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História STRAWBERRIES AND CIGARETTES, kiribaku - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


olá!

essa one-shot surgiu quando me lembrei de uma música que escutei a algum tempinho atrás, "strawberries and cigarettes".

boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo Único.


O vento batia deliciosamente sobre o meu rosto, fazendo os meus cabelos esvoaçar ao seu ritmo. As ruas se encontravam quase desabitadas, afinal eram quase duas da madrugada de uma quinta-feira, as pessoas estariam agora dormindo no quentinho das suas camas. Atravessei a passadeira, um pouco apressado e talvez até nervoso. Senti a minha barriga dar voltas e minhas mãos suando frio, respirei profundamente o ar que entrava pelo meu nariz.

Parei de caminhar assim que cheguei no parque da cidade e avistei Eijirou balançando as suas pernas no baloiço. Um pequeno sorriso involuntário surgiu nos meus lábios. Ele observava os próprios pés, os seus cabelos soltos caíam sobre o seu rosto e no seu colo abrigava uma pequena caixa de morangos. Dei alguns passos na sua direção e sentei no baloiço livre ao seu lado. Encarei o nada, engolido naquele silêncio necessário. Eu não queria ter de vê-lo partir, não iria suportar não ter a sua presença perto de mim. E eu sabia o quanto isso era egoísta mas simplesmente não conseguia deixar de me sentir daquela forma, porque ele tinha que ir embora?

Levei a minha mão direita ao bolso da minha calça, retirando de lá um maço de tabaco que havia comprado antes de chegar no parque. Observei a pequena caixa de papel durante alguns segundos, enquanto as memórias aos poucos atravessavam a minha mente. Este cenário já se havia repetido inúmeras vezes, a única diferença era que agora o sentimento de tristeza pairava pelo ar. Foram tantos os bons momentos passados ali.

Retirei um cigarro e no mesmo instante o levei à minha boca. Pego num isqueiro, o acendendo e logo sentindo o cheiro adentrar minhas narinas. Se a situação fosse outra, Kirishima estaria atirando essa "máquina da morte" para bem longe de mim, em vez disso, pegou o mesmo da minha boca e deu uma tragada, logo seguida de uma pequena tossida e uma expressão de nojo.

— Que gosto ruim, como é que você fuma isso? — tossiu novamente e eu não conseguia parar de rir da sua situação — Ainda fica rindo da minha desgraça!

— Você acaba se acostumando — ele abanou negativamente com a cabeça, de um jeito engraçado.

— Prefiro meus morangos, quer? — ele retirou um e levou até à sua boca, trincando o mesmo, logo em seguida me passando a caixa.

Todos os finais de tarde, ou quando queríamos apenas fugir um pouco da realidade, nos encontrávamos naqueles mesmos balanços. Kirishima sempre aparecia com sua caixa de morangos, com aquele seu sorriso contagioso estampado na face. Passávamos horas apenas ali sentados, contemplando as estrelas.

— Vou sentir a sua falta, cabelo de merda. — digo finalmente, de cabeça baixa e o seu olhar intenso se dirige a mim.

— Eu também sentirei a sua falta, Tsuki. Até mesmo dos seus surtos de pinscher raivoso. — ele ri e por momentos me sinto mais leve. — Iremos ultrapassar isso, sim? Só não esquece de mim.

— Como é que eu iria esquecer você? — cruzo o meu olhar com o dele, sentindo as putas das lágrimas quererem sair. Aos poucos a ficha ia caindo, não conseguia deixar de pensar em como iria ser acordar sem seus beijos, sem sentir o seu abraço, sem ouvir a sua gargalhada, sem a sua alegria contagiante. Sem tudo o que fazia de Eijirou Kirishima a pessoa mais importante e especial na minha vida. A sua mão gentilmente acariciou a minha bochecha, fechei os olhos com o toque e senti os seus lábios tocarem suavemente nos meus.

— Eu te amo. — pronunciou baixinho, ainda com seu rosto próximo ao meu. Uma lágrima sorrateira deslizava pelo seu rosto, limpei a mesma com a as costas da minha mão e sorri triste.

— Eu também te amo, para caralho.

Novamente, uni nossas bocas, beijando os seus lábios como se não houvesse amanhã, e talvez para nós não houvesse mesmo. Uma mistura de gosto salgado de lágrimas, morangos e nicotina se fez presente e entrelacei meus dedos nos seus fios vermelhos. O quanto eu iria sentir falta disso.

— Eu tenho que ir. — disse por fim, quase num sussurro, com nossas testas coladas. — Eu nunca esquecerei você, morangos e cigarros sempre têm o seu gosto.









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