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História Strong Girl - Naruhina - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Parte 2


Eu estava tomando meu café da manhã tranquilamente na cafeteria que eu sempre frequento. Quando um assaltante apareceu armado e começou a colocar o terror no ambiente. Do jeito que eu estava, fiquei, porque eu não teria chance alguma contra uma arma carregada. Além de tudo, eu poderia piorar a situação caso reagisse ao assalto. A atendente, desesperada, passava todo o dinheiro para o encapuzado, que permanecia apontando a arma para ela. Enquanto pedia para todos permanecerem no chão. Ousei levantar o olhar, correndo o risco de levar um tiro, pois estava bem na linha do assaltante. Quando uma garota entrou na cafeteria, ela parecia não saber o que acontecia ali.

E, quando meus olhos recaírem nela, meu coração acelerou. Ela era linda! Os olhos prateados, lunares, a pele branca, cabelo incrivelmente preto, chegava a refletir um azul escuro dependendo do ângulo. Percebi, porque ela se virou minimamente, quando o assaltante apontou a arma para ela. Gelei. A garota não tinha culpa de nada, entrou na inocência naquele lugar e agora corria o risco de ser baleada por isso.

Foi quando eu decidi agir, levantei num ímpeto e, quando o fiz, o assaltante imediatamente disparou um tiro em minha direção. Que veio diretamente de encontro ao meu coração.

Eu iria morrer. Era o fim.

Morreria antes de descobrir quem era meu anjo, a minha salvadora. Inútil. Nem para isso prestei. Para que me serviu tanto dinheiro, depois que consegui minha empresa? Eu morreria sem saber quem salvou minha vida!

A partir desse momento, tudo aconteceu em câmera lenta, eu via a bala vindo até mim, rápida, ágil. Enquanto eu não conseguia me mover. Minhas pernas travaram e eu só conseguia pensar que era o fim de tudo. Morrer não deveria ser tão ruim, pensei.

Foi quando a garota, que até então estava encarando o assaltante, se moveu. Rápida, feito uma bala. E, num instante, ela estava na minha frente, parando o projétil com a palma da mão. Fiquei em choque, olhei a bala caindo no chão com um barulho agudo e toquei meu peito, imaginei que morri e se quer percebi. Só que não. Eu estava vivo, vivo graças àquela garota miúda à minha frente. Respirei fundo, tentei tocá-la, mas não tive tempo, em outro segundo, ela estava entortando o cano da arma e imobilizando o assaltante. Que não teve chances nem de revidar. Ela agira tão rápido que meus olhos não acompanhavam. Meu coração galopou. A garota torceu o braço do assaltante a ponto de ele gemer e implorar por misericórdia, ao passo que ela sorriu e, olhando para mim ordenou:

— Chame a polícia.

— Quem é você? Posso saber seu nome? - perguntei, fascinado.

Um sentimento de déjà-vu tomando conta de mim, puxei na memória o que eu me lembrava da minha garota. Meu anjo. Quando ela afirmou:

— Eu não existo.

— Existe! - revidei e fui até ela. - Liguem para a polícia. - ordenei aos remanescentes, mas não foi preciso, a atendente já discava no celular.

No outro segundo, minha salvadora já não estava dentro da cafeteria. Fugira de mim mais uma vez. Seria ela? Tinha de ser! Não podia existir duas garotas tão fortes no mesmo lugar. Era ela. Sai apressado da cafeteria, encontrando-a esperando o ônibus, a blusa de moletom rosa que vestia dispunha de um capuz e, quando o colocou, cobrindo os cabelos negros eu agi.

— Espere! - exclamei. - Não fuja de mim de novo...

— Não se aproxime. - e olhou-me de esguelha, o vento balançando seus cabelos que o capuz não conseguia cobrir ao todo.

O nariz arrebitado e pequeno, a pele alva, os lábios vermelhos... Era ela.

Corri.

Só que o ônibus chegou nesse exato momento, levando-a mais uma vez para longe de mim.

(...)

Cheguei em casa naquele dia destruído, não consegui produzir, não trabalhei, não revisei os projetos em andamento. Nada. Só pensava na garota que salvou minha vida duas vezes, disso eu tinha certeza. O que eu precisava fazer para que ela me notasse? Se abrisse para mim? Sai de casa novamente, disposto a encontrá-la, eu a procuraria em todos os lugares se preciso fosse. Já que os detetives que contratei não fizeram seu trabalho direito.

Rodei e rodei, por todos os lugares do bairro, fui até à periferia, onde eu nunca ia. Mas, não encontrei sinal nenhum da minha garota. E, quando estava quase desistindo, dando meia volta e retornando para minha casa, desiludido. Dois homens pararem meu carro, novamente apontando uma arma para mim.

Droga!

O que eu queria também? Eu deveria ter escolhido um carro simples, mas não, peguei justo o mais suntuoso. O primeiro que vi na garagem.

— Saia do carro com as mãos na cabeça, playboyzinho. - ordenou, sacudindo a arma em minha direção.

— Tudo bem, tô saindo. - respondi, colocando a mão na cabeça.

Quando já estava com o pé fora do carro, alguém empurrou um dos garotos contra o veículo, amassando a lateral.

Sai num ímpeto, a tempo de ver um ser miúdo imobilizando o outro garoto. Fiquei em choque, foi quando reconheci aquele rosto, era ela. Eu a encontrei.

— Se eu pegar vocês assaltando aqui de novo, eu vou fazer coisa pior!

— Tudo bem, Hina. - um deles levantou as mãos em sinal de defesa ou rendição.

— Não fala meu nome. - ela gritou, fechando punho. - Agora vaza!

E os dois saíram derrapando no chão, reclamando de dor. Ela devia ter quebrado alguma coisa deles, eu jurava ter ouvido um crack.

— Te achei. - eu disse, sorrindo.

— Você é louco? - devolveu, colocando o capuz. - Vem aqui com esse carro e espera sair vivo? E seu eu não interferisse?

— É a terceira vez que você me salva. - declarei, não me importando com a represália dela.

— Você é insistente. - meneou a cabeça, olhando-me com curiosidade.

Sob a luz da lua seus olhos ficavam ainda mais incríveis, eram como se refletissem o brilho pálido e prateado do astro que brilhava forte no céu.

— E você é linda. - me ouvi dizer, observando seus traços mais de perto, mesmo com a pouca claridade. - Eu te procuro há anos, desde quando você salvou eu e mais várias crianças que estavam dentro daquele ônibus.

— Eu sabia que era você. - ela respondeu, suspirando.

— Me fala seu nome, por favor. - quase implorei. - Acaba com a minha agonia.

— Hinata... Hinata Hyuuga. - respondeu, por fim.

— Hinata... - repeti em deleite.

— Prazer, eu me chamo Naruto Uzumaki.

— Eu preciso ir. - afirmou, já fazendo menção de fugir de mim de novo.

— Não fuja. - eu pedi, segurando-a gentilmente pelo pulso.

Estava ciente de que ela poderia quebrar todos os meus ossos se assim desejasse. Contudo, Hinata apenas me encarou, os olhos prateados confusos. Fixos em mim. Foi quando uma garota veio correndo feito uma flecha sabe se lá de onde e se chocou contra as costas de Hinata, levando-a direto para os meus braços com uma certa brutalidade. A segurei contra mim instintivamente, ouvindo uma risadinha abafada vinda da garota que a empurrou.

— Hanabi! - Hinata a repreendeu, tentando se afastar, só que eu a segurei com sutileza.

— Só estou dando uma forcinha, você fala desse loiro há anos, já estava na hora de parar de fazer doce. - a outra retrucou, rindo e num instante sumiu do meu campo de vista.

Rápida, como Hinata. Parecida também, eram duas?

Não tive tempo de raciocinar ou refletir, Hinata quis se afastar, só que eu a impedi, mantendo-a rente a mim.

— Fica aqui, por favor... - implorei, levantando minha mão direita para tocar seu rosto. - Eu te procurei por tanto tempo, só quero ter certeza de que é real.

— Eu sou real. - ela balbuciou.

— Então não fuja mais de mim. - pedi, finalmente tocando seu rosto, Hinata fechou os olhos.

— Não fugirei. - ouvi em resposta.

Aproximei-me sorrateiramente de Hinata e, um segundo após, eu a beijei. Quando nos afastamos, o que eu ouvi de sua boca não me surpreendeu, nada em Hinata era comum, ela não era comum.

— Me arruma um emprego?

Eu sorri.

— Eu faço qualquer coisa por você. - afirmei, mantendo-a cativa em meu abraço.

Finalmente eu encontrei, a minha garota, o meu anjo, aquela que eu carinhosamente apelidei como Strong Girl.

Fim.



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