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História Still Don't Know My Name - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Chegueeei! Demorei porque estava ocupada com algumas coisas, mas aqui a atualização que eu prometi. Tentarei atualizar amanhã para vocês não ficarem tãããããão bravas e ansiosas hahahaha.
Boa leituras, bolinhos!

Capítulo 11 - Capítulo Dez


 

No quinto dia, eu me senti pronta o suficiente para pegar meu celular e abrir a conversa de Emma. Eram tantas mensagens que eu me senti tentada a não ler nenhuma. Ainda doía de forma intensa sua covardia para comigo, mas eu não tinha outra opção que não fosse ouvi-la, ainda que não estivesse pronta para tal.

A última mensagem era um “Eu te amo, girassol”. As lágrimas encheram meus olhos. Eu não queria ter de ler aquele tipo de coisa. Eu não merecia aquilo! O que Swan tinha feito era de uma canalhice sem precedentes. Se ao menos eu tivesse feito algo de errado para merecer aquilo… Apesar que nada no mundo justificaria o que ela tinha feito para comigo. Ah, Swan… Por quê?

“Girassol, eu sei que você está brava comigo, e você tem total razão! Mas, por favor, me deixa te explicar o que aconteceu! Eu não queria que as coisas tivessem se desenrolado daquela maneira abrupta! Eu errei muito ao deixar você ir àquele casamento sabendo que minhas filhas estariam ali. Eu preciso te explicar o que aconteceu, mas precisa ser pessoalmente, Regina! Se depois de me ouvir você decidir que não quer me ver nunca mais, eu prometo respeitar a sua decisão e sumir da sua vida. Mas, por favor, me deixa te explicar tudo! Eu não quero perder você sem ao menos lutar. Eu não posso perder você! Eu te amo, Regina!”

Era uma das inúmeras mensagens que ela tinha me mandado. As lágrimas desciam por meu rosto, meu coração doía. Uma memória tomou minha mente, me levando para a primeira vez que ela tinha me dito que me amava.

 

“Era uma manhã ensolarada. Eu estava enrolada nos meus lençóis, sentindo o calor do corpo de Swan no meu. Eu poderia sentir seu olhar em mim, analisando cada pedacinho da minha pele. Sempre que dormíamos juntas, ela acordava primeiro e ficava velando meu sono.

–Ficar encarando outra pessoa assim logo pela manhã é falta de respeito, sabia? – Brinquei.

Abri os olhos lentamente, me acostumando com a claridade. Emma sorria de forma suave, mas não menos intensa. Ela estava ainda mais linda com os cabelos levemente bagunçados, o rosto inchado, os olhos num verde tão vivo que pareciam ler a minha alma.

–Na verdade, ficar encarando uma pessoa assim, logo pela manhã, é amor! – Jogou, me deixando como uma idiota.

Sua mão direita fez um carinho bom na minha bochecha. Ela olhou nos meus olhos, ganhando a minha atenção por completo.

–Girassol… – Fez uma pausa, tomando fôlego. – Eu te amo!”

 

Solucei. Era tudo uma mentira. Emma não me amava coisa nenhuma. Quem ama não faz algo assim! Não é possível! A humilhação que ela me fez passar naquele casamento, as palavras da filha dela, a ausência de uma negação ou repreensão da parte dela… Tudo aquilo era uma clara demonstração de que não havia amor! Não poderia ser amor! Eu nunca poderia negar que havia uma química entre nós duas, mas amor recíproco nunca houve.

 

“Rê, eu sei que sei que você está pensando que eu nunca te amei, mas eu também sei que você sente cada gotinha de amor que eu despejei em você! Eu sei que você sabe que eu te amo e que, apesar de o que eu ter feito não ter uma explicação plausível, o meu amor é real! Por favor, não desiste de nós duas antes de conversar comigo e entender o que aconteceu! Eu só te peço isso, Regina! Me ouve! Você é a minha alma gêmea, sabe disso!”

 

Outra memória me invadiu. Eu era mesmo a alma gêmea dela?

 

“–Você se lembra da primeira vez que nós conversamos sobre almas gêmeas? – me perguntou enquanto caminhávamos numa praça qualquer, aproveitando o dia quente.

–Claro! – Respondi pulando uma pequena poça d’água da chuva da noite anterior.

–Então você se lembra que me disse que a gente só tem uma alma gêmea e que se compartilha a alma com essa pessoa, não é mesmo? – Eu apenas assenti. – Eu compartilho a minha alma com você, Regina!

Parei de caminhar no mesmo segundo, olhando-a enquanto colocava meu cabelo atrás da orelha.

–Você está me dizendo que…  –Tentei prosseguir, mas não obtive sucesso.

–Que você é minha alma gêmea!”

 

Eu não era a alma gêmea dela. Ela não me amava. Tudo aquilo foi apenas mentiras para eu não perceber a verdade. Cada momento com ela. Cada gesto foi apenas uma forma de Swan me manter ao seu lado, quase que como um troféu. Ah, sim! Talvez no dia da minha defesa de mestrado ela realmente tenha sentido que valia a pena manter o troféu com nota máxima em sua coleção, exibindo-a para cima e para baixo.

 

“–Eu vou ler a ata de defesa e nós saberemos a nota de Regina.  –Minha orientadora disse assim que todos ficamos de pé. – No décimo nono dia do mês de outubro de dois mil e vinte, às vinte e trinta, a banca arguidora inquiriu a mestranda Regina Marie Mills com o trabalho intitulado ‘O Signo de Athena: O Conceito de Democracia e Justiça na Athenas do Século V AEC’*. Respondendo satisfatoriamente as questões apresentadas, a aluna foi aprovada com a nota máxima! Parabéns, Regina!

A minha alegria foi tamanha que eu soltei um gritinho e comecei a chorar. Abracei meus pais fortemente. Se não fosse por eles eu nunca teria ao menos chegado ali.

–Vou roubá-la de vocês só um pouquinho.  – Minha orientadora disse.

Resolvi o que precisava ser resolvido com minha banca e depois voltei para os braços de meus pais. Meus olhos encontraram um par de esmeraldas brilhantes. Me desvencilhei dos meus velhos e me joguei nos braços de Swan. Ela me apertou, enchendo minha bochecha de beijos.

–Eu estou tão orgulhosa de você, meu amor! – Sussurrou ao pé do meu ouvido. – Você merece tanto essa nota máxima!

As lágrimas escorriam por meu rosto.

–Você sabe que foi muito importante nesse processo, não sabe? – Falei em meio aos soluços.

–Eu sei, girassol. E eu sou muito grata por você me deixar participar disso!

Nós nos beijamos. Afaguei seu rosto enquanto admirava seu sorriso. Tão linda!

–Eu tenho um presente para você! – Anunciou.

Sorri largamente. Abriria uma exceção naquele dia para ela e seus mimos caros. Swan abriu sua bolsa e retirou uma caixa comprida, na cor amarela. Entregou-me ansiosa. Abri-a e me deparei com um lindo mini girassol e uma correntinha de ouro escrito Me. Mills.

–Ah, Emma! É lindo demais!  –Quem estava chorando novamente? Isso mesmo! Eu!

Nos abraçamos novamente antes de ela incluir meus pais na conversa.

–E eu gostaria muito de levar você e os seus pais para jantar em comemoração à sua defesa! – Disse.

–Emma… – Comecei, mas ela logo se pronunciou:

–No seu restaurante favorito! Não vai ser nada chique ao estilo Emma, como você diz.

Sorri largamente. Ela estava abrindo mão da comida saudável dela para me fazer feliz!”

 

Bloqueei meu celular. Eu não seria capaz de continuar lendo as mensagens dela sem sofrer ainda mais. Eu não seria capaz de ficar revivendo nossos momentos sabendo que todos eles tinham sido grandes mentiras. Eu estava ferida de uma forma intensa que fazia tudo em mim doer. As palavras de Grace me inundaram:

“E existe lugar para terminar com uma pessoa? Existe lugar para lhe dizer que ela não é boa o suficiente para você? Que ela nunca será capaz de lhe fazer feliz por completo? Não existe, mamãe.”

Se eu não era boa o suficiente para ela, porque ficar comigo? O que ela tinha na cabeça ao me deixar pensar que eu seria capaz de ficar ao seu lado para ajudá-la a ser feliz? Era crueldade demais para uma pessoa apenas.

–Se você continuar pensando desse jeito, sua cabeça vai explodir. – Mamãe disse me assustando.

Enxuguei minhas lágrimas antes de me deitar em seu colo. Ele era tudo o que eu precisava!

–Eu sei que você não quer falar sobre Swan, mas existe algo que você precisa saber e pelo jeito ela não teve coragem de te falar.

Okay! Mamãe sabia bem como despertar a minha curiosidade. Escutei-a atentamente enquanto recebia um delicioso cafuné.

–Quando seu pai trabalhava na Nolan’s, sempre que nos encontrávamos durante o namoro, dizia que coisas aconteciam lá que ele nunca faria com seus filhos. Um dia ele chegou extremamente chateado. Eu quis saber o que tinha acontecido. Os pais de Emma sempre foram dois opostos. Ela era a menininha de David, mas parecia ser o motivo de maior ódio de Kathryn. Desde pequena foi criada para ser uma empresária bem-sucedida. David sempre que podia levava a menina para passeios a cavalo, brincadeiras ao final da tarde e tudo o que nós fizemos com você. Kathryn já era o oposto. Deixava Emma presa no quarto por horas a fio sem ao menos uma refeição decente enquanto estudava. Com muito custo a mulher deixou a filha estudar música, que foi a salvação de Emma. Quando eu e seu pai nos casamos, ela foi morar na Alemanha, mas ainda longe sua mãe dava um jeito de lhe controlar. Quando anunciou estar grávida de gêmeos, Kathryn obrigou a filha a se casar com o pai, homem esse que manteve Swan sob vigilância cerrada. Ele não se importava com a esposa, apenas com as crianças.

Os olhos de mamãe se encheram de lágrimas.

–Um dia eu e Henry fomos visitar David. Ele queria que seu pai cuidasse de uns negócios para ele. Eu acho que nem Emma nem Kathryn sabiam que estávamos ali no escritório. Swan ouviu cada coisa da mãe naquele dia, Regina! Coisas tão pesadas que eu chorei na frente do pai da menina. Kathryn falou que Emma nunca fora uma filha para ela, que ela queria um menino, que além de não fazer nada bem, ainda tinha se tornado uma puta que dava para qualquer um e tinha gêmeas e que ela nunca seria uma boa mãe, por isso estava ali com as meninas dando trabalho, não deixando ninguém viver.

Foi a minha vez de chorar… Não é possível que uma pessoa seja tão ruim a esse ponto.

–Emma, que sempre fez de um tudo para agradar a mãe, ficou ainda pior. Tudo o que Kathryn a mandava fazer, ela cumpria. Todas as vontades de Kathryn ela fazia. Até que seu esposo começou a traí-la descaradamente. Ela não suportou mais ideia de ter que se subjugar daquela maneira. Pediu o divórcio, cortou relações próximas com a mãe e deixou as meninas escolherem com quem iriam viver. Claro que a escolha foi o pai que as mimava. A carreira de Emma que já era promissória se tornou tudo para si. Ela investiu tudo o que pode no Instituto e focou nele. Porém, há umas semanas, David conversou com seu pai. Estava preocupado com a possibilidade de Emma ter encontrado alguém que a fizesse feliz e sua mãe e filhas destruírem isso usando o psicológico dela. – Olhei para mamãe. – Eu não estou defendendo-a, meu amor, só acho que seria importante você sentar e conversar com ela como duas adultas. Ela tem muita coisa para te dizer e você para ela. E se vocês não voltarem, precisam colocar um ponto final de fato. 

E como sempre dona Cora tinha toda a razão. Mas eu só o faria depois das festas de final de ano. Eu não precisava arrastar Emma para esse momento da minha vida. Eu não podia fazê-lo. Quando nós colocássemos um ponto final em tudo, eu ficaria ainda mais devastada. Queria passar ao menos o natal feliz com meus pais.

Mais tarde, antes de dormir, eu abri meu Instagram. Iria dar uma olhada no perfil de Kathryn e das gêmeas. No da mais velha tinham inúmeras fotos das netas, as três felizes, sorridentes. Notei que as pouquíssimas fotos que ela publicara de Swan era pra divulgar algum produto ou o algum show beneficente que Emma se dispunha a fazer a fim de a própria mãe arrecadar fundos para algum projeto. Enquanto as hashtags com as netas eram ‘meu maior orgulho’, ‘amores da minha vida’, ‘pessoas mais importantes do mundo’, nas fotos de Emma eram ‘Emma Swan’, ‘Música’, ‘Clássica’, ‘Concerto’.

Mas nada doeu mais em meu peito que uma publicação de Hannah. Era dia das mães. Ela tinha publicado uma foto onde a mãe e a avó estavam ao lado das gêmeas, todas sorrindo como se fossem uma família realmente feliz. Era muita hipocrisia. A legenda era a seguinte:

 

“Hoje é o dia das mães, dia não apenas daquela que gera, mas da que cuida. A mulher de curtos cabelos loiros é a nossa avó, mas o amor que temos por ela é como o de mãe. Vovó, obrigada por ser a melhor do mundo! Obrigada por cuidar de nós como se fôssemos filhas da senhora! Obrigada por sempre nos ajudar, nos amar, nos dar carinho! A senhora é a melhor do mundo inteirinho e só a nossa opinião importa! Feliz dia das mães! Nós te amamos!

Mãe, feliz dia das mães. A senhora é maravilhosa!”

 

Por isso Emma fazia de tudo para agradar as filhas… Ela queria o amor delas. Ela sentia falta de ter gente que a amasse de verdade. Não! Não era isso! Ela sentia falta de ser amada pela mãe e pelas filhas. Pelas pessoas que, apesar de tudo, ela mais amava no mundo! Emma Swan só queria ser amada por aquelas três mulheres… Mas por que elas não eram capazes de amá-la?

 

 


Notas Finais


*Esse é o nome do meu trabalho de monografia porque eu preferi não citar o trabalho de uma outra pessoa, okay?
E então? Vocês ainda querem me matar? Espero que não! Quero lembrar que traumas psicológicos fazem com que a gente faça coisas que são extremamente descabidas, hun? Não julguem a Emma tão duramente sem saber a versão dela da história, por favor!
A gente se vê, talvez, amanhã! hahahaha


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