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História Stitches - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Day Off


Já era de manhã e tinha dormido feito pedra. Minha dor de cabeça já tinha passado, mas o tornozelo ainda doía.

- Aí esse tornozelo que não para de doer. – digo me aproximando, mancando, na bancando onde June e Ally estavam comendo seus cafés da manhã. – Ei não tem pra mim não?

- Faça você mesma ué. – June me responde seca, mas logo depois dá um risinho.

- Acho que LA muda mesmo as pessoas. Cadê aquele bom humor todo de manhã? – pego um pouco de leite e cereal.

- Só depois do meu café. – ela ri.

- O que foi Ally? Tudo bem? – me viro para ela, que não tinha falado nada até agora.

- Não sou que nem vocês que já acordam falando pelo cotovelos. – ela fala com voz de sono.

- Até que enfim achei alguém mais rabugenta que eu de manhã.

- HAHA palhacinha. – Ally se levanta e deita no sofá. – Essa será minha companhia hoje. – ela aponta pro próprio celular.

- Ei você tem que ver esse tornozelo. – June fala se virando pra mim.

- É eu sei. Mas não tá tão ruim assim, ainda dá pra andar.

- Boba. Vamos eu te levo pro médico. – June se levanta e me puxa para fora da cadeira da bancada, sem deixar eu terminar meu café.

- Ei meu café!

- Vai logo se arrumar. – ela diz me ignorando totalmente.

Subo as escadas com muita dificuldade bufando por ter alguém mandando em mim. Visto a primeira roupa descente que vejo e desço novamente.

 

No Hospital

Chegamos no hospital bem rápido, ele não era longe de casa e June veio dirigindo. Estava bem vazio, o que era melhor por que o quanto mais rápido fossemos, mais rápidas seriamos atendidas e mais rápido sairíamos dali.

Odiava hospitais, quando era mais nova minha mãe estava gravida do seu segundo filho. A verdade é que Leo não era o segundo filho de minha mãe, ela tinha ficado gravida antes, quando eu ainda era bem pequena. Ela tinha preparado tudo para o novo bebê e estávamos felizes e ansiosos, mas antes da data esperada ela teve complicações e foi levada para o hospital as pressas pelo meu pai. Fiquei sem saber o que fazer, era muito nova para entender. Depois de horas em casa com a Sra. Garcia meus pais chegaram arrasados, fiquei mais confusa ainda, minha mãe estava sem a barriga e sem nenhuma criança no colo.

- Cadê minha irmãzinha? – disse alegre pulando ansiosa para vê-la. Em vez de me mostrarem minha irmã minha mãe começou a chorar e saiu correndo para o quarto. Meu pai se despediu da senhora Garcia e ficou o resto do da noite comigo na sala, me explicando o que tinha acontecido. Minha mãe ficou inconsolável por semanas e eu ainda muito pequena não entendia.

Quando fiquei mais velha fui entendo o que tinha acontecido naquele dia e me sentindo uma completa idiota por ter feito aquela pergunta, mas eu era muito pequena e não entendia nada. Depois disso, coloquei na cabeça que nada de bom acontecia quando se ia para o hospital. Bobeira de criança sei, mas é uma coisa que levo comigo até hoje.

Demorou mais do que eu previ no hospital e acabei saindo de lá com uma tala no tornozelo.

- Aí que saco, por isso não queria vir no médico. – disse bufando por causa da tala que incomodava muito.

- Veja o lado bom, vai melhorar logo. Se deixasse pra mais tarde poderia piorar. – June disse tentando amenizar um pouco, mas não deu nada certo.

- Não tem lado bom June, essa porcaria vai ficar no meu pé por quatro dias. Ninguém merece.

- Melhor do que ficar com o tornozelo doendo a vida toda.

- Ai eu tenho razão, nada de bom acontece quando se vai pro hospital.

Entramos no carro e eu ainda bufava de raiva por causa da tala idiota, enquanto a June tentava me acalmar. Chegamos em casa cedo ainda e decidi me juntar a Ally na maratona dela de não fazer nada o dia todo, já que era a única coisa que eu podia fazer.

As duas da tarde o meu telefone começa a tocar incessantemente, me tirando do cochilo maravilhoso que eu estava.

Ligação ON

- Alô. – digo esfregando os olhos ainda sonolenta.

- O-oi, sou eu Shawn. – me endireito no sofá como se ele estivesse ali. – eu liguei para saber como você está.

- Como conseguiu meu número? – pergunto me arrependendo por ter feito isso.

- Desculpa, Cameron me deu, tinha ficado preocupado com você. Estou atrapalhando? Se quiser eu ligo depois.

- Não, não. – digo meio desesperada, mas logo volto ao normal. – não interrompeu nada só fiquei curiosa. Eu estou bem sim, fui ao médico hoje cedo com a June e ele colocou uma tala no meu pé. Tenho que ficar com ela por quatro dias, sem fazer muito esforço.

- Então acho que nem rola você sair com a gente hoje né?

- Infelizmente não posso. – digo triste demais.

- Pois bem, melhoras para você, quando melhorar marcamos pra sair todo mundo junto.

- Ok então.

Ligação OFF

Desligo o telefone triste por não poder me juntar a eles.

- Ei, onde você vai? – Pergunto para a Felly que descia as escadas toda arrumada e já estava abrindo a porta.

- Ai que susto Mira. – diz assustada, como se tivesse devendo algo. Hum ai tem.

- Vai aonde em mocinha? – olho pra ela com um olhar fuzilador e cruzo os braços.

- Vou sair, mamãe. – ela diz rindo da minha pose, não consigo me manter seria e rio também.

- Posso saber com quem ou é segredo de estado?

- Não é segredo de estado. – ela se aproxima e senta no sofá. – é só uma saidinha com um amigo.

- Amigo sei.

- É amigo sim. – ela cora.

- Que amigo, posso saber?

Ela fica mais corada que já tava e dá um risinho bobo.

- É com o Nash – ela diz me olhando sem graça.

- Eu sabia que tinha alguma coisa ai. – digo empolgada.

- Ei cala a boca! – ela fala olhando pros lados para ver se alguém tinha escutado. – Não é segredo de estado, mas também não precisa gritar pros quatro ventos.

Fico rindo da reação dela, teria feito a mesma se estivesse no seu lugar.

- Se divirta muito. – digo dando um beijo a testa dela, do mesmo jeito que minha mãe fazia comigo quando saia com Marke.

Ela se levantou e foi em direção a porta com um sorrisinho bobo no rosto. Pela janela vi o carro do Nash do lado de fora, me levantei para ver melhor e fui em direção a janela. Nash me vê espiando da janela e dá um leve sorriso e um tchau retribuo o tchau e volto a me deitar no sofá.

*****************

Estava sozinha em casa, cinco horas se passaram desde da saída da Felly com o Nash. Durante esse tempo ela não foi a única a sair. June saiu para dá uma volta com Cameron, acho que o lance entre eles está ficando serio. Ally saiu também com umas garotas que ela disse ter conhecido no shopping aquela tarde, é ela não aguentou ficar muito tempo em casa sem fazer nada. Conclusão, estou em casa sozinha, a mãe das garotas só volta bem tarde do trabalho e o padrasto delas também.

Fiquei assistindo TV o tempo todo, mas não estava mais aguentando ficar parada lá sem fazer nada. Levantei e fui pra cozinha, me apoiando nas coisas pela frente, cheguei lá sem derrubar uma coisa no chão, o que era uma vitória para mim. Procurei em todos os armários algum pacote de pipoca pra fazer, estava quase desistindo, quando abri o ultimo armário e vi o pacote logo ali. Coloquei no micro-ondas e sentei na cadeira da bancada. A pipoca ficou pronta rapidinho e fui para a sala novamente. Quando estava quase sentando, ouço o barulho da campainha. Quem deve ser a essa hora? Não me lembro de chamar ninguém. Será que alguma das garotas esqueceu a chave?

Deixei minha pipoca em cima da mesa de centro da sala e fui em direção a porta, me apoiando novamente nas coisas. Quando abro a porta vejo aquele amontoado de gente na frente da porta, estava todo mundo lá, Ally com Aaron ao seu lado, Nash e Felly de mãos dada, Cam e June, Jack&Jack, Taylor, Carter, Matt e claro Shawn.

- Que isso? É invasão? – digo surpresa com aquele pessoal todo.

- Como você disse que não podia ficar saindo a gente veio até você. – Shawn diz chegando mais perto de mim. – Gosto da surpresa?

- Claro! – digo animada com a presença de todos ali que acabo pulado para dar um abraço em Shawn. Assim que saio de seus braços, ficamos nos encarando por um tempo, mas logo depois veio Matt me dar um abraço e assim abracei um por um.

- Mas vocês não tinham saído? – me verei para as meninas, quando todos já estavam acomodados na sala.

- Sim, mas nos sentimos mau por deixar você ai sozinha, então decidimos te fazer essa surpresa. – Ally disse.

- Suas danadinhas. – disse fingindo está zangada e logo em seguida dou um risinho.

- Então o que vamos fazer? – Matt pergunta jogando a cabeça pra trás para me encarar, já que ele tava sentado no chão junto com Carter, Jack&Jack e Taylor. Shawn estava do meu lado no sofá, com minha perna em seu colo, June e Cam ao seu lado. Nas poltronas estava Aaron e Ally, e na outro Nash e Felly.

- Vamos ver um filme, já que não posso fazer muita coisa. – respondo Matt.

- Ok, mas só essa pipoquinha não vai alimentar esse batalhão. – Matt diz pegando um punhado de pipoca do pote.

- Isso eu sei né, mas eu não esperava companhia. – digo batendo na mão de Matt para que ele não pegasse a pipoca.

- Vamos pedir pizza então. – Carter se pronuncia com o celular já em mãos.

- Ótima ideia Carter! – Jack G grita. – Até que enfim usou a cabeça.

Todos rimos com o comentário do Jack e Carter começou a fazer caretas, fazendo com que ricemos mais.

- Vou ligar. – Carter começou a discar os números enquanto todos falavam ao mesmo tempo o sabor de pizza que queriam. Depois de tanto discutir decidimos que pediríamos 3 pizzas, tamanho “para alimentar um bando de esfomeados” e cada uma de um sabor.

Depois de uns minutos a pizza chegou e então começamos a assistir um filme de ação, e um filme foi levando a outro. Conclusão, fizemos uma maratona de filmes. Já estávamos no quarto filme e já passava da meia-noite. Quando os pais das meninas chegaram nem se importaram com a bagunça e o tanto de gente em sua sala, só mandaram limparmos tudo.

Jack J e Taylor perturbavam Matt enquanto ele dormia e Carter filmava tudo. Ally e Aaron não paravam de rir um pro outro, como dois pombinhos apaixonados. June e Cam viam o filme abraçadinhos e Nash e Felly saíram para a piscina e ficaram lá com os pés dentro d’água.

- Esse clima romântico, está me deixando deprimida. – murmuro baixinho.

- Eu também me sinto assim. - Shawn diz se virando pra mim. Fico surpresa ao ver que ele tinha me escutado.

- Se fosse a algumas semanas atrás não ia me importar, mas agora é diferente. – sussurro ao pé do seu ouvido só para ele escutar.

- Se fosse a três meses atrás, eu provavelmente estaria que nem eles. – ele fala apontando a cabeça para direção de June e Cam.

- Desculpa me intrometer, mas você tinha namorada? – pergunto na maior cara de pau.

- Sim. – ele responde como se ele tivesse entrado no automático. – Namorei uma garota do meu colégio 3 meses atrás, éramos felizes, quer dizer eu acreditava que sim, mas um dia ela virou para mim e disse que não podia mais esconder aquilo.

Ele parou por um segundo e eu pude sentir sua dor.

- Ela disse que não podia esconder mais o fato de que ela vinha me traindo com um colega de classe dela. Obviamente terminamos e fiquei devastado por semanas, se não fossem esses malucos não teria saído daquela fossa.

Fiquei olhado pra ele, me lembrando da minha historia com Marke.

- Eu também fui traída. – solto e todo aquele sentimento de tristeza me invade, mas continuo: - algumas semanas atrás, quando eu ainda não estava aqui, eu vi meu ex namorado beijar uma garota do nosso colégio no nosso canto especial.

Me lembrar disso fez com que meus sentimentos viessem a tona, não aguentei e comecei a chorar baixo. Shawn percebeu e me abraçou.

- Ei, não chore eu estou aqui. – ele sussurrou em meu ouvido e me abraçou mais forte, senti meu coração bater mais forte, parecia que ia sair do meu peito.

- Obrigada. – foi a única coisa que consegui dizer.

Já era de manhã e tinha dormido feito pedra. Minha dor de cabeça já tinha passado, mas o tornozelo ainda doía.

- Aí esse tornozelo que não para de doer. – digo me aproximando, mancando, na bancando onde June e Ally estavam comendo seus cafés da manhã. – Ei não tem pra mim não?

- Faça você mesma ué. – June me responde seca, mas logo depois dá um risinho.

- Acho que LA muda mesmo as pessoas. Cadê aquele bom humor todo de manhã? – pego um pouco de leite e cereal.

- Só depois do meu café. – ela ri.

- O que foi Ally? Tudo bem? – me viro para ela, que não tinha falado nada até agora.

- Não sou que nem vocês que já acordam falando pelo cotovelos. – ela fala com voz de sono.

- Até que enfim achei alguém mais rabugenta que eu de manhã.

- HAHA palhacinha. – Ally se levanta e deita no sofá. – Essa será minha companhia hoje. – ela aponta pro próprio celular.

- Ei você tem que ver esse tornozelo. – June fala se virando pra mim.

- É eu sei. Mas não tá tão ruim assim, ainda dá pra andar.

- Boba. Vamos eu te levo pro médico. – June se levanta e me puxa para fora da cadeira da bancada, sem deixar eu terminar meu café.

- Ei meu café!

- Vai logo se arrumar. – ela diz me ignorando totalmente.

Subo as escadas com muita dificuldade bufando por ter alguém mandando em mim. Visto a primeira roupa descente que vejo e desço novamente.

 

No Hospital

Chegamos no hospital bem rápido, ele não era longe de casa e June veio dirigindo. Estava bem vazio, o que era melhor por que o quanto mais rápido fossemos, mais rápidas seriamos atendidas e mais rápido sairíamos dali.

Odiava hospitais, quando era mais nova minha mãe estava gravida do seu segundo filho. A verdade é que Leo não era o segundo filho de minha mãe, ela tinha ficado gravida antes, quando eu ainda era bem pequena. Ela tinha preparado tudo para o novo bebê e estávamos felizes e ansiosos, mas antes da data esperada ela teve complicações e foi levada para o hospital as pressas pelo meu pai. Fiquei sem saber o que fazer, era muito nova para entender. Depois de horas em casa com a Sra. Garcia meus pais chegaram arrasados, fiquei mais confusa ainda, minha mãe estava sem a barriga e sem nenhuma criança no colo.

- Cadê minha irmãzinha? – disse alegre pulando ansiosa para vê-la. Em vez de me mostrarem minha irmã minha mãe começou a chorar e saiu correndo para o quarto. Meu pai se despediu da senhora Garcia e ficou o resto do da noite comigo na sala, me explicando o que tinha acontecido. Minha mãe ficou inconsolável por semanas e eu ainda muito pequena não entendia.

Quando fiquei mais velha fui entendo o que tinha acontecido naquele dia e me sentindo uma completa idiota por ter feito aquela pergunta, mas eu era muito pequena e não entendia nada. Depois disso, coloquei na cabeça que nada de bom acontecia quando se ia para o hospital. Bobeira de criança sei, mas é uma coisa que levo comigo até hoje.

Demorou mais do que eu previ no hospital e acabei saindo de lá com uma tala no tornozelo.

- Aí que saco, por isso não queria vir no médico. – disse bufando por causa da tala que incomodava muito.

- Veja o lado bom, vai melhorar logo. Se deixasse pra mais tarde poderia piorar. – June disse tentando amenizar um pouco, mas não deu nada certo.

- Não tem lado bom June, essa porcaria vai ficar no meu pé por quatro dias. Ninguém merece.

- Melhor do que ficar com o tornozelo doendo a vida toda.

- Ai eu tenho razão, nada de bom acontece quando se vai pro hospital.

Entramos no carro e eu ainda bufava de raiva por causa da tala idiota, enquanto a June tentava me acalmar. Chegamos em casa cedo ainda e decidi me juntar a Ally na maratona dela de não fazer nada o dia todo, já que era a única coisa que eu podia fazer.

As duas da tarde o meu telefone começa a tocar incessantemente, me tirando do cochilo maravilhoso que eu estava.

Ligação ON

- Alô. – digo esfregando os olhos ainda sonolenta.

- O-oi, sou eu Shawn. – me endireito no sofá como se ele estivesse ali. – eu liguei para saber como você está.

- Como conseguiu meu número? – pergunto me arrependendo por ter feito isso.

- Desculpa, Cameron me deu, tinha ficado preocupado com você. Estou atrapalhando? Se quiser eu ligo depois.

- Não, não. – digo meio desesperada, mas logo volto ao normal. – não interrompeu nada só fiquei curiosa. Eu estou bem sim, fui ao médico hoje cedo com a June e ele colocou uma tala no meu pé. Tenho que ficar com ela por quatro dias, sem fazer muito esforço.

- Então acho que nem rola você sair com a gente hoje né?

- Infelizmente não posso. – digo triste demais.

- Pois bem, melhoras para você, quando melhorar marcamos pra sair todo mundo junto.

- Ok então.

Ligação OFF

Desligo o telefone triste por não poder me juntar a eles.

- Ei, onde você vai? – Pergunto para a Felly que descia as escadas toda arrumada e já estava abrindo a porta.

- Ai que susto Mira. – diz assustada, como se tivesse devendo algo. Hum ai tem.

- Vai aonde em mocinha? – olho pra ela com um olhar fuzilador e cruzo os braços.

- Vou sair, mamãe. – ela diz rindo da minha pose, não consigo me manter seria e rio também.

- Posso saber com quem ou é segredo de estado?

- Não é segredo de estado. – ela se aproxima e senta no sofá. – é só uma saidinha com um amigo.

- Amigo sei.

- É amigo sim. – ela cora.

- Que amigo, posso saber?

Ela fica mais corada que já tava e dá um risinho bobo.

- É com o Nash – ela diz me olhando sem graça.

- Eu sabia que tinha alguma coisa ai. – digo empolgada.

- Ei cala a boca! – ela fala olhando pros lados para ver se alguém tinha escutado. – Não é segredo de estado, mas também não precisa gritar pros quatro ventos.

Fico rindo da reação dela, teria feito a mesma se estivesse no seu lugar.

- Se divirta muito. – digo dando um beijo a testa dela, do mesmo jeito que minha mãe fazia comigo quando saia com Marke.

Ela se levantou e foi em direção a porta com um sorrisinho bobo no rosto. Pela janela vi o carro do Nash do lado de fora, me levantei para ver melhor e fui em direção a janela. Nash me vê espiando da janela e dá um leve sorriso e um tchau retribuo o tchau e volto a me deitar no sofá.

*****************

Estava sozinha em casa, cinco horas se passaram desde da saída da Felly com o Nash. Durante esse tempo ela não foi a única a sair. June saiu para dá uma volta com Cameron, acho que o lance entre eles está ficando serio. Ally saiu também com umas garotas que ela disse ter conhecido no shopping aquela tarde, é ela não aguentou ficar muito tempo em casa sem fazer nada. Conclusão, estou em casa sozinha, a mãe das garotas só volta bem tarde do trabalho e o padrasto delas também.

Fiquei assistindo TV o tempo todo, mas não estava mais aguentando ficar parada lá sem fazer nada. Levantei e fui pra cozinha, me apoiando nas coisas pela frente, cheguei lá sem derrubar uma coisa no chão, o que era uma vitória para mim. Procurei em todos os armários algum pacote de pipoca pra fazer, estava quase desistindo, quando abri o ultimo armário e vi o pacote logo ali. Coloquei no micro-ondas e sentei na cadeira da bancada. A pipoca ficou pronta rapidinho e fui para a sala novamente. Quando estava quase sentando, ouço o barulho da campainha. Quem deve ser a essa hora? Não me lembro de chamar ninguém. Será que alguma das garotas esqueceu a chave?

Deixei minha pipoca em cima da mesa de centro da sala e fui em direção a porta, me apoiando novamente nas coisas. Quando abro a porta vejo aquele amontoado de gente na frente da porta, estava todo mundo lá, Ally com Aaron ao seu lado, Nash e Felly de mãos dada, Cam e June, Jack&Jack, Taylor, Carter, Matt e claro Shawn.

- Que isso? É invasão? – digo surpresa com aquele pessoal todo.

- Como você disse que não podia ficar saindo a gente veio até você. – Shawn diz chegando mais perto de mim. – Gosto da surpresa?

- Claro! – digo animada com a presença de todos ali que acabo pulado para dar um abraço em Shawn. Assim que saio de seus braços, ficamos nos encarando por um tempo, mas logo depois veio Matt me dar um abraço e assim abracei um por um.

- Mas vocês não tinham saído? – me verei para as meninas, quando todos já estavam acomodados na sala.

- Sim, mas nos sentimos mau por deixar você ai sozinha, então decidimos te fazer essa surpresa. – Ally disse.

- Suas danadinhas. – disse fingindo está zangada e logo em seguida dou um risinho.

- Então o que vamos fazer? – Matt pergunta jogando a cabeça pra trás para me encarar, já que ele tava sentado no chão junto com Carter, Jack&Jack e Taylor. Shawn estava do meu lado no sofá, com minha perna em seu colo, June e Cam ao seu lado. Nas poltronas estava Aaron e Ally, e na outro Nash e Felly.

- Vamos ver um filme, já que não posso fazer muita coisa. – respondo Matt.

- Ok, mas só essa pipoquinha não vai alimentar esse batalhão. – Matt diz pegando um punhado de pipoca do pote.

- Isso eu sei né, mas eu não esperava companhia. – digo batendo na mão de Matt para que ele não pegasse a pipoca.

- Vamos pedir pizza então. – Carter se pronuncia com o celular já em mãos.

- Ótima ideia Carter! – Jack G grita. – Até que enfim usou a cabeça.

Todos rimos com o comentário do Jack e Carter começou a fazer caretas, fazendo com que ricemos mais.

- Vou ligar. – Carter começou a discar os números enquanto todos falavam ao mesmo tempo o sabor de pizza que queriam. Depois de tanto discutir decidimos que pediríamos 3 pizzas, tamanho “para alimentar um bando de esfomeados” e cada uma de um sabor.

Depois de uns minutos a pizza chegou e então começamos a assistir um filme de ação, e um filme foi levando a outro. Conclusão, fizemos uma maratona de filmes. Já estávamos no quarto filme e já passava da meia-noite. Quando os pais das meninas chegaram nem se importaram com a bagunça e o tanto de gente em sua sala, só mandaram limparmos tudo.

Jack J e Taylor perturbavam Matt enquanto ele dormia e Carter filmava tudo. Ally e Aaron não paravam de rir um pro outro, como dois pombinhos apaixonados. June e Cam viam o filme abraçadinhos e Nash e Felly saíram para a piscina e ficaram lá com os pés dentro d’água.

- Esse clima romântico, está me deixando deprimida. – murmuro baixinho.

- Eu também me sinto assim. - Shawn diz se virando pra mim. Fico surpresa ao ver que ele tinha me escutado.

- Se fosse a algumas semanas atrás não ia me importar, mas agora é diferente. – sussurro ao pé do seu ouvido só para ele escutar.

- Se fosse a três meses atrás, eu provavelmente estaria que nem eles. – ele fala apontando a cabeça para direção de June e Cam.

- Desculpa me intrometer, mas você tinha namorada? – pergunto na maior cara de pau.

- Sim. – ele responde como se ele tivesse entrado no automático. – Namorei uma garota do meu colégio 3 meses atrás, éramos felizes, quer dizer eu acreditava que sim, mas um dia ela virou para mim e disse que não podia mais esconder aquilo.

Ele parou por um segundo e eu pude sentir sua dor.

- Ela disse que não podia esconder mais o fato de que ela vinha me traindo com um colega de classe dela. Obviamente terminamos e fiquei devastado por semanas, se não fossem esses malucos não teria saído daquela fossa.

Fiquei olhado pra ele, me lembrando da minha historia com Marke.

- Eu também fui traída. – solto e todo aquele sentimento de tristeza me invade, mas continuo: - algumas semanas atrás, quando eu ainda não estava aqui, eu vi meu ex namorado beijar uma garota do nosso colégio no nosso canto especial.

Me lembrar disso fez com que meus sentimentos viessem a tona, não aguentei e comecei a chorar baixo. Shawn percebeu e me abraçou.

- Ei, não chore eu estou aqui. – ele sussurrou em meu ouvido e me abraçou mais forte, senti meu coração bater mais forte, parecia que ia sair do meu peito.

- Obrigada. – foi a única coisa que consegui dizer.

O que era isso acontecendo? De novo esse sentimento? Não pode ser, de novo não. Já me machuquei demais, não posso de novo.



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