História Stranger Things - Stay Together - Capítulo 23


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Stranger Things
Visualizações 239
Palavras 1.350
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - O resgate: Tragédia


- Quem está fugindo? - Disse Brenner chegando a sala de comando.

- Suas cobaias Onze e Doze. - Disse uma mulher diante dos painéis com as imagens de Onze e Tiny correndo pelos corredores.

- Senhor, Eu recebi um alerta de que há um invasor em nossas propriedades. - Disse um soldado chegando a sala de comando.

    Onze matou mais uma fileira de soldados que vinham adiante deles. Brenner viu essa cena e percebeu que Onze iria fugir e ainda iria levar Tiny.

- Acorde a cobaia X. - Disse Brenner ao soldado que saiu imediatamente da sala.

    Hopper acelerava em velocidade máxima e já viu as luzes do prédio do novo laboratório. Os primários tiros advindos de longe já começavam a atingir o carro, Mas Hopper movido por sua incansável coragem se manteve acelerando.

- Os explosivos estão no fundo, quando eu parar o carro, nós vamos receber uma arrevoada de tiros, Mas vamos ter tempo para pegar e distribuir os explosivos ao menos na entrada do complexo.

    Hopper acelerou ainda mais e fez o motor roncar com total força. Onze matou mais dois soldados, ele nem sequer limpava o nariz sujo de sangue, só se importava em correr e correr mais rápido enquanto segurava Tiny pela mão.

    Onze só não havia percebido que um soldado saiu de outro corredor que nem ela nem Tiny perceberam. O soldado mirou bem na cabeça de Onze, Mas desviou a mira para Tiny, ele respirou fundo, lembrando dos companheiros que foram mortos. Então, ele puxou o gatilho e a bala saiu. Inevitavelmente a bala atingiu as costas de Tiny o fazendo parar subitamente e puxar a mão de Onze que parou no caminho. Ela olhou nos olhos de Tiny e percebeu que havia algo de errado com ele. Ela olhou para trás e viu o soldado com a arma apontada, Ainda segurou Tiny que cambaleou e caiu em seus braços. Foi aí que Onze viu o buraco da bala em sua camisa branca e o sangue que saía e a sujava. Tiny chegou a tossir um pouco de sangue, pois a bala havia perfurado seu pulmão direito. Onze teve um surto de fúria e ainda segurando o corpo de Tiny olhou para o soldado e o atacou primeiro arrancando sua arma telepaticamente, Depois o empurrou contra a parede violentamente e o afundou na mesma. Onze gritava enfurecida, sua fúria era tanta que ela ergueu a arma do próprio soldado e a mirou contra ele, logo em seguida ela descarregou as balas no soldado que morreu instantaneamente.

    Onze então largou o corpo do soldado que caiu estatelado no chão frio e duro.

- Onze. - Chamou a voz fraca de Tiny que descansava nos ombros de Onze. Seus olhos tristes e sangue escorrendo pelos cantos da boca.

- Tiny, Tiny não. - Onze deitou-o em seu colo e começou a chorar.

- Parece que o fim chegou para mim, Eu finalmente vou conhecer o mundo além dessas paredes.

- Tiny espera, A gente pode te ajudar.

    Ele olha de volta para Onze, seu pulmão estava sendo inundado por sangue, sua respiração se torna lenta e seu corpo tenta compensar a perda de líquidos.

- NÃO MORRE. - Grita Onze. - NÃO TINY, POR FAVOR NÃO.

- Onze. - Tiny levanta sua mão direita e toca no rosto de Onze. - Eu finalmente consigo ver o seu futuro. Onze, proteja seus amigos até o fim.

    A mão de Tiny perdeu força e caiu estatelada no chão. Seus olhos perderam a luz e sua pele se tornou fria. Onze chorou sobre o corpo de Tiny. Quase que inconsolável e relutante, Onze deixou o corpo de Tiny ali mesmo no corredor.

Peter Morgan, cobaia 012, Tiny era seu apelido. Nunca conheceu a mãe, nem o pai, nem ninguém, viveu sua vida confinado em uma solitária com breves intervalos em salas de estudos neurológicos. Suas melhores memória, na verdade não eram suas, eram memórias de pessoas que ele viu e ouviu. Tiny sabia o futuro de cada uma. Talvez Tiny se imaginasse no lugar dessas pessoas. Casando, Viajando, dormindo, trabalhando, Mas ele foi privado disso pelo monstro em sua vida, um monstro chamado Brenner. Um monstro que não lhe deu a chance de nada na vida. E agora, lá estava Tiny estatelado no chão frio, morto por uma só bala. Ao menos agora ele era livre.

Jim Hopper foi recebido com uma alvejada de tiros na frente do complexo. O que os soldados não esperavam era que Jim Hopper lançasse duas granadas em sua direção ao fazer uma curva brusca derrapando o carro no cascalho. Toda a equipe de soldados diante do prédio morreu ou voou ao chão desacordados.

- Agora. - Disse Hopper.

Hopper e Harold desceram rapidamente do carro empunhando suas armas enquanto lá dentro outros soldados lá dentro se moviam.

- Hora do show. - Disse Harold retirando explosivos caseiros de uma mochila grande.

Harold apanhou os explosivos e ele e Hopper caminharam lado a lado como dois garotões destemidos. Hopper apanhou uma granada e lançou no hall de entrada totalmente iluminado por luzes brancas. A explosão foi sentida no prédio inteiro. Até Onze sentiu o tremor e sabia que era Hopper que estava vindo para resgata-la, uma felicidade súbita surgiu em si e ela correu mais rápido, mas na virada do corredor, ela não esperava dar de cara com ele.

"Papai".

Aquele rosto, aquele olhar, aquelas mãos para trás. Papai. Ele. Acompanhado pela cobaia X que sempre mantinha seus olhos fechados. Acompanhado também por soldados armados e uma enfermeira que segurava uma caixa.

- Aonde vai minha filha? - Ele pergunta.

Onze respirava fundo, ela tenta controlar a raiva, a mágoa, A tristeza. Todas as sensações ao mesmo tempo.

"Há uma ferida em você..." Aquela voz suave e assustadora soou em sua mente.

A raiva ganha mais força e se ergue perante as demais sensações, Onze lança um grito furioso fazendo X abrir os olhos e estender sua mão em direção à ela. Onze e violentamente erguida do chão e espremida de costas contra a parede.

- Agora. - Brenner da um pequeno sinal para a enfermeira ao seu lado.

Ela se adianta abrindo a caixa de metal e retira cuidadosamente uma seringa com um líquido viscoso verde. Onze se debate inutilmente enquanto a enfermeira aproxima a agulha de sua pele. Ela sente a picada em seu pescoço e sente quando a enfermeira aperta o embolo injetando o líquido nela.

Pequenas veias negras surgem em seu pescoço, Mas depois desaparecerem. Onze se debate ainda mais furiosa forçando sua mente enquanto sente uma estranha força se alastrando por seu corpo. Ela então livra o braço direito do domínio da cobaia X, depois o braço esquerdo. Onze então ainda presa a parede concentra força em sua mente e abrindo os braços lança uma espécie de campo de força que faz até mesmo a cobaia X cair no chão.

Ela aproveita o momento para correr, passando por Brenner e os soldados que estão caídos. Onze vai sentindo sua força se acabando enquanto ela corre em direção ao Hall de entrada, ela precisa chegar até lá, até Hopper, até a liberdade.

"Há uma ferida em você"

Onze corre, seus braços balançam ao lado de seu corpo sem força.

"Ela vai crescer..."

Sua respiração se torna pesada, o que é aquilo que aplicaram nela? Suas pernas estão perdendo a força.

"...E te matar"

Onze então para de correr, ela está no hall de entrada, Mas toda sua força se foi.

- Hopper. - Ela geme e cai.

Mas antes de cair, Jim Hopper a agarra e não a deixa cair no chão. Ele cuidadosamente a apanha no colo e a abraça firme.

- Harold, deposite os explosivos.

Hopper começa a correr para fora do prédio e Harold gruda explosivos nas paredes e pilastras do hall de entrada. Harold corre para o carro, onde encontra Hopper no volante e Onze deitada atrás.

Hopper dispara com o carro derrapando no cascalho e fugindo.

- Posso?- Diz Harold pegando um controle.

- Quando quiser.

- 3...2...1.

Harold aperta um botão e os explosivos são acionados. Explosões ocorrem destruindo e lançando concreto para todos os lados. 



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