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História Stigma - Capítulo 9



Notas do Autor


Olá! Aqui é a Jane Mars trazendo mais um capítulo! Tenha uma ótima leitura!

Capítulo 9 - Capítulo 8.


"Oh shit, I’m not usually like this 

But I become a fool in your maze 

I keep getting lost  

but my destination is set on you anyway 

You’re my destination, 

destiny and definition"

U — Primary, feat. RM.


No momento em que sentiu as mãos do Kim agarrar seu punho, seu coração disparou naquele instante. Ela se virou bem devagar imaginando o que ele faria com ela ali já que estavam à sós e Taehyuk acordaria mal - humorado segundo seu irmão. O loiro estava a encarando com uma expressão assustadora, ela pensou em sair dali correndo e trancar a porta, mas se manteve ali parada. 

Quem é você? - ele questionou com um olhar raivoso o que fez a jovem em sua frente engolir o seco e suspirar de tão nervosa.

- Não importa. - ela diz tentando se soltar mas aquilo foi em vão.

- É claro que importa! - diz o loiro quase gritando, seu tom de voz saiu de uma forma rude. E ela pensou que o mesmo tinha razão, ele estava preso ali e precisava pelo menos saber quem eram.

- Eu sou Eunha. - ela diz e ele olha em volta, analisando bem o porão. Haviam duas janelas médias retangulares, cada uma com um metro de largura nas paredes da esquerda da direita, elas ficavam em cima, um pouco próximas ao teto.

Na parede esquerda um pouco embaixo da janela havia um armário branco, na parede da direita tinha uma prateleira repleta de livros, e a do meio havia uma cômoda preta e branca.

- Ok, Eunha. Agora você vai me dizer onde eu estou e o que eu estou fazendo aqui. - seu tom de voz soa um tanto ameaçador. Com a mão esquerda livre ele a apoia no colchão e inclina seu corpo para frente.

- Você sofreu um acidente de carro e está aqui para eu cuidar dos seus ferimentos. Agora solta a minha mão. - ela ordenou e não se deixou intimidar pelo comportamento do rapaz, sua expressão mudou, diria que foi de assustada para zangada.

O loiro soltou a mão de Eunha ainda olhando fundo em seus olhos. E ele notou que a mesma não tinha medo dele e ninguém nunca havia o encarado daquela forma.

- Onde está meu irmão? - ele questionou e se esforçou para colocar os pés no chão e se sentar na cama, seu corpo todo estava dolorido, inclusive na cabeça e na perna esquerda que quando olhou para a mesma viu que estava com um gesso. - Era só o que me faltava... - murmurrou.

- A perna dói muito? - questionou ela e o loiro rapidamente voltou a encara-la.

- Responde logo a droga da minha pergunta! - ele exige e ela revira os olhos.

- Seu irmão te deixou aqui para nós tratarmos os seus ferimentos. - após a jovem dizer isso, o homem a sua frente muda de expressão de uma maneira rápida.

- Aquele maldito, desgraçado! - o rapaz parecia mais bravo do que estava minutos atrás. Ele ele procurou se equilibrar na perna direita na tentativa de se levantar para ir em direção as escadas, mas acabou caindo e então a garota se aproximou para ajuda-lo.

- Não pode sair andando assim, tem que ficar de repouso. - ela segurou sua mão para o ajudar a levantar mas ele a tirou.

- Eu não preciso da sua ajuda, quero ir embora daqui agora. - ainda mal - humorado ele tenta e levantar sozinho mais uma vez, porém não deu certo. Ele respirou fundo na expectativa de acalmar um pouco os nervos e sua dor de cabeça parecia estar piorando, mas não deu a mínima. Queria sair dali mesmo que fosse se arrastando até a porta e foi isso o que ele fez, estava quase chegando até a porta quando a garota de cabelos azuis entrou na sua frente.

- Volte para a cama. - ela ordenou e o loiro riu.

- Acha mesmo que vou obedecer as suas ordens? Sai logo da minha frente ou senão... - o interrompeu.

- Ou senão o que? - ela possuía um olhar desafiador no qual ele passou a odiar.

- Eu mesmo te tiro. - ele estava impaciente e determinado.

- Não, você não vai tirar. - ela riu baixo. - Você nem consegue se levantar, a sua perna está quebrada e sua cabeça.. - ela fez uma pequena pausa. - Aposto que você tem a sensação de que ela pode explodir em algum momento, estou certa? - ela questionou arqueando as sobrancelhas e nesse momento ele pensou em rebater mas ela continuou. - Não vai conseguir subir essa escada e mesmo que consiga, está chovendo muito forte lá fora. Se quiser ir, vai. - ela deu de ombros. - Mas não vai muito longe. Eu moro um pouco distante da cidade, eu diria que quase no meio da floresta e se caso for atacado por algum animal pode deixar que ligo para o seu irmão e ele vem buscar seus restos. - a garota tentou arrumar uma forma de intimida-lo com essa de "animais selvagens pela floresta". No entanto por onde ela morava não haviam tantos, mas essas palavras foram o suficiente para convencer o loiro a voltar para sua cama.

- Tá. - ele se deu por vencido. Realmente não estava em condições de partir sozinho naquele estado. Ela o segurou mais uma vez para o ajudar, ele levantou com dificuldade. A garota apoiou seu braço nos ombros dela e andaram até a cama devagar, até porque o rapaz mancava e gemia de dor.

- Fique aí eu já volto. - ela diz e em seguida subiu as escadas indo para o andar de cima, até a cozinha. Pegou um copo de água e um dos remédios da sua mãe para dor de cabeça. Parecia que todos já estavam em suas camas eram quase quatro da manhã e ela estava completamente exausta! Pegou as muletas do seu pai no caminho de volta para o porão e quando desceu as escadas, Taehyuk parecia estar um pouco cabisbaixo mas ao mesmo tempo irritado.

Elas colocou as muletas encostadas em uma parede próximo a cama e logo depois deu o remédio para Taehyuk.

- Logo logo vai melhorar. - ela entregou o copo de água e ele colocou o remédio na boca sem exitar, bebeu uma grande quantidade de água e colocou em uma mesinha do lado da cama. - Quer comer alguma coisa? - ela questiona e ele se deita.

- Não. - diz se ajeitando na cama.

- Ok, boa noite. - ela disse seca se virando para sair dali e em seguida apagou a luz deixando só a fraca do abajur.

Ao ver ela subindo as escadas pensou um pouco à respeito da mesma. Tinha mais coisas para pensar, mas aquela garota misteriosa de cabelos azuis que o trouxe até seu porão o chamou atenção de alguma forma. Não de um jeito malicioso, mas ninguém nunca o fez mudar de ideia tão fácil durante anos e ela conseguiu. Uma estranha conseguiu.

Porém, repentinamente, seus pensamentos foram voltados para seu irmão. Taehyuk estava furioso com ele, mais do que o de costume, inconformado com a ideia de tê-lo deixado na casa de estranhos e nem saber se iria voltar para busca-lo. Na cabeça do loiro, ele pensou que Taehyung estava querendo se vingar dele por conta do que disse no dia do tabelião, no fundo ele sabia o porque seu irmão se drogou daquela forma. Talvez tenha sido muito duro com ele, no entanto não se sentia culpado. Sempre guardou raiva de seu irmão por sempre ser o favorito do papai, e isso nem era ciúmes, também guardava rancor de seu pai por algo do passado.

Com tantos pensamentos rondando em sua mente, ele finalmente resolveu fechar os olhos e dormir um pouco.

Aquela segunda amanheceu com o céu repleto de nuvens e o sol se escondia atrás delas, provavelmente iria chover um pouco como ontem de madrugada. Eunha acordou ouvindo seu irmão chamar por seu nome na porta de seu quarto três vezes. Ainda deitada ela virou de costas para a porta e tampou seus ouvidos com o travesseiro, não querendo responder aos berros de seu irmão pois nem havia dormido direito. Ele impaciente abriu a porta e se aproximou de sua cama.

- Eunha, acorda! Te chamei umas mil vezes! - ele diz e em seguida balança o braço da jovem que em seguida o olha e faz uma cara feia.

- Foram só seis e meu alarme ainda nem tocou, dá o fora daqui! - a garota estava um tanto estressada pois mal conseguiu dormir já que teve que cuidar de Taehyuk ontem. Ela arremessou o travesseiro na direção de seus irmão que rapidamente previu o que iria acontecer e colocou suas mãos na frente para se proteger.

- Nossa senhorita estressada, desculpe! Mas o nosso prisioneiro está berrando o seu nome lá no porão, parece que ele acordou ontem antes de você ir para a cama, não foi? - ele questionou cruzando os braços e ela revirou os olhos.

- Por que você não atende ele então?

- Porque ele está chamando você e não eu. - deu de ombros. - E estou atrasado para o trabalho, tenho que me arrumar rápido. - ele saiu deixando sua irmã sozinha novamente.

O alarme desperta e já estava na hora de se arrumar para ir a faculdade, mas teve de mudar um pouco sua rotina. Ela se levanta, faz suas higienes matinais, escova seus dentes, toma um banho rápido e se veste para ir a faculdade.

Após descer as escadas, viu que sua mãe estava na cozinha e Jonghyun comia apressado.

- Aonde está o papai? - questionou ainda na porta da cozinha.

- Ele foi na cidade comprar alguns legumes no mercado, não vai demorar. - sua mãe diz colocando algumas torradas na mesa.

- Ah...

- O prisioneiro estava lá embaixo te chamando, esqueceu? - Jonghyun disse pegando suas coisas que havia deixado na cadeira ao seu lado e se levantou.

- Argh! Eu vou ver o que ele quer. - ela praticamente foi se arrastando até lá pois queria tomar café primeiro.

Quando se aproximou da porta do porão ouviu o loiro gritar seu nome. Sem mais delongas ela adentrou no cômodo da casa descendo as escadas e encontrou Taehyuk sentado na cama, parecia estar mais irritado que ela naquela manhã.

- Que droga, eu chamei você umas cem vezes! - aparentemente, o sangue de Taehyuk estava fervendo o que fez a menor segurar o riso já que o mesmo está acostumado a ter empregados sempre ao seu dispor.

- Nossa, serio? Meu irmão me chamou mil vezes vezes na porta do meu quarto hoje de manhã. - ela deu de ombros se divertindo com aquela situação.

- Espera. Tem mais pessoas nessa casa? - ele perguntou. Realmente não sabia de nada, mas se xingou mentalmente por fazer uma pergunta daquelas. Ela parecia ser uma adolescente de dezessete anos, com certeza não moraria sozinha. - Olha não interessa, eu estou com fome e quero ir embora agora! - ele diz impaciente, como sempre. Estava a ponto de ter um ataque.

- Novamente este assunto? - arqueou as sobrancelhas. - Você não irá sair daqui até estar bem. - ele estava realmente determinado à ir para casa, provavelmente seja por isso que acordou tão cedo.

- Como é? Não pode me manter preso aqui. - o Kim diz como se aquilo fosse um absurdo, e era.

- Desculpa, prometi para o seu irmão que cuidaria bem de você. - após a garota dizer isso, o rapaz a olhou furiosamente.

Parece que ele nunca está satisfeito, no entanto, compreendo. Se eu estivesse no lugar dele também ficaria desse jeito, pensou a garota.

- Aquele desgraçado me paga. - Taehyuk disse com o olhar desviado para o chão. Depois voltou o olhar para a garota e viu que estava subindo as escadas. - Ei, onde vai? Ainda não terminamos! - Ele falou quase gritando querendo chamar a atenção da mesma, mas ela não disse absolutamente nada, apenas continuou subindo.

Com raiva, ele arremessou um pequeno vazo de vidro com flores que estava sob a mesinha contra a parede.

Quando chegou na cozinha a mesma se encontrava vazia. Eunha cortou duas fatias de bolo de laranja e duas torradas e as colocou em um prato, colocou na bandeja juntamente com o prato repleto de frutas e um suco de laranja. Desceu até o porão e Taehyuk estava deitado, quando olhou para o lado viu a bagunça que ele fez. Respirou fundo e deixou a bandeja sob a mesa.

- Que droga Taehyuk, para de ficar quebrando as coisas! - o loiro revirou os olhos ao receber a bronca da menor.

- Cala a boca.

- Você não é ninguém pra me mandar calar a boca. E vê se come logo e me deixa em paz! - Eunha disse se virando para ir em direção as escadas, mas parou assim que ouviu a voz de Taehyuk mais uma vez.

- O que você quer, hm? - arqueou as sobrancelhas. - Quer dinheiro? Eu tenho muito dinheiro. É só você me tirar daqui e eu te pago o quanto quiser. - como previsto, sua chantagem não funcionou com ela que apenas desviou o olhar negando com a cabeça. Então ela resolveu sair dali antes que acabe voando no pescoço do mais velho. - Eunha, volte aqui ago... - ele diz enquanto observava a mesma subir as escadas mas ela para e o interrompe.

- Escuta aqui, eu vou para a faculdade, não me chame mais tá legal? - ela diz e continua subindo.

- E que horas você volta? - ela já estava subindo os últimos degraus da escada quando ele perguntou.

- Não te interessa! - ela gritou o que fez o loiro bufar.

Eunha fechou a porta do porão quase arrancando os cabelos de tão estressada. Olhou no relógio e estava atrasadíssima, seus olhos arregalaram assim que viu a hora. Rapidamente pegou suas coisas e saiu de casa com a cara emburrada, batendo os pés o caminho todo. Nem se despediu de sua mãe que a viu saindo de casa na janela de seu quarto. Cuidar de Taehyuk para ela era como cuidar de uma criança mimada e malcriada, realmente ele conseguiu a tirar do sério e ela também o mesmo com ele. O mesmo não estava acostumado a ser tratado daquela maneira, não por uma adolescente respondona. Parecia que cada minuto de raiva que passada naquele porão, com mais ódio ficava de seu irmão.

Seu irmão o deixou lá, se tornou basicamente um prisioneiro de pessoas estranhas em um lugar desconhecido, contudo, o loiro irá fazer e tudo para sair de lá.

[...]

E, de repente, os raios solares invadem a janela e queimam o rosto do rapaz recém acordado. Taehyung abriu seus olhos lentamente, ainda com a cabeça latejando por diversos motivos. Ele havia dormido no quarto de seu irmão, Taehyuk. Levantou seu corpo, se pondo sentado sobre o colchão macio, logo observando ao seu redor. Irene, de fato, não havia dormido lá. Isto se deve ao temperamento amargo do Kim no dia anterior. A mulher se encontrava tão confusa, que sequer telefonou pela madrugada, somente dormiu no apartamento de Seulgi.

Taehyung finalmente levantou-se de seu novo leito e cobriu seus braços com o roupão que estava pendurada na cabeceira da cama. O clima mantinha-se um tanto gélido, fazendo com que o ar do quarto ficasse mais fresco, isto é, frio. Andejou até o banheiro, onde lavou seu rosto e escovou seus dentes rapidamente. Ainda era difícil acostumar-se com seu novo estilo, sua nova personalidade. Constantemente tentava não se esquecer de agir feito seu irmão, o que era bastante difícil.

No momento em que pode ser ver novamente no espelho de seu quarto, sentiu um nó na garganta. O que ele havia feito consigo mesmo? Por que precisava se passar por aquele que sempre repudiou pelo jeito, a fim de que pudesse conseguir o que queria? Aqueles fios loiros os deixava diferente daquele Taehyung acastanhado e inocente. Só esperava não ter que fazer isso por bastante tempo.

Desceu as escadas da mansão, notando o silêncio instaurado naquela sala. Gostaria de saber aonde estavam os empregados da casa. Caminhou até a cozinha e lá os viu organizando a mesa do café da manhã, enquanto que os outros cuidavam do jardim, que podia ser visto através da porta que possui acesso à extensa varanda. O Kim se acomodou na mesa vazia e aguardou que Dongyul, seu mordomo, o servisse.

- Bom dia, senhor Kim! Aqui está o de sempre! - o mais velho despejou uma porção de café na xícara de porcelana e a arrastou até as mãos do homem sentado.

- Obrigado, Dongyul. - Taehyung proferiu de maneira breve e contida para seu empregado, apenas para não ter que trocar tantas palavras com o mesmo. Tentou da melhor maneira possível agir da forma que seu irmão agiria.

Deu uma pequena golada do café e no mesmo momento sua garganta começou a queimar. Estava se sentindo desconfortável com o gosto daquele líquido. Não importava a situação, só não podia engolir aquele bebida extremamente horrível. Virou-se para um lado oposto do empregado e cuspiu todo o café no chão.

- Mas o que é isso? Está querendo me envenenar? - ele esbravejou, limpando sua boca em seguida.

Dongyul rapidamente buscou um pano para limpar o chão sujo pelo chefe. - Senhor, este é o seu café com conhaque de todas as manhãs! - o mais velho tentou se justificar desesperadamente.

Taehyung refletiu sobre seu ato e sentiu a imensa vontade de bater a cabeça contra a parede. Não a dele, mas sim a de Taehyuk: como ele poderia gostar de algo tão ruim como conhaque no café?! Isso é tão estúpido e algo totalmente a ver com o outro Kim. Se queria se passar pelo irmão, teria que até mesmo tolerar aquela bebida horrenda.

- Sinto muito, senhor Kim... - o empregado se lamentava constantemente. - Talvez o conhaque tenha ficado muito tempo guardado.

O Kim era tão manteiga derretida, que mal sabia se o consolava, dizendo que estava tudo bem, que a culpa era dele. Porém, isso era algo que Taehyung faria. E naquele momento ele precisava ser Taehyuk, ou então seu plano iria por água abaixo.

- Dongyul, apenas limpe isso e se retire, ok? - soou de forma ríspida e assim o mordomo fez.

Quando o empregado se retirou, Taehyung passou seus dedos pelos fios loiros e suspirou profundamente, tentando se recompor daquela "pequena escorregada" que dera com Dongyul. Buscou um café puro, sem qualquer resquício de conhaque, para limpar o gosto ruim do álcool.

Retirou-se da cozinha e resolveu passear um pouco pela mansão, a fim de distrair sua cabeça dos últimos acontecimentos. Se perguntava como estava sendo a estadia de Taehyuk naquela casa no meio do mato. Será que ele já havia acordado, ele pensava. Porém, não teve tanto tempo para meditar, porque uma outra empregada veio aborrecer seu momento de paz.

- Com licença, senhor Kim! - fez uma reverência formal ao seu chefe, trazendo consigo um dos telefones sem fio da casa. - Mas é que o senhor Byun, da empresa, ligou dizendo que precisavam marcar uma reunião.

E quem diabos é Byun? Taehyung precisava se atualizar do mundo de seu irmão, a começar por esse nome desconhecido. Mas não poderia perguntar à empregada, porque ela também estranharia. Precisava pensar numa resposta rápida.

- Diga a ele que não estou afim de tratar de nada sobre a empresa! - enunciou de maneira inteligente.

- Mas, senhor, ele disse que era de extrema importância. - a mulher insistia com um pouco de receio.

Ele já estava irritado com toda a situação. Não poderia ser educado, precisava ser Taehyuk!

- Você ouviu o que eu disse? Somente faça o que eu mando! Não me importo com o que ele quer, somente com o que eu quero! - bradou diante da mulher, que abaixou a cabeça na mesma hora.

A empregada fez uma última reverência e logo deixou o homem novamente sozinho no canto da sala. Taehyung estava atônito e principalmente perdido no meio de toda a confusão que ele mesmo havia criado. Era um tanto desgastante fingir toda a situação, ter de tratar seus empregados tão mal: jamais havia feito aquilo antes. E agora percebe toda a facilidade que Taehyuk possuía em destratar as pessoas.

Pensando bem, ele não queria nem sair de casa, somente descansar, descansar ainda mais, já que no dia de ontem a maior parte de seu tempo foi concentrado no acidente e em sua transformação. Só queria olhar para o teto e durante algumas horas ser ele mesmo, sem que ninguém saiba. Além do mais, todo esse tempo que teria trancado em seu quarto, estaria sozinho, sem a presença incômoda de Irene. E pensar que aquela mulher lhe causava sentimentos ambíguos até então...

Subiu as escadas e se dirigiu para o quarto onde dormiu, o qual seria dele pelos próximos dias indeterminados. Ao abrir a porta, levou um pequeno susto ao notar a presença de outra pessoa ali. Seus olhos minimamente encararam a mulher que ajeitava sua roupa em frente ao espelho.

A rispidez voltou para o seu quarto e ele tinha certeza de que com ela poderia agir de maneira natural, sem sentir qualquer remorso.

- O que faz aqui? - questionou rudemente, recebendo um olhar surpreso da mulher.

Irene arqueou sua sobrancelha direita e teve de responder o Kim na mesma hora. - Eu moro aqui, Hyuk! - disse como se fosse óbvio tal fato.

Taehyung soltou todo o ar contido em seu pulmão e fechou a porta com uma certa força, rodeando praticamente todo o espaço de sua "pseudo-esposa". Parou atrás da menor e a encarou atráves do espelho. A única coisa que pode fazer foi rir sarcasticamente.

- É verdade, eu havia me esquecido disso. - falou de forma irônica. - Bom, é que você não dormiu aqui na noite passada. Cheguei até pensar de que essa mansão havia se tornado um hotel para você.

A mulher dos cabelos negros o encarou incrédula pelas palavras insensatas do rapaz. Até porque, em todos os anos convivendo com Taehyuk, jamais o viu a tratar de maneira semelhante. Aliás, Taehyuk jamais a destratou em situação nenhuma.

- Eu apenas fui embora ontem porque você estava nervoso e queria respeitar seu espaço. Mas eu continuo morando aqui! - ela rebateu no mesmo tom.

- Hm, é mesmo? - virou as costas para a mulher, como se sua presença ali não fosse importante. Jogou seu corpo na cama e fingiu que estava sozinho naquele cômodo.

- Cara, é sério, pode me dizer por que está agindo dessa forma comigo?! - caminhou até ficar de frente para a cama onde o rapaz estava deitado. - Eu realmente não entendo o que está acontecendo com você, Taehyuk! Nós sempre nos apoiamos em todos os momentos, mas agora parece que quer me afastar!

Porém, o Kim sequer respondeu. Continuou não fazendo questão de notar a presença da Bae em seu quarto. Para ele, a mulher não passava de um vento sendo soprado através da janela. Fechou seus olhos e afundou sua cabeça no travesseiro.

- Taehyuk! Eu estou falando com você! - ela gritou bem alto, a ponto de irritar os ouvidos de qualquer um. - Eu não admito que aja dessa forma comigo!

Tudo continuaria da mesma para Taehyung, se não fosse pelo estrondo que ocorrera naquele cômodo. Em questão de segundos, ambos puderam ver a grande vidraça sendo quebrada devido a uma pedra que havia atingido a janela, a qual quase caiu sobre o corpo do Kim. O rapaz se levantou na mesma hora, estando assustado com aquele barulho. Havia alguém vandalizando a mansão!

- O que foi isso? - Irene proferiu pasmada com aquele ato tão repentino.

- Taehyuk, eu vou matar você!! - uma voz atordoada e enraivecida esbravejou do lado de fora, assustando até mesmo os empregados da casa.


Notas Finais


Agora as coisas ficaram tensas, meus condecorados! Quem será essa pessoa que quer matar o Taehyuk? Taehyung deveria sentir medo? Parece que é agora que ele morre de verdade!!

Nos vemos no próximo capítulo, amoresssssz!


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