História Sua - Capítulo 3


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Categorias Everything Sucks!
Personagens Emaline Addario, Kate Messner, Ken Messner, Luke O’Neil, McQuaid, Oliver Schermerhorn, Personagens Originais, Tyler
Tags Emaline Addario, Everything Sucks, Kate Messner, Kemaline, Luke O'neil
Visualizações 38
Palavras 2.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei ursinhos ❤️. Cap um pouco maior q os outros. Aliás, qual a média de tamanho q preferem? De 2 mil palavras ou menos? (Ou mais vai saber).
Música da cena do carro: Cornflake Girl, Tori Amos.

Capítulo 3 - Tori Amos


Fanfic / Fanfiction Sua - Capítulo 3 - Tori Amos

- Essa é uma má ideia! E se pararem a gente? Isso é muito ilegal.

- Segundo a Emaline ela tem permissão pra dirigir, então tá tudo bem Kate.

Neste exato momento estou no banco do passageiro no carro que usamos na gravação indo para Portland enquanto Emaline dirige. Essa semana realmente não poderia ser mais louca. Luke está no banco de trás claramente incomodado com a presença da Addario.

- A gente vai morrer. A gente vai morrer em um acidente de carro e vai acabar naqueles filmes horríveis de autoescola. – digo quase tremendo quando Emaline parece perder um pouco o controle do volante.

- Você já olhou esse? – Luke pergunta parecendo não ligar para o perigo da situação.

- Me fala, quando foi a última vez que alguém dirigiu essa carroça? – pergunta Emaline desviando o olhar rapidamente pra Luke.

- Desde hoje cedo... Tipo sete anos atrás desde que meu pai foi embora.

- História triste pequeno Luke.

- É claro Emaline. E eu falaria mais sobre isso com minha namorada se você não estivesse no mesmo recinto que nós.

- Finjam que não estou aqui e se peguem à vontade...

- O quê?! L-luke, fala logo o que tem pra falar. E nós não vamos nos pegar Emaline.

- Bom... Sabe aquelas fitas que eu achei nas coisas do meu pai? É como se fosse um diário em vídeo, eu acho. Passei a vida odiando o cara e agora fico pensando que ele parece legal. Talvez eu até esteja curioso pra conhecer ele...

- Bom pode ser que não seja tarde, você podia escrever pra ele, sei lá. – respondo virando pro banco de trás.

- É, mas se o pequeno Luke achava ele idiota, o fato dele parecer legal nas fitas não anula o que quer que ele tenha feito. Você deveria se lembrar do motivo que te fez não gostar dele primeiramente.

Olho surpresa pra Emaline que finalmente disse algo que faz sentido. Luke faz o mesmo. Em resposta ganhamos um sorriso convencido.

Luke se debruça até onde estou sentada e põe uma fita pra tocar.

- Sei do que a gente precisa! – diz voltando pro seu banco. Segundos depois um piano característico ecoa pelo carro.

- Legal! – comemoro por termos cortado o clima constrangedor de antes e principalmente por ser essa música.

- Never was a cornflake girl. Thought that was a good solution. Hangin with the rasin girls... – Luke cantarola a letra.

- Vai desde quando você sabe essa letra?

- Eu dei uma estudada e a essa altura eu devo ser muito mais fã da Tori do que você! – responde de forma provocativa.

- Isso é um desafio?

- Eu diria que é um baita de um desafio! – sorrimos um pro outro.

- Ah não, vocês dois não vão cantar, né? – Emaline é completamente ignorada quando começamos a cantar entre risos.

- And i go it's sleepy time. This is not really this a this a this is not really happening. You bet your life is this! You bet your life is this!

- Ah que ótimo! Pra ajudar vocês cantam mal, fiquem sabendo. – empurro a mesma com o ombro enquanto canto com o intuito de fazer ela entrar no clima. Parece que funcionou de certa forma, a vejo se balançando de um lado pro outro. – Uma pena eu não saber a letra, se não mostrava o que é voz de verdade.

...

Depois de algum tempo finalmente chegamos, Emaline se apressa em estacionar o carro em qualquer lugar pra não pegarmos muita fila pra entrar no show.

- Vamos! – Luke me puxa pela mão e vamos pra fila que aparenta não ser muito grande.

- Então Emaline, conseguiu memorizar as músicas que cantamos no carro?

- Memorizar não, mas já gostei de várias. Você tem bom gosto Messner. – diz lançando uma piscadela. – Ah não ser por namorar o pequeno Luke.

- Ei eu tô aqui, beleza? E não me chama de pequeno Luke.

- Ah é bonitinho vai. – defendo Emaline que sorri em resposta. E que sorriso. Luke vira de costas pra nós duas que estamos atrás na fila. – E sobre namorar você não pode falar nada, namora o Oliver.

- O Oliver é um ótimo namorado!

- Tanto que você tava daquele jeito depois da gravação. – me arrependo do que disse assim que falo, Emaline muda de expressão parecendo chateada. – Mas... Digo isso porque ele não merece ter a namorada que tem.

- Se você diz... - muito bom Kate, estragou o clima.

Logo chega nossa vez, ganhamos um X feito com caneta permanente nas costas da mão. Deve ser algum tipo de controle de quem tinha ingresso. Um método de controle bem peculiar. Nos sentamos um do lado do outro, fico entre os dois. As luzes já estão apagadas à espera da Tori.

- Obrigada Luke, isso vai ser incrível. – digo e estico minha mão com o intuito de tocar a dele amigavelmente, porém ela vai parar em sua coxa. Retiro logo depois.

- D-de nada Kate. Você merece.

Um jogo de luzes azuis ilumina o local, Tori se apresenta começando o show finalmente enquanto todos se levantam aplaudindo. Não sei explicar o quão nervosa e feliz ao mesmo tempo fiquei.

Olho pra Emaline durante a música, que retribui. Não consigo evitar sorrir nesse momento, seus cabelos ficam levemente bagunçados enquanto a mesma se balança de forma engraçada, e posso jurar que seus olhos ficam ainda mais lindos com essa meia luz. Desvio o olhar um pouco, notando duas mulheres na plateia. Ambas sorriem trocando olhares, até que uma delas se aproxima e finalmente trocam um beijo de forma apaixonada. Elas são um... Casal. Um casal de mulheres em público demonstrando amor? Eu jamais imaginei ver isso. E devo dizer que foi a melhor coisa que vi essa semana, sem contar o sorriso de Emaline claro.

Um sentimento estranho surge dentro de mim, porém meus devaneios vão embora quando volto a olhar para Addario. A mesma olhava exatamente pro mesmo lugar que eu. Logo se virou de volta me observando, tenho certeza que um sorriso bobo brotou em meus lábios, e arrisco dizer que nos dela também. Alguns segundos se passam apenas nisso. Até que escuto a voz de Luke animada ao meu lado.

- Ela canta melhor ainda ao vivo, não é Kate?

- Ah... Sim, sim. Canta. – volto meus olhos pra Emaline que já prestava atenção na Tori novamente. Resolvo fazer o mesmo.

...

O show foi incrível, impossível descrever. Acho que foi a melhor experiência da minha vida, com a melhor companhia possível. Me refiro tanto ao Luke quanto à Emaline. Os dois por mais que não se suportem aparentemente, são ótimas companhias.

Acabamos de sair lá de dentro, já é noite inclusive.

- Vocês tão sentindo esse vento? Meu deus que frio. – Emaline diz esfregando os braços.

- Pega meu casaco, eu tô com uma flanela por baixo mesmo. – sai quase automático de minha boca. Eu ando bem impulsiva, não sei se gosto disso não. De qualquer forma, ela aceitou. – Vou ir comprar uns salgadinhos na máquina ali antes que aquela fila de animais famintos aumente. Quer alguma coisa? – pergunta se virando pra mim.

- Não, obrigada. Tô sem fome.

- É por isso que é magra desse jeito Messner. E você pequeno Luke?

- Já falei pra não me chamar assim... E quero sim. Qualquer coisa. – Luke responde parecendo cansado, assim que Emaline se afasta entendo o porquê. – Eu não aguento essa garota.

- Por? Você tá exagerando vai. Ela tá sendo legal, mais do que normalmente é.

- Mais do que normalmente é? Ela nunca é legal. E eu não chamo de legal alguém que põe apelido nos outros!

- Ah, para com isso, “pequeno Luke”. – digo entre risos fazendo aspas no ar. – Vamos ali pegar refrigerante na outra máquina que me deu sede.

Nos aproximamos da máquina, Luke se escora ao lado dela.

- Apesar da Emaline, esse foi o melhor encontro da minha vida!

- Você sabe que isso não foi um encontro, né?

- Ah, você entendeu. Se estamos namorando foi sim.

- Mas nós não estamos namorando de verdade Luke, na verdade eu nem sei se aceitei namorar mesmo que de mentira. Eu acho que não quero mais fingir isso.

- Mas a gente se divertiu tanto Kate!

- Sim, eu concordo. E foi durante essa diversão que eu fiquei pensando, vendo aquelas pessoas ali. Talvez... Talvez eu possa ser eu mesma.

- Eu nunca disse que não podia ser você mesma. Eu até te ajudei a tentar entender tudo “isso”. Não entendo porque não podemos ficar juntos.

- Porque eu cansei de esconder quem eu sou Luke.

- Ah beleza, então você acha que vai sair por aí deixando as pessoas saberem que você é lésbica e que vai ficar tudo bem?? Só em sonhos.

- O que quis dizer com isso? Que ninguém tem que saber?

- Eu só me importo com você Kate. Por que tá fazendo isso comigo? – pergunta ele aumentando o tom de voz e me irritando mais ainda. É tão difícil de entender? – É mais fácil esquecer isso e nós dois ficarmos juntos, de verdade.

- Não, você só se importa consigo mesmo. Você não gosta de mim, gosta da ideia de me ter!

- Mas Kate, por favor me dá uma chance!

- Luke, só me deixa em paz tá bom?

Essa conversa, ou melhor, discussão, me deu uma dor de cabeça enorme. Quando vejo que Luke vai começar a falar novamente, viro pra me afastar. Porém a dor de cabeça só aumenta quando dou de cara com uma garota de olhos brilhantes, vestindo meu casaco e com dois pacotes de Doritos nas mãos.

- É... Eu consegui os lanches. Desculpa atrapalhar, mas... A nossa carroça foi rebocada, eu acho. – Emaline diz sem graça, demoro alguns segundos pra raciocinar o que ela disse.

- Nossa carroça... Nosso carro foi o quê?? – Luke corre em direção ao lugar onde Emaline havia estacionado quando chegamos. – Proibido estacionar? Obrigada Emaline! Muito, muito obrigada!

- Como é que é? Desculpa tá bom? – Emaline se aproxima de Luke claramente irritada.

- Luke abaixa a bola, okay?? Nós também não vimos isso. Não desconta nela os seus problemas. Vou ligar pro meu pai, espera aí por favor!

Saio de perto dele o mais rápido que posso ouvindo passos atrás de mim. Assim que chego perto do telefone sinto alguém tocar meu braço.

- Luke eu vou ter que ser mais clara? – sinto meu rosto corar fortemente quando vejo que se trata de Emaline. - D-desculpa.

- Tudo bem. A coisa ficou tensa entre vocês dois em.

- É, um pouco. O que... O que você ouviu exatamente? – só agora cogitei a possibilidade dela ter escutado ele dizer que sou lésbica.

- O suficiente pra saber que vocês terminaram, eu acho.

- Ah... – suspiro aliviada. – É, terminamos.

- Você tá bem? – pergunta preocupada de uma maneira extremamente fofa.

- Sim, tô sim. Obrigada Emaline.

Infelizmente não tivemos tempo pra conversar melhor, liguei pro meu pai e depois de um tempo ele chegou. Sentei no banco de passageiro de novo, mas podia sentir o olhar de Emaline que estava no banco de trás sobre mim. Levamos ela em casa primeiro, desci do carro pra me despedir.

- Bom... Você se divertiu? Sei que não somos exatamente a companhia que tá acostumada.

- Não conte pra ninguém, se não eu te mato. Mas... Foi mais divertido do que com a “companhia que tô acostumada”.

- Obrigada... Eu acho.

- Ah e... – aproxima perigosamente o rosto e fala no meu ouvido. – Achei muito ousado aquela mãozinha na coxa do Luke em.

- O quê?! A-aquilo foi sem querer!

- Sei, sei. Não vou contar pra ninguém não.

- Mas é sério!

- Até logo Messner. – recebo um abraço apertado enquanto ouço a mesma rir.

- Até amanhã Addario. - quando faço menção de soltar, Emaline aperta ainda mais seus abraços.

- Desculpa por... Espalhar aquele boato sobre você. Foi idiota.

- Tudo bem. Não importa, até porquê... – não tenho certeza se devo fazer isso, mas se pretendo ser eu mesma esse é o primeiro passo. – É verdade aquilo mesmo.

- É verdade o quê?

Me afasto recebendo um olhar confuso, resolvo não explicar e volto pro carro.

- Como foi o dia filha? – meu pai pergunta assim que ponho o cinto.

- Diferente. Vamos pra casa logo.


Notas Finais


É isto 👋


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