História STigma Vkook ABO - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Namjin, Vkook, Yoonmin, Yoonminseok, Yoonseok
Visualizações 537
Palavras 2.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 10 - Cap9


No capítulo anterior...

   —Você sabe como termina, pai abusivo que bate nos filhos e estupra a mãe! Não o marque sem ele querer, ele gosta de você, vejo isso porque ele não te soltou e eu me soltava do seu pai e ficava afastada. Mas mesmo assim não o marque sem permissão, eu sei que você viu ele com um alfa e sei que você quer prender ele junto a você, mas esse filho e a ligação de vocês... você tem que confiar que ele vai ser fiel por estar com esse bebê na barriga!—Ela diz e eu a olho.—Quando ele souber que você confia nele, ele vai te pedir uma marca e se você obrigar ele a fazer isso...ele vai ficar com medo!

    —Eu sei, mas é tão doloroso ainda não amar ele!—Digo mordendo os lábios.—Mas eu tenho medo de me deixar sentir e machucar ele!

   —Então deixe ele livre!—Ela diz cortante.

                             †

Narração por Jeon Jungkook

     

  Depois que eu deixei o Taehyung sozinho, eu parei pra pensar enquanto esperava meu pedido chegar na mesa. Aquele casal era tão fofo, era literalmente o relacionamento que eu esperava que meus pais tivessem e que eu quero ter. Ficar ao lado de alguém para sempre, sem se importar com as manias desconfortáveis, com as imperfeito idiotas, com a idade e o tempo. Era literalmente o que eu queria. Mas ele não quer.

  

    Eu parei pra pensar sobre minha vida e descobri coisas legais. Já percebeu que quando não amamos ninguém julgamos os clichês? O beijo ao acordar é nojento, andar de mãos dadas é frescura, jantar a luz de velas é brega, declarações exageradas é vergonhoso, usar aliança é ridículo...mas agora!

    Agora eu simplesmente não sei como vou acordar pela manhã sem sentir ele me abraçando de conchinha, e fico imaginando quando vamos trocar um beijo ao acordar! Fico pegando a mão dele as vezes sem perceber, como se fosse automático querer apertar seus dedos entre os meus e sentir o calor e a calma que ele me transmitia ao me tocar! Fiquei dias observando o que ele gostava para fazer um jantar romântico para a gente, e agora estou vendo todos os tutoriais que eu encontro de como fazer diversos tipos de carne! Eu quis me declarar publicamente para ele mas o medo de ser rejeitado foi maior!

   A aliança, as vezes me pego olhando minhas mãos e pensando como seria ter um anel com o nome do meu alfa nele...com o nome Taehyung escrito com a letra dele bem pequena e bem fofa. Confesso que pesquisei vários tipos de alianças e me encantei com todas as que vi.

      —Aqui seu pedido senhor!—Uma moça me entregou uma bandeja com a comida que eles serviam ali para os acompanhantes e alguns internados que já podiam sair da dieta hospitalar.—Quer alguma coisa pra beber?

   —Na verdade eu não quero nada artificial, se tiver água ou suco natural eu agradeceria se me trouxesse!—Digo sorrindo para a beta que estava me olhando esperando a resposta.

  —Temos suco natural de laranja!—Ela diz sorrindo e olhando minha barriga.—Ainda está de um mês neh?

  —Como sabe?—Pergunto sorrindo para ela. Eu não esperava que ela notasse minha grave tão rápido já que a barriga ainda estava meio pequena.

   —Minha ômega está grávida de dois meses, sua barriga vai crescer rapidinho...e você vai amar ver ela no espelho!—Diz se curvando para ir pegar meu suco.

   Notei de longe um alfa me olhando e sorrindo, o reconheci quando vi suas covinhas. Chamei ele com as mãos enquanto meu lobo se agitava em ver meu amigo de infância vindo na minha direção. Ele se sentou e começamos a conversar, estava tão feliz por ver que ele tinha se formado em medicina.

   —Mas Nam Appa, como que é ser ginecologista?—Pergunto achando estranho que ele seja ginecologista e não tenha abusado de nenhum ômega, já que ele é pervertido.

  Na nossa sociedade, ABO, os ginecologistas também cuidam dos ômegas machos porque eles são mais instruídos a cuidar do útero e de corpos delicados. Então ele acaba atendendo ambos os ômegas.

  —Eu vejo coisas estranhas as vezes!—Diz rindo e isso acaba me fazendo rir também, ele me abraça pela cintura e termina a frase.—Mas também vejo coisas incríveis!

   Antes que eu pudesse responder, senti meu braço sendo puxado e vi meu alfa me arrastando, olhei Nam Appa e vi ele rindo e negando com a cabeça ficando sério quando o meu...quer dizer quando Taehyung o olhou mortalmente.

                             †

  

    Agora aqui estou eu correndo como se não tivesse amanhã na direção do quarto onde a mãe do Taehyung está internada, eu havia comprado uma rosa vermelha para ela e queria a entregar,mas um alfa começou a brigar comigo e eu corri dele. Assim que fui abrir a porta parei e escutei o que a mãe do Taehyung disse, acabei abaixando a cabeça com isso.

   —Não, a senhora é louca?—Ele pergunta rouco, era como se ele fosse desafiado a fazer algo muito ruim e por isso ele estava tão alterado. Confesso ter sentido um medo percorrer meu corpo antes de ouvir sua resposta.—Ele é meu, está carregando meu filhote!

   —Então por que não o assume? Vamos ser sinceros Taehyung, você não é nem um pouco idiota igual está se mostrando!—Ela diz seria, senti um bolo na minha garganta e uma vontade enorme de entrar lá.

—Eu ainda não quero marcar ele como meu, e você sabe muito bem porque!—Ele diz e percebo um leve tom quebradiço enquanto ele falava.—Eu sou um lúpus mãe, se eu o machucar não me perdoarei!

   Antes que eu pudesse entrar e o abraçar, senti o alfa que estava me perseguindo segurar meu braço e rosnar vindo para cima de mim, ele estava no cio. Arregalei os olhos e comecei a chorar e gritar o nome do Taehyung, antes que o alfa fizesse qualquer coisa a mais senti um soco na minha barriga que me fez cair.

  Os passos ecoavam e eu vi flashes de uma briga entre meu alfa e o outro que estava a todo custo tentando me atacar, senti uma mão me segurar pela cintura e me pegar no colo ao mesmo tempo que uma máquina fazia um "Biiiiiiiii" eterno indicando uma parada cardíaca. Minhas costas foram deitadas e eu fechei meus olhos só então percebendo que tremia e chorava enquanto meu alfa rosnava e gritava maldições...eu não sabia o que estava acontecendo, mas era algo que me deixava nervoso.

  —Taehyung seu ômega precisa de você!—Escuto a voz alta do Namjoon ecoando nos corredores e as luzes no teto faziam uma dança psicodélica aos meus olhos, as vocês ficaram confusas e logo eu já estava enxergando o teto em negro e não sentia mais os toques.

  Narração de Kim Taehyung

    Senti como se o mundo estivesse desabando sobre minha cabeça, por um minuto julguei Deus o responsável por tudo, mas em outro percebi que o responsável por isso simplesmente sou eu. Que tipo de pai deixa o marido ir sozinho fazer os exames do bebê?! Tudo culpa minha.

    Entrei na sala de cirurgia com uma roupa médica já que eu poderia contaminar o organismo do ômega se fosse totalmente desprotegido. Durante todo o processo de cirurgia eu segurava a mão do ômega desacordado enquanto chorava. Foram seis horas de cirurgia, e foram as seis horas mais longas da minha vida.

   Na primeira uma hora, eu pensei em como eu devia ser um péssimo alfa, um péssimo pai! Em nenhum dos exames eu estive presente, muitas vezes eu sabia que o Jeon se esforçava mas que devia e não conseguia fazer algumas coisas muito pesadas, fora que minha bipolaridade atrapalhava muito.

  Pensei que devia ter me esforçado mais e acompanhado ele em todos os lugares,devia ter o assumido antes de qualquer coisa, ter mostrado pra todos que ele era meu... só meu...de mais ninguém. Eu podia ter evitado isso e podia ter me poupado de uma conversa nada haver com a minha mãe. Eu poderia ter impedido isso.

   Na segunda hora pensei em como nosso filho seria, talvez ele fosse ômega e tivesse uma personalidade forte como a do Kook, mas talvez fosse alfa e fosse super bonito... provavelmente ele puxaria o Kook no quesito beleza, talvez ele tivesse um pouco da delicadeza do ômega e fosse mais sensível que eu mas ainda seria lindo.

   Eu sou lindo, isso é óbvio, mas o Jungkook é ainda mais...ele é perfeito e não tem como um filho nosso acabar sendo feio...nosso filho iria ser tão lindo. Iria ainda não me acostumei com a palavra.

   Na terceira, pensei em como contar para os pais dele...eu deveria ligar para eles e esperar que desse tudo certo, mas não tenho coragem de ligar e contar isso. Uma parte de mim dizia que era o certo a fazer mas eu tinha medo, não deles ficarem com raiva de mim por falhar na segurança do meu filho,mas porque eles vão querer que o Jungkook volte pra casa deles.

  Na quarta eu pensei em como a vida é engraçada,em como em um momento tudo está bem mas em outro as coisas pioram.

   No quinto eu parei de pensar,me foquei apenas no corpo do bebê sendo retirado do meu ômega por um cirurgia, ele era tão pequeno,ele aparentava ser bem delicado. Não houve choro, nem vozes e nem lágrimas...apenas o silêncio ensurdecedor que vinha da minha mente,o corpo do meu ômega estava sujo de sangue e meu lobo se agitava querendo que tomassem cuidado com o ômega, mas eu não conseguia me mexer, o bebê estava com três semanas (três meses de gestação em  humanos), não iria sobreviver ao que aconteceu.

    Quando colocaram ele em uma manta, o levaram para uma sala. Ver ele se afastando de mim me deu uma sensação estranha, um grande vazio no meu peito que me fez tão mal que assim que a enfermeira saiu da sala eu comecei a chorar. Coloquei a cabeça na barriga do Jungkook, onde não havia sangue e nem corte já que eles precisavam costurar a cesariana, e foi lá que todas as lágrimas antes presas saíram.

  Os soluços escapavam cada vez mais rápido e alto, estava com medo. Medo de não conseguir mais olhar para o ômega sem me sentir culpado, medo de que ele se culpe, eu estava apenas entrando em um estado pior que antes. As lágrimas agora já eram envoltas de soluços altos e fungadas dificultosas. Meu peito doía.

  Era uma dor que queimava,uma dor diferente de todas que já havia sentido antes de hoje e eu imploraria para não ter que sentir novamente. A dor da culpa surgia em mim me fazendo querer desaparecer do mundo, chorar em um lugar afastado, viver longe de quem eu machuquei, mas o Jungkook precisa de mim.

   Mas na sexta hora, eu pensei que eu nunca mais deveria largar o Jeon, mesmo chorando deixei que o levassem pra um quarto, e sentir ele se afastando de mim também me machucou, tive a sensação de perder duas coisas ao mesmo tempo. Perder o filhote que me prendia ao Jungkook, e perder o Jungkook que me prendia a amar ele.

  Eu não posso deixar ele, eu tenho que o amar e cuidar dele nem que pra isso eu tenha que o marcar...mas eu não vou deixar ele.

   Entrei na sala assim que o médico me liberou para entrar, a sala branca e monótona destacava os cabelos negros do ômega deixado de uma maneira confortável na maca. Andei até lá e beijei sua bochecha pegando sua mão e alisando ela, sentia como se o mundo estivesse em paz naquele momento mas tinha tantas coisas para pensar. Como eu contaria para ele?!

   —Tae, minha barriga dói!—Diz baixinho, o olhei meio desconfortável e receoso mas suspirei alisando sua cintura com carinho.—O que aconteceu?

   —Você levou um soco de um alfa na barriga, e como consequência disse você perdeu o bebê! —Digo, as lágrimas nos olhinhos dele já estavam me fazendo querer chorar.—Não chora meu amor, por favor!

   —T-tae, desculpa!—Disse ele começando a chorar enquanto tremia e me puxava pra um abraço singelo.—E tudo culpa minha, eu não devia...

   —Não, a culpa é minha!—Digo o fazendo me olhar.—Eu vou cuidar de você, e a culpa é toda minha!

                              †


Notas Finais


Então meus amores, espero que não queiram me matar


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