História Strange Boy - Capítulo 8


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Categorias Stray Kids
Personagens Han Ji-sung, Lee Min-ho
Tags Colegial, Minsung
Visualizações 49
Palavras 1.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi desculpa a demora

Capítulo 8 - Capítulo 8


É isso mesmo que eu vi e ouvi?

ESSE CARA BEIJOU E QUER O MEU MINHO?!

NA MINHA ZONA NÃO, MEU QUERIDO.

Abri a porta com força batendo na parede e assustando os dois.

– Opa, atrapalho? – pergunto. Minho nega e Felix concorda.

Vou cometer um crime de ódio contra esse cara.

– Ah, se não estou atrapalhando nada, Minho hyung, podemos ir para o nosso encontro? – dei ênfase na palavra "encontro", olhando diretamente para Felix que me olhou debochado.

– Eu já beijei ele garoto, se manca.

– Um beijo não é igual ao que ele sente de verdade por você.

Ele bufou e Minho segurou a risada. Sorri para ele e disse mudo um "se manda".

– Eu já vou, Minho. – disse e saiu as pressas.

– Quem disse que vamos para um encontro? – perguntou, me encarando.

– Era só para ele ficar com raiva mesmo e ir embora. – dei de ombro.

– Sinto que você está me escondendo algo sobre ele. – disse, pegando sua toalha.

– Ele já disse o que eu tinha para dizer. Ele te ama, é isso. E ele tem cara de quem não desiste fácil, então proteja-se. – falei, indo arrumar o meu cabelo.

Ele riu. Pegou sua toalha e entrou no banheiro. Me olhei pelo espelho e suspirei.

Espera... Será que Minho suspeita que eu goste dele? Me ajuda, Jesus.

* * *

Eu nunca amei tanto a cor verde água, em especial ver o Minho vestindo um moletom verde água.

Estou totalmente apaixonado por esse merdinha que só fode com o meu psicológico.

Estávamos num restaurante em tanto aconchegante. Escolhemos a mesa ao lado da janela. Era tão bonito vê-lo concentrado em algo.

– O que você vai pedir? – perguntou.

– O mesmo que você.

– Chama o garçom então.

Chamei o garçom e Minho pediu macarronada.

Ele fechou o cardápio e deixou de lado. Apoiou o rosto na mão e olhou para mim, me lançando um sorriso. Desviei o olhar para a rua. O clima frio e nublado nunca combinou tanto com aquele encontro.

– Hey, Jisung. – Minho me chamou.

– O quê?

– Depois daqui, você gostaria de ir aonde?

Pensei um pouco. Um lugar com pouquíssimas pessoas seria ótimo.

– Podemos ir para algum lugar bonito. Que tal?

Minho pensou um pouco.

– Busan? – perguntamos juntos.

Rimos e nossa comida havia chegado. Era tão bonito ver Minho comendo.

– Então vamos passar o resto do dia em Busan? – perguntou.

– Vamos.

Espera.

Como assim vou viajar com o amor da minha vida, Deus?

* * *

Arrumamos nossa mochila com pouca roupa e Minho fez nosso check-in em um hotel perto da praia, com vista para a ponte Gwangan.

– Eu quero ver o pôr-do-sol, por isso o lugar. – Minho disse.

Eram mais ou menos duas horas e meia de ônibus. Rapidinho a gente chegava, então fomos correndo para a rodoviária. Compramos duas passagens de ida e duas de volta para amanhã.

Minho estava tenso. Olhava inquieto para o chão, para seus pés, suas mãos. Evitava olhar ao redor.

– Calma, hyung. – falei, dando tapinhas leves em seu ombro.

– Se eu olhar para alguém, você me dá um soco, tá bom?

Não respondi. Nos levantamos para embarcar no ônibus que acabara de parar. Sentamos justamente no fundo. Minho colocou a venda que lhe dei e fones de ouvido. Ele é tão bonito que me deixa triste.

Quero muito poder beijá-lo.

Calma, a gente nem compartilhou sentimentos ainda.

* * *

– Décimo andar, quarto quarenta e dois. Cama de casal--

– Cama de casal?! – cortei a recepcionista.

– Pelo check-in feito pelo nosso site, vocês marcaram cama de casal.

Olhei para Minho, indignado.

– Mas eu havia marcado duas camas, e não cama de casal. – disse Minho, nervoso.

– Mas agora já era, senhor. – a mulher me entregou a chave e fomos para o elevador.

Passamos alguns minutos em silêncio, até eu bufar.

– Você é muito burro, Minho.

– Eu?! Eu só marquei a opção errada!

– Vou dormir no chão, é?

– É, porra.

Era óbvio que estávamos apenas brincando, mesmo eu estando indignado com a audácia desse garoto.

Quando chegamos no andar, entramos no nosso quarto e era bem bonito. O que mais me chamou a atenção foi a porta de vidro bem em frente a cama e a varandinha bonita. Tudo em direção a praia e a ponte.

O quarto já começava a ficar meio alaranjado por causa do pôr-do-sol e Minho tratou logo de correr para a varanda. Nunca vi alguém tão feliz ao ver o sol se pondo.

Me aproximei e Minho ficava tão incrível com os olhos brilhando de felicidade e os cabelinhos bagunçados por causa do vento. Eu me sentia tão incrível quanto ele

– É tão incrível, não é? – me perguntou. Murmurei um "uhum".

Ele abriu os braços. Eu já disse o quão incrível Minho ficava naquela situação? Já?

Tratei de lhe abraçar por trás, como na cena de Titanic. Ele ficou surpreso por um momento e apenas riu. Apoiei minha cabeça em seu ombro e sorri.

Eu nunca amei tanto um céu rosa e laranja e Minho admirando estas duas cores em degradê no céu. Logo o azul foi tomando conta e Minho riu baixinho.

Louco.

– Já pode me soltar, Jisung. – disse e eu lhe soltei rapidamente, entrando e me jogando na cama.

Era tão confortável que eu relaxei rapidamente. Minho se deitou ao meu lado e suspirou.

– Tem certeza que vai dormir no chão?

Sim.

– Não.

Quê?

– Que bom, Jisung.

...

– Mano, tu é gay?

Minho olhou para mim e riu.

Viado louco.

– O que você acha, cara? Sou cem porcento hétero que sonho beijando garotos.

– Ridículo.

– E você?

Sou Minhossexual, não sabia?

– Gay.

– Já suspeitava.

Passamos um momento em silêncio, nos encarando.

Eu só queria me aproximar mais um pouquinho e dar uma bitoquinha naqueles lábios bonitos e convidativos.

Eu vou chorar.

– Por que olha tanto para minha boca?

Engoli seco e tentei decidir em sair da cama ou dar um beijo nele.

Mas nós não temos nenhuma afinidade amorosa, então nem adianta tentar, não é?

– Jisung, por acaso você quer me beijar? – sussurrou, como se fosse a coisa mais secreta do mundo.

Fiquei calado, voltando a olhar seus olhos. Ele ainda me olhava e eu só queria sair correndo.

– Eu sei que você quer, Jisung, porque eu também quero.

Meu Deus?

Que droga esse garoto fumou?

Ele sorriu, o que me deixou vermelho até as pontas dos pés.

Se eu morrer, a culpa é desse cara. Okay, amigos?

– Hyung...

Ele apenas se aproximou e encostou seus lábios nos meus. Arregalei meus olhos e minha respiração falhou por alguns segundos. Acabei fechando os olhos e cedendo para que ele invadisse minha boca.

Esse é o melhor beijo da minha vida.

Ele levantou um pouco a minha camisa e segurou minha cintura, me puxando um pouco mais para perto. Sua mão gelada me fez se arrepiar.

Ele saiu de minha boca e distribuiu beijinhos pelo meu rosto e riu baixinho, envergonhado.

Nos encaramos e eu nunca o vi tão vermelho e fofo.

– Mas como você sabia que eu queria também? – perguntei baixinho.

– Quando você estava com febre, meu amigo foi ver se você estava bem a pedido meu. Você acabou achando que era eu e beijou ele. Não é difícil raciocinar, Jisung.

Okay, agora eu vou explodir de vergonha.

Minho riu baixinho do meu estado e me deu um selinho, se levantando.

Obrigado por acabar comigo, Lee Minho. 



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