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História Still Don't Know My Name - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, oi, oi, bolinhos! Me dei 30 minutos de descanso do trabalho para vir aqui atualizar a ficzinha que vocês amam! Se preparem porque esse capítulo... Bem... Ele... Ah, vou deixar vocês lerem! Melhor!
Logo, logo irei responder aos comentários de vocês, tá bem? Eu não me esqueci, até porque eu os amo hahahahaha. Espero que estejam bem e cumprindo a quarentena direitinho. Quem pode, não se esqueça, fique em casa! Um beijo no coração de cada uma de vocês!
Boa leitura!

Capítulo 9 - Capítulo Oito


 

Ao me ver dentro do vestido negro longo, transparente em algumas partes, percebi o quão linda e gostosa eu estava. Além disso, os saltos pareciam feitos sob medida para os meus pés. Me questionei como ela sabia exatamente qual o meu número. Coisas que apenas ela poderia me explicar, não é mesmo?

Como eu não queria ter de responder a um interrogatório de Gus, acabei eu mesma fazendo a minha maquiagem, e ficou muito boa, modéstia parte. Já meus cabelos estavam cacheados, nada muito artificial, apenas umas ondas nas pontas dando mais volume. Coloquei brincos grandes e um colar delicado. Passei perfume, coloquei algumas pulseiras, me olhei no espelho e me senti pronta para o que quer que fosse.

Às 20:00, a buzina tão familiar soou. Peguei um sobretudo, coloquei por cima do vestido, catei a minha bolsa e saí rumo ao Audi A6 que me esperava na porta de casa. Swan estava na porta de trás, escorada, com um sorriso largo enquanto me encarava. Talvez ela estivesse me achando bonita, não é mesmo? Não posso negar que eu estava.

–Quando eu vi esse vestido, eu imaginei que você ficaria linda nele, mas nem minha imaginação fez jus a perfeição que você está, Rê. E eu nem estou vendo por completo – Falou levemente abobalhada.

Você já sabe, não é? Eu fiquei vermelha e coloquei os cabelos atrás da minha orelha. Era uma mania que eu tinha desde pequena que nunca me abandonava. Descobri que Swan adorava quando eu fazia isso. Segundo ela, havia um charme natural em mim sempre que o fazia.

–Vem aqui, vergonhosa. – Falou enquanto me puxava para um abraço.

Retribuí o carinho antes de selar nossos lábios. Eu sabia que aquela noite prometia…

 

***

 

E eu estava certa! Swan me levou a um restaurante chique, cheio de regras de etiqueta, nomes difíceis e comidas incríveis. Enquanto esperávamos a sobremesa, cannolis recheados, eu comecei a contar a ela meus planos para o doutorado. Vi seus olhos brilharem, se era de orgulho, admiração ou ambos, não sei dizer.

–Com licença, senhoritas.  –O garçom responsável por nossa mesa disse.

Enquanto ele colocava os pedidos à nossa frente, eu fiquei encarando Emma. Ela parecia um pouco ansiosa, mas talvez fosse alguma coisa com o instituto. Eu tinha dito a ela que qualquer coisa que precisasse era só conversar comigo, mas ela dizia que não iria estragar nossos momentos por causa de trabalho.

–Bom apetite. – O homem disse antes de nos deixar a sós novamente.

–Obrigada. – Falamos em coro.

Olhei para o meu prato animada! Era a minha parte favorita de qualquer jantar. Entretanto eu fiquei paralisada. Eu sabia que ela estava aprontando! Ao lado dos cannolis havia um anel de prata com um girassol gravado nele. Algumas pedrinhas de diamante amarelo e laranja estavam cravejadas naquela delicadeza.

–Emma… O que é isso? – Perguntei surpresa.

Eu já sabia a resposta? Claro que já! Mas queria ouvir da boca dela.

–É o seu anel de namoro, girassol. – Falou enquanto entrelaçava nossos dedos de forma carinhosa, começando um carinho terno com o polegar em minha mão. – Eu vi e achei a sua cara.

Olhei do anel para ela, dela para o anel, sem saber como reagir. Era um misto de sentimentos tão grande dentro de mim que parecia que eu não estava conseguindo ao menos respirar direito. Certo! Aquilo deixava tudo ainda mais real, mais… oficial?! Ela realmente queria algo sério comigo! Okay, talvez eu esteja chorando agora.

–Meu bem… não era para você chorar! – Falou enquanto enxugava minhas lágrimas. – Você não gostou?

Olhei-a totalmente perplexa. Como eu não iria gostar de algo daquele jeito? Era impossível!

–Eu amei, Em! – Falei baixo, minha voz rouca. – É uma das coisas mais lindas que eu já vi e já ganhei!

Ela sorriu grande. Pegou o anel com cuidado e pediu:

–Posso colocar em você?

Apenas assenti enquanto segurava as lágrimas que insistiam em descer. Emma segurou minha mão direita, colocou a aliança no meu dedo anelar, depositou um beijo em minha pele e acarinhou a palma da minha mão, tudo isso sem tirar o imenso sorriso de seus lábios. Me levantei, sentei-me ao seu lado e a beijei com tudo o que eu tinha. Era mais que oficial… Ela me queria por perto!

 

***

 

E durante sete meses tudo foi flores e arco-íris. Swan era uma pessoa admirável, um ser-humano incrível e a cada novo dia ao lado dela eu confirmava isso. Todavia uma coisa me incomodava muito. Eu já tinha a apresentado aos meus pais, mas ela nem ao menos tocava no assunto em relação à sua família. Eles não sabiam da minha existência como sua namorada. Apesar de ser incrível em todos os momentos comigo, aquilo me machucava. Por que me esconder de sua família? Tinha algo de errado comigo? Ou ela tinha medo de as filhas dela me afastar? Eram tantas dúvidas que vinham a minha cabeça que, por vezes, eu chorava descompassadamente.

August chegou a cogitar a possibilidade de ela ter medo de eu perceber que não valia a pena enfrentar a tal família Nolan Swan, por isso nunca me apresentara. Por alguns instantes aquilo fez sentido para mim, depois eu fiquei brava. Eu achava que ela me conhecia bem o bastante para saber que não seria meia dúzia de pessoas que mudariam meus sentimentos por ela. Eu sempre pensava o seguinte: algum motivo ela tem e o problema não é com a família dela e sim comigo.

Eu descobri que tinha razão logo depois do dia de Ação de Graças, que nós passamos longe inclusive. Alguma louca resolveu se casar em pleno inverno, Emma foi chamada para tocar, já que a pessoa era sua conhecida de anos. A princípio, quem iria com ela seria uma das gêmeas, entretanto a outra ficou doente e ela pediu que eu a acompanhasse, já que a filha, que deveria o fazer, preferiu ficar com a irmã, cuidando dela. Eu não me opus à ideia. Me opus somente aos ‘mimos’ que Emma insistia em querer me dar sempre. Daquela vez eu aluguei um vestido, Ruby, uma amiga nova, fez uma bela maquiagem em mim e arrumou meu cabelo. Eu estava linda como nunca.

Às 18:30, eu entrei em um táxi e me dirigi a igreja. O casamento estava marcado para as 19:00, então eu chegaria com alguns minutos de antecedência. Estava ansiosa. Não era a primeira vez que eu ia a um evento assim com Swan, mas era sempre muito estressante para mim por inúmeros fatores. Eu fingia que não ouvia as piadinhas, o deboche, as indiretas que os amigos dela jogavam em mim sempre que saíamos juntas. Para eles, eu não era a pessoa certa.

Assim que o motorista parou e me informou o valor da corrida, eu fiquei totalmente gelada. Eu estava mesmo pronta para entrar ali e ser a acompanhante de Swan? Naquele dia em especial, algo me dizia para não descer daquele carro e entrar naquela igreja. Eu deveria dar meia volta, tirar aquele vestido, aquela maquiagem, me jogar no sofá e maratonar uma série pelo resto da noite.

Respirei fundo, tomando coragem para fazer o que tinha de ser feito. Eu tinha de entrar e cumprir meu papel.

–Muito obrigada! – Agradeci ao motorista assim que desci do carro.

Caminhei sobre os quinze centímetros de salto com toda a leveza que eu podia. Muitos me olharam com admiração. Eu realmente estava muito bonita, ninguém poderia negar.

–Regina? – Alguém me chamou e eu olhei para o lado.

–Jefferson? Você por aqui? – Perguntei ao ver o jovem de dezoito anos de quem eu tinha sido professora particular por um tempo.

Ele veio até mim e me abraçou fortemente.

–Vim acompanhar uma tia. E você? Esse tipo de lugar não se parece muito com você! – Foi sincero. Ele não estava errado, não é mesmo?

–De fato. Estou cumprindo o mesmo papel que você hoje. Vim acompanhar alguém.

Ao dizer isso cabelos loiros chamaram a minha atenção. Era ela. Depois da entrega da minha aliança, eu decidi comprar-lhe uma também. Dali em diante eu passei a chamá-la de sol, porque era o que ela parecia para mim. Swan não me viu, estava cumprimentando alguns colegas. Logo foi para o seu lugar e Jefferson se despediu de mim, alegando precisar encontrar sua tia entre os convidados. Eu tinha de achar um lugar para me sentar.

Foi a partir daquele momento que tudo começou a dar errado. Eu estava caminhando em direção à primeira dezena de bancos do meio da igreja quando ouvi a seguinte pergunta:

–Hey, garota! Você é a senhorita Mills?

Virei-me de imediato. Duas garotas iguaizinhas estavam ali. Por um segundo estranhei o fato de elas saberem meu nome, até eu olhar em seus olhos verdes. Eram as gêmeas Grace e Hannah. Os cabelos eram escuros, provavelmente tinham puxado ao pai. A fisionomia pouco lembrava Swan, que tinha traços finos e harmoniosos. Entretanto os olhos… Esses eram de Emma sem tirar nem por.

–Sim, sou eu. – Respondi com toda a confiança que eu tinha.

–Você está aqui para acompanhar a mamãe, não é?  – Eu apenas assenti. – Eu acredito que ela tenha se esquecido de te avisar que não precisaria mais, senhorita Mills. Eu estava adoentada, mas melhorei. Então não há necessidade de a senhorita ficar aqui.

As palavras que ela dirigiu a mim doeram como uma faca afiada e quente rasgando a minha pele. Todavia eu não deixaria as duas saberem daquilo.

–Eu vim até aqui para acompanhar Emma, e ficarei até o final da cerimônia. Assim que acabar eu vou cumprimentá-la e ela decidirá o que fazer. – Respondi.

A outra irmã que não tinha dito nada até aquele momento resolveu abrir a boca:

–Seu primeiro nome é Regina, não é mesmo? – Ela não esperou a minha resposta.  – Com todo o respeito, Regina, isso aqui não lugar para você, hun? Não sei onde mamãe estava com a cabeça quando te convidou, mas ela provavelmente não pensou em como você se sentiria mal estando num ambiente que não condiz com a sua classe social.

Eu sempre soube que aquele momento chegaria. Alguém iria esfregar na minha cara os vários zeros a mais que a conta bancária de Emma tinha em relação a minha. Só não imaginei que fosse num lugar como aquele, daquela forma.

–Hannah tem razão, Regina. Você nem mesmo conhece os noivos. Estar aqui é um erro. E se você realmente gosta da minha mãe, o que eu duvido muito aliás, não vai querer envergonhá-la, não é mesmo? Porque ficando é só o que você conseguirá fazer por ela nessa noite. Envergonhá-la.

Minha garganta queimou, meu sangue ferveu. Eu era uma misto de raiva e dor. Cada palavra tinha me atingido de uma forma surreal. Eu realmente poderia envergonhar Swan?

–Eu não me importo com o que vocês acham. – Falei com toda a altivez que eu consegui reunir em mim. Pareceu surtir efeito porque elas recuaram por alguns segundos. – Emma pediu para eu vir e eu ficarei aqui até que ela me mande embora. Se assim que a cerimônia acabar for isso que ela desejar, eu vou de bom grado.

Virei as costas e caminhei rumo ao lugar que eu planejava me sentar, todavia desisti ao procurar Swan com o olhar. Ela me olhava de um jeito totalmente novo. Parecia preocupada e chateada ao mesmo tempo. Me olhou de forma indiferente, como se não me conhecesse. Aquilo doeu tanto em mim que tive de puxar o ar pelos lábios.

“É só coisa da sua cabeça, Regina!” Eu comecei a repetir inúmeras vezes para mim. Tinha de ser! Eu não aguentaria ouvir tudo o que ouvi de Grace e Hannah e descobrir que elas tinham total razão. Eu precisava ir ao banheiro para respirar fundo. Olhei para trás e vi as gêmeas vindo em minha direção. E se essas malucas armassem um barraco ali? Ou aprontassem algo comigo no banheiro? Não! Eu não vou dar esse gostinho a elas.

Olhei ao meu redor procurando Jefferson. Eu ficaria toda a cerimônia com ele. Assim que se encerrasse, eu conversaria com Swan e iria para casa. Não tinha clima nenhum para permanecer ali. Talvez eu nem mesmo esperasse por Emma. Assim que os noivos saíssem, eu chamaria um táxi e iria para casa.

Passei por entre os bancos vazios, indo para o outro lado da igreja. Eu precisava encontrar Jefferson. Ele seria a minha salvação.

–Regina? – A última voz que eu esperava ouvir ali, mas a mais desejada soou.

–Gus? – Falei me jogando em seus braços.  –O que você está fazendo aqui?

–Eu que te pergunto, o que você está fazendo aqui se a Swan veio com as filhas?

–Deixe a menina falar comigo antes de enchê-la de perguntas, August. – Sandra, mãe do meu melhor amigo disse sorridente.

–Oi, senhora Booth! – A abracei.

Apesar de sermos íntimos, eu não conseguia chamá-la pelo primeiro nome. Ela já tinha desistido de me fazer tentar.

–Estou bem, e você? Está lindíssima, querida. – Falou sincera.

Meus olhos se encheram d’água. Okay, eu realmente precisava ouvir aquilo para não entrar em surto.

–Obrigada… – Sussurrei.

–Certo! Se você está quase chorando com o elogio de mamãe é porque a coisa está séria! – Gus disse preocupado.

Olhei-o, segurando bravamente minhas lágrimas.

–Eu posso ficar aqui com vocês? – Pedi, a voz embargada.

–Mas é claro que pode! – Ambos responderam juntos.

Sentei-me ao lado de Gus, que olhou ao redor percebendo que as filhas de Emma me encaravam com cara de poucos amigos.

–Vamos tirar uma foto para colocar essas nojentas no lugar delas. – Pegou o celular e entregou para a mãe.

Eu tinha o melhor amigo do mundo mesmo! Ficamos em pé novamente, ele agarrou a minha cintura e nós sorrimos para a foto. Eu senti mais um par de olhos me encarando. Eu sabia bem de quem era. Se Emma estivesse curiosa, que viesse aqui conversar comigo.

–Agora que nós temos um book fotográfico pronto, me conta o que aconteceu. – Meu amigo pediu.

Fiz um resumo do que tinha acontecido, agradecendo mentalmente a noiva por se atrasar.

–Que nojentas! Não quero você perto delas. – Falou totalmente vermelho de raiva.

Uma lágrima escorreu por meu rosto assim que me lembrei do olhar das três Swan. O que mais me doía era o de Emma. Eu torci para ser apenas coisa da minha cabeça, mas provavelmente não seria. Eu tinha certeza!

Assim que cerimônia começou, os meus olhos se encheram d’água novamente. Ouvi-la tocar era uma das coisas que eu mais amava no mundo. Estava doendo ouvi-la tocar ali sabendo que algo estava mal. Eu conseguia sentir em cada nota que ela tocava que tinha algo errado. O meu coração parecia rasgar-se um pouco mais a cada sequência que eu ouvia. O meu paraíso se tornaria inferno ainda nesse dia, eu tinha certeza.

Uma das coisas que meus pais sempre se surpreendiam era com a minha intuição. Ela nunca falhava. Ao fim da cerimônia Emma, não dirigiu nenhum olhar para mim enquanto organizava suas coisas. Eu fiquei esperando, mas ela fez questão de não dirigir o olhar para mim em momento algum.

–Vem. Você vai conosco para a festa. Lá você conversa com a Swan. – Gus decidiu.

Apenas acatei.

 

***

 

No dia seguinte eu acordei com a cabeça doendo, os olhos pareciam ter areia, meu corpo doía, minha boca estava extremamente seca. Abri os olhos lentamente. Eu não estava na minha casa, tampouco na de Swan.

–Bom dia, bela adormecida. – A voz baixa de Gus me fez entender tudo.

–Bom dia! – Olhei para ele. Tinha acabado de adentrar ao quarto com uma bandeja repleta de comida. Eu tinha certeza que era coisa da senhora Booth.

–Mamãe mandou para você. – Ele disse antes de se jogar na cama de casal em que eu dormia.

Me sentei, a cabeça zonza. Lembranças começaram a invadir minha mente. Okay… O que aconteceu depois que nós saímos da igreja ontem?

–O que aconteceu depois que a gente saiu da igreja? E por que eu dormi aqui?


Notas Finais


Vocês querem me matar muito? Espero que não! O que acham que aconteceu? Quais as teorias? Se preparem para o próximo, bolinhos, porque ele está... olha... sem condições. Eu não digo é nada! Beijinhos! Obrigada por tudo!


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