História Stranger Things - Stay Together - Capítulo 28


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Stranger Things
Visualizações 107
Palavras 1.569
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - O terror de Onze


Hopper recitava a mesma frase quase como um mantra. "Estou tendo um belo dia, estou tendo um belo dia..." Até mesmo enquanto dirigia com Powell para o hospital ele recitava a mesma coisa em sua mente que hora pensava em Onze, hora pensava em como deter uma possível epidemia em Hawkins.

- O que você fez com o carro? - Perguntou Powell enquanto Hopper chegava a entrada do hospital.

- Isso se chama precaução. - Hopper para, puxa o freio de mão e desce.

As pessoas, desde pacientes e funcionários estava na frente do hospital aguardando alguma resposta.

- O que está havendo? - Hopper diz em voz alta. - Abram caminho. - Hopper apanha seu revólver.

- Xerife Hopper. - Uma enfermeira ruiva sai ao seu encontro. Ela parece aterrorizada, seu crachá balança com sua foto e seu nome. Alice Guard.

- O que aconteceu? - Perguntou Hopper.

- Não entendemos, só sabemos que alguns pacientes que tomaram a água contaminada e se queixaram de dores por todo o corpo aparentemente iniciaram um surto de violência.

- Poderia me dizer quantos? - Perguntou Powell.

- Primeiro foram dois ontem a noite, agora são mais de 15. Felizmente os nossos seguranças conseguiram conter todos eles dentro do almoxarifado.

- Preciso ver isso. - Disse Hopper passando pela ruiva.

- Eles começaram a atacar as pessoas, atacar a esmo, qualquer um que aparecia em sua frente eles atacavam. - Dizia Alice enquanto Ela, Hopper e Powell caminhava pelos corredores.

No meio do caminho, Hopper viu algo parecido com uma lesma que ia subindo pela parede deixando um rastro de gosma verde.

- O que é isso? - Perguntou Hopper.

- Um desses pacientes meio que expeliu essa coisa estranha.

Hopper apontou a arma para a lesma e deu-lhe um tiro que causou um buraco na parede.

- Porque fez isso? - Perguntou Alice.

- Essas coisas vão crescer e virar um bicho bem mais feio. Onde é o almoxarifado?

Alice aponta para frente, para o final do corredor, onde há uma porta azul travada por uma cadeira. Hopper houve sons estridentes parecidos com os sons que os Democães lançam de suas gargantas. Ele respira fundo e sente um medo estranho crescer sobre si.

- Tem certeza que é seguro? - Powell pergunta enquanto ele caminha vagarosamente em direção à porta azul com letras brancas escritas "almoxarifado".

- Se for o que eu estou pensando, essa porta não vai segurar.

- Odeio quando você age como uma "garota misteriosa".

Hopper parou diante da porta travada por uma cadeira, ele se abaixou um pouco para olhar pela fechadura que era um pouco grande. A sala estava iluminada e as quinze pessoas lá dentro estavam agachadas em posições estranhas ou andando de um lado para o outro. Hopper também conferiu o fato de que haviam mais daquelas mesmas lesmas, o que lhe causou certa preocupação.

De repente um dos pacientes apareceu diante da fechadura gritando como um demogorgon e isso fez Hopper cair para trás. A porta começou a ser esmurrada e Powell apontou sua arma para porta, pronto para atirar em que saísse. Mas em um instante os socos e chutes pararam.

- Que merda foi essa Hopper? - Disse Powell ajudando Hopper a se levantar.

- Eu só sei que temos que tirar eles daí o mais rápido possível.

Enquanto Hopper buscava por uma solução para retirar os hospedeiros de dentro do almoxarifado. Max e Lucas e Dustin se encontravam com o grupo na casa de Hopper.

- Gente, Gente, Gente. Eu descobri uma coisa sinistra sobre a água. - Disse Dustin.

- O que? - Perguntou Lucas.

- Eu olhei no microscópio que eu tenho lá em casa.

- Você tem um microscópio? - Questionou Will.

    Mike mandou Will esperar em silêncio enquanto Dustin falava.

- Essas coisas que eu vi microscópio, são como versões muito pequenas do Dart.

- Do Dart? - Questiona Mike.

- Sim. Eu só não sei como se desenvolvem.

    Will Byers teve uma vaga lembrança de quando na noite de Natal do ano passado, cuspiu uma lesma daquelas na pia e depois se viu no mundo invertido.

- Será que eles não usam as pessoas para se desenvolver? - Disse Will chamando a atenção de todos.

- Como assim?  - Questionou Lucas.

- Ano passado, na noite de Natal eu fui ao banheiro e vomitei uma lesma...

- Essa lesma cresceu e se tornou o Dart. - Deduziu Dustin

- Como essa lesma levou um ano para se desenvolver e se tornar um...

- Democão? - Dustin interrompe Lucas.

- É. Isso mesmo. - Disse Lucas.

- Os seres da espécie do Demogorgon gostam de sangue, mas se desenvolvem ao ingerir outros tipos de alimento. Vai ver o Dart não conseguiu encontrar alimento ou encontrou de maneira escassa o que resultou num desenvolvimento lento. - Disse Dustin.

- Tá, mas e quando as pessoas começarem a vomitar esses bichos? O que vai acontecer? - Perguntou Mike.

- Acontece que teremos uma epidemia de Demogorgons por aí, o que vai significar o fim de Hawkins.

    Nesse momento todos se voltam para Onze que está sentada no sofá atrás deles, Ela ainda parece muito cansada desde que acordou, quatro está sentada ao seu lado.

- Somente a Onze pode fechar o portal. - Disse Mike.

- Mas ela está muito fraca. - Cinco interrompe. - Ela não vai conseguir fechar o portal sozinha, Pois exige muito esforço.

   Cinco se abaixa diante de Onze e toca seus joelhos e sorri para ela.

- Onze, não tenha medo, nós estamos aqui com você, estamos aqui pra te ajudar.

     Onze balançava a cabeça negativamente e seus olhos se enchem de lágrimas, Ela quer chorar e Cinco sente que sua força está indo embora cada vez mais.

- Eu... Eu... Eu não consigo. - Disse Onze derramando lágrimas. - Eu não tenho forças.

    Cinco sabe o que aconteceu com Onze, Ela sabe que Brenner injetou nela um soro misterioso que estava retirando a força de Onze, consumindo sua energia e suas emoções.

- Eu não consigo.

   Cinco se levanta e abraça Onze que levanta seus braços devagar. A sua falta de força é perturbadora até para Mike que sente a fraqueza de Onze e se sente impotente diante da situação. Mike quer ajudar. Ele quer ajudar, mas não sabe como.

- Você não está sozinha. - Sussurrou Cinco para Onze. - Nunca esteve.

- O Tiny... O Tiny está morto. - Onze diz de box trêmula.

- Ele está em um lugar melhor. - Cinco limpou as lágrimas de Onze. - Ele está em lugar melhor com toda certeza.

Onze respirou fundo, recobrou um pouco as suas forças.

"Há uma ferida".

A voz de Brenner ecoou em sua mente e lhe causou um medo estranho. De repente, Onze fechou e abriu os olhos e de repente estava no mundo invertido. Mas não estava sozinha, as pessoas estavam lá,mas estavam mortas. Todos mortos. Desde Cinco e Quatro, até Harold, Mike, Will, Dustin, Lucas e Max.

O som do devorador de mentes ecoou pelo casebre. Onze se sentiu em desespero, começou a respirar ofegante. Ela se levantou e abaixou ao lado do corpo de Mike, sua mente confusa não conseguia diferenciar se era real ou não, mas ao ver os olhos de Mike sem vida, seu coração se enfraqueceu e suas lágrimas aumentaram enquanto ela segurava-o.

- Por favor... Por favor, Não me deixe só. - Onze diz enquanto suas lágrimas caem sobre o corpo gelado de Mike. - Mike. MIKE.

De repente uma coisa a puxou para trás pela gola de sua camiseta e arrastou para fora da casa. Onze foi arrastada pela floresta e jogada no meio de uma clareira. Ela se levantou, sua respiração estava rápida, seu coração acelerado, seus olhos assustados. Uma fúria misturada com uma dor profunda veio do seu âmago e a fez lançar um grito que ecoou por meio da floresta.

Onze gritou e gritou até que não conseguiu mais e caiu em lágrimas de joelhos.

- Você não pode... - Uma voz feminina ecoou em sua mente.

Onze ergueu sua cabeça e olhou envolta, mas não viu ninguém.

- Você não pode... - A voz falou novamente. - Você não pode, não pode, não pode, não pode, não pode.

A voz cessou. Onze caiu para trás assustada com quem estava diante dela. Uma moça de olhos brilhantes, castanha-alaranjados, cabelo bem arrumado e liso, vestida da mesma maneira que Onze. Deus, aquela era a Onze, mas de uma maneira diferente. Atrás dela, o devorador de Mentes que pairava sobre a copa das árvores.

- Você não pode escapar de si mesma. - Diz a outra Onze. - Encare o que você é.

Imagens das pessoas que Onze matou um dia, surgiram como relâmpagos em sua mente e a deixaram atordoada.

- Uma assassina.

- Não. - Onze começou a chorar.

- Uma psicopata.

- Não. - Onze se ajoelhou com a mão sobre a cabeça.

- Você é um monstro.

- NÃO!

Assim que Onze gritou um campo de força surgiu e lançou para trás tanto a outra Onze, quanto o devorador de mentes. Quando Onze abriu seus olhos novamente, Ela estava no mundo real, mas no meio da floresta diante a casa de Hopper.

- Onze. - Mike veio correndo e abraçou ajoelhado no chão.

- Mike, Mike. Eu sou um monstro. - Disse Onze chorando nos braços de Mike.

- Não, você não é. Você é tudo para nós.

    Todo o grupo observava o sofrimento de Onze sem poder fazer nada, até mesmo Max chorava em silêncio. Ninguém pode ajudar Onze.



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