História Stupid With Love - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá, pessoas e não pessoas!
Eu consegui um tempinho livre essa semana e terminei de escrever o terceiro cap da fanfic pra vocês.
Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 4 - Saída com os amigos


Capítulo 3

 

A festa do amigo de um amigo

 

Melyna – Autora

Midoriya tagarelava sem parar sobre os cuidados que Katsuki deveria tomar com uma criança de menos de um ano de idade que estaria sob sua responsabilidade, enquanto que o loiro somente concordava com a cabeça cansado de todo aquele falatório.

- Eu já entendi!! – ele explodiu. – Agora, cala boca, po... – hesitou por um momento ao ver a cara do menor fechar conforme as palavras saíam de sua boca. – Poxa! Eu ia dizer poxa. – deu um sorriso amarelo.

- Tenho certeza de que ia.

- Relaxa um pouco, Deku. – pediu erguendo as duas mãos em sinal de paz. – Eu não ia falar nada de ruim com a Sayuri por perto. – disse receoso de que o menor mudasse de ideia sobre deixar a menina com ele.

Izuku arqueou uma sobrancelha, como quem diz “Acredito muito no que disse, Kacchan”, de forma irônica.

- Não quero saber do senhor falando esses seus palavrões horrendos perto da minha filha!! – apontou o dedo na cara do beta de maneira acusatória. – Não quero nem imaginar a primeira palavrinha da minha princesa sendo um xingamento!

O ômega posicionou a mão direita contra o peito enquanto fazia expressões faciais como se realmente estivesse vendo a filha falando algum dos inúmeros xingamentos que o loiro pronunciava diariamente como sua primeira palavrinha no lugar de mamãe. Não queria sequer imaginar uma coisa dessas acontecendo; seria demais para si sua princesinha falando palavras de baixo calão sendo tão nova.

Bakugou respirou fundo, tentando pensar em algo para dizer para o sardento se acalmar um pouco, pois os feromônios dele estavam exalando toda a sua preocupação com a integridade – tanto física quanto mental – da bebê. Seu melhor amigo sempre fora daquele jeito, agindo bem mais pela emoção do que pela razão, e sabia que o mesmo estava receoso sobre deixar a filha com outra pessoa para sair com os amigos, estes que provavelmente o arrastariam para algum bar ou balada qualquer.

Para as pessoas que viam a cena de fora, poderia parecer que o esverdeado estava bastante irritado e que sairia no tapa com o beta, no entanto tudo que o menor sentia era uma apreensão muito grande em “largar” Sayuri com alguém somente para sair para beber com Uraraka e Iida.

O sardento olhou de rabo de olho para a menina sentada no tapete da sala de estar do maior, querendo se certificar que seu filhote estava – e ficaria – perfeitamente bem sendo cuidado pelo outro.

- Não se preocupe, Deku. – o rapaz de orbes carmim afirmou quando colocou as mãos nos ombros do mais novo. – Nós vamos ficar bem. – indicou a criança com cabeça para se referir de que os dois ficariam bem sozinhos.

- Não sei... – murmurou baixando os olhos para o chão. – E se algo acontecer e você não tiver como falar comigo, Kacchan?! – ergueu os olhos esmeraldinos ao indagar, demonstrando um desespero explícito.

Bakugou não aguentou a pressão de ficar encarando as orbes que brilhavam em total aflição e passou a fitar a afilhada, sem saber como confortar o esverdeado de fato. O beta, pela primeira vez em muito tempo, não fazia a mínima ideia de como deveria agir ou o que deveria dizer para acalentar a angústia do amigo.

O loiro conhecia Midoriya desde o berço por causa de suas mães, que eram amigas muito próximas, e estava junto dele em qualquer fase da vida, como quando Hisashi abandonou sua mulher e filho para ir embora com outra ômega ou quando o mesmo descobriu estar esperando uma criança da qual não sabia quem era o pai.

Katsuki o conhecia há muito tempo – desde os confins da infância –, então sabia que o menor tinha medo de falhar no desempenho de seu papel com a filha, exatamente assim como ocorria com muitos outros ômegas que eram pais/mães solteiros, que acabavam se tornando ausentes na vida de seus filhotes ou não conseguiam cuidar das crianças com total êxito.

‘Maldito alfa! Eu acabo com a raça desse merda quando eu o encontrar!’ Ele pensou assim que puxou Izuku para um abraço apertado.

O sardento não o afastou ou recusou o abraço, em vez disso, agarrou com força o tecido da camiseta preta do maior, como uma criança que busca conforto e acalento, entretanto ele não se permitiu chorar uma vez mais. Já havia chorado bem mais que o suficiente nos últimos meses, deveria se mostrar ao menos um pouco forte agora. Por Sayuri.

O ódio que o beta sentia pelo alfa que largou seu melhor amigo depois de um heat crescia em seu peito enquanto via de camarote toda a angústia do mais novo, este que tentava arduamente criar com perfeição a pequena Sayuri. Aquilo era muito responsabilidade para o ômega ter que lidar sozinho.

- Vai ficar tudo bem... – afirmou num sussurro e beijou a testa do esverdeado. – Agora, anda logo e vai se divertir!! – deu um tapa estalado na bunda do outro.

Izuku desfez o abraço e o olhou incrédulo, achando incrível o jeito que Bakugou mudava da água pro vinho em questão de segundos.

- Kacchan! – repreendeu recebendo somente risadas como resposta, tanto do loiro quanto da pequena que foi contagiada pelo riso do padrinho. – Até você, Sayuri? – perguntou com uma falsa indignação para a criança.

A garotinha o fitou por um momento com uma carinha confusa, logo sorrindo fofamente e esticando os braços pedindo colo quando desviou o olhar para o beta. Às vezes, parecia que ela entendia tudo que eles falavam, algo surpreendente para uma criança com menos de um ano de idade.

Bakugou foi até a menina e pegou-a no colo, se virando para o amigo enquanto mostrava a língua para o mesmo em um ato completamente infantil, querendo insinuar que a menina estava contra o sardento.

- Fui traído! – bateu a mão no peito num gesto dramático, escutando o riso infantil da filha. – Mudei de ideia: vocês dois juntos não é coisa boa! – cruzou os braços e fez bico.

O loiro riu novamente, sendo acompanhado pela afilhada.

O clima antes tenso entre eles, agora se encontrava leve e alegre, com direito a brincadeiras estúpidas e gargalhadas por parte dos adultos, enquanto Sayuri apenas ria com as palhaçadas dos mais velhos.

Depois de algum tempo a campainha da casa do loiro tocou e o anfitrião da residência foi atender a porta, se deparando com uma beta de cabelos castanhos e bochechas grandes vestindo roupas elegantes.

Os olhos castanhos dela logo se fixaram na bebê no colo de Bakugou, e ela foi até a menina ignorando por completo a presença do rapaz – não ele já não estivesse acostumado com as atitudes da morena.

- Sayuri! – sorriu apertando de leve as bochechas rosadas da garotinha no colo do outro.

Katsuki pigarreou, limpando a garganta e chamando a atenção da garota para si.

- Boa noite. – ela disse sem nenhum sinal de sorriso na face.

Katsuki não falou nada, mas deu um passo para o lado dando espaço para a morena entrar, o que ela fez sem demora. O beta se pôs a caminhar na direção da sala, sendo seguido pela garota.

Na sala, Midoriya estava sentado no sofá e mexia no celular, trocando mensagens com sua mãe que queria saber da neta. Foi quando sentiu alguém se jogando contra o seu corpo, quase o fazendo cair do sofá.

- Deku!

- Meus Deus, Ochako!! – ele reclamou. – Se quer me matar, avisa antes! Você é pesada, sabia? – debochou quando tirou a outra de cima de si.

Uraraka inflou as bochechas e beliscou o braço esquerdo do sardento, sentindo-se ofendida com as palavras do amigo, que não totalmente mentira, de qualquer maneira, mas vamos ignorar essa parte.

- Ai! Eu só falei a verdade, não tenho culpa. – massageou levemente o local atingido. – E onde a senhorita vai produzida desse jeito, hein? – questionou arqueando uma sobrancelha quando notou as roupas da morena.

Ochako usava um vestido preto de costas nuas, saia rodada até a metade das coxas e decote em formato de coração; uma meia-calça apenas um tom mais escuro que a cor de sua pele; e saltos azul-marinho, além da maquiagem pesada no rosto. Ela estava muito bonita vestida daquela maneira.

- Vou ir assistir de primeira-mão meu melhor amigo arrasando o coração de uns alfas. – respondeu colocando a mão na cintura, fazendo pose e sorrindo convencida.

O ômega revirou os olhos com tédio.

- Menos, Ochako. – pediu. – Bem menos.

Ela bufou, porém não disse mais nada sobre aquilo.

- Certo, certo... Agora levanta essa bunda gorda daí e vamos beber!! – disse animada o puxando pelo braço.

- Ei! Minha bunda não é gorda! – retrucou quando ficou de pé.

- Eu sei! – riu. – Aliás, essa calça valoriza pra caralho seu bumbum. – comentou dando um tapa nas nádegas do amigo e sorriu ladina.

Midoriya sentiu um tique nervoso em seu olho direito. Qual era a tara de seus amigos com sua bunda? Claro, ele admitia que seu traseiro era grande e talvez também fosse firme, mesmo assim não tinha a necessidade de eles ficarem batendo nela ou a apertar.

- O linguajar na frente da Sayuri, mocinha. – repreendeu puxando a orelha da morena, também se vingando indiretamente pelo tapa levado. Aquilo havia doído!

- Ouch! Você é um verdadeiro carrasco, Deku! – choramingou com a orelha dolorida.

- Ah, nem vem! Ninguém manda você continuar agindo como uma adolescente do colegial. – disse sério. – Não concorda comigo, Kacchan? – perguntou ao beta que permanecia quietinho com Sayuri num canto da sala, apenas observando as interações do melhor amigo com a garota.

Bakugou olhou para o ômega um pouco surpreso, não esperava ser colocado no meio da conversa de ambos daquela forma. Certo que estava começando a ficar irritado pelo fato deles estarem ignorando completamente sua presença dentro de sua própria casa, no entanto não queria se intrometer nos assuntos dos dois, ainda mais que ele e a morena não estavam mais se falando há alguns meses.

O loiro olhou para Uraraka e depois para Midoriya, logo desviando os olhos carmim para a menina em seu colo. A pequena também o olhou com seus olhinhos verdes e azuis. Os dois, adulto e bebê, se fitaram por um instante, parecendo se comunicar mentalmente entre si.

- Olha só... – começou, porém não foi capaz de concluir seu pensamento, pois o celular de Ochako vibrou com uma mensagem de Tenya.

- É o Tenya, ele avisou que vai vir nos buscar em alguns minutos. – ela anunciou depois de ler a mensagem em voz alta para o esverdeado.

- Oh, está bem. – falou ajeitando a blusa branca de botões que usava, tentando deixar ela um pouco menos amassada. – E então, Kacchan, o que estava dizendo mesmo? – questionou, curioso sobre o que o amigo iria falar.

Bakugou sorriu ladino.

- Bem, como eu ia dizendo... – fez um leve suspense. – O Deku ‘tá agindo que nem um velho desde que a Sayuri nasceu, na minha opinião.

Uraraka olhou para o sardento com um olhar vencedor.

- Kacchan! – Izuku brigou. – Eu não estou agindo feito um velho! – tentou se defender, as bochechas queimando.

Katsuki ignorou totalmente seus protestos, fingindo nem ouvir o que o outro dizia. Uma perfeita demonstração do que o ômega reclamou sobre as atitudes de Uraraka há poucos minutos: infantilidade.

O menor bufou consternado, desistindo de discutir com aquelas crianças – e ele não estava se referindo à Sayuri, só pra deixar bem claro.

- Eu tenho que lidar com três crianças, ninguém merece... – resmungou baixinho para si mesmo pensando se tinha como fazer a devolução daquelas duas pragas para os pais, ter que criar sua própria filha praticamente sozinho já era complicado demais.

- Disse alguma coisa, Deku? – Ochako perguntou, jurava ter escutado ele falar algo.

- Nada não! – desconversou na maior cara de pau.

A morena deu de ombros despreocupada com a possibilidade do amigo estar falando mal dela, achando ingenuamente que o esverdeado tinha um coração muito bom e puro para fazer uma coisa dessas – mal sabia ela que o rapaz vivia reclamando dela quando se encontrava sozinho em seu apartamento.

A buzina de um carro soou, anunciando a chegada do alfa mais responsável que conheciam, Iida Tenya. Com isso, a morena deu um pulinho animado arrastando o sardento consigo para a porta.

- Vamos nessa!! – bradou empolgadíssima.

- Eu me arrependi, não quero mais ir, Ochako! – os olhos verdes brilharam em desespero enquanto tentava se livrar do aperto da beta em seu braço.

- Nem pense nisso, mocinho. – ralhou séria finalmente conseguindo fazê-lo sair da casa.

- Qualquer coisa, me liga, Kacchan!!! – gritou ao ser empurrado contra sua vontade no banco traseiro do carro. – E toma conta da minha filha direito, pelo amor de Deus!! – pediu colocando a cabeça pra fora da janela.

O loiro parado na porta se contentou em revirar os olhos, tentando de maneira falha conter o riso pela cena que os outros estavam fazendo às oito e meia da noite no meio da rua. Os vizinhos intrometidos e curiosos até mesmo começavam a aparecer nas janelas de suas casas querendo saber o motivo de tamanha comoção naquela sexta-feira, afinal aquele era um bairro bem tranquilo.

- Assim você me ofende, Deku! – gritou em resposta com um sorriso na face. – Mas pode deixar comigo: a Sayuri está em ótimas mãos! – se gabou, fazendo a menina lhe olhar.

- Sei não... – Izuku murmurou quando o amigo deu partida com o carro.

Katsuki observou seu melhor amigo se afastar junto dos amigos problemáticos dele, sem saber o que deveria fazer em seguida. Tinha garantido que iria cuidar bem da afilhada, porém o gênio não prestou total atenção nas recomendações de Midoriya.

- Eu sei cuidar de uma criança, não deve ser tão difícil assim como o Deku faz parecer, não é? – ele tentava convencer a si mesmo disso.

Sayuri gargalhou de maneira fofa, quase como se estivesse tentado alertar o mais velho de alguma coisa. Talvez ela estivesse tentando avisá-lo que cuidar de crianças pequenas era um desafio e tanto.

- Ei, não ria! – disse. – Eu estou falando sério aqui.

A bebê ficou encarando-o fixamente. Bakugou definitivamente não era um adulto preparado mentalmente para tomar conta de um bebê.

- Que tal nós irmos assistir algum desenho? – perguntou, escutando a garotinha rir suavemente, sinal de que concordava com a ideia. – Ótimo, iremos assistir Naruto. – anunciou entrando novamente na casa.

[.....]

O tal lugar estava bastante cheio, as pessoas suadas e fedendo à bebida barata esfregando-se umas nas outras para poderem se locomover pelo local. Certamente aquele não era o tipo de lugar que ele gostava de frequentar, no entanto pela melhor amiga seria capaz de fazer qualquer, já que a amava quase tanto quanto amava sua filha.

Eles estavam numa baladinha na casa de algum amigo rico de Iida, que havia arranjado os convites para os amigos além de conseguir fazer Jirou deixar o ômega tocar em sua banda aquela noite, algo realmente impressionante de se fazer visto que a pequena beta não deixava ninguém nem sequer chegar perto dos instrumentos se não fizesse parte da banda – Tenya tinha sido bem convincente com seus argumentos, só isso.

Izuku não sabia para onde os amigos iriam levá-lo, então não poderia estar mais surpreso ao descobrir que se tratava de uma festa privada num condomínio chique da cidade, ainda mais que ele iria se apresentar juntamente de uma banda para pessoas totalmente desconhecidas. Estava entrando em pânico, a última vez que havia cantado e tocado para alguém além dos amigos e da família fora há bastante tempo, tanto que nem lembrava direito.

Assim que colocou os dois pés na propriedade, começou a ser arrastado por Ochako e Tenya para algum outro lugar, sem nem ter a mínima chance de protestar, pois, assim que iria o fazer, eles se esbarraram com uma garota baixinha de cabelos arroxeados.

A garota citada os encarou com certo desgosto, mesmo assim, no entanto, não se pronunciou a respeito do esbarrão que derrubou uma bebida de coloração rosada em sua camiseta azul.

- Ops... – Uraraka cobriu sua boca com a mão.

- Nos desculpe, não foi por querer, eu juro! – o esverdeado se desculpou afobado.

A arroxeada o olhou como se ele não fosse ninguém, coisa que machucou profundamente o ego do ômega.

- E aí, quatro-olhos. – cumprimentou o alfa do grupo.

- Estávamos lhe procurando, Jirou. – Iida falou, parecendo nem ligar para o apelido maldoso do qual foi chamado.

- Oh, é mesmo? – questionou retoricamente.

- Sim. – afirmou, mesmo que houvesse a necessidade disto. – Estes são Uraraka Ochako e Midoriya Izuku. – apresentou seus dois acompanhantes. – E esta é Jirou Kyoka, vocalista e guitarrista da Blackberry.

Jirou era uma beta de cabelos na coloração roxa escura, baixinha e amante da música, principalmente o rock. Também usava um piercing no nariz e tinha algumas tatuagens espalhadas pelo corpo pequeno, mas nada muito escandaloso.

As roupas dela eram meio chamativas com uma camiseta azul com uma caveira branca estampada no meio do peito, short jeans preto, meia-calça escura e coturnos com salto-alto igualmente pretos, além de um batom bem escuro, é claro.

- Qual deles é o que canta e toca teclado? – perguntou analisando a morena e o esverdeado.

- É o Deku! – Ochako comentou orgulhosa.

- Deku? – arqueou uma sobrancelha em dúvida.

- É um apelido. – Midoriya explicou coçando a bochecha com o indicador.

- Significa inútil, né? – o rapaz assentiu envergonhado. – Legal, eu gostei. – sorriu de canto. – Vou te apresentar assim para o pessoal da banda, se não se importar.

- Sem problemas. – disse baixinho, tímido demais para encará-la nos olhos.

- Ótimo! – a garoto o pegou pelo pulso, voltando a arrastá-lo pelo meio das pessoas.

Uraraka até tentou dizer algo, mas eles já tinham sumido na multidão.

Os dois caminharam por alguns minutos até chegaram num camarim improvisado atrás do palco onde ocorreria o show. Lá tinha duas pessoas esparramadas em um sofá, ambos quase cochilando sentados enquanto não recebiam previsão do início da apresentação.

Ao ouvir o barulho da porta se abrindo e voz de Kyoka lhes dizendo que deveriam se aprontar logo, pois o show iria continuar como planejado, mesmo sem a presença do tecladista, os dois rapazes levantaram a cabeça para olhar os seres que haviam acabado de entrar. Ficaram extremamente confusos quando viram a beta sendo acompanhada por um rapaz que parecia ser um adolescente.

- Quem... – o loiro não terminou, pois teve uma camiseta jogada na cara. – Ô porra! – reclamou.

 Jirou ignorou o loiro, continuando focada em sua tarefa. A garota havia retirado a camiseta manchada pela bebida e procurava uma outra dentro de sua bolsa, não importando-se de ficar só de sutiã na frente dos companheiros de banda. Não tinha o que esconder, simples assim, afinal nem seios grandes ela possuía.

Midoriya olhava fixamente para os próprios sapatos, morrendo de ver vergonha de estar em um local com pessoas que não conhecia, pelo menos ainda.

- Pronto. – a arroxeada disse assim que pôs a nova camiseta.

A camiseta agora era branca e tinha um unicórnio esqueleto como estampa.

- Certo, e quem é esse garoto? – o de cabelos pretos perguntou apontando para o sardento.

- Este é o Deku, ele vai tocar com a gente hoje. – comunicou como se estivesse dizendo que iria comprar pão.

- Você não pede decidir uma coisa dessas sozinha! – o loiro protestou. – Somos uma banda!

- Na verdade, ela pode sim. – o outro comentou, fazendo o amigo lhe olhar incrédulo. – Foi ela que criou a Blackberry, para início de conversa, Denki. – argumentou.

Denki abriu a boca para argumentar contra, entretanto não conseguiu pensar em nada para dizer. Por isso, ele se absteve a cruzar os braços revirando os olhos com tédio.

A beta sorriu vitoriosa para o rapaz, caminhando na direção de Izuku que ainda estava encolhido perto da porta.

- Deku, este emo aqui é Tokoyami Fumikage... – apontou para o moreno de estilo gótico. – E o palerma é Kaminari Denki. – indicou o loiro emburrado.

Fumikage era um alfa de cabelos pretos e usava roupas num estilo bem emo-gótico. Já Kaminari era um beta de cabelos dourados com uma mecha preta em formato de raio e vestia uma calça jeans rasgada, uma regata branca com um casaco xadrez por cima e aparentava estar usando delineador, destacando seus olhos mostarda.

- Oi. – Midoriya sorriu corado.

- Prazer. – Tokoyami acenou com a cabeça.

Kaminari o fitou da cabeça aos pés, o avaliando seriamente.

- Se ele realmente vai tocar com a gente, temos que dar um jeito nessas roupas. – o beta fez careta.

- O que tem de errado com as minhas roupas? – o menor avaliou suas vestes confuso.

- Não são as roupas em si, mas o jeito que você está as usando. – Kyoka corrigiu a fala do loiro.

Denki se levantou foi para perto do esverdeado, um sorrisinho maldoso enfeitando seu rosto. Ele trocou olhares com Jirou, combinando entre eles o que fariam com o pobre sardento, tudo sendo decidido mentalmente.

- Ei, o que vocês estão fazendo? – perguntou assustado. – Não, não, não! – negava tentando se afastar dos dois betas.

O moreno olhou para Midoriya com pena.

[.....]

- Eu não vou sair assim. – negou veemente.

- Ah, qual é? Vamos lá, Deku! – o beta ralhou.

O esverdeado somente balançou a cabeça negativamente, se recusando a olhar-se no espelho. Aquele ômega no reflexo do espelho não ele, essa era única explicação viável.

- Dá uma ajudinha aqui, Toko! – Jirou pediu tentando arrastar o sardento para fora do camarim, o show iria começar em poucos minutos.

O alfa deu de ombros se levantando.

- Nem pense nisso!!! – quase gritou quando o maior chegou perto.

Era tarde demais, agora Midoriya teria que se apresentar, de uma forma ou de outra.

[.....]

Horas antes, num apartamento no centro da cidade, um alfa de cabelos bicolores esperava a namorada terminar de se arrumar para irem na tal festa que a garota foi convidada. Ele estava na sala, sentado no sofá de estofado marrom, completamente cansado da demora da parceira.

- Momo! – chamou pela décima vez a ômega.

- Já vou! – ela respondeu do quarto.

Shouto suspirou, não queria nem mesmo sair de casa quanto mais ir para uma festa, porém ele fazia de quase tudo para agradar a namorada, então faria mais aquele sacrifício por ela.

- Momo! – tornou a chamá-la.


Notas Finais


Ficou levemente grande, mas eu acho que tudo bem... Eu ando meio empolgada com umas ideias que eu tive.

Hmm... O Shouto vai chegar na festa e ver o Izuku, e agora?

E aí, o que vocês acharam?

Até qualquer dia desses!


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