História Strange world - Capítulo 37


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Categorias Fear The Walking Dead, The 100
Tags Alicia Clark, Clarke Griffin, Ftwd, The 100
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Palavras 1.108
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite!


Boa leitura =D

Capítulo 37 - Eu vou cuidar de você Clarke!


— Claro — Clarke fala e juntas as três seguem para o carro.

Octávia e Lexa tem um pequeno impasse para ver quem irá se sentar na frente, mas Lexa acaba decidindo se sentar atrás.

— Você não tinha esse carro quando saíamos — a jovem diz— tivemos ótimos momentos naquele carro, lembra? — Pergunta colocando a mão na coxa da outra que enrijece os musculo por reflexo.

Lexa desvia o olhar da ação e acaba encontrando com os azuis no retrovisor do carro. Clarke desvia rapidamente o olhar e tira a mão de Octávia de sua perna.

— Isso já tem muito tempo Octávia, podemos falar sobre outra coisa?

A garota sorri de forma travessa.

— Claro, podemos falar quando estivermos sozinhas! Então, viagem no tempo hum?

Lexa não estava prestando atenção, pois sua mente estava voando para imagens de Clarke e Octávia juntas e isso não a gradava nem um pouco. Nem se quer tinha reparado que haviam parado e a Blake já tinha saído até que Clarke diz:

— Não quer passar para frente?

A morena se adianta e logo se senta no banco do passageiro.

— Octávia pode parecer intimidadora, mas é uma boa pessoa — fala e Lexa se segura para não revirar os olhos.

— Imagino a quão boa ...

— Oi?

— Nada, ela parece a fim de reviver o passado — comenta.

— Não acho que seja o caso, ela só estava me atormentando ... virou uma espécie de passatempo preferido dela!

— E qual o seu? — Se vira para a loira pela primeira vez desde que haviam saído.

— O meu passatempo preferido?

— Isso.

— Eu não sei se tenho algum ... — pensa a respeito e Lexa balança a cabeça de forma negativa — O que foi? — Clarke se vira rapidamente antes de estacionar.

— Você é sempre tão evasiva, sempre dizendo “não sei isso, talvez isso, quem sabe aquilo”. Nem mesmo quando perguntei o que você realmente queria você não soube o que dizer, será que eu não tenho nenhum crédito com você que não vale a pena nem me falar sobre seu passatempo preferido?

— O que? — Clarke parece perplexa.

— Nada, deixa pra lá, você sempre faz isso. Te conheço a pouco tempo e já sei que você sempre faz isso, e sempre vai fazer! Ninguém nunca vai conseguir te desvendar, porque você não permite!

— O que você quer que eu diga? — Fala exasperada.

— Alguma coisa, qualquer coisa! Mas diga, diga algo com certeza, me fale com certeza sobre você! Sobre seus relacionamentos, sobre o que realmente tem, ou teve com os Blakes, fale sobre nossa noite anteontem, mas fale algo concreto, sem talvez, sem não sei, sem quem sabe — a outra diz alto.

— O que exatamente você quer saber? Quer a verdade? A verdade é que eu acordo todos os dias pensando que não pertenço a esse mundo, que está tudo errado! Toda vez que me olho no espelho vejo alguém que não sou eu! — ela diz tudo de uma vez e Lexa fica completamente muda.

— Você quer saber sobre Bellamy e Octávia? Eu dormia um dia com um, e no outro dia com o outro, e sabe o que eu sentia? Nada! Sabe o que eu sempre sinto? Nada! Não importa com quantas pessoas ou com quem eu durma. É só um vazio, um espaço que nada que eu faça ele fica preenchido. Vou todas as segundas para aquele hospital e tudo que consigo pensar é que eu não deveria estar fazendo aquilo, eu deveria estar fazendo algo de realmente útil, algo que salvasse aquelas crianças!

A morena não sabe exatamente o que falar, suas palavras tinham sumido.

— Me fale Lexa, o que mais você quer saber? Por que eu desenho? Porque minha mente está cheia demais para conseguir guardar tudo! Porque sonho com mortes que nem faço ideia de quem são, sonho com os mortos saindo da terra e com feixes de luzes que não parecem ser desse mundo! Sonho com a mais vasta floresta e nunca estive em uma — ela enxuga lágrimas que começam a cair.

— Clarke ...

— Não! Você acha que eu não quero acreditar mais do que tudo que eu sou a garota da carta? É o que eu mais quero, pois assim eu saberei que alguém me amou de verdade! Eu nunca havia sentido nada até você ler aquele papel, eu mais do que qualquer um de vocês quero ser a garota da carta!

As lágrimas que caem pelo seu rosto são impossíveis de controlar e a única coisa que Lexa consegue fazer é puxá-la para um abraço. Clarke encosta sua cabeça no ombro da garota enquanto enfim deixa o choro tomar-lhe por completo. Lexa aperta seus braços em volta do corpo da garota que agarra sua blusa.

Após alguns minutos Clarke se afasta, limpa o rosto com as mãos e pega o celular para ver a hora.

— Eu preciso ir embora — diz com a voz meio embargada.

— Nem pensar, não vou deixar ir nesse estado — Lexa fala tirando o sinto de segurança.

— Eu estou com uma dor de cabeça horrível, assim que chegar te aviso — ela tenta, mas Lexa não iria por nenhuma hipótese deixá-la sair dali.

— Tenho remédio em casa, vem, você descansa e depois pode ir. Não vou aceitar um não como resposta Clarke — fala deixando claro e a loira acaba revirando os olhos antes de descer — aqui o remédio, toma um banho e se deita que logo vai estar melhor — Lexa diz entregando o comprimido.

Clarke não argumenta, faz o que a garota mandou e acaba tendo que vestir uma roupa de Lexa que sorri assim que a vê. A artista se deita ao lado esquerdo e a morena diz:

— Tudo bem se eu me deitar do seu lado?

Clarke assente devagar e fita aqueles olhos verdes que a encaram de volta conforme ficam uma de frente para a outra.

— Me desculpe — Lexa fala baixo.

— Você não tem culpa de nada — ela responde — eu não falei sobre a nossa noite juntas ...

— Não precisa! — Diz rapidamente.

— Você não fez eu me sentir estranha ... e mesmo eu precisando sair, eu realmente gostei de estar com você!

Lexa percebe a garota fechar os olhos devagar. Queria dizer a Clarke que fora muito melhor para ela, queria lhe dizer que precisava de mais uma noite inteira para poder lhe dar tudo que merecia, para poder beijá-la até que não conseguisse mais. Mas não queria incomodá-la agora que parecia tão cansada. Fica a observando acreditando que a menina já havia dormido e então sussurrando fala:

— Eu vou cuidar de você Clarke!

Contudo, Clarke se ajeita até estar junto do aconchegante corpo de Lexa que sorri e passa um braço em volta da loira. Ela acaricia os fios loiros e encosta seu rosto na cabeça da jovem.



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