História Stripper - Capítulo 14


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Categorias Cole Sprouse, Lili Reinhart
Personagens Cole Sprouse, Lili Reinhart
Tags Sprousehart
Visualizações 23
Palavras 2.791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - 14


Capítulo 14

Cole  ROLOU a tempo de ver um traseiro nu – um belo traseiro nu – desaparecer em seu banheiro durante o quarto dia consecutivo.

 Lili tinha permanecido no apartamento dele desde o passeio no domingo. 

Ambos tinham ido trabalhar, com ela sempre saindo antes dele todos os dias. 

Ele chegava em casa mais cedo também, ansioso para estar lá quando ela entrasse. 

Ele estava totalmente na dela e amando cada minuto. Falando em minuto, ele olhou para o relógio e fez uma careta. Faltava pouco para 5h. 

Ninguém deveria ter de se levantar tão cedo assim. Resmungando, ele deitou-se de costas e jogou um braço sobre os olhos a fim de bloquear a luz do banheiro. A perturbação no ar trouxe consigo a insinuação fraca do perfume do lado dela da cama.

O lado dela da cama.

Cara, ele gostava de como isso soava. Ele rolou de novo, enterrando o rosto no

travesseiro e inalando o perfume característico que era todo dela – perfume combinado a

shampoo, laquê de cabelo caro e algo levemente exclusivo dela.

Eles iam cedo para a cama todas as noites, mas dormiam tão tarde que não faziam ideia

de como ela ainda estava funcionando. Nas conversas entre as sessões de amor quase

louco, eles aprenderam muito sobre o outro. Pequenas coisas, como o fato de ela adorar

sanduíche de manteiga de amendoim, creme de chocolate e banana. Ou que ele queria ser

piloto quando criança, mas que sua experiência nos céus se limitara a empinar uma pipa.

Que ela queria um cachorrinho de qualquer jeito, mas sentia que não tinha espaço nem

tempo para a raça que desejava. Que a comida favorita dele era caranguejo-rei. Que ela

odiava frutos do mar com uma paixão fervorosa. Todos os tipos de semelhanças e

diferenças que a tornavam tão real para ele, assentando-se em seu coração de um jeito que

deveria ter requerido meses e meses de empenho e, no entanto, se dera de maneira quase

imediata e absolutamente sem esforço.

Por algum acordo tácito, nenhum deles falou sobre seus empregos diários.

Conforme Dan tinha avisado, na segunda-feira, os engenheiros tinham confirmado a

aprovação da Agência de Proteção Ambiental, porém tinham informado que o projeto da

Soberana custaria muito mais do que o previsto inicialmente. Cole nunca tivera a

oportunidade de conhecer a equipe de engenharia – as propostas tinham sido feitas às cegas a fim de evitar comportamento antiético. Mas eles estariam lá para a reunião com a

diretoria, apresentando o projeto. O que cairia muito bem, uma vez que ele precisava de

toda a ajuda possível para convencer o conselho a desembolsar ainda mais dinheiro. Mas

tudo isso era um estresse que ele não queria trazer para o relacionamento com Lili e,

além disso, a julgar como ela chegava cansada em casa, não havia porquê lhe oferecer mais

aborrecimento.

O encanamento estremeceu um pouco abaixo do assoalho quando Lili ligou o

chuveiro, e Cole  ouviu o som da cortina sendo fechada segundos antes de ele ouvir os xingamentos dela.

Deitando-se ao lado dele, ele escutou e sorriu.

– Você sempre se esquece de que a água leva alguns minutos para esquentar – berrou ele.

– Eu te odeio – gritou ela de volta.

Cole  não tinha ideia se ela estava falando com ele ou com o aquecedor.

 Não importava.

Ele estava tão feliz que não teria dado a mínima se tudo tivesse sido dirigido a ele.

O sono o dominou em algum lugar entre o último pensamento e a compreensão

fundamental de que ele se apaixonara totalmente por aquela mulher em questão de dias.

Ele acordou algum tempo depois, sentindo dedos em seu cabelo e lábios macios em sua

têmpora.

– Tenho que pegar algumas roupas em casa. Já usei todas que eu trouxe no domingo.

Suspirando, ele lutou contra a vontade de retornar ao sonho no qual estivera preso. 

A cama se deslocou quando Lili  se afastou.

– Você devia pedir folga e passar o dia comigo – murmurou ele, metade do rosto ainda metida no travesseiro. 

O travesseiro dela.

Um sorriso rondou a resposta dela.

– E qual ia ser a boa do dia?

– Nós dois.

Dessa vez, ela riu.

– Tenho uma reunião daquelas hoje.

– Reunião daquelas, hein? Eu não sou páreo para esse tipo de entretenimento. – Ele rolou para o lado, esfregando o rosto com uma das mãos. – Foi um devaneio, de qualquer forma. Meu dia também está cheio de tarefas das quais não posso me livrar. –Mesmo que ele quisesse. E ele queria.

Lábios macios roçaram pela bochecha dele e pararam no queixo.

– Eu adoraria ficar aqui. Duvido que a reunião vá ser boa. Aparentemente, o diretor ao qual seremos apresentados hoje é um verdadeiro chato.

– Ligue quando acabar. Vamos almoçar. Ou nos agarrar. Tanto faz.

Ela riu, o hálito quente acariciando a pele dele.

– Oh, e Lil?

– Sim?

– Se o cara for realmente um chato, cuidado para não ser infectada. 

Desta vez, a risada dela veio em repiques, o som aquecendo-o enquanto ele caía no

sono outra vez. Ele ia sentir saudade dela esta manhã, mas também tinha suas montanhas

para escalar.

O estômago de Cole  se revirou quando seu coração trovejou dentro do peito como o

martelo de Thor. Opânico o deixou sem fôlego e transformou seu fígado em patê. Atingiu

todos os nervos, martelando-o até ele cerrar as mãos e seus músculos se contraírem

numa dolorosa câimbra de corpo inteiro.

Sua principal preocupação era que o conselho aprovasse a proposta do engenheiro,

uma proposta que ele não podia se dar ao luxo de financiar sem mais dinheiro de seus

investidores. Ele teria que convencê-los a escarafunchar os próprios cofres para

disponibilizar a diferença entre o que ele tinha em caixa e em ativos versus o que a

proposta exigia. E eles não iriam gostar.

Ele não queria lidar com a banca hoje. O potencial para uma ruína financeira e para

perda de seu sonho não tinha o direito de esmagar a felicidade, a sensação de

companheirismo que ele finalmente havia encontrado. Um passo em falso e ele estaria

ferrado. Ele só precisaria garantir que isto não acontecesse. Independentemente de

qualquer coisa.

❤❤❤

PERDIDA EM seus pensamentos, Lili  entrou pela garagem anexa ao seu prédio. Ela havia

vivido tanta coisa nos últimos seis dias com Dalton que estava sentindo-se um tanto

irascível – serena, porém inconstante; amedrontada, porém empolgada; perdida, porém

encontrada. Tão completamente encontrada. Ela nunca havia se sentido tão segura de seu

lugar, e este lugar era com Dalton. Todos os momentos com ele eram saturados de vida,

completos de uma forma que deixavam evidente que ela nunca tinha sido completa até

então. Ela não tinha sido infeliz. Não era isso. Era só que, quando estava com Dalton, ela

ficava mais feliz. Tornava-se uma pessoa melhor. Ele colorira, embora os tons de cinza de

sua antiga vida, e acrescentara pinceladas ousadas de cor e dimensão, criara profundidade

e movimento. Ele a fazia sentir-se viva de uma forma que Lili  nunca havia experimentado.

Ele a fazia sentir-se amada.

Quando estava com ele, era exatamente quem queria ser. E realmente não fazia diferença

se ele era um stripper. Não importava se ele não tinha dinheiro ou um portfólio robusto

ou contato com as famílias que fortaleceriam o império Reinhart. Estas eram coisas que

seu pai queria, até mesmo esperava. Não representavam quem ela era. Dalton não possuía

nenhuma das características que seu pai exigia de seus pretendentes, e isto a empolgava.

Aquele homem, o homem dela, era tudo de que ela precisava, tudo que queria, e tudo do

jeitinho dela. Ele não chegara buscando ganhar alguma coisa através de uma relação

estratégica ou, Deus me livre, casamento. Ele não se aproximara planejando usá-la para

chegar mais perto de seu pai e da influência dele. Não. Dalton tinha se aproximado dela

espontaneamente. Havia se desnudado e mostrado a ela o que era ser amada.

Triunfante, ela abriu os braços e rodopiou, cabeça para trás e olhos fechados enquanto

ria. Estava completamente apaixonada por ele, coração e alma. 

As mãos dela bateram em alguém e Lili  as encolheu, tropeçando para recuperar o

equilíbrio.

– Desculpe! Não foi minha intenção…

Mãos fortes agarraram os ombros dela.

– Está perdoada. – Lábios esmagaram os dela num beijo contundente.

Ela retribuiu o beijo por uma fração de segundo, achando que Dalton a havia seguido

até em casa por algum motivo. E então se deu conta: sabor de charutos importados e

uísque suave, lábios finos demais, o cheiro de perfume caro, o tato da lã e da caxemira

sob os dedos…Aquele não era Dalton.

Lutando para se libertar, ela afastou a boca para o lado e buscou por ar. Em seguida,

colocou em ação as aulas de autodefesa que Camila  tinha insistido que elas fizessem em

seus primeiros anos em Seattle. Lili gritou o mais alto que conseguiu no ouvido de seu

agressor. Quando ele se afastou, ela o golpeou com uma cabeçada, e um grunhido foi a

única reação satisfatória do sujeito. Então as mãos dele apertaram os braços dela, e ela

revidou pisando no pé dele e tentou lhe dar a joelhada mais forte possível na virilha. Ele

se retorceu no último segundo, no entanto, e ela acertou tanto na coxa quanto nos

testículos. Ainda assim, o sujeito se curvou como um saco vazio.

Lili se afastou aos tropeços, evitando correr às cegas e se colocando ainda mais em

perigo, ficando encurralada.

– Mas que droga, Lili! – Olhos azuis brilharam sob sobrancelhas escuras e o corte de cabelo da moda agora estava totalmente desalinhado. – Qual diabo é o seu problema?

– Marcus? – questionou ela, piscando rapidamente. – Por que… O que foi aquilo? – Quanto mais tempo ela passava ali recuperando o fôlego, mais irritada ficava. – O que diabos se passou na sua cabeça para achar que podia me atacar numa boa? Não, não responda. Eu não quero saber que joguinho depravado você planejou desta vez.  A resposta sempreq será não. Não apenas não, mas o caramba que não. Então junte essa sua carinha bonita e vá dar o relatório para o meu pai. Diga a ele que vou deixar passar esta sua tentativa mais recente de conseguir algo comigo. Que eu me virei muito bem sozinha.– A fúria a deixara meio estúpida e as palavras saíram antes que Lili  percebesse que tinha acabado de oferecer uma arma para ser usada contra ela. 

Praguejando, ela deu meia-volta e seguiu para os elevadores.

Um aperto firme envolveu seu braço, puxando-a de volta. O tranco a fez colidir contra

o corpo de Marcus.

– Ei? Eu não transei com aquela sua assistente sem graça para nada. – Ele riu quando Lili arregalou os olhos. – É incrível o que uma mulher diz e faz quando acha que um homem dá a mínima para ela. Eu sei o suficiente sobre a Preservações para assumir quando chegar a hora.

– Espere sentado – rebateu Lili , desvencilhando-se dele. – Você nunca vai fazer isso.

– Não, você me escute bem, sua vadiazinha. Eu ganhei este cargo com seu pai, e ele concordou que faria parte do meu pacote de vantagens. Então eu não vou deixar você estragar tudo. Você não vai me desprezar por causa de um fanfarrão mentiroso que tira a roupa por uma nota de vinte e te oferece flores baratas e uma garrafa de vinho de três pratas para acompanhar a comida para viagem do Olive Garden.

O estômago de Lili  foi parar na garganta, como se tivesse sido ejetado de emergência.

Engolindo a bile, ela balançou a cabeça.

– Você não sabe do que você está falando. – Mas ele sabia. 

A assistente de Lili , uma mulher em quem ela havia confiado tanto, havia cedido as informações. E para quê? O

que Marcus havia prometido a ela? Só mais um exemplo de homem que mentia e enganava

para o que queria.

E aí havia Dalton. Todas as coisas que Marcus mencionara em seu ataque verbal

nojento ela havia experimentado com Dalton. Verdade, flores do campo não eram caras,

mas ela adorara porque ele escolhera algo diferente para ela. Eles pediram a comida para

viagem no Olive Garden para que pudessem sentar na cama e assistir a um especial de

comédia na TV. E o vinho tinha sido mesmo o mais barato, mas foi espontâneo e

divertido, e ela lambeu o sabor dos lábios de Dalton e…

Marcus a chacoalhou com força suficiente para lhe dar trancos na cabeça.

– Seu gigolozinho não é quem você pensa que ele é.

– Deixe Dalton fora disso – rosnou.

Marcus arqueou as sobrancelhas.

– Dalton? Ele disse que era esse o nome dele? – Ele deu uma gargalhada, sacudindo-se tanto que acabou por soltá-la involuntariamente.

 Lili o empurrou com força no ombro,

mas ele continuou rindo.

Dando meia-volta e afastando-se dele, ela cruzou o estacionamento. Escadas ou elevador?

De um modo ou de outro, ela não queria acabar presa em algum lugar com Marcus. Ela

estava chateada por admitir que ele a assustava e a confundia. Muito. Seus saltos estalavam

no concreto, marcando um ritmo rijo que estava a um triz de uma corrida.

– Ele está mentindo para você, Lili.

Ela mandou um dedo do meio para ele, sem jamais desacelerar o passo.

– Apenas lembre-se de que eu avisei quando tudo isso estourar na sua cara – disse ele apenas alto o suficiente para que ela ouvisse. – E vai estourar.

– Fique longe de mim, Marcus. – Apertando o botão do elevador para descer, ela olhou para trás, surpresa ao vê-lo ali parado, as mãos nos bolsos, sorrindo. – Da próxima vez que você se aproximar de mim, vou providenciar uma medida cautelar. Por quanto tempo você acha que meu caro pai vai te segurar na empresa depois que você se transformar em um passivo de relações públicas? – Ela bateu um dedinho no lábio para fingir profunda reflexão. Daí baixou a mão e olhou para ele com um ódio desprezível. –Nos últimos anos, eu vi mais tipinhos como você chegando e indo embora do que você pode imaginar. Você não é diferente dos últimos três que Daniel Reinhart chutou, por isso não vá se enganando achando que é diferente ou especial. Você é substituível, porque há uma centena de sujeitos parecidos com você no seu encalço.

As portas do elevador se abriram e ela entrou, apertando freneticamente o botão para fechá-la, quando Marcus veio atrás dela. Se ela acabasse presa ali com ele, se ele apertasse o botão de emergência, se ele não estivesse mentindo e o pai dela tivesse feito exatamente o

que Marcus dissera e a tivesse oferecido como uma espécie de troféu…

As portas se fecharam com um silvo suave e o elevador começou a descer. No terceiro

andar, Lili  começou a tremer. Pontinhos pretos dançavam diante de sua visão e ela se

perguntou, brevemente, se ia desmaiar pela primeira vez na vida.

– Não – impôs ela, abaixando-se e se obrigando a respirar fundo e devagar.

O elevador parou em seu andar e as portas se abriram. Cass se aprumou, firmou-se e,

em seguida, saiu como se nada tivesse acontecido, indo diretamente para seu apartamento.

Entrando, ela fechou a porta e encostou-se nela. Estava em casa. Sentia-se bem, embora

um pouco vazia sem Dalton. Um sinal sonoro suave a fez olhar para seu celular. O aviso

de que havia uma mensagem na caixa postal piscava freneticamente.

Ela pegou o telefone e discou.

– Recepção, Madeline falando.

– Oi, Madeline. Aqui é Lili Pauline. Você me deixou um recado para ligar para a recepção para pegar uma encomenda?

– Sim, senhora. Tem uma encomenda para você.

O pavor a dominou, seus dedos incrivelmente frios.

– Mas eu não pedi nada.

– Ah, não é esse tipo de encomenda. – A mulher, mais jovem do que a recepcionista com quem Lili havia discutido antes, não conseguia conter seu entusiasmo descarado. – É o tipo de encomenda que toda mulher quer encontrar quando chega em casa.

A lembrança das flores do campo amassadinhas entre o corpo dela e o de Dalton fez

seu coração falhar uma batida.

– Flores?

– É o seguinte… Tem pelo menos três dúzias de rosas de haste longa aqui, em um vaso de cristal lapidado. São super exageradas, srta. Reinhart. Quem quer que as tenha enviado, certamente queria impressioná-la. Eu diria que conseguiu.

Lili engoliu em seco, a garganta apertada. Ela não precisava ler o cartão para ter certeza

de que não eram de Dalton. Ele não teria enviado algo que não combinava com ela. Ele a

conhecia bem demais.

Mas o quão bem ela o conhecia? Marcus havia se relevado um tanto presunçoso para

alguém que não sabia o que ela sabia. Ele se mostrara demasiadamente confiante de que a

coisa toda ia estourar na cara dela.

– Senhorita Reinhart? Devo mandar entregá-las aí em cima ou gostaria de vir buscá-las?

– Pode ficar com elas – sussurrou Lil.

Estarrecida, ela voltou a caminhar pelo apartamento, o tempo todo tentando ignorar a sensação arrasadora de que Marcus estava dizendo a verdade. A respeito de tudo.


Notas Finais


Desculpa não ter editado tão bem esse cap, as coisas estão bem corridas aqui pra mim 🤦‍♀️


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