História Strong Woman - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Angel, Aquarius, Brandish μ, Cana Alberona, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Mest, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Yukino Aguria, Zeref
Tags Nalu
Visualizações 73
Palavras 2.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores, trago mais um capítulo para vocês.

Tentem ignorar os possíveis erros gramaticais e boa leitura 😊😊

Capítulo 4 - Proposta


                   CAPÍTULO

                           3

            […] Dois dias depois...

— O quê?! — exclamo ao telefone, o que me fez parecer um louco enquanto andava pelos corredores da empresa.

— Isso mesmo que você ouviu maninho — a voz de Erik soava risonha — Ou você me encontra neste exato momento, em frente a sua empresa, ou eu entro e vou até a sua sala, precisamos conversar. Você anda me ignorando.

— Eu sempre te ignorei, Erik. Mas se você está tão desesperado assim para falar comigo, tudo bem, me encontre na entrada. — finalmente dou-me por vencido, dando um giro e caminhando em direção a entrada.

Desligo o telefone e suspiro profundamente, não me recordava do meu meio irmão ser tão insistente.

Talvez seja o peso na consciência dele dizendo para que me peça desculpas…

Mas eu estou cansado das desculpas dele.

Os últimos dois dias não tinham sido nada fáceis, afinal, além do sequestro que havia sofrido, tinha meus próprios problemas para lidar. Saber quem estava por trás daquele atentado era o principal deles, e o mais difícil de resolver.

Depois da visita de Gray, eu havia recebido alta do hospital, afinal, meu problema não era tão grave assim ao ponto de precisar ficar internado ou algo do tipo. Ainda tive que passar na delegacia para dar depoimento sobre o sequestro, claro que eu não revelei como havia sido liberto, não queria expor o segredo de Lucy. Eu devia aquilo a ela, me sentia bastante grato por ela ter arriscado sua vida para me salvar, porem, o pior foi tentar driblar Gray sobre como consegui me libertar dos mafiosos, mesmo ele sendo meu melhor amigo, não podia contar a verdade, todavia, ele não saía mais da minha cola. Ele sabia que eu estava o escondendo algo, ninguém me conhecia tão bem quanto ele, agora teria que inventar alguma coisa para tentar me livrar de seus interrogatórios.

Antes do depoimento, tinha conversado com Lucy, nos dois concluímos uma bela história para explicar sua aparição repentina no cativeiro em que havia sido mantido. Ela estava andando de bicicleta quando ouviu um barulho estranho vindo da cabana, então se aproximou do local e viu os três homens suspeitos brigando entre si ao ponto de ficarem gravemente feridos. Quando viu os homens caírem desmaiados no chão, ela adentrou o ambiente e me viu encostado no poste de madeira completamente desacordado. Então foi aí que ela pegou o celular e ligou para a ambulância, e quando chegamos ao hospital, um dos médicos ligou para a polícia.

Perfeito.

Quando já estava de frente a entrada, consegui avistar Erik com as mãos no bolso, me aguardando pacificamente. Revirei os olhos só de pensar que teria que ter um diálogo com ele, parecia tedioso.

— Irmãozinho, quanto tempo… — o idiota sorriu enquanto tentava por suas mãos imundas no meu cabelo, que é claro, eu evitei.

— Não me chame assim. — rosnei, tentando deixar claro que não estava brincando ou algo relacionado — Sem enrolação, Erik, o que você quer? — concluí que quanto mais direto fosse, mais rápido poderia me livrar dele.

Observei sua expressão se tornar carregada, quase como se ele estivesse se remoendo por algo. Mas eu não iria me comover por isso, não podia. Conseguia palpar o sofrimento que passei quando mais novo, e definitivamente uma desculpa ou outra — bem como uma expressão de cão abandonado que caiu da mudança por parte de Erik — não faria com que o passado fosse apagado daquela forma. Enquanto esperava pela sua resposta, remexi-me em meu lugar e o encarei com os olhos afiados.

— Por que quando Zeref te chamou, você sequer foi ver o que tinha acontecido comigo? — seu rosto se fechou em uma expressão neutra e um tanto medonha, que me fez lembrar de como Erik era na infância — Sabe, irmãos costumam proteger uns aos outros, e eu já pedi desculpas por tudo.. Eu… Queria que você deixasse isso pra trás…

Um babaca.

— Preciso responder essa pergunta? Porque você não questiona o seu pai — dei ênfase no "seu" — Oh… Eu me esqueci, ele não liga não é? E quando você finalmente se deu conta disso, veio chorar para mim, a pessoa que mais se fudeo nas suas mãos. Me poupe, Erik, você foi um imbecil comigo praticamente a vida toda e agora quer que eu pague de esquecido e não me lembre das merdas que você fazia e do jeito que me tratava? Você acha que o que fez é algum tipo de brincadeira que eu posso simplesmente deixar para trás como se não tivesse me afetado? Como se eu não tivesse me machucado?

Erik apenas me olhava, com certeza não se sentindo no direito de preferir uma palavra sequer perante o meu discurso. Eu me sentia péssimo; ainda que estivesse acostumado com aquele tipo de situação, nunca conseguira lidar, de fato, com aquelas lembranças e com aquela amargura.

— Espero que o senhor Igneel continue depositando todas as suas fichas em você, assim como fazia comigo. A diferença, é que eu consegui subir na vida sem a ajuda dele, enquanto você, só usa a droga da empresa para gastar o dinheiro dele em vão. Espero muito que ele continue te bancando, para que você não vá parar na rua igual ele queria fazer comigo. Já sou um ótimo irmão por querer seu bem, não sou? Afinal nem compartilhamos o mesmo sangue. Então me deixa em paz.

Quando ia virar as costas, meu pulso foi segurado. Fechei os olhos com força e desejei que aquilo não estivesse acontecendo. Por que tanta coisa ruim? Por que meus dias estavam tão turbulentos? Por que tudo parecia tão pesado e difícil de se lidar?

— Natsu… Eu já pedi desculpas… — seus olhos pareciam marejados.

O encarei por uns instantes e logo puxei meu pulso com força de volta. Não perdia o controle com facilidade, e não poderia dizer que minha falta de paciência era resultado unicamente daquela conversa problemática com Erik. Meus dias estavam corridos, tudo estava tão apressado e confuso.

Estava tão louco e perdido na minha própria vida.

— Desculpas não apagam o passado, e muito menos fecham feridas. — grunhi, virando para frente e me afastando em passos duros — Tenha um ótimo dia, "irmãozinho".

(…)

— Senhor? Senhor? — ouvi alguém me chamando, e só então consegui focar a visão nos olhos grandes e negros de Zeref, meu secretário particular.

— Hm, o que você tinha dito? — perguntei confuso.

— Eu disse que a equipe de criação e desenvolvimento haviam terminado os últimos retoques para o novo personagem que o senhor havia pedido — Zeref respondeu simplista enquanto parecia me analisar atentamente.

Saí do transe e lembrei-me do que estava fazendo; recapitulando, esperando o esboço do novo personagem que havia pedido para minha equipe de criação e desenvolvimento enquanto aguardava na minha sala.

— Ah, sim — digo. — Os últimos retoques. — Zeref me olhava de um jeito estranho enquanto me entregava os papéis com o esboço.

— O senhor está bem? Parece preocupado com algo — indagou-me com o cenho franzido. — Tem haver com a visita de seu irmão?

Apesar de ser meu secretário, eu considerava Zeref como um segundo amigo, claro que ele não se comparava ao Gray, porem, sempre que me sentia preocupado em relação a algo, sabia que poderia contar com o moreno para me dar conselhos e me ajudar.

— Quem dera fosse apenas isso — confesso me sentindo extremamente exausto.

— Ainda preocupado com quem está por trás do sequestro? — balanço a cabaça indicando que sim.

— Eu trouxe a ficha com os nomes dos melhores guarda-costas de Tóquio — disse, estendendo-me a ficha, que eu não pensei em pegar duas vezes e abri-la.

— Tem um aqui que foi vencedor do Campeonato de Jujitsu de 2014, e outro que pertenceu a terceira geração da casa de um multimilionário. — repasaava as paginas com os nomes de cada um dos melhores seguranças de Tóquio, mas nenhum me parecia suficiente e digno de trabalhar para mim.

Derrepente, as imagens de Lucy lutando contra aqueles caras vieram em minha cabeca, e como um pisca alerta, uma ideia surgiu em minha mente.

— Aquela mulher. Ache aquela mulher — pedi ao meu secretário, que encarou o teto como se estivesse pensando em algo. Eu havia contado sobre Lucy para ele, porem, não mencionei sobre sua força fora do comum. — Sim, essa mulher! Essa em que está pensando agora!

— Mas senhor… Ela é só uma simples garota e-

— Não importa! — o interrompo — Só quero que a contate o mais rápido possível.

— Tudo bem.

(…)

                          Lucy

              […] 21h57min A.M

Minha família e eu estávamos reunidos na sala, mamãe e papai estavam assistindo o jornal das nove enquanto eu e Sting dividiamos um prato de morangos.

— Devo conseguir um emprego para usar meus poderes sobre-humanos? — pergunto a ninguém em especial.

— Trabalho manual pelo menos paga — respondeu-me mamãe.

— Eu não usaria meus poderes para o mal se eu fizesse isso. — comentei simplista enquanto me inclinava sobre a mesinha para pegar mais um morango.

— Pare de comer, Lucy. Deixe um pouco para Sting — reclamou mamãe, e eu apenas a obedeci desgostosa, não podia reclamar. Era sempre assim, Sting sempre possuía mais direitos do que eu, mamãe nunca me favorecia em nada, era sempre o meu irmão gêmeo que levava a vantagem. Claro que eu não o culpava, na verdade, Sting sempre achou injusta a forma que era tratada pela minha mãe, mas o que poderia fazer?

— Eu experimentei a pior punição por abusar dos meus poderes — disse dona Layla — Então do que você está falando?

Aquilo era verdade, quando mais jovem minha mãe usava seus poderes para seus próprios benefícios, além de obrigar outros adolescentes na época a pagarem apenas para usar o banheiro ou entrarem na escola, quando não obedeciam, minha mãe usava força bruta para conseguir o que queria. Depois de um tempo, seus poderes foram enfraquecendo, até que um dia eles sumiram completamente.

As mulheres da nossa família tinham um ponto fraco, jamais deveríamos machucar uma pessoa inocente, ou perderiamos nossos poderes para sempre. Por mais que eu detestasse aquele dom, não gostaria de perdê-lo de uma maneira tão errada quanto aquela.

Der repente, meu pai começou a ri de alguma coisa engraçada que passava na TV, fazendo dona Layla revirar os olhos em desgosto.

— Veja, acabei casando com esse cara — ela se referia ao meu pai como se ele nem ao menos estivesse ali — É por isso que eu digo que você deve arranjar um homem rico para não acabar com tipos como esse.

— O quê? — meu pai perguntou nem ao menos prestando atenção, ele continuava a ri como se fosse a única pessoa naquela sala.

Acabei me distraindo com o som do meu celular em cima da mesinha de centro, olhava o numero desconhecido que piscava na tela. Sem me importar com quem quer que fosse eu atendi no terceiro toque.

— Alô.

— Senhorita Heartfilia? — a voz grave e um tanto rouca soou do outro lado da linha.

— Sim, aqui quem fala é Lucy Heartfilia. Mas quem é você?

— Sou o secretario do Sr. Dragneel, gostaria que a senhorita me encontrasse no dia seguinte para falarmos sobre uma proposta de emprego.

Aquilo me pegou completamente de surpresa, tanto que acabei fazendo uma cara de espanto, e quando dei por mim, minha mãe já estava me lançando sinais, perguntando quem era no telefone.

— Desculpe. Eu acho que não entendi muito bem — não queria acreditar que aquilo fosse realmente verdade, digo, eu salvei o cara e tudo mais, porem, nunca poderia imaginar que ele iria me oferecer um emprego. Eu não fiz aquilo com a intenção de receber nada em troca, eu fiz porque era o correto, certo? Certo. — Você mencionou uma proposta de emprego? — nessa última parte eu sussurrei, não queria que minha mãe me bombardeasse de perguntas, ela ainda não sabia sobre o sequestro, e eu queria que continuasse daquele jeito.

— Sim, o Sr. Dragneel me pediu para que entrasse em contato com a senhorita p-

— E como é que ele descobriu o meu número? — o interrompi descrente.

— Bem… Isso a senhorita apenas saberá se me encontrar amanhã às nove horas no Capcom Bar — o infeliz apenas disse aquilo e desligou na minha cara, tsc, que mal educado.

Bem, não custaria nada saber do que se tratava a tal proposta de emprego.

Afinal de contas, eu não perderia nada não é mesmo?

(…)

Loki encarava o corpo ensanguentado pela décima vez aquela noite, não podia acreditar que um bairro tão pacato como Magnolia seria alvo de um assassino. Suspirava em frustração pelo corpo da jovem garota agora sem vida, caído num beco qualquer do bairro onde vivia.

— Já fizemos a vistoria do corpo — um policial veio o avisar enquanto o olhava complacente, sabia o quanto o detetive prezava pelo bem dos moradores do bairro onde vivia — Não se preocupe, Loki, nos iremos pegar esse assassino — tocou os ombros do ruivo, como se estivesse tentando reconfortá-lo.

Loki apenas agradeceu com um sorriso de lado, não conseguia dizer nada naquele momento, sua mente não parava de imaginar se no lugar do corpo daquela garota, fosse o corpo de sua melhor amiga ali. Pensar naquilo o fez sentir um medo que jamais imaginou sentir antes, ele simplesmente não gostava nada daquela nova sensação que se alastrava pelo seu corpo.

— Lucy — sussurrou, enquanto fitava o céu escuro daquela noite fria de Magnolia.


Notas Finais


Gente esse assassino é um personagem muito importante, não se esqueçam dele, o verdadeiro vilão n é quem está atrás do Natsu, mas sim essa pessoa misteriosa. Quem vocês acham q serão? Quero dicas hein.

Não esqueçam de comentar.
Nos vemos na próxima. Beijinhos 😘😘❤❤


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