História Strangers - Capítulo 2


Escrita por: e _Alaskah

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Ewelein, Ezarel, Keroshane, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Eldarya, Leiftan, Nevra
Visualizações 100
Palavras 3.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, como vão?
Gostaria de primeiramente agradecer a todos que favoritaram a fic e comentaram o cap anterior, muito obrigada! :)
Aqui está o segundo cap, espero que gostem! ;)
Boa leitura!
Beijos! ^^

Capítulo 2 - Perfeitos e Estranhos.


Mesmo a criatura estando de costas para si, Gwen ainda a observava incrédula, sentindo seu corpo estar completamente paralisado. O ser diante de seus olhos possuía quase a aparência humana, isso se não fosse os quase dois metros de altura, a pele na cor verde com orelhas pontudas e músculos salientes que o dava um aspecto gigantesco, em uma das mãos o mesmo carregava um enorme machado e não parecia muito amigável.

Não sabia o que estava acontecendo num instante estava no seu apartamento em Nova Iorque e no outro estava num lugar que lhe era completamente estranho com uma criatura gigantesca estranha. Se aquilo fosse mesmo um sonho, como Gwendoline estava desejando, seria bom acordar logo.

Um grito feminino, similar o que havia escutado minutos antes, ecoou pelo lugar e só então seus olhos azuis pararam de focarem na criatura para o que, ou melhor, quem estava diante daquela criatura: uma pequena garota com um cabelo bem peculiar metade rosa e outra metade preto, ela tentava se afastar do enorme monstro a sua frente, rastejando de costas usando os cotovelos e seus pés para lhe auxiliar, porém ela parecia estar com o tornozelo torcido por isso a cada movimento que tentava fazer um pequeno grito agonizante saia de sua boca. A expressão estampada na face da garota era de puro medo e terror, que se intensificaram quando a criatura ergueu seu machado para o alto na tentativa de quando desce-lo pudesse gravemente feri-la ainda mais ou até mesmo mata-la.

Diante aquela cena, Gwen não soube muito bem o que lhe havia lhe dado, mas por puro impulso e inconsequência ousou pegar um pedaço das pedras espalhadas pelo chão e jogar na cabeça da temida criatura, na tentativa de capturar sua atenção. Sabia que mesmo aquilo sendo um sonho ou não, não poderia assistir alguém morrer diante de seus olhos sem poder fazer nada.

— Ei, feioso! — Gritou no instante em que viu o pedaço da pedra que havia jogado se transformando em mil pedaços ao se chocar na cabeça da criatura.

Ao dizer aquilo, Gwen atraiu a atenção da criatura que virou a cabeça para trás mostrando seus enormes caninos inferiores, que de tão grandes mal cabiam dentro da sua boca, e seus olhos vermelhos como o sangue se prenderam em si. Naquele instante, quando a grande criatura se virou completamente em sua direção, duas opções se passaram pela sua cabeça: ou fugiria dela ou teria que ser rápida o suficiente para desviar dos golpes da criatura, visto que, pelo seu grande tamanho, a criatura era extremamente forte, porém não era rápida, então era provável que tinha uma chance.

— Matar! — A voz extremamente grossa e assustadora da criatura disse no instante em que suas mãos se uniram ao cabo do machado e com todo impulso o jogou na direção de Gwendoline, que por puro reflexo se abaixou vendo a lamina do machado se prender na parede atrás de si.

Seus batimentos estavam completamente acelerados e sua respiração descompensada. Seu olhar se focou completamente no machado preso na parede, incrédula. Aquele machado iria a ferir de verdade?! O que estava acontecendo agora era de verdade?! Antes que pudesse fazer mais qualquer pergunta si mesmo, sentiu uma presença atrás de si e quando olhou a enorme criatura já estava atrás de si com as mãos unidas e erguidas num formato de punho, quando elas se abaixaram de uma vez na sua direção, Gwen rolou para outro lado para sair do foco do golpe. E quando as mãos unidas da criatura se chocaram contra o chão, sentiu o chão tremer, como se fosse um terremoto e pode ver uma pequena profundidade repleta de rachaduras se formarem no lugar onde ela estava. Num movimento rápido, Gwen se levantou do chão enquanto observava o olhar assassino da criatura em sua direção. Soube que o fato de ter conseguido sair ilesa dos dois golpes que lhe foram desferidos, foi pura sorte... Mas se ao menos tivesse alguma coisa para se defender daquela coisa...

E com esse pensamento, um pequeno pedaço de metal veio em direção da mão de Gwen que ao aperta-lo por simples reflexo, vários metais pequenos começaram a crescer até se transformarem numa espada. Seus olhos se arregalaram ao ver aquilo acontecer e estava completamente confusa como aquilo poderia estar acontecendo...?

— Cuidado! — Ouviu alguém gritar e imediatamente se abaixou fechando os olhos, sentido alguns pedaços de pó e pequenas pedras descerem pelo seu cabelo e pele.

Quando abriu os olhos viu que o braço da criatura estava estendido sob a sua cabeça; ela havia acabado de dar um soco forte sob a parede acima de Gwen, se talvez não tivesse ouvido o grito provavelmente estaria dessa para melhor. Não ousou perder mais tempo pensando e num movimento rápido equilibrou a espada em sua mão e usou a ponta da lâmina para ferir o abdômen da criatura, enquanto saia do lugar onde estava. A criatura deu um urro alto perante o corte profundo em seu abdômen e elevou a mão até o ferimento.

Gwen não conseguiu evitar sua repulsa ao ver um pouco do líquido verde gosmento escorrendo pela lamina prateada da espada. Era verdade que tinha um pouco de habilidade com movimentos de “espadachim” graças às aulas de esgrima que frequentava desde criança, porém, aquela situação não parecia nenhum pouco familiar com as competições ou aulas da qual estava acostumada, aquilo parecia ser para valer; vida ou morte.

A enorme criatura que parecia muito mais furiosa, talvez por nenhum dos seus golpes tivessem a atingido com êxito, e por isso a criatura decidiu vir em sua direção rapidamente. Gwen apertou fortemente o cabo da mesma se preparando para o pior enquanto a via se aproximar de si, entretanto uma corrente fluorescente azul surgiu envolvendo o pescoço e braços da criatura fazendo-a parar de imediato puxando-a pra trás e forçando-a a se ajoelhar e abaixando a cabeça parecendo completamente submissa, diferente do que havia visto antes, talvez aquilo fosse por influência das correntes?

— Está na hora de voltar para a sua cela, orc! — Observou um rapaz de cabelos negros que segurava a corrente em suas mãos, dizer.

Gwen notou também a presença de mais dois rapazes com roupas totalmente estranhas; um possuía cabelos platinados e olhos cor de âmbar, enquanto este era bastante musculoso e outro possuía duas características peculiares: que eram suas orelhas pontudas e um longo cabelo azul. Só então conseguiu perceber que os dois seguravam firmemente a mesma corrente do que o moreno.

Os três rapazes pareciam não ter notado sua presença de imediato, mas não demorou muito para que o peso dos olhares dos três recaísse sob Gwen, antes que pudesse assemelhar ou dizer qualquer coisa, sentiu a palma da sua mão direita queimar como brasa, obrigando-a a soltar imediatamente a espada fazendo com que o som agonizante do metal da lâmina se chocando contra o chão, ecoar pelo local... Com a sua mão esquerda segurava com força seu pulso direito, onde via surgir um ferimento na palma da mão direita que lhe causava um ardor agonizante.

Caiu de joelhos sob o chão, não conseguindo controlar um grito de dor que escapou pela sua boca à medida que a ardência se intensificava queimando completamente a sua palma. Não sabia o que diabos estava acontecendo, mas sabia que aquilo definitivamente estava a machucando.

Então sua cabeça começou a latejar misturando-se com a ardência da sua palma. Gwen nunca havia sentido dores tão agudas e profundas como aquelas e após mais um grito sair pela sua boca e de repente ela havia sentido o resto do seu corpo desabar ao chão e enfim sentiu seus olhos se fechando aos poucos.

 

 

Quando Gwen abriu os olhos, estava claro demais, e ainda sentia os raios solares aquecerem sua bochecha e incomodando seus olhos. Outra coisa que a incomodava era sua cabeça que ainda latejava como se algo houvesse batido com força contra sua nuca.

Sua visão a cada piscadela ia se tornando cada vez mais nítida e cada vez que podia enxergar melhor, podia constatar que não estava em seu quarto em Nova Iorque.

— Onde eu estou...? — Murmurou se sentando na cama onde estava elevando a mão direita sob a cabeça.

Só então percebeu que a palma da mesma estava enfaixada e completamente manchada por sangue, e então, as lembranças do que havia suposto ser só um sonho lhe invadiram completamente.

Então aquilo realmente não havia sido só um sonho estranho...? Ousou se questionar enquanto seu olhar se focava na palma da sua mão.

— Está na enfermaria... — Ouviu alguém dizer.

De súbito o olhar de Gwen se desviou de sua palma para o rapaz que estava de pé a sua frente. Ela espremeu um pouco os olhos, confusa, e de imediato os arregalou no momento em que reconheceu o rapaz a sua frente era o mesmo moreno que segurava as correntes contra a criatura verde. Notou que ele possuía uma espécie de tapa-olho em seu olho esquerdo que um pouco da sua franja escondia e possuía vestimentas completamente estranhas e iguais a que havia visto ele usar com a criatura denominada “orc”.

O rapaz percebendo o olhar analisador e curioso de Gwen resolveu brincar um pouco:

— A visão lhe agrada, humana? — Brincou esboçando um sorriso galanteador, do qual Gwen pode notar que o mesmo possuía caninos superiores salientes.

Poderia dizer algo, porém, resolveu dar mais atenção para o final da frase do moreno.

Humana...?

— Vejo que a bela adormecida acordou... — Dessa vez foi uma garota ruiva com orelhas gigantes semelhantes à de um coelho dizer, enquanto adentrava no recinto. Gwen arregalou os olhos ao ver que as orelhas se mexiam e pareciam realmente reais. A ruiva percebendo o olhar surpreso que ela havia lhe dado, revirou os olhos. — Humanos... Parecem que nunca viram um brownie em suas vidas. — Suspirou fundo.

Brownie...? Questionou em sua cabeça.

— Talvez porque sua espécie não exista no mundo deles, Ykhar. — O moreno retrucou para a ruiva que levantou os olhos para o céu e logo em seguida os olhos azuis acinzentados da garota recaíram mais uma vez sob Gwen.

— Não escutou as ordens da Miiko, Nevra?! Assim que a humana acordasse... — Apontou para si antes de continuar. —... era para você leva-la até ela, imediatamente! — A garota coelho parecia um pouco irritada. — Não quero que a Miiko desconte em mim sua fúria por você não saber cumprir ordens!

O moreno, que Gwen sabia agora que seu nome era Nevra, revirou os olhos e passou a mão entre os fios negros, balançando a cabeça para os lados reprovando o que Ykhar havia acabado de dizer.

— Não sei se você lembra, mas minha audição é melhor do que a sua! — Retrucou mais uma vez, porém um pouco contrariado. — E caso não percebeu a humana acabou de acordar e eu já estava a levando para Miiko, então, Ykhar não precisa fazer esse escândalo!

Observava aquela pequena discursão entre os dois, completamente confusa tanto pelo o que realmente estava acontecendo quanto pelas coisas que ambos diziam não faziam menor sentido para Gwen. Se aquilo não fosse um sonho com toda certeza era um pesadelo do qual estava infelizmente vivenciando.

Havia encontrado a carta que seu pai havia deixado para ela e em poucos minutos estava num local completamente diferente, logo em seguida seu caminho havia se cruzado com uma criatura verde denominada orc que havia meio que “confrontado” com pedaço de metal que havia se tornado numa espada e em seguida acorda numa espécie de enfermaria com um rapaz com caninos salientes e uma garota com orelhas de coelho discutindo.

Nevra havia dito à ruiva que não existia alguma coisa em seu mundo. Seu mundo?! Existia outro mundo que não fosse o seu?! Que lugar era aquele afinal?!

Antes que pudesse fazer mais perguntas, sentiu uma mão firme e gélida segurar seu fino e magro braço.

— Vamos. — Escutou Nevra dizer a puxando sem nenhum pouco de delicadeza da cama onde estava, mas Gwen firmou o corpo sobre a cama se recusando a ceder ao puxão do rapaz.

— Solte-me! — Disse mexendo seu braço e com o auxilio da sua outra mão tentando se livrar do aperto.

Não sabia quem era ou o “que” aquele rapaz era por isso o melhor seria não segui-lo.

Um sorriso cínico se formou nos lábios do rapaz, que ainda segurava seu braço com força.

— Ouviu isso, Ykhar?! — O olho de Nevra voltou a fitar a ruiva. — A humana sabe falar! Já estava me perguntando se algum purreko não houvesse comido sua língua. — O sorriso cínico ainda estava em sua face, o que não o impediu de puxar Gwendoline com mais força e até mesmo com brutalidade da cama quase a fazendo perder o equilíbrio e ir de encontro ao chão quando seus pés tocaram o mesmo. — Agora que você está de pé, vamos até a Miiko. — E antes que pudesse dizer algo sentiu ser arrastada pelo moreno, mesmo relutando.

Depois de certo tempo ainda relutando Gwen acabou por desistir visto que a força do rapaz era razoavelmente maior do que a sua, então se deu por vencida e deixou ser arrastada do lugar onde estava até o lugar que ela reconheceu sendo o local onde ela, o orc e mais a outra garota com o tornozelo machucado estavam... Entretanto o local estava perfeitamente bem, não possuía mais nenhum resquício de destruição como antes, as paredes rachadas estavam intactas e sequer havia alguma pedra espalhada pelo chão, como antes. Era como se o cenário que Gwendoline havia encontrado anteriormente, nunca houvesse existido.

— Conseguimos reparar tudo depois de duas semanas. — Ouviu Nevra murmurar e percebendo a expressão surpresa de Gwen explicou. —Você está apagada há duas semanas. — Constatou.

Duas semanas?!

— Impossível! — Retrucou imediatamente. — Eu já estaria morta! — Afirmou arrancando um sorriso do moreno.

— Provavelmente sim... Isso se... Não tivéssemos magia e uma ótima enfermeira. — Deu de ombros ainda a arrastando.

— Magia?! — Não conseguiu evitar a surpresa e o espanto ao mesmo tempo.

Nevra apenas levantou os olhos para o céu depois de um logo suspiro, balançou a cabeça para os lados.

— Vocês, humanos, tem muito que aprender ainda... — Comentou continuando o trajeto.

E após essa fala um silêncio torturante tomou conta dos dois. Gwen não ousou perguntar em voz alta as inúmeras perguntas e questionamentos que passavam pela sua mente, apenas se deixou ser guiada pelo moreno até chegar ao corredor que lhe era familiar; era o mesmo corredor onde havia visto a pintura a óleo de seu pai. A lembrança do que estava escrito na moldura do quadro havia lhe invadido:

Robert Frey — Membro da Guarda Reluzente.

Então um aperto surgiu em seu peito e um grande nó em sua garganta. A recordação do que ele havia escrito na carta estava de volta a sua mente.

“Gostaria de poder lhe contar a verdade...”.

Mas qual era essa verdade?! Por acaso essa tal verdade estaria relacionada a este lugar estranho?! A essas pessoas estranhas?!

No fundo Gwen sabia; ela precisava saber do que tudo aquilo se tratava...

— O que é “guarda reluzente”? — Ousou perguntar, mas Nevra se limitou a não respondê-la.

O fato de não ter conseguido uma resposta adequada para a sua pergunta desencorajou Gwendoline a fazer mais perguntas, então apenas abaixou a cabeça, sentindo o incomodo de guardar tantas duvidas dentro de si.

Quando se aproximaram de uma porta enorme, que se estendia do teto até o chão; Nevra apenas empurrou uma parte da porta, puxando Gwen para dentro da sala.

A sala era gigantesca e bem clara, entretanto o que chamou a atenção de Gwen foi um enorme cristal azulado no centro da sala, ele era tão bonito que capturou sua atenção com facilidade.

— Aqui está ela, Miiko. — Sentiu ser forçada a andar um pouco para frente pela mão de Nevra, fazendo sua atenção desviar do cristal para então se focar na garota com caudas e orelhas, semelhante a uma raposa, a sua frente, que a olhava de maneira indecifrável.

Conseguiu perceber que havia mais quatro pessoas na sala. Dois eram os rapazes que havia visto com Nevra contendo o orc e os outros dois, um usava óculos de grau e tinha um chifre semelhante à de um unicórnio e orelhas pontudas, enquanto o outro tinha cabelos loiros com alguns fios negros. Os quatro a observavam com certa cautela a analisando como se fosse alguma aberração de circo ou como se ela fosse de outro mundo e talvez... Ela fosse mesmo.

De súbito Gwen desejou que todos parassem de olhara, pois aquilo estava a deixando desconfortável, afinal sempre odiou ser o centro das atenções. No mesmo instante algo que estava sobre a enorme mesa da sala veio em sua direção, o movimento foi tão rápido que só no momento em que estava segurando sua mão; notou ser a espada que usou contra o orc. Quando se deu conta disso, imediatamente soltou a espada deixando-a se chocar contra o chão. Estava confusa e até mesmo um pouco assustada por não entender o porquê daquela espada está sempre a perseguindo.

— Interessante... — Escutou a garota raposa dizer, enquanto sentia seus olhos azuis a observarem atentamente cada movimento seu.

— Miiko eu já disse! É impossível ela ter algum parentesco com o Robert ou muito menos ser uma descendente de Frey! — Foi à vez do rapaz com longos cabelos azuis e orelhas pontudas dizer para a garota. — Ela é totalmente humana! E até onde se sabe Robert não teve filhos e ele era o ultimo descendente de Frey. — Quando o rapaz terminou sua frase, Gwen ousou supor que ele talvez fosse um elfo como na saga do “Senhor dos Anéis”. Afinal se estava em um mundo completamente estranho, quais seriam as chances dela estar errada sobre o azulado?

No instante em que o ouviu proferir o nome do seu pai, sentiu um frio na barriga e uma sensação angustiante lhe invadir.

— Do que vocês estão falando?! — Gwen dizer, começando a se irritar por todos ali falarem coisas desconexas, das quais ela não compreendia. — Se estiverem falando da mesma pessoa que eu estou pensando, posso dizer que Robert Frey é o meu pai! — Disse balançando o braço bruscamente, se livrando do aperto de Nevra que dessa vez a soltou com facilidade.

Todos ali, exceto Miiko, a olharam espantados com o que havia acabado de dizer. Era como se Gwendoline houvesse proferido algo que não deveria ter dito como um xingamento ou coisa parecida, por isto somente abaixou o olhar, torcendo para que todos ali parassem de encara-la de tal forma perturbante.

— Isso explicaria o fato da espada do Robert sempre ir em direção à garota, já que a espada é encantada por magia de sangue onde só o próprio Robert e seus descendentes podem atrai-la. — O rapaz com o chifre de unicórnio observou.

— Mas Robert não teve filhos... — Nevra comentou.

— A não ser... Que ele não quisesse que nós soubéssemos. — Miiko disse se aproximando de Gwen.

Antes que pudesse questionar o que a garota raposa estava fazendo, viu que ela havia se livrado da faixa que cobria a palma da sua mão direita. Só neste instante viu um símbolo desenhado por uma cicatriz em sua palma. Provavelmente aquele símbolo havia surgido quando sentiu sua palma queimar antes de perder a consciência, o desenho era um circulo incompleto que não se fechava e existia um ponto dentro do mesmo.

Percebeu que o olho de Nevra se arregalou junto com os demais que estavam ali presente ao verem o tal símbolo cicatrizado em sua palma. Sentia que a sua cabeça iria explodir com diversas novas informações do que estava acontecendo e outras que não conseguia compreender.

— Ela tem a marca de Frey. — Constatou Miiko.

— E...? O que garante que ela não está mentido? Ou que muito menos a marca é falsa? — O elfo azulado voltou a questionar visivelmente intrigado e desconfiado em relação à Gwen. — Ela ainda continua sendo uma mera humana! Qual garantia nós temos de isso não passar somente de um truque dos humanos? Para depois virem e atacar o Q.G?

— Ezarel está certo, Miiko... — O platinado que até então havia se mantido calado resolveu apoiar o argumento do companheiro. — Não podemos afirmar que essa garota está dizendo a verdade. Pode ser só um truque.

Miiko pareceu pensativa após ouvir as diversas suposições que eram levantadas ali.

— Por que não a fazem tocar no cristal? — Foi à vez do loiro se pronunciar. — Se ela for quem diz ser, o cristal vai revelar as marcas que os descendentes de Frey possuem na sua forma original.

— Mas se ela não for... — Nevra havia começado, porém foi interrompido por Miiko.

— Precisamos arriscar.

Gwen observava o diálogo entre eles completamente confusa e alheia à conversa. Não entendia metade das coisas que eles diziam, entretanto sua expressão confusa foi logo percebida por Miiko que olhou fixamente para Nevra como se estivesse dando ordens a ele somente por seu olhar e assentiu a cabeça como se ela estivesse o permitindo fazer algo.

O moreno suspirou, balançando a cabeça para os lados como se reprovasse o que Miiko queria que ele fizesse e então o sentiu segurar seu pulso direito com força, arrastando-a, mais uma vez, em direção ao enorme cristal no centro da sala. Gwen segurava a mão de Nevra com sua mão esquerda tentando inutilmente se livrar do aperto que já estava a machucando.

— Está me machucando! — Gritou se debatendo contra o aperto tentando o máximo dessa vez não ser arrastada como antes. Gwen conseguiu aproximar sua boca da mão do moreno, que estava segurando seu pulso, e em um ato involuntário ousou morder sua mão na tentativa de se livrar do seu aperto.

— Porra! — Esbravejou ao sentir os dentes de Gwen mordendo sua pele e a soltou imediatamente fazendo com que ela caísse sentada no chão. Nevra parecia estar perdendo a paciência e estava começando a ficar cada vez furioso com as risadas de todos ali perante o que havia acabado de acontecer.

— Ez, Valk acho melhor vocês me ajudarem ao invés de ficarem rindo! — Disse visivelmente furioso enquanto sua mão massageava a outra que acabara de ser mordida por Gwen.

— Não me diga que o chefe da sombra não é capaz de dar conta e uma simples humana?! — O elfo começou a tirar sarro de Nevra juntamente com o platinado.

— Ela pode ser uma simples humana, mas parece ter mais coragem do que você, Nevra. — O platinado disse entre os risos.

— Haha... — Fingiu uma risada. — Agora calem a boca e me ajudem! — Ordenou, e então o azulado e platinado se levantaram ainda rindo do amigo, vindo em direção de Gwen.

O platinado a segurou pelo braço e num simples e rápido movimento a ergueu do chão, fazendo-a se sentir como uma simples boneca de pano. O azulado segurou firmemente seu pulso esquerdo, enquanto o platinado usava um dos braços para envolver sua cintura e uma mão apoiada fortemente no ombro a imobilizando e a impossibilitando de fazer qualquer movimento, logo em seguida Nevra pegou novamente seu pulso direito e forçando-a a esticar seu braço até que a ponta dos seus dedos pudesse tocar finalmente o grande cristal azul.

De súbito, o cristal começou a brilhar fortemente e Gwen sentiu ser puxada até ele como se ela fosse um imã, assim podendo de livrar do aperto dos três rapazes, até que a palma da sua mão direita com a marca estivesse completamente colada no cristal. Então pode perceber que através da sua mão várias marcas na cor azul brilhante pareciam sair do cristal e serem desenhadas na pele do seu corpo. Assustada, Gwen afastou imediatamente sua mão do cristal e ao fazer isso às marcas que percorriam seu corpo desapareceram. Seus olhos azuis observava atentamente a palma de suas duas mãos abrindo e as fechando diversas vezes, procurando entender o que havia acabado de acontecer.

— Sua duvida está esclarecida agora, Ezarel? — Miiko questionou observando a surpresa não só do azulado como todos ali presentes.

— Então isso quer dizer... — Começou Nevra.

— Ela é filha do Robert, portanto, uma descendente de Frey. — Terminou Miiko.



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