História Storge - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Hitoshi Shinsou
Tags Bnha, Boku No Hero Academia, Capítulo Único, Diphady, My Hero Academia
Visualizações 37
Palavras 1.225
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais uma história com tema comemorativo envolvendo meu príncipe roxo Hitoshi Shinsou – juro que eu vou escrever alguma coisa sobre elezinho que não envolva alguma data comemorativa! Anyway, espero que vocês gostem e, para mais informações sobre a história leiam as notas finais, por favor. ♡

➥ Storge (afeição, no grego moderno) é usado para indicar a afeição natural. Também é considerado o mais benéfico dos afetos, acontecendo especialmente na família, entre seus membros.

Capítulo 1 - Storge.


Hitoshi oscilava entre olhar para o jantar frio que estava na mesa e o relógio pendurado na parede da cozinha que, inclusive, já marcava 23h. Pegou o celular que estava ao lado do prato e checou todas as possíveis mensagens não lidas antes de mandar uma última para seu pai.

Você vem? – foi uma mensagem curta e um pouco grossa, mas Hitoshi não se importou. Queria que Hajime, seu pai, soubesse que não estava nem um pouco satisfeito com essa situação, mesmo que ele já tivesse explicado várias vezes que seu trabalho era importante para ambos.

Já era a terceira vez na semana que estava sozinho em casa. Hajime trabalhava no hospital da cidade como neurologista e, muita das vezes, acaba ficando por lá durante dias devido a sua individualidade – alguém que nunca dorme, nem sente cansaço ou exaustão, é realmente útil em um hospital e seu chefe aproveitava o quanto podia, mas o dinheiro que recebia era bom e dava para manter uma vida estável, então não havia reclamações sobre a carga excessiva de trabalho. Quando conseguia sair do escritório, Hajime chegava em casa por volta de altas horas da madrugada e Hitoshi já estava na cama.

As vezes ele ficava deitado, acordado em segredo, apenas para ouvir seu pai entrar em seu quarto e suspirar antes de dizer um “já está dormindo” para logo em seguida a porta ser encostada novamente com o máximo de cuidado para não fazer barulho.

Hitoshi sabia que não podia reclamar. Era dever de seu pai sustentar a casa agora que estavam sozinhos e ele se empenhava o máximo que podia para não deixar nada faltar para seu filho, mas as vezes Hitoshi desejava que o fardo que seu pai carregava – como pai solteiro e médico – fosse menor. Mesmo que só um pouco.

Sem esperar uma resposta ele apenas pegou o jantar e guardou cuidadosamente na geladeira, mesmo que seu estomago protestasse em voz alta devido a falta de comida ingerida, mas ele não se importou; era melhor ir para cama completamente vazio (mesmo que seu corpo pensasse diferente) porque deixava mais espaço livre para que todos os seus pensamentos vagassem livremente.

Se seriam pensamentos ruins ou bons, isso já não importava.

Sua atividade favorita quando estava sozinho em casa era deitar na cama olhando para o teto e criar histórias divertidas com as sombras que surgiam devido a luz que as lâmpadas da rua ofereciam através do outro lado de sua janela, e assim ele ficou durante um longo tempo.

Foi cerca de uma hora depois que Hitoshi ouviu o tintilar das chaves do lado de fora da porta principal, seguido de um suspiro cansado assim que a porta foi aberta. Os passos de Hajime preencheram o silêncio que estava presente por todo o lugar.

Hitoshi ouviu quando ele tirou os sapatos e calçou os chinelos. Ouviu quando ele foi até a sala de estar e depois até a cozinha procurando por si. Também ouviu quando os passos estavam indo em direção ao seu quarto. Ele não se esforçou para esconder a tristeza que estava sentindo, também não se importava se isso tornaria as coisas mais difíceis de lidar.

Já era difícil o suficiente para ter que lidar sozinho.

— Hey, Hitoshi. — disse ao aparecer na porta notando que o adolescente ainda estava acordado e acendendo a luz, sua expressão se transformando em um sorriso gentil, enquanto a de Hitoshi permanecia imperturbável — É a primeira vez em quanto tempo que você está acordado quando eu chego? Está tudo bem?

Sentou-se na cama com as pernas dobradas e bocejou um pouco, Hitoshi decidiu deixar tudo de lado, esperando não se arrepender depois.

— Além do fato do meu pai quase não passar algum tempo comigo, eu estou muito bem. — Hitoshi viu o homem mais velho recolher os ombros perante as palavras, o sorriso desaparecendo lentamente — Estou impressionado que conseguiu chegar em casa cedo. Como estão as coisas no escritório? É mais confortável lá?

— Olha — seu pai começou a dizer antes de dar um suspiro cansado — Eu entendo que você está... Chateado.

As palavras só serviram como combustível para deixar Hitoshi mais irritado, mas não ao ponto de fazer com que se alterasse.

— Essa é a questão. Eu não acho que você entende. — Estava difícil de manter a calma quando todas as suas emoções estavam sendo postas para fora de uma forma tão direta, mas ele tinha consciência de que teria que manter essa calma para que a situação não saísse de controle. Queria dizer como se sentia e botar esses sentimentos para fora, não arruinar sua relação com seu pai. — Eu mal o vi nesse mês, você está sempre agindo como se o seu trabalho fosse mais importante e eu sei que é porque você quer garantir que tenhamos um bom futuro, mas... Eu não sei... Isso é realmente mais importante do que passar um tempo comigo?

Houve um período de silêncio antes que Hajime fosse até a cama, sentando-se ao lado de seu filho para que logo em seguida passasse os braços sobre seus ombros e o envolvesse em um abraço frágil e gentil.

Hitoshi sabia o que aquele abraço significava.

Essa era a maneira de seu pai dizer que sentia muito; essa era sua maneira de admitir seus erros e, embora não preenchesse a lacuna que se formava na relação pai e filho deles dois, sabia que era um passo para frente.

— Você está certo — disse enquanto ainda segura o filho no abraço — Tenho te deixado de lado, e embora tenha feito isso para garantir um bom futuro, não é desculpa. Deve haver outra maneira de fazer isso... Eu realmente não fazia ideia de que se sentia assim e eu realmente sinto muito que tenha feito você passar por tudo isso, Toshi.

O som do seu antigo apelido sendo usado trouxe de volta memórias que ele havia pensado ter esquecido há tempos. Algumas lágrimas se acumularam no canto de seus olhos, mas ele as engoliu antes de se afastar um pouco do abraço, decidiu que seu pai não o veria chorando.

— Não quero que você largue tudo. Quero apenas que possamos passar algum tempo juntos. — Sua voz estava embargada e a garganta doía, mas se manteve firme enquanto falava — Sentir que somos uma família, sabe. Eu meio que sinto falta disso. — Murmurou, ainda sendo incapaz se encarar seu pai nos olhos.

— Eu sei que sente. — disse colocando a mão no ombro do filho de forma tranquilizadora. Olhando para o rosto de seu pai novamente, Hitoshi pode vê-lo pensando em algo antes de acrescentar com um grande sorriso — Talvez eu possa tirar um dia de folga ou dois na semana que vem, e nós podemos pensar em algo divertido para fazer! Podemos andar um pouco de bicicleta em alguma trilha, ou ir no restaurante que abriu na semana passada. Ou podemos fazer os dois!

Achou graça da empolgação de Hajime.

A dor que sentia em relação aos acontecimentos passados demoraria um pouco para sumir, e embora as coisas não fossem ficar tão bem como antigamente entre os dois, Hitoshi estava mais do que disposto a dar mais uma chance para que tudo fosse concertado da melhor maneira que conseguissem.

— Seria ótimo — sorriu para seu pai antes de abraça-lo.

Cada coisa voltaria lentamente para o seu lugar e, aos poucos, a presença de ambos na vida um do outro também.


Notas Finais


Embora a ideia de que Aizawa adotou Shinsou – assim como a Eri – seja uma das minhas favoritas, eu acabei optando por não fazer a história com eles, mas com o OC Hajime Shinsou que acabou ganhando um espaço especial no coração do fandom (talvez não muito no daqui do Brasil, mas no gringo ele é muito amado). Esse personagem foi criado pela artista Keiid e, como os pais do Hitoshi não foram apresentados nem no anime e nem no mangá, a gente meio que adotou ele como tal, haha.

Essa história foi baseada na ficha do personagem Hajime e em um post que eu li no tumblr. Hitoshi merece amor e carinho e eu gosto de pensar que ele possui pais amorosos! E sim, vocês vão ter que me aturar postando inúmeras histórias sobre o melhor menino roxo pois eu o amo e vu enche-lo de mimos. ♡

• Ficha do personagem Hajime Shinsou
http://keiid.tumblr.com/post/165939182171/keiid-hitoshi-has-a-good-dad-bonus
• Post sobre o pai do Hitoshi ser, quem sabe, um médico
http://deanut-butter-sammich.tumblr.com/post/175863435188/listen-im-not-saying-that-this-tired


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