História Stupid Wife - Norminah - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Dinah Jane Hansen, Normani Kordei Hamilton, Norminah, Stupid Wife
Visualizações 327
Palavras 3.911
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii, bolinhos. 💘
Como vocês estão? Espero que estejam bem.
Ah, esse capítulo... Ele não é lá grande coisa, mas... É super mega importante e também fofo, vocês vão ver no final.
Enjoy.

Capítulo 15 - Take Me Into Your Loving Arms


Fanfic / Fanfiction Stupid Wife - Norminah - Capítulo 15 - Take Me Into Your Loving Arms

– Mommy.

Ouço alguma voz bem ao fundo, sinto algo tocar meu rosto. Estou sonhando ou alucinando? Conheço essa voz.

– Hm... – resmungo ao abrir os olhos e bocejar. Olho para o lado e vejo Seth escorado na beirada da cama, ele está com a mãozinha em meu rosto, seguro e a beijo. – Oi, pequeno.

Minha voz ainda está sonolenta e sinto meus olhos pesados, pisco algumas vezes e tento me sentar, mas sinto algo pesado sobre minha barriga, olho para baixo e vejo Normani com a cabeça em meu abdômen e o braço envolvendo minha cintura.

– Mommy, estou com fome. Mamãe não quer acordar – ele resmunga, volto a olhar para ele que agora está com um enorme bico em seus lábios e tem os braços cruzados em seu peito. Sorrio para ele. Até irritado Seth parece adorável. Essa criança é mesmo real? Como não achá-lo lindo?

– Com fome, boo? Que tal waffles?

– Sim! – grita abrindo um enorme sorriso e eu fecho os olhos, sentindo minha cabeça latejar. Normani se remexe um pouco e murmura algo que não entendo, porém continua dormindo. Acho que a bebedeira de ontem derrubou ela.

– Ok, mas sem gritos para não acordar sua mãe.

– Desculpa.

– Tudo bem, baby.

Com o máximo de cuidado possível, retiro a cabeça de Normani da minha barriga e puxo-a um pouco para cima, deitando sua cabeça no travesseiro.

– O que está esperando, mocinho? Já pro banho, anda – ordeno, embora esteja sorrindo. Seth não diz nada, apenas saí do quarto rapidamente. Bocejo lentamente ao me espreguiçar, sinto meu corpo um pouco pesado. Ainda estou com sono. Levanto-me da cama e vou em direção ao banheiro, dou uma última olhando em Normani e suspiro.

Sinto que agora as coisas se ajeitam, ou pelo menos irão melhorar um pouco.

[***]

Arrumei a mesa para o café da manhã, Seth já está sentado, uniformizado e cheiroso. Uma coisa curiosa que notei é que Normani e ele são perfeccionistas com relação a higiene pessoal, da mesma forma que ela gosta de estar sempre cheirosa e limpa, ele também o faz. É incrível o quanto se parecem.

Normani parece ter educado ele muito mais do que eu, às vezes penso como éramos antes. Se eu era a mãe que apenas corrigia, auxiliava nos deveres de casa e mandona, e se Normani era a mãe brincalhona, que leva Seth ao parque, deixa ele comer besteiras e não pega tanto em seu pé.

Penso que deveria ser algo engraçado de se ver. É meio estranho imaginar nós três como uma família. Mas estou me acostumando.

– Mommy, a mamãe não vai levantar? Vou acabar me atrasando pro colégio.

– Seth, eu acho que a sua mamãe está muito cansada, sabe? Melhor deixar ela descansar.

Termino de lavar os pratos e coloco as louças no escorredor.

– Então a senhora vai me levar? – pergunta e eu me viro para olhá-lo, seus olhos cor de mel estão cravados em mim, brilhando em expectativa. Sinto um nó em minha garganta. Como irei fazer agora? Não faço a mínima ideia de onde seu colégio fica, não me lembro de saber dirigir e pior... Ele não sabe que perdi a memória. Certamente já devo tê-lo levado a escola outras vezes, mas agora não posso, e tenho que arranjar alguma desculpa já que com toda certeza Normani não deve acordar nem tão cedo.

– Eu... Eu, não vou poder. A mommy tem muita coisa pra resolver agora de manhã. – Penso rápido em alguma solução. – Mas já sei quem pode te levar ao colégio, vou fazer uma ligação e já volto.

Saio da cozinha em busca do meu celular, não gravei o número de ninguém ainda e por isso irei precisar da minha agenda telefônica. Olho pelo sofá e não o encontro, não está pelo chão também e nem na mesinha de centro.

Cacete. Anos se passaram e eu ainda consigo perder meu celular dentro de casa, não aprendi a guardá-lo em um lugar fácil de achar depois.

Estou quase subindo para pegar o celular de Normani quando vejo meu aparelho celular perto da televisão. Como ele foi parar ali?

Desbloqueio ele e logo vou na agenda de contatos, procuro o nome/apelido de Lauren e aperto para ligar. No quinto toque ela finalmente atende.

– Quem ousa me incomodar uma hora dessas? – pergunta do outro lado da linha, sua voz saiu meio sonolenta e grossa, creio que ela estava bocejando.

– Bom dia, sol da minha vida. – Ouço ela bufar e solto uma risadinha. – Laur, preciso da sua ajuda.

– Eu só saio dessa cama se você estiver precisando de ajuda para enterrar um corpo. Caso seja outra coisa eu irei voltar a dormir.

– Você é tão adorável de manhã.

– É um dom.

Reviro os olhos.

– É sério, Laur...

Uso minha voz manhosa pois sei que poucas pessoas conseguem resistir a ela, e Lauren é uma delas.

– Tá, chantagista, diz logo, o que você quer?

– Você sabe onde o Seth estuda?

Ouço alguns barulhos do outro lado da linha, parece que ela está se sentando na cama. Ouço também uma voz grossa, deve ser Valentin.

Claro que sei, ele estuda com o Lorenzo. Por quê?

– Preciso saber como chegar lá. – Suspiro e olho para o arco que separa a cozinha da sala onde um Seth entediado se entretém dando chutinhos no chão. – Normani está apagada na cama e não acorda por nada e Se-

Meu Deus, você assassinou sua boneca de porcelana?! – Ela quase grita e tenho que afastar o celular do ouvido para não ficar surda.

– Matei, Lauren, agora tenho que desovar o corpo dela em algum riacho por aí. – Estalo os dedos para atrair a atenção de Seth e quando ele me olha faço sinal para que ele vá lá em cima. – Sua mochila – sussurro e ele apenas obedece. – Normani exagerou um pouco na bebida noite passada, não quis acordar ela.

Hmmm... Me fala a verdade, vocês treparam, não foi?

Sinto meu rosto corar na hora, até minhas orelhas ficam quentes. Eu odeio essa idiota, por que ela faz essas coisas comigo?

– Lauren!

Ela gargalha. Imbecil.

– Eu adoro fazer isso com você. – Rolo os olhos para o jeito idiota dela de ser. – Mas voltando ao assunto, Val está indo levar Lorenzo na escola, posso pedir para ele passar ai e pegar o Seth.

Sugere e eu suspiro aliviada, ouço passos na escada e olho naquela direção, vendo um saltitante Seth descendo degrau por degrau, com as mãos nas alças de sua mochila. Sorrio para ele, o acho tão lindo.

– Muito obrigada, você é um anjo.

E você é interesseira, mas eu gosto um pouco de você.

– Você me ama, baby.

É... Fazer o que, tenho uma queda por gente com a bunda grande.

Nós duas começamos a rir e após isso me despeço dela, guardo o celular no bolso da minha calça. Preciso de um banho, ainda estou com a roupa que coloquei noite passada.

[***]

Minutos depois ouço Valentin buzinar em frente à casa, chamo Seth e abro a porta, ele passa por mim e faz menção de correr em direção ao carro de seu tio.

– Ei, mocinho, e o meu abraço?

Fico em meus joelhos e abro os braços, ele volta correndo em minha direção e agarra meu pescoço, sorrio e o encho de beijos.

– Até mais tarde, mommy. Eu te amo.

Meu coração dispara ao ouvi-lo dizer isso. Que sensação incrível.

– Também te amo, meu pequeno. Amo muito – falo com sinceridade, estou emocionada. Dou-lhe um último beijo na testa e fico de pé, aceno para Valentin dentro do carro e ele buzina como resposta. Meus olhos estão lacrimejando. Espero eles irem para entrar em casa e me encosto na porta. Respiro fundo.

Ser mãe é uma sensação incrível e mesmo não me lembrando totalmente dele como filho, sinto como se ele fosse a coisa mais importante da minha vida. E ele é, daria minha vida por ele se necessário.

– Vamos ver... – digo para mim mesma depois de um tempo, afasto-me da porta e penso no que fazer. – Tenho que arranjar algum remédio pra Normani, com certeza ela deve acordar com dor de cabeça e talvez com enjôos.

Vou falando comigo mesma enquanto subo as escadas, confesso que estou com receio de acordar Normani. Não é como se eu soubesse acordá-la, e mais, se ela não gostar de ser acordada e me xingar?

Talvez ela não faça isso, mas nunca se sabe. Eu faria isso caso alguém me acordasse.

Chego na porta do quarto e respiro fundo três vezes antes de entrar, seguro na maçaneta e giro ela devagar, primeiro coloco a cabeça para dentro do quarto e... Oi? Cadê ela?

Entro totalmente no quarto e vejo que a porta do banheiro está aberta, dou um passo naquela direção mas, ao ouvir alguns sons estranhos eu paro. É ela, a julgar por esses barulhos Normani está vomitando. Não quero ir lá, nunca tive um estômago muito forte para esse tipo de coisa, tenho certeza que isso não mudou.

– Oh, merda! Merda... Uh. – Ouço seus lamentos e choramingos, seguidos do barulho de algo caindo na água. Normani vai precisar comer, pois irá sair dali fraca. – Não...

Sua voz está chorosa, é possível sentir sua dor. Meu rosto se contorce em uma careta de dó. Se tem uma coisa ruim nesse mundo é ficar vomitando, ainda mais quando só vem a vontade de vomitar e não vem nada. Pensa, Dinah, você já viu remédios em algum lugar.

O quarto do Seth! Isso, lembro de ter visto alguns remédios no pequeno armário que tem no banheiro do quarto dele. Corro até lá. Estou incomodada em ver Normani daquela forma, ainda mais por saber que ela está assim por minha culpa, em parcelas, mas ainda assim minha culpa.

– Normani? – chamo assim que volto para o quarto, tudo está silencioso agora. Lentamente vou em direção ao banheiro, adentro o lugar e o forte cheiro ali dentro faz meu estômago revirar. – Normani? Está acordada?

Pergunto preocupada ao vê-la caída no chão em frente ao vaso sanitário. É lastimável seu estado, os cabelos bagunçados e o rosto pálido, ela pressiona seu abdômen com uma mão enquanto a outra está sobre seus olhos.

– Si-sim... – gagueja em meio ao murmúrio, tento não me concentrar naquele cheiro forte, abaixo-me ao seu lado e travo. Será que devo tentar sentar ela ou convencê-la a levantar do chão?

– Eu achei um remédio para enjoo e também uma pílula para dor de cabeça, sua cabeça está doendo? – Ela acena que sim. – Hm, você consegue sentar?

Ela retira o braço que está sobre seus olhos e coloca os cotovelos no chão, faz esforço para levantar. Seu rosto está muito pálido, confesso que é assustador. Não sei se devo levá-la ao hospital ou não, nunca lidei com ressaca antes. Quer dizer, não que eu me lembre. Coloco os remédios no colo e ajudo Normani a se erguer, deixando-a sentada e recostada no vaso sanitário, aproveito para fechar a tampa e ver se o cheiro diminuí antes que eu passe mal também.

– Meu estômago está... Doendo muito.

Ela suspira e fecha os olhos, seus lábios torcidos em um enorme bico, suas sobrancelhas juntas como se demonstrasse todo seu incômodo.

– Não deveria ter deixado você beber tanto na noite passada.

Sinto-me culpada por vê-la assim, talvez eu devesse ter impedido ela de beber tanto. Acho que Normani não se dá muito bem com álcool.

– Não... – grunhe se sentando melhor para poder me olhar. – Existem duas coisas que não combinam, vinho em excesso e eu.

Força um sorriso, seus ombros estão caídos, seus olhos estão com um tom clarinho de chocolate. Lindos olhos por sinal.

– Estou percebendo – sorrio de lado e pego os remédios em meu colo. – Aqui, toma esses remédios. – Entrego a ela e fico de pé, pego o copo cheio d'água em cima da pia. – Vou preparar alguma coisa pra você comer, acha que consegue tomar banho sozinha?

Ela me olha antes de tomar a pílula em sua mão e sinto sua hesitação, meus olhos denunciam meu nervosismo, ela suspira e apenas concorda com a cabeça antes de tomar o remédio. Espero ela tomar o outro comprimido e a ajudo a levantar do chão. Normani está meio mole, suas pernas não parecem firmes e os braços tremem um pouco. Ela ficou bastante fraca.

– Tem certeza que consegue ficar sozinha no box? – questiono preocupada, não quero que ela caía e bata a cabeça no chão. Como eu a levaria pro hospital caso isso acontecesse? Nem dirigir eu sei... Não me lembro de saber.

– Eu posso ficar sentada no chão.

Sugere e eu concordo com a cabeça, quando ela começa a puxar sua blusa eu me viro de costas, não quero olhá-la sem roupa. Espero ela dar sinal que já se despiu e quando ela o faz, viro-me com receio mas, suspiro aliviada ao vê-la com suas roupas íntimas.

Depois de deixar Normani no box do banheiro, saio dali e vou preparar algo não tão pesado para ela porém com nutrientes o suficiente para lhe dar forças.

[***]

Um tempo depois ela desce, sua aparência está um pouco melhor, menos abatida. Normani não diz nada, apenas senta em uma das cadeiras ali e puxa o prato com seu café da manhã para perto dela. Fico quieta, não sei exatamente o que fazer agora.

Devo ficar aqui ou posso ir para a sala? Parece até que esqueci como se age perto das pessoas.

– Não vai comer? – ela pergunta antes de dar uma mordida no sanduíche de peito de peru que preparei para ela. Normani o abocanha com vontade, como se tivesse passado pelo menos três dias sem comida. Quanta fome, nossa...

– Eu já tomei café com o Seth.

Após me ouvir, Normani acaba se engasgando com o pão e desesperada pega o copo de suco de laranja e o bebe em grandes doses, quase se engasgando com o líquido.

– Droga, que horas são? Eu esqueci de levá-lo a escola. – Faz menção de levantar mas, para. Olha para mim com uma sobrancelha arqueada e eu faço o mesmo. – Cadê ele?

– Na escola – respondo simples e então vejo seu rosto tornar-se confuso.

– Mas como que... – Movimenta as mãos algumas vezes. – Você o levou? Como? Você lembrou do caminho?

Ela parece desesperada, e esperançosa. Por um momento sinto-me mal em vê-la tão animada com minha suposta lembrança.

– Eu liguei pra Lauren, na verdade.

Sua expressão caí e o brilho de esperança em seus olhos se apaga. Normani volta a sentar na cadeira e retorna ao seu café da manhã.

Depois disso nenhuma das duas disse mais nada, o silêncio era constrangedor demais então preferi sair dali e ir para a sala. Melhor assistir série do que ficar ali com aquele clima estranho.

[***]

Leia o ouvindo: Set Fire To The Rain - Adele

Estamos as duas sentadas no sofá, eu encolhida em um lado e Normani toda jogada no outro. O almoço foi silencioso também, desde mais cedo não nos falamos mais, embora eu sinta o olhar dela em mim algumas vezes.

Discretamente a olho pelo canto do olho, Normani estica a mão e troca de canal. Meu olhar é atraído por uma mancha preta em seu pulso, que na verdade não era uma mancha, parecia mais uma tatuagem? Acho que sim.

Então me lembro de algo, olho para meu pulso, sei que tenho uma tatuagem aqui também, a vi alguns dias atrás mas, não dei muita importância. Agora estou bem curiosa, a minha tattoo é um puzzle, agora quero saber qual é a dela. Mas não me sinto completamente à vontade para perguntá-la.

– Você quer assistir alguma... – Normani começa a falar mas, se cala ao virar de frente para mim e me pega encarando-a. – O que foi? – questiona confusa. Demoro um pouco para assimilar o que ela disse e quando o faço, rapidamente desvio o olhar.

– Não é nada.

– Amo... Dinah. – Olho para ela que está um pouco sem jeito. – Podemos conversar?

– Hm, sim...

Ela suspira e sem desviar o olhar, pega o controle da televisão e a desliga. Sento-me de frente para ela, as pernas cruzadas em forma de índio e a cabeça baixa, olhando minhas mãos sobre meu colo.

– Não consigo entender tudo isso. – Ela parece frustrada. – Você fez aquele jantar ontem, certo? – Concordo com a cabeça. – Nós iríamos tentar estabelecer uma relação e nos conhecer outra vez, mas tudo que você fez até agora foi fugir ou evitar falar comigo. Eu preciso que você fale comigo.

O que estou fazendo? Ontem estava decidida a me entender com Normani e melhorar nosso convívio, e agora não sei o que dizer, como agir, sua presença me deixa nervosa. Acho que me dou melhor com ela bêbada.

Como agir com sua suposta esposa que você "ama" mas, não lembra de amar? Sua suposta esposa que significa o mundo para você, mas tudo que você lembra é de não suportar ela. Minha suposta esposa que sempre foi apaixonada por mim, enquanto eu não conseguia nem olhar pra cara dela sem querer estapeá-la.

– Quer saber? Não irei te pressionar. – Volto a realidade ao ouvi-la, olho para Normani que agora está de pé calçando seus chinelos. – Quando você se sentir à vontade com a minha presença e estiver afim de conversar, aí você me avisa. Mas não vou ficar aqui igual uma babaca tentando chamar sua atenção, já fiz isso quando éramos mais nova, não quero passar por tudo aquilo de novo.

Após dizer isso ela se vira e saí, continuo parada, sentada quase sem me mover. Meu coração está acelerado, acho que pelo tom de voz dela, não sei explicar. Meu corpo está pesado como se um caminhão estivesse sobre meus ombros, estou exausta de toda essa situação e forçar minha mente para lembrar das coisas só tem me dado dores de cabeça.

Cada dia tudo parece descomplicar e volta a se complicar, sei que boa parte da complicação é por minha causa.

Olho para cima e suspiro. O que eu devo fazer, senhor?

Decido por fim levantar e ir atrás dela, uma hora ou outra terei que enfrentá-la, não posso evitar toda hora, sei que temos que conversar. A porta do meu quarto está fechada, imagino que ela tenha ido para o quarto do Seth, vou até lá e bato duas vezes na porta antes de abrir.

Leia ouvindo: Photograph - Ed Sheeran

– Entra... – ouço sua voz suave lá de dentro permitir minha entrada, suspiro aliviada. Pelo menos ela não me mandou embora.

Adentro o quarto devagar, fecho a porta atrás de mim e olho para ela. Normani está de pé em frente a uma prateleira, parece observar alguma coisa. Me aproximo dela com cautela e paro ao seu lado, olho na mesma direção que ela está olhando e vejo algumas fotos, nossas com Seth.

– Nós tiramos essas fotos quando fomos na Disney ano passado – ela comenta, não digo nada, fico apenas observando as fotos. Seth em meus ombros e Normani de quatro no meio das minhas pernas, nós três estávamos com orelhas do Mickey. Em outra ela está jogando o pequeno para cima e eu pareço estar com medo que ele caia, acabo rindo dessa foto e ela me olha curiosa. – Que foi?

– Essa foto, está engraçada.

Aponto para a foto e ela olha, acaba rindo também.

– Você ficou desesperada, achou que eu ia deixar ele cair.

– Dá pra ver pela minha careta. – Continuo a olhar as fotos, em outra estamos sentadas em um gramado, Seth está deitado em nosso colo de lado e sorri para a câmera, assim como Normani e eu. – O que tinha acontecido com o queixo dele? – pergunto curiosa ao ver que naquela foto Seth estava com um curativo em seu queixo.

– Ele caiu andando de patins, eu também cai, só que ralei um pouco o cotovelo.

– Ele tem cara de levado e você parece acompanhá-lo em suas travessuras – deduzo e ela acaba por gargalhar, jogando a cabeça para trás e rindo com vontade. Sorrio ao vê-la daquela forma, parece mais relaxada.

– Isso é verdade, não estranhe se você ver mais fotos desse tipo, ele ou eu com curativos. Sempre gostamos de brincar juntos, e você sempre nos avisava para tomarmos cuidado.

– E vocês não pareciam me ouvir – acuso-a, mas tenho um sorriso no rosto. Normani olha para mim e dá um pequeno sorriso, como se dissesse que era culpada.

– Só as vezes.

Nego com a cabeça e volto a ver as outras fotos, Normani fez questão de me contar a história de cada uma, apenas fiquei quieta ouvindo tudo que ela dizia.

– Jane? – ela me chama depois de um tempo, faço um som nasal sem desviar o olhar dos desenhos espalhados na escrivaninha de Seth. Ele tem talento para isso. – Quando você me disse que queria tentar recomeçar, você estava falando sério ou disse aquilo só porque pensou que era o que eu queria ouvir?

Ela não soa rude, mas parece um tanto amedrontada. Penso que ela ainda pensa que eu a odeio como antes, mas não, na verdade acho que só não gostava muito de sua presença e antes a odiava por sempre me perturbar. Porém agora tudo está tão diferente, ela está diferente. Até mesmo eu estou diferente.

– Sim – suspiro e me viro para olhá-la, Normani está encostada na parede próxima a porta do banheiro, suas mãos estão no bolso de sua calça de moletom e ela me olha ansiosa. – Eu realmente quero recomeçar, quero saber de tudo. E volto a dizer, quero me lembrar de você também.

Tento transparecer o máximo de sinceridade possível, quero que ela acredite em mim, que tenha confiança nas minhas palavras. Vejo seus olhos começarem a encher de lagrimas, penso em ir até ela, mas vou até lá fazer o que? Espero que ela diga alguma coisa. Normani limpa o canto de seus olhos e seus lábios tremem um pouco. Ela está prendendo o choro.

– Eu fico... Fico muito feliz em saber disso. Céus! Você não imagina o quanto.

Imagino sim.

Sua voz está meio embargada, ela passa as mãos nos olhos de novo e olha para baixo. Ficamos em silêncio, continuo a olhar para ela esperando que diga mais alguma coisa. Minutos depois ela me olha, seus olhos ainda está meio úmidos e o nariz está começando a ficar vermelho.

– Posso te pedir uma coisa? – ela pergunta e eu encolho os ombros por reflexo.

– Hm... – hesito um pouco – pode.

Digo por fim e ela dá um passo só, receosa, permaneço parada e ela dá outro, como se tivesse esperando que eu a mandasse parar.

– Me dá um abraço?

Normani me olha como se fosse uma criança pedindo um doce antes do almoço, umedeço os lábios e fico entre dizer sim e não. Mas penso, o que eu tenho a perder?

– Claro que sim.

Abro meus braços e sorrio timidamente, ela sorri da mesma forma e em segundos seu corpo colide com o meu. Sinto seu rosto na curva do meu pescoço, onde ela solta sua respiração pesada.

Meio sem jeito, eu passo meus braços por seus ombros, já que os dela está em minha cintura. Normani cheira meus cabelos e parece pensar se me aperta contra ela ou não, forço meus braços em seus ombros como se desse permissão para ela me abraçar com força.

– Pode me abraçar mais forte – sussurro em seu ouvido e sinto seu corpo tremer um pouco.

Normani me aperta com mais força, mas não tanta força ao ponto de me deixar sem ar. Seu rosto continua em meu pescoço, seus braços envolvem minha cintura enquanto os meus envolvem seu pescoço.

Sinto-me bem nesse abraço... É como... Não sei explicar. Mas é um dos melhores abraços que já me deram na vida.

– Eu senti muita falta disso – ela murmura contra meu pescoço, ouço ela engolir saliva e depois suspirar. Um sorriso nasce em meus lábios, nem o pensamento de que eu poderia sentir esse abraço sempre consegue me assustar. Porque eu realmente poderia abraçá-la pelo tempo que fosse.

– Você pode me abraçar sempre que quiser.


Notas Finais


GOSTARAM?
PODEM COMEMORAR AAAAAAA 😍
Eu sei que vocês esperam mais do que um simples abraço, mas esse abraço é muito importante pra Manz, a bichinha nem quer largar a Dinah de tão feliz que está. ❤
Continuo?
Até logo. 💘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...