História Storybrooke - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma, Regina, Romance
Visualizações 376
Palavras 7.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Começando a semana com mais um capítulo!! huhuhu

Obrigada a todos pelos comentários, vocês são muito fofos! Ao pessoal que favoritou e quem acompanha dentro e fora da moita huhuhu!!

Boa leitura!!

Capítulo 19 - Capítulo 19


- Mãe o que você faz aqui? – perguntou a morena mais nova assim que se aproximou Era o que me faltava para encerrar o sábado!

Cora deu uma leve risada – É assim que você recebe suas visitas?

- Vovó! – exclamou Henry feliz ao ver a mulher ali, e no instante seguinte saiu correndo em direção da mesma – Que bom que você está aqui, estava com saudades! – disse ao abraçar a cintura da mulher.

- Está vendo Regina, é assim que se recebem as visitas, ainda mais se a visita for sua mãe. – comentou a mulher com ar de zombeteiro – Oi meu príncipe. Também estava com saudades de você. - abraçou o menino carinhosamente e dando um beijo demorado na vasta cabeleira curta castanha.

Regina soltou uma respiração – Não foi isso que eu quis dizer, apenas a senhora me pegou de surpresa. – disse a morena mais nova abrindo um sorrindo e indo abraçar a mãe – Não me avisou que estava vindo.

- Eu vim te visitar e preciso avisar quando venho? – perguntou assim que soltou do abraço.

- Claro que não. – Mas seria bom, pois assim me preparava mentalmente para sua chegada! Mente má! Apenas a verdade! Tudo bem, concordo!

- Vovó, você precisar ver o que eu ganhei da Emma. – disse o menino segurando a mão da mulher mais velha e tentando puxá-la para dentro. Sim, Henry, distraia sua avó assim eu ganho tempo para pensar em uma rota de fuga! Mente má! Não vou nem comentar que só falo as verdades! Minha mãe não é tão má assim! Se isso é o que te fará dormir melhor a noite. Você sabe muito bem o que me fará dormir a noite! Sim, eu sei, uma loira fantástica te fará dormir melhor todas as noites de sua vida.

- Calma, Henry, preciso levar minhas malas para dentro primeiro. – comentou ela tentando acalmar seu neto.

- Eu levo. – comentou Regina – Pode ir com ele na frente, se não ele não te dará sossego. – comentou indo em direção as malas, enquanto uma Cora era arrastada para dentro da casa.

- Deixa que eu te ajudo. – disse Emma pela primeira vez, se aproximando.

- Não precisa....

- Mas eu quero. – comentou a loira e olhou profundamente para a morena Quero sentir novamente o gosto de seu beijo! – Assim eu passo mais alguns segundos na sua companhia! – disse pegando a mesma mala que Regina estava segurando e tocando em sua mão Mas que comentário mais clichê, ela sorriu então apesar de tudo funcionou! Ponto para você Swan!

Um arrepio percorreu o corpo de ambas a mulheres Será assim toda vez que tocar sua pele? as duas mentes pensaram ao mesmo tempo Não importa, quero mais. Necessito de mais! – Emma... – sussurrou a morena roucamente.

- Não diz nada Regina... – interrompeu a loira - Vamos deixar para dizer alguma coisa em outra hora... Quero apenas curtir esse momento maravilhoso que passei ao seu lado e de Henry. – sorriu ao final Quero mais momentos assim!

- Eu também gostei. – comentou a morena retribuindo o sorriso.

- Vamos? – pergunto Emma indicando que já segurava as duas malas da mulher mais velha.

Regina assentiu com a cabeça – Claro, se não daqui a pouco eles vem buscar a gente. – riu a morena Disso eu não duvido, ainda mais um Henry todo encantado por uma loira fantástica e uma futura sogra recém chegada. Futura sogra? Sim, não? Não pensei sobre isso ainda, acabei de terminar um relacionamento... Mas isso não a impediu de beijar a loira arrasa quarteirão! Mente má! Apenas verdades! Bem, ainda não pensei sobre isso, e só vou pensar mais para frente. Gosto assim! Shiu!

- Então essa é sua mãe? – brincou Emma caminhando logo atrás da morena Agora sei de onde Regina herdou a beleza, desculpa senhor Henry, mas o senhor não era bonito a esse ponto!

- A própria, em carne e osso. – brincou a morena – Mas não se engane, ela parece inofensiva, mas quando precisar saber morder forte.

Emma arregalou os olhos surpresas – Hum, bom saber... – murmurou e Regina não se aguentou e gargalhou, então um sorriso travesso surgiu nos lábios da loira – E a filha, sabe morder forte?

O sorriso de lado da morena denunciou que ela entendeu a pergunta – Só se você pedir, Emma. – murmurou roucamente e outro arrepio percorreu o corpo de ambas as mulheres Ai, pelo botões de Eugenia, acho que não sobrevivo esse dia pensou Emma.

- Quem sabe em um momento mais sossegado e sem pessoas para atrapalhar, talvez eu peça para ser mordida. – soltou Emma maliciosa Isso Loirão, mexe com quem está quieto que depois você não aguenta. Se bem que todas as vezes que ela começou você aguentou e bem. Gosto assim, que encaram um bom desafio.

- Vamos ver se você merece! – comentou a morena por fim assim que adentraram na sala.

- E esse é o Spirit. – falou Henry entregando a pelúcia por fim para sua avó, e resolveu dar o mesmo nome que o cavalo tem no desenho. – Isso tudo eu ganhei hoje de Emma. – sorriu feliz.

- Ai Regina que coisa mais graciosa. – comentou Cora sorrindo com a felicidade do neto.

- Também achei. – respondeu a morena assim que indicou para a loira onde deixar as malas da mãe.

Henry sentou ao lado da avó – E sabe o que mais, vovó? – perguntou mais entusiasmado ainda.

- Não tenho ideia. – sorriu para o menino.   

- Emma, Ruby e eu vamos reformar uma casinha na árvore. – respondeu todo feliz.

- Uma casinha na árvore? – perguntou incrédula.

Henry apenas afirmava com a cabeça e um sorriso maior que seu rosto – Eu vou ser o ajudante de Emma.

- E quando irei conhecer essa Emma da qual só escuto falar desde que cheguei? – brincou a mulher mais velha, mas com uma sensação de que já sabia quem seria a mulher. Emma engoliu seco.

Regina sorriu de lado com o nervosismo da loira – Essa é a Emma que tanto meu filho fala. – apontou para mulher ao seu lado que estava paralisada Conheça sua futura sogra! Mente, eu já falei para parar! Não está mais aqui quem falou!

- Minhas suspeitas estavam certas no momento que pousei meus olhos em você. – comentou a morena mais velha. Envergonhada, a loira apenas ergueu a mão direita e acenou – Se aproxime, eu não mordo... – fez uma pausa olhando para a loira – A não ser que você peça ou faça algo para isso.

- Oi... – disse Emma assim que se aproximou da senhora Vai sua futura sogra não morde! Futura sogra? De onde você tirou isso, mente fantasiosa. Oras, pelas nossas conversas e deduções, é o que ela será quando você começar um relacionamento com Regina! Não apresse as coisas! – Prazer, Emma Swan, a mulher que seu neto só fala desde que a senhora chegou.

- Cora Mills. – cumprimentou de volta e Emma a olhou interrogativa – Oh não se preocupe, sua confusão é normal, mesmo depois que me separei de Henry, acabei optando por continuar usando o sobrenome dele, para evitar a burocracia desnecessária para voltar a ter meu nome de solteira. – sorriu por fim.

 - Perdão, não quis parecer invasiva. – comentou a loira.

- Não se preocupe, minha querida... – comentou a mulher mais velha – Me fale um pouco sobre você.

Regina arregalou os olhos surpresa, pois não esperava essa iniciativa de sua mãe – Mamãe! – repreendeu a morena O que Cora quer saber? Conhecer a nora, oras! Mente! Está bem, vou ficar calada!

- Oras Regina só quero conhecer um pouco melhor a mulher que meu neto não para de falar. – riu.

Emma sorriu pela primeira vez – Ah, senhora Mills...

- Apenas Cora, por favor. – pediu a mulher interrompendo a loira – Senhora me faz sentir muito mais velha do que já sou.

- Ah Cora, não se tem muito que saber sobre mim... Sou uma mulher comum, que gosta de cavalos, que tenta fazer o melhor possível na administração da fazenda e tenta colocar um sorriso no rosto de seu neto, assim como de sua filha. – Emma terminou sua apresentação olhando para Regina E que está perdidamente apaixonada por essa morena e seu filho, mas turrona do jeito que é falar em voz alto isso irá demorar um pouco!

Cora olhou analisando melhor a loira e o que ela disse, depois passou seus olhos por sua filha, em seguida em seu neto que folheava seu livro alheio a conversa por um momento, então voltou seu olhar para loira, mas não deixou de perceber o que ela havia dito e a reação em sua filha Hum aí tem coisa. – Espero que continue assim. – brincou por fim Se não irá conhecer o lado negro de Cora Mills!

- Pretendo não mudar. – riu Emma.

Eugenia entrou na sala – Boa noite! – cumprimentou ao avistar todos ali – Menina Regina, o jantar está pronto, quando quer que eu sirva?

- Boa noite. – cumprimentou a morena mais nova – Eugenia, essa é minha mãe Cora.

- Oi, tudo bom dona Cora? – cumprimentou a senhora.

- Oi, tudo sim a partir do momento que você não usar o dona. – comentou Cora sorrindo – Apenas Cora, por favor.

- Mamãe, essa é Eugenia. – apresentou de volta – Eugenia, por favor, pode ser agora que acredito que todos estão com fome. – fez uma pausa – Depois você pode arrumar um quarto para a minha mãe?

- Claro, com licença. – se retirou da sala.

- Emma, janta com a gente. – pediu Henry.

- Ah garoto, eu gostaria muito, vamos deixar para outro dia. – sorriu para o bico que ele fez pela recusa – E não adianta fazer bico e seus olhos pidões. – comentou a loira arrancando risadas da mãe e filha.

- Tudo bem, outro dia você janta aqui com a gente. – disse ele conformado.

- Palavra de cowboy. – prometeu Emma – Bom, se me dão licença, eu preciso ir para minha casa. – disse a loira se virando para ir em direção a cozinha, por onde sairia.

- Eu te acompanho. – comentou Regina se levantando rapidamente e seguindo a loira Isso Regina toma uma atitude! Mente! Ai você é muito chata!

Sem dizerem nenhuma palavra as duas mulheres seguiram para a cozinha e logo em seguida estavam na varanda do lado de fora. As palavras ainda faltavam entre elas.

- Emma... – Regina quebrou o silêncio e a loira só a olhou Vai Regina, sei que você quer beijar a loira tentação! Está esperando o que? Tasca de uma vez o beijo que você quer. – Eu... – abaixou o rosto.

Emma sorriu, levantou sua mão direta, colocando o dedo indicador em baixo do queixo da morena e erguendo o rosto dela suavemente. Sem dizer nenhuma palavra a loira aproximou seus lábios parando a milímetros dos lábios da morena, caso Regina recuse – Se você quiser eu recuo. – murmurou por fim, suas respirações se misturando, assim como seus corações batendo fortemente em seus peitos.

Regina, pelo amor dos botões de Eugenia, agarre a loira e lasque o maior beijo! gritou sua mente. Regina agarrou a gola da camisa xadrez da loira – Não ouse recuar. – a distância deixou de existir quando seus lábios se juntaram e novamente eles se fundiram em um beijo afetuoso, simples, singelo, mas em questão de segundos virou um beijo ávido, sedento, desejoso. As mãos da loira ganharam vida e se embrenharam nas madeixas castanhas, e as mãos da morena, soltaram a gola da camisa e foram passeando pela frente do corpo da loira, até chegarem aos quadris e se fecharem no bumbum coberto pela calça jeans apertada, os trazendo para ficarem juntos aos seus quadris e arrancando alguns gemidos abafados pelo beijo. No instante que chegaram ali, automaticamente suas mãos se fecharam apertando com vontade, com desejo, com firmeza Sim! Era disso que estava falando! gritou a mente da morena Aperta bem apertado, vamos sentir cada centímetro desse pedaço que nos atiçou hoje a tarde toda. Vamos reconhecer todas essa área.

Quando o ar se fez presente, Emma sorrindo encostou sua testa na de Regina – Acho melhor parar por aqui... – sua respiração entrecortada, suas mãos mantiveram o mesmo lugar Eu não quero parar!

- Acho que é uma boa ideia... – concordou a morena com um imenso sorriso, sua respiração semelhante a da loira. Suas mãos ainda pousadas sobre a popança da loira Mas eu quero mais!

- Boa noite senhorita Mills. – brincou Emma roubando um beijo doce da morena.

Regina sorriu e segurou a loira pela gola da camisa novamente ao vê-la se afastar e roubou um beijo da loira – Boa noite senhorita Swan. Sonhe com os anjos. – brincou.

- Com certeza eu sonharei com uma anja morena de lábios irresistíveis. – atiçou a loira e não se aguentou e roubou outro beijo da morena – E você sonhe com uma anja loira de olhos verdes. – se soltou em definitivo, pois se continuasse ali ela não pararia tão cedo os beijos.

- Disso você não tenha dúvida. – comentou Regina sorrindo bobamente ao ver a loira dar três passos de costas e de frente para ela, sorrisos adornavam seus lábios. Vai Regina, ataca! Ela propôs esse jogo de quem dá o último beijo, mostre que é você a vencedora. Em um movimento inesperado a loira se aproximou novamente e deu um beijo de tirar o fôlego Perdeu a chance de ganhar esse joguinho!

- Agora eu vou mesmo... – comentou a loira e no instante seguinte já estava longe. Um breve aceno da loira que virou de frente para seu caminho e saiu em disparada para ela não ter o perigo de voltar e roubar mais beijos da morena.

Um sorriso travesso adornava os lábios da morena – Emma? – chamou, e fez com que a loira parasse e se virasse para ela. Quando Emma percebeu Regina estava a centímetros dela, então roubou um beijo de tirar o fôlego Agora sim irei dormir feliz! – Quem disse que a última palavra é sua? Ou no caso aqui, o último beijo? – sorriu e não esperou por uma resposta de Emma, saiu correndo para dentro da cozinha, assim terminando o joguinho de provocações.

- Ah morena, eu estou bem lascada com você... – comentou Emma sorrindo feito boba – Bem lascada mesmo... – virou-se para retomar seu caminho até sua casa.

-SQ-

Regina entrou rapidamente na cozinha assustando Eugenia que voltava da sala de jantar ao deixar a última travessa com comida – Menina Regina, que susto! – comentou ao tentar se acalmar – Está tudo bem? – então olhou melhor para a morena e percebeu um brilho diferente em seu olhar Hum aí tem algo, é velho Henry acho que você está mexendo seus pauzinhos rapidamente, assim que eu gosto!

Regina limpou a garganta – Desculpe Eugenia, eu não tive a intenção de assustá-la. – comentou então começou a caminhar vagarosamente até a sala de jantar.

A mulher mais velha viu sua filha entrar. Um pequeno sorriso ainda adornava os lábios da morena mais nova. Cora também percebeu um brilho diferente no olhar, um brilho encantador Ah com certeza tem algo aí, depois preciso conversar com Eugenia para saber mais detalhes, pois se conheço minha filha, ela irá desconversar e não me falará nada.

- Mamãe você demorou, aconteceu alguma coisa? – perguntou Henry já sentado em seu lugar e a sua frente estava sua avó.

- Não aconteceu nada, meu príncipe... Apenas comentei com Emma sobre fazer uma janela a mais na casinha na árvore e estávamos conversando sobre essa ideia. – respondeu Regina, ela não gostava de mentir para seu filho, mas no momento ela não queria falar que tinha acabado de beijar a Emma, pois tudo ainda era muito confuso para ela. Regina precisaria assimilar tudo para depois contar algo tanto para sua mãe, e principalmente para seu filho – Vamos jantar? – mudou o foco da conversa. Os outros dois integrantes da mesa concordaram com um aceno de cabeça enquanto a morena sentava-se em sua cadeira a ponta da mesa.

O jantar transcorreu sem maiores problemas, uma conversa agradável e tranquila pairou no ar. A mulher mais velha elogiou a comida de Eugenia, e acabou repetindo, coisa que não era seu feitio. Também percebeu Henry comer tudo de seu prato sem reclamar. Cora ouvia com tudo que Henry contava com entusiasmo sobre Emma querer ficar amiga de um cavalo bravo. Sobre o projeto que tinha montado naquela tarde sobre a casinha na árvore e tudo que ela havia dado a ele, e também sobre o passeio que eles fizeram na fazenda.

- Vejo que Emma conquistou o coração de nosso príncipe. – brincou a mulher e olhou para a Regina.

- Pelo visto sim. – comentou a morena olhando para seu filho que terminava a sobremesa, um sorriso que não saia de seus lábios Não só o filho, assim como a mãe também está caidinha pela loira fantástica! Mente! Me calei, mas só falo verdades!

Cora soltou uma grande respiração – Filha, quando estava no aeroporto esperando para embarcar recebi um recado nada amistoso de Robin. – começou a mulher e a tensão pairou no ambiente – Que inclusive ele mencionou o nome de Emma e algumas observações nada cordiais.

- Mamãe, podemos conversar sobre isso depois que eu colocar Henry para dormir? – pediu Regina visivelmente cansada com essa situação toda.

- Claro! – concordou a mulher mais velha.

Regina se levantou – Vamos Henry, hora do seu banho e depois cama. – comentou olhando para o filho – Dê um beijo em sua avó e vamos!

- Boa noite vovó! – disse ele ao se levantar e se aproximar da mulher e depositar um demorado beijo na bochecha da avó. Cora estava surpresa por seu neto concordar sem fazer manha ou mesmo usar de seus truques para persuadir sua mãe a deixá-lo dormir sem tomar banho.

- Boa noite, meu príncipe. Até amanhã. – disse de volta e beijou a cabeleira castanha do menino que saiu em disparada para o banheiro.

-SQ-

Enquanto Regina dava banho em seu filho, ela aproveitou para mandar uma mensagem para Kathryn, pois com tudo que havia acontecido no dia, ela ainda não havia analisado e muito menos informado sua amiga dos acontecimentos.

7:33 pm: Katy, S.O.S. – deixou o celular de lado para ensaboar a cabeça do filho. Então escutou o som da mensagem que chegou.

7:34 pm: O que houve? Qual a situação?

7:34 pm: Aconteceu de tudo um pouco, mas o principal, minha mãe está aqui! Preciso de ajuda. – novamente deixou o celular de lado, para enxaguar o xampu dos curtos cabelos castanhos, escutou de novo o som de mensagem chegando.

7:35 pm: Ai Rê, você sabe que eu te amo, mas eu não chego perto da dona Cora.

7:35 pm: Para Katy, minha mãe nem é tudo isso não. Rsrs. – mandou a respostas e desligou o chuveiro – Vamos te enxugar. – falou e Henry saiu debaixo do chuveiro e Regina enrolou o menino em uma toalha felpuda. Mais uma vez o som de mensagem chegando – Pronto! Vamos lá no quarto colocar seu pijama.

7:35 pm: Se ela não é tudo isso, então você pode encará-la sozinha, pois desde aquele dia que ela nos pegou mais bêbadas que gambás, eu nunca mais a verei boazinha. Rsrs.

7:43 pm: Tudo bem, eu só precisava do seu apoio moral aqui, mas já que você não vem, eu não te contarei nada por telefone ou mensagem do que aconteceu aqui hoje. – colocou o celular em cima da mesinha de cabeceira e terminou de ajudar Henry a colocar sua roupa para dormir. O acomodou na cama e deitou ali com ele.

- Mamãe, hoje com a Emma foi super legal não foi? – ele perguntou bocejando.

- Claro que foi, meu príncipe. – ela respondeu ao mesmo tempo que o celular apitou com nova mensagem – Eu me diverti bastante e você?

Outro bocejo, seus olhos quase se fechando – Também... Adorei todos os presentes delas... Cadê o Spirit? – perguntou procurando pela pelúcia.

Regina também procurou e a achou em cima da mesa no canto, juntamente com o livro e o DVD do desenho. Ela se levantou para pegar a pelúcia e escutou outra vez seu celular apitar avisando nova mensagem. Pegou a pelúcia e voltou para a cama, deitando-se ao lado do filho e entregou a pelúcia ao menino que no instante seguinte a abraçou e fechou os olhos. Não demorou muito para Henry respirar profundamente indicando que havia dormido. A morena pegou seu celular enquanto ainda fazia carinho nos curtos cabelos castanhos do menino, e seu celular apitou uma terceira vez indicando que outra mensagem havia chegado.

7:45 pm: Agora você jogou baixo duas vezes! Você sabe que eu sempre te apoio moralmente em tudo, mas dona Cora é outro assunto. O que aconteceu? Não me deixa curiosa.

7:47 pm: Tudo bem, você não sabe brincar. Me diz, o que aconteceu, estou mais que ansiosa para saber.

7:53 pm: Ok, entendi que você ficou chateada por eu não querer chegar perto da Cora e você está se vingando em não me responder.

7:54 pm: Quanto exagero, Katy... Eu apenas estava ajudando Henry a se trocar para dormir e estou com ele agora na cama.

7:55 pm: Então me diz o que aconteceu? Vai não me deixa nessa tortura. Mande beijos para ele e diga que estou com saudades!

7:55 pm: Você não quer vir para cá, então não vou dizer rsrs. Eu direi amanhã, pois ele já dormiu.

7:55 pm: Argh te odeio Regina Mills. Você sabe que minha curiosidade é uma coisa louca, vai me diz pelo menos algum detalhe pequeno.

7:56 pm: Tudo bem, você venceu, apenas um pequeno fato: mandei Robin de volta para Boston hoje.

7:56 pm: Para tudo! Você o que? Você fez isso mesmo que eu li??

7:56 pm: Sim... Mas tem mais!

7:57 pm: Ae por todos os seres divinos existentes na história humana, o que mais aconteceu?

7:57 pm: rsrsrs eu já te falei o que você queria, agora não você não quer vir para cá, então não direi mais nada.

7:57 pm: Como você é má! Parece até a rainha má assim! Rsrsr Vai não me deixa nessa gastura.

7:58 pm: Rainha Má?

7:58 pm: Sim, vai me conta! Me diz algo!

7:58 pm: Não sei se você merece depois de ter me chamado de rainha má!

7:58 pm: Está bem, você prefere branca de neve?

7:59 pm: Af, com certeza não... Acho que gosto mais de rainha má rsrs.

7:59 pm: Vai Rê, me fale mais alguma coisa. Algo relacionado, qualquer coisa.

Henry se mexeu em seu sono, se virando para o outro lado e em nenhum momento ele soltou a pelúcia que estava abraçado. Um sorriso surgiu nos lábios da morena ao se lembrar de tudo o que aconteceu naquele dia que tinha Emma junto, seu sorriso se alargou mais ainda. Os beijos, um arrepio percorreu seu corpo. E toda a cena no celeiro, e uma sensação apoderou de seu estômago. Olhou para o celular e respirou profundamente para digitar.

8:01 pm: Apenas duas palavras: Emma e beijo.

8:01 pm: Por meus sais! Amanhã cedo estarei aí e quero saber de tudo que aconteceu, desde que você chutou Robin para fora e as coisas relacionadas com as duas palavras que você acabou de escrever.

8:01 pm: Mas e a Cora?

8:01 pm: Por essas informações eu encaro até a dona Cora de frente rsrsrs Até amanhã cedíssimo!

8:01 pm: Até amanhã! – Regina se levantou da cama do filho, sorrindo, sua amiga era uma figura. Respirou profundamente e desceu as escadas para finalmente encarar sua mãe e conversarem sobre as mensagens recebidas de Robin Argh aquele pulha!

Assim que terminou de descer as escadas, avistou Cora sentada no sofá, a esperando Regina voltar depois que subiu para dar banho em seu filho – Pronto! Agora podemos conversar. Quer conversar aqui ou no escritório?

- Essa foi rápida! Achei que demoraria mais. Aliás, o que aconteceu que Henry comeu tudo sem reclamar e foi para o banho também sem reclamar? – Cora respondeu olhando para sua filha

- Emma aconteceu. – respondeu sorrindo – Ela conversou com ele sobre a importância de se comer tudo para crescer forte e assim poder ser amigos de cavalos... – Cora ergueu uma sobrancelha curiosa – Ela é domadora de cavalos... – respondeu Regina e continuou - E quanto ao banho ela também comentou que os cavalos não gostam de crianças mal cheirosas. – riu novamente – Desde então ele não reclama nem para comer e nem tomar banho.

- Agora sim eu fiquei surpresa. – comentou Cora realmente surpresa com as sobrancelhas erguidas enquanto encarava sua filha – Realmente Emma é uma ótima influência para Henry.

- As vezes ela é mais criança que o próprio Henry! – riu novamente Fico imaginando essa criança na cama. Mente! Ai Regina, depois daquela pegada no celeiro, minhas fantasias estão voltadas para a cama, e nem venha me falar para ficar quieta, pois você também quer saber se o que aquela moça no banheiro disse é verdade também... Pelo menos o beijo e a pegada sabemos que sim. Regina desistiu de contra-argumentar com sua mente, pois sabia que perderia, os argumentos de sua mente eram bem sólidos.

- Nem tudo é perfeito, não é? – comentou Cora então voltou a ficar séria – Podemos conversar aqui mesmo, Eugenia já avisou que meu quarto está pronto, que é o do lado do quarto de Henry e que ela foi para casa. Então acho que ninguém irá os atrapalhar.

- Você se importa se eu pegar uma bebida lá no escritório? Você quer uma? – disse Regina e ofereceu, Cora acenou com a cabeça também querendo uma bebida. Segundos depois a morena mais nova estava de volta com dois copos de uísque, entregou um para sua mãe, e sentou-se ao lado dela, no sofá maior. Encolheu suas pernas em baixo de si e esperou pela mulher mais velha tomar a iniciativa.

Cora deu um gole generoso em sua bebida – Tenho que admitir, Henry tinha um gosto impecável por uísque. – Regina acenou com a cabeça. A mulher mais velha soltou uma respiração longa – Você quer me contar alguma coisa, filha?

Regina a olhou para sua mãe confusa – Você falou que queria conversar, por ter recebido umas mensagens de Robin, das quais ainda incluía o nome de Emma. – respondeu desviando do objetivo da pergunta de sua mãe.

- Sim... – respondeu a mulher tomando outro gole da bebida – Acho que você não fez certo em expulsá-lo minha filha... – começou de fez um gesto impedindo de sua filha retrucar no momento – Ainda mais por causa de uma briga boba, por ele discordar em não querer dormir no mesmo quarto que você. Afinal vocês são noivos, e é normal quererem dividir o mesmo quarto. - os olhos de Regina se arregalaram surpresos – E você sabe que faço muito gosto desse noivado, afinal ele é uma boa pessoa e vem de família de renome.

A morena mais nova soltou uma risada incrédula - Mamãe o que Robin disse a você nas mensagens exatamente eu não sei... – comentou descrente com o que acabara de ouvir – Mas uma coisa eu já adianto, ele não é uma boa pessoa.

- Ele disse que você o expulsou daqui da fazenda, por ele não concordar em dormir no mesmo quarto que você. – fez uma pausa – Falou que a Emma fora muito mal educada com ele, e você não chamou a atenção dela em nenhum momento e que ela manda e desmanda aqui na fazenda. E por fim que você não deu a mínima atenção a ele desde o momento que chegou. E me pediu uma posição nessa história toda, pois eu sou sua mãe.

Regina suspirou pesadamente – E você, o que acha de tudo isso? – perguntou ao esvaziar seu copo em um último grande gole e colocar o copo em cima da mesinha de centro.

Cora tomou o último o último gole de sua bebida e também colocou o copo na mesinha de centro – Já adianto que minha visita aqui, não tem nada a ver com essas mensagens, pois quando as recebi estava na sala de espera para embarcar no avião. – fez outra pausa – Eu quero saber realmente o que aconteceu, por mais que faço gosto desse noivado e tenha te forçado a aceitar, quero saber o que te levou a fazer isso... Pois te conheço bem, e sei que você não faria isso sem um motivo sério.

- Bom, então vamos começar... – disse a morena tomando fôlego – Tudo que ele disse está errado... – Cora arregalou os olhos surpresa, mas não comentou nada e deixou sua filhar continuar – Desde que ele chegou aqui ontem a tarde, ele só reclamou... Reclamou por eu não querer dividir o quarto com ele... – enfatizou a palavra eu e fez outra pausa – Por mais fôssemos noivos, eu não iria admitir ele dormindo no meu quarto ainda mais com Henry em casa. – terminou.

Cora soltou uma respiração profunda e o passado do verbo ser não passou despercebido por ela – O que mais aconteceu? – ela queria escutar todos os lados da história.

- Ficou reclamando da comida de Eugenia, então perguntei ao Henry como havia sido o dia na escola, enquanto ele contava Robin fazia caras e bocas enfadonhas. – fez uma pausa – Hoje de manhã precisei sair para buscar algumas roupas sociais que havia deixado na lavanderia, e quando cheguei a confusão estava armada.

- Como assim? – questionou Cora.

- Emma havia colocado Robin contra a parede, enquanto Henry estava chorando... – Cora levou sua mão a boca em um ato surpreso.

- Bem que ele me disse que ela o havia agredido e feito Henry chorar...

- Não! – interrompeu Regina erguendo sua mão com o dedo indicador em riste – Não, ela não o agrediu porque eu não deixei, e muito menos fez Henry chorar. Quando pedi uma explicação sobre o que estava acontecendo percebi meu filho chorando e quando fui falar com ele, Henry saiu correndo pela fazenda. Emma acabou indo atrás dele, pois eu não conheço ainda direito a fazenda, e ela disse que se ficasse ali mais um segundo provavelmente eu não conseguiria contê-la novamente e ela acabaria agredindo Robin. – fez uma pausa e tomou novo fôlego – Tempos depois Emma apareceu com meu filho no colo, ela o achou na casinha da árvore que ele tanto falou. Assim que ela o deixou na cama, pois havia chorado até dormir fomos conversar no escritório.

- Sim, prossiga! – a informação de que seu neto havia chorado a deixou mais uma vez surpresa Mas as informações ainda não estavam batendo, vamos ver o que mais aconteceu!

- Ela me contou o que ela viu. – comentou a morena – Que ela escutou gritos na varanda da frente e quando chegou Henry estava chorando e pedindo o livro que Robin havia tomado dele. Robin ainda chamou meu filho de mentiroso, pois ele havia dito que eu havia saído, mas Robin não estava acreditando, pois meu carro estava parado no mesmo lugar desde que cheguei na sexta.

- Que foi realmente o que aconteceu não? Você saiu não foi?

- Sim, mas eu fui de pick-up na cidade, pois na noite e madrugada havia chovido muito, e meu carro atolaria. – respondeu a morena – Robin viu meu carro e achou que Henry estava mentindo, então tomou o livro preferido dele e foi quando Emma chegou e viu essa cena. Em um determinado momento Robin rasgou o livro de Henry e jogou de volta para ele. Nessa hora Emma não pensou em nada, então o prensou contra a parede e foi nesse exato momento que cheguei.

- Foi isso mesmo que aconteceu? – perguntou Cora – Emma disse a verdade?

- Sim, porque mais tarde eu conversei com Henry e ele me disse a mesma coisa. Até mesmo com Eugenia eu conversei e ela também me disse que estava com Emma na cozinha quando escutaram gritos vindos da varanda da frente. – respondeu Regina – E outra mamãe, se Emma tivesse feito algo para Henry, ele não viria no colo dela ou ficaria falando sem parar dela. Você conhece seu neto. Quantas vezes ele falou do Robin para você? Ou de alguma outra pessoa que tenha feito algo ruim para ele?

Cora ponderou por um instante e concordou – Você tem razão!  Mas que grande pedaço de merda! – exclamou a mulher mais velha furiosa – Como ele ousa fazer isso com meu neto? O que mais aconteceu?

- Depois que Emma me contou do acontecido, estávamos conversando sobre uns contratos da fazenda... – continuou Regina – Ela falou que irá desfazer um dos contratos porque a outra parte quer nos passar a perna, então Robin surgiu falando que ela não era ninguém para falar aquilo, para tomar aquela decisão e começou a falar do passado de Emma e a diminuí-la como pessoa, assim como mais algumas coisas horrorosas para ela. Robin não tem esse direito, principalmente porque Emma é quem administra a fazenda, então ela tem todo direito em tomar as decisões mais apropriadas para os negócios da fazenda.

- Minha filha que horror. – exclamou Cora completamente surpresa – Com certeza que sim, se Emma é a administradora, mais do que justo ela saber quais as decisões tomar.

- Ela até tentou responder de volta, mas fora pega de surpresa, e acabou deixando o escritório. Ele até tentou se justificar, mas todo o acontecido fora a gota d’água para eu mandar Robin de volta para Boston. – falou Regina tentando manter a calma – E ainda terminei o noivado e ele me ameaçou que contaria para você tudo que havia feito.

A raiva borbulhava dentro de Cora, como ela pode se enganar tão facilmente com uma pessoa. – Parece que ele cumpriu a ameaça, pois eu recebi as mensagens. Você terminou o noivado?

- Foi a segunda coisa que fiz, pois a primeira foi colocá-lo para fora. – respondeu a Regina – Eu poderia até aguentar ou mesmo relevar se tivesse sido comigo as coisas que ele fez, mas foi com meu filho que ele fez, isso eu não perdoo.

A mulher mais velha ficou em silêncio analisando tudo que Regina havia dito, e tudo que Robin havia dito nas mensagens, e descobrir tudo o que aquele calhorda havia feito foi o divisor de águas para ela – Sinceramente eu estou surpresa com que ele aprontou aqui... – fez uma pausa – Mas como você disse, ele mexeu com a pessoa errada, ninguém mexe com meu príncipe e sai impune, ou mesmo se tivesse sido com você, eu iria atrás dele até no inferno.

- Então ele está perdido, pois Emma falou que se ele pensar em fazer algo desse tipo de novo, ela vai atrás dele até o fim do mundo e agora você também o caçará até o inferno. – comentou Regina sorrindo.

- Disso você não tenha dúvida, minha filha. – comentou Cora com um sorriso malicioso de lado – Antes ele me tinha até como uma amiga, depois de tudo que ele aprontou com meu neto, agora ele ganhou uma inimiga e da pior espécie... E como eu digo, não queira Cora Mills como sua inimiga... Você fez muito bem em terminar o noivado e expulsá-lo daqui, mas eu teria feito mais... E já que você gosta de mexer no passado dos outros, vamos ver o que você esconde não seu senhor Hood Gold. Assim que eu puder começarei a mexer meus pauzinhos e vamos descobrir seus cadáveres escondidos no armário.

- Mas eu fiz... – riu Regina e uma sobrancelha se ergueu curiosa – Joguei a mala dele e quase acertei o tão precioso carro e ainda joguei lama naquele almofadinha. – riu novamente, e sua mãe se juntou na risada – E preciso depois conversar com Kathryn sobre a parte dele na sociedade do escritório.

Quando sua risada se acalmou – Eu queria ter visto a cara dele quando você jogou lama nele.

- Foi a mais hilária e incrédula possível. – comentou Regina se acalmando do ataque de riso.

- Sabe minha filha, eu te criei para ser uma mulher forte e independente, sei que tenho a minha parcela de culpa por forçá-la a noivar com ele, mas você nunca me disse realmente o motivo por você aceitar aquele crápula como noivo.

Regina soltou um suspiro profundo – Foi por causa do pai dele... – soltou por fim e sua a mãe a olhou interrogativamente – Ele veio me pedir ajudar com filho, alegando que somente eu poderia ajudá-lo... Me disse que não sabia mais o que fazer para ajudá-lo, e como o filho gostava de mim e me escutava, talvez eu fosse a única capaz de ajudá-lo... – fez uma pausa – Sei que esse é um dos piores motivos para aceitar um pedido de noivado, aí você também estava me pressionando, o escritório estava crescendo, casos e mais casos, estresse... Eu não aguentei e acabei cedendo e aceitando ficar noiva.

- Ah minha filha...

- Sei que não foi a melhor decisão da minha vida, mas eu não podia negar o pedido do senhor Gold, pois ele havia me ajudado e muito a crescer profissionalmente... E também foi como uma forma de agradecimento. – comentou Regina – Pensei bom, vou aceitar e vou levando esse noivado até onde eu posso e ajudando Robin do jeito que posso... Mas achei que não duraria nem um ano, e quando percebi estava em um relacionamento que eu não queria para mais de anos e que ainda descobri que afetava negativamente meu filho e depois de tudo que aconteceu resolvi acabar de uma vez.

Cora a olhou com culpa – Se eu soubesse disso antes, não teria te pressionado a aceitar o pedido dele... – começou – Ele também foi bem ardiloso, ele veio conversar comigo e pedir a minha ajuda para que você aceitasse o pedido de noivado... Se eu apenas previsse o que aconteceria com certeza não teria insistido nessa história.

- Não se preocupe mamãe, agora isso é passado e o que importa é que de agora em diante meu filho sempre virá primeiro, e qualquer relacionamento que eu venha a ter futuramente irá passar pela aprovação dele. – disse Regina.

- Mas do jeito que conhecemos bem aquela pequena criatura chamada Henry, ele com certeza já elegeu e aprovou uma pessoa para você se relacionar, não?

Regina se ruborizou – Sim... – murmurou.

- E até imagino quem seja essa pessoa... – comentou Cora brincando com a filha.

- Não vou comentar nada... – disse a morena mais nova – Mudando de assunto, o que a fez mudar de ideia para vir para cá.

- Hum saída pela tangente, muito esperta você... – comentou Cora sarcástica – Como eu disse eu vim te visitar, mas não se engane, eu não vou abandonar São Francisco para voltar para cá... – riu – Visitar é uma coisa, voltar a morar é outra coisa completamente diferente, apenas passarei uns dias aqui com você e meu neto e depois volto para meu lar barulhento da cidade grande.

- Concordo que o silêncio aqui pode ser ensurdecedor...

- Mas me conte da fazenda...- Cora mudou novamente o rumo da conversa.

Regina sorriu amavelmente – É um lugar lindo... Papai e Emma fizeram um excelente trabalho reerguendo e expandindo a fazenda e seus negócios. Nesses dias que você ficar aqui, eu irei te mostrando aos poucos tudo que ela oferece... Acho que já está na nossa hora de dormir, o que acha?

- Concordo plenamente, pois estou moída da viagem. – comentou Cora se levantando e se espreguiçando.

- Venha que vou te mostrar seu quarto. – comentou Regina se levantando também e seguindo em direção das escadas – Aqui! – abriu a porta do quarto, e colocando as malas no chão – O banheiro é a segunda porta a direita, no armário encontrará tudo que precisar, toalha, produtos de higiene que por ventura tenha esquecido. – comentou a morena – Só aviso de antemão que como a fazenda abre aos fins de semana para passeios, então amanhã cedo provavelmente será bem barulhento.

- Oh Regina não se preocupe com isso, eu reclamaria se fosse esse silêncio o tempo todo. – riu a mulher mais velha, em um movimento inesperado ela abraçou sua filha – Você pode contar comigo para tudo, você sabe, não é?

Pega de surpresa Regina não esperava pelo abraço, mas no momento seguinte abraçou fortemente sua mãe – Sim, eu sei... Obrigada.

- Você também sabe que Robin não dará sossego por um tempo. – disse Cora soltando a filha do abraço e olhando diretamente nos olhos castanhos como os seus.

- Sim, eu sei. – respondeu cansada.

- Eu estarei ao seu lado para enfrentá-lo. – animou a mulher sorrindo, ato que fez Regina sorrir também.

- Boa noite! – desejou Regina depositando um beijo na bochecha da mãe.

Cora devolveu o beijo na cabeleira castanha – Boa noite. – encostou a porta do quarto e foi para sua cama – Senhor Robin, só espero que esteja preparado, pois você mexeu com as pessoas erradas. – se trocou e foi para a cama – E o contra-ataque será pesado.

Regina adentrou em seu quarto e ia analisando tudo que havia acontecido no dia todo enquanto tomava seu banho. Pensou na briga de Robin com seu filho, e depois com Emma. Um sentimento feliz se apoderou de seu coração ao pensar em como a loira defendeu seu filho. Um sorriso bobo apareceu em seu rosto. Terminada seu banho Regina se enxugou e vestiu sua camisola, e foi passar seus cremes. Então analisou a conversa que teve com Emma no escritório e depois o acontecido com o cara de pau do Robin, e a sequencia da conversa com ela o expulsando da fazenda. Uma sensação sublime de prazer por finalmente ter despachado aquele crápula era maravilhosa. Assim que terminou de passar seus cremes, ela se ajeitou em sua cama e olhou ao redor – Preciso começar a decorar o quarto. – mais uma vez seus pensamentos voltaram a loira e aquela conversa que saiu no celeiro e o maravilho, espetacular e indescritível beijo entre elas. Suas bochechas ficaram vermelhas ao se lembrar de toda a cena, e repentinamente um calor se apossou de seu corpo – Ai loira tentação, eu estou perdidinha com você... – murmurou. Então se lembrou da tarde que passou com seu filho e sua loira Assim que eu gosto! Possessiva! e ela queria mais daquilo. Aquilo tudo deixou um gostinho de quero mais. Depois os beijos roubados na porta da cozinha parecendo duas adolescentes. Com aqueles pensamentos fechou os olhos e se entregou ao sono merecido.

-SQ-

- Bom dia! – cumprimentou Cora assim que adentrou na cozinha, pegando Eugenia de surpresa, pois não esperava ninguém ali tão cedo.

- Por meus botões! Que susto. – falou a senhora tentando voltar a calma.

- Me desculpe, não quis te assustar. – comentou Cora ao perceber o estado da mulher – Só você aqui na cozinha?

Eugenia sorriu – A essa hora da manhã em pleno domingo sim... – Mas em que posso ajudá-la.

- Primeiro gostaria de uma xícara desse café que está muito cheiroso... – começou a mulher morena – Obrigada. – agradeceu assim que recebeu a xícara da outra mulher – Segundo eu gostaria de trocar umas palavras com você.

Os olhos de Eugenia se arregalaram – O que gostaria de conversar.

- Minha filha e Emma. – soltou sem cerimônia. Um sorriso apareceu nos lábios de Eugenia. – Então posso presumir que algo esteja acontecendo entre elas.

- Olha Cora, eu sei que no começo elas brigavam feito cão e gato, mas de uns tempos para cá, resolveram se tratarem civilizadamente. – comentou a senhora.

- Hum... Mas ontem peguei algo no ar... Então pelo visto deva ser recente. – deduziu a outra mulher.

- Eu creio que sim. – comentou Eugenia começando a preparar as outras coisas para o café da manhã. As palavras sobre esse assunto morreram ali, deixando as duas mulheres presas em seus próprios pensamentos quanto a isso. Mas outra conversa leve tomou conta da cozinha e Cora até arriscou uma ajuda a Eugenia.

-SQ-

Quando Kathryn falou que chegaria cedíssimo Regina não acreditou. Claro que cedíssimo no conceito da loira. Kathryn desligou seu carro era perto das nove horas da manhã, pois a curiosidade não a deixou dormir direito a noite e ansiedade em ver novamente Ruby também não ajudou.

- Katy! – falou Regina ao ver sua amiga descer do carro. Elas se abraçaram – Fez boa viagem?

- Rê! – falou quando se soltou do abraço – Vim o mais rápido que pude... Inclusive acho que irei tomar umas duas multas por excesso de velocidade. – sorriu marota – Mas eu precisava vir para saber dos babados que a senhorita me atiçou ontem a noite.

Regina soltou uma gargalhada – Você não tem jeito... E claro ver uma certa morena com mechas vermelhas, não? – o rosto avermelhado da amiga a denunciou e não precisou de uma resposta verbal. Então viram um carro não conhecido adentrando na fazenda pelo portão principal – Quem será? – a morena perguntou mais para si do que para sua amiga.

Assim que o carro parou, uma ruiva desceu do lado do motorista – Eu falei para você entrar pela entrada dos visitantes, e não pela entrada principal.

- Porque eu iria entrar pela entrada dos visitantes? – respondeu desaforada uma morena ao descer do lado do motorista.

- Porque Lily, nós somos visitantes e não moradores da fazenda. – respondeu Zelena e então viu Regina e Kathryn as olhando curiosa. A ruiva acenou com a mão para as duas mulheres.

- Quando um encosto é despachado, outro aparece. – comentou a loira sarcasticamente e acenando de volta para a ruiva.

- Era só o que me faltava. – comentou Regina e também acenando de volta para a professora de Henry Maravilha! sua mente disse ironicamente Concordo com você mente. Maravilha!

 


Notas Finais


Então eu havia pensado em fazer a Cora do mal, mas aí pensei melhor e acho que ela ficaria melhor sendo do bem, ou seja, ela veio para somar nos reforços para juntar Emma e Regina e ajudar a acabar com Robin. Também sei que o motivo por Regina ter aceitado o noivado é bobo, mas como ela disse foi uma forma de gratidão.

E quando todo mundo estava achando que a calmaria e o amor reinariam na fazenda, eis que chega a capetona mor Lily para atormentar seus moradores. Mais alguns beijos entre nossas duas mulheres favoritas huhuhu Kathryn chegando para saber dos baphos da amiga... Só digo uma coisa, esse domingo vai render e muito ainda kkkkk

Até a próxima!!


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