História Strange world - Capítulo 36


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Categorias Fear The Walking Dead, The 100
Tags Alicia Clark, Clarke Griffin, Ftwd, The 100
Visualizações 70
Palavras 1.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde!


Boa leitura =D

Capítulo 36 - Por que eu não me lembro de nada?


Lexa passou o dia seguinte inteiro dividida entre mandar mensagem e não mandar mensagem. Queria saber como a loira estava com relação a criança, mas não queria parecer desesperada. Não queria parecer que não havia sido nada demais, mas também não queria demonstrar que havia sido algo demais. Acabou optando por não mandar, passou o dia todo esperando qualquer mensagem que fosse de Clarke ou até mesmo de Raven. Contudo, não chegara de nenhuma das duas.

No outro dia cedo caminhava sozinha pelo jardim da faculdade. Anya ainda não tinha chego, e ela tinha inúmeras coisas na cabeça, e boa parte dessas coisas eram relacionadas a Griffin. Seus olhos encontram Costia um pouco mais a frente e ela decide dar a volta e ir por outro lugar. O que poderia fazer se ainda se sentia magoada?

Estava tão perdida em seus pensamentos que nem notou a presença de Clarke até que ela disse:

— Ei, ah ... podemos conversar?

Lexa encontra aqueles olhos azuis que pareciam cansados, e só acena em concordância. As meninas caminham devagar lado a lado.

— Me desculpe por ter saído daquele jeito ...

— Não precisa se desculpar, realmente não foi sua culpa! Eu entendo, como está a criança? — Pergunta ao se lembrar.

— Ela precisou ser entubada ...

— Ela vai ficar bem Clarke — diz ao tocar o ombro da garota, mas logo tira a mão.

— Eu sonhei com você — a loira fala pegando Lexa de surpresa.

— Hum ... sonho bom?

— Na verdade era bem estranho ... — ela junta as sobrancelhas — estávamos planejando uma guerra eu acho ...

Lexa não sabe o que dizer, fica imaginando que Clarke só esteja preocupada pelo que havia acontecido na Eligius.

— Fora tão real — ela diz baixo enquanto pensava.

A morena fica sem jeito e acaba achando melhor dizer:

— Certo, eu já estou indo então ...

— Não, quero dizer, eu realmente sinto muito por antes de ontem. Eu não faço isso, de se esgueirar no meio da madrugada.

— Clarke eu já disse, não precisa se desculpar eu compreendo ok? Só vamos esquecer isso, certo? — Ela fala sem ter pensado muito bem nas consequências de suas palavras.

A artista por um segundo fica confusa, mas logo assente concordando.

— Bom, não quero te atrasar, a gente se vê ... — diz ao se afastar o mais rápido que consegue e só então Lexa fica pensando no que disse.

“Droga”, é tudo que consegue pensar quando a ficha cai.  

Mesmo querendo ir para casa e ficar o dia todo deitada pensando em seus problemas de se expressar ela vai para a aula e se joga na última carteira.

Anya chega somente no segundo período e corre para o lado da amiga.

— Você está com uma cara péssima — diz.

— Preciso falar com a Clarke, mas não sei como dizer a ela que não tinha falado para ela esquecer o fato de termos transado e sim que ela precisou sair por causa da emergência — ela fala e Anya arregala os olhos.

— Eu acho que perdi algumas partes da história ...

Lexa conta tudo que havia acontecido nos últimos dias e sua amiga fica surpresa por tantas revelações.

— Então vocês estão, hum ... se conhecendo?

— Não, sim! Quero dizer eu não sei, Clarke é um mar de mistérios, não consigo nem se quer saber do que ela gosta!

— Talvez você esteja se apaixonando ... — Anya comenta e a outra ri para disfarçar.

— Não, eu só estou curiosa! O sexo é incrível, não posso negar, mas só estou curiosa para saber quem ela realmente é ..

A menina ao seu lado não diz nada, apesar de não acreditar muito na história.

Raven mandara mensagem já no final da tarde, dizia trazer notícias, mas não revelou por mensagem o que fez todos se reunirem no porão dos Blake novamente.

Quando Lexa chegou todos já estavam no local. Bellamy estava deitado no tapete e Octávia jogada em um dos sofás. Clarke que vestia um curto vestido branco estava encostada na parede olhando para o celular.

— Veio andando? — Raven resmunga e ela só desculpa rapidamente — certo, eu estou tentando decifrar todos os arquivos que são muitos!

— E o que era tão importante que não podia ser falado por mensagem? — Lexa pergunta.

— Descobri algumas coisas, primeiro é que sua família trabalhava para Eligius — diz olhando para Clarke — mas isso nós já sabíamos, enfim. Mari Griffin era médica e seu tataravô Jake Griffin era engenheiro mecânico.

Clarke junta as sobrancelhas, nunca soube que seu pai tinha o mesmo nome do seu tataravô.

— No ano de 2045 Mari ficou grávida e precisou ser afastada por um tempo, nesse mesmo ano parece que a brilhante Becca Pramheda acabara desistindo de um dos seus mais importantes projetos! Ainda não sei qual projeto era e nem o motivo — Raven informa e Octávia é a primeira a dizer:

— Mas o que isso tem a ver com Clarke e a tataravó de Lexa?

— Nada!

Clarke começa a pensar a respeito enquanto os outros estão com uma interrogação no rosto.

— Eu abri praticamente todos os arquivos de 2045 e em nenhum deles há menção da família de Lexa, mesmo que tenha uma foto mostrando que Alicia e Mari estavam na Eligius nesse mesmo ano — Raven explica.

— Você está dizendo que meus antepassados não trabalhavam na Eligius, ok! Alicia pode ter ido como convidada de Mari em uma festa, como fomos com Octávia e Bellamy — Lexa diz.

— O que não nos explica nada com relação a Clarke e nem a carta— Bellamy é quem fala.

— Se nossa última pista era a Eligius e não conseguimos nada é possível que a tataravó de Lexa tenha de fato se confundido no nome — Clarke fala pela primeira vez.

— Então você quer desistir? — Lexa olha para a ela que encolhe os ombros.

— Eu sei que vocês não conseguem ver saída, mas se me permitem eu não acho que Alicia tenha confundido o nome, ela escreve Clarke duas vezes na carta, isso não me parece engano! — Raven diz convicta.

— E o que você sugere? — A loira pergunta.

— Vamos analisar a carta como se tudo que estivesse nela realmente tivesse acontecido, não como um símbolo ou só no sentido figurado. Primeiro, o que significa Wanheda? Não consegui achar nenhuma tradução para isso — Raven fala se levantando — Segundo, ela diz que o tempo não havia cumprido sua palavra pois não tinha um só dia que não lembrava de você — ela aponta para Clarke que está com sua habitual expressão pensativa.

— Não sei se entendi — Octávia comenta.

— Eu não sei como explicar, mas eu acho que ela sabia que você iria ler no futuro, tipo literalmente no futuro! De forma real, não como uma esperança de te encontrar em uma outra vida e essas bobagens — a latina fala quase entrando em colapso — o que eu quero dizer é: tem coisas na carta que são bem explicitas. Por exemplo, quando ela disse “Somos de mundos diferentes”, eu acho que ela realmente quis dizer isso! Literalmente!

Todos olham para ela como se estivesse viajando demais. Acontece que ela não se importava com isso, pega a carta e lê:

“A garota que veio do céu, a líder, a garota maluca da outra realidade, a grande comandante da morte! Não importa quantos nomes leve, você sempre será Clarke Griffin, a mulher que eu amarei para sempre.”

— A garota que veio do céu? A garota maluca de outra realidade? — Ela frisa essas sentenças e ninguém parece entender a não ser Clarke que diz:

— Está me falando que de algum modo eu viajei no tempo?

— Exato! Isso é louco e ninguém jamais conseguiu provar que é possível ou que exista algum modo disso acontecer, mas Jake estava trabalhando em um projeto secreto na Eligius, provavelmente amanhã consigo quebrar a criptografia para saber o que era, e bem ele está literalmente ligado a você já que é seu tataravô!

Todos pareciam tontos demais com tanta informação, tinha tantas coisas que não conseguiam entender.

— Vamos supor que isso seja possível, por que eu não me lembro de nada? — Clarke parece ser a única seguindo o raciocínio de Raven.

— É isso eu não consigo explicar, ainda!

Clarke sente uma pequena dor de cabeça, mas a ignora e volta a dizer:

— Você acha que Jake estava trabalhando em uma máquina do tempo?

— Possivelmente, amanhã nós saberemos! — Fala animada.

— Eu preciso de uma bebida — Bellamy fala ao se levantar. Lexa, no entanto se senta para conseguir assimilar a quantidade de informação.

Octávia estava em seu canto só observando. Raven volta para o computador e Clarke massageia as têmporas acreditando que a dor de cabeça era devido a quantidade de informação.

Por fim Lexa e Octávia decidem se juntar a Bellamy no álcool enquanto devagar Raven se aproxima da loira.

— Clarke eu sei que parece loucura e sei que você não acredita direito nessa teoria, mas você tem que admitir que Alicia descreve você perfeitamente na carta. Líder? Altruísta? Mais cabeça do que o coração? Parece muito com você para não ser você ...

Ela observa sua amiga sem conseguir dar uma resposta. A dor em sua cabeça parecia ter aumentado.

— Vamos descobrir o que Jake fazia primeiro, e então vamos ver se realmente essa teoria está certa, pode ser? — Acaba dizendo e a garota concorda antes de voltar para o computador.

Clarke pega suas coisas e diz:

— Octávia vai precisar dá carona?

Quando havia chegado a Blake mais jovem tinha perguntado se Clarke poderia levá-la até o escritório do seu pai, já que seu carro havia quebrado e Bellamy tinha outro compromisso.

— Com certeza loira, ainda mais ao seu lado — fala sorrindo.

Clarke já havia acostumado com as brincadeiras de Octávia, mas Lexa quase se afoga com o licor. Automaticamente ela diz:

— Tem espaço para mais uma?



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