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História Style Company - Capítulo 7


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Notas do Autor


Hello!! Voltei com mais um capítulo para vocês. ♥ Espero que gostem e muito obrigada pelos comentários e favoritos! ♥♥
Boa leituraaa!

Capítulo 7 - Christian Grey


07 | Christian Grey

 

xícara de café sem açúcar estava em cima da mesa, esperando por Keisha, na manhã de quinta-feira. Eu mesma o preparei já que tinha certeza que ela não teria condições de nada, pelo menos nos primeiros momentos do dia. Na mesa, junto com o seu café e o meu, haviam alguns biscoitos e o meu prato de ovos mexidos com direito a bacon para acompanhar. 

— Eu não tenho mais idade para beber. —ela disse, entrando na cozinha. Keisha tinha uma toalha enrolada no corpo e os cabelos presos num coque. 

— Bom dia. —eu sorri. 

Eu já estava pronta, usando calças pantalonas off white e uma camisa caramelo com os primeiros botões abertos, deixando a mostra meu colar dourado favorito. 

— Eu estou acabada. —Kei reclamou, sentando-se ao meu lado à mesa.

— Eu fiz café para você, está bem quente e bem amargo. —avisei. 

Ela mexeu o café com uma colher e depois tirou-a de dentro da xícara, deu um gole na bebida e apoiou o rosto na sua mão. 

— Você é um anjo. Minha cabeça está doendo tanto e meu estômago está revirado. —bufou. — O seu não?

— Não, eu bebi pouco. —falei. Ela bebeu tanto que sequer consegue se lembrar que eu bebi dois copos apenas?

— Não estou me referindo à bebida, mas sim às borboletas que Harry deixou aí. —ela riu, mas eu não achei engraçado.

— Ah, estava demorando pra você começar com isso. —Keisha riu ainda mais, mas logo fez cara feia de novo, colocando a mão na barriga, por cima da toalha — Quer comer alguma coisa? —ofereci, preocupada com o bem estar da minha amiga, levando uma garfada dos ovos mexidos que eu comia até a boca, mas também tentando mudar de assunto.

— Não, realmente não. Vou ficar apenas com o café. 

Em 10 minutos já havíamos terminado nossos cafés. Keisha foi se vestir e eu organizei tudo na cozinha. Depois disso, escovei meus dentes e passei a maquiagem de sempre: corretivo, um pouco de pó, um blush bem leve, máscara de cílios, gel para sobrancelhas e hoje optei por um hidratante labial. Peguei minha bolsa e Kei a sua, tranquei o apartamento ao sair e então entramos no meu carro. 

Fomos o caminho inteiro conversando sobre a noite de ontem, e Keisha me contava sobre o quanto Niall é super interessante, bonito e  pelo menos outras dez qualidades e, às vezes, me avisava que a qualquer momento poderia vomitar, o que me deixou um pouco assustada. Quando entramos no estacionamento avistei o Porsche 911 já estacionado.  

— Hoje, quando sair da empresa, eu vou até a minha antiga casa pegar o resto das minhas coisas. E depois vou procurar algum corretor de imóveis para me auxiliar a encontrar algum lugar para eu morar. —Keisha suspirou pesado. 

— E sobre o seu carro? Jasper estava usando, não é? —perguntei, quanto realizava a manobra para estacionar o meu carro.

— É. Mas primeiro eu preciso ter algum lugar com estacionamento ou garagem para guarda-lo. Enquanto isso vou deixar o carro com Jasper, até porque o dele volta da oficina no sábado de manhã.

Mesmo que eu não concordasse com a ideia de deixar o ridículo do Jasper com o carro, eu não disse nada, apenas descemos do meu carro e entramos no prédio. Eu peguei um café na máquina mas Keisha disse que preferia dar uma parada no quinto andar, onde ficava a área de lazer, para comprar uma água. E foi o que fizemos. 

— Como você está? —eu perguntei, enquanto caminhávamos pela grande sala cheia de sofás, poltronas e mesas. 

— Estou bem, minhas ressacas sempre são bem pesadas. —ela deu de ombros.

— Não, estou falando sobre Jasper. —eu disse. 

— Eu nem pensei sobre isso direito ainda. Ficamos juntos por oito anos, isso é realmente muito tempo. Mas desde o dia da ligação as coisas ficaram bem diferentes para mim. É difícil continuar gostando de verdade de alguém depois de ouvir essa pessoa perguntando para a secretária se ela já achou sua calcinha. 

— Você está passando por um momento muito difícil, Kei, acho que deve ir com calma com Niall. 

— Eu sei. —ela disse. — Mas acho que vai me ajudar a me distrair, então... —Keisha pediu, no balcão, uma água. — E, além disso, eu já contei para Niall tudo o que aconteceu e ele está ciente de que eu não estou procurando nada sério. —a moça que trabalhava ali entregou a garrafa d'água para Keisha, que pagou-a e então voltamos ao elevador. 

— É, mas você precisa aceitar primeiro tudo o que houve, entende? Meu namoro mais longo foi no ensino médio e eu fiquei devastada quando acabou. —justifiquei meu posicionamento.

— Exatamente, Megan, você estava no ensino médio. Eu tenho 27 anos, sou adulta, eu tenho um emprego e uma casa para procurar, eu não tenho tempo para ficar chorando por aí. —ela abriu a garrafa d'água, já no elevador. — Eu entendo que você esteja preocupada comigo e quando eu não estiver bem você vai ser a primeira a saber, ok? Não precisa tanta preocupação. 

— Tudo bem. —falei. — Apenas se cuide. 

Assim que chegamos no corredor das nossas salas, Keisha entrou na sua e eu na minha. Todos estavam lá e eu dei bom dia ao entrar na sala. Fui direto ao trabalho, afinal, já estava um pouco atrasada. 

Então, na horário de almoço, Keisha apareceu na porta da minha sala, acenando sem parar. Fiz um sinal pedindo-a para que esperasse por um momento enquanto eu pegava minha bolsa e colocava meu celular dentro dela. 

— Vamos almoçar naquele restaurante aqui perto. —disse Keisha. 

— Por quê? 

— Porque sim, eu terminei um namoro há pouquíssimo tempo, os meus desejos são ordens. —ela explicou, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, e depois riu. 

E aí deixamos o prédio juntas, atravessando a rua e caminhando até dobrar a esquina, parando na frente do tal restaurante. Havíamos comido aqui algumas vezes, mas em ocasiões especiais como nossos aniversários. Empurrei de porta de vidro para entrar no local e escolhemos uma mesa no canto e aí fizemos nossos pedidos. Em pouco tempo nossos pratos estavam à mesa. 

— Esse cheiro de fritura vai... Eu vou ao banheiro. —disse Keisha, fazendo cara feia, encarando as batatas no seu prato. 

— Você tá bem? Quer que eu vá junto? —perguntei, meio assustada. 

— Eu vou vomitar, tá tudo bem, é só ressaca. 

Então Keisha saiu depressa da mesa e eu pedi mais uma água para ela e uma lata de refrigerante para mim. E, quando fiquei sozinha na mesa, o homem de calças pretas e camisa de botões azul escura sentou-se no lugar da minha amiga. 

— Gostou de esbarrar comigo por aí, Srta. Bailey? —ele perguntou, me encarando com seus olhos verdes.

— Você veio ao meu encontro, duas vezes. —respondi. 

— Eu estava sentado por aqui e resolvi vir perguntar à você se está tudo bem. 

— Tudo bem com o que, Sr. Styles? —perguntei, confusa. 

— Conosco. Depois do fora que você me deu... 

— Me desculpa, mas é muito difícil entender você. Primeiro você salva o seu próprio número no meu celular e aí diz que não tem interesse em mim e que eu sequer faço seu tipo. E em seguida nós nos encontramos num bar e você tenta me beijar. —eu o interrompi. — Nós não temos mais idade ou tempo para joguinhos. —Styles assentiu com a cabeça, jogado para trás na cadeira antes ocupada por Keisha. — E se esse tipo de comportamento funcionava com outras mulheres, essa coisa de confundir a cabeça, comigo não vai funcionar.

— Ótimo. Quer fazer as coisas como dois adultos? Por mim tudo bem. —ele assentiu novamente. — Quer sair comigo? 

— O que?

— Sair comigo, de verdade. Um encontro. —explicou. 

— Quando? —eu só conseguia fazer perguntas. 

— No domingo. Me manda uma mensagem com o seu endereço e aí nós combinamos um horário e eu vou te buscar. 

— Eu excluí o seu número. —falei baixo. 

Styles arqueou as sobracelhas. 

— Ok, sua amiga está voltando—disse Styles, olhando por cima do meu ombro, na direção do banheiro. — Eu te ligo.

Dito isso, ele se levantou e saiu, indo até a sua mesa, eu suponho. E aí Keisha voltou ao seu lugar. 

— O que foi isso? —ela perguntou, abrindo a garrafa d'água e enchendo o copo com o líquido. 

— Ele me chamou para sair. 

Keisha ficou de boca aberta. Depois tomou toda a água que havia colocado no copo.

— Quando vocês vão sair? E para onde?

— No domingo... Eu não sei. Ele disse para eu mandar uma mensagem mas eu já excluí o número dele. 

— Nossa, eu quero tanto dar um tapa na sua cara, Megan. —ela reclamou e eu não consegui evitar que uma risada escapasse. Então lembrei que estávamos lá para almoçar e comecei, finalmente, a comer. — E como isso tudo aconteceu? 

— Você saiu e ele sentou no seu lugar. E aí eu falei que esses joguinhos dele não funcionam comigo e aí ele disse "Quer fazer as coisas como dois adultos?" —eu o imitei, enquanto enchia o garfo com comida antes de levar a boca. 

— Ei, —disse ela, cortando o peixe no prato. — você lembra quando eu criei teorias sobre Styles, no refeitório, no dia em que ele foi apresentado a nós? —eu concordei com a cabeça, já que estava com a boca cheia de pizza demais para responder de fato. — Eu acertei quando disse que ele poderia ser um cara solteiro e divertido. —Keisha se gabou. 

— Uau! —sonorizei, sarcasticamente. — Quem sabe você não larga a empresa e começa a trabalhar vendo o futuro das pessoas? —Kei levou um pedaço do peixe até a boca e revirou os olhos devido ao meu comentário. — Ele não é tão divertido assim. 

 — Eu sinceramente duvido que você diga isso depois de passar um domingo inteiro com ele. Ele é muito rico. —enfatizou as duas ultimas palavras. — Será que ele vai te levar para voar de planador?

— Com certeza não. —franzi as sobrancelhas. — Keisha, isso não é 50 tons de cinza, isso só acontece em filmes. 

— Você só vai poder dizer com certeza mesmo no domingo.

— Não. —eu ri. — Agora, falando do que realmente interessa, você está se sentindo melhor?

— Sim, estou. Colocar para fora todo aquele álcool era o que eu precisava. Fiquei até com fome!

E, para matar a fome dela e a minha, paramos de falar e focamos na comida.

 

Depois desse episódio no almoço de quinta-feira, eu não vi mais Harry Styles e também não recebi nenhuma ligação ou mensagem sua até a noite de sexta. Durante esses dois dias eu dirigi sozinha até o meu apartamento já que na quinta-feira Keisha saiu meia hora antes para buscar o restante das suas coisas e o seu carro na sua antiga casa. Nesse dia ela chegou no meu apartamento já com lágrimas nos olhos e depois chorou por cerca de meia hora. Na sexta-feira, dia que ela tinha combinado com um corretor de imóveis que ver alguns, quando a campainha tocou, perto das 20h, dei de cara com Keisha e um sorriso de orelha a orelha. 

— Vamos comemorar! —ela entrou no apartamento e jogou a bolsa no sofá.

— Tudo bem, mas o que exatamente? —questionei, sem entender nada. 

— Eu vi um loft lindo e mobiliado! E o melhor de tudo, com um preço super acessível. 

— Então os móveis vão ficar todos com Jasper?

— Não. —Keisha respondeu. — Jasper abriu mão dos móveis que eu paguei e escolhi e, por sorte, eles vão ficar perfeitos no loft. —ela deu mais um sorriso. — Vamos pedir pizza! 

— Ótimo, eu tenho uma garrafa de vinho aqui. —falei, caminhando até a cozinha para busca-la. 

Com seu celular, Keisha pediu uma pizza e começamos a beber o vinho antes mesmo que nosso pedido chegasse. Colocamos alguma playlist para tocar e, enquanto isso, minha amiga contava animada sobre o apartamento e, às vezes, no meio da conversa, parava para digitar mensagens no seu celular que, sem nem precisar perguntar, eu sabia que eram destinadas a Niall.

Depois de duas taças de vinho de cada uma de nós, a nossa pizza chegou. Eu atendi a porta, dei o dinheiro ao entregador e levei a caixa de pizza para o sofá comigo. Deixei-a entre eu e Keisha, no sofá. 

— Eu e Niall deveríamos sair. —ela me disse, pegando um pedaço da pizza — Você e Harry já vão fazer isso, eu também quero. 

— Nem sei se vamos mesmo, ele disse que ligaria e não ligou. Não que eu esteja esperando... 

— Você é igual a ele. —Keisha, de boca cheia, falou. E, pela minha cara, ela percebeu que eu não entendi. — Você fica reclamando que ele age como se não quisesse e depois faz o contrário mas você faz a mesma coisa. 

— É claro que não. —mordi minha pizza. 

— Você aceitou sair com ele e agora disse que não espera a ligação. Para com isso, não tem problema admitir que você quer o chefe bonitão. 

— Você é muito chata, Keisha. Eu só quis dizer que... 

O toque do meu telefone atrapalhou minha fala e nos deixou em silêncio. Bebi um gole do vinho na taça enquanto esticava o braço para pegar o aparelho que estava no canto do sofá. 

— Christian Grey está ligando para você. —devorando seu pedaço, Kei brincou.

— Deixa de ser boba, Keisha!

— Atende logo antes que pare de tocar! —ela me apressou. 

Peguei o celular na mão e então deslizei o botão para atendê-lo. 


Notas Finais


Gostaram?? Comentem para eu saber o que estão achando!
E como vcs estão nessa quarentena? Espero que estejam bem e tomando os devidos cuidados. Fiquem em casa ♥
Até o próximo capítulo, beijossssss ♥♥


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