História Stop - yoonkook - Capítulo 5


Escrita por: e yoonkooking

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Min Yoongi (Suga)
Tags Bangtan Boys, Bts, Jungkook, Yoongi, Yoonkook
Visualizações 304
Palavras 1.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Interrupções e brigas


 

Eu realmente não sei o que está acontecendo comigo. Até ontem, beijar garotos era algo que nem se passava na minha cabeça, hoje, estou beijando um.

Não sei se é ele que me hipnotiza ou se sou eu, parece que tem algo nele que me atrai, eu não faço ideia do que. Sei que tudo que eu faço me faz pensar nele. Qualquer coisa, desde comer macarrão até realmente pensar nele na minha cama. E nem é no jeito malicioso, é num jeito carinhoso. De verdade, sinto que estou perdido.

De qualquer modo, é tão bom beijar ele, quase uma droga. Ele sempre tinha as mãos da minha nuca e eu sempre com as mãos na sua cintura.

Paramos o beijo por um segundo, pra recuperar o ar perdido, sorri de olhos fechados e voltamos a nos beijar.

E, nesse momento, ouvimos a porta dele abrir.

- Filho, eu... – nos separamos rapidamente, ri baixinho por causa do rosto envergonhado de Jeongguk, que passava as mãos no cabelo em sinal de puro nervosismo. – Desculpa, meninos. Podem voltar o que estavam fazendo, só vim perguntar se...

- Mãe, por favor... – ele falou, eu ri, a Sra. Jeon se juntou comigo, rindo de forma engraçada.

- Vocês querem comer?

- Mãe! – ri mais, por algum motivo essa situação era uma das melhores que já presenciei com mães.

- Ok, se cuidem. Tchau, amigo do Jeongguk. – ela sorriu, levantei minha mão dando um aceno rápido e ela fechou a porta.

Ele bufou, logo se virando pra mim outra vez, dando uma risada nervosa.

- Perdão, minha mãe não sabe a hora de parar.

- Tudo bem, ela é divertida.

Sorrimos um pro outro, eu estava sentado no canto da cama, encostado na parede. Ele veio até mim e sentou ao meu lado. Segurei sua mão e entrelacei nossos dedos. Eu não o conhecia nem uma semana e ele já mexia comigo de uma forma inexplicável, como se já nos conhecêssemos a muito tempo.

Mas, parecia que, ele ser um garoto não mudava nada em mim, apenas me deixava mais e mais apaixonado, sinto que se ele fosse uma garota, eu continuaria gostando o mesmo tanto que gosto agora. Ele é incrível, mesmo sendo tímido e estar sempre escondido por um capuz, continua sendo lindo.

Cada parte de mim se sente completa quando estou com ele.

- Você quer comer? – me perguntou, ri baixo.

- Estou com fome, não vou negar. – respondo.

Ele ri, se levanta da cama me puxando, levantei e saímos do quarto, ainda de mãos dadas, ele me guiava pela casa que, com toda certeza, era maior e mais cara que o apartamento que eu morava com a minha mãe.

Descemos as escadas e seguimos para a cozinha, onde tinha algumas panquecas com flores em cima e alguns acompanhamentos para comer ao lado.

- Você quer beber algo? A gente tem coca, água, leite de banana... – falou mexendo na geladeira.

- Não, estou sem sede. – respondi me sentando em uma das cadeiras que haviam ali.

Logo ele fechou a geladeira com um leite de banana em mãos, achei fofo. Colocou o mesmo em cima da mesa e pegou dois pratos colocando um na minha frente e outro do lado de sua bebida.

- Pode pegar quantas quiser, ela só faz pra comer dois e depois joga fora porque não aguenta. – falou pegando duas para ele, peguei o mesmo.

Comemos em silêncio, vez ou outra, chegavam mensagens no meu celular, ignorei por talvez ser minha mãe ou até mesmo meu padrasto. Eu não sei o motivo dele querer se aproximar de mim, não está claro que eu odeio ele e quero que vá pro inferno?

Ok, eu desrespeito ele, mas quem começou foi ele mesmo, só estou devolvendo na mesma moeda.

- Eu nunca pensei que você ia ser tão legal comigo. – ele disse do nada.

- Por quê?

- Sei lá, você é todo durão, estava tão hesitante na festa, pensei que ia me dar um soco. – rimos.

- Eu nunca faria isso de graça. Acho que nem se me pagassem. – ele cora.

Meu celular começa a tocar, reviro os olhos.

- Pode atender se quiser.

- Eu vou, desculpa, mas se eu não atender é capaz de eu não estar vivo amanhã. – ele ri baixo.

Levanto e vou até a sala, retiro o celular do bolso e vejo que é o babaca. Atendo.

- Alô?

- Onde você está? Me perdi de você.

- Tô na casa de um amigo, vai de carro que eu vou pra casa a pé.

- Eu juro que uma hora te mato.

Desligo a chamada, olho as horas e já era uma e meia. Bufei, queria poder ficar mais tempo aqui, mas, se eu não voltar pra casa, é capaz do doente mental ter um surto.

Volto pra cozinha, encontrando Jungkook lavando os pratos. Sorrio.

- Desculpa, eu tenho que ir embora. – vejo ele ficar um pouco chateado.

- Tudo bem, a gente se vê amanhã de qualquer modo. – fui até Jeon e virei o mesmo pra mim.

- Eu queria ficar mais, desculpa. – dei um selinho. – Parece até que a gente namora. – falo rindo, ele concorda.

- Você é legal.

- Eu sei. – ele ri novamente. – Agora tenho que ir mesmo.

- Você quer carona? Posso pedir pra minha mãe te levar.

- Não precisa. – falo dando outro selinho nele. Logo depois ele se solta. – Eu vou.

- Tchau. – ele diz, aceno pra ele.

Saio de sua casa, começo a andar animado, sinceramente, acho que não estou confuso comigo mesmo, eu gosto de garotos também, e daí? Não faz diferença, eu continuo sendo eu. Um garoto cheio de tatuagens com uma família problemática.

Isso é legal até certo ponto.

Ando por mais de quarenta minutos, morava longe, isso me dava nos nervos, mas o apartamento mais barato que encontramos na cidade ficava longe da escola e longe de todo mundo.

Complicado.

Chego em frente ao meu prédio, suspiro só de pensar que vou ter que ouvir toda aquela gritaria. O prédio está caindo aos pedaços, ele fica ao lado de uma boca de fumo, é cinza e por dentro é nojento. Moram nele desde prostitutas até drogados. Acho que já morreu mais gente aí dentro que em uma avenida movimentada.

Entro vendo o porteiro dormindo, só pra variar. Subo três lances de escada, já que o elevador estava quebrado há mais de dois anos.

E, finalmente, cheguei em frente ao apartamento onde eu moro. Podia sentir o cheiro de cerveja de longe. Revirei os olhos, a única coisa que me impede de sair dessa casa logo é o Holly.

Destranco a porta, logo vendo uma bolinha de pelo correr até mim, sorrio instantaneamente e pego ele no colo, fazendo carinho, porém logo o coloco no chão novamente.

- Onde estava? Teu pai ficou preocupado. – ouvi minha mãe dizer.

- Ele não é meu pai. – respondo.

- Pare de ser assim. Onde estava?

- Na casa de um amigo. – respondo indo até o banheiro, retirando os curativos do meu rosto.

- Naquele amigo? Já mandei parar de ir lá! – esbraveja, eu bufo.

- Não foi ele, e se eu tivesse ido, você não tem nada a ver com isso. – falo cansado, lavando um dos machucados.

- Eu sou sua mãe, Yoongi. Tenho sim o direito de saber onde meu filho estava! Você fica andando com esses seus amigos fazendo sabe-se lá o que! Cada dia volta com uma tatuagem nova e com uma dívida nova!

- Por Cristo, mãe! Eu já disse que não era ele, se quer tanto saber, eu estava na casa de um dos garotos da escola, fim. – digo me irritando.

- Então por que não falou de uma vez? – perguntou.

- Porque não quero você se metendo na minha vida! A última vez que se meteu quase perdeu minha guarda e quase fui pra um orfanato. – respondo.

- Yoongi, eu não fiz por mal. - ela diz, com a voz calma novamente.

- Parece que fez! Tudo que você conta para aquele bêbado faz ele querer me dar uma surra, e ele deu, e o que você fez? Ficou olhando! Você tem noção disso? Podia ter chamado um vizinho qualquer, mas não, ficou olhando. – grito.

- Eu não sabia o que fazer! – ela responde no mesmo tom.

- Você sabe muito bem o que fazer quando ele pede dinheiro pra beber. – respondo, voltando a olhar meus machucados.

Ela sai da porta do banheiro. Suspiro, deixando de lado meu rosto, apenas coloco mais alguns curativos e saio do banheiro indo pro meu quarto.

Ele nunca foi muita coisa, sempre desorganizado, as paredes com a tinta preta descascando, os pôsteres de k-idols femininas caindo, meus mangás mais abandonados que meu cacto que fica na janela.

A única coisa organizada é minha escrivaninha, pois lá é onde ficam minhas coisas pra desenhar e meu notebook velho onde faço trabalhos escolares.

Eu nunca fui rico, mas, antes do meu pai se separar da minha mãe, tínhamos uma renda melhor. Depois, só foi decaindo, quando chegamos aqui, quase tive um surto, mas com o tempo acostumei a ficar por aqui.

De qualquer forma, aqui foi onde eu cresci e eu não posso negar isso.

Vejo Holly subir na minha cama, sorrio, a única coisa me faz sorrir é ele.

Minha casa sempre foi muito movimentada, e eu nunca me importei, porque sabia que uma hora eles deixavam a minha mãe, mas, de um tempo pra cá, esse louco não vai embora e, inclusive, quer fazer a gente se mudar pra uma casa melhor.

Prefiro morar nessa podridão do que ir pra casa do louco, que, além dele, tem uma filha pra cuidar, mas ele passa mais tempo aqui em casa do que na própria.

A filha dele tem sorte.

Deito na cama e coloco os fones, fico olhando pro teto mofado por conta de uma infiltração que ocorreu mês passado, suspiro e, sem perceber, caio no sono.


Notas Finais


desculpa qlq erro e até o próximo :*


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