História Stralend - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~Macri

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Herança, Lakewood, Mudanças, Nada Combinado, Nicole, Romance, Sabrina, Stralend
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Palavras 6.003
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei!
E nesse capítulo Brandon é quem narra.
Boa leitura e Brand para abrilhantar

Capítulo 17 - "Brandon?"


Fanfic / Fanfiction Stralend - Capítulo 17 - "Brandon?"

Point Of View ― Brandon Alistar Cooper

Depois que Sabrina me contou sobre o Gabriel ser afilhado de Bryan, resolvi me aprofundar um pouco mais no assunto e nada melhor que ir numa tarde na piscina do Lancaster para isso. Eu sei que tinha que me preparar para a luta contra Thomas, mas a curiosidade falou mais alto naquele momento.

Então, lá estava eu estacionando o carro em frente a mansão de Gabriel. Já tinham alguns carros parados e não duvidei que era tudo para a tarde na piscina. Ele tinha me chamado antes de sair da escola, mas recusei. Porém Bruna me convenceu de um jeito que eu não podia recusar. Além do mais, tinha que saber se ele sabia que Bryan estava vivo.

Avisei meu pai que não ia no treino hoje e nem Sabrina. O pior é que ele achou que eu estava aproveitando para curtir o dia com a bruxinha. Quem dera se fosse isso. E ele aproveitou também para falar com todo orgulho do mundo como Thomas estava treinando Emma na academia.

Por que meu irmão sempre quer tudo que era meu? Ele e Virginia só estragaram minha vida, isso sim. E tem uma coisa que não sai da minha cabeça. A Sabrina falando que eu deveria pensar em perdoar eles. Como ela pode achar que eu vou perdoar os dois por algo que eu tive de pagar por culpar deles? Ta, pensando bem. Se não fosse esse problema, eu não conheceria a Zambelli, nem James e nem Blair. Mas isso não muda nada.

― No que está pensando? ― Bruna me despertou ao pousar sua mão sobre o meu ombro.

Pisquei os olhos e mirei nela. Com sua pele bronzeada e as alças do biquíni vermelho amarradas no pescoço. Seus olhos de cor turquesa. Eu até queria não me lembrar disso, mas ao olhar seus orbes, vinha sempre a minha mente a Virginia que tem a mesma cor de olhos.

― Tudo e nada ao mesmo tempo. ― Soei baixo e desliguei o carro.

― Sabrina ou seus irmãos? ― Ela soou receosa.

― Namoral, eu não quero pensar nisso. Só quero curtir essa festa em paz.

Saímos do carro e logo entramos na casa de Gabriel. Fomos até o quintal e lá estava a festa. Gray já enchendo a cara, Ian procurando alguém para comer, Serena conversando com suas amigas da torcida e Katy correndo na nossa direção.

― Acho melhor você ir embora. ― Ela falou com seus olhos castanhos arregalados.

― Ele teria que ir embora, por que? ― Bruna soou firme e eu achei o motivo.

Virginia estava beijando um cara no meio da festa. Ignorei, mas depois eu mirei bem e era o tal Johnny Wolfber. Ele não estava almoçando com Sabrina? E por que ele ta agarrando a minha irmã?

― Brandon Cooper ― Gabriel veio até a gente. ―, quem eu estava procurando. ― Soou firme com um drink na mão.

Katy e Bruna nos deixaram a sós e o Gabriel me acompanhou até chegar no mini bar próximo a piscina. Estranhei de Kishan e nem Nicole estarem aqui, mas deixei para lá. Peguei um drink e esperei alguma reação do Lancaster.

― Por que eu tenho a impressão de que conheço sua irmã? ― Ele soou pensativo e eu não fazia ideia como Gabriel poderia conhecer Virginia.

― Cara, eu não to querendo falar sobre isso. Meus irmãos. Por mim, eu era filho único. ― Beberiquei um pouco em seguida.

― Eu não entendo uma coisa. Como você pode ficar com a prima da Nicole, mesmo vendo que ela dormiu com o Ambrose?

― Coisa minha e de Sabrina, sempre fomos assim. ― Dei de ombros e bebi mais um pouco. ― E você?

― Eu, o que? ― Retrucou após bebericar o drink.

― Seu padrinho desaparecido, foi encontrado? ― Soei como se não me importasse e ele arregalou os olhos.

― Esse assunto está enterrado, você e Kishan sabem disso. ― Soou firme tomando uma postura na defensiva e saiu me deixando no bar sozinho.

― Isso definitivamente deu a resposta que eu queria. ― Soei pensativo.

Terminei meu drink, deixando o copo no bar e entrei dentro da casa do Lancaster. Ele não estava na sala, acabei dando de cara com Gray e Eddie na cozinha.

― Grande Cooper! ― Gray me cumprimentou com um toque de mãos e fiz a mesma coisa com o Miller.

― Pensei que o cachorrinho não saísse sem a dona. ― Eddie zombou e riu junto com Gray.

― Do que vocês estão falando? ― Soei firme.

― A prima da Nicole. ― Gray contou. ― Ela agarrou o Lancaster na frente da loira no dia seguinte que finalmente o Gabriel conseguiu o que faltava para sua coleção.

― Sabrina nunca prestou. Eu não entendo como você pode ser amigo dela, depois de tudo que aquela fedelha te falou. ― Eddie comentou.

― Não sou cachorrinho de ninguém e não fale dela assim. ― Soei mais firme aos dois que trocaram um olhar e começaram a gargalhar com o efeito do álcool. ― Você só tem raiva de Sabrina, porque ela teve coragem de te bater na frente da escola toda e você, Gray, só faz isso porque está querendo comer ela. Tem que ganhar de Gabriel e fuder com todas antes dele.

Os dois se calaram e saíram. Pelo menos uma discussão idiota foi evitada.

― Sabe onde tem ― Aquela voz calma soou e eu virei percebendo que era Virginia. ― Pensei que fosse outra pessoa. ― Ela soou baixo.

― Por que os dois voltaram? ― Soei firme e emendei numa outra pergunta. ― Onde os dois estavam ontem de madrugada? Não venha me falar que planejam algum roubo e querem me botar numa enrascada novamente.

― Não te interessa, maninho. ― Soou mais firme que eu. ― O que eu e Tommy fazemos não tem nada a ver com você e se quer me ajudar em algo, me fale onde tem um bom vinho para eu curtir com o gato do Wolfber. Soube que sua amiguinha era a namoradinha dele. ― Ela foi até a adega. ― Que pena que é mentira, já que Sabrina é do Tommy, como sempre foi Brandon. Você é que a roubou do nosso irmão. ― Falou já com uma garrafa de vinho na mão.

― Pegou seu vinho, agora vaza!

Ela soltou uma risada debochada e saiu. Fiquei respirando fundo. Não gostava de lembrar que Thomas foi o primeiro que conheceu Sabrina, sendo que ela acha que foi ao contrário. Mas é que eu e ele trocávamos de lugar o tempo todo e explicar isso a bruxinha, ia demorar muito. Então esse assunto foi encerrado dessa maneira. Na época ela não sabia nos diferenciar, se bem que até hoje eu acho que ela não sabe.

― Brand ― Ouvi aquela voz serena e senti uma mão sobre meu ombro, já sabia quem era. ―, você conseguiu falar com James?

Me virei e encarei Serena que usava apenas um biquíni azul que combinavam com a cor dos seus olhos e uma saia amarrada a cintura da cor roxa.

― Nem tentei, desculpa.

― Blair já foi embora, por que ele não me liga e pede logo a droga da desculpa? ― Ela resmungou.

― Por que você não faz isso? ― Retruquei.

― Ele brigou comigo, Jr deve me pedir desculpas, Cooper. ― Soou firme. ― E como está sendo a revelação do ano de Lakewood?

― Revelação do ano? ― Questionei.

― Seus irmãos. Daqui a pouco alguém vai contar sobre como era o acampamento, já to até vendo.

― Ninguém pode falar sobre o real acampamento, Serena. Nem meus irmãos, que nunca foram, podem fazer isso.

― Eu sei, eu sei. Nossos pais teriam um treco se vazasse para a imprensa que os queridos filhos deles são encrenqueiros e passaram a infância num acampamento para boas maneiras. ― Ela deixou escapar um suspiro leve. ― Apesar de toda a chatice da senhorita Roden, eu gostava do acampamento.

― Você gostava de mandar nas novatas. ― Me aproximei dela. ― Conselheira chefe do chalé dez. Sempre fazendo a vida das garotas um inferno.

Ela soltou uma risadinha e se aproximou mais.

― Esse era o objetivo, Cooper. ― Soou baixinho. ― Apesar disso tudo, era fácil driblar a senhorita Roden com suas regras chatas. Lembra das festinhas fora do toque de recolher?

― Melhores festas. ― Completei e Serena avançou nos meus lábios.

Nos beijávamos com maestria e uma sincronia de tirar o fôlego.

― Eu tenho que ir. ― Ela quebrou o beijo. ― Mas, quem sabe eu passo na sua casa mais tarde? ― Soou sugestiva e me lançou uma piscadela.

― Pegando a namorada do amigo. Que coisa feia, maninho. ― Thomas soou um pouco firme e eu me controlei para não retrucar.

Me virei para a geladeira e ignorei ele. Peguei uma garrafa de cerveja e fechei a porta.

― Acho que é de família. ― Ele continuou com uma cara debochada. ― Emma, doce Emma. Sua ex, né?

― Pensei que estava lutando e não aqui. ― Soei um pouco firme tentando mudar de assunto.

― Sua ex-Emma me chamou para a festinha do afilhado do tio Bryan. ― Thomas soou baixo e eu fiquei intrigado. ― Mas, agora estou procurando Gigi, você a viu? ― Sua voz tinha um tom de preocupação.

Reparei que ele usava a mesma bermuda que eu. Já vi esse filme antes e não teve um final feliz. Thomas me fitava como se estivesse lendo meus pensamentos. Vai ver porque somos trigêmeos ou ele infelizmente é o melhor de ler as pessoas. Coisa que aprendemos com nossos avós. Os maiores mentalistas do Reino Unido.

― Eu não vou trocar de lugar. ― Soei firme após abrir a garrafa e deixei a tampinha sobre a pia.

― Nem pensei nisso, irmãozinho. ― Retrucou e saiu da cozinha.

Suspirei e virei um pouco a garrafa para beber a cerveja. Mas nada tirava da minha cabeça o motivo dele estar preocupado com Virginia. Será que o Wolfber não presta? Estranho, por que ele parecia dá maior atenção para a bruxinha Zambelli e além disso ele é melhor amigo de Blair.

Ouvi meu celular tocar e peguei vendo que era o Adam de novo. Acabei com a garrafa e deixei sobre a pia.

― Eu não tenho mais nada para falar com você. ― Atendi e soei firme.

― Pois eu acho completamente ao contrário, Cooper. ― Soou mais firme que eu. ― Só me diga de quem a Sabrina estava falando ontem. Que você mesmo falou que ele ia matar vocês por isso. Quem é esse ele?

― Esqueça isso, Smith. Como tinha dito antes, eu não tenho nada para falar com você. ― Desliguei o celular e saí da cozinha.

Subi a escada e fui até o banheiro. Lavei meu rosto e sequei. Saí do cômodo e pude ouvir uma discussão no corredor. Pela voz eram meus irmãos. Andei um pouco até um quarto que estava com a porta aberta numa fresta e pude ver Thomas apoiando Virginia nos ombros e soando firme ao Wolfber.

― O que você fez com ela?

― Eu não fiz nada. ― Johnny soava na defensiva. ― Ela que bebeu e passou mal. Posso fazer nada se sua irmã é fraca para um vinho.

O Wolfber saiu do quarto e deu de cara comigo, mas continuou o caminho até descer a escada. Entrei no quarto e pude ver Thomas colocando Virginia sentada na cama. Estranhei tudo, porque minha irmã com toda a certeza que eu tenho deles, não é fraca para um vinho. Algo não estava certo.

― O que você quer, Brandon? ― Thomas soava irritado.

― Só quero saber se ela está bem. ― Soei um pouco baixo ao retirar o boné da minha cabeça, deixei ele sobre a cama e Gigi riu.

― To tão bem irmãozinho que eu preciso de um banho, quem vai me dá? Uh! ― Exclamou risonha. ― Chama o Johnny ou o idiota do Lancaster. Aposto que ele quer

― Cala a boca Gigi! ― Thomas a interrompeu e eu só fiquei intrigado.

― Mas Tommy, eu descobri como o Wolfber sabe de tudo sobre Vegas e como ele fez a Sabrina falar sobre isso em Belize.

― Do que ela está falando? ― Soei firme ao cruzar os braços e Virginia começou a rir novamente.

― Um pozinho apenas e bum! ― Minha irmã continuou. ― Você fala de tudo. Isso é pior que hipnose.

― Por que ele doparia a Sabrina? ― Thomas questionou.

― Acho que a pergunta seria, por que você está preocupado com ela? ― Retruquei.

― Só estamos ajudando a Zambelli, maninho. ― Virginia falou e nada daquilo fazia sentido.

― Virginia! ― Thomas a repreendeu enquanto mexia em seu relógio no pulso.

Eu fiquei completamente perdido. Resolvi sair do quarto e ligar para a Sabrina. Ela tinha que me explicar tudo. Peguei o celular no bolso da minha bermuda, desbloqueei a tela, mas não era o meu celular. Era o do Thomas. Esse é o segundo passo que meu irmão segue quando quer trocar de lugar comigo.

― Tommy! ― Emma veio até mim e me roubou um beijo.

Fiquei surpreso e na hora que ia quebrá-lo só ouvimos um barulhão. Nos separamos e fomos onde todos estavam, na beira da escada. Thomas estava desacordado na sala, usando o boné que eu deixei sobre a cama, se passando por mim. Enquanto Gabriel falava com alguém no celular e outros chamavam a ambulância.

― Brandon? Brandon! ― Lancaster chamava, mas meu irmão nem respondia.

― O que aconteceu? ― Virginia saiu do quarto e abriu sua boca espantada ao ver a cena. ― Thomas o que houve com o Brand? ― Soou preocupada vindo até mim enquanto Emma descia a escada cuidadosamente e chorosa.

― Aquele é o Thomas. ― Soei baixo e sentindo meus olhos marejarem.

― Vamos embora daqui. ― Ela pegou minha mão e soou determinada me puxando para o quarto.

― Não, Gigi. Ele

― Brand não é seguro ficarmos aqui. Tommy vai ficar bem. ―Virginia soou baixo com os olhos cheios de lágrimas.

Me soltei dela e senti uma lágrima descer pelo meu rosto.

― Eu não vou repetir esse erro. Eu não posso, Virginia.

Minha irmã se sentou na cama, pelo jeito ainda não estava 100% bem.

― Se ficarmos, vai ser pior. O alvo era você e não ele. ― Soou firme me surpreendendo.

Nem tive tempo de perguntar algo. Ela se levantou e me puxou para a sacada do quarto. Foi meio que automático, nós descemos pela treliça que estava sem flores e seguimos até o carro do Thomas. Virginia tinha a chave, assim entramos e eu tive de dirigir.

― Como eu posso ser o alvo? Do que

― Só vá até a academia de papai. ― Ela soou baixo, apoiando a cabeça na janela, dava para perceber que seus olhos estavam pesando. ― E ligue para Sabrina.

Minha irmã acabou adormecendo e eu segui o caminho para Riverwood. Tinha tantas perguntas e nada fazia sentido. Como Thomas e Virginia estão ajudando a Sabrina? Por que o Wolfber doparia minha irmã e a Zambelli? Como meu irmão ia fazer isso tudo para me salvar? Eu era o alvo? Alvo de quem?

Isso tudo me lembrou de como Thomas parou no reformatório. Foi nisso que ele conheceu a Zambelli, mas ele estava se passando por mim.

Estávamos na casa dos nossos avós em Nova York e deveríamos ter uns sete anos. Virginia brincava com uma boneca e eu e Thomas jogávamos vídeo game na sala de estar. Até que nossa avó surgiu nos convidando para ir no shopping. Aceitamos e assim fomos.

Ficamos perdidos lá e não conseguimos achar ninguém conhecido. Era Halloween, e tudo estava enfeitado conforme a festividade. Agora imagina, três crianças perdidas no shopping e com medo dos monstros do dia das bruxas. Já era de noite e cada hora a mais piorava. Aquilo parecia um labirinto do terror e ninguém achava a saída.

Estávamos cansados, com fome e Gigi chorava agarrada a sua boneca de pano. Tínhamos sentado no chão do último andar do shopping que ainda estava em obra, era o único local que não tinha monstros. Estava vazio, exceto por uma loja de doces, a única que estava aberta e enfeitada com os monstros.

― Cadê a vovó? ― Virginia soava baixinho ao passar a mão sobre seu rosto.

― Eu to com fome. ― Thomas comentou e eu só ficava vendo os doces.

― E se a gente pegar uns doces dali? ― Apontei para loja.

― Roubar é errado. ― Virginia frisou.

― Não vamos roubar, vamos pegar emprestado. ― Retruquei sentindo minha barriga roncar e levantei.

― Não dá para devolver um doce, Brand. ― Minha irmã soou um pouco firme.

Resumindo: Consegui convencer os dois em me ajudar a roubar o doce. Estávamos famintos e parecia que nossa avó nos largou no shopping e esqueceu da gente. Estava dando tudo certo. Gigi estava distraindo uma atendente da loja enquanto eu e Thomas fomos pegar os doces.

Já estávamos saindo do local e comemorando que tinha dado certo. Só que um segurança apareceu e nos levou para uma sala. Ficamos separados e cada um teve que responder um pequeno interrogatório. Eu e nem Thomas falamos de quem era a ideia, mas Gigi contou.

Depois nos encontramos numa outra sala e minha irmã estava chorando. Ela pedia desculpas o tempo todo e a gente não tinha entendido o que tinha acontecido. Não podíamos falar que erámos filhos da famosa atriz Anelisa Cooper e netos de Madame Mary Grace Cavendish, todas as duas sempre tinham deixado claro que se fizéssemos algo errado, sofreríamos as consequências.

O segurança perguntou quem era o Brandon e na hora que eu ia falar, Tommy se apressou e ficou no meu lugar. Ele foi mandado para o reformatório na hora. Eu e Gigi fomos liberados e conseguimos achar nossa avó que passou a desprezar Thomas desde esse dia.

Ele só ficou uma noite no reformatório, mas foi a noite que Sabrina conheceu ele. Ela acha que me conheceu, mas na verdade foi Thomas. Dali em diante, nossos pais resolveram afastar o “Brandon” de mim e de Gigi.

Só fomos contar a verdade a eles quando meus irmãos me meteram numa furada ao tentar roubar um relógio de ouro que estava num museu dos nossos avós, que são os mais famosos mentalistas que já existiu. O relógio era o que o nosso avô usava e o museu tinha sido inaugurado há dois meses. Sempre ouvimos falar sobre a lenda do relógio de ouro e meus irmãos resolveram pegar ele por um tempinho, só que não deu certo e eu me ferrei.

Ouvi uma buzina soar, coisa que me despertou e eu girei o volante rapidamente ao ver um caminhão na nossa direção. Tinha me distraído e acabei invadindo a outra pista, mas graças a Deus tudo deu certo e chegamos na academia.

Virginia estava sonolenta, mas já tinha se despertado. Desliguei o carro assim que parei em frente ao portão que estava trancado. Estranhei, porque geralmente Mestre Cooper fica até mais tarde treinando seus alunos. Peguei a chave que estava no meu bolso e saí do carro. Ajudei minha irmã ao apoia-la nos meus ombros e abri a academia.

Tranquei tudo e não tinha sinal de ninguém no local, só eu e Gigi. Provavelmente meu pai foi chamado para socorrer Thomas. Virginia foi até a sala do nosso pai e eu a segui. Ela abriu uma gaveta e retirou de lá alguns papéis, depois me mirou com seus olhos turquesa.

― Já ligou para Sabrina?

― Não, Virginia. ― Soei firme e dei a volta na mesa ficando ao lado dela. ― O que são esses papéis?

― Papéis que Sabrina pegou com Alexander. ― Contou e eu a fitei firme. ― Isso foi em Las Vegas, na noite que Adam apostou ela para um idiota e ela descobriu que é filha de Bryan.

― Como você sabe disso? ― Perguntei enquanto ela separava as folhas. ― E espera um pouco, ela já sabia que era

― Já, mas pediu para Tommy apagar isso da memória dela. ― Explicou.

― A hipnose. ― Soei pensativo e ela assentiu. ― Sabrina disse que ela achou a palavra na internet e ficou livre de Thomas, mas

― É mais uma mentira dela. ― Me interrompeu. ― Thomas tirou a hipnose dela e ontem nos encontramos para falar sobre isso de madrugada.

― Por que?

― Há muita coisa em jogo, Brand. Problemas com nossos avós e a família de Sabrina. Você sabe que foi armado tudo, não sabe?

― Do que você está falando? ― Soei firme e ela me passou uma pasta preta.

Peguei e vi que era o caso do relógio dourado do museu.

― Quem era o seu amigo na época? ― Ela questionou e eu fiquei pensativo. ― Quem foi o idiota que te colocou no lugar errado, na hora errada, Brandon? Essa criança ferrou com tudo que fizemos, foi a partir dali que tudo desandou.

― Thomas fez isso. ― Respondi deixando a pasta sobre a mesa.

― Não, Brand. Thomas sempre te salvou, ele queria levar a culpa novamente na época do roubo, mas acabamos sendo separados. Agora pense comigo, qual era o nome do seu melhor amigo naquela época?

― Eu não sei. ― Soei baixo. ― Só tinha nove anos, nos separaram, depois tio Bryan morreu, só que não. Eu me lembro que tinha um amigo que me avisou sobre o plano de vocês, mas eu não sei quem é. Eu só queria impedir a loucura que estavam prestes a fazer.

― Roubar era errado, mas só íamos pegar, mostrar para Adam que conseguimos e devolver para o museu. ― Ela contou. ― Só que esse seu amigo armou tudo e chamou a droga da polícia.

― Espera um pouco. ― Pedi e ela me mirou intrigada. ― Adam tem a ver com isso?

― Era mais um desafio, lembra quando erámos criança e não tinha nada para fazer? ― Virginia retrucou e eu assenti. ― Eu não sei quem era o seu amigo que falou o dia errado do roubo e te ferrou.

“Era para ser mais um desafio idiota cumprido, Brandon. Entre mim, Thomas e Adam. Não era para você saber e nem esse seu amigo desconhecido. Eu achava que era um engano, mas depois que eu e Tommy fomos para Suíça para ajudar a Sabrina, descobrimos que foi armado. Alguém queria nos separar e conseguiu.”

― Gigi, isso é loucura. Por que separar três irmãos? Por que fazer isso? E o que isso tem a ver com Sabrina?

― Está tudo interligado. ― Ela se sentou a cadeira de nosso pai. ― A morte da mãe do Adam, o reformatório, o terreno de Riverwood para a Hillary, nossa separação, a falência da empresa do tio Bryan, a compra dessa empresa pelo Bruce, Alexander e Hillary, a “morte” do tio Bryan, o acampamento e por aí vai.

― E continuo querendo saber o motivo disso. ― Soei um pouco firme. ― Como a morte da mãe do Adam tem a ver com isso?

― Com quem ela foi casada depois de Alexander? ― Retrucou e eu fiquei pensativo.

― Não sei, Gigi. Foi tão rápido, ela casou e morreu. ― Ela me mirou com seus olhos arregalados. ― Ela morreu, porque estava doente. Ninguém a matou. ― Soei firme.

― E se adiantaram a morte dela?

Neguei com a cabeça.

― Virginia, isso é loucura! ― Exclamei e comecei a andar pelo escritório.

― Não é, se a mãe de Adam era a que herdou tudo do pai. Sendo que ela tem um meio irmão por parte de pai que conseguiu a parte dele após ela morrer. Franchesca Storm foi morta, Brandon.

― Isso é uma suposição. ― Retruquei.

― Por enquanto, mas isso explica o porquê que nos separaram. ― Falou me deixando intrigado. ― O viúvo de Franchesca era o pai do Johnny Wolfber, que é enteado do nosso tio Jacob. Ele também morreu depois de um ano que a mãe de Adam tinha ido.

― Nosso tio é casado? ― A interrompi confuso.

― Há dez anos com a mãe do Wolfber, Angelina D’Amore. E tem mais uma coisa. ― Ela me passou o papel. ― Aí fala que nossos pais, os pais de Sabrina, contando com Bryan e Bruce, os pais de Adam, os pais de Johnny, os pais da Blair e do James estudaram na mesma faculdade na Suíça. E essa faculdade foi fechada após alguns casos de assassinatos misteriosos.

― Assassinatos? ― Soei surpreso.

― Achamos tudo na Deep Web e somente eles foram os que sobreviveram até agora, exceto Franchesca e George Wolfber. ― Contou.

― É loucura! ― Exclamei ao passar a mão sobre meu cabelo, despenteando um pouco. ― Isso deve ter mais de vinte anos, não tem ligação com a gente.

― Eles eram os famosinhos da faculdade Brandon, os que sobraram. Talvez queiram descontar na gente.

― Mais alguém sabe disso?

― Só eu, você e Thomas. Ainda não contamos a Sabrina e nem a James.

― Isso aconteceu na Suíça há mais de vinte anos, Gigi. Não tem relação com o que estamos vivendo aqui nos Estados Unidos! ― Joguei o papel sobre a mesa.

― E se tiver Brandon? E se tudo que aconteceu conosco, eu, você, Tommy, Sabrina, Blair, James, Adam e Johnny, foi armado por esse maluco? Tio Bryan não ia se fazer de morto por conta de briga na empresa ou de família. Tem algo aí, pode ter relação com isso como também não pode ter. Mas tem esse algo.

― Quem é o meio irmão da mãe do Adam? ― Soei firme voltando nesse assunto.

― O mesmo meio irmão de Megan Lily Lightwood, mãe da Blair. ― Contou e eu tentei recordar de algo. ― Richard Dowich, o pai do primo do idiota do Lancaster.

― Mas ele é afilhado de Bryan.

― Gabriel sabe ser pior que Adam quando quer.

― Como você sabe disso? ― Soei firme.

― Paris, tinha doze anos e Luke Dowich Levine, primo do Lancaster, me apresentou o idiota. ― Contou. ― Ele não sabe quem eu sou agora, porque desde os nove anos uso Cavendish e não Cooper.

― Luke Levine? ― Soei firme e surpreso ao me recordar dos primos Levine que são contra Lakewood e Riverwood.

― Você conhece?

― Ele mora em Denton com os primos. Faz aula de dança com Sabrina. Mas, como ele pode ser primo do Gabriel?

― Sei lá, Brand. Arvore genealógica não é comigo, mas o Lancaster é primo dele e da Blair. ― Disse ao se levantar da cadeira ao ouvir o toque do seu celular. ― Oi, pai. ― Ela atendeu enquanto eu estava pensativo.

Gabriel é primo da Blair e do Luke. Isso é tão confuso. E que história é essa de faculdade na Suíça? Como Virginia e Thomas podem saber tanto disso? E o mais importante, por que Sabrina não me contou a verdade? E eu era o alvo de quem?

Virginia saiu do celular e me fitou um pouco firme.

― Você tem que ser o Thomas, entendeu?

― Eu era o alvo de quem? ― Soei mais firme que ela.

― Johnny ou do próprio Gabriel, não sei. Thomas é que sabia disso, nosso querido irmão não me conta tudo, Brand. Agora você tem que se passar por ele.

Assenti e voltamos para o carro. Dirigi até o hospital e Virginia me ajudava no caminho em como me passar pelo nosso irmão. Eu não conhecia mais eles, não tinha ideia de como ser Thomas novamente. Estacionei o carro e seguimos para dentro do hospital.

Virginia estava cansada e um pouco afetada ainda com o que o Wolfber colocou na bebida dela. Ela se sentou numa cadeira perto dos nossos pais.

― Thomas quer ver o Brandon. ― Ela falou com uma voz arrastada a eles.

― Vocês poderão ver ele após Sabrina, Nicole e Gabriel saírem do quarto. ― Minha mãe avisou.

Acabei trocando um olhar com Virginia. Sabrina já estava aqui e eu esqueci completamente de avisar a ela o que Gigi me pediu.

― Mas ele está bem? ― Soei um pouco receoso.

― Já está acordado e bem, de noite receberá a alta. ― Meu pai contou.

― E o que aconteceu para ele cair da escada? ― Gigi questionou.

― O amigo dele disse que Brandon tropeçou enquanto digitava uma mensagem pelo celular. Eu sempre falei que era perigoso andar por aí com a cara enfiada nesses aparelhos. ― Mamãe soou firme.

― Acontece, amor. ― Meu pai abraçou de lado minha mãe. ― Cada um tem seus vícios, nós tínhamos o nosso quando erámos jovens.

― E que vícios seriam esses? ― Perguntei um pouco baixo, mas dava para perceber que Gigi também estava curiosa.

Meus pais pareciam ficar tensos, trocaram um olhar rápido.

― Vícios antigos que ninguém tem mais, Tommy. ― Mamãe soou um pouco apressada.

― Não entendi. ― Gigi falou e eles trocaram um outro olhar. ― Vocês nunca nos contaram como eram quando faziam faculdade.

― Quem disse que fizemos faculdade juntos? ― Meu pai soou firme e ali eu percebi que definitivamente tinha algo ali.

― Internet, pai. Na internet tem tudo, sabia? ― Gigi retrucou deixando nossos pais nervosos.

― E você pesquisou nossa vida? ― Mamãe soou um pouco incrédula.

O ranger da porta soou, nos viramos e vimos Nicole saindo com Gabriel do quarto de Thomas.

― Podemos ir agora? ― Gigi perguntou ao se levantar da cadeira mais disposta.

Meus pais assentiram e passamos pelo Lancaster e a Stralend. Entramos no quarto e vimos uma Sabrina chorosa segurando a mão de Thomas. Meu irmão tinha um corte no supercílio que estava com uma bandagem.

― Eu não precisava ver isso. ― Soei um pouco firme ao cruzar os braços.

Zambelli me fitou com seus olhos castanhos arregalados e se soltou do meu irmão.

― Deixe de ciúmes, Brand. ― Gigi retrucou e Sabrina virou o pescoço fitando bem firme Thomas.

― Você é o Thomas? E você é o Brandon? ― Ela perguntou e nós assentimos. ― Você tinha que ter me contado antes. ― Soou firme ao meu irmão.

― Zambelli, todos têm que achar que eu sou o Brandon. ― Thomas argumentou.

― Por que? ― Ela questionou e eu e Gigi nos aproximamos deles.

― O alvo era ele, só trocamos de lugar e ― ele mirou em Gigi ―, eu não sei quem me empurrou da escada.

― De qualquer jeito, eu to aliviada em todos os Cooper estarem bem. ― Sabrina deixou um sorriso fraco passar pelo rosto.

― Eu não to nem um pouco aliviado. ― Comentei e mirei no meu irmão. ― Como você trocou meu celular e pegou meu boné?

― Isso foi fácil ― Gigi começou a contar ―, eu e Tommy induzimos você a tirar o boné na festa o tempo todo e trocar seu celular é a coisa mais fácil que existe, Brand.

― Que ótimo, vocês não me hipnotizaram, mas me hipnotizaram. ― Resmunguei.

― Brandon era alvo de quem? De Adam? Alexander? Ou tem mais alguém? ― Sabrina soava preocupada.

― Por que Adam e Alexander teriam a ver com isso, Zambelli? ― Thomas soou firme.

Sabrina suspirou e seus olhos deixaram derramar algumas lágrimas.

― Minha mãe foi para um spa e só volta mês que vem. Ela me mandou assinar um contrato com o pai de Chace, mas hoje eu cheguei em casa e Adam e o meu padrasto estavam lá.

“Alexander falou na minha cara que se eu soubesse de algo sobre alguém que voltou e não contar a ele, não vai ser só minha mãe que vai perder, vai ser o Enzo. Além disso, o pai do Chace me fez assinar a minha emancipação. Se eu for presa, não vou mais para reformatório e sim para a prisão! Porque agora eu sou uma adulta perante a lei. Eu to ferrada e não sei mais o que fazer.”

Ela chorou mais um pouco e eu a abracei.

― Vai ficar tudo bem. ― Soei baixinho.

― Não, não vai. ― Ela resmungou e eu sequei o rosto dela.

― Estamos todos juntos com você, Sabrina.

― Estamos? ― Thomas questionou e eu me virei para ele.

― Não sei como, mas você me salvou. E se o que Gigi me contou é real, estamos num problemão. Todos nós. E que armaram para nos separar.

― O que você falou? ― Meu irmão soou firme ao mirar na Virginia.

― Tanta coisa. Acho que aquele pozinho que o Wolfber colocou no vinho ainda ta me afetando.

― Jhonny te dopou? ― Sabrina estava surpresa.

Gigi assentiu.

― Ele já fez isso com você em Belize. ― Soou baixo.

― Não. ― Sabrina negou com a cabeça. ― Eu bebi a mais e me abri para ele, mas não falei

― Ele me dopou, mas eu consegui tirar informações antes. ― Gigi a interrompeu. ― Ele sabe que você é filha de Bryan.

― Mas eu

― Sabrina, admite que você foi dopada e falou a mais. ― Thomas soou um pouco firme.

O celular dela tocou e Zambelli passou a mão sobre o rosto.

― Não quero falar mais sobre isso e se alguém descobrir onde Jr está, eu agradeceria. ― Falou e saiu do quarto.

― Não precisava falar assim com ela. ― Repliquei.

― Ta bom, irmãozinho. ― Rebateu e mirou em Gigi. ― Você ta péssima.

― Obrigada pelo elogio. ― Soltou um tom de ironia.

― E quando vamos destrocar? ― Questionei.

― Não sei, mas até lá seja o melhor Thomas Allan Cooper que existiu.

― Tarefa difícil. ― Resmunguei.

― Eu já to ajudando ele, mas nosso irmãozinho está mais certinho do que nunca. ― Virginia comentou.

― Ninguém vira certinho da noite para o dia. ― Thomas retrucou. ― Aposto que o velho Brandon está aí em algum lugar.

― Eu mudei e não esqueci que foi você que vazou o meu vídeo no acampamento. ― Soei firme ao cruzar os braços.

― Não fui eu, para com essa paranoia. Eu to nem aí se você dormiu com Sabrina e Blair. Eu estava preso em Paris, não tinha contato com ninguém. Como eu saberia desse vídeo?

― Thomas Allan Cooper sempre dá um jeito. ― Rebatei. ― Mas se não foi você, então quem foi?

― O seu maldito amigo anônimo. ― Gigi respondeu e eu a fitei com uma cara de interrogação. ― O mesmo amigo que te colocou na furada com o relógio, Brand. Não é óbvio? Essa pessoa quer nos separar de qualquer jeito e conseguiu durante anos.

― Podemos voltar a ser os trigêmeos Cooper, se você quiser. ― Thomas me mirou firme e Gigi o acompanhou.

― É o certo, mas eu não consigo. ― Soei baixo. ― Confiança leva tempo e eu preciso disso. Já percebi que Sabrina confia em vocês de olhos fechados, mas eu não. Foram muitas porradas da vida, eu não consigo apagar tudo agora.

Saí da sala e vi Zambelli conversando com Nicole sentada a uma cadeira. Eu até queria ir até elas, mas Nicole e nem ninguém poderia saber que eu era o Brandon. Então passei direto e saí do hospital ao passar pelos meus pais. Avisei que ia para casa e peguei o carro. Dirigi até em casa e entrei indo direto para o meu quarto. Me deitei no colchão exausto e fiquei encarando o teto azul.


Notas Finais


Não consegui revisar, mas foi. Qualquer coisa edito depois
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Até o próximo e espero que a miga diva tenha gostado, qualquer coisa já sabe, apaga e segue a vida
Beijoss*
Macri


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