História Strangers - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amizade, Cidade Grande, Colegial, Faking It, Girl Meet Girl, Lesbicas, Lucia, Manu, Romance, Strangers
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Palavras 2.672
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Lúcia Priolli, Regina George ou Lauren Jauregui?


*** Neneeeeennnns!!! 

 

Quanto tempo que não atualizo essa fic, hein? Bom, quero que saibam que não desisti, acontece que com GmG em desenvolvimento, essa aqui infelizmente tem que ficar em segundo plano, já que comecei ela depois e tem muito menos público por enquanto. Ela ainda vai rolar SIM! Okay? Tenham paciência comigo kkkk

 

Mas chega de blá blá blá e vamos pro cap! ***

 

 

 

Em um piscar de olhos a vida passa e, quando nos damos conta, o que nós fizemos para nós mesmos? Eu pensava nisso todos os dias... Quer dizer, quando eu morrer — seja amanhã ou daqui 84 anos — e a tal da "retrospectiva" que os filmes dizem que passa em frente aos nossos olhos em questão de segundos, finalmente acontecer comigo, eu quero que a minha vida seja interessante de ser assistida, do tipo que eu poderia pegar um balde de pipoca e apagar a luz do quarto para passar a madrugada inteira vendo, e quando acabasse eu dissesse "Nossa, valeu a pena!". Foi pensando nisso que decidi acordar mais cedo no meu segundo dia de aula e dispensar a carona que meu pai poderia me dar até a escola. São Paulo é uma cidade ENORME, totalmente diferente de tudo que eu já conhecia, e o que eu mais gostava naquilo tudo, era observar os diferentes tipos de pessoas que andavam pelas ruas... Homens de negócios, sempre no celular ou preocupados com o relógio; os moradores de rua, que tentam, em vão, fazer com que alguém ao menos os enxergue; os skatistas, que usam uma quantidade exagerada de gírias; os estudantes, vidrados no celular, dormindo ou rindo alto com os amigos... São milhares de pessoas diferentes, que poderiam até ser distribuídas em grupos — geralmente estereotipados — como os que citei, mas que, se observarmos um pouquinho mais, têm sempre sua peculiaridade. 

 

Eu acordei bem mais cedo justamente por saber que iria me perder, o que causa uma sensação inevitavelmente desesperadora, ainda mais numa cidade como São Paulo, mas é a melhor forma de nos forçarmos a nos comunicar com os outros. Eu tive que pedir informações não para uma, nem duas, e sim para cerca de 10 pessoas! Algumas sequer me deram atenção, mas, por fim, a gente sempre acaba conhecendo alguém interessante e receptivo, assim tudo acaba valendo a pena e, quando finalmente encontramos o nosso caminho, acabamos ganhando um pouco mais de independência e história para contar. 

 

Já posso dizer que conheço 0,01% de São Paulo depois do meu trajeto maluco de casa até a escola. 

 

Sentei atrás de Thiago André — sem me atrasar, viu? — dando um pequeno cutucão em seu ombro como pedido para que ele se voltasse para mim.

 

— Adivinha com quem conversei ontem. — Disparei logo de cara. 

 

— Como eu poderia adivinhar, Manuela? 

 

— Seu sem graça, chuta! - Pedi, tentando descontrair. 

 

— Como o Papa? — Sorriu cinicamente. 

 

— SIM! Como soube?! — Exclamei como se fosse verdade. 

 

— Saiu em todos os noticiários, bebê! - Entrou na dança. — "Importante líder mundial tem conversa com Papa Francisco" dizia a manchete. Ele deve estar em êxtase agora! — Fingiu empolgação, falando mais rápido do que o normal e chacoalhando as mãos no ar como se comemorasse. 

 

— Pode ter certeza que ele está. — Mantive o tom de veracidade da conversa, sem rir. — Mas isso foi o de menos, eu também conversei com a Regina. - Revelei o que realmente queria. 

 

— Quem diabos é Regina? — Enrugou a testa, dessa vez me fazendo soltar um risinho.

 

— A única com sobrenome "George" na escola. 

 

— A Lúcia? — Assenti. — Tá, então vamos lá: primeiro que ela não é a única George na escola e segundo que... Por que foi falar com ela? — Estranhou. 

 

— Que merda acontece nessa cidade pra ter mais de uma pessoa com um sobrenome esquisito como esse? — Caçoei. 

 

— Será que é porque elas são da mesma família? — Sugeriu de forma brincalhona. 

 

- Boa alternativa. - Levei a mão ao queixo, percebendo o quão óbvia era aquela resposta. 

 

Antes que eu pudesse responder o motivo de eu ter procurado Lúcia, notei que uma garota toda excêntrica entrou na sala sem que eu percebesse, ela já estava posicionada em frente à sala, segurando uma prancheta e acompanhada de mais dois alunos. Houve um burburinho um tanto diferente do quê acontecia até então, devido a movimentação. 

 

Percebendo a minha atenção sendo desviada, Thiago também passou a olhar para frente. 

 

— Ô, pessoal! — A menina quase gritou. — Antes que o professor de vocês chegue, eu quero falar um pouquinho! - Anunciou.

 

— Qual é dessa vez? — Uma voz masculina veio do fundo da sala, mas não me dei ao trabalho de descobrir o dono dela. 

 

— Calma, já vou explicar. — Respondeu de forma neutra. — Pra quem ainda não me conhece, sou a Antonella, aluna do 3ºA. — Ou seja, era do mesmo ano que eu, mas de outra sala... Isso era uma coisa com a qual eu ainda teria que me acostumar, na minha antiga cidade jamais precisaríamos de tantas salas. 

 

Antonella tinha o cabelo curtinho, meio "joãozinho", meu pai diria, e todo colorido. Sua maquiagem não era carregada, mas era comporta por um batom roxo bastante diferente dos que eu já tinha visto por aí, era meio brilhante... Para completar, ela tinha brincos grandes com o desenho da boca de um tubarão. Não é que gostei?

 

— Ano passado nós fizemos um projeto pra criar a horta da escola — TEM HORTA TAMBÉM?! Porra! — e esse ano resolvemos lutar por uma causa bem maior. — Continuou a falar, em seguida mostrou o papel que levava na prancheta, era um tipo de lista. — Vou estar passando um abaixo-assinado logo mais, mas primeiro quero poder discutir a ideia com vocês. — Passou a prancheta para o colega ao seu lado. — Basicamente queremos implantar na escola uma política contra o preconceito. 

 

— Mais especificamente falando dos LGBT's. — O colega da prancheta acrescentou e Antonella confirmou com a cabeça. 

 

— Queremos poder falar disso em sala de aula, por isso o abaixo assinado, e quem sabe até espalhar uns cartazes por aí... — Completou.

 

— Arrasou, Antonella Ribeiro, fala mais. — Thiago apoiou a ideia de forma elegante, mas sem chamar muita atenção, inclinando-se para frente e apoiando a cabeça na mão, seu corpo todo denunciando seu tamanho interesse pelo assunto. Antonella apenas esboçou um sorriso, verdadeiramente orgulhosa pelo elogio.

 

— É um projeto de extrema importância pra tentar abrir a mente de algumas pesso... — E foi interrompida.

 

— Extrema importância onde? — Uma gargalhada irritante seguiu a frase, fazendo-me virar para ver quem era o idiota. Bruno Coelho (o mesmo que implicava com Thiago). Preciso dizer que eu já esperava? — Isso aqui é uma escola, não o Facebook pra quererem ficar incentivando qualquer causinha social comunista de vocês. — Disse com desdém e sarcasmo. 

 

— Eu não sei se você percebeu, mas ninguém aqui tá fazendo um abaixo assinado sobre Karl Marx e, sim, contra o preconceito e a homofobia. Não entendi de onde você tirou isso de "causa comunista". — Rebateu firmemente, sem hesitar. — E respondendo sua pergunta: é de extrema importância aqui, no Brasil, o país que mais mata LGBT's, onde muita gente acha normal espalhar opiniões ignorantes como a sua. — Eita papai! Alguém me passa a pipoca? 

 

O restante da classe deve ter ficado tão em choque quanto eu, porque sequer zoaram o Bruno, pelo contrário, um silêncio bizarro tomou o ambiente. 

 

— Ah, beleza. — O garoto arrogante tornou a responder, rindo com escárnio. — E qual vai ser a próxima? Vai tentar convencer as pessoas a usar esses brincos ridículos ou o quê? 

 

— Eu posso até tentar, mas quem não gosta, simplesmente não vai ser influenciado. — Explicou simplesmente, para em seguida abrir um pequeno sorriso pretensioso. — Por acaso você tem medo que a vontade de começar a usar "brincos de tubarão" apareça, Coelho? — Seu tom era bastante sugestivo, fazendo com que o garoto se remexesse enfurecidamente sobre sua cadeira. 

 

Dessa vez a classe reagiu com o típico "WOW!", muitos gritos e risadas, até mesmo por parte das meninas que eu ainda não tinha nem visto abrirem a boca. Pelo visto não era só eu que considerava Bruno Coelho um grande babaca, e Antonella com certeza tinha algum histórico nada agradável com ele, julgando pela forma como respondia. 

 

— Bem que você queria, né? — Finalmente conseguiu ser ouvido em meio a tantos gritos. — Mais um pro seu grupinho de viados. - Riu como se realmente houvesse graça no que falou. — É pra tentar ganhar popularidade e aceitação que você tá tentando enfiar essa ideia na cabeça dos outros? 

 

— Ai, por favor, tudo que eu menos quero é você no meu grupo, garoto. Se enxerga! — Antonella pareceu ter perdido a paciência e desistido de vez. — Pessoal, — Voltou a se dirigir à sala como um todo. — não precisa ser LGBT pra lutar contra a homofobia, ok? Eu mesma não sou, e quando tivemos a ideia de começar esse projeto, eu não pensei duas vezes em participar. — Foi, de certa forma, uma resposta para Bruno, mas também uma parte muito importante do que deveria ser dito antes de rodar o papel do abaixo-assinado. — Não é sobre autopromoção, mas sim sobre formar uma sociedade mais justa e consciente. 

 

— Quer falar que não é sapatão usando esse cabelo aí... — Mais uma vez a voz inconveniente surgiu do fundo da classe, claramente sendo dita de forma provocativa e entre dentes, como se não fosse diretamente  dita para Antonella. 

 

— Alguém responde por mim? Tá me dando preguiça... — A menina forçou um bocejo.

 

— Seres assim a gente ignora. — Pude ouvir o conselho de Thiago só porque estava próxima dele. 

 

— A questão é que esses rótulos e imposições sociais me irritam. É tão vazio... Não somos robôs pra ter que seguir padrões. — Ela respondeu Thiago, mas acredito que todos puderam ouvir. 

 

— Vocês vão rodar o abaixo-assinado hoje? — Uma garota perguntou, mudando totalmente o foco. 

 

— Caso já tenha algum interessado, sim, — Foi a vez do colega que segurava a prancheta responder. — mas oficialmente só começamos a passar no fim do mês, pra dar tempo de todos os alunos começarem a vir pra aula e discutirmos o assunto com a escola inteira, incluindo os professores. 

 

— Bom, saibam que já têm uma assinatura então. — A garota afirmou com um sorriso e uma piscadela. 

 

— Muito bom... — Antonella estreitou os olhos, parecendo tentar se lembrar do nome dela. 

 

— É Lídia. — A menina logo tratou de informar. 

 

— Isso, Lídia... Obrigada! — Sorriu simpaticamente. — Mais alguém se interessa? 

 

Thiago prontamente levantou a mão em voto de apoio, e quando olhei em volta quase metade da classe já estava fazendo o mesmo. Inacreditável, né? Na minha antiga cidade essas coisas jamais funcionariam. 

 

— Ótimo! — Antonella voltou a exclamar de forma empolgada. — Ainda vamos dar maiores detalhes sobre o projeto, mas vocês também podem chamar qualquer um de nós pra conversar sobre esse assunto fora do horário de aula.

 

 

 

— Você acha que aquele aquela ideia da menina no outro 3º ano vai virar? — Perguntei enquanto andávamos em direção à cantina. 

 

— Eu sinceramente não sei, Manuela... — Thiago disse cheio de incerteza. — Espero que sim. O verdadeiro problema é a coordenação e os país dos alunos. 

 

— Vamos fazer um combinado? — Sugeri de súbito, fazendo o menino levantar uma das sobrancelhas, esperando que eu continuasse meu raciocínio. — Eu te chamo de Thi, você me chama de Manu.

 

— Está "Manu" no seu RG? 

 

— Não.

 

— Então não. 

 

Revirei os olhos, qual é a dessa rejeição por apelidos? Eu estava começando a acreditar realmente que a água dessa cidade era capaz de deixar as pessoas loucas. 

 

Eu não me dei ao trabalho de pegar nada na cantina, simplesmente preferi levar uma bolacha de casa, a qual dividi com Thiago. Nos sentamos em uma das muretas que ficavam no caminho até a cantina, a maioria dos alunos passavam por lá, então meu novo amigo extremamente antenado e conhecedor de grande parte dos nomes e sobrenomes da escola, pôde me falar um pouquinho sobre cada um dos conhecidos que fazia aquele caminho e, novamente, foi como se eu estivesse perdida na cidade, observando os tipos de pessoas, mas, dessa vez, com uma porrada de adolescentes.

 

— E aí, amiga da Siri! — Lúcia Priolli George cumprimentou sorridente, sendo uma das mais atrasadas a chegar na cantina, junto com suas amigas, claro. 

 

— Fala, Regi... Digo, Lú! — Cumprimentei de volta, acenando e elevando um pouco a voz, já que ela continuava andando. 

 

Thiago arregalou os olhos na mesma hora, percebendo meu fora com o nome. Se Deus quiser, Lúcia não havia dado atenção suficiente àquele detalhe. 

 

— Você falou mesmo com ela?! 

 

— Eu te disse! — Respondi. — Por quê estaria mentindo? 

 

— É que ela não é uma pessoa tão fácil de se chegar... — Explicou meio desconfiado. 

 

— Sério? Me pareceu bem fácil. — Ri. — Inclusive já tenho o numero dela.

 

— Manuela Antoniassi, sua louca! — Exclamou surpreso, levando a mão à boca. — Você deve ser muito cara-de-pau! Como fez ela passar?

 

— Aah, Thi... — Ri de forma propositalmente metida, jogando os cabelos para o lado. — Eu tenho meus encantos. 

 

— É Thiago. — Corrigiu, mas sequer dei atenção, as meninas no canto da quadra me pareceram bem mais interessantes.

 

Levantei imediatamente, deixando Thiago para trás sem explicação, que pareceu um pouco confuso e hesitante em me seguir. 

 

— Meu Deus, menina, eu tinha que vir falar com você! Adorei suas respostas pro babaca do Bruno, que nem conheço e já desconsidero pakas. — Falei logo de cara, provavelmente interrompendo qualquer assunto do qual as duas pudessem estar falando. 

 

— Meu, sim! Aquele garoto é um boçal. — Antonella respondeu sem parecer minimamente incomodada com minha intromissão. 

 

— Pude notar. Quem sabe sua ideia não abra a mente dele. — Tentei criar algum vínculo.

 

— Acho que no caso dele eu preferiria abrir com um serrote. — Riu com gosto. 

 

— Não é uma má ideia! Eu trago o serrote e vigio a porta enquanto você faz o trabalho. — Planejei, brincalhona.

 

— Já vi que você não é daqui, é esperta demais... Novata? 

 

— Isso aí. — Assenti, sorrindo simpaticamente. — Aliás, desculpa chegar assim do nada. 

 

— As melhores pessoas chagam exatamente assim. — Elogiou. 

 

— Antonella Ribeiro e Lídia Gasque, — Esse foi Thiago chegando, obviamente. — já conheceram nossa mais nova cara-de-pau do colégio? — Tirou sarro. — Você não brinca em serviço mesmo, hein, Manuela? — As duas meninas ficaram com a maior cara de interrogação.

 

— Ele tá dizendo isso só porque eu fui falar com uma menina ontem, acreditam? — Situei-as. 

 

— Não qualquer menina, minhas queridas, a Lúcia Priolli! — Instantaneamente elas tiveram a mesma reação de surpresa que ele há alguns minutos atrás. 

 

— Por acaso ela é algum tipo de ser intocável? Não tô entendendo... — Foi minha vez de fazer cara de interrogação.

 

— Só é meio difícil um novato falar com ela, — Lídia finalmente se pronunciou. —

 

— Ela é só uma garota popular, não a Lauren Jauregui. — Dei de ombros. — Me pareceu simpática e interessante, decidi conversar. 

 

— Digamos que você fez o que muitos não tem coragem de fazer. — Antonella falou. — Também não entendo o porquê de endeusarem ela, é uma menina popular e rica como todas as outras... Bastante comum. 

 

— Bom, não tem porque ter medo ou vergonha, também não estou fazendo questão de chamar a atenção ou impressionar ninguém. — Dei de ombros mais uma vez. — Mas ela não me pareceu tão comum assim, não sei porquê... Vou tentar descobrir. 

 

— Boa sorte com isso! — Thiago foi irônico, algo me dizia que ele já havia tentado se aproximar dela.

 

Eu realmente sabia exatamente o quê tinha me atraído tanto em Lúcia e, ao contrário do que deve acontecer com a maioria, não era beleza, dinheiro, nem popularidade que me chamavam atenção. Eu não estava interessada em suas qualidades, mas sim em seus defeitos... Não estou dizendo isso como se quisesse provar que ela não é “tudo isso”, é só que Lúcia é humana, e humanos têm defeitos... Por algum motivo, eu queria conhecer os dela. 

 

 

 

*** Bom, foi mais um cap pra dar uma introduzida nos personagens, como os caps são curtos, precisei de mais de um pra dar uma visão geral kkkk com o tempo vamos conhecer todos com bastante detalhe, e o enredo vai chegar na parte que de fato interessa. Espero que tenham gostado!

 

Me deem um feedback sobre oq estao achando de cada um até agr, blz? Comenteeeem! E deixem o likezinho.

 

Até maixxxx! ***



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