História Stockholm Syndrome (Camren) - Capítulo 15


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila, Camren, Lauren, Romance
Visualizações 236
Palavras 887
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Cap 14


-Camila, por favor.- Lauren suspirou, batendo na porta do quarto mais uma vez. -Eu não quis que...nada disso acontecesse... Duvido que acredite em mim, mas por favor, abra a porta...

Camila estava trancada no quarto há três dias. Lauren a levava comida quando a menina permitia, e a trazia água e sucos. Mas Camila não podia continuar vivendo assim.

Desde o incidente em Cuba, as duas nem ao menos se falam. Camila não consegue suportar olhar na cara de Lauren por mais de dois segundos, elas basicamente não conviviam juntas. 

Uma semana depois de Cuba, Camila se trancou no quarto. Lauren entregava tudo o que a menina precisava para sobreviver ali dentro. Parecia que as duas haviam voltado ao tempo que Lauren ainda mantinha a menina como refém e a deixava trancada á força. Agora, Camila estava ali por conta própria.

-Camila...- Lauren chamou mais uma vez, um pouco irritada.- Eu não sabia...não queria que você fosse para a missão, mas o chefe me obrigou e você já tinha confirmado presença....

-Vai embora.- A menina interrompeu. -Eu não quero te ver nunca mais. 

Aquelas palavras rasgam o peito de Lauren, o que a faz até se desequilibrar. Ela ignora a dor ardente em seu coração e suspira, tentando retornar sua calma.

-Eu preciso de você, Camila.- Lauren sussurrou.- Eu preciso de você aqui comigo.

-E aí, você vai poder me torturar? Estou sendo desobediente, madeimoselle?- Camila cuspiu as palavras com ironia e dor. - Eu mereço punição, não é mesmo?

-Já resolvemos isso. Já disse que não irei te machucar. Só te torturava porque era o necessário a se fazer.

-O necessário?!?- Camila gritou e deu um soco na porta que as separavam.- Você acha que me torturar era necessário? Você acha mesmo que me torturar, tanto fisicamente quanto psicologicamente, era puta necessário?!?

-Se eu não te torturasse, você não teria medo. Se não tivesse medo, não ficaria aqui.- Lauren respondeu calmamente.

-Vai se fuder, Lauren! Eu não queria estar aqui para começar! Eu poderia estar com a minha família, com os meus amigos! Você que me sequestrou, eu não queria nada disso!- Lauren podia ouvir o soluço de Camila.- Agora, meus pais estão mortos...- sua voz foi diminuindo até virar um sussurro abafado por lágrimas.

-Me desculpe...- a morena estremeceu.

-Desculpas não vão apagar as sessões de tortura, nem as consequencias disso.- Camila respondeu.- Só vai embora, Lauren.

-C-Camila...- A maior ainda tentou se explicar.

-Vai embora!- Camila disse mais alto. -Eu não quero você aqui...

Com isso, Lauren se levantou em meio as lágrimas e saiu.

                              ****

*Flashback on, Lauren's P.O.V*

Um tapa ecoou pela sala. Não um simples tapa, não. Um tapa tão forte que a pequena Lauren achou que sua mandíbula e sua bochecha se desconectariam de sua face com o tamanho impacto.

A marca da mão pesada de seu pai ficou impregnada em sua pele vermelha. Ela não estremeceu, não chorou. Já estava tão acostumada com isso que podia afirmar que não sentia dor, depois de tantos anos.

-Você sabe por que está apanhando!?- Seu pai gritou, alto e claro, bem perto de sua filha.

Lauren nem piscou. Suas mãos continuaram  retas coladas ao corpo, como se estivesse em posição de uma estátua.

-Fui uma menina má.- Ela disse calmamente como se fosse um robô programado especificamente para isso, mesmo que já soubesse o que vinha em seguida.

-E sabe o que meninas más merecem?- Ele se aproximou do rosto da garota, voz delicada e suave, tão baixa como um sussurro.

Lauren olhou para a sua mãe, que tinha os olhos grudados em um programa na TV. A mulher sabia da rotina e não fazia nada para impedir. Ela sabia o quanto que a filha sofria nas mãos do pai, mas nunca fizera nada para interromper as longas sessões de espancamento e tortura. Lauren a odiava por isso. Por sempre parecer tão boazinha, tão inocente, mas na verdade, era uma inútil.

Lauren voltou a olhar para seu pai. Era forte, másculo e muito alto. Sempre estava gritando com ela por nenhuma razão, dizendo o que a menina merecia ouvir.

-Meninas más merecem punições, Lauren.- Ele sussurrou, perigosamente perto do rosto da pequena.

Ele a pegou pelos braços, a imobolizando, arrastando-a até a pia e enchendo uma bacia d'água. Lauren segurou sua respiração, sentindo a mão pesada em sua nuca forçar sua cabeça para dentro da bacia.

O sentimento de ser afogada era o pior. Lauren podia sentir o oxigênio de seus pulmões se esvaziando lentamente, e quanto mais se rebatia para respirar, mais ar perdia. E no último momento, que ela pensava que finalmente iria morrer, o homem a puxava novamente á superfície.

E isso se repetia milhões de vezes.

Água fria ameaçando entrar em seus pulmões. Sem oxigênio. Ar. 

Repete.

Cordas em seu pescoço. Sem ar novamente.

Repete.

Chicotes, cicatrizes em suas costas.

E o ciclo se repete.

Lauren não podia esperar para que seus pais morressem.

*Flashback off*

                            ***

Lauren chegou em casa. O dia hoje foi mais fácil, já que seu trabalho era apenas entregar e cobrar algumas drogas.

Ela largou a bolsa no sofá, pegando o remédio dentro dela e bebendo com um gole de água. 

-Camila...?- Lauren tinha esperanças da menina sair do quarto.

Ela andou até a cozinha, quando percebeu algo no chão. Algo, não, não. Olhando mais de perto, Lauren percebeu que era sangue.

Ela seguiu o rastro de sangue, que parava no meio da cozinha. Seus olhos se arregalaram, logo se enchendo de lágrimas.

Camila estava jogada no chão, pulsos cortados e jorrando sangue.

-C-Camila!



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