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História Stiles Morningstar ( Estrela da manhã ) - Capítulo 15


Escrita por: e Lunna_Brando


Capítulo 15 - Kirachu da vassourada maligna


Kira e Elijah caminhavam calmamente por uma praça da cidade. Elijah gostava da companhia da moça, Kira era um pouco tímida, o que na visão do Original a deixava mais adorável. Kira também apreciava a companhia do Nobre Original, Elijah era educado, elegante, bonito e inteligente,  o sonho de consumo de toda a mulher.

A conversa entre eles fluía de uma maneira mágica, às  vezes ficavam em silêncio apenas apreciando a companhia um do outro. Nem perceberam quando entrelaçaram os dedos, caminhando agora de mãos dadas. Kira assim como Elijah se sentiam felizes na presença um do outro. Acabaram perdendo a noção do tempo, mas não se importaram muito com isso.

Ao longe um lobo os observava fulo da vida. Resolveu seguir o "casalzinho". A raiva que sentia era indescritível, a onde já se viu uma mulher casada caminhando de mãos dadas com outro homem? 

Scott os seguiu até a entrada da Mansão Morningstar.

-Pobre alfa burro, acha mesmo que pode me seguir achando que eu não vou perceber? - Elijah olhou fixamente para onde o alfa se escondia.

Scott pulou da moita em que se escondia.

-Quem você pensa que é para sair com a esposa dos outros? E você Kira, jamais imaginei que fosse tão baixa, saindo com outro cara enquanto ainda é casada, que bela vadia que é você.

-Não insulte ou insinue coisas sobre a Kira, o único traidor aqui é você. - Elijah esbanjava uma calma de dar inveja em qualquer um.

-Cale a boca! O que essa piranha acha que está fazendo aqui? Vamos para casa imediatamente Kira. - Scott foi para puxar Kira pelo braço, mas foi impedido por Elijah.

- Lobo você tem exatos cinco segundos para sair desse jardim. - Elijah torceu o braço do Scott, pode-se  ouvir o som de um osso estalando.

Scott tomado pela raiva avançou em Elijah, a briga para o Nobre mais parecia uma briguinha com uma criança. Elijah além de mais forte e rápido,  detinha um grande e valioso conhecimento por combate. 

Stiles saiu na porta da Mansão para observar toda aquela barulheira, tinha um pote de pipoca na mão e um controle na outra, provavelmente assistia algum filme. Ao ver a cena bateu palmas desajeitadamente pelas coisas que carregava, parecia uma criança alegre.

- Isso é melhor que qualquer filme ou série. Vai Elijah acaba com a raça dele. - Stiles incentivava a briga. Logo Klaus e Damon apareceram na porta.

-O lobinho está apanhando bonito. - Damon roubou um pouco de pipoca do pote.

- Elijah vai acabar com a raça dele. - Klaus repetiu o ato de Damon.

-Falou mal da sua mãe,  eu não deixava não.  - Stiles continuava a incentivar a briga. Olhou para Klaus. - Se bem que o Scott não mentiu a mãe de vocês era uma tremenda filha da puta.

Klaus revirou os olhos.

-Se eu trouxer uma vassoura convocamos o espírito da Kirachu da vassourada maligna? 

Kira não se conteve gargalhou alto. Para falar a verdade ela estava adorando a surra que Scott levava.

Scott  estava caído e bem machucado enquanto o vampiro não parecia ter um arranhão  sequer.

Apesar de estar adorando toda aquela comoção na porta de sua casa Stiles queria voltar a assistir seu filme.

- Isso tudo está muito bom, mas eu quero ver o meu filme, Elijah larga o Scott é vem para dentro.

O vampiro obedeceu, largou o lobo, se desculpou com Kira pela cena e todos entraram dentro da casa deixando um lobo cretino machucado do lado de fora.

Dentro da casa, abafado pelo som alto da TV Elijah ainda conseguia ouvir.

- Não acredito que esses dois ainda estam transando.

- Não Elijah, Kol e Matt foram dormir faz tempo, esses ruídos estranho são a Rebekah e o Parrish. - Stiles disse como quem não quer nada e aumentou  o volume da TV.




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Era uma bela noite, ele estava feliz, talvez ter voltado para aquela cidade maluca não fosse tão ruim assim. Pelo menos  ele havia conhecido Katherine. 

A bela moça de cabelos castanhos encaracolados, balançou o seu coração. Peter agora ia a um encontro marcado com a moça, um encontro ao ar livre na preserva. Um encontro noturno.

Se arrumou e se perfumou para a ocasião. Se visita de uma forma despojada e confortável. A noite em si estava bem agradável, o clima era ótimo.

Caminhava tranquilo em meio às árvores da preserva. Um emaranhado de lembranças começaram a invadir sua mente,  se lembrou de fogo. O incêndio,  os gritos agonizantes de seus parentes sendo engolidos pelas chamas, a sensação de sufocamento pela fumaça, a pele ardia como se estivesse sendo queimada novamente. Cambaleou, se escorou em uma árvore e deslizou nela até o chão. 

Novas memórias, os gritos de sua sobrinha, o som de pele, ossos e vísceras sendo rasgadas como se fossem papel, inundava seus ouvidos. Ofegou, aquela preserva não lhe trazia boas recordações.

Se levantou e continuou andando. Encontrou uma toalha de piquenique estendida no chão, com várias opções de aperitivos em cima, mas faltava Katherine. Chamou pela moça, mas não obteve resposta. Uma sensação angustiante inundou seu peito. Foi em busca da mulher.

Caminhou um pouco ao redor, achou estranho aquela área estar tão escura, a noite estava bem clara. Escutou um ruído estranho ao se virar na direção do barulho, foi recebido por um potente golpe no rosto. Antes de apagar viu Stiles segurando o seu taco de basebol, o garoto tinha um sorriso sádico no rosto. Depois apenas escuridão.


*******


Acordou sentindo muita dor na cabeça, tentou se mexer mas percebeu que seus membros estavam presos. As cordas queimavam, sentia o cheiro de acônito no ar. Estava estirado em um tipo de mesa de madeira, mesmo podendo se mexer bem pouco, Peter descobriu em que estava amarrado e amordaçado. Agradeceu  ao seu vasto conhecimento em livros sobre a idade média, pois conseguiu identificar o que era aquilo, a coisinha fofa em que estava preso se chamava Balcão da tortura . Era bem simples o seu uso, prendia-se os membros de suas vítimas em uma ponta e roldanas em outra. Bastava apenas girar as maçanetas para que a brincadeira começasse.

-Peter……….

Olhou na direção da voz, encontrou Stiles parado o observando.

-Sabe Peter, eu nunca esperei muita coisa de você, eu entendo …..  você estava tentando mudar, mas é como dizem "pau que nasce torto nunca se endireita".  E você lobinho vai sofrer como todos os outros.

Peter se debatia, mas as cordas o deixavam fraco.

-Katherine - A mulher saiu de detrás do garoto - Quantas voltas seriam necessárias para arrancarmos um braço dele? - Stiles sorriu.

Katherine apenas deu de ombros.

-Vamos testar então, que a brincadeira comece.

O sorriso sádico no rosto do pálido causaria calafrios em qualquer um.

Passaram se umas duas horas desde que a "brincadeira" havia começado. Peter tinha agora o corpo estirado ao máximo, conseguia ouvir o som dos próprios músculos e tendões se partindo. 

- Isso parecia mais legal quando planejei - Stiles tinha um biquinho infantil nos lábios - Bem, cansei de brincar assim. Katherine solte o Peter.

Tanto a vampira quanto o lobo olharam estranho para o castanho. Mesmo não entendendo muito bem Katherine soltou Peter, este que caiu gemendo de dor no chão.

Stiles se ajoelhou na frente do lobo, agarrando seus cabelos. - Estou de bom humor, por isso te darei uma chance Peter. Corra.

Peter não entendeu muito bem a ação do castanho, mas ignorou toda a dor que sentia pelo corpo e correu.

-Por que fez isso Stiles? - Katherine estava bem  confusa.

-Novos planos. - Piscou para a vampira e assobiou. - Cérbero……



*******


Peter corria como um louco, desviava de árvores e tudo pelo caminho. A dor lancinante que sentia pelo corpo o impedia de prestar atenção no caminho. Seu corpo gelou ao ouvir uma espécie de uivo. Não era nada parecido com o de um lobo, era tenebroso, assustador.

 Correu. Sentia algo o perseguir, sentiu calor e então garras cravaram em sua perna, algo o atacou, a coisa começou a arrastá-lo pela preserva. O calor que emanava da criatura queimava sua pele, a luz que vinha dela também o impossibilitava de ver com clareza. Sentia se apenas ser arrastado e dor, muita dor.

O contato com a criatura queimava,  não como fogo, era algo pior. Ele conhecia essa dor, a dor de ser queimado vivo. Sentia sua pele começar a se desgrudar do corpo. De repente parou, sentiu-se ser lançado, foi jogado dentro de uma vala. 

Mal conseguia se mexer, olhou para cima. Agora podia observar melhor a criatura que o atacou, era imensa, seu corpo era envolto em fogo, possuía garras e dentes enormes. Stiles apareceu ao lado da criatura fazendo carinho no mesmo.

-Hey Peter, se divertiu brincando com meu cachorrinho? Não consegue falar né? O cachorro queimou sua língua? - Stiles gargalhou. Retirou uma pá de trás de si e começou a enterrar Peter ainda vivo. 

O Hellhound uivou, arrastando agora uma alma para o inferno.



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Stiles estava reluzente aquela manhã, depois da brincadeirinha com Peter, ele foi visitar Derek, este que teria mais um ou dois dias de vida. O estado do lobo era deplorável, o início de uma infecção severa já começava.

Tomava seu café da manhã com muita calma, degustando tudo que comia. Sua animação parecia suspeita a todos, mas nenhum deles comentou sobre isso.

Katherine se levantou da mesa  e sussurrou algo para o castanho, tão baixo que nenhum dos sobrenaturais conseguiu ouvir.

-Certo Kit kat, até - Se despediu da amiga. - Então…… agora eu quero sair com meus namorados…..




*****************




Cris havia chegado na cidade junto de Isaac a pouco mais de dois dias. Teve problemas com um comprador de armas daquela cidade. Para a  sua surpresa, Stiles havia milagrosamente voltado do mundo dos mortos, o que ele sentiu com isso? Ódio, muito ódio. Na sua percepção Stiles merecia algo bem pior do que a morte.

Agora andava pelas ruas daquela cidade infeliz, o máximo que Beacon Hills trouxera ao homem foi dor e arrependimento. Sua linha de pensamentos foi cortada ao trombar em alguém.

-Me desculpe. - estendeu a mão para a moça que  prontamente a aceitou.  - Tudo bem?

- Sim. -  a moça deu um sorrisinho tímido. Cris pode observar mais atentamente, a moça era bela, tinha cabelos lisos e compridos em um tom de castanho.

- Como se chama? - Cris se sentiu tentado a perguntar.

-Elena, Elena Gilbert.

Começaram a conversar, Cris se sentia bem, fazia muito tempo que não conversava com nenhuma mulher. O papo se estendeu até um bar, a conversa adentrou a noite.

Cris acordou nu e sozinho no quarto aquela manhã.






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