História Stolen Things - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinatos, Drama, Investigação, Mistério, Policial, Serial Killer
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Palavras 1.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então!!!! Aqui estou eu novamente! Com outra histórinha de suspense!
Pois bem, devo essa história a muitas pessoas incriveis que me apoiaram e incentivaram a escrever e criar ela e consequentemente embarcaram nesse projeto louco comigo.
Uma dessas pessoas é a @A_LUVEM que fez essas capas incriveis e maravilhosas e é a responsavel pelas futuras capas dos futuros capítulos!! Tu é sensacional guria, uma amiga incrivel, maravilhosa, linda e que eu amo muito.
Sem mais demora, vamos lá.

Capítulo 1 - Conversa no Bar


Fanfic / Fanfiction Stolen Things - Capítulo 1 - Conversa no Bar

O ruído contínuo das teclas do computador preenchiam o ambiente levemente escuro. As mãos se mexiam de forma automática, os olhos passeavam pelas palavras enquanto eram escritas, apenas parando vez ou outra para tomar um pouco do café disposto na mesa.

De repente, o barulho da porta abrindo e passos rompem o ambiente, e o incessante ruído para, e logo em seguida, um suspiro.

–O que você quer? –a pergunta saiu baixa, um leve tom de irritação podia ser percebido, porém, apenas fora totalmente ignorado pela outra pessoa

–Precisamos conversas Elis –a voz masculina soara de forma hostil, não era um pedido, e sim uma ordem

–Conversar? Você sabe como fazer isso? –a ironia saia dos lábios secos, parecia escorregar por sua lingua e despejar por sua boca como um veneno.

- O que está fazendo aqui? -indagou com um tom forte

- Que eu saiba, nada me impede de ficar no meu escritório -retrucou, cruzando os braços

- O expediente de trabalho acabou à cinco horas atrás, só está você aqui da equipe, e é quase meia noite - Markus respondeu seriamente - Vá para casa Elis

- E qual o problema? Não é como se eu tivesse alguém me esperando em casa -reclamou, voltando a olhar o computador

- Eu estou falando sério - O homem retrucou, se aproximando e desligando o monitor

Elis deixou um suspiro sair de seus lábios e olhou para Markus. A expressão série e dura, os olhos escuros cerrados, as sobrancelhas juntas. Ele impunha respeito apenas com sua aparência.

- Okay -simplesmente respondeu, levantando e pegando sua mochila, sentindo os olhos ainda em cima de si

Saiu da sala, sendo seguida pelo homem.

- Então -começou, sorrindo ao ver o homem fazer uma expressão contrariada - Como anda a sua esposa? Amanda é o nome dela né?

- Por que o súbito interesse em minha vida pessoal?

- Nada demais, apenas ouvi dos outros que você estava tendo problemas no paraíso - explicou, vendo o semblante de Markus fechar

- Pensei que soubessem que ficar comentando sobre a vida pessoal de um colega de trabalho não é ético, pessoas não gostam de fofoqueiros

- E existe alguém que não seja fofoqueiro? Mas de qualquer forma, visto a sua resposta, suponho que sim, você está tendo problemas -comentou, saindo da delegacia e parando na calçada, vendo o homem parar ao seu lado

- E porque você está tão interessada nisso?

- Por que eu percebo que você está mais irritado que o normal, mais chato -deu uma leve risada, vendo o homem franzir o cenho, parecendo pensar - Então, o que você acha de irmos tomar umas bebidas? Por minha conta

Após alguns segundos em silêncio, o homem concordou com um leve aceno de cabeça

Elis sorriu e começou a andar com Markus ao seu lado até chegarem em um pequeno bar de aspecto rústico e bem conservado.

Ambos entraram ainda em silêncio, sentaram na mesa mais afastada e rapidamente, um copo de uísque e outro de refri repousavam na mesa.

–Então, você quer conversar sobre isso? –Elis indagou, vendo o outro lhe encarar e erguer uma sobrancelha

–Você é a última pessoa com quem eu quero conversar sobre meus assuntos pessoais –Markus respondeu, tomando um pouco do uisque e suspirando

–Bem, não podemos só ficar aqui olhando um para cara do outro sem falar nada não acha? Isso estragaria minha noite –comentou a moça, olhando o ambiente em volta

–A única coisa que nos impede de ficar quietos e tranquilos é você falando –a resposta seca fez com que ela revirasse os olhos e tomasse um gole do refrigerante, ficando quieta

–Não –Markus sussurrou alguns segundos depois

–O que? Eu não disse nada –ela respondeu, olhando confusa para ele

–Mas estava pensando em algo idiota –a resposta veio acompanhada de uma boa risada, e um sorrisinho deixou os lábios da mulher

–Que bom que você sabe, agora pode ser preparar para ouvir o que eu estava pensando –ela começou, vendo o homem rir novamente

–Você não se atreveria

–Como pode ter tanta certeza?

Ambos ficaram em silêncio por alguns minutos, se encarando, até Elis respirar fundo e se aproximar mais da mesa, ficando mais próxima do homem

- Isso não te deixa curioso? Assustado?

- O que?

- O fato de que o que diferencia eles de mim é algo, de certa forma, pequeno?

- O que quer dizer com isso?

- Pense, somos todos seres humanos, somos da mesma espécie, o que faz com que eles tenham essa vontade de matar, o que faz com que eles sintam prazer na morte, na dor, nos gritos e no sangue dos outros e eu não? Como podemos ser tão diferentes?

- Eles possuem um distúrbio, é isso.

- Só isso? E essa constatação não te assusta? Um distúrbio! Eu poderia ter esse distúrbio! Entende o que eu falo? Eu ganhei na loteria do universo, eles não. Não te assusta saber que o que me diferencia daquelas pessoas é um distúrbio? E me explica, por que eles tem isso? Por que eles nasceram assim? É algo biológico? Social?

- Psicológico

- Então você está me dizendo que eles já vieram ao mundo com a mente debilitada?

- Elis -o nome foi dito de forma cansada e acompanhado por um suspiro - Por que você está perguntando isso? É isso e ponto final, não fique procurando respostas que você nunca encontrará sozinha, estará apenas se frustrando com os resultados

- Como você pode dizer? Por que não fica preocupado? Com medo?

- Por que eu já tenho com o que me preocupar, eu sou o chefe de uma delegacia, eu estou preocupado o tempo todo - a resposta foi dada com um sorriso amargo no rosto, enquanto os olhos escuros observavam o líquido marrom no pequeno copo - Medo, bem, muitas coisas já me assustam, e elas já são o suficiente, se eu for sentir medo de cada coisa desse mundo, eu não poderei viver aqui, não tente me aterrorizar com mais coisas Elis - terminou a fala, bebendo um pouco do uísque, observando a expressão no rosto da moça

- O que aconteceu com você? Por que está nessa situação? –a mulher indagou em um sussurro, vendo o outro soltar um suspiro e ajeitar a postura

–Muitas coisas aconteceram para eu estar onde eu estou agora, e aposto que assim como eu, você também deve ter passado por muita coisa para estar onde está, então eu te pergunto, o que aconteceu com você Elis? Por que está aqui? –a pergunta foi feita enquanto Markus se levantava e deixava algumas moedas na mesa

Elis não o encarava, estava com a cabeça baixa, os olhos vidrados na mesa, engoliu em seco antes de olhar novamente para sue chefe, que lhe sussurrou um boa noite e saiu do estabelecimento, deixando-a sozinha com seus pensamentos e os olhos observadores do barman

–Vá para casa Elis –o senhor atrás do balcão falou, guardando algumas bebidas em um pequeno armário

A mulher concordou, levantando e saindo do bar, se despediu com um tchau quase inaudível.


Notas Finais


É isso!! Espero que tenham gostado do primeiro capítulo e até o próximo!


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