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História Strong - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bem-vindosss. Espero que gostem :))) xoxo.

Capítulo 1 - Letter


Fanfic / Fanfiction Strong - Capítulo 1 - Letter

CAPÍTULO 1

LETTER

- Hum... nada mal. - disse ao abrir a porta da minha mais nova residência. Era o que dava pra pagar no momento - um quarto, uma cozinha minúscula e um banheiro. Não me darei o luxo de ter sofá e televisão por um bom tempo. Coloquei a mala ao lado da porta, tirei o casaco e me joguei na cama. Fechei os olhos por um instante e me perdi no turbilhão de pensamentos até pegar no sono.

Acordei com meu celular tocando e corri para atender.

-Alô? 

-Maya? Por Deus, achei que tinha se perdido pelos bueiros de Londres. -ela fala rindo.

-Muito engraçado, Jade. Também estou com saudades. -disse me deitando novamente na cama.

-Não queria te contar neste momento tão delicado mana, mas não faz nem 24 horas que você saiu de casa e o papai já fez lasanha pro almoço. Se continuar assim, aí que não sentirei saudades suas mesmo -ela termina a frase gargalhando e eu não seguro o riso. Já contei que tenho uma irmã palhaça?

-Ok... aposto que se eu tivesse aí já teria comido metade. Acho bom a senhorita aproveitar e não perder tempo. Obrigada por me acordar inclusive... a viagem me transformou em um zumbi. -levantei pra ir no banheiro e me assustei com a visão no espelho.

-Tudo bem, já vou indo, zumbi. Papai mandou você não esquecer de deixar a carta no restaurante. -ela termina e eu arregalo os olhos. A CARTA! Eu esqueci completamente. Como vou trabalhar agora?

-Ai meu Deus.... -disse já procurando por entre minha bolsa o bendito pedaço de papel. Jade ri no outro lado da linha.

-Eu sabia que tinha esquecido... mas corre que ainda dá tempo. Vou deixar você se organizar pra maratona aí, tem uma lasanha me esperando. Amo você maninha. 

-Também te amo. Manda beijos pro papai. -corro tentando abrir a porta com o celular apoiado no ombro. 

-Bye... -ela desliga e eu guardo o celular descendo as escadas do prédio em direção à estação de metrô logo na esquina. Pelo menos minha semana estudando a cidade não foi em vão... acho pouco provável eu conseguir me perder com facilidade depois de decorar o mapa do metrô mais famoso do mundo. Entrei num vagão de Waterloo - pra minha sorte vazio, e segui mais 10 minutos de viagem. Meu relógio local marca 21h e eu torço mentalmente pra que o restaurante ainda esteja aberto, afinal, não posso morar aqui sem dinheiro... e eu dependo desta carta.

Papai trabalhava em um escritório que gerenciava uma rede de restaurantes. Foi demitido depois de uma crise na empresa, mas manteve seus velhos amigos com quem conversa até hoje. Logo depois decidiu montar uma loja de CD's, sua maior paixão. Dentre esses velhos amigos está o homem que irá (ou não, caso eu não chegue a tempo) me empregar no restaurante dele. E, para eu conseguir este feito, tenho que entregar essa carta até HOJE. 

Corri por entre a estação de Leicester Square até sentir a brisa londrina passeando pelos meus cabelos. Pego a carta na bolsa e vou caminhando até a porta do restaurante escrito em letras garrafais no fundo do envelope. É aqui -pensei. Pra minha sorte, ainda estava aberto. Ao entrar, logo reconheci a música que estava tocando no momento. Um rapaz simpático tocava com seu violão a velha e boa Let it Be num palco, enquanto casais jantavam em mesas à luz de velas. Ele cantava me observando passear pelo lounge, enquanto procurava o tal amigo do meu pai. Adentrei mais ainda o restaurante e chamei por uma moça de avental que parecia entediada. 

- Olá... sabe me dizer se William Pale se encontra? - disse enquanto apertava a carta por entre as mãos, inquieta. Sua expressão muda de repente, e parece saber o que me levou até aqui. 

- Olha... vou ser sincera. O restaurante já está cheio de garçonetes e se eu fosse você não ia querer trabalhar aqui com tanta concorrência assim. -ela fala e eu olho pro chão sem saber o que falar. 

- Obrigada pela preocupação mas... na verdade, sou cantora. Preciso que ele leia uma carta do meu pai. -tentei não parecer rude, e ela agora me olha de um jeito curioso. 

- Tudo bem, vou chamá-lo. A propósito... qual seu nome mesmo? - cerra os olhos.

- Maya Evans. -sorri de lado. Ela assentiu e subiu as longas escadas ao lado do bar. Me virei e voltei ao lounge, para ouvir um pouco mais a música. 

Desde meus 6 anos eu amo cantar. Meu pai era apaixonado pelo U2 e minha mãe pelos Beatles. Passei a cantar em apresentações na escola e logo que me formei consegui fazer aulas de canto no Rio de Janeiro. Escrevi 4 músicas e lançei um EP. Uma chamou mais atenção das rádios e me levou a alguns pockets shows em shoppings e em casamentos. Em 5 meses consegui economizar uma boa quantia e foi o que me levou até aqui. Se sr William me aceitar, vou ficar um nojo... já estou até pensando nos tênis da Gucci que irei comprar. Se bem que nem guarda-roupa eu tenho. Rio sozinha até que escuto passos na escada. Ajeito-me e forço um sorriso nervoso. 

- Maya? Filha de Daniel Evans? -um senhor alto e barbudo diz, tentando acreditar na minha presença naquele lugar.

- Prazer, sr William. -sorrio e estendo a mão para um aperto. -Meu pai falou muito do senhor... ele inclusive te mandou esta carta. -entrego-lhe e de certa forma me sinto confiante. Ele pega a carta e abre lentamente. Ao ler, cerra os olhos e fica pensativo por um instante. Mordo os lábios esperando uma resposta.

- Bem... nem sei o que te falar. Só sei que você chegou em boa hora. Talvez eu não possa te oferecer exatamente o que está escrito aqui, mas podemos fazer um acordo. -ele diz e eu franzo o cenho. Acordo? Tomara que eu não esteja sendo traficada. Cruzes. 

- Que tipo de acordo? - ele ri e me leva até o lounge, parando numa mesa de vista para a lateral do palco.

- Erick Benson. Contratei semana passada. Os clientes adoraram... não queria ter que tirá-lo por agora. -ele diz enquanto o rapaz dedilhava em seu violão. Parei por um instante e pensei. Melhor do que nada não é mesmo? 

- Tudo bem, eu entendo... acho que isso não vai ser necessário. O palco tem espaço para dois. - falei rindo e ele assentiu. 

- Caso queira, pode começar amanhã.... o movimento vai ser grande. Sobre o pagamento, inicialmente posso te pagar 300 libras. - ele mediu as palavras. Eu assenti, afinal, ainda posso tentar umas gorjetas ou quem sabe virar um soldado no palácio da vovó Elizabeth. 

- Fechado. -sorri e apertei sua mão. 



 


Notas Finais


O que acharam??? :))))


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