História Strangers - Capítulo 3


Escrita por: e SereiaYara

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Emeraude Toubia, Matthew Dadario, Romance, Shadowhunters
Visualizações 10
Palavras 2.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Galera mil perdões pela demora a postar, eu tava com um bloqueio de imaginação mas felizmente terminei esse capítulo, espero que gostem!

Capítulo 3 - Meu refúgio


Fanfic / Fanfiction Strangers - Capítulo 3 - Meu refúgio


Katherine Levine
Era ele. Eu me paralizo por alguns segundos e de repente a noite em que ele foi embora volta a passar na minha cabeça como um filme e eu só consigo focar naquela frase, "Se for esperta vai me esquecer" e então como um click eu me desperto do transe.


-Desculpe? Eu o conheço? -digo bastante irônica.


-Ah para com isso Kat, eu sei que ficou chateada quando fui embora mas venhamos e convenhamos, você agora já esta bem grandinha - diz me olhando da cabeça aos pés- para ficar se importando com esse tipo de coisa. -como é ousado.


-Você foi bem claro quando me mandou te esquecer e foi naquele momento que eu percebi que tinha razão, você não merecia os meus sentimentos, esteve todo aquele tempo fingindo para se aproveitar do meu pai -falo com a voz um pouco tremida.


- É sério que você realmente pensa isso de mim? -faz uma pequena pausa mas logo segue sem me dar oportunidade de responder-Eu admirava muito o seu pai, não só pelo treinador maravilhoso e renomado que ele era mas também por ele ter tido forças depois que sua mãe se foi e ter consigo te criar sozinho além disso eu criei um carinho por vocês dois. Eu estou aqui agora por você e isso que importa, sei que não esta sendo nada fácil pra você.-fala se aproximando cada vez de mim.


-Para por favor, não estou afim de escutar suas desculpinhas agora, você conseguiu o que queria não é mesmo? Agora já um lutador conhecido, não precisa mais fingir que se importa. -digo já um pouco alterada.


-Você não mudou nada, continua a mesma cabeça dura e esquentadinha de sempre, eu te conheço Kat. Eu nunca fingi nada.  E acho melhor desencanar dessa pose de durona por que eu vim pra ficar. -fala convencido.


A não, era só o que faltava, além de aparecer como um fantasma  no pior momento da minha vida ainda vem com essa de querer ficar ?


-Ótimo, quando eu penso que não poderia ficar pior a situação o diabo vem e me mostra que nada é tão ruim que possa piorar. -bufo e reviro os olhos.


-Ai, essa doeu. -fala rindo sínico- eu tava com saudades sabia?


Droga porque ele faz isso comigo? Eu tinha esperado tanto pelo dia que ele regressaria e me diria exatamente essas palavras só que com o passar dos anos decidi que não o deixaria ele se reaproximar nunca e tentei me convencer disso ai ele vem e me faz esquecer tudo assim tão fácil? Não posso negar que no fundo me senti feliz e aliviada por ele ter voltado mas não posso expressar isso, já tive despedidas demais na vida, não suportar mais uma, preciso saber suas reais intenções.


Dei de ombros fingindo não me importar nem um pouco


-Olha só já é tarde, -falo fingindo olhar um relógio- tenho que fechar a academia.


-A claro, eu já estava de saída só precisava saber como estava, você é muito boa em se esconder e não ser encontrada sabia? Pelo jeito já sabe que se nada der certo você poderia buscar uma carreira relacionada a isso. -gargalha- Agora é sério, menina eu passei o dia todo procurando por você.


-Isso quer dizer que meu plano de te evitar o dia todo deu certo. -falo sorrindo sarcástica.


-Nossa, que falta de humor. Tô indo nessa, amanhã te vejo. -manda um beijinho me dando as costas e sai andando.


Mais que droga! O que eu fiz para só acontecer coisas ruins na minha vida? Ele tinha tudo o que precisava longe daqui, não precisava "voltar por mim". Se ele acha que vou cair nessa ele está muito enganado. Bufo alto dando mais alguns socos no saco e depois um chute o derrubando no chão. 
Saio andando e tirando as ataduras as jogando de qualquer jeito no meu armário. Fecho todo o lugar e vou em direção ao meu carro destravando o mesmo. Paro na porta do mesmo ao ouvir o meu celular indicando uma mensagem, é da Maia, o que ela faz acordada a essa hora? Abro a mensagem não entendendo quase nada do que ela escreveu, apenas o que entendi foi que ela estava em um bar bastante frequentado por nós duas. Provavelmente está bêbada e não consegue carona, não é a primeira vez que isso acontece. Só não entendo o porque de ela ter feito justo agora que estou passando um momento tão delicado na minha vida, eu precisava dela me apoiando, não me fazendo ir atrás dela em um bar quase uma hora da manhã.
Chegando no local, já posso ouvir a risada escandalosa da Maia, mas ela não estava sozinha. Franzo o cenho procurando por ela e a encontro em uma mesa com as pessoas da academia e ele. Ele tinha que estar aqui também. Isso já está ficando repetitivo demais para o meu gosto. Reviro os olhos indo em direção a mesa cumprimentando algumas pessoas já conhecidas.


-Olha só quem chegou!!! Até que enfim Kat, achei que ia me ignorar.- ela nem conseguia falar direito com os braços em volta do pescoço de Mike, aposto que vai se arrepender depois.


-Vamos logo Maia, já está tarde.- falo estendendo minha mão para a mesma sentido que uma certa pessoa não parava de me encarar. Está começando a me irritar.


-Eu não te chamei pra acabar com a minha diversão. Te chamei para se divertir comigo e com nossos amigos, não é gente?- ela pergunta fazendo todos da mesa concordarem, também levemente alterados por causa da bebida.


Sério mesmo que passou pela cabeça dessa garota que, logo depois de perder meu pai e reencontrar um "irmão" ,que eu já nem o julgara assim faz um tempo, me animaria de vir encher a cara ?


-Vocês sabem que ainda tem trabalho amanhã, não sabem?- pergunto com a intenção de acabar com aquilo o mais rápido tentando não me importar com o Thomas ao meu lado, tentando.


-Você é que esqueceu que amanhã é feriado.- escuto sua voz me fazendo olhar para o mesmo que está me encarando com um sorriso sínico no rosto. Idiota.


-Ok então. Boa noite para vocês.- me despeço indo para o meu carro até sentir meu braço ser puxado. Já iria reagir quando escuto a voz da pessoa.


-Não precisa ir embora por minha causa. Eu posso ir.- fala soltando meu braço colocando as mãos nos bolsos da calça.


-Não estou indo por sua causa, não precisa se sentir tão importante assim. Estou cansada e preciso ir para casa dormir.- falo abrindo a porta do carro mais ele a fecha me fazendo bufar e olhar para ele de novo.- O que é agora?


-Até quando vai continuar agindo assim? Porra eu sei que esta sendo difícil, eu te conheço, e você precisa se deixar extravasar, sei que pensa que isso é demonstrar fraqueza mas pelo contrário, isso é ser humano. Guardar isso dentro de você só vai te fazer se sentir pior do que já se sente, se permita sentir Kat, eu estarei aqui para te dar apoio, pode contar com o seu irmão mais velho aqui. -sorriu de lado.


Senti um aperto forte no meu coração e os meus olhos rapidamente se encherem e ameaçarem derramar uma lágrima, aquelas palavras descreveram exatamente 0 que eu preciso agora, eu queria gritar alto agora e expressar toda a minha dor interna, queria chorar, queria viver o luto. E então eu me desperto desse transe e instantaneamente meus olhos se secam, por mais que eu queira de verdade sentir isso, deixa-lo voltar a minha vida e me ajudar a passar por esse momento o meu medo fala mais alto que a minha dor, eu tenho medo de que ele se vá novamente e eu não quero mais perder pessoas que amo, não posso. É uma decisão difícil porém meus instintos me dizem que não devo aceitá-lo assim tão de repente, são como escudos tentando me proteger, então decido segui-los deixando de lado o meu coração que neste momento só que abraçar o Thomas.


-Muito obrigada pelo discurso, posso ir agora ? -Pergunto e ele ri sarcástico dando de ombros.


-Você é mesmo muito cabeça dura, faça como quiser Katherine -fala deixando evidente sua cara de decepção- quando mudar de ideia e, eu sei que vai mudar, me procure eu vou estar aqui. Eu só quero o te bem garota. -Faz uma pausa me olhando como se esperasse uma reação contrária a que tive anteriormente e solta um suspiro demorado dando-se conta de que isso não aconteceria.- Vai lá, tenha uma boa noite e passar bem. -Sai andando de volta ao bar.


Entro no meu carro e antes de dar a partida paro e reflito sobre o que acabara de acontecer. Será que tomei a decisão certa? Volto a realidade ligo o carro e saio cantando pneu.


Chego em casa, deixo minhas chaves em cima da mesa e retiro meu casaco, que havia posto ao sair do bar, o pendurando. Me dirijo ao meu quarto logo após entro no banheiro e tomo uma ducha fria.Termino o meu banho visto uma roupa confortável e vou até a cozinha e faço uma salada com alguns tomates e rúcula que já estavam na geladeira a algum tempo. Depois do ocorrido de momentos atrás eu percebi que preciso contornar essa situação e seguir em frente, tenho que ser forte, então decido voltar a me alimentar normalmente mesmo sem o mínimo apetite. 


Já deitada, logo após ter comido e escovado os dentes, penso e repenso em tudo que aconteceu hoje e só quero dormir, amanhã será um novo dia e talvez com sorte seja melhor que hoje, me pego suplicando a Deus por isso.
Acho que, o que eu preciso, é me desconectar um pouco do mundo. Sair sozinha para um lugar que me faça relaxar, e eu sei bem onde é esse lugar. Sempre recorria ao mesmo, com o meu pai ou o Thomas. Faz séculos que não vou lá. Melhor eu dormir, a viagem amanhã será cansativa. Mas valerá a pena, assim espero.


(.....)


Espero não está esquecendo nada. Já verifiquei a minha bolsa várias vezes e ainda assim a sensação de estar esquecendo algo me persegue. Resolvo deixar assim mesmo, se precisar de algo compro a caminho. É sempre assim, esqueço de algo e lembro já na metade da estrada. Fecho tudo e vou até o estacionamento do prédio me esquivando se algumas pessoas. Coloco as bolsas no banco de trás e logo dou partida no carro. Eu preciso de um momento a só mais ainda me sinto mal por não avisar a meus amigos para onde estou indo então resolvo deixar uma mensagem no celular da Maia dizendo que estava indo descarregar e que não se preocupasse. Não é tão longe assim, se ela me ligar aviso onde estou e talvez possamos desfrutar o final da tarde juntas.
 
Após exatos 45 minutos chego ao meu destino.Desço do carro, me dirijo até a porta de trás abro a mesma e tiro minhas coisas, logo depois vou até o lugar em que sempre ficávamos e repouso minha bolsa no chão. Nossa eu nem me lembro a última vez que vim aqui mas esta tudo impressionantemente igual, as árvores bem cheias, a grama bem verde e a cachoeira -Aaaah a cachoeira- com a mesma água cristalina de sempre. É incrível como esse lugar me faz bem, lembro-me dos dias que vinhamos aqui e passávamos a tarde tomando banho logo depois de um pique-nique -cheio de comida pronta é lógico, nem meu pai nem eu sabíamos cozinhar, o Thomas então nem se fala- a gente corria na grama e praticava muito também, meu pai estava sempre treinando a gente -claro que ele treinava muito mais meu irmão, quer dizer... o Thomas, porque eu não aguentava muito mais do que meia hora com aqueles dois, preferia ficar na sombra lendo, sempre gostei muito de ler-


Depois de um bom tempo admirando aquela paisagem maravilhosa tiro uma toalha de pique-nique da bolsa e forro a grama com a mesma, após isso coloco a bolsa por cima dela e começo a tirar a minha roupa -eu já havia posto o biquíni por baixo da roupa- depois as guardo na bolsa e então paro de perder tempo e corro para aquela maravilha de cachoeira que estava me chamando desde que pisei nesse local.


Assim que sinto aquela água transparente nos meus pés sinto uma energia diferente subir por todo o meu corpo, era como se levasse tudo o que estava me sobrecarregando, sigo caminhando com pressa e enfim mergulho e esqueço totalmente de tudo o que me preocupava.


O lugar estava totalmente vazio e tranquilo como de costume. Passo um bom tempo naquela cachoeira tranquila relaxando quando escuto um carro chegando, corro os meus olhos rapidamente por todo o perímetro mas não vejo nada então volto a me concentrar no que fazia antes, repouso minhas costas na água e fico boiando, então novamente algo toma minha atenção mas dessa vez uma voz foi o motivo, porém estava muito distante ainda para ser reconhecida. Como um instinto me viro ligeiramente e eu não podia acreditar no que os meus olhos estavam vendo -ou eu não queria acreditar-  o que ele estava fazendo aqui ?


Notas Finais


Biquíni: https://assets.xtechcommerce.com/uploads/images/medium/e8884d86b682805117705f0edaadbfc2.jpg
Look da viagem: https://i.pinimg.com/originals/82/40/d4/8240d478f38d317f20a63d3e86591f91.jpg

Quem serááá?
Próximo capítulo com narração do Thomas.
E ai meus amores, estão gostando ?


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