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História Strike The Walking Dead - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Ascensão - Parte I


Fanfic / Fanfiction Strike The Walking Dead - Capítulo 3 - Ascensão - Parte I

Stefane é apresentado à Samuel e a Marcos por Pedro e, enquanto os dois puxavam conversa com Stefane, Pedro chama Felipe à sós para conversar.

- Irmão, preciso conversar contigo.

- Diga... é sobre a Stefane?

- Isso mesmo, Felipe.

- O que aconteceu?

- Pelo que ela me contou, ela presenciou um acidente e também uma cena de suicídio de um dos policiais no mesmo local.

- Caralho! Que pesado. - disse Felipe com uma voz um pouco mais alta e espantada.

- Silêncio, corno! Fala baixo... Não quero que ela fique lembrando. Vou preparar uns pratos e levo pra vocês. Vê se não deixa ela muito sozinha ou que os outros tentem saber por ela o que aconteceu.

- Tudo bem, Pedro. Vai lá, cuido das coisas aqui.

Nesse momento, Pedro entra na casa e vai buscar o arroz e a salada de maionese que havia preparado antes de chegarem.

Felipe, por sua vez, volta para conversar com Stefane e com os outros.

· As horas passam...

Felipe já havia bebido muitas latas de cerveja quando Marcos percebe o horário, assim como Stefane.

- Caralho! Olha a hora, preciso ir - diz Marcos olhando seu relógio e espantado por já ser tarde e não ter comunicado seus pais.

- Eu também preciso ir. Preciso buscar o Lucca na casa do José ainda - disse Stefane deixando a latinha de cerveja que acabava de tomar na mesa.

- Eu levo você - dizia Felipe com uma voz songa.

- Não, não vai levar ela não, no estado que está, você vai dormir aqui em casa mesmo - disse Pedro, único entre todos que não havia bebido por conta de seu problema cardíaco - eu te levo, Stefane e, para os demais, eu chegando arrumo a casa para vocês dormirem aqui, não vão sair bêbado como estão.

- Tá, tá, tá... - dizia Felipe ja debruchado sobre a mesa.

- Vamos, então... - fala Stefane se levantando.

Stefane, se despede de todos que ali estavam e entra no carro.

Pedro, já dirigindo a caminho da casa de José, começa um pequeno diálogo com Stefane.

- Então, Stefane, gostou?

- Sim, sim, gostei. Ja fazia muito tempo que não saía me divertir.

- Que bom que tenha gostado. Meus amigos são meio loucos, mas eles sempre estão quando precisam - afirmava Pedro.

Nesse momento, Stefane sorri, vira seu olhar para fora do carro e assim, continua por um bom trajeto. Pedro percebendo o silêncio de Stefane, resolveu respeitar.

Continuando a avenida, Pedro estranhava o tráfico dos carros, mas assim continuava dirigindo.

- Nossa, este horário trânsito não é normal... - disse Stefane.

- Sim... Está mesm... - Pedro é interrompido bruscamente por um carro que bateu na traseira de seu carro - Mas que porra!?

Os carros atrás de Pedro começaram a acelerar e bater na traseira dos outros. Pedro olhava pelo retrovisor e via que as pessoas começaram a sair correndo de seus carros.

- Você está bem, Stefane?

- Sim, estou... O que será que pode ter acontecido?

- Eu não sei, deve ser algum assalto. Não faz sentido essa muvuca! - respondia Pedro tentando entender toda a bagunça.

- Olha, aquele caminhão!

O olhar de Pedro então avistou que um caminhão estava andando desgovernado até que, depois de bater subitamente em vários carros do outro lado da avenida, tombou.

- Minha Nossa Senhora! Precisamos sair daqui. Isto está virando uma loucura - disse Pedro - Venha!

Pedro, então, abriu a porta de seu carro e saiu. Stefane, repete o ato de seu colega e sai do carro. Pedro olha para o lado de onde as pessoas estavam fugindo e percebe que alguns estavam atacando os outros de forma violenta. Uns batia a cabeça de outro em partes sólidas, outros mordiam todas e quaisquer partes do corpo das pessoas próximas como um animal instintivo e selvagem.

- Pedro!!! - gritava Stefane.

- Venha! Vamos sair daqui - disse Pedro segurando as mãos de Stefane e começando a correr como se sua vida e a dela dependesse disso.

Muitas pessoas continuavam a avenida a frente, mas em certo momento, as pessoas começaram a retornar daquela trajetória, gritando e apavoradas. Pedro olha para o lado da avenida e percebe que, poucos metros a frente, havia um retorno no qual abria possibilidade de irem para uma rua paralela à avenida. Sem pensar duas vezes, segura a não de Stefane novamente.

- Venha, Stefane. Precisamos sair da avenida e desse caos. Venha comigo!

Stefane concorda com a cabeça e segue Pedro.

Os dois vão em direção ao retorno e sobem até a rua paralela à avenida, onde tudo parecia mais calmo e ali tomam fôlego.

- Você está bem? - pergunta Pedro à Stefane.

- Eu acho que sim...

- Por mais que eu não apoie a ideia dos meus amigos dirigirem bêbados, vou ligar pra eles virem nos buscar. Tudo bem?

- Pedro, eu quero buscar meu filho.

- Eu sei, Stefane. Mas com essa zona, é mais seguro pra você ficar em casa e ele na casa de José. Você não concorda?

Nesse momento Stefane sentasse na guia da rua e começa a chorar.

- Eu só quero meu filho! - chorava e dizia Stefane.

- Está certo, então, vamos até ele. Vou ligar pro José perguntar sobre ele.

Pedro pega seu celular e disca o número de seu colega da faculdade. Enquanto Stefane chorava, ela ouvia um ronco, como se fosse um animal se aproximando. Stefane se levanta e olha pelos lados e percebe que um homem estava indo em direção a eles.

- Pedro!! Um homem!

- Que!? - perguntou Pedro olhando e avisando o homem bem próximo a ele.

- Ele vai te atacar!! Cuidado!! - gritou Stefane.

· Enquanto isso...

Samuel e Marcos ajudam Felipe à deitar no sofá da casa de Pedro, já que o mesmo estava muito bêbado para andar sozinho. Poucos instantes depois, Felipe dorme.

- Já dormiu!? Fala sério! - dizia Samuel.

- Vou ligar pros meus pais e avisar que vou dormir aqui hoje, entre tomar um banho enquanto isso, Samuel.

- Beleza - concorda Samuel.

Marcos, então, senta-se no sofá e pega seu celular e liga para o seus pais.

- Alô? Mãe?

- Oi, filho, cadê você? Está tudo bem?

- Estou sim, mãe. Estou na casa do Pedro e vou dormir aqui hoje, eme insistiu, eu bebi um pouco, acredito que não convém dirigir.

- Isso mesmo, fique aí! Depois do que está acontecendo na Avenida São Paulo, não quero você vindo embora essas horas...

- Pera, o que está acontecendo?

- Liga o noticiário que você vai ver. Filho, espere até as coisas se acalmaram para voltar.

- Tabom, mãe, te amo, fique com Deus.

- Amém, também te amo, filho. Até.

Marcos, então, desliga a ligação e liga a televisão no noticiário, já pensando em Pedro e Stefane.

O noticiário de sua cidade informava:

"Notícias urgente: carnificina em avenida deixa muitos mortos, muitos veículos destruídos e surto do VID-Z está em crescimento exponencial por todo o mundo. Governadores declaram estado de calamidade pública. Sobre o assunto, o exército brasileiro já foi acionado e está a caminho das principais cidades nacionais afetadas Protestos a favor da não-agressão dos policiais aos infectados aumentam[...]"

- Meu Deus do céu! Será que o Pedro e a Stefane estão bem!? Vou ligar para eles.

Marcos sem exitar, liga para Pedro, mas a ligação cai na caixa postal. O mesmo acontece quando tenta ligar para Stefane.

- Eles não atendem... Será? Não! Não vou ficar pensando o pior. - dizia Marcos andando pela sala.

- Como assim "não vou ficar pensando no pior"? O que aconteceu? - pergubta Samuel saindo do banheiro.

- Na avenida está tendo outra espécie de paralisação ou greve, não sei, aqueles infectados estão se mostrando agressivos e os policiais estão revidando. Parece que está uma carnificina.

- E você ja tentou ligar para eles? - pergunta Samuel.

- Sim, já tentei ligar, mas só cai na caixa postal. Estou ficando preocupado.

- Eu vou ir atrás dele, eu não bebi tanto quanto você e o Felipe - disse Samuel já procurando as chaves de seu carro no meio de suas coisas.

- Não vamos sair ainda, vamos esperar notícias.

- Se ficarmos sentados, quem garante que eles estarão a salvos até lá? Eu vou pela rua paralela à avenida, daqui a pouco eu volto.

- Pode ser perigoso! Fique aqui por mais um tempo. O Pedro sabe se virar.

- Olha, eu estou indo, fique e cuida do Felipe. Te dou notícias por mensagens no Whatsapp.

- Você é teimoso! Mas está bem.

Samuel, então, pega as chaves e seus documentos e sai daquele local em busca de Pedro e Stefane. Marcos fica, fecha a casa e entra, senta-se no sofá e tenta novamente ligar para Pedro e Stefane. Os segundos do relógio daquela sala não se movia, segundo a relativa visão de Marcos diante de toda a situação.

Alguns minutos depois, Stefane retorna a ligação de Marcos.

- Alô!? - atende Marcos.

- Marcos? Você ligou?

- Sim, Stefane, vocês estão bem? Eu acabei de ver o noticiário sobre o que aconteceu na avenida.

- Estamos bem, uma loucura, estamos voltando para a casa do Pedro.

- Esta bem, fiquem na rua paralela à avenida, o Samuel foi buscar vocês.

- O quê? Não! Avisa ele para não vir por lá! Está cheia de infectados agressivos!!

- Sério?! Vou avisar ele, vocês chegam logo?

- Sim, vai lá e avisa ele.

- Está bem.

Marcos, desliga a ligação e já começa a discar o número de Samuel.

- Vai, vai, vai, atende, seu cabeçudo!

C O N T I N U A 



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