História Stole My Heart - Capítulo 60


Escrita por:

Postado
Categorias Chandler Riggs, Sabrina Carpenter
Tags Sabrina Carpenter
Visualizações 155
Palavras 3.653
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
The characters in this story are found only allusions to real people and none of the situations and personalities found here reflect the reality, as it is this work of fiction. Any original characters in this story are my intellectual property. Story nonprofit made only fan to fan no intention to denigrate or violate the images of artists.

Notas do Autor


oiie gente!! me perdoem por não ter postado ontem, eu fiquei ocupada durante o dia inteiro e só consegui postar agora, DESCULPA DESCULPA DESCULPA
anywayss, aqui estou eu com mais um capítulo novo, e super importante para a história!! espero que gostem, e boa leitura!
Amy Fuller: Holland Roden

Capítulo 60 - I Still Love Her


Fanfic / Fanfiction Stole My Heart - Capítulo 60 - I Still Love Her

07/08, Segunda-Feira, 07:00 a.m.

Levanto mais rápido que de costume. Ainda não me familiarizei com o quarto novo. Atravesso o corredor a caminho do banheiro. Abro a porta, ainda desacostumada com tudo. Ligo o chuveiro e entro na banheira. Deixo a agua escorrer pelos meus cabelos. Lavo-os com o costumeiro shampoo de pêssegos e saio do banheiro vestindo o roupão e com uma toalha enrolada nos cabelos.

Visto uma calça jeans, uma blusa preta de alças e calço um par de botas. Tenho a leve impressão de que vou passar um pouco de calor, mas ainda assim, pouco me importa, vai que ligam o ar condicionado.

Ainda não terminei de desarrumar as malas; portanto, 1/3 das minhas roupas ainda não foram guardadas. Pego um casaco leve e a minha bolsa, seco os meus cabelos, passo um pouco de perfume e saio do quarto. Pego uma maçã na fruteira que está em cima da bancada que separa a cozinha da sala de estar e saio de casa.

Enquanto dirijo até a faculdade, penso em Chandler. Eu sei, não deveria fazer isso, mas é inevitável. Será que ele está bem? Será que pensa no que fez sábado tanto quanto eu? Que merda, mesmo que tenha se passado dois meses desde o termino, eu ainda sinto falta.

A música Let It Die da banda Starset ocupa o meu carro.

P.O.V. Chandler

Levanto com preguiça e caminho até o banheiro. Ao passar pelo quarto dela sinto-me vazio. A sensação de não tê-la ali é quase irreal. Por pouco não abro a porta para ter certeza de que ela não está ali.

Não, Chandler. Ela não está ali. Lembra? Ela foi embora no sábado. Ela foi embora, e você terminou com ela.

Não é do meu costume falar palavrão; mas porra como fui tão burro? De onde achei que terminar com ela seria uma boa ideia?

Eu me lembro de quando a conheci, quando ela chegou do Brasil 2 anos atrás, ficou tão claro que ela era a única para mim. Nós dois soubemos, de imediato. E, com o passar dos anos, as coisas tornaram-se mais difíceis, fomos confrontados com mais desafios. Eu a implorei que ficasse, tentasse lembrar do que tínhamos no princípio. Ela era carismática, magnética, eléctrica, e todos sabiam disso. Quando ela entrava, a cabeça de todos os caras virava, todos se levantavam para falar com ela. E dessa forma, eu a compreendi. E eu a amava, eu a amava, eu a amava. E eu ainda a amo. Eu a amo.

Respiro fundo na tentativa de engolir as lagrimas. Entro no chuveiro com vontade de ligar para ela e pedir desculpa.

P.O.V. Alice

A minha primeira aula hoje é de projetos arquitetônicos, na sala 201. Estaciono o carro no estacionamento ao lado da faculdade e caminho até a entrada. Ao atravessar as portas, vejo várias pessoas caminhando para todos os lados em uma bagunça organizada. Procuro pela sala na qual terei a primeira aula e, depois de alguns minutos, finalmente encontro.

Entro na sala e sento atrás de uma menina ruiva que está concentrada escrevendo alguma coisa.

― Bom dia, alunos. Eu sou a Sra. DiLaurentis e sou a sua professora de Projetos Arquitetônicos. ― Ela é uma mulher de meia-idade, talvez uns 40 e poucos anos, mas ainda assim, parece mais nova, porém muito séria. Ela deixa os livros em cima da mesa e apoia o corpo na ponta da mesa. ― Gostaria, antes de tudo, de avisar que eu sou uma pessoa séria, porem de mente muito aberta, então gostaria que fossem bem abertos comigo, e que exponham as suas opiniões. ― Ela abre um sorriso bem breve, porém muito amigável.

Ela caminha pela sala, pousando o olhar no rosto de cada aluno ali presente.

― Eu sei que estamos no primeiro dia de aula; todavia, gostaria de informa-los que passarei um projeto como abertura desta matéria. Não valerá nada na nota final do semestre; mas, ainda assim, gostaria que o fizessem com perfeccionismo, para já acostuma-los com a maneira a qual cobro os meus alunos: rigorosamente e com perfeccionismo.

[...]

Dez minutos para a aula acabar, e a Sra. DiLaurentis para de falar sobre a enorme utilidade que os projetos tem sob a arquitetura e começa a falar sobre o trabalho:

― Será em duplas, ― ela começa ― vocês precisarão projetar um apartamento; pequeno. Distribuirei as plantas para cada dupla. ― Ela começa a olhar a chamada. ― Bolton... ― Um garoto levanta a mão; ela o encara por um momento e se volta para a lista. ― Spiegleman.

Ela chama mais uns nomes, e então o meu:

― Farley... ― Levanto o braço. ― Fuller... ― A menina da minha frente levanta o braço e então vira-se para mim e sorri.

Cinco minutos depois...

― Ei!! ― Ouço alguém me chamar, é a menina que vai fazer o trabalho comigo. Viro-me na sua direção. ― Oi...

― Oi.

― Tudo bem? Não fomos apresentadas, sou Amy. Você é? ― Ela estende a mão.

― Alice. ― Aperto a sua mão.

― Como vai? É um prazer conhece-la... Que aula tem agora? ― Reviso o meu horário mentalmente.

― Tecnologia da Construção.

― Ótimo, o meu também! Se importa se eu te acompanhar?

― Não, seria ótimo.

Caminhamos pelo campus até o prédio onde será a aula de Tecnologia da Construção.

17:10 p.m.

 ― Então, o que podemos fazer para o trabalho? Talvez você possa ir na minha casa hoje à tarde, ou coisa assim.... Claro, se estivesse ok por você... ― Amy sugere enquanto caminhamos pelo campus até o estacionamento.

― Ah, eu bem que gostaria, mas preciso ir para casa, preciso arranjar um emprego.

― Eu sei de um lugar que está contratando, se pegarmos o ônibus agora, chegaremos lá em uns 10 minutos.

― Ah, eu to de carro. Pode me levar até lá, e então vamos para a minha casa e começamos o trabalho, o que acha?

― Pode ser! ― Amy sorri.

Quando entramos no carro, o nosso assunto é a minha vida antes da NYU.

― Bom, foi isso....

― Você namorou um cara famoso?

― Uhum.

― Que legal!

― Ele era incrível, mas sabe... Seguimos caminhos diferentes... ― Tento esconder a expressão de quem está prestes a chorar.

― Vire a esquerda, e depois direita... ― Ela muda de assunto ao perceber a minha expressão.

Quando estacionamos, ela indica com o queixo uma cafeteria.

― Aqui? ― Pergunto, e então vejo a placa escrita “precisa-se de ajudante”. Olho para a ruiva ao meu lado, ela faz menção para entrarmos.

― Eu trabalhei aqui, só que eu me mudei e to morando longe... Então...

― Amy! ― Ouço alguém exclamar e me volto para a origem do barulho.

― Meredith!

― Quanto tempo, querida! Estava me perguntando quando viria me visitar!

― Bem, vejo que ainda precisa de alguém para trabalhar aqui...

― Sim! ― E então ela me nota. ― Olá! É um prazer conhece-la, qual é o seu nome?

― Alice.

― Eu trouxe ela aqui porque está precisando de emprego, o que é perfeito, já que você precisa de alguém, o que é perfeito pra ela, então... Seria legal se a contratasse. ― Ela fala isso tão rápido que me deixa com os olhos arregalados.

― Bem, eu posso fazer uma pequena entrevista. Vocês têm tempo? Pode ser agora?

― Claro! ― Eu e Amy respondemos ao mesmo tempo. Meredith me conduz até uma mesa.

― Então, por que pretende trabalhar aqui?

― Bem, eu moro sozinha, e não gostaria que os meus pais ou avós pagassem a conta de luz ou coisa de gênero, mesmo porque seria um gasto a mais para eles, e eu preciso desenvolver maturidade para viver às minhas próprias custas.

― Ótimo, que horas vai poder chegar?

― Por volta das 17, mas dou um jeito de chegar mais cedo caso precisar e posso ficar até mais tarde.

― Muito bom. Querida, não preciso saber muito mais, a senhorita começa a amanhã.

― Obrigada! Muito, muito obrigada!

[...]

Saímos do carro, e Amy para por um momento em frente ao prédio.

― Você mora aqui?

― Sim, por que?

― Meu namorado mora aqui.

― Sério?

― Sim, acho que ele deve estar em casa.

― Chama ele lá em casa.

― Ah, tudo bem.

Subimos as escadas, já que o elevador está em concerto, e entramos no meu apartamento.

― Bonito.

― Obrigada. ― Deixo a minha bolsa no sofá, e ela apoia o ombro na porta. ― Vou fazer um chá, quer?

― Claro. Vou chamar o David. ― E então me lembro do garoto que me ajudou a subir as minhas coisas.

David? ― Encho o bule de agua quente. ― Ele estuda na Juilliard?

― Sim, por quê?

― Ele me ajudou a trazer as minhas coisas para cá no sábado!

― Serio? Que legal! ― Ela sorri. ― Tem certeza que posso chama-lo? Não vai incomodar?

― Não! Pode chamar!

Três anos depois...

Já fazem três anos que me mudei para cá, três anos que comecei a faculdade. Mesmo que sejam só três anos, eu adiantei tanto as matérias que vou terminar daqui seis meses. Eu sei, exagerei na carga horária de estudo. Fazer o que? Quero começar a trabalhar com isso logo.

Desde que cheguei, David e Amy têm sido os meus melhores amigos. Passamos a maior parte do tempo juntos, e virou meio que um costume irmos em uma lanchonete do outro lado da cidade todos os dias para conversar, ou simplesmente para ficar lá. Eles meio que me lembram o Theo e a Mari, os quais estão em Atlanta. Falo com eles, Theo e Mari, quase todos os dias. Eles estão bem. Tenho tido muito contato com a Kat, Lauren, Steven e Andy. Os outros, nem tanto. Mas ainda assim, conversamos direto.

08/01/20, Quarta-Feira, 12:00

Caminho pelo campus com os materiais em mãos na direção do meu carro quando o meu telefone toca: "Kat Nacon Lindona��"

— Oi, amor!

— Oi!!! — Ela responde animada. — Adivinha quem está indo pra New York?

— Tá brincando?! Quando??

— Semana que vem! Vai eu, Lauren e Steven até então!

— Ah, meu Deus! Tratem de me visitar!

— Óbvio, né! Vamos ter três dias de Walker Stalker e dois dias livres!

— Ah, que ótimo! Onde vocês vão se hospedar??

— Não sei ao certo, faltam algumas coisas... Mas o hotel é coisa rápida, Lauren e Steven já conseguiram reserva; vou ver se não consigo me hospedar no mesmo quarto que o da Lauren...

— Fica aqui!! — Peço.

— Tem certeza? Não atrapalho?

— Ah, pelo amor de Deus! Não aguento mais ficar num apartamento sozinha!

— Ah, então tudo bem. Tenho que ir, vamos começar a gravar em 10 minutos, preciso rever a cena inteira ainda...

— Tudo bem, a gente se fala depois... — Faço uma pausa para abrir a porta do carro. — A gente se vê semana que vem, beijos.

— Beijoss!!! — E então desligo.

Jogo o meu material no banco do passageiro e giro a chave do carro.

O caminho até a Books N' Coffee é tranquilo, geralmente levo vinte minutos da NYC até lá quando vou a pé, o que é raro porque normalmente dirijo até a faculdade.

Arranjar um emprego na Books N' Coffee foi a melhor coisa que eu fiz desde que vim para cá; o lugar tem uma energia ótima, e reúne duas coisas que eu amo: café e livros. Como já se diz no nome; essa loja é uma livraria e uma cafeteria juntas. É um ótimo lugar, com ótimos clientes. Meredith, a minha chefe, é uma mulher muito interessante; ela tem um estilo puxado para o rock dos anos 80, mas de alguma maneira é, ainda assim, moderna.

Abro a porta do estabelecimento e escuto o barulho do sino que está pendurado.

— Qual é a boa, Lice? — Max, meu colega de trabalho, pergunta. Olho na direção dele, que continua com a atenção focada na prancheta. Max é alto e magro, tem olhos castanhos e cabelo castanho-claro, e ele tem uma barba da mesma cor. Ele tem um estilo meio nerd, o que faz sentido; tendo em vista que ele é um nerd (não é preconceito, ele mesmo se denomina um nerd). Mas ainda assim, é muito bonito.

Deixo a minha bolsa dentro do pequeno armário próprio para os funcionários e visto o meu avental.

— Nada demais. — Finalmente respondo. — Ah, na verdade muita coisa!

— Hum?

— Uns amigos meus vem me visitar semana que vem! — Respondo, caminhando pelo estabelecimento e checando os variados doces expostos na cúpula de vidro.

— Legal... — Percebo que ele está mais interessado no que está escrito na prancheta do que em mim, então caminho até o depósito.

— Chegaram mais livros? — Pergunto em voz extremamente alta.

— Uhum... — Ele responde. Destranco a porta e acendo as luzes; há 5 caixas cheias de livros. Só isso? Pego duas de uma vez só e subo as escadas lentamente até chegar onde as prateleiras ficam. Deixo as caixas em cima da mesa de demolição e as abro; dentro há vários exemplares de "A Prisão do Rei". Repito o processo mais duas vezes até subir as cinco caixas.

— Cadê a Meredith? — Pergunto, prestando mais atenção na maneira na qual vou empilhar os livros.

— Saiu para almoçar com um cara; deve voltar lá pela 13:30.

— Ela não pediu nada?

— Sim, já te entrego.

Momentos depois, ele aparece com uma pequena lista de tarefas:

Alice:

Subir as caixas e organizar os livros;

Ajudar a Odette a assar mais tortas e muffins;

Ligar o congelador;

Organizar as mesas.

Max:

Fazer o histórico de vendas;

Limpar o chão;

Descarregar as caixas de refrigerante (vão chegar às 13:00);

Limpar as prateleiras;

Cuidar do caixa.

Volto a 13:30, queridos

                                  — Meredith”

Devolvo o bilhete para Max e volto a empilhar os livros de maneira organizada.

Depois disso, rodo pelo estabelecimento a procura de vestígios de poeira. Depois de me certificar de que está tudo em ordem, ligo o congelador e sigo para a cozinha. Odette está de costas para a porta; concentrada no prato principal que vamos servir no café da tarde: panini e torta de maçã.

— Cheguei para alegrar a sua tarde! — Anuncio, já pegando o avental que está pendurado na entrada da cozinha. Prendo o meu cabelo quando ela se volta para mim.

— Ótimo, eu realmente estou precisando de ajuda. Vem, me ajuda a alisar a massa da torta.

[...]

— Espero que tenham gostado, obrigada pela visita e voltem sempre. — Sorrio para os clientes que deixam a loja e então Amy e David entram.

— Pronta?

— Só um momento... — Dou as costas para eles. — Mare? Estou indo, ok?

— Ok, querida... Divirtam-se!

Saio de lá com eles e vamos até outra cafeteria, onde vamos todos os dias.

[...]

— Vou ao banheiro, já volto. — Amy avisa e sai da mesa. Me concentro no meu sorvete de creme com cappuccino.

Noto David olhando para a minha xícara com um olhar intrigado.

— Como é que você toma isso? É sorvete, gelado, com cappuccino, quente!

— É bem gostoso! — Ele ergue a sobrancelha. — Tá, eu realmente não ligo para a opinião de quem está tomando chá de gengibre com canela.

— É bom! — Ele contradiz.

— Tá bom, vamos trocar. — Faço uma pausa para dar a minha xícara para ele e pego a dele. — No três, você prova a minha e eu provo o seu. Sem frescura! A gente sempre fica nessas de "como você bebe isso". Ok?

— Ok.

— Um... Dois... — Respiro fundo. — Três!

Bebo um gole do tal chá de gengibre e canela e ele bebe o meu cappuccino. Ele faz uma cara engraçada mas parece que gostou. Eu, no entanto, não consigo esconder a careta de novo.

— Me devolve o meu cappuccino por favor!

— Não gostou?

— Não! Como você bebe isso?

— Eu acho gostoso.

— Mas você gostou do meu.

— Devo admitir, é melhor do que parece. — Bebo um pouco do meu cappuccino e ele cai na gargalhada quando afasto a xícara da boca.

— Que foi?

— Tem chantilly... Parece um bigode. — E ele ri mais.

Desbloqueio a tela do celular e olho na câmera, parece mesmo que tenho um bigode de chantilly. Limpo rapidamente e então caímos na gargalhada.

Paro de rir quando vejo uma coisa. Na verdade, alguém. Vejo Chandler entrar na cafeteria. David, ao me ver seria tão repentinamente, vira o rosto na direção da entrada.

Chandler olha para mim, e então para David. O encaro com uma expressão indecifrável.

— Alice. — David me chama, trazendo-me de volta para a realidade.

— Olha, eu preciso ir. To cheia de trabalhos para fazer, tenho que começar a pensar no TCC, e.... Enfim, fala para a Amy que eu precisei ir. Vão lá em casa mais tarde qualquer coisa. — Me levanto. — Eu preciso ir, beijos...

— Beijos. — Ele me dá um beijo na bochecha, em forma de despedida, e então saio do lugar.

Entro no carro e dirijo com pressa. Ao chegar no apartamento, fecho a porta e corro para o banheiro. Fui tomada por um enjoo muito repentino.

Todo o meu almoço volta, e sou obrigada a tomar um banho. Sento-me na banheira enquanto a assisto encher.

Acho que tudo isso, até o vomito, é por nervosismo.

Porra, ele disse para eu viver a minha vida, que ele viveria a dele. Levei uns dois anos para conseguir apaga-lo completamente, era como se ele não existisse mais. Esse último ano que tenho estado sem nem sequer lembrar dele foi revigorante. E então, quando está tudo organizado, ele aparece. Não é possível. Que merda. Que merda, que merda, que merda. QUE MERDA!

Afundo a cabeça na água da banheira e então me levanto.

Lavo o meu cabelo, o rosto, passo o sabonete de lavanda pelo corpo (por algum motivo, não tenho achado sabonete de pêssego), escovo os meus dentes e saio do banheiro vestindo o roupão e com a toalha enrolada no cabelo. Visto uma blusa de alças branca, uma calça de moletom e uma bota. Saio do quarto com o cabelo molhado pingando nos ombros, vou até a cozinha, esquento a água para preparar um chá de camomila e cogito a ideia de preparar um bolo de chocolate.

É, deve ser uma boa para esfriar a cabeça. Vou atrás dos ingredientes, caminhando para lá e para cá na cozinha pequena. Ligo a televisão da sala e deixo no canal que está, Warner, está passando The Big Bang Theory.

Preparo a massa do bolo e coloco para assar. Pego a minha xícara de chá, os meus materiais da faculdade e vou para o sofá, sento-me de frente para a televisão e começo a ler sobre o próximo trabalho que vou precisar fazer. Estou terminando o cursinho de especialização em design de interiores. Abro o computador, começo a assistir às vídeo-aulas que os meus professores passaram, estudo os slides que foram recomendamos, também; anoto o que é importante, e então leio tudo de novo. Isso leva o tempo que o bolo leva para assar. Quando o forno apita, levanto do sofá e vou até a cozinha. Quando tiro o bolo quentinho do forno todos os meus problemas vão embora; só de sentir aquele cheiro doce, me sinto mais tranquila. De algum jeito, esse cheiro me leva de volta para a minha casa. Quando a minha mãe fazia bolo, era exatamente o mesmo cheiro. De repente, sinto uma vontade enorme de ligar para ela; então é isso que eu faço, ligo para ela pelo Skype.

— Oi, filha! Quanto tempo não te vejo!!

— Oi, mãe. Só te liguei para te ver mesmo, to com saudades.

— Eu também, meu anjo.

— Quando vai vir me visitar? — Pergunto enquanto abro a geladeira procurando o pote de sorvete de creme.

— Não sei, talvez na sua formatura. O que é bom, já que você está um ano adiantada.

— É, mais seis meses e já sou oficialmente formada em arquitetura... — Falo, animada. Pego um prato e coloco um pedaço generoso do bolo e uma bola de sorvete de creme. — Ô mãe, você e o pai nunca pensaram em voltar a morar aqui?

— Um pouco, na verdade, querida... Estamos tentando dar um jeito...

— É sério?!

— Sim, estaria bem pra você?

— Claro que sim! — Faço uma pausa. — Ô mãe, eu estava pensado em... Sei lá, voltar para Atlanta...

— Por quê? Não está feliz ai?

— Não, não é isso. Eu estou muito feliz aqui, tenho o vovô e a vovó a apenas umas duas horas de distância, e isso é ótimo, tenho os visto quase que todo o fim de semana... Só que... Eu meio que sinto falta de lá. Dos meus amigos... E agora que a Mari e o Theo estão lá...

— Bem, filha... Você... Bem, termine a faculdade, e então, quando decidir... A sua decisão será a certa, se o seu coração mandar você para lá, não hesite. Querida, não tenha tanto medo das coisas. Eu sei que você tem.

— Mãe...

— É sério, você é nova. Tem muito o que viver ainda, você tem o mundo para ver. Por favor, não tenha medo de expandir o seu território. Não há decisão certa ou decisão errada quando as duas serão boas para você. Pense nisso. Seja o que for, eu estou aqui e te apoio completamente, ok?

— Ok. — Limpo algumas lágrimas.

— Mamãe vai fazer de tudo para ir aí te ver, tá?

— Tá.

— Preciso ir, boneca. Beijos, te amo.

— Também te amo.

Desligo o telefone. Pego o bolo e vou até o sofá para me distrair. Depois de uns 15 minutos, o meu celular toca: “Ellie”

Ellie é a minha prima, ela mora em Atlanta e, durante esses anos que tenho estado aqui, é um dos meus familiares que mais tenho contato. Ela tem 27 anos, mas ainda assim, somos muito amigas. Mas... Por que ela está me ligando?

— Oi, Ellie! E ai?

— Oi, Lice! Tudo bem? — A voz dela está estranha. Tem uma pontada de nervosismo.

— Tudo, e com você? — Ouço um “tô bem” mínimo como resposta. — Então, o que foi?

— É que.... Eu estou gravida!


Notas Finais


roupa da alice: https://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_573/set?id=227993857
roupa da alice (2): https://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_574/set?id=228040966
gente, comentem para eu saber a opinião de vocês, viram?
beijos e até semana que vem!!


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