História Stralend - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~Macri

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Herança, Lakewood, Mudanças, Nada Combinado, Nicole, Romance, Sabrina, Stralend
Visualizações 21
Palavras 4.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, olá!
Macri na área e venho com dois capítulos hoje, mas qualquer coisa a gente apaga e segue a vida

Sabrina para abrilhantar e boa leitura!

Capítulo 16 - Brandon?


Fanfic / Fanfiction Stralend - Capítulo 16 - Brandon?

Point Of View ― Sabrina Zambelli Stralend

Estava na hora do recreio e eu consegui despistar Brandon, só assim pude me encontrar com Thomas e Virginia num armário de limpeza. Johnny tinha me falado que estava tudo bem e que Naomi tomava conta de Enzo enquanto ele gravava o filme. Fiquei um pouquinho aliviada, porque meu irmãozinho confiava na Lamartine.

― Cadê o James? ― Virginia perguntou ao amarrar seu cabelo em um rabo de cavalo alto.

― Ele não faz o recreio com a gente. ― Expliquei e fitei Thomas. ― Por que você está dando em cima de Emma?

Virginia segurou a risada e Tommy rolou os olhos.

― Alguém tem que estar perto dela. Só não sabia que ia sentir ciúmes.

― Não sinto ciúmes de você, eu gosto do Brandon. ― Retruquei um pouco incomodada.

― Tirando essa torta de climão ― Virginia comentou e me mirou com seus olhos verdes claros ―, você tinha algo para falar com a gente.

― O que sabem sobre Gabriel Rocha Lancaster?

Os dois fecharam a cara e eu fiquei apreensiva.

― Riquinho, esnobe, canalha, idiota, odeio ele. ― Virginia começou a falar e seu tom estava carregado de raiva.

― Sabrina não quer saber se ele já foi seu namorado, Gigi. ― Thomas replicou e eu fiquei surpresa. ― Ele é afilhado de Bryan, só isso que sei.

― Como você conhece ele? ― Gigi soou um pouco firme.

― Como ele pode ter sido seu namorado, se você nem o reconheceu no estacionamento hoje? ― Retruquei pensativa.

Os olhos verdes claros da Cooper ficaram esbugalhados. Thomas tomou uma postura firme.

― Ele estuda aqui? ― Tommy questionou.

― Melhor amigo, amante, namorado da minha prima. ― Expliquei dando de ombros. ― Se Gabriel é afilhado de Bryan, ele conheceu Chace antes?

― É possível.

― E eu só namorei aquele galinha quando tinha doze anos. ― Virginia contou. ― Ele era primo de um amigo meu do internato em Paris. Nunca mais o vi e nem quero ver.

― Ele te conheceu como Cooper ou Cavendish? ― Questionei.

― Cavendish. Não uso Cooper desde os nove anos.

Meu celular tocou indicando nova mensagem. Peguei ele do bolso da minha saia e vi que era Brandon.

“Cadê tu?”

Guardei o celular e fitei os Cooper.

― Brand ta me procurando, depois a gente se fala. ― Falei rapidamente e abriu a porta.

Meus olhos foram invadidos pela claridade do dia e eu tive de levar a mão até eles. Thomas e Virginia saíram também e cada um foi para um canto. Eu andei até o jardim e encontrei Brandon deitado sobre a sombra do carvalho.

― Cheguei. ― Falei assim que me sentei ao lado dele.

Ele se levantou e me mirou sorridente.

― Onde estava? ― Perguntou após me dá um selinho.

― Biblioteca. ― Sorri fraco em seguida.

― Você vai contar tudo ao Adam?

― Não. Minha mãe nem quer que eu fique perto dele.

Brandon me fitou intrigado.

― Ele quer saber do que você estava falando ontem.

Fiquei surpresa.

― Ele te perguntou algo? ― Brandon assentiu. ― Você não pode contar. Se Adam descobrir que Bryan está vivo

― Zambelli ― me interrompeu ―, você descobriu mais alguma coisa?

Fiquei pensativa. Conto ou não conto ao Brandon? Ele merece saber, mas se ele souber que tudo aquilo que seus irmãos fizeram foi por minha culpa, ele não vai me perdoar. Ainda mais sabendo o motivo de Tommy ter aceitado a me hipnotizar.

― Seu amigo, Gabriel, sabe que eu e Chace somos primos e ele é afilhado de Bryan.

― O que?

― Eu não sei como ele pode saber.

― Como você descobriu que ele é afilhado do tio Bryan? ― Soou um pouco firme.

― Chace me contou. E Gabriel jogou na nossa cara de que sabe que somos primos.

Brand deixou de focar em mim e virou um pouco o pescoço. Encontrei o que ele via. Thomas sentado numa mesa fazendo Emma rir.

― E como sempre, meu amado irmão, quer tudo que é meu. ― Ele resmungou com um tom pensativo e me fitou. ― Fique tranquila, porque eu vou ganhar essa luta. Você não será dele, bruxinha.

― Sinto muito por tudo. ― Falei sinceramente a ele. ― Não estou falando da burrada que Adam fez, estou me referindo a sua amizade com minha prima e seus outros amigos, Brand. Eu estraguei tudo. Seria melhor se eu não tivesse aceitado a herança. ― Soei baixo e mirei nas minhas unhas que estavam pintadas com um esmalte roxo.

― Não fala isso. ― Ele segurou meu queixo e me fez fitar seus olhos esmeraldas. ― Eu podia ter esses amigos, mas sempre faltou algo em mim.

“Você era esse algo, Sabrina. Não me importa se meus irmãos também vieram para cá, se você expulsou eles de Vegas ou não, se seu pai e a ruiva demoníaca estão vivos, não importa nada disso. Porque eu tenho você.”

Ele se aproximou mais e selou nossos lábios. Na hora que eu ia aprofundar o beijo, o sinal tocou e assim nos separamos.

― Isso foi fofo, mas lembre-se que eu não sou um cinturão. ― Falei assim que ele me deu a mão e me ajudou a levantar.

― Pode deixar, bruxinha. Você nunca será um cinturão. ― Ele me roubou um selinho e seguimos para a sala.

 

As horas passaram lentamente e finalmente o sinal tocou indicando que acabou a aula. Guardei meu material e saí da sala acompanhada por Brandon. Virginia e Thomas conversavam animadamente com Emma no corredor e Brandon me puxou para o estacionamento.

― Você nunca pensou em perdoar eles? ― Soei um pouco receosa.

― Meu melhor amigo me contou tudo que eles fizeram nas minhas costas. Não vou perdoá-los por me mandarem para aquele castigo. ― Disse firme e abriu a porta do carro dele.

― Já tem anos, Brand. Seus irmãos te amam

― Não estou te entendendo. ― Ele me lançou um olhar duro e fechou a porta ao ficar na minha frente. ― Por que está defendendo eles? Thomas te hipnotizou, Sabrina!

― Só acho que você tem que resolver isso. Seus irmãos agora estão aqui, morando com você novamente. Thomas pode ter sido um idiota comigo e com você, mas ele é seu irmão, seu trigêmeo.

― Virginia e Thomas me hipnotizaram, você sabe muito bem o que eu fiz. Não tem perdão!

Ele respirou fundo e deu para notar que Cooper estava vermelho de raiva.

― Com eles ou sem eles, de qualquer jeito você iria acabar lá comigo. ― Soei baixo.

― O acampamento não foi um castigo, foi maneiro. ― Ele tinha um tom de voz mais controlado.

Me aproximei de Cooper e segurei o rosto dele com minhas duas mãos. Ele ficou surpreso e eu reuni a coragem para falar sobre esse assunto.

― Você sabe que eu não estou falando sobre o acampamento. Estou falando sobre o re

― Para Sabrina! ― Ele se soltou de mim e soou firme. ― Ninguém sabe disso e vai continuar assim. E se você quer tanto que eu perdoe eles, pense quando seu vídeo vazou. Não foi minha culpa. Thomas conhece pessoas, foi ele que postou essa droga. E como sempre o babaca aqui se ferra!

Brandon deu um soco no carro e o alarme foi acionado. Todos nos fitaram e o Cooper desarmou com um click do botão. Eu estava surpresa. Não podia acreditar que Thomas tinha feito, sendo que o canalha jurou que não tinha a ver com isso.

― Vai querer carona ou não? ― Cooper continuou a soar firme.

Assenti e assim entramos no carro rumo a Riverwood. Onde ia me encontrar com Johnny, Naomi e meu irmãozinho. O caminho todo eu fiquei pensando e só fui despertada quando Cooper parou o carro em frente ao restaurante Dallas.

― Não quero lembrar do passado. ― Ele me mirou com um tom de voz mais controlado. ― É passado, por isso que não devemos nos prender a ele. Me desculpe pelo jeito que falei e agi no estacionamento, mas não me peça para perdoar quem não merece.

― Ta bom, Brandon. Já entendi, obrigada pela carona. ― Soei rapidamente e saí do carro.

Mas nada saía da minha mente que foi por culpa do melhor amigo de Brandon que isso tudo aconteceu. James falou que foi culpa de Johnny. Johnny é o melhor amigo dele? Se for, como os dois não se reconheceram antes?

Meneei a cabeça e segui para dentro do restaurante. Já tinha avisado a Piper que não ia a aula de dança hoje e pedi a Brandon avisar ao senhor Cooper que não ia para a academia também. Na hora que achei o Wolfber e a Lamartine com meu irmão, meu celular tocou. Peguei ele da mochila e vi que era Adam.

― O que quer?

― Enzo está com você? ― Ele soou mais firme que eu.

― Vamos almoçar, o que quer?

― Onde você está?

― To com Johnny, meu namorado. ― Frisei e ouvi S.S bufar.

― Quero ver meu irmão, não posso?

― Depois, beijos. ― Desliguei logo.

Segui até a mesa e Enzo veio me abraçar.

― Bina, seu namorado não é legal. ― Ele soou baixinho me deixando intrigada.

Retribuí o abraço e almoçamos. Naomi estava animada com o filme e preocupada com Chace que tinha sumido há três dias do estúdio de Destiny. Johnny contava que tinha gravado uma música nova e que além do filme estava preparando o clipe da canção. Enzo não falou muito e era estranho.

Acabamos a sobremesa e Naomi foi no banheiro enquanto meu irmãozinho estava entretido com seu celular. Johnny segurou minha mão sobre a mesa e abriu um sorriso de lado encantador no rosto.

― O que fez durante esses dias?

― Nada demais. ― Soltei um sorriso fraco. ― Johnny como você conheceu a Sophie?

Ele me soltou e ficou pensativo.

― A avó dela era amiga da minha. Desde as fraldas conheço ela. Por que a pergunta?

― Curiosidade. ― Dei de ombros e bebi um pouco do meu refrigerante.

― E como você a conheceu? ― Replicou.

― Acampamento. ― Soei baixo e Enzo ainda estava distraído.

― O que James e Blair iam porque tinham problemas com a lei? ― Ele soou um pouco alto e meu irmãozinho me fitou intrigado. ― O que você fez para ser mandada para lá?

― Eu pensei que esse acampamento fosse de férias. ― Enzo comentou e eu engoli em seco.

― É de férias, maninho. Eu, James e Sophie fomos para lá para tirar férias, nada demais. ― Menti.

― E qual motivo você teve para tirar férias? ― Johnny questionou.

― Voltei! ― Naomi falou e voltou ao seu lugar. ― O que eu perdi? ― Ela me fitou com seus olhos castanhos.

― Sabrina está nos contando sobre o motivo dela ir num acampamento. ― Johnny explicou.

― O acampamento que é um mistério até hoje? ― Ela replicou com um olhar cheio de curiosidade. ― Nos conte! Nem Tori sabe disso, Marc sabe?

Neguei com a cabeça.

― Não vou falar sobre isso. Se é um mistério, vai continuar sendo. ― Soei firme e o assunto acampamento acabou.

Depois Johnny deixou Naomi no hotel em Denton e assim seguimos para minha casa. Enzo tirou um cochilo no banco de trás e era o momento perfeito para enfrentar o Wolfber.

― Desculpa se eu te chateei sobre o acampamento. ― Ele soou baixo ao parar o carro em frente lá de casa.

― Só não gosto de falar sobre isso. A filha perfeita de Hillary Zambelli não deveria ser mandada para aquele acampamento, segundo minha própria mãe fala.

― Mas acabou parando lá. O que você fez? ― Perguntou ao pousar sua mão sobre minha coxa.

― Era isso ou continuar no reformatório. ― Dei de ombros e segurei a mão dele. ― Há muita história não dita aqui, Johnny. Você mesmo tem uma e não quer falar sobre isso.

Ele se soltou de mim e me lançou um olhar firme.

― Não sei do que você está falando.

― Brandon Cooper. ― Soei firme e ele fez aquela típica cara de “Não sei quem é.”, só que eu é que sempre faço essa cara. ― Você era amigo dele, separou os trigêmeos, por que Wolfber?

― Como tinha dito antes, não sei do que você está falando. ― Soou mais firme que eu. ― Não conheço nenhum Cooper e nem trigêmeos, Sabrina. Não fui uma criança igual a você, não precisei ir a nenhum acampamento / reformatório. Nunca fiz nada de errado e se não acredita, melhor pararmos o que estamos tendo, seja lá o que isso for.

Não falei nada. Só segurei o choro e saí do carro. Estava prestes a entrar em casa quando a buzina soou.

― Seu irmão. ― Johnny falou.

Me virei e fui novamente para o carro. Acordei Enzo e o puxei para entrar em casa logo. Assim que abri a porta, me vi num problemão. Nicole estava tomando uma xícara de café com Alexander e Adam. Enzo segurou firme minha mão e se ele pudesse sumiria ali mesmo.

― Meu filho! ― Alexander veio até nós e me fez soltar Enzo para abraça-lo. ― E minha enteada favorita. ― Ele se levantou e me mirou com seus olhos castanhos.

― Eu sou a sua única enteada. ― Soei firme, mas mesmo assim meu padrasto me abraçou.

― Não tem medo de perder a herança? ― Ele soou baixinho no meu ouvido e eu travei. ― Os advogados vão adorar saber que eu coloquei um bom dinheiro na sua conta recentemente.

Ele me soltou e ali eu percebi que estava nas mãos dos Smith. Adam abraçava nosso irmãozinho enquanto Nicole acabava de tomar seu café sentada numa poltrona.

― Seu padrasto me explicou o contrato e eu topo, só porque estou pensando no nosso futuro. ― Ela contou. ― Se você tivesse explicado antes, eu teria assinado. Não precisava falar com seu meio irmão

― Ele não é meu irmão. ― Interrompi ela.

― Enfim ― Nicole voltou a falar ―, eu já assinei e podemos gravar daqui a três meses.

― Será o tempo perfeito para Bruce produzir tudo. ― Alexander comentou.

― Bruce? ― Soei surpresa.

― Sua mãe está ocupada e já vetou a ideia. Bruce não, ele gostou e acha que isso é o que está faltando para você e sua prima ficarem amigas. ― Explicou.

― Não acho certo fazer uma série sem minha mãe. ― Soei receosa.

― Ela vetou tudo Sá, você tem que aceitar. É o único jeito de você conseguir dinheiro para sobreviver esse ano, já que meu pai não pode te dá mesada. ― Adam retrucou e eu notava o tom de ameaça disfarçado em sua fala.

― Você já assinou o contrato. ― Alexander falou. ― E agora que é emancipada, pode fazer o que quiser sem precisar da autorização de sua mãe.

― Emancipada?! ― Exclamei.

― O que é isso? ― Enzo perguntou baixinho a Adam.

― Quer dizer que Sabrina se responsabiliza por ela própria, como se ela estivesse com vinte e um anos igual ao seu irmão, meu filho. ― Alexander explicou e me mirou. ― Espero que entenda a responsabilidade e que eu não posso te tirar de confusão igual a antigamente.

― Confusão que seu filho me colocou. ― Retruquei baixinho. ― Eu não lembro de assinar algo para me emancipar.

― Bina, o senhor Ambrose te pediu para assinar um papel assim que chegamos aqui. ― Enzo me lembrou.

Adam soltou uma risada abafada enquanto a minha ficha caía. Minha mãe me emancipou. Mas por que? Eu sei que ela sempre falou isso, caso eu não tomasse jeito. Por isso que virei a filha perfeita, não precisava mais disso.

― Jack só entregou o papel que eu pedi, era sua emancipação. Bruce autorizou, portanto bem vinda ao mundo dos adultos. ― Alexander contou e eu não entendi nada.

Senhor Ambrose não era a favor de minha mãe? Por que Alexander ia mandar nele? Mundo adulto? Se eu fizer merda, eu vou ser presa. Ai meu Deus! To ferrada.

― Quem dera se eu fosse emancipada. ― Nicole comentou.

― Minha mãe sabe disso? ― Soei um pouco baixo, mas lançando um olhar firme para meu padrasto.

― Sua mãe se enfiou num spa, só voltará daqui há um mês. ― Contou. ― Acho que Adam pode te ajudar durante esse tempo para cuidar de Enzo.

Nicole se levantou e nos pediu licença para levar as xicaras a cozinha. Nós damos e assim fiquei sozinha com os Smith.

― Lembro que falou algo sobre eles terem voltado e ele ser seu pai. ― Adam soou baixo enquanto ficava na minha frente.

Enzo já estava colado no celular e nem prestando atenção em nada.

― Bruce é meu pai. ― Soei firme. ― E eu estava falando sobre os trigêmeos Cooper que voltaram para minha vida.

― Não engoli essa, maninha. ― Adam soou mais firme.

― Se você descobriu algo sobre uma pessoa que desapareceu há anos e não está querendo nos contar, não vai ser só sua mãe que vai perder por isso. ― Alexander soava no mesmo tom do filho e mirou em Enzo.

Engoli em seco.

― As únicas pessoas que desapareceram e depois voltaram foram os Cooper.

― Você disse que viu o tio Bryan aqui. ― Adam replicou.

― A Sabrina maluca, como você mesmo falou, é que viu. Tio Bryan está morto, Adam. E não entendo como ele teria a ver comigo, minha mãe e nem com você, Alexander.

Em seguida, eles foram embora para o meu alívio. Soltei todo o ar que prendia pela boca ao meu sentar ao lado de Enzo e Nicole voltou.

― Eles já foram? ― Ela perguntou e eu assenti.

― Enzo, você poderia brincar com Chantilly no quintal por um momento? ― Pedi a ele.

― Ok. ― Meu irmãozinho soou baixo e levou a Golden para fora de casa.

― Não brigue com Brandon. Ele não fez nada, Nicole.

― Ele mentiu igual a você, Sabrina. ― Retrucou.

― Você não entende que a vida do Cooper é complicada por conta dos irmãos. Aqui era um dos lugares onde ele era filho único, onde ele poderia ser ele mesmo.

― Nós tínhamos um pacto desde os meus onze anos e ele nunca honrou. ― Ela soou baixo ao se sentar na poltrona. ― Ele tinha a minha confiança que era igual para Gabriel e Kishan. Brandon nunca me considerou amiga dele igual a você.

― Eu já deixei ele sem um lugar por uma vingancinha estúpida. Eu não quero que ele perca o lar dele, os amigos e tudo mais uma vez.

― Nunca fomos amigos, Sabrina.

― Nicole tente ser amiga dele novamente, por favor. Se não quer fazer por mim, faça por você mesma. Eu e Brandon temos uma história longa de vida juntos e eu sei que ele precisa de você.

― Ele pode precisar de mim, mas eu não preciso mais dele. ― Replicou firme. ― E nem de você. Eu não sei qual é o seu problema. Por que você acha graça em me machucar, machucar os outros, eu não entendo. Pensei que estávamos bem depois do acordo no almoço, mas aí você surge com seu amante e depois o Cooper e o irmão dele

― Desculpa. ― Interrompi ela. ― Eu não queria machucar ninguém. Só estava tentando sobreviver ― minha voz embargou ―, esse foi o meu jeito de sobreviver. Pode ter certeza que nem eu mesma entendo o que eu faço, eu só quero estar bem no final. Sei que é egoísmo meu ― uma lágrima desceu pela minha bochecha e eu sequei rapidamente ―, mas é difícil. A vida é difícil, Nicole. Sempre foi assim. Eu não posso ser eu mesma, porque tenho que ser a filha perfeita da minha mãe. São tantos segredos envolvidos que me dói. Parece que eu estou me afogando nisso cada vez mais.

Passei a mão sobre meu rosto e sequei um pouco. Minha prima me olhava, mas era aquele olhar que eu detestava, de pena. Ela percebeu e mudou seu olhar para um preocupado. Eu não sabia mais o que falar e ela parecia estar pensativa.

― Sei que não somos amigas, mas pode desabafar comigo quando quiser. ― Ela soou um pouco baixo e eu assenti com um sorriso fraco no rosto.

― Acredite que eu quero muito falar sobre tudo. Mas se eu te contar algo, você vai se machucar mais do que já está.

― Você agarrou o Kishan? ― Ela soou um pouco firme.

― Não. ― Respondi surpresa e Nicole abriu um sorriso fraco no rosto.

― Se não é isso, pode ter certeza que eu não vou ficar machucada. ― Garantiu. ― De alguma forma, isso tudo que você causou, me fortaleceu.

― De nada, eu acho. ― Soei baixo.

― Você ainda não vai me contar, né? ― Ela soou no mesmo tom de voz.

― É perigoso. ― Me levantei do sofá ao ouvir o toque do meu celular. ― Me dá só um minutinho. ― Pedi e ela assentiu. ― O que você quer? ― Soei firme ao atender o Thomas.

― Nossa, está de mal humor? ― Ele retrucou.

― Você vazou o vídeo, seu canalha. E ainda por cima jurou para mim que não tinha feito isso.

― Mas que vídeo você está falando? ― Soou firme enquanto Nicole me fitava intrigada.

― Acampamento, Cooper. O vídeo meu, do seu irmão e da Blair. ― Soei baixo.

― Mas eu não fiz isso.

― Então quem fez? Algum amigo seu? ― Repliquei.

― Zambelli, eu achei que tínhamos enterrado esse assun

― Fala, Cooper! Quem vazou esse vídeo? ― Interrompi ele.

― Não fui eu e eu não tinha contato com ninguém desse acampamento. Na época eu estava preso num reformatório em Paris, acho que você se recorda disso.

― Me recordo. ― Soei com um tom de voz mais calmo. ― Mas por que seu irmão fala que você tinha contato com pessoas do acampamento?

― Não sei, mas posso tentar descobrir. E por falar em descobrir, sua meia irmãzinha sabe de tudo. Fique tranquila que ela não se lembra de nada e Gigi está num encontro com o tal Johnny Wolfber.

― O que? ― Soei surpresa.

― Virginia foi atrás do seu namorado para descobrir a nossa briga.

― Fala para ela não fazer nada. ― Falei um pouco firme. ― Ele sabe de algo ou finge que não sabe. Eu não sei, eu não consigo confiar mais nele.

― Gigi sabe se virar.

― Não, Tommy! ― Exclamei e os olhos azuis de Nicole se arregalaram. ― É complicado, depois eu te ligo. ― Soei rapidamente e desliguei.

― Você estava falando com o irmão do Brandon. ― Nicole soou firme e meu celular tocou novamente. ― Segredos. ― Falou pensativa. ― Você está com o irmão dele? Pensei que

― É complicado e Brandon não pode saber, Nicole. ― A interrompi. ― Por favor, não fale a ele. ― Atendi. ― Depois eu te ligo. ― Soei firme.

― Bruxinha ― Ouvi a voz de Brandon.

― Brandon agora não. ― Soei rapidamente e na hora que ia desligar, minha prima arrancou o celular da minha mão e gritou para o Cooper.

― Sabrina está com seu irmão!

― Não estou não! ― Gritei de volta tentando tirar o celular da mão dela.

― Está sim! ― Nicole me empurrou para o sofá. ― Brand, ela estava falando

― Nada! ― Retruquei ao empurra-la para a poltrona. ― Brandon? ― Soei receosa e não ouvi nada da outra linha.

Nicole me empurrou novamente para o sofá e pegou o celular. Seus olhos se arregalaram e eu estava buscando o ar para os meus pulmões. Percebi que Chantilly voltou com Enzo e meu irmãozinho nos olhava assustado.

― Brandon? Brandon? Brandon?! ― Nicole chamava preocupada e meu coração ficou apertado. ― Gabriel, o que aconteceu? ― Ela soou firme e minha angústia só piorou.

Nicole ouvia tudo atentamente e eu fui até ela sentindo um nó na garganta. Algo tinha acontecido com o Cooper e a culpa era minha. 


Notas Finais


Primeira parte foi, daqui a pouco posto a segunda
Até lá!
Beijoss*
Macri


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