História Storm of Emotions - Capítulo 45


Escrita por:

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Keroshane, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Beladona, Eldarya, Mascarado, Mistério, Mitologia, Romance, Valkyon
Visualizações 138
Palavras 3.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Opaaaaaaa! Olá, aqui estou eu exausta da semana de provas na faculdade :')
Mas, ontem, na quarta, eu fui assistir Thor, como boa fã da Marvel que sou e simplesmente SEGUREI O BERRO, porque o Heimdall daria um ótimo Aknui, juro pra vocês XD

A música de hoje é "Requiem for a goodbye" do Myrath, banda maravilhosa da porra ♥
Já vamos começar explorando o Zaki nesse capítulo! Boa leitura ♥

Capítulo 45 - Sobrecarga


Fanfic / Fanfiction Storm of Emotions - Capítulo 45 - Sobrecarga

Enquanto as amarras de chama azul iam circundando o traidor, via cada vez mais guardiões entrarem no quarto, agitados, demonstrando estarem embasbacados com a revelação do bibliotecário. Naquele momento, desviei o meu olhar até a garota no chão que ainda não havia recuperado os músculos da paralisação.

Porém, roubando-me a atenção, um furacão rompe enfurecido a multidão, agarrando o unicórnio pelo colarinho e deferindo um soco certeiro.

Você é um desgraçado! Imundo! — gritou o líder da Absinto, alterado — Você se aproveitou da sua função! Aproveitou-se do acesso a biblioteca, invadiu meu laboratório! Você matou inocentes! — o elfo lutava em plenos punhos, golpeando o rosto de Keroshane e cerrando os dentes. Observando aquela cena, não deixava de achar cômico — Sua cabeça deveria ser exposta em praça pública!

— Ezarel, já chega!

Ao comando de Miiko, dois guerreiros da Obsidiana o seguraram, trazendo-o para trás enquanto se debatia.

— Não me toquem! — desvencilhando-se do domínio, o azulado bateu nas próprias roupas, olhando para Morgana antes de apontar para o traidor mais uma vez — Você mexeu com a minha guarda, mexeu com a mulher do meu amigo...! Você vai pagar por estar cooperando com Hector, vai pagar!

Ignorando a confusão, o dono de cachos alaranjados se aproximou da amiga, fitando-a preocupado e analisando o seu estado. Depois de envolvê-la em um leve abraço, começou a lhe fazer perguntas baixinho, mas que à distância que eu estava, ainda conseguia ouvir.

— Como está se sentindo? Alguma coisa dói? — palpou-lhe o pescoço, procurando algo além do superficial corte feito pela adaga do criminoso.

— Na verdade... Eu sinto pouca coisa... — a voz da morena se arrastou tentando formar uma frase.

— Chamem a Ewelein, ela precisa de ajuda. — Oliver disse por fim.

Porém, a ordem não precisou ser cumprida, pois a elfa enfermeira adentrou o recinto rapidamente, colocando seu kit de primeiros socorros ao lado da faeliana e começando a trabalhar.

Paralelamente, reparei a não indiferença dela em relação ao descendente: os dois trocavam sutis sorrisos que incomodavam o líder da Sombra ao meu lado. Expandi os cantos da boca, achando graça de seu ciúme e finalmente assumindo a frente da situação.

— Tudo bem, deixem-me vê-la, deixem a poção para depois. — jogando os dreads para trás, agachei diante da Rosenstock — Olhe para mim. Não desvie.

Segurando a mandíbula da mulher enfraquecida, forcei o contato visual e confirmei a minha teoria: ela estava sobrecarregada. Causando um estranhamento nos demais, passei a analisar seu corpo, parando justamente em seus fartos seios e encontrando o que eu queria entre eles: o colar.

Envolvendo o cordão com uma das mãos, arranquei o Quartzo Negro de si e me virei para a líder da Reluzente.

— Há quanto tempo ela está com isso?

— Faz um pouco mais de um mês, eu a dei para protegê-la na Terra.  — mas quem me respondeu foi o demetriano.

— Pra que quer saber disso, Zaki?

— Enterre. — ordenei ao ruivo, entregando-lhe o colar, antes de me dirigir à kitsune — Esse cristal precisa descarregar, ela está sendo bombardeada por energias negativas e magia negra e só essa pedra não é suficiente pra ela por tanto tempo.

Virei-me para Morgana mais uma vez, notando-a mais desperta imediatamente.

— Nós vamos precisar de um ritual de proteção pra você, mas enquanto isso... — mergulhei em meu bolso, buscando a pulseira que ali guardava — Abra a mão e segura. Obsidiana para bloquear ataques psíquicos, Jade para afastar o perigo e bloquear más influências e o Cristal de Quartzo e a Turmalina para neutralizar as energias negativas.

— ... Obrigada. — seus olhos castanhos ainda expressavam o desnorteio, mas sua força muscular já havia voltado, pois apertava a pulseira com bastante vigor.

— Mas o que é essa zona? O que está acontecendo aqui? — aquele tom de voz autoritário me fez sorrir. Meu pai, Aknui Nkosi, chegara para verificar o motivo da movimentação, acompanhado de minha mãe.

— Acabamos de prender um traidor. Ele tentou matar a Morgana, mas seu filho chegou a tempo de impedi-lo. — o tom do vampiro era quase glacial, incomodava-me profundamente. Suas prioridades são um pouco estranhas, Nevra...

Enquanto a minha genitora caminhava em nossa direção, o Grande Aknui mostrou-se para o traidor, erguendo-o sem medo das chamas que envolviam o unicórnio.

— Você tem sorte de não estar sob a lei de Beskerm, seu corpo seria jogado aos blackdogs para ser destruído. — arremessou-o de volta ao chão, sem se importar com a mobília em volta — Como está a menina?

— Eu estou bem. — a morena rapidamente se levantou, sendo acompanhada por mim em seguida. Fez menção de me entregar a pulseira, porém eu neguei veementemente.

— Fique com ela, você precisa mais do que eu. Pelo menos até o ritual de proteção.

— Eu não tenho opção, não é mesmo? — arqueou a sobrancelha, esboçando o riso.

— Definitivamente, não. — abri um sorriso mostrando os dentes e tocando o seu ombro.

— Bem, agora que parte da confusão se resolveu, peço que quem não tem nada a ver com essa história volte às suas tarefas e os demais, vamos para a sala do Cristal. Jamon, traga o Keroshane!

 

**

 

Morgana.

A guarda Reluzente enchia em peso o recinto, aglomerando-se em torno do Cristal juntamente das figuras beskermianas. E no centro da meia lua, jazia o traidor.

Procurando um refúgio que compensasse o vazio que a ausência de Valkyon me deixava, mergulhei no olhar de Urbi. Os olhos negros da senhora Nkosi transmitiam uma doçura confortável, aquecendo-me com algo similar ao calor materno. Entretanto, mesmo dotada de uma feminidade inegável, eu jamais conseguiria a associar à fragilidade. A primeira dama de Beskerm se fazia notar mesmo entre o marido e o filho, era imponente, exalava força, justiça, ao ponto de eu a equiparar à imagem de Atena.

Jamon segurava Keroshane com brutalidade, enquanto Miiko dirigia seus questionamentos e era respondida com uma resistência burra do unicórnio. Ezarel permanecia na mesma alteração, afirmando que ele invadira o laboratório de alquimia para executar suas artimanhas.

— Chega! Já que você se nega a cooperar por agora, tenho uma coisa mais doce te esperando lá na prisão! — chutou-o, apertando as amarras de chama azul e fazendo o traidor expressar um grunhido.

— Faz bem em não ser flexível, Miiko. Arranque a verdade juntamente da vida se for preciso, seu quartel precisa de ordem. — o tom de Aknui deixava claro que ele era um líder rigoroso, sua sugestão rapidamente me lembrou a tortura e inevitavelmente me provocou um arrepio.

— Ezarel, prepare a poção da verdade, pois teremos um breve show com essa vergonha faerie.

— Pode deixar, farei com um imenso prazer. — lançou um olhar duro, quase queimando Kero.

Por alguns segundos, o silêncio se instaurou, dando chance à kitsune de abordar outra questão.

— Eu não sei como lhe agradecer, Zaki. Em nome de todo o QG, obrigada por tê-lo flagrado e salvo Morgana.

Permaneci muda, apenas observando o desenrolar da conversa agarrada ao braço da brownie ao meu lado, que parecia ainda em choque com o evento.

— De nada... Mas tem uma coisa que você pode fazer sim, como demonstração do agradecimento da guarda de Eel.

Aknui sorriu, Urbi olhou para o filho em confusão... E eu fiquei apreensiva.

— Por favor, diga. — atraindo a atenção de toda a sala, o jovem homem relaxou a postura, soltando os braços e sorrindo abertamente.

— É fácil e previsível. Vocês sabem um dos principais motivos de eu vir até Eel. Inclusive, pretendo dar o dote para a guarda mesmo, já que sua família não se encontra acessível. — lentamente, minha mente ia encaixando as peças do quebra-cabeça — Eu quero a mão de Morgana em casamento.

O quê?! — não contive o grito.

— Cumpre todos os requisitos que eu espero de uma primeira dama beskermiana, é forte, sabe se impor, tem uma beleza inegável... mesmo que me pareça inflexível e pouco receptiva muitas vezes. — ele estava rindo, aquilo deveria ser uma piada, não era possível.

— Mas... Mas... Eu não posso!

— Ora essa, e por que não pode? Por que está rejeitando o meu filho?

— Porque ela é comprometida. Comigo.

Aquele timbre grave, ele fez com que eu voltasse à minha órbita, preencheu-me de alívio e de sua quentura tão característica. Meu guerreiro havia voltado, era Valkyon.

Dominada pela saudade, atirei-me em seus braços, sentindo novamente aquela eletricidade do seu corpo no meu. Quando ele me apertou mais contra si mostrando que eu era só sua, agradeci aos céus por colocarem o platinado em minha vida. Tocamos o rosto um do outro, fitando-nos de maneira envolvente, procurando algum rastro de perigo que pudesse ter nos acometido. Assim que ele viu o corte suave em meu pescoço, sua expressão escureceu, finalmente voltando ao mundo à nossa volta.

— Como eu ia dizendo, — segurou minha mão firmemente — Morgana é minha namorada. Não temos interesse no seu dote, muito obrigado. Agora procure outra esposa, porque ela é minha. — um arrepio gostoso percorreu toda a extensão do meu corpo com aquela frase, a maneira com que sua voz afirmava e a sede que eu sentia em beijá-lo me tomavam. Eu adoro a reciprocidade que existe entre nós.

— Creio que a aliança não envolvia casamento, não é mesmo, sr. Nkosi? — afiado, Ezarel questionou.

— Espero que cheguemos a um acordo, onde não forçaremos nada dessa espécie. — pronunciou-se o vampiro.

Miiko só faltava se contorcer de nervoso, mas ao contrário do que ela imaginava, nenhum beskermiano se alterou.

— Não sabe o que está perdendo... — Zaki sibilou com soberba, só consegui revirar os olhos e esboçar um riso.

— De fato, está longe dos valores de Beskerm forçar uma união. Eu e Aknui somos defensores do casamento por amor, acima de tudo.

— Então demos esse assunto por encerrado. — sorri com a intransigência de Valkyon — Pelo visto, estamos na época de captura de aliados da máfia, eu e os meus companheiros da Obsidiana prendemos um humano mafioso. Como a população tinha o pego, temos que interrogá-lo o quanto antes, ele pode morrer a qualquer instante.

— Conseguiram algo sobre os sequestros? — segurando ambas as mãos, Urbi questionou aflita.

— Não muito, só a confirmação de que é a máfia, não achamos nenhum rastro das pessoas desaparecidas... Sinto muito.

— Pois bem, vamos para a prisão. Ezarel, prepare a poção e traga imediatamente. Morgana, tire um tempo de descanso, não deixe de passar na enfermaria, por favor. Ykhar, prepare o dossiê à Guarda Secreta.

Assentindo, o elfo e a brownie saíram antes de todos, às pressas para o local de suas tarefas. Com a reunião acabada, Nevra veio até Valkyon para lhe abraçar.

— Bom trabalho, cara. — disse cordial.

— Obrigado. Vamos ver se teremos um bom trabalho agora... — o dono de olhos dourados sorriu.

— Veremos.

Quando o ogro jogou Keroshane como um lenço sobre os ombros e pegou o mafioso com um braço, os presentes começaram a segui-lo rumo às escadarias. A verdade seria desenterrada.

 

**

 

Valkyon.

Aquela era uma oportunidade de ouro. À medida em que os guardiões avançavam, fitei veementemente Morgana, diminuindo o meu passo cada vez mais, até que ela percebesse e engajasse no meu ritmo.

E assim se fez, quando os outros dobraram o corredor das guardas, avancei contra ela, prensando-a contra a parede, tocando o seu corpo e sentindo meu interior todo queimar, sarando a ansiedade de tê-la por perto.

— Nenhum tribal vai roubá-la de mim. Você é minha.

Tomei seus lábios intensamente, sendo correspondido pela descendente, que me puxava cada vez mais para si, tentando eliminar qualquer milímetro que nos separasse. Arranhou minha nuca, minhas costas, possuindo-me e aumentando ainda mais a temperatura, a rapidez daquele contato.

— Eu estava morrendo de saudades... — sussurrei enquanto pressionava o meu peso contra o seu, beijando, mordendo seu pescoço e mandíbula — do seu cheiro, da sua voz, da sua boca... de você inteira.

Desafiando a linha tênue que me separava do descontrole, deslizei as mãos por suas curvas possessivamente, queimando-me como se fosse lava, enquanto seus dedos passeavam pelo meu tórax. Apertei sua bunda, ouvindo seu gemido enquanto sua boca estava na minha. Eu estava no limite, pronto para arrancar todas as roupas que obstruíam a passagem... Até que ouvimos um barulho vindo do corredor simples.

Nos afastamos instantaneamente, ofegantes, tentando inutilmente disfarçar e espantar a aura sexual presente ali. Esperando alguns segundos, agarrei-a pra mim novamente, beijando-a com mais calma, porém com muito empenho. A descendente brincava de me empurrar, tentando se desvencilhar de mim.

— Vai logo, vai dar um jeito no Keroshane. — aproximou-se novamente, caminhando sua boca lascivamente pelo meu pescoço — Céus! Você me faz perder o controle, eu estava em abstinência dessa sua gostosura toda. — riu, fingindo que iria embora.

— Ah é? — puxei-a mais uma vez, deixando selinhos em seu rosto — Me espere em seu quarto, hoje à noite... Eu tenho uma surpresa pra você.

— Que surpresa? — enlaçou seus braços na minha nuca.

— Vai ter que deixar a porta aberta pra mim pra saber...

Provocando a morena, soltei suas mãos e comecei a andar na direção oposta, indo completar meu dever.

Valkyon! Volta aqui! — gritava, fazendo-me dar risada.

— Lembre-se, fim do dia, porta aberta. — pisquei para ela, finalmente deixando o corredor rumando a escadaria para a prisão.

Esquecendo por um momento todos os problemas à minha volta, tive a impressão de que o peso do fardo havia diminuído enquanto estava com Morgana. Mas, desmanchando o meu sorriso, minha consciência me alertou: ela ainda não sabia do que eu tinha feito.

 

**

 

Na lúgubre prisão, o ar sufocava a todos que rondavam os criminosos. Preparados para o interrogatório, o mafioso estava acorrentado à uma cadeira de cabeça baixa e com as feridas abertas, necrosadas, já exalando o cheiro de putrefação, enquanto Keroshane jazia no chão, com a boca contra aquele solo imundo, ainda envolto com as chamas da kitsune.

Assumindo o controle, Nevra tomou a frente, empunhando a seringa e pronto para ejetar no humano. Ele precisou ser ágil, pois assim que a poção entrou em contato com o sangue, o homem começou a se contorcer, as veias enegrecerem e os olhos revirarem. Tomando notas, Ezarel observava tudo, estudando a reação em não-faeries.

Em nome da Guarda de Eel, diga o seu nome e porque estava em Beskerm! — vociferou a líder da Reluzente, antes que o mafioso se estabilizasse — Diga!

O homem balbuciava várias vezes, só deixando palavras fracas saírem de sua boca. Entretanto, as que eu compreendi me assombraram.

— A máfia... faeries em experimentos... fortalecimento humano. — aquilo foi o gatilho, ligando-me aos cristais e na teoria já levantada.

Mas como ousa...! — alterado, o Grade Aknui só não avançou por ter sido impedido pelo filho.

— E para que é o fortalecimento? O que a máfia pretende? — a voz de Ezarel ecoou cortante como uma lâmina recém amolada, mais fria que o usual e mais sombria do que nunca.

— Invadir... destruir Eldarya... sua raça imunda! — ao exclamar em plenos pulmões, a carne exposta escureceu ainda mais.

O desgraçado estava morrendo. Correndo contra o tempo, Nevra o segurou, impedindo-o de se debater ainda mais, sendo seguido pela kitsune que envolvia a chama azul em torno do corpo do mafioso, tentando pará-lo para fazer a última pergunta.

Quem está no comando da máfia?! Responda!

— Argh! — da sua boca, o sangue negro e espesso começou a ser expelido, forçando o vampiro a se afastar — Ca... a... a protegida.

Sua cabeça tombou e os olhos ficaram vidrados. Era tarde demais.

Ardendo em revolta, Miiko empurrou a cadeira atada ao mafioso contra o chão, deixando que o corpo imundo começasse a boiar no mar que banhava o local. A líder da Reluzente praguejou aos quatro ventos, ordenado que a sereia que vigiava a prisão jogasse-o no ácido.

— Chegou a vez do chifrudo ali. — pontuou Zaki, esfregando as mãos.

Carregando-o para uma cadeira, Nevra se virou para o unicórnio e pegou mais uma dose da poção com uma seringa. Com o menor sinal de resistência, o vampiro tirou-o do chão, segurando-lhe o pescoço e ejetado o líquido revelador enquanto sufocava.

Cerrei meus dentes, fitando Keroshane com ódio. Como você ousou tocar nela?

Estando tudo pronto, a kitsune caminhou ameaçadora até o traidor. Ela havia o salvo e agora, ele a apunhalou pelas costas.

— Em nome da Guarda de Eel...

— Deixe-me começar dessa vez, Miiko. — o líder da Absinto afastou nervosamente uma mecha de seus cabelos azuis para trás — Como você adulterou a poção da última vez? Como sabia?

Keroshane deu uma risadinha, erguendo o incomum olhar soberbo.

— Observei os livros que essa putinha pegou na ausência de vocês. Foi fácil achar um bloqueador naquele mesmo livro de alquimia velho.

— Ora, seu...! Eu vou te mostrar a putinha! — as chamas azuis deram mais uma volta, envolvendo a garganta do criminoso.

— O que você sabe sobre o ataque que aquele mafioso morto mencionou? — perguntei, fazendo com que a kitsune afrouxasse suas “correntes”.

— Vocês terão que se curvar, Hector está vindo e trará a máfia junto com ele. Os fracos não sobreviverão.

Era difícil engolir aquela história. Mesmo completamente deteriorado, a face do unicórnio ainda exalava soberba, o que fazia Miiko avançar contra ele, jogá-lo no chão e esfregar sua cara contra a lama gosmenta que cobria a prisão. Discorrendo o interrogatório, as informações relevantes começavam a aparecer, cercando cada vez mais o inimigo e deixando a Guarda de Eel mais preparada para a invasão que estava por vir.

Entretanto, entre os questionamentos e punhos, a pergunta de Nevra nos roubou a atenção.

— Você mantém que tipo de relação com o Hector? — o olho prateado de Nevra brilhou na escuridão, a pergunta dele pareceu deixar o unicórnio desconfortável.

— Nós somos amantes. — silêncio no recinto, ninguém ousou pronunciar mais nada, nem mesmo os beskermianos.

— Sempre soube que você jogava no outro lado, agora o Hector...

— Chega de palhaçada, Nevra, vamos voltar às perguntas que interessam. — intransigente, a mulher-raposa retomou o posto — Quem comanda a máfia? Quem tem acesso a essa informação?

Com aquilo, fui analisando o quão desinformados eram os mafiosos, eles mal sabiam quem os coordenava, conheciam apenas uma marca e mesmo quando soubessem o nome, não conseguiam pronunciá-lo devido ao pacto.

Até que enfim, a mulher de cabelos negros fez uma pergunta perigosa, atraindo a atenção de todos.

Quem são os traidores infiltrados? Você não trabalha sozinho, tenho certeza.

Naquele momento, percebi os movimentos mais lentos, resultado do anseio pela verdade. Entretanto, assim que abriu a boca pronto para falar, a mudez o atingiu. Cada vez que forçava mais falar, seus olhos se arregalavam sem entender, a garganta ao ponto de sangrar.

Você só pode estar de brincadeira! — esbravejou o elfo, possesso.

Qual o nome dos traidores?! — gritou Zaki, mas não obteve resposta.

— Magia negra... Vou tentar entrar em contato com alguma feiticeira... Esses filhos da puta não vão escapar!

— Frustrante. Apenas frustrante. — o beskermiano mais novo cruzou os braços.

Aproximando-me do ex-bibliotecário, encarei-o, pronto para lhe dar uma surra.

— E por que vocês estão atacando a Morgana? — eu precisava confirmar, meu instinto em protegê-la gritava mais alto naquele momento.

— Porque ela é forte demais, ela é uma ameaça. Os Rosenstock devem pagar!

Semicerrei os olhos, socando o meio da sua cara. Transformado, Keroshane ainda insistia com as ameaças, estava completamente louco e servia cegamente a Hector.

Quem vai pagar é você! Jamon, amarre-o com os membros esticados na cela! Até ele resolver quebrar essa barreira, ficará assim.

— Jamon amarrar, traidor morrer por merecer. Odiar Kero, Kero ruim.

A voz cavernosa do ogro se fez presente, punindo o ex-bibliotecário. Observei o corpo raquítico ser erguido sobre a água, as correntes se esticando, mas ainda assim, não quebrando a expressão altiva do unicórnio. O olhar dele cruzou uma última vez com o meu, exalando todo o ódio pregado pela máfia, por Hector... O unicórnio salvo pela Guarda de Eel havia se perdido em algum caminho e ninguém sabia dizer qual.

Cruzando a entrada, respirei fundo e subi as escadas, tentando me recuperar da energia estranha que preenchia aquele lugar. E eu sabia exatamente o que fazer para melhorar o meu estado: cumprir o combinado com a minha Rosenstock.


Notas Finais


EAE, BELADONAS?
Vamos pras perguntinhas básicas?

1- "Cumprir o combinado" hein, sr. Valkyon... O que isso significa? JFJSDIJFAHFKASJDIAFO
2- GRRRRRRR, KEROSHANE! Qual é a do feitiço/pacto? e.e
3- O que acharam do Zaki? O moço tribal acha que só por dar uma pulseira e ganhar um sorriso já é pedido de casamento -qq
4- Ezarel pistola? O que é isso, Brasil?
5- Urbi melhor pessoa ♥ Acham que a Morgana compará-la a Atena é normal ou tem coisa aí?
6- E como o Valkyon vai lidar com o PESO da morte do tribal?

Contem-me tudo nos comentários <3
Beijinhos e até logo e.e


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...