História Strangers - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Orphan Black
Personagens Rachel Duncan, Sarah Manning
Tags Cophine, Ira Duncan, Orphan Black, Propunk, Rachel Duncan, Sarah Manning
Visualizações 94
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A Rainha das Trevas, vulgo eu, gostaria de pedir desculpas por eu ter sumido, sério, eu sou uma merda.
Este capítulo é crucial e o início de uma nova fase. Preparem o coração que depois só vê bomba.
E MDS, obrigada pelo carinho de vocês pelo FB, Whats, vocês são incríveis.

Capítulo 11 - Entre o medo, há uma flor.


Sarah

Assim que acordou pela manhã, flashes do seu terrível sonho a incomodou. Foi seu primeiro e mais conturbado pensamento. Incoerente e sem sentido. Claramente era Sarah ali, sendo abusada fisicamente e mentalmente por um homem nojento e inescrupuloso. No entanto, ele chamou por Rachel. Sarah era Rachel. Aquilo que ela viveu no irreal, foi dolorido. Por isso chorou. O pesadelo da noite anterior feriu a sentimental Sarah Manning da pior maneira possível.

Seu dia havia sido fantástico, ontem. Ela gostara de estar trancafiada com Rachel Duncan, em seu apartamento. Ela havia sido carinhosa consigo. Quem não ama receber atenção e carinho? pensou Sarah. Ela adora. Mas ao anoitecer, tudo mudou. Aldous Leekie, o poderoso Aldous Leekie surgiu. Aquele velhote roubou Rachel de si. Sarah o odiou. Ela prestou atenção na forma mecânica como sua garota reagiu a presença dele. Era como se sua Rachel tivesse sido abduzida, e uma Rachel de boneca, fantoche, submissa houvesse habitado aquele corpo tão pequeno e magro. Absolutamente, Rachel havia mudado.

Abrindo os olhos após longos minutos de reflexão, ódio nutrido por Aldous, e o conformismo da presença de Rachel na madrugada, ser apenas mais uma dose de alucinação e obsessão, Sarah seguiu para o banheiro. Ela não pôde não notar o inabitual calor que abraçou aquela manhã. De uma chuva torrencial ontem, o sol resolveu fazer o que tem preguiça, brilhar intensamente. Sarah pegou sua toalha e tratou de tomar um banho demorado, pedindo que a água levasse embora seus pensamentos de pura preocupação. 

Ao retornar ao quarto, ela sentou na cama, já vestida, pensando no que iria fazer hoje. Ela mordeu o lábio, pensando no quão vagabunda ela é. Sarah não faz absolutamente nada.

Ela pensou em ir atrás de Cosima, mas acreditou que talvez a quatro olhos esteja ocupada com alguma pesquisa, ou aquecendo a bunda da namorada. Poderia ir atrás de Felix, mas pensou que ele provavelmente estaria fodendo ou enchendo a cara com Colin. Sem opções, ela meteu o foda-se, e resolveu que ia atrás de Cosima.

Levantando-se da cama mais animada, Sarah procurou uma jaqueta no armário. Antes de ir, ela lembrou de tirar a toalha de cima da cama. Siobhan costuma surtar com sua mania de desorganização. Entretanto, antes de alcançar a toalha, outra coisa alcançou seu campo de visão. Era algo delicado, pequeno, cheiroso e significativo. Era uma flor! A flor que sua alucinação entregou a ela, ontem! Sim! Era sim! Sarah, incrédula, pegou a flor em cima do travesseiro. Com todo o cuidado do mundo, ela analisou as tépalas.

Rachel não era uma alucinação. Ela sabia disso, desde o começo. Mas preferiu acreditar na fantasia. Acreditar que estava tão obcecada a ponto de idealizar Rachel. Rachel também não colabou, claro, havia dito que tudo não passava de coisas da sua cabeça. A mentira bem contada, se torna uma verdade incontestável.

Sarah esboçou um sorriso, logo seus dentes estavam a mostra para quem quisesse ver. Ela estava feliz. Rachel dos olhos felinos, serenos, da luz da noite, sincero e hostil existia. 

— O que é isso no seu rosto?

Sarah se assustou com a presença repentina de Felix. Ele estava parado na porta, a encarando desconfiado.

— Uma boca sexy, olhos invejáveis, e, um nariz… ele serve para sentir o cheiro de gatos borralheiros.

— Você está engraçadinha hoje.

— Nah, impressão sua — respondeu, cheirando a flor. — O que faz aqui?

— Você sumiu, queria saber se já estava morta, para comemorar.

— O que? — Sarah abriu a boca, em falsa indignação. — Seu filho da…

— Não comecem crianças — senhora S entrou no quarto, interrompendo a discussão dos irmãos. — Sarah, o… Quem te deu isso?

— Ninguém — murmurou ela, guardando a gardênia. — O que dizia?

— Cal — disse senhora S com desgosto — está aí embaixo, querendo ver você.

— Aqui? Agora?

— Isso! Tire esse sujeito da minha casa.

— Sarah, ao menos, você já contou à ele, que o cara é pai? — perguntou Felix, sério.

Ela sorriu. — Talvez não, mas ele não vai saber.

Sarah desceu para o andar de baixo, sendo seguida por S e Felix. Cal estava sentado na sala, tamborilando os dedos no joelho. E quando a viu, um sorriso se fez presente na face do homem. Ele se levantou, esperando que ela se aproximasse.

— Surpresa!? — ele disse humorado, beijando sua bochecha. 

— Cal — Sarah olhou para senhora S, sem saber o que fazer. Não poderia mandá-lo ir embora. —, como chegou aqui? Quer dizer, eu adorei a visita-mas não lembro de ter lhe dado meu endereço.

— Cosima me deu. Desculpa-eu não…, droga! — balbuciou ele. — Eu devia ter ligado.

— Sem problema — respondeu se sentando no sofá. Cal fez o mesmo.

— Então você é o Morrison? — Felix o analisou, deixando-o desconfortável. — Você é a pessoa que transou com a Sarah, durante longas horas ontem?

Cal tossiu, não esperando aquela pergunta. Ele olhou para Felix e em seguida para Sarah. Ficou decepcionou com o que ouviu.

— Felix! — Sarah o repreendeu. — Não ligue para esse idiota — ela disse à Cal. — Não é verdade.

Cal se sentiu mais aliviado.

— Não?

— Claro que não!

Então ele voltou a sorrir, novamente.

— Passei só para saber como você estar, Sarah. Da última vez você não parecia muito bem.

“Eu realmente não estava bem! A minha garota me fudeu dentro de um restaurante lotado, e eu tive que fazer cara de paisagem. Sabia que é impossível não gemer para Rachel? Eu tive que fazer um sacrifício. E isso não é estar bem. Então, eu estava péssima” pensou Sarah em dizer, mas achou algo muito vulgar, e seu relacionamento é segredo. Não se pode contar segredos
Segredo. Essa palavra de sete letras, e três sílabas a incomodou. — Eu já estou melhor.

Um barulho de buzina soou, fazendo senhora S ir lá fora ver quem era. Segundos depois ela retornou com Kira. Chloé havia trazido a menina, novamente da escola. O semblante tenso, dominou a face de Siobhan. Ela não queria ver sua neta, perto daquele cara.

— Olha, quem é essa menininha? — indagou Cal encarando Kira, que ficou acanhada. 

— Essa é a Kira — respondeu Sarah, chamando a menina para um abraço. — Kira é a minha...minha, bom, ela se chama Kira.

— Olá Kira — ele disse, levantando a palma da mão para ela tocar. Mas ela não fez. Apenas o encarou sem dizer uma palavra. Desconfortável, ele tocou no cabelo, disfarçando. — Acho que ela não gosta muito de falar.

— Kira é tímida — disse a senhora S. — Só fala com quem ela acha interessante.

— Oh, é, compreendo — murmurou Cal. — Ela é sua filha? — perguntou ele a Felix.

— É, Kira é minha filha — mentiu. 

— Pensei que você fosse florzinha — Cal disse rindo.

O silêncio se instalou. 

— Cal — Sarah hesitou. — Acho melhor você ir embora. Eu vou sair daqui à pouco, então…

— Ah, certo — ele se levantou. Sarah o acompanhou até a porta.

— Nos vemos depois.

Cal assentiu. 

[...]

Rachel

— Vai me explicar o que são essas manchas no teu pescoço, ou vou ter que te levar a forças ao IML?

Rachel dirigia rumo o Dyad, com Ira no banco do passageiro. Ela mal havia dormido esta noite, e o cansaço a tornou fraca.

Aldous a convocou para uma reunião urgente. Ele não especificou o assunto, apenas disse a palavra “urgente”. Rachel não queria ficar a sós com ele; estar no mesmo lugar, dividir o mesmo planeta com Aldous Leekie. Por isso obrigou Ira a acompanhá-la. Mas logo se arrependeu. Os olhos raio X do irmão, detectaram uma mancha em seu pescoço. Ela tentou por horas esconder aquela vermelhidão, quase roxa, com maquiagem, mas mesmo assim, falhou na missão.

— Foi um mosquito idiota! — murmurou ela. — Você sabe que minha pele é sensível.

Rachel não iria dizer nem sob a pena de morte, que arranjou a mancha, em uma briga.

— As vezes me pergunto, se tenho cara de idiota — ele disse, olhando a paisagem através da janela do carro. — Tu não confias em mim.

— Seu melodrama não me comove — ela disse, vendo ele emburrado. 

— Tudo bem — Ira disse afetado. — Não precisas me contar nada. 

Rachel riu do modo como Ira falou. Em poucos minutos, o carro é estacionado, e ambos saltam em direção da entrada. As mãos de Rachel suavam frio, estavam geladas. Ela não demonstrou o nervosismo externamente, muito pelo contrário, sua postura empertigada, o nariz em pé, e um passo de cada vez, só mostrou a sua firme armadura de poderosa e inabalável.

— Rachel, tu és a prova viva, de que o hábito não faz o monge — comentou Ira, entrando no elevador, acompanhado de Rachel. 

— Por que acha isso?

— Olhe para você. Aposto que cagou nas calças, e não quer admitir.

Rachel gargalhou.

— Do quê você está falando?

Ira riu também.

— Eu quero dizer que você parece a Dama de Ferro, mas por dentro estar mais para Lula, com medo de ser preso. É, basicamente, as aparências enganam.

— Você quer dizer que estou com medo de Aldous? — Ela riu, disfarçando a verdade.

— E estar querendo esconder, atrás dessa sua pose.

—Eu não tenho motivos para ter medo dele.

As portas da caixa metálica se abriram, os deixando ir em direção a sala da presidência. Ira decidiu ficar do lado de fora, enquanto Rachel entra sem cerimônia no escritório. Aldous Leekie está com o traseiro encostado na mesa, enquanto suas mãos ajeitam a gravata. Ele nem ao menos a olha, quando Rachel se aproxima.

— O que você quer? — A voz de Rachel soou rude.

Ele a ignorou, continuando a enlaçar a sua gravata. Quando terminou, ele levantou a cabeça para fitá-la. O olho inchado e roxo no rosto dele, fez Rachel estremecer. Involuntariamente ela tocou no próprio pescoço, lembrando do ocorrido de horas mais cedo. Aldous a atacando, sufocando-a, desrespeitando-a, oprimindo-a, e dizendo o quanto ele ama a vadia que ela é. Aldous Leekie fez as marcas em seu pescoço, e em recompensa, Rachel Duncan lhe desferiu um murro. Ela fugiu, quando ele ficou desnorteado. Fugiu para os braços da única pessoa que não a oprime e a ama do jeito que é.

— Rachel, minha querida Rachel — disse ele lentamente. — Você nunca aprende a lição, não é mesmo? Sempre foi muito rebelde, achando-se a dona do mundo. Mas você é apenas uma vadia. Eu te criei para ser uma vadia. Não queira ser mais do que isso.

— O que você quer? — Rachel repetiu, tentando não se afetar com as palavras do homem. O que foi tecnicamente impossível. Ela cresceu com as pessoas a intitulando com palavreados chulos. As pessoas não entendem que seres humanos são sensíveis, independente de quem seja. A Dama de Ferro, por fim, tem coração de sucata.

— Aproxime-se — ele pediu, sinalizando com a mão. Rachel se preparou para gritar, caso Aldous tente qualquer coisa. Aos poucos, ela estava a menos de um metro dele. — Eu quero muitas coisas de você — ele disse a puxando para mais perto. Seus dedos acariciaram o rosto da mulher, que chorava internamente. — É a segunda vez que você foge de mim, sabia? A primeira eu fiquei devastado. Éramos um casal tão feliz, que eu sinceramente não entendi o porquê de você ter me abandonado. 

— Você sabe muito bem o motivo de eu ter ido embora — murmurou ela, engolindo o choro. Sua garganta doía. Ela não conseguia acreditar no descaramento de Aldous. Suas palavras a enojaram. As mãos ásperas dele alisando sua face, a assustaram.

— Não, eu não sei — ele disse convicto. — Eu sempre fui um marido muito bom para você. Era dor que faltava? Você queria apanhar mais? Era só ter dito.

Rachel não disse nada. Seus olhos divagavam. Em suas orbes podiam-se enxergar os momentos angustiantes que ela viveu ao lado de Aldous Leekie.

— Eu tenho uma proposta muito simples para você, minha querida, Rachel. Darei-te o benefício da escolha. — Aldous se afastou da mesa, e se aproximou mais de Rachel. Seus dedos pararam no queixo dela, a fazendo o encarar. — Volte para mim — ele pediu. — Volte para mim, que te amarei mais do que qualquer um. Caso me rejeite novamente, serei obrigado a afastá-la da empresa, e ver você sendo destronada, não é algo que eu queira, minha rainha.

— E-eu...

— Fique comigo, ou… o seu reinado terá que acabar.

Rachel queria dizer não, mas sua voz não passava de palavras desconexas. Ela malmente conseguia formular uma frase coerente. Estava assustada em demasia. Não com medo de perder seu trono, mas medo dele.

Aldous Leekie é o seu maior medo.

— Diga que me quer de volta!

— E-eu...

Rachel o empurrou, afastando-se aturdida. Ela abaixou a cabeça, e murmurou “Fique longe de mim!”

— O que disse? — ele não havia escutado.

— Eu disse fique longe de mim! — trovejou ela, saindo dali as pressas. Rachel não queria que Aldous a impedisse de ir embora.


Notas Finais


Se eu sumir, não desistam de mim hsuaus


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