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História Stripper (Malec Lemon) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Um Casamento, Uma Garrafa de Uísque e Uma Noite de Conchinha


Fanfic / Fanfiction Stripper (Malec Lemon) - Capítulo 4 - Um Casamento, Uma Garrafa de Uísque e Uma Noite de Conchinha

Apesar da oferta de Robert e Maryse para que usasse a casa deles, Isabelle preferiu se arrumar para o seu casamento no apartamento que dividia com o irmão há cerca de um ano, ainda que o espaço fosse um pouco limitado.

 Alec estava sentado no sofá, já completamente arrumado, vestindo a camisa e a gravata que Magnus tinha sugerido para ele, e o terno azul escuro que Izzy o ajudou a escolher. Sentia-se um pouco nervoso, tanto por esperar pela irmã quanto por saber que o vizinho também iria estar presente na celebração.

 De repente ele ouviu passos vindos do corredor, aquele barulho inconfundível de saltos altos estalando sobre o piso que, vivendo com Isabelle, ele já conhecia muito bem. Então ela apareceu na sala com Clary logo atrás, segurando a cauda do vestido.

 — Como estou? – perguntou ela, sorridente.

 Alec ficou boquiaberto. O vestido tomara que caia todo de renda e coberto com brilhos caía perfeitamente no corpo esbelto dela. Izzy seguiu a tradição que dizia: “Algo antigo, algo novo, algo emprestado, algo azul.” Nas orelhas usava brincos de pérola que pertenceram à avó deles; sobre seu colo pendia uma delicada corrente de ouro branco, com um pingente de diamante, emprestada por Maryse; logo abaixo do busto do vestido, havia uma faixa de tecido acetinado azul da cor do céu, e as sandálias prateadas estavam sendo usadas pela primeira vez naquele dia.

 Ele se levantou, tentando não deixar sua expressão transparecer a emoção que sentia.

 — Você está linda, Izzy. – respondeu, e a irmã abriu um sorriso luminoso. Depois se inclinou e plantou um beijo em sua bochecha.

 — Agora acho melhor sairmos de casa. O atraso da noiva é esperado, mas não é bom exagerar. – disse ela. – Vá chamar Magnus.

 Alec assentiu, já caminhando em direção à porta. Foi até o apartamento em frente e tocou a campainha. Não demorou muito para que o vizinho atendesse, já pronto para o casamento, vestindo um terno preto elegante.

 Ao vê-lo, uma sombra passou por seu rosto, mas ele não conseguiu identificar direito do que se tratava. Magnus parecia quase... um pouco desconcertado. Será que tinha se arrependido por aceitar o convite?

 Mas logo o outro assumiu sua expressão debochada de costume, com aquele típico sorriso malicioso, como se estivesse relembrando o que os dois haviam feito dentro do provador poucos dias antes.

 Alec sentiu as bochechas corando ao pensar nisso. Tentou se recompôr antes de falar.

 — Já estamos todos prontos para ir à igreja. Vamos descer agora.

 — Certo, Alexander. Eu estava apenas esperando pelo seu aviso.

 Então pegou as chaves do carro de cima da mesinha ao lado da porta e trancou o apartamento. Nisso, Izzy e Clary também saíram para o corredor.

 — Ulá lá! – exclamou Magnus. – Você está maravilhosamente deslumbrante, Isabelle. Simon vai ter que se controlar para não agarrá-la ali mesmo, bem na frente do padre.

 Clary arregalou os olhos, ao mesmo tempo surpresa e divertida pelo comentário. Sua irmã apenas riu, achando graça.

 Os quatro começaram a descer as escadas do prédio, a ruiva sempre segurando a cauda da noiva, para que ela não tropeçasse. Quando chegaram à portaria, Alec reconheceu o carro dos pais estacionado bem em frente ao edifício.

 Os dois esperavam em pé, ao lado do veículo. Ao ver a filha, a mãe cobriu a boca com as mãos, maravilhada. Seu pai parecia se esforçar muito para segurar as lágrimas.

 Maryse se aproximou, segurando Izzy pelos braços e admirando a moça.

 — Você está linda, minha filha. Meu bebê vai se casar... Já está tão crescida, minha menininha!

 A irmã revirou os olhos, mas Alec a conhecia muito bem e percebeu que ela também estava emocionada.

 Depois Isabelle se afastou e lhe deu uma cotovelada nas costelas. Ele soltou um gemido baixo.

 — O que foi? – perguntou, sussurrando.

 - Faça as apresentações, Alec. – respondeu ela, no mesmo tom.

 Então Alec se posicionou ao lado de Magnus, que tinha se afastado um pouco e deixado que tivessem seu momento em família, e disse:

 — Mãe, pai. Esse é o Magnus. Ele vai nos acompanhar ao casamento.

 Robert estendeu a mão e Magnus a apertou, sorridente. Maryse se inclinou e beijou as duas bochechas dele. Depois se virou para o filho, surpresa.

 — Alec, você não nos disse que estava namorando.

 Ele abriu a boca, totalmente desconcertado. Clary virou o rosto, constrangida, enquanto o vizinho e sua irmã pareciam segurar o riso.

 — Oh, não. Não mãe, nós não somos namorados. Magnus é nosso vizinho, mora no apartamento da frente. E me ajudou a escolher essa camisa e a essa gravata, então Isabelle fez a gentileza de convidá-lo para a cerimônia.

 — Ah, certo. Desculpe pelo engano. – respondeu a mulher. Alec apenas sorriu para ela, envergonhado. Sua mãe continuou. – Bem, é melhor irmos logo para a igreja. Se bem conheço Simon, o pobre coitado já deve estar tendo um colapso enquanto espera no altar, pensando que a noiva decidiu desistir do casamento.

 Clary, que também conhecia o amigo bem demais, riu em concordância com Maryse. Então todos começaram a se preparar para sair dali.

 Izzy e Alec foram com os pais, enquanto Magnus deu uma carona à ruiva no próprio carro, seguindo logo atrás deles. A capela não ficava tão distante e logo estavam estacionando em frente ao local.

 Ele e Clary entraram direito na igreja: como combinado, o casal de padrinhos iria esperar no altar. Magnus também entrou e sentou nos bancos, juntos dos outros convidados. Maryse ficou ajudando a filha a se ajeitar para a sua entrada e Robert aguardava para conduzi-la.

 Simon parecia um vampiro, de tão pálido. Seus lábios estavam completamente sem cor e uma camada brilhante de suor cobria sua testa. O noivo tirou um lenço do bolso do paletó e a enxugou.

 Não demorou muito para a marcha nupcial soar pelo ambiente e as portas se abrirem em um supetão. Do outro lado, estava Izzy, de braços dados com o pai. Tinha um imenso sorriso nos lábios cobertos de batom vermelho. Simon respirou fundo ao vê-la e Alec temeu que o noivo fosse desmaiar.

 Mas no fim, tudo correu bem. Depois que o padre os declarou marido e mulher, o casal se beijou e uma imensa fila se formou para cumprimenta-los.

 Uma vez que os dois tinham atendido todos os amigos e familiares, chegou a hora da melhor parte, como disse sua irmã: a festa.

 

*

 

 Antes mesmo que Alec e os outros convidados terminassem de comer suas sobremesas, Izzy já tinha ido para a pista de dança, segurando a cauda do vestido em uma das mãos, uma taça de champanhe na outra e tentando convencer um desajeitado Simon a dançar com ela. Magnus estava sentado na mesa, à sua frente, vendo os dois rebolarem ao som da música e achando graça da falta de jeito do noivo.

 Dali a pouco seria a hora da valsa e Alec teria que dançar com seu par e a irmã, por isso estava tenso. Serviu-se de outro copo de uísque: Magnus tinha pedido uma garrafa, lhe ofereceu um pouco da bebida e ele decidiu aceitar. Afinal, era um dia especial.

 O outro ergueu uma sobrancelha, enquanto levava mais uma porção de tiramisù aos lábios.

 — Não sabia que você era um fã dos destilados. – observou.

 — Nem eu sabia. Estou um pouco tenso por causa da valsa. Não gosto muito de dançar, ainda mais na frente de tantas pessoas. – admitiu Alec.

 Ele se surpreendeu com o olhar compreensivo que Magnus lhe lançou.

 — Não precisa ficar nervoso. Vai ser rápido. Além do mais, todos os olhos vão estar voltados para a noiva e ninguém vai prestar muita atenção em você. – disse, com um sorriso debochado, arrancando uma risada de Alec.

 — Espero que você esteja certo. – ele respondeu.

 Eles terminaram de comer em silêncio. À medida que as pessoas também terminavam suas refeições, a pista de dança ia ficando mais cheia. À essa altura, Isabelle já estava descalça e o coque elaborado que haviam feito em sua cabeça tinha vários fios soltos.

 Mas ela não parecia se importar, dançando animada com as amigas, todas usando vestidos longos e brilhantes. Simon tinha desistido de tentar acompanhá-la e estava sentado em uma mesa próxima, olhando para a mulher como se fosse a coisa mais linda que já tivesse visto em toda sua vida.

 Não demorou muito para que Maryse se aproximasse da mesa deles, avisando ao filho que havia chegado a hora da valsa. Ele se levantou, sentindo o nervosismo aumentar. Magnus seguiu logo atrás dos dois.

 Enquanto livravam a pista de dança, um garçom passou com uma bandeja cheia de drinques. Alec segurou o braço dele.

 — Posso pegar uma dessas bebidas? – perguntou, e o homem assentiu.

 Ele pegou uma das taças e virou seu conteúdo todo de uma vez. Quando o garçom fez menção de sair, o impediu novamente e pegou mais uma, que bebeu em poucos goles, enquanto esperava que terminassem de ajeitar as coisas.

 Poucos minutos se passaram até que a música soasse pelo ambiente, Robert pegasse a filha nos braços e saísse rodopiando com ela pelo salão. Alec ficou aguardando na lateral, de acordo com as instruções de sua mãe.  Então o pai se aproximou e lhe entregou a irmã, depois continuou dançando com a esposa.

 Ele começou a se sentir um pouco estranho, a cabeça parecia leve, mas conseguiu conduzir Izzy conforme eles tinham ensaiado tantas vezes nos últimos meses. Logo foi a sua vez de entregá-la ao noivo e seguir dançando com seu par, Clary.

 A segunda dança foi mais complicada. Ele pisou duas vezes nos pés pequeninos dela e, ao invés de pedir desculpas, começou a rir. A moça olhava para o seu rosto com preocupação e pareceu firmar mais o braço ao redor da sua cintura.

 Quando a valsa finalmente chegou ao fim, ele se sentia tonto e encalorado. Então decidiu sair discretamente para a varanda, em busca de tomar um pouco de ar.

 

                                                      *

 

 Sem querer ser mal educado, Magnus esperou Isabelle terminar de valsar com o pai, o irmão e o marido, para só então sair.

 Apesar de trabalhar numa loja de roupas formais, ele detestava usar terno. Como estava morto de calor, tirou o paletó, afrouxou o nó da gravata e enrolou as mangas da camisa. Depois se debruçou nas grades que cercavam a varanda, aproveitando a brisa suave que soprava, fazendo alguns fios de seus cabelos escuros voarem.

 De repente as portas de vidro que separavam o salão da área externa se abriram com um estrondo.

 — Ops!  – exclamou uma voz conhecida.

 Magnus se virou e deu de cara com Alec. O rapaz tinha as bochechas vermelhas e parecia se manter em pé com certa dificuldade.

 “Como Alec ficou bonito com esse maldito terno. Quase sofri uma síncope quando o vi na porta do meu apartamento.”

 — Ah, oi. Você está aqui. Desculpe pelo balhu... barulho. – disse, com a voz ligeiramente enrolada.

 — Alexander, você está bêbado? – perguntou ele, surpreso.

 — Eu? Pffff! Claro que não! – respondeu o outro, abanando o ar como se dispensasse seu comentário.

 Mas o gesto pareceu lhe desequilibrar e Alec precisou se apoiar na parede.

 — Tomei alguns drinques, tentando ficar mais relaxado antes da valsa. Talvez eu tenha exagerado um pouco. – admitiu, fechando os olhos.

 Magnus se aproximou, segurando o braço dele. Dava para sentir o hálito de álcool. Ele lembrava que o rapaz não tinha bebido tanto assim, mas aquele uísque era bastante forte. Alguém não acostumado a beber podia ficar zonzo com uma quantidade pequena, ainda mais se misturasse outras bebidas depois.

 — Vem. – disse, tentando fazê-lo descer os degraus na lateral da varanda, que desciam até o gramado. – Eu vou te levar para casa.  

 — Não! Eu nem me despedi da minha família! – protestou o outro.

 — Alexander, no seu estado é bem possível que vomite no meio do salão ou em cima da cauda do vestido de Isabelle. E eu aposto que ela não iria gostar nem de uma coisa e nem da outra. Vamos, eu estou sóbrio e posso te dar carona até o nosso prédio. Depois envio uma mensagem para Izzy avisando.

 O outro resmungou palavras incompreensíveis, mas permitiu que o guiasse até o local onde o carro estava estacionado.

 Durante todo o trajeto, Magnus temeu pelos assentos do banco traseiro. Alec estava deitado na parte de trás do carro e se acabasse vomitando ali seria muito difícil de limpar.

 Mas eles conseguiram chegar ao edifício sem maiores transtornos. Magnus teve um pouco de dificuldade para tirá-lo de dentro do veículo, mas por fim conseguiu segurar seu vizinho e arrastá-lo pelas escadas acima, aos trancos e barrancos.

 “Jesus, amanhã vou ligar para Catarina e agradecer por todas as vezes em que ela me arrastou bêbado até em casa.”

 Já em frente ao apartamento, começou a vasculhar os bolsos dele à procura da chave. Assim que a encontrou, abriu a porta, levou Alec até o quarto, tirou seus sapatos e o ajudou a se deitar na cama. Depois pegou o celular do vizinho, procurou o número de Isabelle e enviou uma mensagem, avisando que tinha levado seu irmão embriagado para casa.

 Quando ele se virou para ir embora, o outro agarrou seu braço.

 — Espera aí. Aonde você vai? – perguntou, alarmado.

 — Para o meu apartamento.

 — Nãããããoooo... Fica aqui comigo! – pediu Alec.

 Ele suspirou.

 — Alexander, você só está dizendo isso porque bebeu demais. É melhor que cada um durma na sua própria casa.

 O rapaz choramingou mais.

 — Mas eu não quero dormir sozinho.

 “Magnus, seja homem. Isso não tem cabimento.”

 — Não, Alexander. Eu realmente não acho que seja uma boa ideia.

 Alec fez um biquinho, como se estivesse prestes a chorar.

 “Não caía nessa, Magnus. Você conhece muito bem os efeitos do álcool.”

 — Izzy não mora mais aqui e eu nunca dormi sozinho, sem mais ninguém no apartamento. Fica comigo, por favor. – pediu Alec, com um olhar triste.

 “Não seria meu dever como cidadão ajudar alguém com medo de ficar sozinho?”

 “Não! Seu dever é deixar de ser molenga!”

 “Mas veja só como o pobrezinho já está sentindo falta da irmã!”

 Ele suspirou mais uma vez.

 — Tudo bem, Alexander. Eu vou dormir aqui com você. Dormir, entendeu? Não seria correto ir além disso, com você nesse estado.

 — Tudo bem! – respondeu Alec, parecendo muito contente.

 Depois simplesmente começou a tirar as roupas.

 — O que você está fazendo? Não ouviu o que eu disse? – perguntou Magnus, chocado.

 — Esse terno pinica. – respondeu o rapaz, franzindo o rosto. – Não posso dormir vestindo isso. Aliás, você não vai tirar o seu?

 — Já estou sem o paletó e já é suficiente para mim. – afirmou.

 Então ele tirou a gravata, o cinto e os sapatos, depois subiu na cama. Alec tinha se despido, mas manteve a cueca.

 “Obrigado, Senhor. Ao contrário seria muito difícil manter minha decisão de não me aproveitar do meu vizinho sexy e fofo enquanto está bêbado.”

 Magnus se deitou ao lado dele, virado de costas. Por um tempo tudo ficou em silêncio e parecia que o outro tinha caído no sono.

 “Viu só? Não foi tão difícil assim! Amanhã cedo você sai antes que o rapaz acorde e pronto!”

 Alec resmungou alguma coisa e chegou mais perto, se aconchegando nele.

 “Bem, talvez eu tenha pensado cedo demais.”

 O outro passou o braço ao redor da cintura dele, enterrando o rosto na curva do seu pescoço.

 “Por que, Deus? POR QUE?!?”

 Alexander colocou uma das pernas por cima das suas.

 “É por causa daquela borracha que eu roubei na quarta série? Eu juro que me arrependi!”

 Magnus ficou imóvel. Dava para sentir o calor dele passando pelo tecido das suas roupas. Apesar do outro ter bebido, ele não sentia o cheiro do álcool, mas sim o do perfume cítrico maravilhoso que Alec usava.

 “Tudo bem. Como diz minha mãe: se não pode com o inimigo, junte-se a ele.”

 Então simplesmente relaxou, aproveitando a sensação do corpo quente de Alec encostado no seu.

 Não demorou muito para que estivesse dormindo tão profundamente quanto o vizinho levemente embriagado.



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