História Stranger Things - Stay Together - Capítulo 20


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Stranger Things
Visualizações 264
Palavras 1.609
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Encontre Onze


Lucas teve seus ferimentos tratados e foi posto deitado no quarto onde Onze dormia. Quatro foi posto deitado no sofá e o restante se dispersou pela casa. Jim Hopper apanhou uma garrafa de café e serviu tanto a ele como Harold. Hopper ligou para a senhorita Sinclair, a senhorita Henderson e para Karen Wheeler, ele inventou uma desculpa de que haveria uma festa do pijama surpresa para Jane, sua filha, afinal elas surtariam ao saber que seus filhos correram risco de vida. Deus, como Hopper gostaria que isso fosse verdade. As mulheres não pestanejaram, afinal era a palavra do xerife de Hawkins, podiam confiar. Ou não.

- Minha mulher vai me matar. - Disse Harold virando a caneca em um gole.

- Porque?

- Eu disse a ela que voltaria no mesmo dia, parece que vou ficar aqui por mais tempo do que eu pensava.

- Me desculpe por isso, você não deve estar acostumado com essas coisas.

- É normal. A Fazenda também não é tão diferente do que uma cidade cheia de loucuras. Ao menos tive um dia fora da rotina entediante da Fazenda. Você envelhece e quando percebe, caiu na velha rotina de sempre.

- Entendo. - Diz Hopper tomando um gole de café.

    Harold tomou mais um gole do café

e observou as crianças lá fora na varanda com a porta aberta.

- Essa garota, Onze. Ela é a sua filha?

    Jim depositou a caneca sobre a mesa, suspirou e disse:

- Digamos que sim, Eu cuido dela, Mas eu tenho sido um... um... um pai ausente, eu não deveria tê-la deixado sozinha para enfrentar monstros ou homens do governo. Mesmo que ela seja poderosa, você entende, eu não quero que ela fique ferida ou corra perigo ou simplesmente morra. Ela é especial para mim.

- Entendo perfeitamente. - Disse Harold tomando um último gole do café e lembrando de sua filha mais nova.

   Lá fora, Will e Cinco conversavam enquanto Dustin e Max cuidavam de Lucas no quarto.

- Por quanto tempo você foi uma cobaia?

- Pelo que eu me lembre, a vida inteira.

- Você não se lembra de ter parentes, pai, mãe, irmão.

- Irmão. Eu só me lembro do meu irmão que também é uma cobaia, eu só não sei onde ele está, pode estar em qualquer lugar do mundo, se bem que eu não lembro muito do rosto dele, só sei que ele tinha cabelo preto e seus olhos eram muito diferentes de quaisquer outros.

- Você não usa muito os seus poderes, Não é?

- Não, eu sempre tentei me sentir alguém comum, por isso não uso muito os meus poderes.

- Acho que a alguns meses eu me sentia como você.

- Porque?

- As pessoas me chamavam de Zumbinho, Eu estava ligado ao mundo invertido e eu não gostava disso, pois fazia com que eu me sentisse um estranho, alguém doente.

- Você não é estranho. - Cinco diz o encarando.

- Obrigado, você também não é. - Will sorriu para Cinco que sorriu de volta um pouco tímida.

     No meio da conversa, Dustin chegou abruptamente como se houvesse se lembrado de algo muito importante. Ele chamou Will e Cinco para dentro e reuniu todos a sua volta.

- Eu já sei como podemos localizar a Onze. - Disse Dustin.

- Como? - Questionou Hopper.

- Privação sensorial. - Disse Dustin quase como Arquimedes dizendo "Eureka".

- Traduza, por favor. - Disse Hopper.

- Xerife Hopper, o senhor se lembra quando realizamos privação sensorial com a Onze para ela entrar em contato com Will?

- Sim, eu me lembro.

- Daí que naquele dia a privação sensorial, nós meio que ampliamos os poderes da Onze e ela localizou o Will com facilidade.

- E daí? - Questiona Hopper.

- Daí que nós podemos fazer o mesmo com a Cinco.

- Como vamos fazer isso sem um tanque com água e sal? - Hopper parecia estar cético sobre o plano.

- Não é preciso isso. Onze consegue acessar a dimensão paralela ou dimensão atalho quando cobre os olhos com um pano e deixa a TV dessintonizada.

    Hopper sabia que aquele era um ótimo plano para encontrar Onze, na verdade era o melhor plano que eles tinham.

- Você está disposta a isso? - Perguntou Max a Cinco.

- Sim. - Disse Cinco sem pestanejar.

- Então vamos, não temos tempo a perder. - Disse Hopper se adiantando em pegar a televisão velha.

     Mas enquanto preparavam o caminho para Cinco, Mike e Steve corriam pela Hawkins invertida, um bando de Democães e Demogorgons voadores os perseguia pelas ruas. Mike e Steve entraram em um beco sem saída na tentativa de despistar os Democães que os perseguiam, Mas foi inútil, Steve e Mike foram cercados por cerca de Vinte Democães, agora era o fim, eles seriam devorados impiedosamente por criaturas ferozes do outro mundo, isso se nao fosse pelo fato de que Steve se adiantou na frente e apontou seu lança-chamas para eles.

- Morram.

    Steve apertou o gatilho e uma intensa labareda saiu na direção dos Democães. A linha de frente foi incinerada e as linhas do fundo recuaram com medo. Steve ainda com o Lança-chamas ativo começou a caminha devagar enquanto Mike que empunhava o cano de ferro do lança-chamas caminhava atrás.

   Que herói. Steve Harrington que era o maior babaca, agora era um tremendo herói corajoso, destemido.

    Os Democães recuaram e correram para dentro de florestas e casas. Porém, o devorador de mentes sentiu o que Steve havia feito e se enfureceu ainda mais, mostrando a Steve e Mike que eles ainda não estavam seguros.

    - Vamos continuar. - Disse Steve.

     Eles nem ao menos perceberam que raízes assombrosas se alastravam devagar atrás deles e que Demogorgons voadores e mais Democães estavam vindo.

    Cinco foi colocada vendada diante de um televisão dessintonizada. Ela estava concentrada, tinha medo, Mas estava concentrada. Hopper trouxe-lhe um casaco que Onze costumava usar. Cinco possuía também a habilidade de Auracinese, sendo dessa forma que ela identificava pessoas a distância, assim ela conseguiria captar uma parte da energia de Onze presente no casaco e depois procurar por ela a distância.

- Auracinese é legal. - Disse Dustin.

- Aura O que? - Hopper estranhou.

- Auracinese, A capacidade de identificar e manipular a energia de outras pessoas.

    Todo mundo olhou para Dustin com aquela cara de "nossa que estranho".

- Qual é gente, vocês nunca leram X-man?

   Cinco se concentrou ao máximo e finalmente entrou na dimensão atalho, ela abriu seus olhos na dimensão paralela. Uma sala escura e estranha que conseguia simular quaisquer realidade que fosse. Cinco se concentrou um pouco mais e pontos coloridos e brilhantes começaram a surgir diante dela, energias comuns que ela identificava como não sendo Onze, Mas cidadãos de Hawkins. Ela ouvia as vozes dessas pessoas. Algumas falando no telefone, outras comendo, assistindo, brincando e dormindo. Nada de interessante.

    Cinco caminhou entre os pontos luminosos que iam desaparecendo ao passo que ela andava. Todos aqueles pontos, eram pessoas, ideias, vontade e atitudes diferentes e a intensidade do brilho significava a energia vital da pessoa. Cinco expandiu sua capacidade se concentrando ainda mais e mais pontos luminosos surgiram ao redor dela. Mas um ponto, um tanto distante brilhava intensamente ao lado de um outro pontinho vermelho. Cinco sentiu que aquele pontinho era Onze, Ela correu rapidamente e quando se aproximou do ponto de luminosidade intensa ela parou. Cinco fechou os olhos e alguns segundos depois quando os abriu, Onze estava diante dela, deitada e dormindo.

- Onze? - Cinco chamou e sua voz ecoou tanto na dimensão atalho, como no mundo real onde Onze estava e onde o grupo estava.

    Onze gemeu um pouco e acordou com facilidade, ela olhou diretamente para Cinco que sorriu. Porém Onze só estava acordada na dimensão atalho.

- Você... - Onze disse. - Você é a garota do sonho.

- Eu sou cinco, como você eu sou uma cobaia. Olha. - Cinco lhe mostrou a tatuagem dos números em seu braço. - Eu estou ajudando umas pessoas que você conhece e ama, eles estão preocupados com você e querem saber onde você está. Você sabe?

- Eu... - Onze olhou envolta como se estivesse vendo o quarto onde estava. - Eu não sei.

- Não sabe.

    Cinco se levanta e olha envolta, Ela está enxergando além da dimensão atalho, Ela está vendo o quarto em que Onze está. Ela sabe que Tiny está, Mas sua energia está fraca, pois ele dorme. Cinco fecha os olhos e expande sua capacidade um pouco mais chegando em seu limite. Ela enxergou o prédio no meio da floresta densa, A estrada de terra, A portaria no meio do nada e por fim a remota estrada camuflada com Mato na beirada da estrada para Hawkins. Tão imperceptível que até um atento calculista não notaria a presença da estrada.

- Onze, você precisa esperar aqui, nós vamos te resgatar. - Disse Cinco. - Promete que vai esperar?

    Onze olhou para Cinco, seu olhar inspirava misericórdia, estava tão assustada quanto um coelho em um laboratório. Mesmo que Onze sentisse medo, Ela concordou em esperar. Cinco sentiu o pavor de Onze e por esse motivo a abraçou forte e depois a sentiu desaparecer.

Quando voltou para o mundo real, para nossa dimensão, Cinco estava sangrando pelo nariz, ela jamais havia experimentado tal capacidade de poder, Ela nunca havia sentido pessoas a essa distância. Quando ela retirou a venda, se deparou com os olhares atentos e preocupados do grupo que aguardava uma resposta.

- Onde ela está? - Perguntou Hopper se abaixando diante de Onze.

- Está no laboratório de onde eu vim, não é muito longe, Mas está cheio de guardas. - Disse Cinco em voz baixa.

- Isso não será problema, pois nós vamos resgatar a Onze. - Concluiu Hopper determinado.



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