História Strawberries and Cigarettes (taeyoonseok) - Capítulo 13


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Tags Angst, Bangtan Boys (BTS), Gatilhos, Hoseok, Kpop, Políamor, Taehyung, Taeyoonseok, Yoongi
Visualizações 39
Palavras 1.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - 12. lost boy with a new addiction


Fanfic / Fanfiction Strawberries and Cigarettes (taeyoonseok) - Capítulo 13 - 12. lost boy with a new addiction

[ HOSEOK ]

Eu estava inquieto e conhecia muito bem essa sensação: eu detestava. Não parecia algo típico de Jung Hoseok, mas às vezes eu acordava pensando coisas demais para um cérebro só e acabava sendo levado por mil e uma janelas mentais; sentia-me fodidamente perdido. E, sinceramente, era difícil eu me perder: conhecia a mim mesmo quase que perfeitamente e poucas eram as áreas intocáveis dentro do meu inconsciente. As “áreas proibidas de Hoseok” eram pontuais e guardadas a sete chaves: para essas portas serem abertas, algo muito fodido teria que acontecer.

A verdade era que as coisas pareciam boas demais ultimamente e alguém como eu, vivenciando as belezas e formosuras da vida dessa maneira, não poderia levar a um bom lugar. Vê? Nem parecia eu mesmo! Estava preocupado com coisas bestas quando um dos meus maiores lemas era viver um dia de cada vez, aproveitando-o ao máximo. Carpe diem, porra!

Na verdade, eu havia acordado de muito bom humor, inclusive tive energia o suficiente para ir ao mercado e comprar algumas coisas para o café da manhã com a pouca grana que havia restado do mês. Depois de passar a manhã escutando a discografia do Black Eyed Peas, fumei um pouco e foi aí que as coisas começaram a ficar meio estranhas. Não porque eu estava me drogando ou algo do tipo, já que não tinha muito interesse nesses trampos; eu apenas comecei a pensar demais. Pensando demais, eu me perdi.

Pensei nos últimos dias em que não havia transado com ninguém e como eu sentia falta de ter um corpo contra o meu, mas ao mesmo tempo estava satisfeito em usar meu tempo para falar com dois caras lindos de cara e, provavelmente, de alma. Sim, eu estava achando aquilo sensacional, quase como um “Uau, você ainda consegue se comunicar com outro ser humano sem ter que tirar a roupa, parabéns”. Quando Jung Hoseok dispensaria uma transa fácil para comer lámen em uma lojinha de conveniência?

Talvez fosse algo positivo, talvez não... Sempre busquei me distrair com coisas exteriores, nunca me dando tempo para pensar naquelas portas trancadas em minha cabeça. Bom, não querendo chamar Yoongi e Taehyung de distrações poderia considerá-los então uma espécie de válvula de escape. Duas válvulas de escape extremamente atraentes e interessantes. Com eles eu vinha resgatando algumas características de um Hoseok perdido no tempo e, por isso, eu não sabia o quão positivo era investir tanto naquilo que tínhamos.

O que tínhamos mesmo? Caralho, eu não fazia a mínima ideia, mas não queria rotular nada… Apenas gostaria de continuar vendo os dois e deixar rolar, porque a partir do momento em que seres humanos começam a dar nome às coisas, tudo fica fodidamente complicado. E, com toda a honestidade possível, eu sempre gostei do caminho mais fácil: jogar para debaixo do tapete e seguir em frente sem despender muito tempo raciocinando problemas. Basicamente, portanto, éramos somente um Hoseok, um Yoongi e um Taehyung se divertindo com coisas ordinárias e se distraindo das vidas fora dessa bolha que havíamos criado.

Ao mesmo tempo em que sentia no fundo do meu cerne que o que estávamos vivendo era de fato importante para mim, no entanto, um lado mais racional e defensivo que habitava minha cabeça teimava em me incomodar. Quando as coisas são importantes para você, perdê-las é a última coisa que queremos, pois sentimos a dor da perda. Ninguém em plena saúde mental gosta de sentir essa dor. Deve haver diversas dores pelo mundo, a dor do prazer, por exemplo, é uma delícia, porém, a dor da perda era avassaladora. A dor da perda é aquela que mata aos poucos silenciosamente e consome o espírito a cada suspiro pesado que tentamos dar. É uma merda total.

Eu me conhecia bem o suficiente para saber que estava andando por caminhos perigosos, deixar pessoas se aproximarem assim era arriscado demais. Desde o momento em que percebi que estava animado para conversar com alguém de forma genuína, sem necessariamente pensamentos sujos que me levariam à cama, eu caí na real: eu estava fodido. Isso porque ter alguém com quem conversar, alguém que realmente presta atenção em suas palavras sem olhar para o seu corpo como um pedaço de carne, que sabe a hora certa para falar sobre assuntos sérios e que tem uma mínima noção do que é o mundo real... Ter esse alguém era viciante: você anseia por mais e mais e, ao perdê-la, você sofre.

— Caralho, se fodeu todo, Hoseok. — Sorri a contragosto e bufei antes de tragar o cigarro que descansava preguiçosamente em meus dedos. — Fugiu por anos para, no final, cair nessa armadilha.

Não, não estava falando de paixão e tinha absoluta certeza disso. Sinceramente eu nunca seria capaz de me visualizar apaixonado por alguém e, se um dia isso acontecesse, eu com certeza fugiria para bem longe pelo bem dessa pessoa. Como eu dizia, sei quem eu era perfeitamente…

Yoongi e Taehyung pareciam e provavam ser boas pessoas a cada dia que passava. Eu era um filho da puta por querer um pouco de seu tempo e atenção, mas antes de tudo eu era um ser humano e, sendo um ser humano, eu gostava da sensação de ter pessoas legais ao meu redor, ainda que eu não merecesse. Bom, a conclusão que tirei desse monólogo foi a seguinte: eu era sensato até a página dois, porque eu reconhecia que estava cometendo um erro ao me envolver com pessoas legais, mas cometeria esse erro de forma consciente, pois queria continuar me envolvendo com elas. Isso era muito corno da minha parte?

Eu deveria me afastar enquanto dava tempo, não é? Provavelmente eles não eram tão sedentos por atenção como eu e isso não os machucaria. Um mundo onde Jung Hoseok seria importante para alguém, essa seria a maior piada do século! Ok, eu poderia ser importante para algumas coisas, afinal, eu era um empregado que não faltava sem motivo; eu ajudava a Sra. Cho, a idosa do apartamento do lado, a carregar as suas compras por aqueles intermináveis lances de escada do nosso prédio; eu assinava aqueles abaixo-assinados online para ajudar pessoas desconhecidas e inclusive a causa ambiental; eu era uma boa transa também, ou seja, eu era importante para quem buscasse prazer em uma foda casual... Entretanto, importante no sentido “você faria muita falta se sumisse do meu mapa”; esse importante eu nunca seria para alguém.

Dar um corta naqueles dois lindos jovens perdidos era o mais inteligente a se fazer. Eu sabia fazer uma bela cara de cu, assim como tinha um repertório imenso de sorrisos à disposição: seria fácil demais afastá-los, eu possuía todas as ferramentas necessárias. Se eu tivesse uma mínima importância para Yoongi e Taehyung, a hora certa para cortar laços era por agora, quando sairíamos menos machucados… Só que estar viciado em uma droga era de fato uma droga. Eu estava viciado naquelas duas figuras tão distintas, porém, tão interessantes a ponto de me fazer ter essas porcarias de debates mentais e não querer me afastar mesmo sendo o certo. Que merda, Hoseok!

Terminei meu segundo cigarro e respirei fundo, imaginando brevemente quanto tempo de vida meus pulmões possuíam, mas isso logo desapareceu junto com minhas frustrações ao encarar meu reflexo no espelho. Por fora eu era realmente uma pessoa bonita, modéstia à parte.

Pigarreei e concentrei-me bem em meu reflexo, principalmente em meu rosto. Minhas expressões faciais pareciam denunciar que passei tempo demais perdido em meus próprios pensamentos e isso fazia com que uma sensação de fragilidade e impotência nublasse minha mente.

— As coisas vão bem, Hoseok. — Coloquei um sorriso bem arquitetado no rosto e fiquei assim até me convencer de que aquele sorriso havia alcançado o brilho de meus olhos. — Não se permita se perder em vícios quando as coisas vão tão bem…

 


Notas Finais


Oi, tudo bom? Como vocês estão? Espero que estejam bem, alimentando-se direitinho e bebendo água.

Espero que tenham gostado desse capítulo, pois queria mostrar um pouco do lado que Hoseok tenta a todo custo esconder de todos e até mesmo de si mesmo. Quando usamos máscaras por muito tempo, acabamos por acreditar em nossas próprias mentiras e omissões. Então desejo do fundo do meu coração que encontrem alguém com quem conversar sem medo e sem preocupações, porque guardar tanta coisa sozinhx pode ser doloroso demais.

Obrigada por lerem e até o próximo capítulo.

Beijos, gracinhas. ♥

P.S: Obrigada pelas palavras de encorajamento e os favoritos. Fico extremamente feliz que estejam gostando!!!


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