História Storm. - Capítulo 3


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Fluffy, Got7, Jark, Markson, Markson Lemon, Pwp, Sobrenatural, Vampire!au
Visualizações 32
Palavras 2.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, anjos, AAaaa! Como vão? Espero que bem! Cá estamos nós, um pouquinho muito atrasados! No entanto, o que vale é a intenção, certo?

Espero que gostem porque depois desse faltarão bem pouquinhos, bah!

Capítulo 3 - Primeiro de muitos.


— Aqui, você pode comer. — Mark esticou a frutinha avermelhada de aparência desconfiada, soltando um risinho travesso ao observar a expressão relutante que adornou a expressão de Jackson. Sentou-se diante ele, batucando os dedos na mesa e pondo o alimento sobre a bancada da cozinha, irritantemente zombeteiro. — Você não vai morrer, Wang. É só uma amora.

— Então come você. — Jackson colocou uma colherada de cereal na boca, balançando os ombros com indiferença e arqueando as sobrancelhas ao ver que Mark voltava a rir, gozando de sua pessoa. — O que é, hein?

— Você é muito careta. — Acusou, pegando a amora e levando-a boca. A mastigou e em seguida, expôs a língua tingida pelo vermelho da fruta, aproximando o rosto de Jackson. — Está vendo? Não é nada venenoso. Se continuar a comer esses cereais é que vai morrer mais depressa.

— Mas eu como todos os dias! — Jackson ralhou, exibindo um biquinho involuntário e emburrado. Em seguida, arqueou as sobrancelhas e cruzou as pernas. O tornozelo já estava bem melhor, de modo que o fizesse ansiar cada vez mais pela hora em que pudesse finalmente ir embora. — Cereais são saudáveis.

— É comida industrializada. — Mark revirou os olhos, soltou um risinho e mordeu o lábio inferior. — Se provasse das frutas que eu te trago, veria que são bem mais saborosas que essas drogas industrializadas. 

— Você critica tanto e todos os dias o prepara para mim pela manhã! — Falou, referindo-se ao cereal. Em seguida, ajeitou a postura e desviou a atenção ao redor. — Já se passaram quatro dias... Acha mesmo que Jinyoung foi embora?

— Não sei, Wang. — Mark afastou-se sutilmente, colocou mais uma frutinha na boca e permaneceu calado durante um tempo, aparentemente pensativo. — Eu disse que não ia mais opinar para não chateá-lo. 

— Eu quero a sua opinião agora! — Jackson bateu o pé no chão, birrento. Em seguida, aproximou-se de Mark e o tomou a amora que ele prendia entre os lábios com a ponta dos dedos indicadores, levando-a própria boca. Mastigou e emitiu um som surpreso ao sentir o gostinho doce, balançando a cabeça. — É bom!

— Sim, eu disse. — Mark riu, encarou seus olhos e deu uma batidinha no balcão, desviando a atenção a porta logo após. — É, eu acho que ele foi embora. É impossível alguém permanecer nessa ilha e eu não conseguir encontrar. 

Jackson balançou a cabeça em concordância, permanecendo calado e refletindo sobre as palavras. Acreditar que Jinyoung havia ido embora e largado-lhe ali fazia com que sua mágoa inchasse. Não conseguia bem aceitar que havia ido àquela ilha para ali permanecer porque tinha um melhor amigo extremamente idiota. Entretanto e da mesma forma, acreditar naquele pensamento o fazia sentir-se estranho, pois não conseguia associar uma ação tão egoísta com Jinyoung, de modo que o fizesse questionar -se.

— Nós o procuramos por quatro dias seguidos desde que você chegou aqui. — Mark prosseguiu, tomando o seu silêncio como algo ruim. — Fomos a todos os lugares possíveis. A ilha é enorme, eu sei. Mas, eu a conheço como a palma da minha mão e se deixei de ir em algum canto, foi porque sei que lá não é bem seguro. 

— E se Jinyoung estiver por lá? — Jackson murmurou, colocando a língua para fora para que pudesse ver a coloração avermelhada causada pela amora. Mark riu com a sua atitude e ele gostou do som. — Sabe, e se ele estiver...

— Morto? — Mark completou, negando com a cabeça ao que fazia uma expressão indiferente, quase dura. — Eu saberia. Acredite em mim quando eu digo que realmente sei de tudo o que acontece nessa ilha, não são blefes...

Jackson aquiesceu calado, observando Mark levantar-se e caminhar para o cômodo superior ao dizer que tomaria um banho. Ele aproveitou a deixa para colocar-se de pé, terminar o seu cereal e caminhar o mais depressa possível para fora, correndo por entre as árvores ao ganhar a brisa fria do começo da manhã em seu rosto. Provavelmente choveria mais tarde, mas ele não se importava. Havia dito a si mesmo que buscaria ir a todos os lugares que Mark não permitiu que fossem em outro momento. Quem era ele afinal para dizer que podia bem conhecer uma ilha tão grande? Precisava saber se Jinyoung estava por lá. Não conseguia acreditar que o melhor amigo havia mesmo ido embora sem mais nem menos.

Ao estar distante, Jackson parou de correr e começou a caminhar, prestando atenção no que pisava e estando atento aos sons da mata. O riacho não estava tão distante, e como havia ido para aquele lado com Mark na última vez em que saíram para procurar Jinyoung, imediatamente descartou o local. Seguiu então para o leste, torcendo para que não se deparasse com nenhuma fera ou nenhuma outra cobra. Anotou mentalmente que se não conseguisse encontrar a casa de Mark, ainda que ela ficasse no centro da ilha, iria até o fim buscar algum barco que pudesse levar-lhe de volta para casa. 

No meio do caminho, encontrou percevejos, aranhas que mais pareciam cachorros pequenos de tão grandes e  insetos que seguiam-no por todas as partes. Os evitou, deu a volta em uma imensa árvore e viu-se em um lugar denso e brilhante. O verde cercava tudo ao redor, e a grande árvore, no centro, era tão alta que se tornava impossível ver até onde ela ia. As flores eram brilhantes e cheirosas, e o ar era tão limpo quanto no restante da ilha.

Estupefato com tamanha beleza,  ele permaneceu admirando as pequenas flores durante um tempo, cheirando-as e apreciando o sentimento de reconhecimento que tomava seu peito. Entretanto, tão logo foi atrapalhado por um rugido tenebroso e alto. O trovão cortou o céu alto e irritadiço, anunciando as gotas grossas de chuva que passaram a cair em seguida. Eram geladas, e junto do vento frio e a falta de tecido para cobrir seu corpo, ele passou a sentir-se imensamente gélido.

Deu dois passos a frente e observou o que parecia ser uma cachoeira sem fim. O espaço era largo, a água tão cristalina quanto aquela que cercava a ilha e o precipício iniciava-se antes que ele pudesse ver onde ela findaria. Não negou que sentiu-se assustado, e buscou pelo afastamento imediato, encarando ao redor. A água da chuva parecia fazer murchar as flores, que envolviam-se umas nas outras ao mínimo contato. 

Jackson balançou a cabeça e tirou os fios que grudavam em sua testa, correndo dali o mais rápido possível. A sensação de sufoco que sentiu atingiu seu peito tão rápido quanto uma bala, e a busca por afastamento foi algo quase tão natural quanto os relâmpagos que passavam a iluminar o céu. Àquela altura, já tinha as vestes molhadas e seus dentes já batiam devido ao frio. Talvez houvesse sido uma péssima ideia sair sozinho.

Não tão distante, ele avistou mais um dos lugares que Mark havia dito que não era indicado irem. Um denso campo de girassóis murchos que estendiam por quilômetros de distância. O solo parecia escorregadio e as flores pareciam expelir uma dor estranha. Ele encolheu-se e abraçou o próprio corpo a fim de esquentar, obtendo o total de zero sucesso. 

Instigado a continuar seu caminho, Jackson deu dois passos para frente, assustando-se ao escorregar na areia e piscando rapidamente para limpar a visão. Ao tentar novamente avançar no caminho, sentiu-se em pânico ao ouvir um eco ruidoso, algo que parecia irritado. Em choque, sequer conseguiu processar o momento em que uma grande pantera negra voou em sua direção. Suas pernas vacilaram e ele encolheu-se, esperando pelo momento em que fosse ser devorado. Entretanto, a pantera caiu desacordada no chão ao passo que uma movimentação em uma das árvores fosse escutada.

Ele engoliu a seco e abriu os olhos, sentindo o corpo ser abraçado com precisão e lábios quentes rasparem a cartilagem da sua orelha. Sentindo-se esquentar instintivamente, Jackson virou-se para frente e retribuiu o abraço de Mark, evitando encará-lo nos olhos por sentir-se envergonhado, um idiota. Como sabia ser Mark? Bem, o contato da pele dele com a sua era inconfundível.

— Eu falei que não era seguro. — Mark grunhiu, os braços passando firmemente ao redor da sua cintura. Jackson, aos poucos, deixou de tremer e fechou os olhos, inspirando profundamente o cheirinho incomparável que saltava da pele pálida do homem à sua frente. — Acredite em mim quando eu disser algo, inferno! 

— Ela morreu? — Questionou, referindo-se a pantera. Mark negou com a cabeça e segurou em seu queixo, encarando agressivamente os seus olhos. Ele encolheu os ombros e envergonhou-se ainda mais, entreabrindo os lábios para desculpar-se quantas vezes fosse necessário. No entanto, foi cortado.

— Eu só injetei tranquilizante. É melhor irmos antes que ela esteja inteiramente desperta. — Mark segurou em sua mão, mantendo seu corpo ainda próximo. O afastamento foi sentido como uma onda de ar frio, ato que o fez grunhir baixinho e encolher-se. — Vem cá.

Mark abraçou sua cintura e deixou cair um braço sobre seus ombros, trazendo novamente o calor da pele alva. Seguiram em silêncio, fazendo um caminho completamente diferente daquele que Jackson havia explorado. Ainda que se sentisse curioso, ele não questionaria por qual motivo seguiam por ali ou atreveria-se a desobedecer Mark novamente. Não quando agora sabia que ele sempre tinha razão.

Quando chegaram na casa, Mark entregou-lhe novas peças de roupas e pediu que fosse banhar-se, trancando a porta quando passaram por ela. Jackson concordou ainda em silêncio, indo ao banheiro e despindo-se, encarou o próprio reflexo no espelho e sentiu-se estranho, quase como se não se reconhecesse. Aquelas experiências estavam sendo estranhamente intensas. Tudo naquela ilha era intenso. E Mark, sendo profundo, fazia com que tudo aquilo fosse sentido na pele. 

Jackson despiu-se das roupas molhadas, ligando o chuveiro e arfando involuntariamente pelo contato da água quentinha contra sua pele. Entretanto, envergonhou-se com os próprios pensamentos ao ouvi-los dizer que a quentura de Mark era bem mais intensa e instigante do que aquela. Não entendia o porquê daquelas situações toda. Sentia que estava vivenciando algo como num filme cheio de mistérios e segredos. No entanto, ainda sim sentia como se tudo aquilo fizesse parte de um pedaço seu que em outrora sentia-se incompleto.

Balançou a cabeça para os lados, e lavou-se, saindo do banheiro já vestido e alcançando a sala, onde encontrou Mark sentado em frente a janela, concentrado na chuva forte que caía incansavelmente ao lado de fora. Jackson parou no meio do cômodo e perguntou-se o porquê de estar sentindo-se mal por desobedecer Mark. No entanto, não deu tanta atenção aos seus pensamentos desobedientes e mordeu o lábio inferior, aproximando-se do semelhante.

— Mark... — chamou baixo, estranhando a forma como sua voz soou arranhenta. Limpou a garganta e fez careta ao senti-la doer. — Desculpe-me.

— Shhh... — Mark por fim desprendeu os olhos da janela e encarou seu rosto, caminhando até estar em frente ao seu corpo. A mão esquerda ganhou espaço sobre sua têmpora e Jackson o ouviu suspirar. — Humanos... 

Mark revirou os olhos, segurando em seu queixo para que pudesse encarar melhor os seus olhos. Jackson preferiu refutar o pensamento bobo que teve acerca da pronúncia inicial. Afinal, questionar-se sobre algo mais não era algo muito indicado.

— Você está queimando em febre, veja só! — Mark passou as mãos por seus cabelos, negando com a cabeça.

— Eu estou bem. — Pronunciou-se, sendo desmentido logo em seguida pelo espirro audível que soltou. Mark sorriu e puxou seu corpo de encontro ao dele, abraçando sua cintura. Jackson instintivamente sentiu-se derreter, abraçando-o de volta de imediato. 

— Quando eu disser para não fazer algo, não o faça. Eu não estou tentando impedir que você encontre seu amigo, Wang. Eu estou tentando mantê-lo seguro, sob a minha proteção... — Mark suspirou contra sua nuca, causando cócegas chatas e um arrepio que subiu por sua espinha. — Eu sequer consigo pensar o que poderia ter acontecido se eu não tivesse aparecido.

— Desculpe-me. — Ele encolheu os ombros, balançando a cabeça para os lados em seguida. — Eu não farei mais isso. Eu prometo.

Mark aquiesceu, afastou-se e segurou em seu queixo, provocando uma onda de euforia em seu imo. Em seguida, juntou os lábios aos seus em um selar delicado e terno, algo que fez com que seu estômago retorcesse e fosse inundado por borboletas. O toque foi calmo, leve e quente de tal modo quando houve novamente o contato, Jackson estranhou a necessidade, no entanto, tratou de retribuir a altura, uma vez que uma parte sua queria tanto aquilo e naquela mesma intensidade quanto o rapaz. 

Suas mãos correram pelos cabelos de Mark, sentindo-se arrepiar ao passo que a língua experiente explorava sua boca, unindo-se a sua em uma dança sensual e afoita. Mark apertou sua cintura com força, puxou seu corpo de encontro ao dele e prensou-lhe contra a parede, mostrando-se quase desesperado ao tocar sua pele tão afoitamente e experimentalmente quanto ele ao provar da amora mais cedo. Uniam-se bem, notou. No entanto, estava meio desorientado para pensar tão claramente.

Quando afastaram-se, entretanto, Mark apenas voltou a abraçar sua cintura carinhosamente e plantou um beijinho sobre sua testa, puxando-lhe até a cozinha. Jackson, ainda meio aéreo pelo recente beijo fogoso, o seguiu calado, sorrindo quase de modo imperceptível ao raspar a ponta dos dedos sobre os próprios lábios, ato que fez com que o outro rapaz arqueasse as sobrancelhas, balançasse a cabeça e expunha um daqueles sorrisos maldosos e intensos. Ele revirou os olhos e suspirou, perguntando-se o porquê de tudo aquilo parecer tão irracionalmente certo.


Notas Finais


Até mais!!! Logo, se possível!


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