meu violão resolveram romper, então eu tive que comprar as cordas do meu violão e abdicar do almoço, caso contrário, eu não ia conseguir dinheiro para o almoço de amanhã. Preciso organizar minha vida - se é que posso chamar de vida. - mas está cada vez mais complicado de lidar com o buraco em que estou.

No final da tarde, peguei o dinheiro que sobrou e fui até a lanchonete, precisava de pelo menos um suco para me manter firme para a apresentação durante a noite. Será que o garoto do café está lá? Ele foi bem gentil para quem queria que eu sumisse da vida do Hoseok. Respirei fundo e segui para a lanchonete. Assim que cheguei, sentei no mesmo lugar de sempre e esperei, até que ele surge em meu campo de visão, me fazendo sorrir enquanto ele retribui. Veio até mim me olhando, ele estava sério, mas seus olhos sorriam e transbordavam empatia. Quando foi que eu fiquei tão detalhista?

- O que vai querer hoje, moça? - Falou brincalhão, enquanto tinha um bloco de anotações e uma caneta em mãos.

- Suco de laranja. - Pedi.

- Realmente gosta de suco, né? - Riu. - Nenhum acompanhamento?

- Não.

- Temos uma promoção, um combo. O que acha? - Perguntou.

- Tá fazendo bem o papel de funcionário, hein? - Ri. - Quero não.

- Certeza? - Insistiu.

- Tenho. Só há dinheiro para o suco. - Falei já irritada, esqueci que ele pode ser bem chato as vezes.

- Tudo bem. - Ficou sério de repente, e foi rumo a cozinha do lugar, me deixando sozinha novamente.

Não ia demorar muito, mas mesmo assim peguei meu caderno na bolsa e tentei continuar compondo, mas logo fui abordada por um casal.

- Oi! - Falaram animados e envergonhados ao mesmo tempo. Uma graça.

- Oi? - Falei meio confusa, afinal, eu não os conhecia. Mas parecia que eles também não.

- Desculpa incomodar você, mas é que a música que você cantou protagonizou o meu pedido de namoro ela. Queríamos agradecer. - O garoto falou.

- Foi a coisa mais linda que eu já ouvi. - Ela falou emocionada. - Pode tirar uma foto conosco? Quero guardar alguma lembrança daquilo que selou o nosso relacionamento.

- Tudo bem. - Falei calma, mas estava muito tocada por dentro, a sensação de ser reconhecida por algo que ama exercer é indescritível. E história dele parece ser linda, mesmo que curta.

Dei uma arrumada rápida no cabelo, antes deles ficarem ao meu lado e tirar uma foto no celular.

- Obrigada novamente! - A garota falou, eu assenti.

- Espero ver você novamente. - Eles falaram em uníssono, fizeram reverência e foram se sentar em sua respectiva mesa. Eles formam um belo casal.

Voltei a atenção para o meu caderno, mas eu não sabia o que escrever, no papel só haviam rascunhos do que eu sentia, não sabia organiza-los de maneira correta. Era a primeira vez em que eu escrevia algo diretamente para mim, e não sobre o que eu sentia por outras pessoas.

- O que está escrevendo? - Ele brotou na minha frente, segurando uma bandeja e a colocando na mesa.

- Só uns rascunhos. - Falei enquanto guardava o papel rapidamente na minha bolsa.

- Sei. - Disse. - Coma.

Assim que olhei direito para a bandeja, vi que tinha um prato de comida, Kimchi, para ser mais exata. A aparência daquele prato estava ótima, suculenta.

- Eu só pedi um suco. - Olhei para ele. - Não conseguirei pagar.

- Em que momento eu falei que você irá pagar? - Perguntou irritado. - Está na minha conta. Encare como bom feitio de seu amigo aqui.

Apenas me calei e tratei de comer, queria poder negar, mas eu estava necessitada de uma boa refeição.

- Quer? - Perguntei, oferecendo um pouco de minha comida para ele, que prontamente aceitou. empurrei o prato em sua direção enquanto ele sentava. Mas ele fez algo inesperado, trouxe o rosto mais pra perto, fechou os olhos e abriu a boca. - O que você está fazendo? - perguntei incrédula. Ele acha mesmo que vou fazer isso?!

- Esperando. Ande logo, estou com fome. - Abriu um dos olhos enquanto falava.

- Não farei isso.

- Não magoe o bebê.

- Que bebê? - Falei confusa.

- Eu. - Deu uma risada e voltou a posição anterior. Revirei os olhos. É serio isso? Me vi sem saída, peguei um pedaço da comida com o hashi e coloquei na sua boca.

- Isso é realmente bom. - Falou enquanto mastigava. Não ficou nojento ao meu olhos, ficou fofo. O que eu estou pensando? Sou uma nojenta.

- Não acredito que fiz isso com um estranho. - Fiz uma careta.

- Não somos estranhos, somos amigos. - Falou convencido.

- Amigos? - questionei.

- Amigos.

- Vou pensar no seu caso. - Ri fraco. Fingindo não estar afetada. Eu já havia excluído a palavra "amizade" do meu vocabulário, mas ele chega e a coloca novamente. Ele está destruindo minhas barreiras, e eu não sei dizer se isso é bom. - Já que somos amigos, posso confessar. Não acha meio estranho eu saber o nome de sua irmã e não ter a mínima ideia de qual é o seu?

- Taehyung.

- É bonito. - Falei.

- Eu sei, tudo em mim é bonito. - Fechou os olhos e fez cara de metido. Eu mereço. - Onde você mora? - Perguntou.

- Em todo lugar.

- Por isso a mochila?

- Isso mesmo. - Falei.

- Ouvi sua apresentação ontem, você canta maravilhosamente bem. - Falou olhando intensamente e diretamente em meus olhos.

- Agradeço.

- E os seus pais? - Perguntou enquanto colocava sua mão sobre a minha. Isso me trouxe um conforto indescritível, nunca havia sentido tanta comodidade, liberta perto de alguém. - Eu soube das coisas que te ocorreram. Hoseok me contou.

- Mas eu não contei a ele.

- Ele foi atrás de você. - Falou.

- Foi atrás de mim?! - Falei surpresa, logo ele afastou sua mão da minha. Seria exagero dizer que me senti vazia?

- Você ainda o ama? - Falou de maneira... magoada? Esse garoto vive me surpreendendo.

- Não, mas mexe comigo saber disso, não posso apagar o passado, tantos as lembranças. Ainda não sou capaz. Nossa relação foi intensa, Taehyung. - Falei, ele pareceu. entender.

Ele colocou as mãos entre as minhas mais uma vez, assim mantendo, enquanto falávamos sobre diversos assuntos. Se antes eu achava que Taehyung era interessante, agora eu tinha certeza. Descobri que música também era a sua paixão, além da fotografia. Ele chegou a me mostrar uma foto que tirou de mim nas ultima vez em que nos falamos. Ele me fez dizer que aquela era a melhor foto que já vi, relutei. Mas, cá entre nós, era a melhor foto que esse mundo já viu, pois foi ele que retratou.

- Que merda é essa?! - A voz que marcou meu coração por anos se fez presente. - É por isso que queria que eu me afastasse dela, Taehyung? Para pegar ela para você? - Falou sarcástico. Queria enfrenta-lo, mas estava sem coragem de olhar para ele novamente depois de tanto tempo.

- Não seja idiota. - Taehyung falou. Me olhou nos olhos, passando-me segurança. - Vocês precisam conversar, vou voltar para o expediente. Se precisar de algo, me chame. - Falou, selando minha testa e indo embora.

- Você é bem rápida, não é mesmo. - Continuou falando bobagens, mas eu apenas direcionava meu olhar a mesa, alheia a tudo que ele falava, até que uma frase sobressaiu:

- Quero você de volta. - Ele falou. Finalmente tive coragem de olhar em seus olhos. Quando ele começou a chorar? Isso devia me comover, porque não consigo? - Eu não consigo tirar você do meu coração.

- Deve ser por que eu nunca estive nele. - Falei.

- Pelo contrário, você é a única que já habitou. - Falou com a voz embargada. - Não consigo continuar sozinho.

- Não, Hoseok. A única pessoa que habita o seu coração é a si, tem que se amar em excesso para ser tão egoísta. A fase em que eu só enxergava você acabou, aceite. - Falei.

- É ELE, NÃO É? - gritou, mas peguei em seu braço, o trouxe de volta para a cadeira, olhei em seus olhos intensamente e falei.

- Cadê sua noiva, Hoseok?

- Nã- Não sei. - Falou, parecendo arrependido, parecia até outra pessoa.

- Você a ama, não deixe ela escapar por seus dedos, igual eu deixei acontecer contigo. - Acariciei seu rosto. Ele não estava normal, eu podia ver em seus olhos. Parecia que estava ocorrendo uma luta interna em seu ser.

- Mas eu também te amo. - Se aproximou para me beijar, mas coloquei os dedos em seus lábios. E com os nossos rostos a centímetros de distância, ditei:

- Não, você não me ama, e não é reciproco, Hoseok. Assim como o seu coração é seu, o meu também pertence a mim. Estou tentando me amar, faça o mesmo. Me liberte, se liberte, nos liberte deste sofrimento desnecessário. - Falei, mas ele tirou sua mão dos meus lábios bruscamente. Eu precisava me livrar do estigma que minha vida levava, assim como ele.

- Isso não ficará assim, Luce. Eu dito as regras, e digo, eu falo quando nosso relacionamento acabar, não você. - Falou friamente, mudando totalmente de um homem sensível para o homem sem índole frente ao meus olhos, me deixando assustada. Ele levantou e saiu do estabelecimento a passos duros, atraindo a atenção das pessoas, que ficaram assustadas, admito que isso também me assustou muito. Eu realmente não conheço ele suficientemente para dizer se estava blefando.

Respirei fundo ao mesmo tempo que encostava minha testa na mesa. Essa conversa me cansou muito psicologicamente. Senti um afago em meus cabelos, sabia quem fazia isso, então relaxei. Ele me deixa relaxada.

- Preciso de contar algo, Luce. - Taehyung falou. Virei minha cabeça para observar, ainda mantendo deitada sobre a mesa.

- Conte.

- Hoseok tem um problema. - Falou de maneira cuidadosa.

- Eu sei. Eu sou o problema dele, não quer largar do nós já tivemos.

- Isso também, mas é algo mais grave o que tenho para falar, apesar de ter relação a você.

- Então conte. - Falei desdenhosa. Não queria saber nada que fizesse apologia a Hoseok.

- Hoseok tem TDI. - Falou pesaroso. Levantei minha cabeça imediatamente, assustada, porem confusa.

- TDI?

- Transtorno Dissociativo de identidade. - Falou.

- Não! - Exasperei.

- Sim. - Taehyung falou. - Você o conhece por completo, Luce. Uma face do Hoseok tem obsessão por você, a outra gosta de você, mas ama minha irmã. Ele quer apenas paz, e acha que a solução dos seus problemas é você.

- Meu deus. - Pus-me a chorar, enquanto Tae chegava perto, me colocava em seus braços e me acolhia de todos os meus problemas.

- Ele não faz propositalmente, só quer ser salvo de si mesmo. Mas quero que tenha cuidado, eu não sei do que ele é capaz para ter você de volta... - Sussurrou rente ao meus cabelos, dando um selo rápido ali.

Quando meus problemas vão resolver acabar? O pesadelo nunca termina...


Notas Finais


Tenho uma outra fic em andamento, caso queiram dar uma olhadinha ❤️

https://www.spiritfanfiction.com/historia/serendipity-11997844


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