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História Strong Girls - Capítulo 4


Escrita por: e Ayvez


Notas do Autor


Titia Ully chegou! Com quase um mês sem atualização, mas pelo menos chegou, hum? É como dizem: antes tarde do que nunca. E eu devo dizer que finalmente irão saber o nome da minha oc, amém irmãos!

Enfim, vou parar de enrolar.

━♡' INFORMAÇÕES;

✎ Não betado. Apenas revisado e provavelmente contêm erros de ortografia.
✎ Contêm linguagem imprópria.
✎ Flashbacks e leves alucinações.
✎ Narrado inteiramente por Bella Marie Swan.

Boa leitura a todos e todas!

Capítulo 4 - 003: Alucinações, Lembranças e Pássaros Azuis.


Fanfic / Fanfiction Strong Girls - Capítulo 4 - 003: Alucinações, Lembranças e Pássaros Azuis.

❝ A dor nos faz tomar decisões erradas. O medo dela também. ❞

Bella Swan

Eram quase onze horas da noite e, como sempre, Charlie e eu estávamos tendo outra discussão sobre minha situação atual.

— Eu não quero voltar para Phoenix, Charlie! — Quase berrei, já sem paciência para manter o tom de voz calmo que estava tentando permanecer até o fim.

— Isso é para o seu bem, Isabella! — O homem gritou de volta, também perdendo a paciência que lhe restava.

Estávamos há quase uma hora — se não mais — na mesa de jantar falando sobre como eu estava péssima e, é claro, que nenhum dos dois aguentava mais fingir que estavam calmos. "Estouramos" rápido demais, e ao mesmo tempo, o que só dificultava as coisas.

— Eu não vou! — Subi as escadas um pouco rápido, tentando não cair e me machucar. Seria desastroso e inconveniente em nossa situação.

— Você precisa! Está ficando pior a cada mês. Você não saí ou conversa com seus amigos, muito menos usa o celular que os adolescentes… tanto gostam dessa geração.

Fazia uma semana e meia que eu e Charlie estávamos tendo discussões constantes graças as suas tentativas insistentemente de me convencer a voltar para Phoenix, mas eu me recuso a sair de Forks. Isso era para ser algo bom, já que sua única filha nunca sairia do seu lado. O que mais ele quer?

Eu não vou! — Repeti assim que parei de subir as escadas, me virando rapidamente para trás e o olhando séria, demonstrando que ele não me faria voltar atrás. Era minha decisão, e Charlie precisava aceitar, por bem ou por mal.

Bella...

— Além do mais, eu saio! Vou sair esse final de semana com Jessica. — Inventei ao virar as costas e voltar a andar, indo diretamente até meu quarto.

— O quê? — Charlie questionou, parecendo surpreso, mas também não acreditando por completo.

Era óbvio que aquilo era apenas uma saída para aquela discussão não se estender de forma desnecessária, mas eu não voltaria atrás.

— É isso aí! Eu vou sair! — Gritei quando finalmente cheguei na porta, segurando a maçaneta da mesma e olhando rapidamente em na direção do homem de farda policial.

O Swan mais velho ainda estava no fim da escada, me olhando de forma surpresa e claramente espantada, processando a informação.

— Sair com quem? Quando? Onde?

— Jessica me convidou há uns dias atrás na aula de biologia — Eu e ela nem tínhamos essa aula juntas, mas foi a primeira coisa que me veio a cabeça — E nós vamos ao cinema, nós e mais algumas pessoas, pelo o que ela me disse por mensagem. — completei, rapidamente dando as costas a Charlie e entrando no meu quarto, batendo a porta do mesmo no processo.

Pude ouvir alguns resmungos vindo debaixo, mas eu já tinha percebido a burrada que havia feito: Eu tinha que falar com Jessica e mais algumas pessoas. E tinha que convidá-los para ir ao cinema! Droga! Droga! Droga! Mil vezes droga!

— Merda! — Xinguei, assim que a dor latente veio até um dos meus dedos do pé direito.

Afastei o pé do chão e trouxe o mesmo até minhas mãos na frente das pernas de forma automática. E isso não podia terminar diferente; comigo perdendo o equilíbrio e indo em direção ao chão, mas tentando me segurar no espelho — especificamente no pano que havia por cima do mesmo —, e acabando ainda sim indo ao chão, mas tendo um tecido cheio de poeira caindo por cima do meu corpo.

Soltei um espirro assim que respirei enquanto resmungava algo que eu mal entendia o significado ou a pronuncia. Ao mesmo tempo em que eu me levantava lentamente.

Tirei o pano de cima da minha cabeça, e rapidamente me sentei no chão ainda sentindo a dor da queda e dedinho que eu havia batido, ficando assim de frente para o grande espelho que eu mesma havia tampado há alguns meses atras, apenas por medo de me olhar no mesmo conforme o tempo ia passando.

Rapidamente me assustei com o que vi nele, o reflexo me espantou: minhas olheiras estavam claramente visíveis, até maiores e mais pesadas do que as dos vampiros. Mas enquanto eles pareciam mais charmosos com as mesmas, eu parecia uma pessoa doente e que claramente estava sem comer corretamente há meses — o que não era de maneira alguma mentira —.

Minha pele estava mais pálida que o normal, dando ainda mais destaque ao quanto eu parecia mal de saúde. Além do meu corpo, que também estava mais desnutrido. As poucas curvas que eu possuía haviam sumido, dando lugar a nada mais que a magreza excessiva.

Eu não me alimentava bem desde… desde que Edward tinha me deixado.

Por um momento percebi que tudo estava girando em torno dele.

Edward, Edward e mais Edward. Eu não fazia nada por mim? Nada? Absolutamente nada?

Pensei, mas rapidamente voltei a realidade quando um som agudo chegou até meus ouvidos. Perto demais.

Olhei para o lado que identifiquei ser o mais provável que vinha o som, e pude ver um pássaro na coloração azul, branca e preta parado a menos de dois metros de mim, me observando com um interesse questionável.

Desde quando pássaros gostavam de mim? Ou melhor: desde quando pássaros chegavam tão perto assim de pessoas sem mais nem menos?!

Observei-o, vendo o quanto era belo aos meus olhos, e ao ver ele virar a cabeça para o lado eu quase sorri.

A pureza de um animal era realmente adorável.

Me surpreendi quando vi que o animal deu dois pulinhos, chegando mais perto ainda um pouco arisco, mas querendo claramente me tocar ou só se aproximar. Era estranho, pois eu sentia que ele estava… preocupado?

Um pássaro? Preocupado comigo? Impossível.

Ao pensar isso, vi o animal endireitar a cabeça, me olhar por poucos segundos e rapidamente abrir as asas, saindo do meu quarto pela janela ainda aberta.

Fiquei olhando para onde o animal estava. Tão perto, mas tão longe ao mesmo tempo. Era tão… adorável e fofo. Parecia seguro de si.

Eu queria ser como ele.

Quando abri os olhos, a primeira coisa que percebi foi que o sonho que eu estava tendo não era real.

Era apenas uma lembrança antiga e que nunca voltaria.

Os sorrisos e as gargalhadas ainda ecoavam na minha cabeça como a cena de filme tão belo e antigo passava em uma televisão. E isso era improvável já que, eu não costumo esquecer de algo e lembrar com tanta intensidade, pelo menos não com memórias felizes.

Como eu pude esquecê-la?

Questionei enquanto fechava os olhos mais uma vez, respirando fundo o aroma de terra molhada que estava instalado no quarto graças a — mais uma vez — ação de deixar a janela do meu quarto aberta. Ainda possuía esperança dele voltar. E eu sei o quanto esse pensamento era e me tornava patética.

Joguei-me de costas na cama macia novamente, pensando em toda aquela memória tão viva como as cores de um arco-íris.

Sorri involuntariamente ao me recordar de quando eu e Lawrence saiamos na chuva por pura insistência da mesma.

Ela era tão radiante, tão pura, e eu era... mais feliz?

— Vamos Marie! — A voz doce da morena pareceu ecoar dentro da minha cabeça. O sorriso e as risadas enquanto corria em direção a chuva e rodopiava na mesma pareceu como um filme que passava em uma simples tarde qualquer de Domingo.

— Tem certeza que… quer fazer isso? Podemos ficar gripadas, e você sabe como eu fico quando pego um resfriado. — A minha insegurança era clara, mas a euforia de querer me molhar também era evidente.

Eu queria tomar um banho de chuva, mas havia o medo das consequências.

Pude ver a morena vir até mim, agora completamente molhada, mas não tardando a chegar na minha frente e estender uma das mãos em minha direção.

— Se pensar assim nunca vai se divertir de verdade, Isabella. — O sorriso dela quase me fez ceder de imediato, tanto que eu ergui a mão, mas não tive coragem de tocá-la, ficando ainda sim em um impasse.

— Você confia em mim? — Demandou após revirar os olhos com minha insegurança, mas não me forçou a pegar a mão e nem tirou a expressão de paciência do rosto. Lawrence esperaria o tempo que fosse, e isso era uma das coisas que eu amava nela: sua paciência.

— Sim — murmurei baixinho, ainda um pouco insegura, mas logo toquei a mão da morena à minha frente fazendo a mesma sorrir ainda mais com isso. Mesmo fria por conta da temperatura da própria água que caía dos céus, isso não me fez sentir menos segura, muito pelo contrário.

Eu sorri de leve com tamanho conforto que aquilo me passou. Mesmo gelada e molhada — temperaturas que eu particularmente odiava —, Lawrence conseguia passar um conforto que era de se invejar.

— Então não se prenda ao desconhecido. Às vezes ele pode ser a melhor coisa que pode lhe acontecer. — Apertou minha mão um pouco, me passando segurança enquanto ainda estava na chuva e eu em cima do pequeno degrau da porta da frente, embaixo de uma pequena cobertura que me impedia de molhar algo além dos meus pés — qual estavam protegidos por uma bota amarela de plástico.

— Se eu ficar doente... — comecei, ainda um pouco insegura. Até eu me irritava com o tanto que eu conseguia ser medrosa.

— Eu cuidarei de você, não se preocupe. — Sorriu ao final, parecendo compreender o meu medo. E fazendo o mesmo evaporar instantaneamente.

— Ok. — Respirei fundo, em seguida dando um passo para frente e finalmente deixando a chuva molhar meus cabelos aos poucos.

Não demorou até nós duas estarmos correndo no meio da rua, qual era pouco movimentada em dias úmidos como esses.

As gargalhadas e as risadas foram sumindo quando um soluço involuntário cortou minha garganta, fazendo uma espécie de nó formar-se ao redor na mesma.

— Sinto sua falta — murmurei sem controle de minhas próprias palavras. Havia sido tão automático que um aperto em meu peito pareceu tirar o meu oxigênio repentinamente e eu acabei por fungar.

Doía dizer isso, não tanto como lembrar de Edward, mas as lembranças com ela pareciam algo tão perto de alcançar, diferente do vampiro centenário que tinha me deixado há alguns meses.

Lawrence parecia ser mais importante que Edward, então por que pensar nela doía tanto tão repetidamente? Eu havia me esquecido dela, e do nada me lembro? O quê está acontecendo?

Rapidamente limitei-me a apenas levantar, com um pouco de dificuldade graças ao estômago vazio e corpo mais fraco, mas o suficiente e a tempo de ouvir o despertador começar a tocar, indicando que já eram seis horas e eu precisava ir para a escola.

Murmurei algo que nem mesmo eu compreendi, logo indo até o chuveiro ainda com uma pequena manta cobrindo meus braços graças ao frio excessivo.

Seria uma longa manhã. Ainda mais ao lembrar que eu teria de dar um jeito de conseguir coragem para convidar Jessica e os outros a irem ao cinema.

— Droga! — xinguei após sentir uma dor no cotovelo ao bater na maçaneta da porta. 

Mais uma roxo para a coleção, maravilhoso! Tem como esse dia ficar melhor?!

Respirei fundo, claramente nervosa com minha situação atual:

Eu estava na escola, especificamente no refeitório, e olhando a mesa onde estavam sentados Mike, Jessica, Angela e Eric. E chegar neles nunca pareceu mais difícil como hoje.

Fazia tanto tempo que eu não socializava, que parecia impossível me imaginar chegando neles e dizendo algo como um simples "oi".

Eu me sentia a novata intrometida!

Ok, vamos lá. Você não é covarde Isabella... Você não é! Isso é para mostrar para Charlie que você pode sim socializar após-

— Oie gente — murmurei assim que cheguei do lado da mesa em que os quatro estavam, claramente insegura e com medo de parecer uma intrusa no meio deles.

— Bella? — Jessica questionou, se engasgando rapidamente com o suco natural que a mesma ingeria no momento. A loira virou-se para mim, sequer tentando esconder a surpresa em me ver ali, em pé, bem ao seu lado.

— Sou eu. — Tentei sorrir, e tive certeza de que não havia ficado muito bonito. É, acho que nem sorrir eu sabia mais.

— Precisa de alguma coisa, Bella? — Foi a vez de Eric perguntar, também surpreso em me ver tentando puxar algum assunto, mas disfarçando melhor do que a loira ao meu lado.

— Bom, não. — tombei a cabeça para um lado, e sentindo minha nuca pegando fogo.

Droga, timidez agora não, por favor.

— É que... Eu andei pensando, na verdade eu acho que... — mordi o lábio inferior, vendo o quanto que a falta de prática estava me amaldiçoando. Tudo o que eu tinha pensando em dizer parecia ter simplesmente sumido da minha memória.

— Ei, calma Miss Arizona! — Mike parecia segurar a risada, mas também parecia feliz em me ver ali. É claro que ele estava feliz...

— Está tudo bem Bella. Fale com calma. — A voz doce de Angela chegou até meus ouvidos como um remédio, mas ao mesmo tempo como uma maldição.

Senti um braço contornar meus outros, rapidamente me fazendo sentar em uma das cadeiras que notei no mesmo instante ser a que, Angela estava sentada. 

— Ok... — respirei fundo, tentando não ter uma crise de choro ali. Não era a hora, definitivamente não era.

Se passaram poucos minutos até que me vi mais calma e não tardei a olhar para Angela, tentando demonstrar o quanto estava grata. Ela apenas sorriu e acenou com a cabeça, mostrando que havia compreendido.

— Bom, eu estava pensando se vocês gostariam de... sabe — me embolei novamente, e por instinto acabei olhando para a mesa dos Cullen, por puro reflexo e até mania. Porém quando meu olhar pousou na mesma, pareceu congelar ali com o que eu enxergava.

Era impossível. Todos estavam ali, menos um em especial, mas isso não foi o suficiente para me fazer desviar o olhar.

Quatro Cullens estavam à mesa, completamente alheios a tudo em sua volta, em sua bolha perfeita como no dia em que os vi pela primeira vez há um ano atrás. 

Rosalie e Emmett se olhavam com tanto amor que eu me senti constrangida, e o sorriso de um para o outro fez o sentimento se duplicar.

A memória de Edward me olhando da mesma maneira em uma madrugada qualquer me fez sentir uma nostalgia tão agradável que quase foi o suficiente para me fazer pronunciar o seu nome.

Desviei o olhar de ambos — Rosalie e Emmett — automaticamente, focando em Alice e Jasper.

A pequena fada dizia algo com um sorriso enorme nos lábios, a sua animação parecia não ter mudado nada em todos esses meses.

Era mágico. Alice era mágica.

Mais uma memória me bombardeou, uma de nós duas na casa dos Cullens, com Alice me fazendo de boneca enquanto dizia o quanto que eu ficaria linda se me produzisse mais e, claro, deixasse ela renovar meu guarda-roupa inteiro se fosse do meu agrado. Não era. Nunca seria.

Além de que, ao seu lado o Hale parecia estar estranhamente confortável. Até sorria para a pequena Cullen, parecendo completamente hipnotizado pela sua beleza e animação momentânea.

Parecia, como sempre, um filme. Eles eram tão perfeitos que qualquer coisa que fizessem se transformaria automaticamente em cenas de novelas de pessoas da alta classe e com uma beleza de invejar qualquer um, até mesmo as grandes celebridades.

Um barulho de pássaro foi o suficiente para me fazer piscar algumas vezes enquanto finalmente saia do pequeno "transe". E quando voltei a olhar para a antiga mesa dos Cullens, os mesmos haviam sumido, me mostrando assim que tudo não passava de uma simples e doce alucinação.

Outro barulho de pássaro chegou até meus ouvidos e mais uma vez eu vi o pássaro azul de ontem, mas desta vez ele estava em pé na mesa onde antes estavam os quatro adolescentes — não tão adolescentes assim.

O ser extremamente pequeno me observava com a cabeça um pouco virada para o lado, parecendo curioso sobre mim, como sempre.

Juntei as sobrancelhas, e o animal de coloração tripla jogou a cabeça para o outro lado, soltou mais um barulho fino com seu bico e deu dois pulinhos em minha direção, mas rapidamente levantou vôo e saiu de minha visão.

Pisquei algumas vezes, me questionando rapidamente se aquilo foi real. Esse pássaro era uma alucinação? O que ele-

— Isabella? — Ouvi a voz de Mike chamando-me, e rapidamente desviei a atenção da mesa vazia e olhei para o lado ainda um pouco surpresa com tudo que havia acontecido.

O que aquele pássaro significava, afinal de contas?

— Sim? — Perguntei de volta, ainda um pouco perdida na alucinação.

— Você ia dizer algo. Tá tudo bem? — Eric. Olhei-o, e logo me lembrei o que iria fazer.

— Oh, sim sim. Eu me lembro sim. — puxei o ar para os meus pulmões, decidindo esquecer o acontecido anterior. — Bom, eu só... só estava pensando se vocês gostariam de ir no cinema esse final de semana.

O silêncio na mesa foi imediato, e eu fiquei confusa até olhar as expressões de cada um. As mesmas continham o mais puro e claro choque.

— O que foi? — demandei após uns segundos de silêncio. Angela foi a primeira a parecer voltar a realidade.

— Está convidando a gente para sair? Tipo, sair da cidade?

— Sim. Por quê? Se não quiserem eu entendo, é só que-

— Eu topo! — Mike falou um pouco alto, me assustando brevemente com a entonação de suas palavras.

— Se Mike vai, eu também vou! — Jessica, claramente demonstrando um pequeno ciúmes por minha parte pelo loiro, como sempre.

— Bom, eu vou! — Angela se pronunciou, sorrindo para mim e eu acabei tentando sorrir de volta, só espero ter conseguido.

— Se algo acontecer, é bom ter alguém do jornal da escola para, vocês sabem, registrar tudo mais tarde. — Eric, mas era claro que só estava indo por Angela. A troca de olhar de ambos demonstrava claramente que algo estava rolando, mas que não possuíam coragem de transmitir em público.

Rapidamente eu percebi o que aquilo havia se tornado, um encontro de casais! Eric e Angela; Mike e Jessica.

Droga! Não era exatamente isso que eu esperava, mas diria que é melhor do que nada. Além de que, só estou fazendo isso para mostrar para Charlie que eu ainda saia com os meus amigos — uma coisa que claramente não acontecia —, já que sair de casa ou socializar não me chamava mais tanta atenção como antes. Só espero ser o suficiente para Charlie desistir de me convencer a voltar para Phoenix.

Eu, definitivamente, não me vejo mais lá, não na situação atual, mas... Quem sabe eu vá para lá no final do ano para visitar Lawrence? Será que ela sente saudades de mim? Como está? Arrumou finalmente um namorado?

São tantas perguntas que eu queria ter as respostas, mas a única que realmente me importava era: será que Lawrence ainda me considerava uma amiga? Ou pelo menos uma conhecida? Já faz tanto tempo. 

— Ei Bella! — A voz de Angela me tirou de meus pensamentos, e eu rapidamente virei meu rosto para encará-la.

— Sim?

— Eu acho que já deve ter percebido, então... Vou tentar arrumar um par para você até sábado a noite, tudo bem? — A gentileza de Angela, por um momento, me lembrou Lawrence e suas tentativas de me fazer ficar romanticamente com alguém. Quase ri com isso.

— Eu iria gostar. Obrigado. — O sorriso foi involuntário e me pareceu sincero, pois a morena a minha frente sorriu de volta, logo voltando a se enturmar na conversa com os outros.

Eu não me importei tanto em me enturmar, apenas foquei em comer o que havia pegado e beber o suco natural o máximo que eu conseguia. Não seria bom desmaiar de fome aqui no meio de tanta gente.

Seria uma longa semana de convivência, levando em conta que ainda estávamos na terça-feira de manhã.

É, acho que vou conseguir ficar em Forks por mais algum tempo, Charlie.


Notas Finais


━♡' Comentários são importantes para que a autora não desanime e a fanfic não caia.

━♡' Se gostou, não se esqueça de deixar seu favorito — caso não tenha deixado ainda —.

Tá grande? Tá grande? Tá meio chato? Talvez, mas se vocês vissem a ideia original iriam me bater. Foi o melhor que consegui fazer, deixando o menos monótono possível e espero que seja o suficiente.

O que será que significa esse pássaro? Hmmm~~~

Aliás, eu estou com uma dúvida bem forte aqui. Eu tenho três plots/ideias de com quem fazer o par da Bella. Mas eu preciso saber de uma coisa: vocês preferem que seja Imprinting ou naturalmente? Ainda mais que: lésbico ou hetero? Pois eu tenho, (dane-se vou dizer) uma ideia de fazer a Bella com uma certa loba faz um tempo, mas são vocês que me darão uma empurrada na decisão oficial.
Andei conversando com uma amiga e ela quase me fez fazer a Bella ficar com o Jacob, mas sinto que não se encaixaria muito bem, pois quero fazer algo realmente fora do padrão. Mas o que vocês acham de fazer ela com o Jacob? E já deixando claro que os lobos serão bem importantes para a Bella e a Lawrence desde o começo, okay? Não se esqueçam que ainda tem a Victoria nessa coisa toda!

Vão compreender com o tempo o que eu quero dizer. Gehe~

No próximo capítulo vamos ter FINALMENTE E OFICIALMENTE Charlie falando com minha OC. Estão animadas(os)?! Pois eu estou! Aliás, próximo capítulo já começa com uma leve "treta" (gírias do século vinte e um, aiai). Mas não digo mais nada. k

Enfim, já falei demais (como sempre) e praticamente pipoquei a cabeça de vocês pensando como que vai ser esse romance, hein?! Hum. ~
(Será que alguém se pergunta quem vai ser o par da Lawrence ou se ela já tem? Hummm.)

Desculpem os erros, tento meu melhor.
Obrigada a todos que leram até aqui e ainda não desistiram da fanfic. Até o próximo capítulo, meus amores. <3


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