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História STUCK IN MY HEAD (Michaeng) - Capítulo 48


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Capítulo 48 - Muitos doguinhos


Fanfic / Fanfiction STUCK IN MY HEAD (Michaeng) - Capítulo 48 - Muitos doguinhos

Dia seguinte

Mina deslizava a ponta dos dedos pela mesa do consultório de sua avó. Ela estava sozinha na sala iluminada pela luz natural que vinha da janela com vista para o enorme parque. Seus avós estavam em uma consulta com o Dr. Yeonji, e haviam insistido para que ela esperasse ali. Mina sabia que não esconderiam nada dela, mas estava impaciente para o que podia sair daquela conversa depois da noite de ontem, não se sentou se quer um minuto.

Perto do computador da Sra. Myoui havia um porta retrato, na foto estavam ela e seus avós, abraçados. A garota o pegou e encarou o rosto do avô.

Seus lábios se abriram automaticamente em um sorriso largo, como se fosse contagiada pelo som da risada do homem, ao lembrar do dia que tiraram a fotografia. Ele estava o mesmo, seu humor nunca mudou, mesmo depois de saber que estava doente, e isso era admirável.

Mina não conseguiu conter as lágrimas quando sua expressão caiu, queria poder ter aquele sorriso por mais tempo.

Limpou o rosto rapidamente quando fora interrompida por batidas na porta.

— Pode entrar. - disse pondo o retrato de volta em seu lugar.

Ao virar-se viu Jinyoung.

— Oi Mina. - Ele a cumprimentou com delicadeza, enquanto entrava um tanto acanhado no cômodo.

— Minha avó está em uma consulta agora. - A Japonesa avisou.

— Eu sei. - O Rapaz pôs as mãos nos bolsos de seu jaleco. — Vim ver como você está, precisa de alguma coisa?

Assim que perguntou, Mina deu às costas, levantou os olhos para que as lágrimas não escorressem novamente, mas, quando voltou sua atenção a Jinyoung, dirigiu-lhe um olhar cansado.

— Preciso. - O abraçou instantâneamente. Não soube o porquê daquilo, mas se sentiu acolhida de alguma forma, ou pelo menos queria ser.

Jinyoung estranhou, mas logo suas mãos estavam afagando as costas da garota chorosa em seus braços. Ele ficou em silêncio, deixou que ela botasse para fora o que estava sentindo. Mina o apertava como se quisesse transferir toda sua angustia.

— Desculpa por isso. - A Myoui se afastou de súbito, enxugando suas lágrimas. Se lembrou de quem estava abraçando, Jinyoung nunca pareceu gostar desse tipo de afeto.

— Não se desculpe, estou aqui para ajudar. - Ele falou, para a surpresa de Mina. E a analisou. Pelo seu semblante, a garota estava se esforçando para não desmoronar outra vez. — Quer tomar alguma coisa na cafeteria? - propôs.

— Tudo bem. - foi a resposta.

A Japonesa de cabelos rosados tocou a campainha. Havia pensado em mil maneiras de como arrombar a porta da casa de Jihyo quando a coreana finalmente atendeu.

— Sana? - Jihyo indagou surpresa. Achou que ela demoraria mais.

— Eu...

Antes que Sana pudesse continuar, Daniel apareceu na porta quase como um fantasma, o rosto risonho e inocente para a Japonesa.

— Sana... gostei do cabelo. - Elogiou enquanto abraçava a namorada de lado. — Combinou com você.

— Valeu. - um sorriso que não chegou aos olhos se abriu no rosto da Minatozaki.

— A gente se vê mais tarde, amor. - Daniel avisou. 

Os olhos em Jihyo, que virou o rosto com o olhar grudado em Sana, fez que ouviu a frase anterior. De saída, o Kang tomou seus lábios. Ela não cerrou os olhos, ao contrário, os manteve na garota.

Sana fungou desviando o rosto para o chão, as mãos nos bolsos da jaqueta. Deu graças a Deus quando ele finalmente se foi. Talvez tenha se sentido um pouco mal.

— Entra. - Jihyo convidou.

Apenas quatro passos a dentro, Sana esperou ela fechar a porta.

Jihyo cruzou os braços em sua frente.

— Então… - de queixo erguido. Esperava receber no mínimo um pedido de desculpas.

— Eu só preciso que me esclareça uma coisa. - Sana pediu. — Por que ficou comigo?

Jihyo engoliu a seco a pergunta.

— Isso que veio fazer aqui? - Trocou o peso dos pés, os braços cruzados e ainda mais apertados ao corpo.

Sana suspirou com o nariz e se aproximou da garota, olhando fundo em seus olhos, fazendo as pálpebras de Jihyo pesarem algumas vezes.

— Hyo, eu não espero que diga que me ama de verdade, eu sei que não é recíproco. Pra você pode ter sido só uma transa, pra tentar se descobrir. - soltou, por mais que isso fosse frustrante. — E se deu certo, que bom, eu fico feliz em ter te ajudado.

— Foi isso que a Tzuyu te disse? - Jihyo deu às costas, soltando uma risada fraca, porém seu rosto estava travado em uma expressão séria.

— Isso não importa. - Sana cantarolou. — Só acho que seria melhor você ter me contado antes, assim eu não teria feito papel de boba apaixonada. Boba apaixonada. Quem diria.

No fundo Jihyo sabia que Sana estava certa, e que fora imatura com a garota que sempre demonstrou seus sentimentos. Sabia que o que tiveram foi mais que incrível, e certamente queria repetir mais vezes. Sana a fazia sentir coisas que não conseguia discernir, era forte, era quente, era... irresistivelmente apaixonante. Que perfume essa garota usava?

— Se você quiser, podemos acabar por aqui, mas não quero que isso atrapalhe nossa amizade. - disse Sana, ao ver a coreana relaxando os braços e se sentando no sofá. Logo tomou um lugar ao seu lado.

Sana queria algo sério, apesar de gostar de Jihyo, preferia sua amizade ao invés de apenas alguns encontros às escondidas enquanto ela dormia com o namorado de conchinha todas as noites.

— Você está feliz com o Daniel. - continuou. — Ele é um cara legal. - enrugou o nariz quando fez essa afirmação. — Talvez pra você não valha a pena deixá-lo pra ficar comigo.

— O que disse? - Jihyo questionou.

Seus olhos se encontram. Viu que o olhar da japonesa parecia conformado.

— Sei lá… - Agora Sana encarava o nada em sua frente. — Por um momento achei que fosse fazer isso.

Em questão de segundos Jihyo se perdeu no quanto a garota ao seu lado era bonita de perfil.

— Acho que me iludi um pouco. - Sana afirmava com a cabeça, mais para si do que para a Park.

Um leve sorriso surgiu em seus lábios, e Jihyo o observou por algum tempo com culpa.

— Confesso que eu posso ter te usado um pouquinho. - disparou em um resquício de coragem que teve. — Mas àquela altura eu já estava completamente... - engoliu a palavra, mas a trouxe de volta. — … apaixonada.

O pequeno sorriso de antes se esticara no rosto de Sana.

— Foi tudo tão rápido, eu fiquei confusa. - Jihyo se pôs de pé, massageando as têmporas. — Eu tive medo, Sana.

— Medo do quê? - A de cabelos rosados também se levantou. — Me fala. - a fitou pedinte.

Jihyo respirou fundo, soltou o ar de olhos cerrados e começou:

— Minha vida estava perfeita, o Daniel me fazia feliz. Eu nunca havia feito algo assim, nunca fui de quebrar regras. - surpreendeu até mesmo suas amigas. — E sim, cheguei a pensar em terminar meu namoro, só não consegui porque...

— Por que você o ama. - Sana completou com o que pensava ser o óbvio.

— Por que eu estou acostumada com ele. - enfatizou.

Nessas situações, até o "eu te amo" sai no automático.

— Minha vida já estava planejada, e eu gostava dela daquele jeito. Eu me formaria, talvez me casaria com ele, teria filhos... - Jihyo vislumbrava seu futuro. — Então você apareceu, e ameaçou acabar com meus planos. E eu adorei.

— Você ainda pode ter tudo isso comigo. - Sana procurava o olhar da coreana a ajustando em sua frente, segurando sua cintura. — Ei, o que você quer agora? O que está sentindo? Hm?

Jihyo não queria exitar.

— Eu quero você, quero estar com você. - foi sua resposta.

— Era isso que eu queria ouvir.

As testas coladas era um sinal de que dariam início a um beijo, mas, Jihyo foi mais forte, quando Sana se aproximou, ela desviou e a tomou em um abraço apertado. Seus corpos gritavam por mais espaço quando já não se tinha mais.

— Hyo... - Sana diria a frase a seguir pela segunda vez. — Namora comigo?

A Park se desencaixou do pescoço da Japonesa. Fitou seus lábios pensando em mil maneiras de dizer sim antes de encontrar seus olhos e responder:

— Primeiro eu preciso fazer uma coisa.

Sana fez a pergunta duas vezes, e nas duas situações não obteve uma resposta concreta. Convenhamos, era muito difícil ser ela.

Exatos quarenta minutos de conversa, que pareceram quatro. Jinyoung fez questão de tocar em assuntos leves, que não tivessem haver com os problemas que Mina estava enfrentando, apesar de tímido, ele sabia o que dizer e sempre tinha algo para falar, mesmo que fosse sobre coisas pequenas, conseguiu arrancar boas risadas da Myoui.

— Não sabia que você era tão engraçado. - Mina dava o último gole de seu capuccino.

— Você é a primeira pessoa que fala isso sem sarcasmo. - Ele comentou rindo. — Ou está sendo sendo sarcástica? - indagou nervosamente.

— Não~

Mina revirou os olhos risonha.

Encarou seu celular em cima da mesa para ver as horas.

— Meu Deus, eu tomei todo o seu tempo. Você está em horário de trabalho.

— Não se preocupa, você é a neta da diretora, eles não seriam doidos de me chamar a atenção. - Jinyoung brincou. — Eu nem estou ocupado mesmo.

— De qualquer forma, é melhor voltarmos agora. - Mina disse pegando sua bolsa. — Podemos sair mais vezes se você quiser.

— Eu adoraria. - Jinyoung concordou ao se levantar.

Ainda conversando os dois saíram da cafeteria do hospital.

No corredor do consultório, Mina viu seus avós ao longe. Haviam acabado de sair da consulta. Seu corpo gelou.

— Melhor eu ir. - Jinyoung avisou ao vê-los se aproximarem.

— Obrigada por me fazer companhia. - Mina se despediu do garoto com um sorriso grato.

Sorriso que se transformou em preocupação assim que seus avós chegaram.

— Como foi com o Doutor Yeonji? - perguntou.

— Acho melhor conversamos em casa, sim querida? - A Sra. Myoui agarrou-se ao braço da neta.

Mesmo que não fosse algo grave, não era conveniente conversarem sobre esse assunto no corredor.

Mina os observou enquanto caminhavam. Os dois estavam aparentemente normais, nenhuma expressão de angústia ou tristeza. Talvez tenha se preocupado por nada, e desejava imensamente isso.

Já fora do hospital, fora do estacionamento, Mina observa pela janela do carro as árvores -que antecediam o grande espaço verde daquela parte do parque- se aproximarem para enfim revelarem o gramado. O sinal fechou. A rua, uma grande calçada, e o verde enorme a separava do local onde pediu e fora pedida em namoro , logo depois do lago ao fundo, na ponte de madeira.

Mina sem perceber estava tocando com o dedão a parte de seu dedo anelar onde estaria seu anel de compromisso. O qual ela devolveu.

O que Chaeyoung estaria fazendo? Estava se cuidando? Precisando de alguma coisa? Não era mais de sua conta, mas ainda queria saber.

No dia que encontrou a Son em sua porta -quando seu avô a chamou- seu coração acelerou. Pensou ser o motivo de Chaeyoung estar lá naquela manhã. E se fosse, talvez não exitaria em escutá-la, ou dar a ela outra chance.

Mina apertou os olhos várias vezes, pensou estar tendo uma alucinação quando viu Chaeyoung ao longe. Ela estava caminhando ao lado de Dahyun, estava sorridente. Seus cabelos ainda mais castanhos pelo sol, invadiam seu rosto enquanto ria. Daquela distância, suas covinhas ainda eram bem perceptíveis.

O sinal abriu. E logo a garota saiu de vista. Ela estava feliz, pelo menos uma das duas estava se divertindo.

— Não acredito que me fez sair de casa. - Chaeyoung murmurava entediada.

Antes de saírem, Dahyun havia dito no telefone para a namorada, que tinha algo muito importante para resolver e precisava da ajuda da Son. Uma desculpa, claro.

— Era isso ou ajudar a Momo e a Nayeon com a decoração da festa de hoje à noite.

O motivo da pequena mentira. E a Kim ainda se aproveitou disso para fazer a amiga tomar um pouco de sol.

— Ah é, a festa. - Chae falou sem ânimo.

Chaeyoung reclamava desde a hora em que chegaram no parque.

— Você vai. Nem pense em desistir. - Dahyun ordenou.

As duas pararam em uma espécie de food truck de sobremesas geladas. Dahyun indicou com a mão que queria dois copos de sorvete.

— Morango e chocolate, por favor.

O rapaz foi pronto e assentiu.

— As outras vão? A Jisoo também chamou elas não foi? - Chae perguntou. Normalmente alunos de outra faculdade -que era o caso de Mina, Jihyo e Tzuyu- não eram permitidos nessas festas, principalmente pelo fato de serem rivais nos jogos. Mas Jisoo com certeza abrira uma exceção.

— Tá perguntando se a Mina vai? - Dahyun questionou pegando os sorvetes. — Paga ai. - Indicou com a cabeça, para o rapaz que esperava o pagamento.

Chaeyoung bufou pegando sua carteira no bolso do casaco. A tira de casa e ainda a faz gastar dinheiro. Pagou.

— Eu não sei, a Mina pode não estar em clima para festas. — A Kim respondeu sua própria pergunta quando voltaram a andar a passos lentos. — Mas por que você não pergunta pra ela? Quem sabe ela queira.

— Não sei... - Chaeyoung machucava uma das bolas de sorvete no copinho enquanto olhava para o nada.

— Se minha teoria estiver certa, e eu sei que está. Você não traiu a Mina, logo, vocês não tem motivo para ficarem separadas. - Dahyun disse mastigando. A expressão contraída pelo gelado.

— Mas é só uma teoria, e eu já fiz isso antes, você sabe.

Chaeyoung já traiu a própria Rosé, na primeira vez, uma garota que ela nem lembra mais o nome, a agarrou em uma noite, e a Son estava bêbada demais para diferenciá-la da namorada. Foi algo simples, sem maldade, mas Roseanne transformou em uma tempestade e Chaeyoung saiu mais que culpada da história. Na segunda, a Son havia surtado, e fora quase a mesma coisa, mas ela não estava bêbada. Rosé ficou sabendo pela própria Chaeyoung que contou a ela arrependida. Não se orgulhava disso nem um pouco.

Seriam esses motivos para uma "vingança" da parte de Rosé?

— Bom, então vamos tirar essa história a limpo. - Dahyun incentivou o caos.

— Como?

— Pergunta pra Rosé. - Sugeriu.

— Impossível, Não consigo olhar na cara dela, e acho que ela não admitiria isso.

Conhecendo Park Chaeyoung como Son Chaeyoung conhecia, ela morreria com essa informação, nunca diria que armou tudo aquilo.

— Confronta ela.

Dahyun acordara um tanto corajosa esta manhã. Começou o dia mentindo para Momo, para Momo, vulgo sua rainha do Japão soberada deusa imaculada.

— É capaz de eu esganar aquela garota. - Chaeyoung esmagou o vento.

— Se quiser eu vou com você.

Uma companhia amigável interrompeu a conversa das amigas. E veio acompanhada de pulinhos eufóricos e um rabinho inquieto.

Dahyun se abaixou para o cachorrinho que estava arrastando uma guia.

— Oi amiguinho, está fugindo de quem? - perguntou como se ele fosse respondê-la. Fazendo carinho em sua cabeça enquanto ele tentava roubar seu sorvete.

— Dobby! Você está ai! - Exclamou uma garota que corria na direção das duas.

— Acho que você foi pêgo garotão. - Chaeyoung brincou.

O cachorro uivou ao ver a dona. Foi cheio de culpa até ela, mas feliz.

— Obrigada por segurarem ele. - A garota agradeceu ofegante. — Ele ama sorvete. - Ela riu para o animalzinho.

Parecia apressada, então as três se despediram entre sorrisos simpáticos.

Dahyun e Chaeyoung retomaram sua caminhada.

— Cachorrinho mais estranho. - A Son comentou. — Ele tem olho de gente.

— O que? - A Kim gargalhou com o comentário aleatório. — Eu andei pensando... - achou o momento perfeito para falar.

— Lá vem, qual a teoria agora? - Chaeyoung levou o sorvete à boca pela primeira vez.

— Não é nada disso.

— Solta.

— Meu aniversário de namoro com a Momoring está chegando, e eu pensei em dar um cachorro pra ela.

— Um cachorro? Legal.

— É, pra gente ir se acostumando, entende?

Chaeyoung parou, com medo da resposta da pergunta que faria a seguir:

— Se acostumando com o quê?

Dahyun parou em sua frente e respondeu com a cara mais séria que conseguiu:

— Ué, pra quando tivermos filhos.

A Son contraiu uma risada, fechando os olhos quando não aguentava mais segurar.

— Não estou entendendo qual é a graça. - A Kim também estava prestes a rir. — Estou falando sério. Acha que não tenho capacidade de ser uma boa mãe?

Chaeyoung literalmente engoliu o riso.

— Claro que você tem, imagina, você seria uma ótima mãe. - tocou seu ombro.

— Mentirosa. - Dahyun se virou e voltou a andar.

Não estavam indo a lugar algum naquela caminhada.

— É a Eunha ali, não é? - Dahyun apontou com a cabeça para a garota, uma mulher mais velha e um cachorro enorme na coleira que vinham na direção contrária.

— É. - Chaeyoung observou a mulher de longos cabelos castanhos que a acompanhava. Tinha algo de familiar nela. — Que estranho, eu tenho a impressão de que já vi aquela mulher antes.

— Tem certeza? - Dahyun a analisou. — Eu acho que não conheço.

Eunha acenou para as duas e apressou os passos.

— Dahyun! Chaeyoung! - As cumprimentou alegre.

— Oi Eunha! passeando com o doguinho? - A Kim respondeu um pouco mais alto antes da garota chegar mais perto.

O "doguinho" era um lindo e grande Husky Siberiano, sua pelagem alva brilhava no sol.

— Sim, esse é o Lion. - Eunha respondeu.

Era um belo cachorro, mas Chaeyoung não deixou de reparar na expressão julgadora da mulher pesando sobre ela.

— Tudo bem Senhora? - a cumprimentou com uma reverência.

— Mãe, essas são Kim Dahyun e Son Chaeyoung, amigas da faculdade.

— Amigas?

Ela lançou um olhar arregalado, para a Son principalmente. E dirigiu um semblante frio para a filha.

— Jung Eunbi, certo? - Chae foi novamente educada.

— Como sabe meu nome? Por acaso me conhece? - a mulher disparou nervosa e um tanto ríspida.

— Não. - Chaeyoung engoliu. — É que é o mesmo nome da sua filha ent…

— Claro. - disse seca.

Dahyun, Eunha e até o cachorro se entreolhavam confusos.

Eunha pigarreou.

— Foi bom ver vocês. - cortou o clima estranho que se formara. — Nos vemos hoje à noite. - se despediu praticamente arrastando sua mãe dalí.

Algo estalou na cabeça de Chaeyoung, uma desconfiança, uma incógnita. Tinha certeza que já viu aquela mulher, mas por que fora tão grossa com ela?

— Eu acho que ela não foi com sua cara. - comentou Dahyun.

— É… e nem minha mãe "foi com a cara" da Eunha. - Chaeyoung fez as aspas com uma mão.

— Tem algo fedendo nessa história, e não é você.

— Idiota.


Notas Finais


Como é difícil a vida de alguém sem internet 😢


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