História Stress - Capítulo 16


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hidan, Itachi Uchiha, Kakuzu, Kisame Hoshigaki, Sasori
Tags Kakuhida, Kisaita, Sasodei
Visualizações 235
Palavras 2.962
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, hey ~
Capítulo de ressaca moral pelo enem. Afinal, alguém realmente foi bem na parte de matemática? ~
Agora notei, em plena segunda! A ressaca é dupla² HAUSHAUS.

Peço desculpas se demorei a adiantar esse capítulo, apesar de estar adiantando em dois dias por causa do feriado. Enem, álbum novo do Epik High, minha fic nova KisaIta que sairá em breve e um período no hospital foram os culpados. Fora isso, alguns problemas pessoais, psicológicos e algo dentro do site por pouco me fizeram desistir da conta, mas bem, estou viva e postando
ʕ •ᴥ•ʔ. Desculpem mesmo, e eu vou fazer o possível para que não se repita.

Como de costume, agradecendo as meninas dos comentários, especialmente aos destacados. Muito obrigada, como sempre e para sempre. Holy shit, chegamos aos 74 favoritos! Yey!

Não temos avisos nesse capítulo, light, light. Mentira -q.

Capítulo 16 - Euphoria


- Hey, Deidara, que b –

- Não fala comigo agora, tô muito ocupado! – Deidara desviou do vizinho, galgando o último lance de degraus de dois em dois. O homem se apoiou no corrimão, assustado. Logo sua expressão se tornou um sorriso aberto; aquele moleque era cheio de energia.

– Ok, nos falamos mais tarde!  

Ele não se deu ao trabalho de responder. Abriu a porta desengonçadamente, equilibrando as sacolas enquanto tirava os sapatos. Respirou fundo, satisfeito. Fechou a porta com o pé e arrastou as sacolas até a sala.  

De joelhos, empurrou a mesinha de centro e despejou o conteúdo dos sacos no tapete. Eram materiais para esculpir e um pacote de argila pronta para moldar. Um sorriso nostálgico enfeitou seu rosto, fazia muito tempo que aquele lado de Deidara não se mostrava.

Bom, artistas as vezes eram obrigados a largar suas aspirações para colocar comida na mesa, e consigo não fora muito diferente. Seu pai estava ficando doente por aspirar muitos produtos químicos na pedreira, era filho único e órfão de mãe; vítima de um derrame no meio do expediente na fábrica. Ninguém naquela época ousava dizer que excesso de trabalho matava, e infelizmente as coisas continuavam caminhando para o mesmo fim; apenas com pessoas diferentes.

Afastou as más lembranças da mente, voltando a sorrir ao lembrar da razão especial de ter comprado velhos materiais com a ideia de esculpir. Sasori. Lembrar dele lhe dava inspiração, e inspiração era o combustível para sua arte despertar das cinzas. Ficou tão distraído que acabou se furando com a faca que abria o pacote.

Droga, tinha mesmo agido como um tremendo idiota, não é? Logo ele, que sempre demonstrava muito bem o que queria. Três beijos e um monte de confusão mental era mesmo um balanço positivo para a situação?

Tudo bem, ignorar o sentimento não era mais uma alternativa plausível, estava um tanto cansado de mentir para si mesmo. Tinha uma ligeira queda monumental de penhasco por Sasori; tão ligeira e pequena quanto um segundo antes de ser atropelado por um trem bala. Queria arranhar a pele até o sentimento instável e borbulhante que fazia suas mãos tremerem transbordar.

Parou por um momento de mexer nos materiais, respirando fundo. Sua cabeça estava bagunçada de aleatoriedades, flashes da tarde anterior e pensamentos de como deveria agir com sua pequena e destrutiva queda pelo ruivo. O que tudo aquilo andava significando para ele?

Sasori era um cara muito difícil de se decifrar, ficaria muito mais fácil abrir seu crânio e captar meia dúzia de vibrações do que ele abrir a boca. Apesar de soar repulsivo no início, agora aquilo incitava Deidara a continuar. Ele havia gostado, claro, ou teria o afastado muito antes da menção em ser tocado. Isso lhe dava confiança – mesmo que um tanto vaga. O perfil dele também se assemelhava muito com o de Itachi: homens com uma ponta estranha de “gentileza” capaz de enganar para disfarçar emoções.

Parte de si queria colocar o pé no freio e considerar se não estava se envolvendo com Sasori da mesma forma que se vislumbrou com Itachi, mas a verdade era que não estava. Tudo que sentira com o Uchiha não era nem metade do que vivenciou na casa do Akasuna. Os olhares de ternura, o beijo, o gosto de kiwi nos lábios dele. O estomago dolorido de ansiedade, as mãos suadas. Um encontro e estava com 13 anos de novo, apaixonado pelo vizinho de andar, quase 8 anos mais velho.

Sorriu, amassando um pedaço de argila entre os dedos.

Iria chama-lo para sair no trabalho. Precisava desvendar aquele homem e, sem dúvidas, repetir aquela tarde mais algumas vezes.

[...]

Nagato bufou, abrindo a mão como um polvo no rosto de Konan.

- Konan, se afasta! Tô tentando pesquisar o nome dele no Instagram! – a mulher soltou uma exclamação dolorida, se jogando para trás. – E é difícil me concentrar com você cheirando meu cangote desse jeito!

- Me deixa, estou curiosa também! – ela voltou a se empoleirar nos ombros de Nagato, que tentou afastá-la usando o cotovelo. – Tem certeza de que eles se viram ontem?

- Sim, juro pela minha mãe. – ele revirou os olhos.

- Nossa mãe está morta, Nagato. – Yahiko murmurou, entrando na sala. Buscou um lugar vago ao lado da noiva e seu irmão, mesmo sendo esse um pedacinho do sofá. – O que estão fazendo?

- Vigiando a vida do Sasori. – os olhos de Nagato ainda estavam grudados no celular. Ele se virou para a mulher. – Ei, Konan, lembra do sobrenome do Deidara?

- Você trabalha atrás dele, como eu vou saber?

- E você faz terapia junto com ele, como não saberia?

- Deus, vocês dois. – o outro segurou a ponte do nariz. – Larguem esse telefone e vamos sair para beber, depois vocês perguntam a ele amanhã.

- Não, isso está fora de cogitação. O momento em que você está curioso deve ser o momento em que você precisa satisfazer isso.

- Concordo com ele. – Konan reiterou. – Temos um novo casal na área, então precisamos avaliar esse Deidara para saber onde nosso irmão está se metendo.

- Sasori é nosso irmão? – Nagato encarou Konan confuso.

- Finge que é, estupido. Hm, que tal esse perfil?

- Não, o cara tem cabelo preto. – o ruivo negou com a cabeça, o dedo rolando pelos resultados da pesquisa.

Yahiko deu de ombros. Ao menos sua noiva não estava com a cara enfiada nos jogos ou nervosa por conta dos origamis. Ela estava ficando cada vez mais estressada por qualquer motivo, e ele não sabia exatamente como ajudar. Se ela continuasse o tratamento de silencio sobre o que se passava em sua casa, teria que dar um jeito.

- Consegui! Olhe, olhe, não é ele? – Nagato estava quase afundando o celular no rosto de Konan. – Olhe, não é a casa do Sasori?

- Como eu vou saber?! – Yahiko se encolheu com o berro da noiva rente ao seu ouvido. – Meu Deus, eles estão no amor!

- Claro! Olhe, ele tirou foto da Homura no quarto do Sasori, e depois essa daqui... é na entrada da casa dele...! – Konan tomou o visor do amigo e espiou as fotos, soltando um uivo animado. – Queria ter apostado, nunca erro!

- Isso é obvio, Sasori nunca namorou antes. Qualquer um além de nós que consegue entrar na casa dele já é digno de casamento. – o homem de cabelos laranja resmungou, pousando a cabeça sobre a mão. Dois pares de olhos o encaravam com reprovação. – Vocês parecem duas fangirls, parem com isso.

- Deixa de ser estraga prazeres, é melhor do que agourar o relacionamento alheio. – Konan lhe deu um cutucão generoso. Imediatamente a sala foi preenchida com os toques do seu celular. – Só um instante, tenho que atender.

Nagato continuou fuçando o perfil de Deidara. Como “melhor amigo” de Sasori, era seu dever vigiar qualquer um que pudesse se aproximar dele com más intenções. Não sabia quais exatamente eram as de Deidara, mas também não precisava prever que ele tinha uma intenção com o Akasuna; ou não estariam tão próximos.

- Com medo que seu trabalho enfim tenha um descanso? – era a voz de Yahiko em seus ouvidos.

- Nunca cobrei por nada que fiz a Sasori, ou Chiyo-baa poderia puxar meu pé a noite. – suspirou, deixando o celular de lado. – Deidara e nem ninguém pode servir de cura, mas qualquer interação humana já é um começo.

Yahiko sorriu, puxando o irmão para um abraço desajeitado.

- Ele não vai tentar de novo, está bem? Estamos de olho, vai dar certo.

Os ombros de Nagato ficaram tensos. Às vezes, fardos ou não, ficava difícil ter que lidar com certas coisas. Sorriu fraco, retribuindo o aperto em um dos braços de Yahiko. Não diria nada para ele, ou acabaria mentindo sobre sua positividade com a situação.

- Hey, casalzinho, preciso ir pra casa agora. – Konan se aproximava com o rosto grudado no próprio celular.

- Precisa de companhia, querida?

- Tch, não venha cheio de apelidos. – ela se aproximou e beijou a testa de Yahiko. – Não precisa, eu mando uma mensagem quando chegar.

- Até mais, Konan, minha parceira de espionagem. – Nagato acenou. Recebeu um sorriso gracioso vindo dela.

[...]

Itachi ouviu o distante “click” da porta e em seguida, a movimentação de alguém na entrada. Piscou preguiçosamente, voltando a olhar para a tela da TV. O corpo quente no qual estava deitado se remexeu e canal foi trocado.

- Eu tava assistindo aquele filme.

- Ah, é? – Kisame levantou sua franja e deixou um beijo ali. – E qual era o nome do filme?

- Sei lá, algo co-

- Eu estou atrapalhando alguma coisa? – os dois desviaram o olhar para Sasuke, que se aproximava com ambas as mãos no rosto. Hoshigaki gargalhou quando o garoto tropeçou no tapete e foi obrigado a tirar uma das mãos que ocultava sua visão. – Tch, merda.

- Palavreado, Sasuke.

- Olha quem resolveu voltar para casa, isso são horas?

- Você não é meu pai. – Sasuke resmungou, tirando a mochila das costas. – E você já não deveria estar fora daqui?

- Não ouvi reclamações sobre o assunto, então minha bunda não irá se mexer. – ele deu de ombros. – E corrigindo, se eu fosse seu pai, seria o pai legal.

- Você não ficaria até segunda na casa do Naruto? – Itachi inquiriu, curiosamente. Estava louco para provocar o irmão sobre o Uzumaki, depois forçá-lo a contar tudo que andava acontecendo. Só não o faria na presença de Kisame porque aí já seria apelar demais para a sorte. – Quem sabe dar mais uns b-

Parou de falar com o barulho brusco da mochila batendo do tampo de vidro da mesa, a expressão de Sasuke tão indignada que mais parecia que Itachi acabara de ofender seus ancestrais.

O garoto cerrou os dentes, franzindo a testa. Balançou a cabeça em reprovação e saiu pisando duro. A porta do quarto dele bateu em seguida, e não precisava ser gênio para saber que Sasuke havia trancado.

A sala ficou em silêncio alguns segundos até Kisame gargalhar tão alto que fez o namorado despertar.

- Nunca vou entender esse moleque, juro.

Mesmo culpado – e temendo pisar em mais ovos no futuro -, Itachi acompanhou o namorado nas risadas. Rir de Sasuke as vezes era muito divertido.

[...]

As botas de Konan se arrastaram na superfície metálica da escada enquanto ela se apoiava no corrimão, bocejando sem parar. Poderia ter pedido mesmo carona a Yahiko, ao menos ele pudesse fazê-la rir com alguma piada idiota ou até mesmo a carregar nas costas. Subir lances de escada até em casa era cansativo.

No topo da escada, viu uma silhueta escorada ao lado de um apartamento qualquer.

- ... tá, depois eu falo com voc- Konan, ei, Konan! – Konan tentou desviar a atenção para continuar andando até o próximo lance de escadas, mas com Kenjiro logo na ponta, foi impossível se desviar da mão que se fechou como uma garra em seu antebraço. – Konan, espere.

- O que você quer? – ela se virou muito, muito ofendida. Ser tocada por outra pessoa – principalmente a quem tinha prometido nunca mais falar – era um ultraje, vergonhoso. Se forçou a manter calma, gritar seria imperdoável. – Hã? O que você quer depois desse tempo todo?

- Nada, eu só... – Kenjiro parecia estar escolhendo suas próximas palavras. – Olha, não precisa fugir de mim toda vez que me vê, não voltei com o propósito de ser uma assombração em sua vida.

- Pois parece ter virado. – Konan respondeu, ameaçadoramente. Sua paciência fora drenada no segundo em que viu o homem indo ao seu encontro. – Kenjiro, eu quero que pare com seu joguinho.

- Que joguinho? – o aperto em torno de seu antebraço se acentuou. Ela o encarou com fúria contida, tentando forçar o braço para baixo. – Que jogo, Konan?

- Por favor... você nunca gostou da minha mãe ou da minha família, por que está tão interessado em nos ajudar?! Por acaso está tentando ganhar pontos com a pessoa que chamou de “megera”? Ao menos ela teve razão em nunca gostar de nós juntos, fez de tudo para nos separar.

Os olhos negros e vítreos do homem brilharam de malicia.

- Mas não sou eu quem estou vivendo como um rato, fugindo da sogra porque não tem peito para falar com uma simples senhora.

Konan cerrou os dentes, lançando a outra mão com unhas grandes direto na origem do aperto. Aoyama grunhiu e se afastou alguns milímetros.

- Fale assim de Yahiko outra vez, e eu juro que te mato. – rosnou. – Ele é tão digno quanto você jamais seria, pedaço inútil de merda. – ele sorriu, mas seu sorriso parecia nervoso e longe de ser convencido. – Fique longe da minha mãe e de mim se não quiser ter a polícia em sua cola.

 - Policia? – ele torceu uma sobrancelha em sarcasmo.

- Ou isso aqui – sua mão foi parar no bolso dianteiro da calça, erguendo a vista de Kenjiro um estilete bem afiado –, direto nas suas bolas.

Houve um silencio no corredor, opressor e quase insustentável.

- Você poderia ser melhor que isso, Kenjiro. – Konan o encarou com desprezo e uma ponta de tristeza. – Uma pena que os manipuladores sempre fiquem para trás quando as marionetes decidem fugir.

Ela se virou, o estilete em punho para caso fosse puxada outra vez. Embora preparada, Konan sabia que ele não tentaria nada. A era de abusos psicológicos havia terminado.

Sua mãe estava na cozinha quando ela entrou, cantarolando algo como se estivessem em pleno natal. Ao ouvir a porta batendo, correu para o batente da porta, as mãos úmidas de encontro a um pano de prato.

- Querida, você está pálida! – a mulher correu até a filha, checando sua testa com dedos gelados. Konan grunhiu e tentou se afastar. – O que aconteceu?

- Nada, mamãe, eu estou bem. – se desviou da figura materna, tirando as sapatilhas de qualquer jeito. – Vou direto pra cama, tive um dia difícil.

- Em pleno domingo, Konan?! – sua mãe gritou logo atrás de si, os passos a acompanhando como uma galinha atrás de milho. Tinha vezes que sua mãe parecia estar cacarejando como uma. – Aquele homem te fez alguma coisa?!

Teve como resposta o silêncio, e em seguida a porta batendo.

Konan jogou a bolsa no chão, correndo para as cobertas como se houvesse alguém atrás. Respirou fundo antes das lágrimas correrem.

[...]

O gato preto se espreguiçou e miou para o homem de pé um pouco mais a frente, afiando as presas no lençol novo. Ouviu dele um xingamento em seguida abafado pelo barulho da serra cortando pedaços de madeira. Mesmo parecendo distraído ou concentrado no trabalho, Sasori sempre demonstrava irritação quando Hiruko resolvia descontar suas frustrações na roupa de cama.

Após dividir um bloco em duas partes, ele foi se aproximando do animal.

- Hiruko, saia daí. – sacudiu as mãos para o gato, que apenas rolou como se pedisse carinho. – Saia, saia, não aguento mais comprar lençóis novos.

Hiruko fez um chiado de desagrado. O ruivo capturou o gato e o soltou no chão. Sabia que ele voltaria para o mesmo lugar quando não pudesse repreendê-lo, mas ainda tinha esperanças de adestra-lo um dia, ou algo parecido.

- Eu devo ser um péssimo dono, huh? – murmurou, olhando para baixo, onde o bichano já se preparava para subir em outro móvel velho do porão. Dessa vez, a velha cadeira de balanço de sua falecia avó. – Se eu fosse você, não ficaria nessa quinquilharia. Aquela velha pode ter deixado alguma maldição aí.

O gato miou e fechou os olhos, aconchegado na cadeira coberta por panos.

Talvez fosse mesmo um péssimo dono. Ao lembrar de Deidara, suas feições ficaram mais relaxadas. As mãos enluvadas acabaram por tocar os lábios outra vez, como que revivendo aquela experiência. Por pouco e aquilo o marcaria como seu primeiro beijo.

Soltou um resmungo travestido de indignação e um pouco de vergonha de si mesmo. Não adiantava em nada remoer o que poderia ou não fazer com Deidara, até porque ele tinha fugido e provavelmente continuaria evitando um contato mais direto. Espera, o que poderiam mesmo fazer?

Não sabia mais o que pensar, em anos se sentindo perdido. Ele não gostava em nada do sentimento doloroso de estar perdendo algo importante, ou algo que já deveria saber e que todos sabiam. Como da vez em que foi questionado por nunca ter frequentado uma escola numa entrevista de emprego. Como uma trivialidade poderia ser um elemento decisivo sobre alguém? Sempre se perguntou, desde aquele dia.

Tirou as luvas e suspirou. Que bagunça estava sua mente, parecia uma sopa de letrinhas ambulante. Voltara a experimentar a sensação de desorientação, ansiedade e vergonha por estar nutrindo sentimentos por alguém. Poderia ser algo mágico, mas Sasori tratava como se estivesse começando a ficar doente. Uma febre sem causa ou cura, apenas que piorava e aumentava a cada instante. Labaredas altas em seu rosto e lábios pulsando, o coração dançando break com o estomago. Mãos frias e suadas.  

Se seu gato pudesse se expressar, teria gargalhado do humano inexperiente e idiota, agindo como uma garotinha apaixonada e indefesa. Ele não era indefeso. Ele não poderia ser indefeso a mais nada.

Um barulho distante chamou sua atenção. Voltando para a mesa, viu que era seu celular recebendo uma nova mensagem. Ao desbloquear a tela, quase desfaleceu ao ver que o remetente era Deidara.

“Espero que goste! :D”

Acompanhada de uma foto onde ele exibia do alto uma sala toda bagunçada e coberta de jornais, algo que parecia ser argila e potes de tinta guache espalhados. Seu sorriso era tão grande e caloroso que Sasori pensou estar assistindo um filme na TV. Os músculos dele não doíam ao sorrir daquele jeito? E o que ele estava planejando?

“Espero que goste. ”

Ele estava gostando desde o primeiro instante que o vira. 


Notas Finais


Se alguém entendeu as entrelinhas, por favor, não me matem ainda -q. Mas se quiserem, eu deixo ʕ •ᴥ•ʔ

Uma leitora no chat me perguntou sobre o sobrenome do Deidara, então sim, eu já finalizei o nome. Vou adaptar com o passar dos outros capítulos, pode ficar tranquila!
Se eu tiver deixado passar alguma resposta direta, tem o link do meu facebook no meu perfil, fiquem a vontade (ó㉨ò)ノ♡

✪Um pequeno aviso✪:
Esse mês, não teremos duas atualizações mensais. Estou meio que na "corda bamba" e preciso de um tempinho pra organizar o calendário de postagem outra vez, e ajustar os capítulos que estão sendo postados no Nyah. Desculpem o transtorno ><.


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