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História Still Don't Know My Name - Capítulo 10


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Notas do Autor


Oi, oi, oi, bolinhos! Como vocês estão? Espero que bem!
OBS¹: Irei responder os comentários de vocês o mais rápido que eu puder, okay? Estou um pouquinho atolada de coisas para fazer, mas eu não me esqueço de vocês nunca, por isso gosta de ter um tempo apenas para responder cada um dos meus bolinhos!
OBS².: Tenham paciência com a Emma que as coisas são complexas e vocês logo vão compreender tudo! Calma.
Vamos a mais uma atualização. Ah, mais uma coisa, amanhã eu vou trazer outra atualização tá bem? I promise! (e me cobrem caso eu não apareça até às 20:00, porque eu sou esquecida). Boa leitura, meus amores.

Capítulo 10 - Capítulo Nove


 

 

Assim que eu fiz aquelas perguntas para August, ele me olhou de uma forma estranha, cheia de pesar. Foi aí que eu me lembrei exatamente do que aconteceu e os meus olhos se encheram de lágrimas novamente.
 

“August me levou como convidada para a festa de casamento. Consequentemente eu cheguei primeiro que as Swan. Durante todo o caminho eu esperei uma mensagem de Emma querendo saber porque eu tinha ido sem antes falar com ela, ou o porquê de eu não estar acompanhando-a como o combinado. Mas nada chegou.

A tristeza no meu coração era tanta que eu quase pedi para o meu amigo me deixar em casa. Entretanto eu era a pessoa que gostava de retirar o band-aid de forma rápida, por isso precisava encarar a minha realidade o mais rápido possível para saber o que esperar de fato de Emma. Lá no fundo eu sabia que se fosse embora, no dia seguinte ela conseguiria me convencer com uma desculpinha qualquer. Eu não queria aquilo. Eu não poderia me submeter àquele tipo de coisa.

–Gina… Você está me ouvindo? – Gus indagou.

–Desculpa. – Pedi ao notar que não estava prestando atenção no que ele estava falando há um tempo.

–Tudo bem! – Foi compreensivo como sempre era. – O que você acha que aconteceu? Porque nada na minha cabeça está fazendo sentido!

Olhei-o, vendo toda a confusão dele em seus olhos azuis. Se ele estava confuso, imagina eu!

–Talvez eu não seja digna de ser apresentada para sua família, Gus. Talvez ela tenha vergonha de mim perante as pessoas mais importantes de sua vida. – Joguei a única opção que fazia sentido em minha cabeça.

–Isso não faz nenhum sentido, você sabe, não é? Ela já te apresentou para os amigos mais próximos, ela te carrega com ela para todo canto… Não faz nenhum sentido nada disso!

Naquele momento eu me lembrei da conversa que tivemos na casa dela em Vancouver. Ela tinha deixado a outra moça ir porque as filhas aprontaram. Ela não lutou por aquele relacionamento… Por que comigo seria diferente?

–Nada faz sentido, Gus, mas eu espero estar errada. Eu espero que tudo não passe de um mal entendido.

É claro que não seria. Assim que Swan chegou à festa, eu notei sua tensão. Antes mesmo de olhar para os noivos que estavam na entrada, ela me procurou com o olhar. E novamente ela não esboçou reação alguma. Gus percebeu os meus olhos se enchendo d’água, apertou minha mão com força, me fazendo entender que ele estava ao meu lado.

Quando ela passou por mim sem ao menos me olhar… Ah! Aquilo doeu tanto que eu mal consegui respirar. o que é que está acontecendo? O que eu fiz para Emma estar me tratando assim? Eu não conseguia entender! O que tinha de tão errado conosco? Por que ela estava fugindo de mim? Por que não me olhava nos olhos? Por que não falava comigo? Eu tinha ido até ali por ela! Somente por ela!

–Hey! Não chora, meu amor! – Gus disse ao ver uma lágrima rolando por minha face.

Ele a enxugou enquanto os olhos estavam do outro lado do salão. Ela estava vendo aquilo, eu podia senti-la. Por que ficar me encarando o tempo todo quando não quis falar comigo?

–Você quer ir embora? – Meu amigo me perguntou.

Neguei. Não acabaria com a festa dele. Nós jantamos, August me arrastou para o bar a fim de pegarmos algumas bebidas e, depois da segunda dose de whisky, vi Emma entrando no banheiro sozinha.

–Eu vou resolver isso, Gus. Já volto. – Avisei-o.

Caminhei decidida até o banheiro. O coração parecia que sairia pela boca de tão rápido, forte e descompassado. Eu precisava saber o que estava acontecendo, os motivos, as consequências. Se Emma não me queria mais, pelo menos olhasse nos meus olhos e dissesse aquilo, não me fizesse de boba, porque eu não era um brinquedinho para ela me usar daquela forma.

Abri a porta do banheiro e a vi saindo de uma das cabines. Ela se assustou ao me ver.

–Regina! – Falou.

–Nossa! Você sabe meu nome! Achei que eu era uma desconhecida para você!

Quando eu estava extremamente chateada, ou triste, eu me tornava uma pessoa debochada, irônica. Naquele momento Emma conheceria a pior parte mim.

–Não faz tudo ser mais difícil do que já está sendo, girassol! – Suplicou.

A minha gargalhada irônica encheu o banheiro.

–E o que está sendo difícil para você, senhora Swan?

Os olhos dela estavam tristes. Por milésimos eu cogitei realmente sair dali e esperá-la na minha casa no outro dia. Mas eu não conseguiria dormir sem entender o que estava acontecendo! Eu não poderia deixar as coisas assim. Me faria muito mal.

–Vamos conversar amanhã na sua casa. Aqui não é o melhor lugar. – Pediu dando um passo em minha direção.

–Não chega perto de mim! – Falei exasperada.

–Girassol?!

–Não me chama assim, senhora Swan! Você não tem esse direito! Não depois do que você fez nas últimas horas. – Cuspi aquela verdade sobre ela.

–Você precisa me deixar te explicar tudo com calma, Regina. Você vai entender!

–Nada vai me fazer entender o que você fez comigo hoje, senhora Swan. Se iria fingir que não me conhece, por que me fazer vir até esse casamento?

A porta do banheiro se abriu e pela cara de Emma as coisas piorariam. Eu nem me dei ao trabalho de ver quem era. O espanto de Emma me contou.

–Porque ela tem uma coisa para te dizer, Regina Mills. – Uma das gêmeas disse.

Olhei das filhas para a mãe. Os olhos de Swan estavam cheios de lágrimas. Eu só conseguia sentir raiva.

–Hannah… – A loira tentou.

–Não, mamãe! Você não pode continuar fazendo isso! – A garota insistiu. – Você precisa dizer a verdade para essa moça antes que ela fique ainda mais envolvida com a senhora.

Olhei para Emma sem entender nada. Apesar disso, o meu coração sabia que algo estava chegando ao fim, e não era a minha raiva.

–Se eu preciso ouvir uma verdade, senhora Swan, me diga logo! – Falei entre dentes.

Emma olhava de mim para as filhas e vice-versa. Parecia desesperada, entre a cruz e a espada.

–Hannah, aqui não é o local para isso! – A mais velha disse.

–E existe lugar para terminar com uma pessoa? – Grace soltou. – Existe lugar para lhe dizer que ela não é boa o suficiente para você? Que ela nunca será capaz de lhe fazer feliz por completo? Não existe, mamãe.

O meu coração se partiu ao meio lentamente enquanto cada palavra era proferida. Eu sabia! Eu tinha certeza que tinha algo muito errado ali. Emma estava me deixando. Eu não era suficiente para ela. Grace e Hannah tinham toda a razão! Swan tinha vergonha de mim!

Antes que as lágrimas finalmente viessem à tona, tirei a aliança do meu dedo anelar e coloquei sobre a pia de mármore branco. Era o fim e eu não ficaria ali por mais nada.

–Da próxima vez que você quiser dizer algo a alguém, senhora Swan, não peça para suas filhas. Você já tem quarenta e um anos! É totalmente capaz de falar e responder por si.

Com essas palavras eu deixei o banheiro ouvindo um ‘Girassol, espera!’. Eu não iria esperar coisa nenhuma. Fui atrás de August enquanto segurava as lágrimas. Eu não iria chorar ali. Não enquanto estivesse no mesmo ambiente que elas.

–Gina! – ouvi meu amigo.

Fui o mais rápido possível até ele e o abracei fortemente enquanto pedia:

–Por favor, me tira daqui!

Rapidamente estávamos indo para um pub que eu gostava bastante. Chorei e bebi tudo o que podia naquela noite, não querendo pensar muito sobre o que Swan fizera comigo. Gus, após se inteirar dos fatos, fez o mesmo que eu. Ambos estávamos tristes, confusos e bravos com a atitude da minha ex-namorada. Coisa mais estranha falar ex-namorada assim, do nada!

Era oficial! Eu estava sozinha e machucada novamente!”

 

Gus me abraçou fortemente enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto. Emma tinha sido a pessoa mais tóxica do mundo comigo na noite anterior e eu nem mesmo sabia os verdadeiros motivos dela. Se ela não me queria ali, por que não enviar uma mensagem avisando que não precisaria mais de mim? Por que me humilhar daquele jeito na frente das filhas? Que tipo de amor era aquele que dizia sentir por mim?

–Respira, Gina! – Meu amigo pediu quando eu engoli o ar em meio aos soluços.

Fiquei ali em seu colo por longos minutos, deixando as lágrimas lavarem minha alma machucada. Emma tinha me dilacerado. Eu não conseguia pensar em um bom motivo sequer para justificar a sua canalhice. Minha cabeça borbulhava perguntas que eu provavelmente nunca conseguiria responder. No meu último relacionamento eu tinha sido traída, e imaginava que aquela era a pior dor possível para um relacionamento, mas eu estava totalmente errada! A dor que Swan me causou ultrapassou infinitamente a dor da traição.

Meu celular tocou, me fazendo olhar para o criado-mudo.

–Ela está te ligando desde ontem, você se lembra disso? – Meu amigo quis saber.

Ouvir Still Don’t Know My Name tocando a fim de me avisar que ela estava me ligando me doeu ainda mais. Era a nossa música. No fim ela realmente era a pessoa para a qual a música era dirigida. Eu poderia morrer ou ficar em qualquer lugar por ela, mas ela nem mesmo sabia meu nome. Uma triste constatação que só fez o buraco no meu peito aumentar. Ela nunca me amara de fato.

–Você pretende conversar com ela? – Gus quis saber assim que eu me acalmei.

–Ainda não sei. – Respondi antes de me forçar a tomar pelo menos o suco de laranja que a senhora Booth fez para mim. – Mas eu queria que você me fizesse um favor.

–Todos que você quiser, minha amiga!

–Vá até a minha casa, separe algumas roupas para mim, coloque tudo o que a senhora Swan já me deu em um saco para eu devolver e traga as minhas coisas. Eu vou para a casa dos meus pais.

–Eu vou fazer uma mala para você, mas não vou deixar você devolver nada para aquela loira ridícula. – Foi direto.

–Mas Gus…

–Nada de ‘mas’, Regina! É o mínimo depois do que ela fez. Você vai aproveitar tudo o que ela lhe deu e ponto final.

Eu não tentei contestá-lo. Meu celular tocou a música de Labirith novamente. Peguei o aparelho e coloquei-o no silencioso. Emma poderia me ligar um milhão de vezes que eu não atenderia.

–Eu não acredito nisso! – Gus disse assim que o aparelho dele começou a vibrar, no visor “Emma Swan” brilhava. – Eu não acredito que ela está chegando a esse nível depois de tudo.

Eu fiquei calada por estar tão chocada quanto ele. Não seria possível ela ser cara de pau a esse nível, seria?

 

***

 

Assim que eu cheguei ao aeroporto na cidade vizinha a Storybrooke vi as duas pessoas mais importantes da minha vida a minha espera. Quando o calor do abraço dos meus pais me aqueceu, não contive as lágrimas. Eu estava destruída e somente eles podiam me ajudar, exatamente por isso paguei por um voo bem mais caro somente para vê-los dentro de sete horas.

–O que aconteceu com a minha mocinha? – Papai perguntou.

–Henry, querido, vamos chegar em casa primeiro. Regina precisa comer e descansar. Depois ela conta o que a Swan aprontou.

Mães e o seu poder sobrenatural de saber o que os filhos sentem, o que aconteceu com eles. No dia seguinte eu contei toda a situação para eles. Em nenhum momento eles expressaram alguma opinião sobre tudo, apenas me consolaram e me encheram de amor. Quando eu digo que tenho os melhores pais…

August me ligara apenas para dizer que Emma tinha ido até a casa dele para me ver, e que entrou em desespero quando ele disse que eu não estava mais no estado de Oregon. Segundo ele, Emma tinha tentado conversar sobre seus motivos para me tratar da forma que tinha feito, mas meu melhor amigo apenas pediu para ela se retirar de sua casa. Swan era fina e educada demais para ficar ali depois disso.

Ela lhe fez uma última pergunta, querendo saber se eu tinha vindo para Storybrooke. Booth apenas respondeu: “Não que seja mais da sua conta, Swan, ou do seu interesse saber sobre a minha amiga, mas ela não foi para Storybrooke.”

Espero do fundo do meu coração que isso seja o suficiente para ela não aparecer por aqui. Eu só queria paz, nem que por poucas semanas! Eu precisava daquele momento para absorver cada palavra que me fora dita.

A caixa de conversa de Emma no meu celular só enchia, mas eu não tinha coragem de abrir e ler. Eu mal conseguia pegar o celular nos últimos dois dias. Tudo em mim doía ao pensar que ela daria desculpas esfarrapadas e que ainda tentaria sair de vítima. Grace e Hannah tinham total razão ao jogarem na minha cara que Swan tinha vergonha de mim. O que ela fez no casamento deixou claro que era verdade. Eu não poderia ignorar aquilo, nem se eu quisesse. Ela tinha me machucado como nunca outro alguém fora capaz de fazer. Emma Swan na minha vida era 08 ou 80, e aquilo era mais do que eu poderia suportar. 

 

 


Notas Finais


E aí? Querem matar quem primeiro? Eu ou Emminha? hahahaha Até amanhã, meus bolinhos de amor!


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