História Striptease - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Boate, Gay, Lesbicas, Máscara, Mulheres, Striptease
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Palavras 6.513
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, oi, gente!
Finalmente o reencontro dessas duas e dessa vez um muito mais quente do que os outros!! Eu espero que gostem do capítulo e que me digam o que acharam. Eu to adorando o feedback de vocês!

Capítulo 6 - Capítulo 6


— Meu Deus, isso é extremamente vergonhoso. — a voz de Mia soou completamente impaciente enquanto apoiava o cotovelo direito na porta do carro e então apoiava a cabeça na própria mão, balançava a cabeça de forma negativa, mostrando todo o seu descontentamento com aquela situação.

— É, isso já está saindo do normal, é meio doentia essa fissura do Fred por aquele lugar, sabia? Além de é claro, se ele continuar desse jeito se tornará um alcoólatra. — Hernando falou de forma calma, por mais que tivesse a expressão extremamente séria, assim como Mia ele não gostava de ser acordado de madrugada para vir pegar Frederick bêbado em um bar de Strippers, ainda mais depois da última vez que simplesmente haviam danificado a sua amiga e ela até aquele momento ainda não havia voltado a ser a mesma pessoa de antes.

— Definitivamente vou conversar com ele, um ultimato, ou ele para, ou conto para a Mama. — decidiu de forma completamente mal humorada enquanto focava os olhos azuis na estrada a sua frente, Hernando dirigia de forma até calma, as ruas estavam bem vazias, afinal, já eram quase duas da madrugada, todo mundo estava dormindo naquele horário já que dia seguinte era dia de trabalho. Mia estava irritada e não disfarçava isso, mas no fundo também sentia medo e uma ansiedade sem igual por imaginar se a dançarina mascarada estaria lá ou não e justamente por isso sua perna direita não conseguia ficar parada de forma alguma, ficava balançando sem parar de forma claramente impaciente. Hernando via isso por rabo de olho, sabia que Mia provavelmente não estava calma e de forma alguma estaria ali sem pensar no que aconteceu da última vez.

— Está com medo de ela estar lá novamente? — foi direto ao ponto e a olhou por um breve momento, mas logo voltou a atenção para a direção. Mia o olhou e em seguida olhou para a própria perna que balançava sem parar, franziu um pouco o cenho enquanto respirava fundo e cruzava as pernas devagar na tentativa de parar com aquilo de alguma forma.

— Sim. — respondeu de maneira sincera, Hernando conseguia a decifrar como ninguém, não havia por que mentir. Xingou Frederick pela milésima vez em sua mente, quando a ligaram a minutos atrás pedindo para que fosse buscar o irmão bêbado mais uma vez, fora difícil acalmar o próprio coração quando sua mente fora diretamente para a dançarina mascarada. — Quando eu vi a sua cliente ontem, a boca dela na verdade, me lembrou muito a dançarina. Me senti sem chão por bons segundos. Devo ter parecido uma idiota parada no meio da recepção a olhando de forma embasbacada. — reclamou de forma um tanto irritada ao recordar-se da situação, olhou através da janela para tentar ver algo que a distraísse de alguma forma enquanto ouvia a risada de Hernando.

— Céus, você confundindo a Helena com uma dançarina de bordel é a melhor parte. — o moreno tinha um sorriso nos lábios enquanto ia virando a esquina com cuidado. — Ela é uma Artista Plástica, nunca vi os quadros dela, mas já ouvi falar, são bem famosos. Fiz o projeto da Galeria dela, até ofereci os teus serviços para a decoração interior quando tudo ficou pronto, mas ela negou, ela mesma decorou. Aquela foi à segunda vez que eu a vi, ela quis me agradecer pessoalmente. — completou enquanto já avistava a placa do bar a alguns metros, já foi procurando uma vaga com os olhos de forma atenta.               

— Isso só significa que eu estou ficando louca, Hernando, estou vendo uma mulher que eu nem conheço e nem sei como é seu rosto, em outras mulheres. — reclamou mais uma vez enquanto franzia o cenho, mas sentiu a palpitação em seu coração mais uma vez, respirou fundo enquanto ajeitava-se no banco de maneira desconfortável enquanto os olhos mantinham-se fixos na placa chamativa do lugar

— Pense pelo lado bom, Mia, já que isso anda te incomodando tanto você poderia aproveitar para perguntar sobre ela. Ou, na melhor das hipóteses, ela nem estará ai. — Hernando falou ao notar o desconforto da amiga enquanto começava a fazer a baliza do carro de maneira calma, olhava bem ao redor enquanto ia dando ré devagar, e assim que manobrou e estacionou o veículo olhou para Mia.

— Juro que venho logo dessa vez. — disse enquanto abria a porta do carro irritada consigo mesmo e com o temor que estava sentindo, mas ao mesmo tempo uma ansiedade sem igual. Saiu do carro logo em seguida e fechou a porta de uma vez antes de ir caminhando e dando a volta no carro, passou pela frente do mesmo e arqueou uma sobrancelha quando viu Hernando em pé ao lado do carro fechando a porta.

— O que foi? Acha que eu vou deixar você entrar sozinha novamente e voltar danificada? Meu amor, ninguém toca em você hoje comigo ao seu lado. — ele tinha as sobrancelhas arqueadas enquanto erguia a chave do carro e apertava o botão do alarme assim travando as portas. Uma risada um tanto gostosa saiu dos lábios de Mia enquanto se aproximava do amigo e lhe dava um beijo demorado na bochecha sob a barba bem feita. Logo em seguida Hernando segurou a mão da amiga e os dedos se entrelaçaram automaticamente, então saíram andando lado a lado.

Diferente da última vez, Mia tinha os cabelos escuros presos em um rabo de cabalo bem feito, estava sem maquiagem, por isso as sardas leves que tinha na região do nariz e parte das bochechas estavam à mostra. A calça era uma jeans de cor preta e com dois rasgos, um em cada joelho, por cima uma camisa de mangas cumpridas de algodão e decote em V de cor vinho e por causa do frio que fazia naquela madrugada, a mesma jaqueta de couro que usou da última vez estava ali novamente assim à mão livre enfiou-se no bolso livre enquanto andava a passos largos ao lado de Hernando. O Arquiteto trajava jeans claros e um moletom preto de capuz, assim como Mia, ele não havia parado para se arrumar, só havia pego as primeiras roupas que havia visto, não gostava de deixar Mia vir sozinha naquele horário para um lugar daqueles, por isso mesmo sempre fazia questão de vir com ela mesmo reclamando por ser acordado naquele horário.              

— Mesa de sempre. — não houve qualquer tipo de cumprimento antes do segurança que ficava na porta falar com Mia, ele já a conhecia bem demais de todas as outras vezes que ela tinha vindo naquele lugar, não precisava de educação ou qualquer intimidade, só estava ali para fazer o seu trabalho e de alguma forma Mia agradecia por isso, tanto que apenas agradeceu com um aceno de cabeça e passou direto pela porta que fora aberta pelo segurança.

— Definitivamente me senti mal por isso parecer tão rotineiro que todo mundo já está simplesmente no automático. — Hernando falou enquanto fazia uma careta ao adentrar o lugar e olhar em volta de forma um tanto desconfortável. Todo o ambiente tinha as luzes mais escuras e a maioria luzes avermelhadas, dando um ar mais sensual e combinava perfeitamente com aquele lugar. Sentiu o aperto mais forte de Mia em sua mão e a olhou brevemente vendo aquela expressão extremamente séria no rosto da morena, continuou a olhando até ver a expressão ficar mais fria, o queixo levemente erguido quando ela começou a andar mais rápido em direção à mesa costumeira.

Os olhos azuis da morena estavam no palco, mas só havia duas mulheres quaisquer dançando no pole dance de maneira sensual, nada que sequer lhe chamasse atenção, muito pelo contrário. Sentia-se completamente desconfortável, como se todos os olhares estivessem sobre si devido à última vez que estivera naquele lugar e o asco que sentia por aquele lugar apenas havia aumentado, sentiu-se completamente indignada consigo mesma por ter se permitido sentir algo por uma mulher que trabalhava naquele lugar. Começou a andar mais rápido, quase arrastando Hernando pela mão e assim que se aproximou mais e mais do irmão caído sobre a mesa redonda soltou a mão do amigo, estava tão irritada com toda aquela situação que sequer percebeu quando a mão ergueu-se pronta para desferir uma tapa forte o suficiente para acordar aquele maldito na violência, mas sentiu repentinamente o aperto de Hernando em seu pulso e o olhou de forma surpresa.

— Calma. — ele mandou, ambas as sobrancelhas arqueadas por que sabia que a amiga não estava em seu espírito normal, a fez abaixar a mão enquanto a olhava nos olhos, estava com a expressão extremamente séria apesar de ambas as sobrancelhas arqueadas. As outras mesas estavam praticamente cheias, havia homens por todo lado, alguns até debruçados sobre o palco para tocar nas garotas que ali dançavam, era definitivamente um lugar nojento. Assim que soltou a mão da morena ele mesmo abaixou-se ao lado de Frederick e começou a balançar o rapaz para ver se ele acordava ou se teria que carregá-lo para fora dali.

[A partir daqui recomendo que leiam ouvindo "Lana Del Rey - Ultraviolence" até o fim da dança]

Repentinamente as luzes do local escureceram ainda mais e o palco ficou um pouco mais iluminado, o som de Ultraviolence soou fazendo Mia olhar em volta rapidamente, a voz de Lana Del Rey era um grande contraste com aquele lugar, mas parecia combinar ao mesmo tempo. As garotas que antes dançavam no pole dance simplesmente se afastaram do mesmo e saíram andando devagar, o coração de Mia parou por breves segundos quando viu aquela mulher saindo lentamente dentre as cortinas vermelhas.

— Hernando... — falou, os olhos um tanto arregalados. Hernando ergueu a cabeça enquanto Frederick movia-se onde estava sentado aparentemente acordando, quando os gritos desenfreados começaram muito mais altos, como uma alegria absurdamente repentina o rapaz ergueu-se do chão e seus olhos automaticamente foram para o palco e ambas as sobrancelhas se arquearam.

— Ta de sacanagem... — ele falou, os olhos completamente fixos na mulher. A dançarina dava passos lentos, as outras dançarinas já haviam saído dali, a lentidão inicial da música combinava com cada passada lenta, logo se pode notar que ela pacientemente arrastava consigo uma cadeira de madeira, o sobretudo negro ainda cobria o seu corpo, o sorriso safado surgiu em seus lábios quando parou quase no fim do palco onde era um círculo maior e ao redor os homens gritando, loucos. Puxou a cadeira para frente de seu corpo e então passou uma perna sobre a mesma e sentou-se de maneira calma, manteve o encosto da cadeira entre suas pernas assim tendo que a deixar bem abertas e consequentemente fazendo o sobretudo abrir-se e exibir a cinta liga que usava, isso pareceu causar uma onda de delírio nos homens.

Vagabunda, vadia, puta, gostosa e as piores sacanagens que eles diziam naquele momento pareciam soar como elogios em sua mente, tanto que umedeceu seus lábios enquanto olhava em volta, já via algumas notas sendo jogadas em cima do palco e acabou rindo com isso, era como se claramente debochasse daqueles homens por estarem loucos com tão pouco, afinal, ela só estava ali, sentada. Já Mia a olhava de maneira completamente fixa a expressão até um tanto surpresa por vê-la ali novamente depois do que o seu irmão havia lhe dito. Hernando não estava muito diferente, estava surpreso e muito, por que era mais do que claro o quão diferente aquela mulher era, o quão sensual ela era, era claro a diversão estampada naquele sorriso, o prazer que ela sentia fazendo aquilo. Estava tão surpreso com aquela situação que simplesmente não conseguia desviar os olhos. De alguma forma até Frederick havia acordado e gritava alguma coisa que ninguém entendia.

Os olhos de Helena fora passando por cada homem ali gritando por ela até parar em quem ela queria: Mia. Os olhos caramelo fixaram-se nos olhos azuis da morena assim como havia feito da última vez e o sorriso nos seus lábios alargou-se completamente, como se mostrasse claramente a satisfação que sentia por vê-la ali novamente. Assim apontou para a morena e com o dedo a chamou para o palco. O coração de Mia parou naquele momento e certamente a morena ficou pálida, chegou a dar alguns passos para trás quando esbarrou em alguém, olhou rapidamente e deu de cara com uma dançarina.

— Ela quer você, vamos... — a voz soou perto de seu ouvido e as mãos seguraram a sua cintura a incentivando a andar para frente. Os homens agora gritavam incentivos, como se estivessem sedentos para ver duas mulheres dançando para eles no palco mais uma vez, Mia sentia seu coração bater tão rápido e tão forte que ela sentia que podia morrer a qualquer momento.

Hernando só percebeu o que estava acontecendo quando foi tarde demais, afinal, no segundo seguinte Mia não estava mais sendo levada para o palco por uma dançarina e sim, pelos próprios homens que incitavam o momento, fora erguida pela cintura por algum deles com uma facilidade que a desagradou e fora colocada em cima daquele palco basicamente a força.

— Mia! — o arquiteto chamou enquanto ia se aproximando do palco, mas de repente simplesmente fora fechado entre os homens que tentavam ficar ainda mais próximos do palco daquele lugar, o cheiro de álcool era absurdo, estavam loucos e bêbados, sequer se importavam de jogar seu dinheiro para mulheres seminuas em cima de um palco.

Helena por sua vez ainda tinha aquele sorriso de satisfação em seus lábios e calmamente foi erguendo-se da cadeira e assim que o fez a virou de frente para Mia e foi caminhando em sua direção de forma lenta, aproximou-se completamente ate que seus corpos estivessem a poucos centímetros. Mia tinha a respiração acelerada, estava tão nervosa... Mas quando Helena se aproximou e ela sentiu aquele perfume, céus... Aquele perfume. Ela fechou os olhos por um momento e respirou fundo enquanto sentia a respiração da dançarina cada vez mais perto de seu rosto, ouviu a risadinha dela em seguida e as mãos firmes da mulher em sua cintura. Foi virada e impulsionada a dar passos para trás, fora completamente automático, seu corpo simplesmente obedeceu aquela dançarina e no segundo seguinte estava sendo jogada sobre a cadeira de madeira.

Helena umedeceu os lábios devagar, os olhos fixos nos de Mia. Amelia havia percebido logo de cara a diferença no cabelo, mas apenas isso estava diferente, a mesma superioridade, a mesma sensualidade, o mesmo cheiro, tudo estava ali novamente. A dançarina virou-se de costas para ela e então, pareceu começar a curtir a música, as mãos erguendo-se ao alto devagar, os olhos se fecharam e o corpo começou a movimentar-se de acordo com o ritmo lento da música, havia escolhido aquela musica devido a sua letra, devido a força que ela lhe atingia e devido ao sonho que ela havia tido antes de vir para aquele lugar.

— Tira, tira, tira... — um coro começou vindo dos homens e isso a fez dar uma risada enquanto abria os olhos e levava as mãos as fivelas do sobretudo segurando-as devagar e levando as mãos ao nó, o desatou devagar, abriu um lado por provocação exibindo a parte direita de seu corpo, a tira da calcinha em seu quadril, e a cinta liga que deixava aqueles homens loucos,  a língua passou pelos lábios, os molhando, a euforia daqueles homens a excitavam. Mas ela virou-se, virou para a mulher que era a espectadora principal daquela noite, os olhos focando-se nos de Mia de maneira intensa quando levou as mãos a gola do sobretudo e o puxou fazendo-o deslizar pelos ombros, escorrer por seus braços e cair amontoado em seus pés.

Assim como da última vez as mãos da Mia estavam agarradas no acento da cadeira, apertava tanto que os nós de seus dedos com toda certeza já haviam perdido a coloração há muito tempo. Estava extremamente nervosa e completamente desconfortável com aquela situação, olhava em volta, envergonhada, sentia o rosto completamente quente, queria correr dali, mas quando Helena virou-se de frente para ela, o mundo ao redor simplesmente sumiu para Mia, os olhos ficaram completamente presos ao da dançarina mascarada, a boca entreabriu-se e os olhos desceram junto com o sobre tudo, analisaram aqueles seios medianos presos no sutiã e jurou vê-los despontarem no sutiã, mas desceu mais e sentiu o corpo arrepiar-se de uma maneira que o esquentou no momento em que viu aquela cinta-liga. Aquela mulher simplesmente transbordava sensualidade e isso deixava Mia completamente embasbacada.

O olhar de nenhum daqueles homens fazia o corpo de Helena reagir como reagia a aquele olhar de Mia, isso chegou a surpreender à dançarina, por baixo da máscara tinha uma sobrancelha arqueada, não para Mia, mas sim para si mesma. O que estava acontecendo com seu próprio corpo? Reagindo daquela forma a um olhar. Virou-se de costas para a garota sentada na cadeira mais uma vez e foi andando devagar em direção ao Pole Dance, o segurou com a mão esquerda de maneira firme, mas foi o rodeando devagar, a mão deslizando pela barra, praticamente desfilava ao redor, o rebolado sinuoso, o olhar safado que parava em Mia sempre que possível. O ritmo da música levava o seu corpo e quando agarrou a barra com ambas as mãos. Retirou ambos os pés do chão devagar, sequer parecia fazer esforço para aquilo, um pequeno impulso e a barra do pole dance ia girando sozinha, havia feito aulas a algum bom tempo atrás, sabia muito bem como usar aquilo. Quando os saltos voltaram a tocar no chão o corpo balançava de acordo com a música, o quadril rebolava de maneira lenta, sinuosa, todos os movimentos que fazia eram lentos, de acordo com a música, os olhos passavam muito mais tempo fechados, sentia aquele toque, aquela batida que fazia todo o seu corpo reagir.

Voltou a erguer o corpo de maneira mais rápida, segurando a barra de maneira firme quando virou o corpo e a cabeça ficou para baixo, as pernas abriram-se completamente de maneira perfeita, mas não demorou muito naquela posição, voltou para o chão e encostou-se no Pole dance, suas costas entrando em contato com o material frio, os olhos voltaram a focar-se em Mia e aquele olhar da garota simplesmente lhe tirava do sério, não era desprezo, naquele momento era como se estivesse sendo admirada, desejada por Mia, mas não da forma nojenta que aqueles homens faziam, era diferente e Helena adorava isso. O corpo não parou de mover-se em momento algum, voltou a fechar os olhos, o quadril rebolando para lá e para cá quando começou a descer, como se estivesse se esfregando em alguém, ia descendo bem devagar até ficar de cócoras no chão até enfim ajoelhar-se, as mãos tocaram no chão devagar e ficou de quatro, a bunda empinando-se completamente quando começou a engatinhar.

Enquanto isso Mia sentia o coração a ponto de sair pela boca e um calor fora do comum em seu baixo ventre, estava completamente hipnotizada por aquela cena e sentia de verdade que aquela dança não era para aqueles homens e sim, para ela, poderia estar se iludindo completamente, mas naquele momento era isso que sentia. Tanto que parecia que não existia mais ninguém ali além dela e daquela maldita dançarina que a tirava completamente do eixo e isso era tão, mas tão óbvio devido a sua expressão que chegava a ser vergonhoso, mas ela sequer se dava conta disso. Quando viu a dançarina ir para o chão e vir engatinhando em sua direção daquela forma ela sentiu seu próprio interior contrair-se e a boca secar completamente, tudo pareceu em câmera lenta, como a cena de um filme, via dólares sendo jogados sob a dançarina formando uma chuva sobre ela e até um tapete por onde a dançarina passava, engatinhando como uma Leoa espreitando a sua presa. As mãos da dançarina logo alcançaram as coxas de Mia, as agarrou com força e a puxou para mais perto a deixando sentada mais na beirada da cadeira, as mãos deslizaram de maneira firme pela lateral das coxas da morena, o corpo enfiou-se entre as pernas abertas, os olhos completamente focados nos de Mia e quando as mãos alcançaram o quadril dela, apoiou-se ali e ergueu o próprio corpo devagar, ficou em pé entre as pernas de Mia e voltou a rebolar, os olhos fixos naqueles olhos azuis tão intensos, mas voltou a andar, mas desta vez foi rodeando a cadeira de madeira devagar a mão delicada tocou o ombro de Mia e foi deslizando por ele a medida que rodeava a cadeira devagar, quando quase deu a volta completa e estava ao lado da morena, ergueu a perna direita e passou-a por cima das pernas da jovem Design e bem devagar foi sentando-se sobre o colo da garota.

— Me segure. — mandou, a voz soou um pouco mais alta para que Mia a ouvisse. Seu corpo simplesmente obedeceu à ordem de Helena e o braço direito rodeou a cintura de Helena como ela havia mandado. A dançarina sorriu de forma satisfeita e inclinou o corpo para trás devagar o tronco fazendo uma meia volta lenta até ir se erguendo novamente, assim já fora aproximando seu rosto do de Mia, sua boca quase colou-se a dela quando começou a rebolar de acordo com a música, seu quadril se esfregando ao de Mia. As mãos delicadas tomando o pescoço e nuca da jovem de maneira firme, a música estava acabando e com isso também o seu showzinho. Inclinou-se fez menção de que iria beijá-la mas seu rosto desceu mais e seus lábios deslizaram pela pele extremamente macia que Mia tinha.

Amelia tinha o corpo inteiramente arrepiado, estava ofegante, seu interior queimava e céus, sua calcinha estava inteiramente melada por sua excitação, isso já era uma certeza. Sentia a pele extremamente quente da dançarina contra a palma de sua mão, seu corpo arrepiou-se mais uma vez com a respiração quente contra a sua nuca, o roçar intenso e gostoso dos corpos deixava Mia a ponto de quase gemer ali, mas então Helena afastou-se um pouco erguendo só um pouco também o seu corpo, Mia surpreendeu-se, fora pega de surpresa, tanto que um pequeno gritinho, que fora abafado pela música, escapou de seus lábios quando o rabo de cavalo fora puxado de maneira firme fazendo-a pender um pouco a cabeça para trás, repentinamente ouviu a risadinha de Helena perto demais de seu pescoço.

— Eu o prefiro solto. — sussurrou ao pé do ouvido de Mia, antes de erguer o próprio corpo um pouco mais, a mão livre agarrou o queixo da morena e os lábios no segundo seguinte se uniram um ao outro, as mulheres quase suspiraram juntas de satisfação com o beijo que se iniciou, as línguas parecem desesperadas para se encontrarem mais uma vez e Mia quase delirou com aquele gostinho de menta, não havia notado que sentira falta daquilo, daquela língua macia e ousada, daquele gosto, daquele cheiro inebriante, do toque de Helena. Suas mãos apertaram com força a cintura dela enquanto a beijava de maneira intensa e novamente, o beijo fundou-se com uma mordida no lábio inferior, mais rápido do que ela gostaria, a música tomou o seu fim e sem música alguma, apenas com o barulho das palmas, gritos, elogios e xingamentos, Helena saiu do colo de Mia e saiu andando a passos largos, deixando uma morena completamente desnorteada para trás enquanto ia saindo do palco.

Mia só então voltou a realidade, os olhos arregalados e a respiração completamente acelerada, estava completamente confusa com a situação, com as próprias reações e a como havia se entregado mais uma vez aquela mulher, os olhos focaram-se nos homens gritando agora para ela e sentiu seu interior queimar, mas dessa vez de raiva. Olhou para trás rapidamente, em tempo o suficiente de ver a dançarina sumir por entre as cortinas vermelhas, agiu por completo impulso quando saltou da cadeira e saiu andando a passos completamente largos em direção aquelas cortinas deixando os homens para trás e esquecendo-se completamente de Hernando e de seu irmão. Passou pelas cortinas rapidamente e focou em Helena já no fim dos degraus daquela escada.

— Você. — chamou-a em tom alto o suficiente e viu quando Helena virou-se maneira repentina, os lábios entreabertos, mesmo não podendo ver todo o seu rosto era mais do que claro que a dançarina estava surpresa por ver Mia ali.                

— Você não pode entrar aqui. — Helena não fez nenhuma menção de que iria sair dali, muito pelo contraio, continuou parada aos pés da escada enquanto mantinha os olhos fixos em Mia, a expressão voltando ao normal, na verdade sentia uma certa satisfação por aquela morena ter vindo atrás dela daquela forma.

— Você vem dizer o que eu não posso fazer? Logo você? — Mia perguntou de maneira irritada quando começou a descer as escadas de maneira rápida, estava praticamente avançando em Helena, mas a dançarina não parecia esbanjas qualquer reação com isso, apenas mantinha os olhos fixos nos de Mia. Mia parou de frente para Helena quando terminou de descer os degraus e a olhou de maneira intensa, ali também não havia uma iluminação muito boa, mas com certeza era muito melhor do que no bar. — Você não tinha a permissão nem o direito de fazer aquilo comigo, de me envergonhar daquela forma e de me tratar como um daqueles babacas nojentos que joga dinheiro pra você toda noite. — Mia falava entre dentes, estava tão irritada com aquela situação que sequer pensava direito em suas ações, estava extremamente próxima à dançarina, tudo por que queria falar aquilo na cara dela.

— Eu envergonhei você? — Helena perguntou e um sorriso surgiu em seus lábios quando avançou em Mia, seu corpo se esbarrando ao dela e a forçando a dar passos rápidos para trás até que as costas da Design esbarrassem contra a parede. Helena apoiou a mão esquerda na parede logo ao lado do ombro de Mia. — Eu te trouxe satisfação, meu bem. Não tente mentir para mim... Seus olhos não mentem, sabia? — a voz de Helena saia completamente sedutora, até bem mais rouca do que o normal e fez questão de aproximar-se um pouco mais, aquele sorriso no canto dos lábios estava tirando Mia do sério. A jovem a olhava de forma séria, indignada, mas ao mesmo tempo sentia-se completamente provocada por aquela aproximação toda, era fácil sentir o calor absurdo que emanava entre as duas.            

— Por que eu? — perguntou repentinamente, a voz não saiu tão irritada quanto antes, os olhos foram para os lábios de Helena vendo-a lambe-los devagar, mas desviou rapidamente e voltou a encarar aqueles olhos cor caramelo.

— Ei! Você não pode ficar aqui. — uma terceira voz soou repentinamente, interrompendo aquele momento, mas nenhuma das duas olhou na direção, muito pelo contrário, continuaram a se olhar de maneira completamente intensa pelos próximos segundos, mas a resposta da pergunta de Mia não veio, tudo o que obteve fora um sorriso mais largo e safado de Helena quando ela se afastou, olhou em direção a garota e viu que ela trazia o seu sobretudo e já havia descido as escadas, apenas pegou a peça de roupa das mãos dela e saiu andando a passos largos. — Você vem comigo. — a garota falou com Mia enquanto arqueava uma sobrancelha, Mia tinha os olhos fixos em Helena ainda que se afastava mais e mais até enfim sumir de sua visão ao virar uma esquina. Só então olhou para a garota e sentiu seu rosto queimar mais ainda pela vergonha, não falou absolutamente nada, apenas saiu andando na direção em que a garota apontava e em segundos estava novamente dentro daquele bar.

Mia sentiu vontade de chorar, tudo aquilo era como receber um grande balde de água fria depois de ter estado em um momento tão quente, mas tudo o que fez foi prender o choro e de cabeça baixa ir andando rapidamente em direção a maldita mesa em que Fred ficava toda às vezes e foi seguindo até ser impedida pelo braço de alguém, parou repentinamente e olhou para cima para ver um negro alto a olhando, era um dos seguranças.

— Aquele rapaz que veio com você acabou de sair com ele. — ele falou de maneira compreensiva e Mia acenou de forma positiva com a cabeça sem capacidade de dizer sequer um obrigado para o segurança deu meia volta e saiu andando a passos largos indo enfim em direção à porta. Enfiou as mãos nos bolsos da jaqueta e apenas suspirou, a porta foi aberta para ela novamente e mais uma vez ela apenas manteve-se calada.

— Ah, graças a Deus, Mia! — ouviu a voz de Hernando do outro lado da rua e assim que ergueu a cabeça viu seu amigo vir andando em passos rápidos em sua direção, a expressão claramente preocupada. — Eu trouxe logo ele pra cá, eu achei que seria melhor, já ia voltar atrás de você. — ele explicou enquanto aproximava-se da morena e levava ambas as mãos ao rosto delicado da jovem, tomou o rosto avermelhado entre as mãos de forma protetora e olhou naqueles olhos irritados por claramente estar segurando o choro. O rapaz soltou um suspiro pesado, mas não falou nada, apenas a envolveu com o seu braço direito e foi a guiando em direção ao carro. Abriu a porta para que ela entrasse e após fechar a mesma, deu a volta no carro para também entrar.

Mia recusava-se a olhar para trás, para ver o irmão jogado deitado no banco, também, de certa forma, sentia raiva dele, não estaria ali se não fosse culpa dele. Ficou quieta, em completo silêncio, os olhos fixos nas próprias coxas enquanto pensava em tudo o que havia acontecido e na humilhação pela qual havia passado, havia se tornado um objeto de desejo de homens em meio aquele showzinho da dançarina. Hernando mesmo após entrar no carro e sair da vaga no qual estava estacionado não falou nada, apesar da preocupação clara que estava sentindo, não sabia exatamente como começar aquele assunto, não depois do que havia visto. Por isso mesmo a viagem seguiu em silêncio por longos minutos antes de aquilo começar a ficar completamente desconfortável.

— Ok, Mia, eu não aguento mais. Eu preciso comentar sobre o que aconteceu. — Hernando quebrou enfim o silêncio desconfortável enquanto também gesticulava com a mão direita enquanto a esquerda segurava firmemente o volante, seguiam para a casa de Frederick. Mia não falou nada, mas Hernando pouco importou-se. — Ela é maravilhosa. Céus, ela é maravilhosa, até eu fiquei hipnotizado com aquela mulher. Apesar de incomodado com a forma que aqueles homens tem de apreciar o show. — ele franziu o cenho com as últimas palavras e respirou um pouco fundo antes de olhar brevemente para Mia.

— Então imagine como eu fiquei sendo usada como um objeto para tornar o show melhor. — a voz de Mia soou séria, levemente embargada enquanto ela mantinha os olhos fixos na estrada enquanto olhava pela janela do carro, tinha os braços cruzados e o corpo um tanto encolhido. — Ela é linda, mesmo sem ver totalmente o rosto dela, eu sei que é. O cheiro dela, o beijo, o toque, a presença que ela tem é incrível. Me senti como um fantoche nas mãos dela, se ela pedisse para eu lamber o chão naquele momento eu certamente lamberia. — ironizou de forma mau humorada, como se estivesse criticando a si mesma por ter obedecido cegamente a dançarina quando ela falou. Respirou fundo, sentia-se de alguma forma um tanto magoada, por que agora, caindo na real, sentia-se usada. — Não consegui falar direito com ela quando fui atrás dela. Eu perguntei o por que, o por que de ela simplesmente me escolher tendo a opção de tantas mulheres que podiam simplesmente cooperar e tornar aquilo melhor, mas alguém chegou na hora e ela simplesmente deu aquele maldito sorriso e foi embora. Me sinto usada. — finalizou de forma um tanto rancorosa, uma lágrima teimosa escapou de seu olho, mas não importou-se em limpar por mais que estivesse segurando o choro, estão tão irritada que realmente estava se recusando a chorar.

— Me desculpe por não ter te protegido, eu fiquei meio embasbacado com aquela entrada, quando vi você já estava sendo arrastada para o palco, eu tentei ir atrás e impedir, mas aquele mar de homens se fechou na minha frente, infelizmente não da forma que eu gosto. — o homem soltou um suspiro cansado com toda aquela situação, olhou para Mia novamente vendo-a tão emburrada, de uma forma que partia-lhe o coração. — Sabe, entendo que você tenha se sentido atraída por ela. Até eu duvidei da minha sexualidade por alguns segundos quando ela foi engatinhando até você. Eu juro que fiquei molhado. — a voz grave de Hernando ficou levemente mais histérica, o que, pela primeira vez desde que haviam saído daquele bar, arrancou um sorriso, mesmo que fraco, de Mia. Ele acabou sorrindo junto. — Infelizmente nosso coração e muito menos nosso corpo escolhem por quem vai reagir, no seu caso principalmente, eu imaginava que quando você fosse ficar de quatro por uma mulher seria uma mulherona bem sucedida, provavelmente de um ramo parecido com o seu para vocês tem altas conversas sensuais e intelectuais. — ele estava tentando quebrar todo aquele momento tenso que havia se instalado dentro do carro e pelo jeito, estava funcionando, uma risada fraca saiu dos lábios de Mia.

— Eu não acredito que você já chegou a imaginar isso, Nando. — ela falou de forma levemente ofendida, mas por brincadeira e acabou sorrindo fraco em seguida enquanto olhava para o amigo. — Mas ironicamente eu me interessei por uma stripper, não é? — riu de si mesma sem muito ânimo enquanto dava de ombros e então, finalmente, olhou para o irmão adormecido no banco de trás. — Prova de que minha vida andava boa demais, precisava de algo para fodê-la. — completou, agora em um tom mais sério enquanto desviava o olhar do irmão e voltava a olhar para a rua já conhecendo o bairro em que o irmão morava.

— Uma stripper bem misteriosa e incrível por sinal, ela deve estar rica há muito tempo, com o tanto de notas que jogaram no palco... Eu realmente não sabia que isso dava tanto dinheiro. — franziu o cenho enquanto ia parando o carro em frente à casa em que Fred morava, morava na mesma rua em que a mãe, que morava três casas ao lado. E era justamente a casa que havia construído para formar uma família com a ex-noiva.

Logo Hernando e Mia o levaram para dentro de casa, Mia recusou-se a cuidar do irmão como às vezes fazia dando-lhe um banho e remédios, afinal, ele trabalhava cedo no dia seguinte, mas desta vez apenas o largou no sofá e junto com o amigo, foi embora. O caminho de carro de volta para o prédio em que moravam, que não era tão longe de onde Fred morava, foi feito em silêncio, dessa vez não tão incomodo como anteriormente.

— Posso dormir com você hoje? — Mia parecia mais frágil do que nunca e Hernando claramente via um pedido de socorro naqueles olhos azuis da amiga. Estavam parados no corredor em que ficava ambos os apartamentos e ele, apenas sorriu de maneira terna e acenou de forma positiva com a cabeça.

— Vamos. — falou ao acenar para o próprio apartamento, abriu a porta logo em seguida e adentrou seu lar sem esperar Mia, sabia que ela o seguiria, tanto que logo ouviu a porta sendo fechada.  Ambos foram para a cama em silêncio e da mesma forma se despiram ficando com as roupas íntimas por puro conforto antes de deitarem lado a lado.

Mia enroscou-se em Hernando logo em seguida abraçando o amigo e escondendo o rosto no peito do rapaz, aquele cheiro amadeirado a acalmava de uma forma inexplicável, tanto que logo sentiu seu corpo relaxar.

— Se eu te agarrar durante a madrugada, culpe a stripper que despertou meu lado macho. — a voz soou meio sonolenta, mas pela forma que foi falada Mia sabia que tinha um sorriso largo estampado nos lábios do amigo e ela acabou sorrindo junto.

— Se você for parar no hospital com o próprio pau enfiado no seu cu, culpe a stripper que despertou a minha raiva. — a voz saiu abafada pela posição, mas Mia sentiu um conforto gostoso quando ouviu a risada rouca de Hernando, isso a fez sorrir de forma carinhosa e fechar os olhos com mais força, céus, amava demais aquele homem. Voltaram a ficar em silêncio e Mia logo sentiu o carinho em seus cabelos, estava cansada, estava muito cansada e ficar daquele jeito com alguém era simplesmente maravilhoso. — Eu estou fodida, Hernando. — sussurrou a sua conclusão, a seriedade havia voltado e falou tudo o que sentia naquelas palavras, definitivamente, era assim que estava se sentindo.

— Talvez, Mia. Não olhe toda a situação do lado ruim. Se foi errado ela te levar para o palco e fazer aquilo? Bom, mais ou menos. Pode fazer parto do seu show e a partir do momento que entramos ali, não há como saber se somos ou não clientes, se estamos ou não ali apenas para buscar alguém. Ou ela pode simplesmente ter se interessado por você. Em determinado momento ela sequer dava bola para qualquer pessoa ao redor além de você, Mia. — falava em sussurros, afinal, o silêncio no quarto era absoluto e estavam tão próximos que não precisava aumentar o tom de voz. — A culpada não foi dela por despertar em você esse seu lado. Isso sempre esteve dentro de você, mais cedo ou mais tarde você iria se descobrir, provavelmente de forma mais sutil, mas tudo bem. Agora você vai seguir em frente, você vai aprender a viver com isso e vai se acostumar com a ideia daquela mulher na sua cabeça, assim como eu vou com ela na minha. — não deixou de soltar uma brincadeira, um sorriso preguiçoso desenhando-se no canto de seus lábios. — O que você sente por ela não é nada além de um desejo carnal, o que é extremamente normal, toda carne tem suas necessidades. Você vai se sentir completa quando achar uma garota decente que te desperte interesse e você experimente de verdade, muito mais do que beijos, inclusive, que beijo...

— Hernando, para! — empurrou o amigo com um pouco de força, a risada do rapaz ecoou pelo quarto quando virou de barriga para cima, ela estava irritada por ele sempre fazer questão de comentar algo que havia acontecido naquele bar. A morena rolou os olhos de maneira irritada e virou de costas para o amigo antes de ajeitar o travesseiro para poder dormir. — Filho da puta.

— Desculpe! É que foi muita informação pra processar, eu preciso falar sobre. — ele brincou enquanto se ajeitava na cama novamente e se aproximava da amiga voltando a abraça-la agora de conchinha, ele bocejou.

— Vai se foder. — resmungou, mas não recusou a aproximação do amigo, apenas aconchegou-se mais e preparou-se para dormir, por mais que soubesse que realmente não conseguiria, não com aquela dançarina rondando sua mente, com aquele sorriso após a sua pergunta, o que aquilo havia significado? Queria tanto que a dançarina não tivesse chego justamente naquele momento. Respirou fundo e fechou os olhos, sua mente fora recheada com a visão daquela mulher engatinhando em sua direção, abriu os olhos de repente e suspirou ao notar que definitivamente não conseguiria dormir. A dançarina mascarada não iria deixar.


Notas Finais


Recomendo também ler a tradução da música para entender os sentimentos de Helena.


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